Praia de Xangri-Lá

Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

Acidente de trânsito com vítima fatal em Atlântida, Xangri-Lá

Ao final da tarde de hoje houve acidente de trânsito em Xangri-Lá, na Avenida Paraguaçu a uma quadra da Avenida Central de Atlântida. Ocorreu a colisão de um veículo automotor contra uma bicicleta que trafegava no mesmo sentido. O ciclista resultou morto.

A JESUS.COM NOS EXPLICA MUITA COISA

Conteúdo Jurídico , Fim do político profissional , Opinião 4 de maio de 2016

É muito provável que a única coisa certa na política, particularmente nas democracias, é que o poder é exercido por uma minoria fortemente organizada (Guglielmo Ferrero). No mais, “de política não sabemos quase nada; é um enigmático mistério e o ofício mais inexato do mundo” (D. Innerarity). Todo governo tem suas oligarquias governantes (as que reinam) e “co-mandantes” (as que influenciam, normalmente por meio do dinheiro). Ora são rigidamente hierarquizadas ou verticalizadas (nas ditaduras e nos populismos duros, agudamente personalistas: ditaduras brasileiras, governo cubano, venezuelano ou norte-coreano etc.), ora são mais horizontalizadas (nas democracias populistas mais abertas, como a de Vargas – 1950-1954 – e a lulista, que foram “pai dos pobres” e “mãe dos ricos”).

Nas democracias, as piores oligarquias dominantes são as que reúnem o descaramento da corrupção, do fanatismo religioso e do autoritarismo. Eduardo Cunha é a síntese (im)perfeita dessa equação tripartida. Mas ele não é fruto do nada. Samsung, Mitsui e muitas empreiteiras “compraram” seus favores. Sem essas propinas não haveria a “jesus.com”.

Seu processo de cassação na Comissão de Ética anda como tartaruga, mesmo depois de 7 delações contundentes. Seus sectários na Comissão são cínicos. Sua empresa jesus.com é a cristalização das oligarquias que mais estão crescendo no Brasil. Pior: possuem (do ponto de vista do domínio do poder) um futuro promissor. Constituição, democracia, direitos e liberdades individuais, pensamento secular, desapegamento público ao Ser Supremo, racionalidade, valores republicanos ou da revolução francesa… tudo do Iluminismo e da crença política do século XVIII está sendo enterrado nos últimos séculos. Os populismos.com, corrosivos e destruidores dos pilares da democracia, são eleitoralmente arrebatadores.

A organização e as influências recíprocas conferem êxito e superioridade às oligarquias (os carteis na Petrobras constituem prova inequívoca). Com a ajuda dos aparatos reprodutivos das respectivas ideologias (igrejas, escolas, fábricas, meios de comunicação etc.), governam com assustadora facilidade[1]. Mas a política autêntica não é só poder (não é só governo), é também moralidade. Governos e Estados corruptos (cleptocracias), ainda que democráticos, não possuem legitimidade. Acontece que legitimidade nunca foi um grande problema para as oligarquias mais atrasadas (com democracias menos educadas, menos participativas, menos cidadãs, menos conscientes).

Não vivêssemos numa democracia só formal, oligárquica e cleptocrata, é evidente que Eduardo Cunha, que denigre a República com sua escancarada corrupção (tem contas secretas nos EUA, na Suíça e em Israel), já não seria presidente da Câmara há muito tempo. Mas ocorre que o Judiciário ora atua como poder jurídico de controle (cortando os abusos dos demais poderes – no mensalão foi assim), ora age como membro das oligarquias (que são castas que se ajudam mutuamente, facilitando a prescrição de um crime, por exemplo).

Afirma-se que o STF ainda não deu “cartão vermelho” para a presidência de Cunha por causa de Renan Calheiros (sendo ambos próceres do arrivista PMDB). O presidente do Senado está na iminência de também se converter em “reú” no STF (sem contar outros 9 inquéritos em andamento). O que se decidir para um tem que valer para o outro. Efeito dominó. Aí estaria o problema. As amarras das oligarquias tornam as nações fracassadas.

