Praia de Xangri-Lá

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Dois anos no Poder e nada produtivo fez

 

 

O Presidente da República está por completar dois anos no Poder e nada fez de útil.

Consome todas as semanas TONELADAS de querosene correndo o país de norte a sul e de leste a oeste em campanha pela reeleição.

Os filhos dele pintam e bordam e nada a eles acontece.

Até mesmo a primeira dama recebeu valores expressivos do Tesouro Nacional para literalmente torrar.

E nós, os trabalhadores continuamos pagando IMPOSTO DE RENDA para eles torrarem.

Na Capital da República felizmente ainda há pelo menos um legislador, nascido no Chile vez que seus pais foram obrigados a deixar nosso país durante a ditadura, Rodrigo Maia, Presidente da Câmara Federal que tem pulso e assim consegue freiar a tão preciosa família carioca.

O Rio de Janeiro nada mais é do que o esgoto de nosso país vez que lá penso que não há ninguém honesto e assim essa família não é diferente dos demais cariocas.

Data esquecida, 24/08/1954

 

 

Nos meios de comunicação, todos preocupados em criticar ou defender o tal BOZÓ ignoraram essa data.

Foi em 1954 e lembro bem por que vivi tal episódio.

Estava em sala de aula no Colégio Rio Branco, escola primária quando por volta das 10 horas a professora ordenou que apanhássemos nosso material e fossemos para casa o mais rápido possível pois o Presidente GETULIO havia falecido.

Getúlio Dornelles Vargas havia recorrido ao suicídio para não renunciar, pois um patife, Carlos Lacerda, movia campanha pela destituição de Vargas do Poder.

Naquele dia houve forte agitação popular com forte agitação em todo o território nacional.

Lojas foram invadidas pelo povo revoltado e os estragos não foram pequenos.

Pois essa data passou sem que tenha visto uma única referência a mesma na imprensa nacional e nos diferentes meios de comunicação.

Editora da Agência Pública demonstra como Deltan Dallagnol trabalhou por dinheiro para os Estados Unidos

A editora da Agência Pública, Natalia Viana, explicou, em longa ‘thread’ no Twitter, como Deltan Dallagnol trouxe o FBI para dentro da Lava Jato às escondidas do governo brasileiro e destacou, com provas, que Deltan seria recompensado financeiramente

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Deltan Dallagnol e FBI
Deltan Dallagnol e FBI (Foto: Pedro de Oliveira/ALESP | Reuters)

247 – A jornalista Natalia Viana, editora da Agência Pública, explicou em detalhe as tratativas sigilosas da Lava Jato com o FBI. Segundo Viana, Deltan receberia uma recompensa financeira através dos ‘assets sharing’ baseados nas multas que seriam cobradas das empresas e pessoas investigadas.

Natalia Viana explica: “naquela mesma visita, Deltan já recebia um agrado: “Ontem falamos com eles sobre ‘assets sharing’ da multa e perdimento associados à ação deles contra a Petro, e em parte desses valores há alguma perspectiva positiva”. ‘Asset sharing’ é o termo elegante p/ divisão da grana.”

A thread (sequência de tópicos de discussão no Twitter) da jornalista tem 28 pontos, todos devidamente documentados por links e citações, cuja sequência reproduzimos abaixo, na íntegra:

1) Desde pelo menos 2015 já havia comunicações entre o DOJ e Deltan Dallagnol. Em fevereiro, Rodrigo Janot foi aos EUA acompanhado de Dallagnol e outros procuradores para apresentar as investigações e discutir um acordo de cooperação judicial.

2) Por sua vez, o então chefe da Unidade de Corrupção Internacional do FBI, George “Ren” McEchern diz que desde 2014 o FBI estava buscando países que “poderiam convidar agentes do FBI até o país para analisar investigações de corrupção que tivessem um nexo com os Estados Unidos”.

3) Em outubro de 2015, Deltan e cia. organizaram uma visita de procuradores do DOJ e agentes do FBI e fizeram um excelente briefing sobre as delações. De quebra, apresentaram-nos para os advogados dos delatores  da Odebrecht e Petrobras.

4) A Lava-Jato escondeu essa visita do governo federal. Então ministro da Justiça, Eduardo  Cardozo contou à Pública que tomou um susto. “Eu fui avisado pela PF de que havia uma equipe norte-americana em Curitiba estabelecendo um diálogo com autoridades”

“a PF me perguntou se isso havia sido autorizado por nós. Eu não tinha a menor ciência disso.” Cardozo disse que interpelou Rodrigo Janot, que assegurou que se tratava de “uma atividade exclusivamente não funcional”, de “alguma finalidade acadêmica”.

5) A visita, sem autorização do MJ, é ilegal. No entanto, quando interpelados pelo MJ os procuradores garantiram que não se tratava de uma “diligência” e ainda esconderam os nomes dos agentes do FBI que estavam na comitiva “para não causar ruído” com o governo americano.

6) Documentos obtidos pelo @theinterceptbr mostram que os agentes americanos iam a Curitiba p/ “levantar evidências adicionais sobre o caso” da Petrobras e “conversar com os advogados sobre cooperação de seus clientes com a investigação em curso nos EUA”.

7) Depois da visita procuradores sugeriram maneiras dos EUA contornarem o STF p/ interrogar brasileiros.“Agora nós temos + uma maneira de convencer empresas e indivíduos a revelar fatos: ameaçar informar ‘as autoridades Americanas’ sobre corrupção e delitos internacionais (risos)”

8) A seguir, a PGR toma um susto quando percebe que os americanos já estavam ouvindo  testemunhas do caso nos Estados Unidos. Deltan diz que é tarde demais para voltar atrás: “ EUA estão com a faca e o queijo na mão para ouvirem”

9) No ano seguinte, os procuradores do DOJ e agentes do FBI voltaram ao Brasil para interrogar os primeiros delatores da Lava-Jato. Dessa vez vieram com um acordo de colaboração judicial (MLAT) assinado. No RJ, ouviram Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa durante 9 horas cada um.

10) Nesta visita, passaram também por Curitiba, onde ouviram o doleiro Alexandre Yousseff durante seis horas, assim como Agosthilde Mônaco de Carvalho, ex-assessor de Cerveró que atuou na compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

11) Desde outubro de 2015, representantes do governo americano já avisavam em reuniões fechadas que pensavam em impor à Petrobras uma multa de 1,6 bilhão de dólares.