Cunha poderia ser eliminado da presidência da Câmara com mais facilidade (aplicando-se o art. 86 da CF para todos que estão na linha sucessória presidencial). Renan, não, porque ele seria considerado “muito importante” no tabuleiro da política (leia-se da cleptocracia) brasileira (tem trânsito em todos os políticos, de esquerda ou de direita, polutos ou impolutos, teúdos ou manteúdos, de mãos limpas ou sujas). A denúncia que o PGR ofereceu contra ele está tramitando no STF há 1.200 dias. E nada. Só anda de lado (como caranguejo). Para frente é que não vai. É ele que daria “certa racionalidade” ao labiríntico esquemão oligárquico da República brasileira.

Quando o Judiciário pensa assim, é claro que também ele está cumprindo o indecoroso papel de “correia de transmissão” da engraxada cleptocracia. Venalidade do mal. Vendo o funcionamento camarada das oligarquias (dos poucos que são os donos do poder), sabe-se a razão da restrita e precaríssima escolaridade do povo brasileiro (menos de 8 anos). As peças desse tabuleiro se casam. A jesus.com sintetiza e facilita bastante a compreensão do funcionamento das nossas oligarquias.

[1] Ver NEGRO PAVÓN, Dalmacio. La ley de hierro de la oligarquia. Madrid: Encuentro, 2015, p. 13-14.

Fonte: http://luizflaviogomes.com/jesus-com-nos-explica-muita-coisa/

DA FALTA QUE SINTO DOS MEUS CUSCOS ESTANDO NA SELVA DE PEDRA

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Já disse e repito. Os cachorros são organizados, têm uma estrutura familiar, têm lideres, têm a fêmea alfa, cuidam bem dos filhotes.
E falam com os olhos.
Tudo o que querem é carinho e alimento.
Sinto falta deles quando estou embretado na cidade.

CÃES D

CÃES

Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com.br/2016/05/da-falta-que-sinto-dos-meus-cuscos.html

Parlamentarismo falso e pela metade

Postado em 4 de maio de 2016 por Juremir Publicado em Uncategorized

O humorismo cotidiano brasileiro adora esta tirada: não há meia gravidez.

Nem meio parlamentarismo.

A oposição, na falta de votos nas urnas, resolveu derrubar o governo introduzindo no presidencialismo vigente no país um componente parlamentarista: o voto de desconfiança.

Dilma será condenada, dizem opositores, “pelo conjunto da obra”.

Isso não está na regra do jogo.

Só vale o crime de responsabilidade.

Na prática, o crime de responsabilidade será apenas um pretexto para fazer passar o voto de desconfiança, típico do parlamentarismo, em relação à gestão da presidente Dilma.

Se a oposição aceita essa parte do parlamentarismo, que lhe é conveniente, no presidencialismo, não aceita a outra parte: nova eleição. Como dizem os franceses, “ça va avec “(vai junto).

Derrubado o governo por falta de maioria no parlamento, novas eleições.

A Espanha está fazendo isso agora mesmo.

O golpe em curso é golpe justamente por isso: introduz no presidencialismo um elemento do parlamentarismo não previsto na regra do jogo, mas não aceita a sua consequência legitimadora: o retorno ao voto popular para a formação de um novo governo. É uma trapaça legal.

Destitui-se o governo com uma medida parlamentarista.

Entroniza-se o vice com uma medida presidencialista.

Julga-se politicamente o crime de responsabilidade no Senado.

Impede-se o exame jurídico desse crime pelo STF.

Só no parlamentarismo a queda de um governo pode ser política sem necessidade de prova jurídica de um crime de responsabilidade. O crime de responsabilidade fictício para justificar um voto de desconfiança é um contrabando, um jabuti colocado na alto da árvore do presidencialismo.

A cereja do bolo será tornar Lula ficha suja para que não possa concorrer em 2018.

STF, MP e oposição trabalham juntos.

O Procurador-Geral da República precisou de 519 dias e quatro delações para pedir que o tucano Aécio Neves seja investigado. Permitiu que o réu Eduardo Cunha comandasse o ritual de admissibilidade de impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados. Dez dias depois, denunciou-o como chefe de quadrilha. Estratégia para derrubar o governo? O mesmo PGR não viu razões para dar ouvidos à delação que compromete o vice-presidente Michel Temer.

Não há meia gravidez. Nem meio parlamentarismo. Nem meio golpe.

Só meia denúncia.

Copiado do blog do Juremir Machado da Silva

Temer humilhará cientistas se der pasta da Ciência à Universal

QUARTA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2016

por Bernardo Mello Franco
para Folha de S.Paulo

Dilma Rousseff e Michel Temer romperam relações, mas parecem ter se unido por um último objetivo comum. A presidente e o vice decidiram humilhar os cientistas brasileiros, negociando as políticas para o setor no balcão de compra e venda de apoio parlamentar.

Vice-presidente
ofereceu o cargo BÍBLIA VIGARICE
a um pastor
Há sete meses, Dilma entregou o Ministério da Ciência e Tecnologia a Celso Pansera, o “pau-mandado” do PMDB fluminense. O deputado entendia pouco da área, mas se revelou um profeta. Antes de ganhar o cargo em troca de votos, havia aberto um restaurante chamado Barganha.

Prestes a assumir a Presidência, Temer deu um passo para bater o recorde da ex-aliada. Ofereceu a pasta da ciência a um bispo da Igreja Universal, que prega o ensino do criacionismo e nega a teoria da evolução. A cadeira foi prometida a Marcos Pereira, presidente nacional do PRB.

O objetivo do vice é garantir o apoio da igreja e de seu partido, que tem 22 deputados e um senador. O PRB era aliado de Dilma, mas mudou de lado às vésperas do impeachment.

A escolha de um bispo para cuidar da ciência indica que a promessa de um “ministério de notáveis” não passou de propaganda enganosa do novo regime. Além disso, serve de mau presságio: tempos ainda mais obscuros podem estar por vir.

Na mesma segunda-feira em que a transação veio à tona, a academia brasileira sofreu outro golpe doloroso. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, autora de estudos com repercussão internacional, anunciou que vai deixar o país. Pesquisadora da maltratada UFRJ, ela se cansou de lutar contra as condições precárias para a prática da ciência por aqui.

“Cheguei ao limite”, desabafou a acadêmica à revista “piauí”. Ela ainda não devia ter lido os artigos do bispo Edir Macedo, futura eminência parda do setor. Num texto de 2009, ele chama o evolucionismo de “especulação”, acusa Darwin de “confrontar a palavra de Deus” e diz que os “os verdadeiros cristãos não precisam de teorias para sustentar a fé”.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2016/05/temer-humilhara-cientistas-se-der-pasta-da-ciencia-a-Universal.html#ixzz47huBcx00
Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

“O Brasil tem uma economia sólida, é um pais produtivo, mas sofreu um ataque do sistema financeiro. Não há economia que aguente”.

Já faz bastante tempo que num programa da TV Pampa conduzido pela bela e charmosa Magda Beatriz encaminhei, via e-mail, pergunta para Germano Rigotto e este enrolou e não a respondeu. Perguntava eu por que razão o Congresso Nacional não havia regulamentado a taxa de juros a ser praticada no país prevista em 12% ao ano. Esses congressistas que lá estiveram e que lá estão se omitem desde o surgimento da Constituição em regulamentar tal. Entendo que ao assim agirem trabalham para quem os banca, os malditos banqueiros. Religiões para mim não tem valor algum, pois em princípio são instrumento de dominação das massas assim como enriquecimento de quem as controla, mas o islã, tão combatido não admite o juro tal como os ocidentais permitem.
O Editor
============================================================

Entrevistas

Quarta, 04 de maio de 2016

Entrevista especial com Ladislau Dowbor

“Os crediários para artigos do lar têm juros de 104% no Brasil, o que é um escândalo; na Europa a taxa é de algo em torno de 10%. Na realidade, as famílias estão pagando mais que o dobro quando compram a prazo”, constata o economista.