12) Naquela mesma visita, Deltan já recebia um agrado: “Ontem falamos com eles sobre ‘assets sharing’ da multa e perdimento associados à ação deles contra a Petro, e em parte desses valores há alguma perspectiva positiva”. ‘Asset sharing’ é o termo elegante p/ divisão da grana.

13) Desde então, os procuradores brasileiros discutiam a possibilidade de receber uma parcela dessa multa e criar uma fundação para gerir o valor bilionário, na qual teriam óbvia influência e que apoiaria projetos e treinamentos de combate à corrupção.

14) Ao mesmo tempo, Deltan e Roberson Pozzobom discutiam abrir uma empresa para atuar no mesmo ramo: “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok?”, escreveu Dallagnol para sua esposa.

15) A proximidade levou os procuradores a usar a parceria como modo de arrecadar mais. Chegaram a buscar  ligações de uma empresa de Singapura que investigavam com os EUA, pois assim podiam envolver o DOJ e “ampliar o valor”, nas palavras de Deltan.

16) Durante a apuração, pesquisei bastante o papel de Leslie Backschies, que hoje coordena a Unidade de Corrupção Internacional do FBI. Fluente em Português e seu nome do meio é “Rodrigues”. O primeiro registro dela é de 2012, quando ela veio para treinar PMs para a Copa.

17)  Leslie Baskschies veio na reunião de 2015 e não voltou em 2016. Mas é conhecida dos procuradores: Thame a Deltan falam com proximidade sobre ela.

18)  Segundo Ren McEchern falou em um evento em São Paulo em 2019, Leslie foi enviada em 2014 para ajudar nas investigações da Lava Jato. Leslie foi, em outra palestra, referida pelo ex-chefe como “um trabalho tremendo” e “crítico para o FBI”.

19) Leslie cresceu no FBI após ter atuado nos casos da Lava-Jato: virou em chefe das 4 unidades do FBI que investigam corrupção internacional e disse à AP: “Nós vimos muita atividade na América do Sul — Odebrecht, Petrobras. Temos tido muito trabalho ali”

20) Outros agentes do FBI também valem ser lembrados. Patrick Kramer,  por exemplo, atuou na Guerra do Golfo e passou seis meses no Consulado São Paulo atuando em “casos de corrupção” em 2016. Tudo indica que era a ligação com procuradores da Lava-Jato.

21) Um dos diálogos que mais provocou polemica foi uma troca talvez a mais incisiva, entre Vladimir Aras, da PGR, e Deltan Dallagnol.Aras é especialista em cooperação internacional e avisou Deltan que não adiantava se comunicar diretamente com o governo americano.

22) Por que essa relação é problemática? Primeiro, é importante entender que, nos casos das leis de FCPA, quem faz a investigação é o Departamento de Justiça Americano. Não existe, nesse caso, separação nos EUA entre os procuradores de Justiça e o Executivo.

23) Segundo a reportagem do Associated Press, feita com base em entrevista com Leslie Baskschies, os procuradores e o FBI se reúnem  a cada 15 dias para falar de consequências políticas e econômicas das investigações.

24) Leslie explica: “Quando você está olhando para oficiais estrangeiros em outros governos — quer dizer, veja, na Malásia, o presidente não foi reeleito. Nós vimos presidentes derrubados no Brasil. Esses são os resultados de casos como esses”.

25) Não se trata, portanto, de, como colocou o ex-juiz Sergio Moro na semana passada, se é culpa do DOJ ou da CIA se um político é flagrado pagando propina.

26) A questão é mais de fundo: pode um governo de outro país ser convidado para investigar propinas que ocorreram entre empresas brasileiras e cidadãos brasileiros, para puni-las em seu país? E o pior, sem questionamento das autoridades ou da imprensa?

27) Essas perguntas são fundamentais para qualquer país refletir sobre o seu papel no mundo. E qualquer jornalista que se preze não pode ignorar as questões geopolíticas que tocam, transformam e moldam a história e o destino do seu povo.

28) Vale lembrar que, no Ministério da Justiça, Sergio Moro escancarou as portas para o FBI, com acesso a um posto de vigilância na tríplice fronteira, ponto estratégico para os EUA a pretexto de combater o terrorismo internacional.

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Pelo menos oito empresários ligados ao governo teriam evitado o pagamento integral de impostos. Valor é de cerca de R$ 650 milhões

Receita multa empresários bolsonaristas por supostas manobras tributárias

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Presidente Jair Bolsonaro junto do empresário Luciano Hang

Presidente Jair Bolsonaro junto do empresário Luciano Hang

A Receita Federal multou empresários bolsonaristas por supostas manobras tributárias. Um levantamento revela que oito empresários ligados ao governo devem cerca de R$ 650 milhões. A informação é da Folha de S.Paulo.

Entre as irregularidades estariam a simulação de operações de compra e venda de aeronaves e o uso de documentos falsificados para recolher contribuições previdenciárias. O objetivo, segundo os auditores da Receita, seria evitar o pagamento integral de impostos.

A reportagem mostra que, em janeiro deste ano, os empresários Rubens Menin, dono da MRV Engenharia e principal acionista do canal CNN Brasil, e Salim Mattar, um dos fundadores da Localiza e hoje secretário de Desestatização e Privatização do Ministério da Economia, recorreram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do ministério da Economia, de uma multa aplicada pelo fisco que, se fosse paga à vista nesta quarta-feira 24, seria de cerca de R$ 140 milhões.

 Os empresários questionam o fato da Receita fazer cobrança referente a operação envolvendo um jato executivo da marca Falcon ocorrida em 2011. Menin e Mattar alegam não serem os donos da aeronave, e afirmam terem firmado um contrato de aluguel com a Líder Táxi Aéreo, que seria a importadora do avião utilizado exclusivamente por eles. Auditores da Receita, no entanto, veem que o valor pago de R$ 4 milhões pagos pelos empresários, à época, à empresa fabricante da aeronave, a Dassault, seria um indicativo da compra do jato.

Ainda de acordo com a reportagem, os valores cobrados pela Receita têm sido contestados no Carf que, por sua vez, passou a ser mais amigável na gestão Bolsonaro.

O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, é recordista em infrações e contestações junto ao órgão. Suas dívidas junto à Receita somam R$ 57,9 milhões. Há ainda R$ 13,2 milhões em cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e mais R$ 123 milhões parcelados pelo último Refis (programa de repactuação de dívidas tributárias).