CIFRAS
Imagem: andersondmoura.blogspot.com

A crise econômica brasileira, que registra “redução do PIB”, uma “situação recessiva”, alta inflação e “perdas de emprego”, pode ser compreendida, especialmente, pelo processo de “financeirização da economia”, diz Ladislau Dowbor à IHU On-Line.
Para ele, a principal consequência da financeirização no Brasil é a paralisação do consumo das famílias, que era visto como o principal motor da economia. “Quando se junta a isso a taxa Selic, percebe-se que 500 bilhões de reais poderiam ser revertidos em estradas, ferrovias, saúde, educação etc., mas estão indo para bancos que, por sua vez, colocam esse dinheiro em paraísos fiscais”, afirma.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, Dowbor analisa os demais fatores que geraram a atual crise econômica e pontua que o rentista “se tornou o principal chupador de riquezas do país, aquele que trava a economia e coloca a culpa nas costas do governo”. Contudo, frisa, “desde que o governo Dilma tentou reduzir esse dreno da economia, reduzindo as taxas de juros, começou a guerra, e de 2014 para cá ela não teve um dia para governar. É um boicote à economia que pode ter um desfecho trágico”.

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e da Universidade Metodista de São Paulo – Umesp. Além disso, é consultor de diversas agências das Nações Unidas.

Confira a entrevista.

DOWBOR
Foto: Portal Viomundo

IHU On-Line – De que maneira o senhor avalia a situação econômica do Brasil hoje? Quais os principais problemas econômicos do país neste contexto de instabilidade política que ele vem enfrentando?
Ladislau Dowbor – A situação geral é de que há uma redução do PIB, praticamente uma situação recessiva, uma situação de inflação mais alta do que de costume, e perdas de emprego. O curioso, nesse processo, é que apesar dessa travada da economia, o lucro do Itaú nos últimos 12 meses teve um aumento de 30,2% e o lucro do Bradesco teve um aumento de 25,9%. Ou seja, há um imenso enriquecimento de todos os que trabalham com movimentação financeira, ao mesmo tempo que há um travamento econômico. Isso nos leva ao núcleo da crise, que começa com uma tentativa de redução dos juros no governo Dilma, entre 2013 e 2014.

A redução de juros da taxa Selic, que chegou a 7,5%, e dos juros nos bancos públicos –cobrados de pessoas físicas e jurídicas -, que baixaram fortemente, levaram a uma redução dos lucros do sistema financeiro e isso desencadeou a guerra. É preciso lembrar que um pacto semideclarado dos governos populares Lula e Dilma era o de respeitar os intermediários financeiros. Eu estive presente na ocasião em que foi lida a carta de junho de 2002, quando Lula declarou que o fazia porque queria ser eleito presidente, e se comprometia a respeitar os contratos financeiros.

Motores econômicos

Para explicar a guerra iniciada no governo Dilma, vou explicar como funciona a economia, a qual é impulsionada por quatro motores. O primeiro motor, relativamente menor no caso brasileiro, são as exportações, porque quando se exporta, são gerados empregos, gerando atividades econômicas e criando capacidade de importação.

Ocorre que todas as commodities das quais somos grandes exportadores tiveram quedas radicais. Só o minério de ferro perdeu, em 12 meses, 45% do seu valor no mercado internacional; é o caso também da soja, do suco de laranja e das diversas exportações primárias.

O Brasil continua a exportar os mesmos volumes, mas o rendimento das exportações foi cortado pela metade por conta da queda dos preços das commodities no mercado internacional. Então, o motor econômico da exportação travou por razões internacionais, e não por razões internas.

O segundo motor que impulsiona a economia é a demanda das famílias. Esse é de longe o principal motor da economia brasileira. A demanda das famílias foi travada por sistemas de juros para a pessoa física, e esses juros vão impactar no endividamento das famílias. Então a situação é a seguinte: em março de 2005, 19,3% da renda familiar era destinada para o pagamento de dívidas; em março de 2015, portanto 10 anos depois, 46,5% da renda familiar era para pagar dívidas. As famílias se endividaram de maneira muito impressionante, e quando se endividam com juros muito elevados, se travam suas demandas.

Quando quase metade da renda das famílias é usada para pagar dívidas, elas não conseguem comprar coisas novas. Para compreender essa situação, fui estudar qual é o sistema de juros que gerou esse endividamento das famílias. Verifiquei que os crediários para artigos do lar, por exemplo, têm juros de 104% no Brasil, o que é um escândalo; na Europa a taxa é de algo em torno de 10%. Na realidade, as famílias estão pagando mais que o dobro quando compram a prazo.

“Quando se tem um estoque de dívida elevado como o que o Brasil tem, e se pagam juros de 14,25%, estão sendo transferidos dos nossos impostos, para os bancos e intermediários financeiros, cerca de 500 bilhões de reais.”
Muitas famílias se endividaram além da capacidade do seu pagamento e com isso entraram no cheque especial, que tem taxa de juros média de 238%, segundo os dados do Banco Central. Apenas para compararmos, no Banco Santander da Espanha essa taxa é de 0% até seis meses para o valor de até 5 mil Euros. No Brasil, se estourarem o cheque especial e entrarem no rotativo do cartão de crédito, as pessoas passam a pagar em média 447% de juros, conforme o Banco Central. O Banco Santander cobra, no rotativo do cartão, 633,21%.

Acrescente a isso que quando se paga à vista para não entrar no crediário, mas se paga com cartão, o caixa pergunta se a pessoa vai pagar no crédito ou no débito. Se a pessoa paga no crédito, o banco vai cobrar 5% do valor de toda a compra, ou seja, se a pessoa fez uma compra na papelaria de R$ 100,00, a papelaria vai receber R$ 95,00. O custo para o gestor do cartão – o banco – é cerca de dez centavos por operação. Lembra que para o pagamento da CPMF, que era 0,38%, fez-se um escândalo?

Mas se a pessoa optar pela compra em débito, o banco cobra entre 2 e 2,5%, o que também é um valor gigantesco, porque é um valor cobrado sobre milhões de operações diárias. Se fizer a transferência do dinheiro através da internet, por exemplo, no caso de alguém comprar um livro de R$ 30,00, a empresa que o vende pagará R$ 38,00, porque R$ 8,00 é o custo da transferência do próprio banco, quando na verdade o custo dele é praticamente nulo, pois o cliente é quem faz toda a operação pelo seu computador.

O terceiro motor da economia é o investimento e a produção empresarial. E por que esse motor travou? Quando se tem a crise da demanda, as empresas que já tinham estoques grandes, não vão investir novamente e aumentar a produção. Portanto, trava-se também a atividade das empresas. Outro detalhe é que, se para passar por esse momento difícil a empresa acaba tendo de recorrer ao banco, ela vai acabar pagando 20 ou 30% de juros. Não há condições de tocar uma empresa pagando juros desse montante – esses juros, na Europa ou nos Estados Unidos, são da ordem de 2%.

Portanto, como não há demanda, as empresas tendem a parar de produzir. Como a taxa de juros é imensa para a pessoa jurídica, as empresas acabam “se enforcando”. Um terceiro aspecto que trava o investimento das empresas é o fato de elas verem a alternativa de aplicarem o seu dinheiro na taxa Selic, rendendo 14,25% com liquidez total e risco zero. Assim, temos esses três freios da atividade empresarial.

O quarto motor da economia é o investimento do governo, tanto em infraestrutura, como em políticas sociais – saúde, educação, cultura, segurança. O que aconteceu nesse último caso? Normalmente, a taxa Selic, que é quanto o governo paga sobre a dívida pública em termos de juros, está em 14,25%. Quando se tem um estoque de dívida elevado como o que o Brasil tem, e se pagam juros de 14,25%, estão sendo transferidos dos nossos impostos, para os bancos e intermediários financeiros, cerca de 500 bilhões de reais. O PIB do Brasil é 5,5 trilhões, 10% são 550 bilhões, 1% é 55 bilhões. Então, cada vez que se fala em 55 bilhões, é 1% do PIB que poderia estar sendo utilizado para fomentar o desenvolvimento, mas está parado.