Hang ainda teria sonegado impostos referentes a contribuições previdenciárias de seus funcionários. O empresário teria justificado o não pagamento pela existência de um documento que, segundo ele, comprovaria a existência de créditos a serem compensados. A Receita, por sua vez, afirma que os créditos nunca existiram. A autuação foi feita em 2013 e o caso foi encaminhado para ao Ministério Público Federal, em Santa Catarina, dada a suspeita de fraude.

Compõem a lista de empresários em disputas com o fisco e a PGFN nomes como: Flávio Rocha (Riachuelo), Junior Durski (restaurantes Madero), Edgard Corona (SmartFit) e Sebastião Bonfim (Centauro).

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Bolsonaro destina verba publicitária de R$ 30 milhões a emissoras de pastores

Bruno Fonseca, Mariama Correia / Agência Pública  Mais de R$ 30 milhões — esse é o valor que a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) gastou em campanhas veiculadas em rádios e TVs de líderes religiosos que apoiam Jair Bolsonaro.
Segundo levantamento da Agência Pública, o governo pagou com verba pública ações publicitárias em cinco veículos ligados a pastores de igrejas evangélicas que se reuniram com o presidente no início de junho, em Brasília.
Na ocasião, os líderes se encontraram com Bolsonaro para “interceder pela nação e levantar um clamor pelo Brasil”, como afirmou Silas Malafaia, um dos organizadores do encontro.
Bolsonaro: R$ 28 milhões
para Edir Macedo 
A reportagem apurou que o valor gasto pela Secom em campanhas nesses veículos equivale a quase 10% de tudo que a secretaria desembolsou desde o início do governo Bolsonaro. Na semana passada, ela foi incorporada ao Ministério das Comunicações, recriado pelo presidente.

Parte do valor gasto cobre os custos das agências de comunicação contratadas pelo governo para desenvolver as campanhas, mas a maioria vai para as próprias redes de TV e rádio, como anúncio publicitário. Dos mais de R$ 30 milhões contratados pela Secom, R$ 25,5 milhões foram pagos aos veículos.

A maior parte do valor pago pela Secom foi para campanhas na rádio e TV Record, controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus.

A secretaria pagou mais de R$ 28 milhões para campanhas publicitárias veiculadas na rádio e TV da emissora e na Record News.
Desse total, R$ 25,1 milhões foram pagos diretamente aos veículos para custear os anúncios publicitários. O bispo Eduardo Bravo representou Edir Macedo na comitiva que esteve com Bolsonaro no dia 5.

A Secom pagou também cerca de R$ 30 mil em campanhas em emissoras afiliadas à Record. A TV Pajuçara, afiliada em Alagoas, recebeu R$ 12 mil.

A maioria da verba pública gasta na Record foi para promover a reforma da Previdência. O governo contratou cerca de R$ 11 milhões em ações apenas na emissora de Edir Macedo, cerca de 15% de tudo que a Secom gastou para promover a reforma. A campanha é a mais cara já realizada desde a posse de Bolsonaro, com mais de R$ 70 milhões contratados ao todo.

Além de promover as mudanças na aposentadoria dos brasileiros, a Secom usou verba pública na Record para veicular campanhas de prestação de contas do governo, sobre segurança pública, no combate à violência contra a mulher e ações para divulgar uma imagem favorável do governo federal, como a “Agenda Positiva”.

Mais de R$ 700 mil foram gastos pela Secom para veicular a campanha na Record, cerca de 12% de tudo que a secretaria já contratou para a ação, feita para mostrar “como cada ato do governo beneficia diretamente o cidadão e faz mudar seu dia a dia para melhor”.

A Pública havia revelado que o governo já gastou R$ 14,5 milhões com a Agenda Positiva e manteve gastos milionários mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

A reportagem encontrou R$ 510 mil gastos na campanha “Dia da Amazônia” apenas em veiculações na Record. A ação foi anunciada em setembro de 2019, após críticas internacionais sobre queimadas na floresta amazônica.

Segundo o governo, a campanha, que já custa mais de R$ 3,1 milhões, serve para reafirmar “soberania do Brasil em relação ao território” e “mostrar como o Brasil defende e conserva o bioma”.
A Pública questionou a Secom sobre os valores gastos em publicidade em emissoras religiosas, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Além do bispo Eduardo Bravo, representante de Edir Macedo, da Universal, outras nove igrejas evangélicas tinham membros presentes no encontro ou foram mencionadas pelos organizadores da comitiva.

Um dos presentes foi o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo. A igreja é dona da Rede Gospel, uma emissora de TV mantida pela Fundação Evangélica Trindade. Pública apurou que a Fundação recebeu R$ 402,7 mil da Secom durante o governo Bolsonaro.

Em abril, no meio da pandemia, a Rede Gospel teria feito demissões em massa alegando dificuldades financeiras por queda de arrecadação dos dízimos e por estar com os templos fechados.

Em 2012, o apóstolo Estevam Hernandes e sua esposa, a bispa Sônia Hernandes, foram obrigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 785 mil aos cofres públicos por fazer uso de repasses do Ministério da Educação à Fundação Renascer.
O dinheiro deveria ter sido utilizado para alfabetização de jovens e adultos. O casal foi preso nos Estados Unidos, em 2007, acusado de tentar entrar no país com dinheiro não declarado dentro de uma bíblia.

Outro membro da comitiva, o pastor R. R. Soares (Romildo Ribeiro Soares) está à frente da Igreja Internacional da Graça de Deus e é proprietário de várias empresas de mídia, incluindo editoras, gravadoras e distribuidoras de filmes. Listada como Rádio e Televisão Modelo Paulista, a Nossa TV recebeu R$ 1,5 mil da Secom.