Financeirização

O Brasil não está estruturalmente ruim, a economia é sólida, é um país produtivo, teve avanços extremamente significativos, mas sofreu um ataque do sistema financeiro, que travou o sistema econômico, e não tem economia que consiga aguentar isso.

Além do mais, quando vemos o aumento do lucro dos bancos, nos perguntamos o que está acontecendo com todo esse dinheiro. Em parte, eles reaplicam na taxa Selic, que está muito rentável e, em parte, estão colocando o dinheiro em paraísos fiscais. Saíram recentemente os dados do Panama Papers, mas nós já tínhamos os dados de Luxemburgo, do Itaú, do Bradesco, do HSBC, das empresas brasileiras que estão em paraísos fiscais em Genebra.

O resultado prático de aplicação financeira é que os bancos não criam atividades produtivas; eles reinvestem o dinheiro e sequer pagam impostos, porque fogem para paraísos fiscais. Então, quando se tem um dreno desse tipo, a economia trava. Mecanismos semelhantes a esses foram os que quebraram a Argentina, com os assim chamados fundos abutres. É o que chamamos de financeirização da economia. As últimas reuniões do G20 estão todas centradas nesse problema, incluindo os paraísos fiscais. Só as exportações fraudulentas estão custando ao Brasil 35 bilhões de dólares, 2,5% do PIB.

IHU On-Line – Em um de seus livros, o senhor afirma que “a economia se ‘financeirizou’ de forma generalizada”. Qual é o significado desse fenômeno para a vida econômica e social do Brasil?

Ladislau Dowbor – O resultado é que se travou o consumo das famílias e esse é o principal motor da economia. Então, quando não há demanda, a economia não funciona, porque os empresários não vão produzir se não têm para quem vender. Quando se junta a isso a taxa Selic, percebe-se que 500 bilhões de reais poderiam ser revertidos em estradas, ferrovias, saúde, educação etc., mas estão indo para bancos que, por sua vez, colocam esse dinheiro em paraísos fiscais.

Os bancos não investem, porque investimento é diferente de aplicação financeira. Investimento significa construção de estradas, fábricas etc. Aplicação financeira é quando se compram papéis sem produzir um sapato a mais no país. Hoje o rentista se tornou o principal chupador de riquezas do país, aquele que trava a economia e coloca a culpa nas costas do governo. Mas desde que o governo Dilma tentou reduzir esse dreno da economia, reduzindo as taxas de juros, começou a guerra, e de 2014 para cá ela não teve um dia para governar. É um boicote à economia que pode ter um desfecho trágico.

“Só as exportações fraudulentas estão custando ao Brasil 35 bilhões de dólares, 2,5% do PIB”

IHU On-Line – De que modo as políticas de ajuste fiscal do Brasil incidem sobre o mundo do trabalho?

Ladislau Dowbor – Quando se faz um ajuste fiscal, copiando o que já foi feito em muitos países, a chamada política de austeridade, se diz que o problema foi gerado porque o governo ajudou os pobres com os nossos impostos, e que isso foi irresponsável, gerou um déficit do governo e está travando a economia. Isso é uma bobagem radical, porque quando se aumenta a demanda da população, se gera crescimento econômico e dinamiza toda a economia. Tanto é que isso funcionou nas duas gestões do governo Lula e na primeira gestão do governo Dilma. Quando a presidente, depois de reeleita, aplicou as políticas exigidas pelos intermediários financeiros de elevar as taxas de juros e reduzir financiamentos de políticas sociais, travou o consumo das famílias e aprofundou o processo, porque isso levou os empresários a parar de produzir e manteve a taxa Selic.

Foi estarrecedor ouvir o Copom (Comitê de Política Monetária) dizer que manteria a taxa elevada porque a inflação poderia aumentar, mas não existe nenhuma relação entre o aumento da Selic, a inflação e a dívida do governo. Trata-se de uma enganação. Quando se entra na recessão, se usa o Estado para expandir o crédito, a demanda, porque a crise reduz os estoques das empresas, que vão voltar a produzir; voltando a produzir, gerarão mais emprego, e esse processo reanima o motor econômico. A política de austeridade não deu certo em lugar nenhum.

IHU On-Line – De acordo com dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, pela primeira vez desde 1992, simultaneamente a renda do trabalho dos brasileiros diminuiu e a desigualdade aumentou. O que a combinação desses dados significa para o contexto econômico do país?

Ladislau Dowbor – Toda a fase dos modelos populares foi justamente de um aumento da capacidade de compra da população, aumento do emprego formal, aumento da renda que se traduziu em mais demanda, que gerou mais emprego formal e que permitiu um conjunto de políticas sociais. Todo esse processo, na realidade, aumentou a renda das famílias e dinamizou a economia. Mas quando se trava a economia, tem-se um impacto básico de tirar os recursos financeiros das atividades produtivas, transferindo-os para rendas financeiras, ou seja, o que havia de investimentos hoje se transformou em aplicações financeiras.

Assim, com todos os investimentos murchando e tendo em vista a queda do preço das commodities, tem-se um processo recessivo, que reduz o nível de renda das famílias e aumenta a desigualdade. Então, se estamos numa recessão e o Itaú aumentou o lucro em 30,2% e o Bradesco em 25,9%, é claro que as famílias ricas estão ganhando muito mais dinheiro. Mas o travamento das atividades produtivas, ao mesmo tempo que aumenta o lucro financeiro, beneficia os ricos e não os trabalhadores. Aí temos uma diferenciação radical. O mecanismo é explicitado no livro do Piketty: uma família que tem uma renda, gasta o dinheiro que tem para pagar os serviços que utiliza ao longo do mês, mas o rendimento financeiro do rico ultrapassa o valor que precisa pagar com os serviços e permite que ele faça aplicações financeiras.

Um homem bilionário, que aplica seu dinheiro a 5% ao ano, que é uma aplicação conservadora, está ganhando 137 mil reais a mais por dia. Então, o sistema financeiro faz com que a pessoa ganhe muito dinheiro sem ter de estar gastando e produzindo algo. Esse tipo de rendimento não gera novas riquezas. Para o Brasil isso é catastrófico, porque aumenta a desigualdade. Todo esse procedimento da direita de travar os processos redistributivos é uma burrice, no longo prazo, porque aumentar a capacidade de consumo das famílias é a melhor coisa para as atividades produtivas empresariais. Agora, quem está mandando nas atividades produtivas é o sistema financeiro.

Entrevista de Leslie Chaves e edição de Patricia Fachin

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/554511-qo-brasil-tem-uma-economia-solida-e-um-pais-produtivo-mas-sofreu-um-ataque-do-sistema-financeiro-nao-ha-economia-que-aguenteq-entrevista-especial-com-ladislau-dowbor

Esse jovem tem memória seletiva, pois esqueceu que eles também $onegam tributos

( 10h04 “Jornalismo é o eixo central de tudo que fazemos”, diz presidente do Grupo RBS Marta Sfredo/Agência RBS
Em Pauta ZH Destaque do editor 04/05/2016 | 10h04
“Jornalismo é o eixo central de tudo que fazemos”, diz presidente do Grupo RBS
Eduardo Sirotsky Melzer abriu evento de debates no Instituto Ling, em Porto Alegre, em comemoração aos 52 anos de Zero hora )

Digo eu: como o tempo passa rápido. Lembro que a ditadura quebrou as instalações do jornal antecessor e dias depois surgiu este. Esse jovem deveria ser honesto e dizer que também $ONEGAM tributos, dinheiro do qual depende a merenda escolar assim como leitos hospitalares e medicamentos a enfermos em estabelecimentos públicos.