Embora os dados informados pela secretaria levem a um endereço no Rio Grande do Sul — a Nossa TV tem sede no Rio de Janeiro —, o nome de André Bezerra Ribeiro Soares, filho de R. R. Soares, aparece como sócio na consulta do CNPJ no site Brasil.io, que lista dados de empresas brasileiras.
Apesar de não estarem presentes, o pastor Samuel Câmara e o bispo Robson Rodovalho foram citados por Silas Malafaia na transmissão do encontro.
Câmara é proprietário da Rede Boas Novas, uma TV aberta com cobertura nacional que tem duas emissoras próprias e quase cem retransmissoras e afiliadas.
Bolsonaro ladeado por
donos de ‘mídia positiva’
A empresa recebeu R$ 472 mil da Secom. Já o bispo Rodovalho comanda a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, mantida pela Fundação Sara Nossa Terra. Durante o governo Bolsonaro, a Secom repassou R$ 741 mil à fundação, cuja estrutura de comunicação inclui a Rede Gênesis, emissora de televisão com abrangência nacional por canais pagos, e a Sara Brasil FM, uma emissora de rádio sediada em Brasília.

“Comitiva de pastores” deve R$ 194 milhões ao governo

As igrejas e veículos de comunicação ligados ao grupo de pastores que se reuniu com Bolsonaro deve mais de R$ 194 milhões em dívidas com a União.

A maior devedora é a Igreja Internacional da Graça de Deus, de R. R. Soares, que sozinha tem uma dívida de mais de R$ 145 milhões. A dívida da igreja com a Receita cresceu no ano passado: eram R$ 127 milhões segundo dados informados anteriormente à Pública, referentes a agosto de 2019.

Além dos R$ 145 milhões em dívidas previdenciárias — valores não pagos referentes a funcionários, como a contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) —, a editora Graça Artes Gráficas, ligada à igreja, deve mais de R$ 968 mil ao governo.

No Brasil, igrejas acumulam dívidas milionárias com a Receita Federal. De acordo com apuração da Pública, no final de 2019 elas somavam R$ 460 milhões. Mais de 1.200 entidades e grupos religiosos estavam em débito com o governo.

Segundo reportagem do Estadão, em abril o deputado federal David Soares (DEM-SP), filho do missionário R. R. Soares, se reuniu com Bolsonaro e o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, para encontrar “uma solução” para as dívidas tributárias das igrejas.

Em 2019, o governo Bolsonaro havia flexibilizado a prestação de contas de entidades religiosas. Igrejas que arrecadam menos de R$ 4,8 milhões deixaram de precisar enviar dados financeiros à Receita pela Escrituração Contábil Digital (ECD).

Igrejas e organizações evangélicas são a maioria entre as entidades religiosas que devem à Receita e juntas acumulam cerca de 80% do total em dívidas. Apesar disso, a arrecadação das instituições religiosas vem crescendo ano após ano, bem como o número de entidades registradas na Receita.

Emissoras católicas prometem “mídia positiva” em troca de anúncios

Encontros do presidente da República com líderes religiosos cristãos se tornaram prática recorrente do governo Bolsonaro. No dia 12 de abril, domingo de Páscoa, o presidente participou de uma live com católicos e evangélicos, incluindo Iris Abravanel, escritora e esposa de Silvio Santos, dono do SBT; o pastor Silas Malafaia, o padre Reginaldo Manzotti; e o deputado federal Marco Feliciano (Republicanos).

O encontro foi transmitido nas redes sociais do presidente e pela TV Brasil, que é uma emissora estatal. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos contestou o uso da emissora pública na Justiça alegando proselitismo religioso na transmissão.

Durante uma videoconferência no dia 21 de maio, com participação de Bolsonaro, padres que controlam emissoras católicas de rádio e TV ofereceram mídia positiva das medidas de enfrentamento do novo coronavírus em troca de anúncios e outorgas do governo federal.

O caso veio à tona em reportagem do jornal Estadão, que mostrou repasses de R$ 4,6 milhões da Secom para emissoras de TV ligadas a grupos religiosos no ano passado.
Após a reportagem, comissões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmaram em nota que “não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares” e que “a Igreja Católica não faz barganhas”
 
 
 
Esse texto foi publicado originalmente no site da Agência Pública com o título Governo gastou mais de R$ 30 milhões em rádios e TVs de pastores que apoiam Bolsonaro.


Governador de Goiás veta lei que obrigava

Dono da Havan sonegou R$ 2,5 mi, afirma Receita Federal

O crime é semelhante ao que levou o empresário a ser condenado em segunda instância em 2003
Dono da Havan sonegou R$ 2,5 mi, afirma Receita Federal
Notícias ao Minuto Brasil

13/06/20 14:00 ‧ Há 5 Horas por Estadao Conteudo

Política Havan

A Receita Federal aponta sonegação de contribuição previdenciária por parte da Havan, empresa comandada por Luciano Hang, apoiador do presidente Jair Bolsonaro e investigado no inquérito das fake news. Entre contribuições e multas, a Receita cobra da Havan R$ 1.052.000,00. O processo é de 2013. Em valores corrigidos, o crédito tributário cobrado da empresa alcança R$ 2.486.973,20.

O crime é semelhante ao que levou o empresário a ser condenado em segunda instância em 2003. Na ocasião, ele fez um acordo para pagar o que devia e a execução da pena acabou suspensa.

O caso mais recente chegou ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que negou recursos e manteve a autuação. A sonegação foi detectada em auditoria sobre atos de 2009 e 2010 realizada na empresa, situada em Brusque (SC). Segundo relatórios obtidos pelo Estadão, a Havan deixou de declarar e de recolher devidamente a “contribuição previdenciária patronal”, a “contribuição destinada a terceiros” (Sesc, Senac, Sebrae, Incra e FNDE), os “incidentes sobre a rubrica de folha de pagamento aviso prévio indenizado” dos funcionários e até a contribuição empresarial que deveria recolher por patrocínio a time de futebol da cidade.

Além disso, entre janeiro e dezembro de 2010, segundo os fiscais, a empresa inseriu na documentação contábil uma compensação de créditos indevidos. A manobra reduziu a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a remuneração dos empregados. Isso levou a Receita a apontar suspeita de falsificação de documento, crime previsto no artigo 297 do Código Penal.

Como a possível falsificação não era crime restrito à seara tributária, uma representação foi enviada ao Ministério Público Federal (MPF) antes de o processo administrativo da Receita estar totalmente encerrado. O procurador responsável pelo caso, no entanto, entendeu que a suposta falsificação estava englobada pelos demais crimes e que seria necessário aguardar a conclusão da etapa administrativa.

“Se ao término do Processo Administrativo Fiscal a Secretaria da Receita Federal do Brasil concluir pela ocorrência de crime, certamente será remetida ao (MPF) a devida representação fiscal para fins penais para a adoção das providências cabíveis”, salientou o procurador Felipe D’Elia Camargo. Ele também integra a força-tarefa da Operação Lava Jato desde 2018.

Em casos de sonegação, processos são extintos quando a dívida é quitada ou parcelada. A Havan não informou qual providência adotou. Procurada, a Receita afirmou que não comenta casos específicos. A posição do MPF foi acolhida pela Justiça Federal em Santa Catarina no último dia 5 de março.

Após o encerramento absoluto do procedimento administrativo e caso a empresa não queira pagar o desfalque, a Receita poderá novamente enviar uma representação ao MPF. Por sua vez, o órgão ministerial poderá abrir investigação e oferecer denúncia contra Luciano Hang.

Procurada, a Havan, por meio do departamento jurídico, disse que “a denúncia é velha” e “sequer foi aceita, por inépcia”. E afirmou que tomou “providências jurídicas” contra a circulação de “texto antigo” em abril de 2019″.

Hang foi condenado a três anos, 11 meses e 15 dias de pena privativa de liberdade, além de multa por sonegar R$ 10,4 milhões em contribuições. A punição foi substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de dez salários mínimos mensais durante o período da condenação. Antes de ser obrigado a começar a cumprir as penas, o empresário fez acordo para pagar parte do débito e parcelar o restante. As prestações são pagas até hoje e estão em dia.

Ferrenho apoiador de Bolsonaro, Hang é alvo do inquérito das fake news por vínculo com ações de disseminação de notícias falsas e ameaças a ministros do Supremo. A investigação corre em sigilo. Em maio, operação da Polícia Federal executou mandados de buscas e apreensão em dois endereços dele. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou quebra de seus sigilos bancário e fiscal e o bloqueio de redes sociais do empresário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Copiado de:  https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1493741/dono-da-havan-sonegou-r-2-5-mi-afirma-receita-federal?utm_medium=email&utm_source=gekko&utm_campaign=afternoon

Fachin mantém Weintraub no inquérito das fake news

O habeas corpus de Weintraub é analisado em sessão virtual que teve início nesta sexta, 12

Fachin mantém Weintraub no inquérito das fake news

12/06/20 12:47 ‧ Há 8 mins por Estadao Conteudo

Política STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, votou por não conhecer o habeas corpus impetrado pelo ministro da Justiça, André Mendonça, em favor do ministro da Educação Abraham Weintraub no inquérito das fake news. Relator do processo na Corte, Fachin considerou que há jurisprudência consolidada no Supremo no sentido de que não cabe habeas corpus contra ato de ministro do STF – no caso, do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a oitiva de Weintraub em razão de declarações feitas na reunião ministerial de 22 de abril. “Botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”, disse o ministro da Educação no encontro.

“A utilização do habeas corpus como alternativa ao recurso previsto na legislação, para atacar ato jurisdicional de integrante do Supremo Tribunal Federal, pode implicar desnível no quórum regimentalmente previsto para a solução da controvérsia versada no recurso, já que o prolator do ato atacado, quando incluído na condição de autoridade coatora, não participaria do julgamento do writ”, afirmou ainda o ministro em seu voto.

O habeas corpus de Weintraub é analisado em sessão virtual que teve início nesta sexta, 12, e deve ser finalizada na próxima sexta, 19. Até lá, os ministros, podem apresentar seus votos, que ficam disponíveis no sistema do Supremo Tribunal Federal.

O recurso foi apresentado pelo ministro da Justiça André Mendonça em favor não só de Weintraub, mas também de empresários, blogueiros e ativistas aliados do presidente Jair Bolsonaro que foram alvo de ofensiva da Polícia Federal sob suspeita de participarem de um esquema de divulgação de fake news.

Na peça, Mendonça alegou que o inquérito tem ‘vícios’ e foi instaurado ‘sem consulta e iniciativa do titular da ação penal, o Ministério Público’. Sob o argumento de que Weintraub pode sofrer limitação em seu direito de liberdade em consequência desse ato, Mendonça pede a suspensão do depoimento do ministro, a suspensão do inquérito ou o seu ‘trancamento’.

No entanto, antes do pedido ser analisado, o ministro da Educação compareceu à Polícia Federal em Brasília na sexta, 29, para prestar depoimento. O ministro compareceu na condição de investigado, mas decidiu ‘fazer uso do seu direito ao silêncio’.

Continuidade do inquérito das fake news

O posicionamento de Fachin, pela rejeição do pedido em favor de Weintraub e aliados de Bolsonaro, se dá dois dias depois de o ministro votar pela continuidade do inquérito das fake news. Ele é relator de uma ação da Rede Sustentabilidade que pede a suspensão das investigações e começou a ser julgada nesta quarta-feira, 10, pelo plenário da Corte.

“Diante do intento de dinamitar instituições, do incitamento ao fechamento do Supremo Tribunal Federal, de ameaça de morte ou de prisão de seus membros, de apregoada desobediência a decisões judiciais, proponho o julgamento improcedente do pedido”, votou o ministro.

Após a manifestação de Fachin, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima semana.

Interesses privados

O Ministério Público de Contas da União acredita que o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, utilizou estrutura e servidores públicos para atender a interesses privados ao ingressar com o habeas corpus no âmbito do inquérito das fake news.

Ao se tornar público, o HC causou estranheza no mundo jurídico, principalmente por não ter partido da Advocacia-Geral da União, que tem a competência para atuar nesses casos. Juristas acreditam que o governo quis dar um recado político ao Supremo, colocando seu ministro da Justiça para assinar o recurso.

O subprocurador-geral do MP de Contas, Lucas Furtado, enviou ofício a Mendonça no dia 28 de maio, cobrando explicações do ministro para a edição do HC.

No documento, Furtado destacou que ‘não se permite é que essa ação (o HC) seja editada utilizando-se de bens e servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública e durante o expediente de trabalho, uma vez que se estaria defendendo interesse privado e não da administração pública’. Uma cópia foi encaminhada ao STF.

Sem resposta, cinco dias depois de enviar o ofício a Mendonça, Furtado pediu à Controladoria-Geral da União que apurasse a conduta do ministro da Justiça por causa de indícios ‘de desvio de finalidade com possível dano ao erário’, ‘fortes indícios de imoralidade e de ilegalidade’ de André Mendonça e possível usurpação de função pública, em referência à Advocacia-Geral da União.

Na avaliação de Furtado, a conduta de André Mendonça, “ainda que implicitamente, fomenta ataque ao Poder Judiciário advindo de parte do Poder Executivo”.

Copiado de:

Eleições 2020: Veja quanto cada partido receberá da repartição dos R$ 2 bilhões do fundo eleitoral

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (8) a divisão do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões. O dinheiro vai abastecer as campanhas de prefeitos e vereadores nas eleições municipais deste ano.

Maiores bancadas na Câmara, PT, PSL e PSD ficaram com as maiores parcelas – R$ 200 milhões, R$ 193 milhões e R$ 157 milhões respectivamente.

O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, mas pode ser adiado para mitigar os riscos da pandemia do novo coronavírus. Além do dia de votação em si, o calendário eleitoral prevê convenções partidárias, testes das urnas eletrônicas e a própria campanha – compromissos que podem ser afetados pela Covid-19.

Mais cedo, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, afirmou aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), que especialistas recomendaram adiar o pleito por algumas semanas, empurrando a votação entre o fim de novembro e início de dezembro.

Questionados, os representantes do Judiciário e do Legislativo vêm afirmando que a intenção é garantir que o resultado final seja divulgado ainda em 2020, para que não seja necessário prorrogar os mandatos atuais de prefeitos e vereadores.

Ao sancionar o Orçamento 2020, em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro chegou a indicar que poderia vetar o Fundo Eleitoral. Em dezembro, por exemplo, Bolsonaro disse: “Em havendo brecha para vetar [os R$ 2 bilhões], eu vou fazer isso.”

Distribuição do fundo

A lei prevê a seguinte distribuição do fundo:

2% distribuídos igualmente entre todas as legendas registradas
35% consideram a votação de cada partido que teve ao menos um deputado eleito na última eleição para a Câmara
48% consideram o número de deputados eleitos por cada partido na última eleição, sem levar em conta mudanças ao longo da legislatura
15% consideram o número de senadores eleitos e os que estavam na metade do mandato no dia da última eleição

Os recursos do Fundo Eleitoral só serão disponibilizados aos partidos depois de a sigla definir critérios para a sua distribuição. Essas instruções têm de ser aprovadas pela maioria absoluta da executiva nacional da sigla e, depois, divulgadas ao público.

Entre as novas regras fixadas pelo TSE para o uso do fundo, neste ano, está a proibição para que os partidos políticos repassem esses recursos para candidatos de outras coligações.

Outra medida é a de que os gastos com advogados e contadores não poderão mais entrar no limite de gastos com apoiadores previsto em lei.

Valor por partido

Confira, abaixo, o valor que cada legenda receberá no Fundo Partidário:

  • PT: R$ 200.925.914,05
  • PSL: R$ 193.680.822,47
  • PSD: R$ 157.180.452,52
  • MDB: R$ 154.867.266,21
  • PP: R$ 140.245.548,54
  • PSDB: R$ 26.028.246,07
  • PL: R$ 123.291.771,52
  • DEM: R$ 114.582.014,53
  • PSB: R$ 109.473.374,53
  • Republicanos: R$ 104.420.877,14
  • PDT: R$ 99.268.623,40
  • PODE: R$ 88.650.237,68
  • PROS: R$ 44.662.782,92
  • Solidariedade: R$ 42.226.143,46
  • PSOL: R$ 40.671.705,00
  • Cidadania: R$ 39.432.103,26
  • Novo: R$ 36.593.934,06
  • PTB: R$ 35.104.450,75
  • PSC: R$ 33.174.133,61
  • PCdoB: R$ 30.975.329,95
  • Avante: R$ 28.147.299,59
  • Patriotas: R$ 27.486.008,90
  • PV: R$ 20.513.797,41
  • Rede: R$ 20.420.046,72
  • PMN: R$ 5.872.173,76
  • PTC: R$ 5.634.758,31
  • DC: R$ 4.025.171,90
  • PCB: R$ 1.233.305,95
  • PCO: R$ 1.233.305,95
  • PMB: R$ 1.233.305,95
  • PRTB: R$ 1.233.305,95
  • PSTU: R$ 1.233.305,95
  • UP: R$ 1.233.305,95
  • Total: R$ 2.034.954.823,96

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Dossiê contra Witzel foi mandado do Planalto para a PGR, diz revista

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Na edição da Crusoé de duas semanas atrás, uma reportagem de Fabio Leite mostrou que a investigação da PGR sobre as relações entre Wilson Witzel e o Iabas guardava coincidências com informações reunidas num dossiê de que Jair Bolsonaro teve conhecimento. “Havia dúvida se o material tinha ido parar no Palácio do Planalto. Agora não há mais”, publica a revista nesta semana, na sua seção de notas.

“Uma pessoa muito próxima a Jair Bolsonaro fez chegar a Augusto Aras peças do dossiê que amarrava as ligações entre o governo de Wilson Witzel e o Iabas, a organização social que, semanas depois, viraria peça-chave da investigação sobre o governador do Rio. Como mostrou Crusoé, a apuração requisitada pela Procuradoria-Geral da República teve início pouco depois de aterrissar no Palácio do Planalto um arrazoado apontando as suspeitas sobre Witzel e indicando que, ao puxar o fio do Iabas, as autoridades poderiam esbarrar em outros rivais políticos do presidente, como o grupo do governador paulista, João Doria, e a deputada Joice Hasselmann. Logo após receber o dossiê, assessores diretos de Bolsonaro prometeram que mandariam investigar a história. O próprio presidente, informado, disse que era preciso tomar providências. Havia dúvidas se, do Planalto, o material tinha ido parar na PGR. Agora não há mais: uma pessoa envolvida diretamente na operação admitiu a Crusoé, sob reserva, que mandou o material para o gabinete de Aras.”

Copiado de: https://www.oantagonista.com/brasil/dossie-contra-witzel-foi-mandado-do-planalto-para-a-pgr-diz-revista/?utm_source=oa-email&utm_medium=news&utm_campaign=NEWS-OA-2020-06-05-TARDE&utm_content=link-1&oa_seg=28a352704968ab1de5a2ee2b852228ca41d25cc99c15f288869033b46b36b1d8&oa_umh=f760cf1cad9e464e949859a780065eef&oa_news=related

SERÁ TAL FIASCO IANQUE, COM FARTURA DE DETALHES, FAKE? – Ex-Boina Verde capturado na Venezuela acreditava que os EUA apoiam plano de derrubada: família

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Luke Denman nunca teria participado conscientemente de uma operação fraudulenta para derrubar o presidente venezuelano Nicolas Maduro, dizem seus parentes.

Foto divulgada pela Presidência venezuelana mostrando cartões de identificação de cidadãos norte-americanos presos por forças de segurança durante uma reunião com membros das Forças Armadas Nacionais da Bolívia (FANB), no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em 4 de maio de 2020.Marcelo Garcia / Presidência Venezuelana / AFP – Getty Images

16 de maio de 2020 às 06:32 -03
Por Rich Schapiro

Frank Denman estava em sua casa em Austin, em janeiro passado, quando recebeu uma ligação de seu filho, Luke.

Ex-Boina Verde, Luke procurava seu chamado depois de deixar o serviço. No telefone naquele dia, ele sugeriu ao pai que o encontrara.

“Ele disse que eu tinha algo na Flórida”, lembrou Frank. “Ele disse que era um tipo de coisa confidencial.”

O ancião Denman ainda se lembra exatamente do que Luke disse a seguir: “Mas posso lhe dizer que é a coisa mais significativa que já fiz na minha vida.”Luke Denman com a namorada Tatianna Saito.Cortesia da Família
Luke trabalhava como mergulhador comercial em plataformas de petróleo offshore na Louisiana. Seu pai pensou que ele estivesse falando de uma operação de resgate envolvendo um navio histórico.
Mas foi apenas um palpite. Frank não bisbilhotou e Luke não divulgou nenhum detalhe. Desde os dias de Luke nas Forças Especiais, era assim que as conversas costumavam ser.
Só alguns meses depois, no início de maio, quando Frank descobriu o que o filho realmente estava falando.
Luke Denman, 34, foi um dos dois ex-Boinas Verdes presos em uma conspiração frustrada para derrubar o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. Ele agora está preso em uma prisão venezuelana, seu destino está nas mãos de um líder que o governo dos EUA considera um ditador responsável por dezenas de milhões de pessoas passando fome.
“Entendi agora”, disse Frank, referindo-se às palavras enigmáticas de seu filho sobre sua nova e significativa oportunidade. “Todo mundo sabe sobre o sofrimento do povo venezuelano.”
“E o lema dos Boinas Verdes”, acrescentou, “é livre para os oprimidos”.
Duas semanas depois, muita coisa permanece desconhecida sobre a operação infeliz. Segundo o governo venezuelano, oito “terroristas mercenários” foram mortos e vários capturados, incluindo Denman e seu colega veterano do exército Airan Berry, durante uma tentativa de capturar Maduro e derrubar seu governo.Airan Berry.Cortesia da Família
Um terceiro ex-Boina Verde, Jordan Goudreau, assumiu a responsabilidade pela trama. Um ex-comando americano decorado, Goudreau operava uma empresa de segurança privada da Silvercorp, nos Estados Unidos.
Antes de se esconder, Goudreau havia dito em várias entrevistas que o plano foi inicialmente coordenado com representantes do líder da oposição venezuelana Juan Guaido, que é reconhecido como presidente interino do país pelos EUA e grande parte da comunidade internacional. Mas o relacionamento azedou e Goudreau seguiu adiante com a operação, de acordo com relatos da Associated Press e do Washington Post .
Guaido negou ter alguma coisa a ver com o esforço para derrubar Maduro, mas dois de seus conselheiros com sede nos EUA renunciaram nesta semana depois de reconhecerem assinar um acordo com Goudreau para uma missão de prender Maduro.
Em entrevistas à NBC News, meia dúzia de membros da família e amigos íntimos de Denman e Berry disseram acreditar que os ex-soldados das Operações Especiais só teriam participado de tal operação se os dois homens estivessem convencidos de que era apoiado pelo governo dos EUA.
Alguns amigos e parentes disseram que agora acreditam que os homens caíram sob o domínio de Goudreau, que os liderou em missões no exterior, e acabaram sendo enganados.
“A única conclusão que posso tirar é que ele foi intencionalmente enganado”, disse Daniel Dochen, um amigo de longa data de Denman. “E Goudreau enviou seu ex-companheiro de armas em uma missão suicida a serviço de seu ego.”
Dochen disse que Denman havia dito a ele algum tempo antes da operação danificada que ele estava envolvido em um esforço “sancionado pelo governo dos EUA”. “Isso é realmente tudo o que sei sobre isso”, disse Dochen.Jordan Goudreau enviou imagens de si mesmo participando de um comício do Presidente Trump em Charlotte, Carolina do Norte, em 26 de outubro de 2018. Ele é visto usando um brinco e escaneando a multidão.Silvercorp
A esposa de Berry, Melanie, disse à NBC News que ela também sente fortemente que ele foi levado a acreditar que os EUA apoiaram o plano. “Ele não é o tipo de pessoa que faria algo que não passou pelos canais adequados”, disse ela.
O secretário de Estado Mike Pompeo disse que os EUA não tiveram “envolvimento direto” na operação. O presidente Donald Trump também insistiu que o governo não participou da trama malsucedida. “Este foi um grupo desonesto que entrou lá”, disse Trump na sexta-feira passada.
Goudreau, 43 anos, não respondeu a chamadas ou mensagens de texto no celular.
Os dois americanos capturados cresceram no Texas. Denman em Austin; Berry em Fort Worth.
Suas vidas se cruzaram em Stuttgart, na Alemanha, sede de uma das unidades de elite do Exército, a Companhia Charlie do 1º Batalhão, 10º Grupo de Forças Especiais.
Segundo um ex-membro, a unidade se especializou na busca de alvos de alto valor no Iraque e no Afeganistão. Também foi acionado para conduzir operações de resgate de reféns, disse o ex-membro.
Berry, um sargento de engenharia, serviu de 1996 a 2013. Denman, um sargento de comunicações, passou cinco anos no Exército até 2011.
Drew White, ex-Boina Verde da mesma unidade, disse que Goudreau era um líder de equipe altamente qualificado que merecia o respeito de seus companheiros soldados.
“Ele era uma força a ser reconhecida”, disse White. “Um soldado incrível que nunca ficou abalado. Todos nós o admiramos.
Berry conheceu sua agora esposa, Melanie, que é alemã, em Stuttgart em 1999. “Nós dois éramos tímidos”, disse ela. “Eu poderia dizer que ele era gentil e me senti tão à vontade com ele.”
Eles se casaram no ano seguinte e tiveram dois filhos, que agora são adolescentes. Depois de deixar o serviço, Berry remodelou as casas e se concentrou em sua família.
Mas em janeiro passado, ele deixou a Alemanha depois de dizer à esposa que aceitava um emprego na empresa de Goudreau. “Ele confiava na Jordânia”, disse Melanie Berry. “Ele acreditava na Jordânia.”
Ela disse que seu marido não daria detalhes sobre seu trabalho ou quanto tempo ele esperava ter ido. “Ele disse que não poderia compartilhar nada comigo, mas que é por uma boa causa”, lembrou Melanie Berry.
Depois que Denman deixou o serviço, ele pulou pelo país e trabalhou em vários empregos – primeiro em um viveiro de árvores em Austin, depois em segurança de hotéis na Flórida e finalmente como soldador subaquático na Louisiana.
Ao contrário de muitos ex-membros das Forças Especiais, ele parecia desinteressado em buscar contratos de trabalho no exterior, de acordo com sua família e amigos.
Em algum momento de 2017, Denman visitou seu antigo amigo das Forças Especiais, White, durante uma viagem de motocicleta pelo país. “Quando ele estava aqui, ele ainda era Luke, mas parecia que ele estava procurando por algo”, disse White. “Eu pensei que ele havia encontrado o material de soldagem, mas, olhando para trás, acho que ele perdeu a camaradagem e esse senso de propósito.”
No final de 2019, Denman estava morando com sua namorada, Tatianna Saito, no Oregon. Os dois se conheceram em Austin e namoram há cinco anos. Saito disse que recentemente começaram a conversar sobre como iniciar uma família juntos.
Como Berry, Denman saiu em janeiro e falou pouco sobre o que estava fazendo ou para onde estava indo.
“Eu não sabia a natureza do trabalho ou onde estava”, disse Saito. “Eu sabia que ele parecia pensar que era uma grande oportunidade.”
Nos meses seguintes, Denman permaneceu em contato esporádico. Uma mensagem de texto aqui. Uma ligação lá. Ele permaneceu cauteloso sobre seu trabalho.
“Eu perguntava: ‘Está tudo bem?’ E ele dizia: ‘Eu sinto que esse é o meu chamado. Sinto que isso é algo muito significativo ‘”, lembrou Saito.
Em março, o Departamento de Justiça acusou Maduro e várias outras autoridades atuais e ex-venezuelanas de realizar um esquema de “narcoterrorismo” para inundar os EUA com cocaína. O governo Trump ofereceu uma recompensa de US $ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.
Saito disse que ouviu Denman pela última vez em meados de abril.Foto divulgada pela Presidência venezuelana mostrando cartões de identificação, rádios bidirecionais e outros equipamentos militares supostamente confiscados por cidadãos americanos presos por forças de segurança durante uma reunião com membros das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, 4 de maio de 2020.Marcelo Garcia / Presidência Venezuelana / AFP – Getty Images
O ataque fracassado ocorreu algumas semanas depois, no início de maio. Logo após a prisão de Denman, um vídeo de interrogatório foi exibido na TV estatal venezuelana.
Conversando com um entrevistador invisível, Denman diz que esperava receber entre US $ 50.000 e US $ 100.000 por seu papel na operação. Ele disse que seu trabalho era assumir o controle do aeroporto de Caracas e trazer um avião para ser usado para voar Maduro para os EUA.
“Eu estava ajudando os venezuelanos a retomar o controle de seu país”, diz Denman.
Não está claro se Denman foi pressionado a fazer certas admissões, mas uma das coisas que mais se destacou para seu ex-colega de ex-boina verde Drew White foi o dia de pagamento de Denman.
“De cinquenta a cem mil dólares? Isso não é nada no mundo das contratações ”, disse Denman. “Se ele estivesse procurando dinheiro, poderia ter ido a muitos outros lugares e feito muito mais do que isso”.
Olhando para trás agora, White disse que entendeu como Denman poderia ter seguido um plano elaborado por Goudreau, apesar de ter reservas quanto a contratos no exterior.
“Fomos combater juntos. Vimos a ação diminuir o alcance juntos ”, disse White, que se juntou brevemente a Goudreau na Silvercorp. “Compartilhamos um vínculo.”
“Quando um amigo assim aparece e diz: ‘Eu tenho essa coisa acontecendo e é o negócio real’, a maioria dos caras não questionaria.”
A esposa de Berry disse que não passa muito tempo pensando em quem pode estar envolvido na operação ou em como tudo deu errado. “O que importa é levá-los para casa”, disse ela. “Eles amam suas famílias. Eles amam seu país. Eles são bons homens.
Os pais de Luke Denman entraram em contato com funcionários da embaixada dos EUA na Colômbia e o vídeo do filho lhes deu esperança de que ele estava sendo tratado com humanidade.
Mas Frank Denman disse que tem sido difícil ler algumas reportagens que descrevem seu filho como um mercenário motivado por dinheiro. “O que ele acreditava sobre essa operação tinha que ser muito diferente do que eram os fatos no terreno”, disse ele.
Em entrevista na quinta-feira, o ancião Denman descreveu a última vez que ouviu a voz do filho em janeiro. Mais tarde, porém, na entrevista, ele disse que havia outro telefonema com Luke que era ainda mais claro em sua memória.
Foi por volta de 2006, e Frank, que fazia arranha-céus limpando janelas e colocando faixas, estava no 27º andar da torre do relógio da Universidade do Texas.
Luke ligou para dizer que ele estava planejando se juntar ao exército.
Pouco tempo antes, o irmão de Luke, que havia servido no Exército, escreveu à família um e-mail longo e eloqüente, descrevendo o quão emocionado ficou ao ver os iraquianos erguendo os dedos roxos no ar depois de votar pela primeira vez em eleições livres.
“Luke foi inspirado por isso”, disse Frank Denman, que havia servido no Exército nos anos seguintes à Guerra do Vietnã.
A ligação durou mais de 30 minutos. “Conversamos sobre os riscos e tudo mais, mas ele tinha certeza disso”, disse o ancião Denman sobre o desejo de Luke de se alistar.

“Ele apenas sentiu que era a coisa certa a fazer.”

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