Desgoverno Sartori e sua polícia de quarteirão cheia de Rainhas da Inglaterra para nada servem

Infelizmente não foi contra mim e sim contra meu genro em Lajeado, faz poucos minutos que um roubo foi perpetrado. Ele trabalhava quando dois vagabundos livres, leves e soltos, pois assim como aqui no litoral lá a polícia de quarteirão não faz a obrigação.
Felizmente saiu fisicamente ileso tendo sido subtraído apenas o telefone.
Aqui roubam diuturnamente e carregam tudo o que encontram. Carregam portões, telas de cercas, tubos de gás. Enfim, tudo aquilo que possa ser convertido em dinheiro.
Aqui com certa frequência invadem residências, especialmente durante o dia e sempre onde residem casais idosos. Espancam os velhos e levam tudo o que couber no carro das próprias vítimas.
Dormiria hoje bem melhor se o alvo não tivesse sido o meu genro em Lajeado e sim minha casa aqui na praia. Daria serviço aos peritos do IGP e pela manhã o legista teria ‘presunto ou presuntos’ para carnear, pois os mataria sem dó e nem piedade.
Parece-me, infelizmente, que esses bandidos tem muita sorte.

2ª fase da Operação Messias é deflagrada em Balneário Pinhal

Publicação: 03/05/2016 às 11:20

APREENSÃO PINHAL

DPI material apreendido
apreensão – Foto: Polícia Civil

Na manhã desta terça-feira (03/05), a Polícia Civil deflagrou a 2ª fase da Operação Messias no bairro Pontal das Figueiras, em Balneário Pinhal. A operação contou com a participação conjunta de policiais civis e militares para cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão.
Na ação foram presos em flagrante três pessoas, dois homens; um de 32 anos e outro de 29 e uma mulher de 29 anos. Foram apreendidos, no interior da casa, 1,28 kg de cocaína e 248 gramas de crack, duas pistolas, calibre 9mm, com cinco carregadores, uma pistola, calibre.22, com dois carregadores, três carregadores para pistola calibre .380, um cano e um tubo carregador de espingarda calibre .12, munições, sendo 76 de calibre .12, 87 de calibre .22, 21 de calibre .38, 10 de calibre .40 e 96 de calibre 9mm, três balanças de precisão, cerca de R$ 12.000,00 em dinheiro, R$ 100,00 em moedas, telefones celulares, tablet, notebook e televisores, dentre outros objetos. Ainda foram apreendidos dois automóveis, um Volkswagen Parati e um Chevrolet Celta.
Segundo o delegado Antônio Carlos Ractz Jr., os presos seráo autuados em flagrante pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para tráfico de drogas e posse de armas de fogo, inclusive de uso restrito. Após os procedimentos legais, os presos serão recolhidos à Penitenciária Modulada Estadual de Osório e no Presídio Estadual Feminino de Torres.
Fonte: DP / Palmares do Sul

Fonte: http://www.pc.rs.gov.br/conteudo/33278/2%EF%BF%BD-fase-da-operacao-messias-e-deflagrada-em-balneario-pinhal

Dois suspeitos por assalto a banco em Cambará do Sul são presos

Para que esse crime fosse praticado lá somente com a omissão ou conivência deles, pois a cidade é pequena e há tão somente essa agência bancária. Polícia de quarteirão precisa trabalhar, sobretudo a noite, mas lá como de resto aqui no litoral eles não fazem isto.
O Editor
=========================================================

Publicação: 03/05/2016 às 19:58

BRIGADIANO ROUBA BANCO CAMBARÁ

Apreensão – Foto: Polícia Civil – RS

Operação da Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (3) um policial militar suspeito de integrar bando criminoso que assaltou um banco público em Cambará do Sul, em novembro de 2015. O outro criminoso foi preso em Praia Grande, em Santa Catarina, ontem à noite.
Segundo o delegado Gustavo Barcellos, ambos estão com prisão temporária decretada. Um terceiro indivíduo envolvido no assalto já se encontra preso em Santa Cataria, e um quarto suspeito foi identificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Foram apreendidas três armas de fogo sem registro, munições, celulares e outros objetos. A ação foi desenvolvida por policiais civis de Cambará do Sul e Gramado, em conjunto com a BM/1 BPAT, com auxílio da Corregedoria da BM.

Fonte: http://www.pc.rs.gov.br/conteudo/33292/dois-suspeitos-por-assalto-a-banco-em-cambara-do-sul-sao-presos

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén