Pastores do Malafaia têm salário de até R$ 20 mil, casa e carro

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QUINTA-FEIRA, 8 DE SETEMBRO DE 2011

Pastores mais habilidosos
estão sendo disputados bíblia-dinheiro
pelas igrejas

Silas Malafaia, 53, informou que o salário dos pastores de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, vai de R$ 3.000, para iniciantes, a R$ 20.000, com benefícios que incluem casa mobiliada, escola para filhos e plano de saúde. Pastores com experiência têm direito a carro do ano.

É a primeira vez que um líder religioso neopentecostal revelou o salário dos pastores. Na falta de maiores informações, os valores citados por Malafaia podem ser tomados como referência do mercado de salários dos pregadores da Bíblia.

As perspectivas desses profissionais são as melhores possíveis, considerando que não precisam ter formação universitária. Um professor de ensino médio não ganha tanto, nem sequer um médico em início de carreira, por exemplo.

“Mas é preciso saber ler a Bíblia, pregar, explicar”, disse Malafaia à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí de setembro reportagem sobre o pastor. “Não adianta o cara [candidato a pastor] vir com chorumela”, avisou Malafaia.

Na semana passada, a BBC Brasil informou que os pastores mais habilidosos estão sendo disputados pelas igrejas neopentecostais. Está se tornando cada vez mais comum um pastor mudar de igreja para ganhar mais, a exemplo do que ocorre em outras atividades.

A valorização desses profissionais se deve a um conjunto de fatores: o bom desempenho da economia brasileira, o fortalecimento do poder aquisitivo das classes C e D (onde há proporcionalmente mais evangélicos) e a disputa cada vez mais acirrada entre as igrejas evangélicas pelo mercado de fiéis.

O número de vagas é crescente e faltam profissionais. A procura por bons profissionais supera a oferta.

Malafaia informou que vai abrir 250 igrejas nos próximos cinco anos. Considerando que cada templo necessita no mínimo de dois pastores, a Vitória de Cristo vai precisar de pelo menos 500 profissionais. Atualmente, a subdenominação tem cerca de 100 templos.

É aconselhável que os candidatos a pastor saibam o inglês ou outro idioma, porque as igrejas neopentecostais vão continuar se expandindo exterior, em ritmo cada vez mais acelerado. A Igreja Universal, por exemplo, já se encontra em 110 países, onde o “negócio” é administrado, na maioria dos casos, por brasileiros, tidos como os de “mais confiança” em relação aos pastores “nativos”.

A Universal tem mais filiais no exterior do que qualquer multinacional brasileira, registrou a BBC. Em Londres, o esforço agora da denominação é cativar os ingleses, não só, portanto, os brasileiros lá radicados.

A Igreja Mundial segue o caminho da Universal. Além de ter um forte crescimento no Brasil, a igreja de Valdemiro Santiago se expande sobretudo na África. Pouco se sabe da Igreja Internacional da Graça, do discreto R.R. Soares, mas seus planos também são expansionistas.

Na Universal, o pastor tem de cumprir meta de arrecadação de dízimo, como qualquer vendedor de apólice de seguro ou do comércio atacadista, por exemplo. Há prêmios, como viagem a Jerusalém, àqueles que obtêm os melhores resultados.

Além de bom salário, os pastores sempre têm a possibilidade de abrir “o próprio negócio” sem praticamente nenhum investimento. Para registrar uma igreja e começar a pregar e colher dízimo, desfrutando de isenção de impostos, basta R$ 500, no máximo, sem contar o aluguel de um salão.

Com informação da revista Piauí (só para assinante).

Copiado de: http://www.paulopes.com.br/

POUPANDO O PODEROSO – Por que ? CPI do HSBC recusa quebra de sigilo de Benjamin Steinbruch

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

O bilionário dono da CSN, que tinha a maior fortuna brasileira na filial suíça do banco, foi poupado pelos senadores

Ana Volpe / Agência Senado

STEINBRUCK

Paulo Rocha (centro) e Randolfe Rodrigues (à direita) durante a CPI do HSBC: a comissão avança pouco

A CPI do HSBC recusou, na terça-feira 30, a quebra de sigilo de Benjamin Steinbruch, principal acionista da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que possuía, junto com familiares, a maior conta brasileira no banco, no valor de 543 milhões de dólares. O pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário parte de denúncias de que o HSBC teria ajudado seus clientes a sonegar impostos devidos em seus países.

Antes da votação de terça-feira, o senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), autor dos requerimentos para quebra de sigilo, disse que a comissão está trabalhando “há 50 dias e não fez quase nada” e acrescentou: “Se não tomarmos providência, não fizermos convocações, não quebrarmos sigilos e não aprofundarmos investigações, não há razão de esta CPI existir”.

O presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), informou que enviou correspondência com pedido de informação sobre as operações para uma lista elencada a partir de nomes divulgados pelo do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, e também pelo jornal O Globo. “Alguns responderam, outros não. Assim, a CPI decidiu avançar com o pedido de quebra de sigilo”, explicou Paulo Rocha.

Steinbruch teria recebido essa correspondência da CPI, mas se recusou a responder alegando ilegalidade da lista de suspeitos da comissão. Randolfe acrescentou que as correspondências e os requerimentos de quebra de sigilo foram feitos com base em informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – que apontou a existência de operações financeiras atípicas.

Ciro Nogueira (PP-PI) fez campanha a favor de Steinbruch, alegando que a investigação contra o bilionário empresário poderia ter repercussões negativas para a economia brasileira: “Quebrar o sigilo de um empresário multinacional não é tão simples, pois pode ter repercussão até em bolsas de valores”.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) sinalizou que vai apresentar um requerimento para Steinbruch depor na CPI. Otto Alencar também disse que os senadores não podem atuar como “advogados dos suspeitos”: “A CPI precisa investigar e, para isso, precisamos de matéria-prima, que é a quebra de sigilo”.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) pediu bom senso e sugeriu a retirada de pauta do requerimento e o envio de mais correspondências para os investigados, como no caso do apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, e o de sua esposa, Solange Martinez Massa, para os quais a CPI vai pedir mais esclarecimentos. Paulo Bauer lembrou que muitas das pessoas citadas pela imprensa como suspeitos de operações irregulares com o HSBC ainda não têm uma acusação formal e observou que quando o Coaf diz que uma operação financeira é atípica, não quer dizer que é, necessariamente, ilegal. “Quebrar sigilo não é um ato político, mas jurídico. Eu não quero que haja pré-julgamento”, afirmou.

Pedidos aprovados

Dentre os pedidos de quebra de sigilo aprovados está o de Paulo Celso Mano Moreira e Ademir Venâncio de Araújo, ex-diretores do Metrô de São Paulo. O período em que tiveram conta no HSBC da Suíça seria coincidente com o tempo em que foram diretores.

A CPI também aprovou o pedido de quebra de sigilo de Jorge Roberto Saad Silveira, ex-prefeito de Niterói (RJ) e Jacks Rabinovich, ex-proprietário do Grupo Vicunha. Segundo o senador Randolfe, o empresário Rabinovich recebeu a correspondência da comissão, mas se recusou a informar os detalhes pedidos. O empresário também teria dito que a lista da CPI é ilícita e que os supostos crimes dos quais é acusado já estariam prescritos, se os tivesse cometidos.

* Com informações da Agência Senado, via http://www.cartacapital.com.br/

Copiado de: http://izidoroazevedo.blogspot.com.br/

Esse negócio é mesmo muito bom, não?

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Igreja Bagual Coice do Capeta

CUNHA – Chamá-lo de ordinário, constitui elogio

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Cunha vigarista

Cunha retém requerimentos e impede investigação de deputados
Publicado por Pavarini em julho 1, 2015 as 7:30 am

Eduardo Cunha, presidente da Câmara e investigado no STF (foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Rubens Valente, na Folha de S.Paulo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), retém sem decisão, há várias semanas, oito requerimentos para abertura de investigação na Corregedoria da Casa contra 28 parlamentares, incluindo ele próprio.

O PSOL pediu abertura de sindicância para que seja apurado o suposto envolvimento de Cunha e outros 21 colegas com o esquema revelado na Operação Lava Jato.

Sem o despacho de Cunha, a Corregedoria fica impedida de abrir a investigação.

A representação foi protocolada pelos cinco deputados do PSOL em 10 de março. O partido pretendia a abertura de sindicância sobre os 22 deputados que foram alvo de inquéritos abertos no STF (Supremo Tribunal Federal) em desdobramento da Lava Jato.

A Folha apurou que foi emitido um parecer da assessoria jurídica da Secretaria-Geral da Mesa que recomendava o arquivamento do pedido, alegando que a Casa não precisa averiguar a conduta de seus pares, já que isso já está sendo feito no STF.

Em sua representação, o PSOL argumentou que, a despeito das medidas do Judiciário, é necessário haver “uma apuração no seio do próprio Poder Legislativo, em defesa de sua credibilidade”.

Cunha ainda não autorizou o arquivamento para evitar a suspeita de que age em proveito próprio, segundo aFolha apurou. A ideia discutida no comando da Casa é que outro deputado, durante uma ausência de Cunha, autorize.

Sobre os outros sete requerimentos em suspenso na presidência da Casa, Cunha ganha tempo. Ele espera que os envolvidos façam as pazes.

Desde a posse de Cunha, em fevereiro, foi aberto na Corregedoria apenas um processo contra parlamentar por falta de decoro.

O alvo é um dos deputados do PSOL que assinaram o requerimento sobre a Lava Jato, Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). A suposta vítima da agressão é um aliado de Cunha, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PI), chamado de “moleque” num bate-boca.

Dos casos que aguardam decisão de Cunha, cinco são de alegada quebra de decoro parlamentar, motivados por discussões na Casa. Os alvos são Alberto Fraga (DEM-DF), Glauber Braga (PSB-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Jorge Solla (PT-BA) e Maria do Rosário (PT-RS).

Em 2014 foram abertos 17 processos na Casa; em 2013, 20; em 2012, 19; e em 2011, 26.

Fonte: PAVABLOG

Copiado de: http://izidoroazevedo.blogspot.com.br/

Não votei no Sartori, mas sofro junto.

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A insegurança é total em nosso estado e aqui no litoral não poderia ser diferente. Aqui em Tramandaí tivemos três crimes violentos em 24 horas. Um pai matou a própria filha e suicidou-se. Ocorreu igualmente um homicídio na forma tentada. Pergunto aos eleitores do Sartori onde está o policiamento PREVENTIVO/OSTENSIVO, aquele em que os guardas passam em nossa rua observando tudo o que ocorre quando podemos cumprimentá-los ou lhes oferecer um cafezinho?

Habermas, um clássico alemão pró-gregos

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by Gilmar Crestani

Creta – A Batalha e Resistência na Segunda Guerra Mundial

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Estive duas vezes na Grécia. Guardo até hoje em minha carteira uma nota de 100 dracmas, a moeda mais antiga incinerada pelo Euro, como lembrança de minha primeira visita. Na segunda vez, o Euro já era moeda corrente. E tudo estava mais caro. A parcela mais pobre empobrecia, a parte mais rica, enriquecia. A elite grega adotava, como se vê claramente, na aliança golpista jurídico-midiática brasileira, um velho brocardo jurídico: “dar a cada um o que é seu; ao rico a riqueza, ao pobre a pobreza”.

Na República Tcheca, onde o Euro não havia entrado, tudo era mais barato. O Euro foi muito bom para economia consolidadas como a alemã. Ângela Merkel, com seu Deutsche Bank fez mais pelo engrandecimento econômico alemão do que os panzers de Hitler. Que blitzkrieg que nada, foi usando o banco central alemão que a Europa se ajoelhou à Alemanha.

Para quem quiser entender a resistência grega à subjugação do FMI há de ter um mínimo de conhecimento da história daquele povo. Não foram somente os 300 de Esparta que resistiram ao Império Persa. Da série de livros do historiador militar inglês, Antony Beevor, sobre a Segunda Guerra Mundial, recomendo o volume, para quem quer entender de onde sai a força do Syriza, que trata da Resistência grega naquela ilha, Creta: batalha e resistência na Segunda Guerra Mundial 1941/1945, disponível para download na internet.

Não foi a elite grega que resistiu. Foi o sentimento nacionalista do povo. Beevor pinta, de forma muito feliz, as cores do povo cretense assim: “O caráter cretense, belicoso, orgulhoso, de generosidade compulsiva diante de um amigo ou estranho em necessidade, ferozmente incapaz de perdoar um inimigo ou traidor, frugal no cotidiano mas pródigo nas comemorações era, naturalmente, muito influenciado pela paisagem de contrastes dramáticos em que viviam os ilhéus.”

A dívida alemã para com a Grécia é incomensurável. A Alemanha, sim, deveria ser condenada a pagar a dívida da Grécia pelos prejuízos humanos e materiais causados durante a Segunda Guerra Mundial. E até em agradecimento pelos sucessivos roubos feitos ao longo da história, como conta o próprio banqueiro alemão, Heinrich Schliemann, no livro que escreveu sobre a descoberta de Tróia (Ítaca, o Peloponeso e Tróia). Os sucessivos saques do eurocêntrico à Grécia também estão documentados no livro Os mármores de Elgin, a respeito dos frisos do Partenon que estão no Museu Britânico. Hoje, há mais obras gregas fora do que na Grécia. O museu britânico tem mais peças sobre a Grécia que o museu nacional de Atenas.

E se tudo isso não bastasse, há o uso da cultura legada pelos gregos, sem pagar um centavo de royalties.

Habermas defende postura da Grécia

Habermas defende postura da Grécia

Filósofo e escritor alemão, Jürgen Habermas diz que “são os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu” “o acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento”

1 de Julho de 2015 às 08:05

Por Instituto Humanitas Usininas

“São os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu”. O comentário é de Jürgen Habermas, filósofo e escritor alemão em artigo publicado no jornal no El País, 28-06-2015. Habermas lembra que “a Alemanha deve o impulso inicial para sua decolagem econômica, do qual ainda se alimenta hoje, à generosidade dos países credores que no Tratado de Londres, de 1954, perdoaram mais ou menos a metade de suas dívidas”.

Segundo ele, “o acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento”.

Eis o artigo.

A última sentença do Tribunal de Justiça Europeu [que permite ao Banco Central Europeu (BCE) comprar dívida soberana para combater a crise do euro] lança uma luz prejudicial sobre a falida construção de uma união monetária sem união política. No verão de 2012, todos os cidadãos tiveram que agradecer a Mario Draghi, presidente do BCE, que com uma só frase [“farei o necessário para sustentar o euro”] salvou a moeda das desastrosas consequências de um colapso que parecia iminente. Ele tirou do sufoco o Eurogrupo ao anunciar que, caso fosse preciso, compraria dívida pública em quantidade ilimitada. Draghi teve que dar um passo à frente porque os chefes de Governo eram incapazes de agir pelo interesse comum da Europa; todos estavam hipnotizados, prisioneiros de seus respectivos interesses nacionais.

Naquele momento, os mercados financeiros reagiram – diminuindo a tensão – diante de uma única frase, a frase com a qual o presidente do BCE simulou uma soberania fiscal que absolutamente não possuía. Porque agora, assim como antes, são os bancos centrais dos países-membros os que aprovam os créditos, em última instância. O Tribunal Europeu não pode referendar essa competição contrária ao texto literal dos tratados europeus; mas as consequências de sua sentença deixam implícito que o BCE, com escassas limitações, pode cumprir o papel de credor de última instância.

O tribunal abençoou um ato salvador que não obedece em nada à Constituição, e o Tribunal Constitucional alemão apoiará essa sentença acrescentando as sutilezas às quais estamos acostumados. Alguém poderia estar tentado a afirmar que os guardiões do direito dos tratados europeus se veem obrigados a aplicá-lo, ainda que indiretamente, para mitigar, caso a caso, as consequências indesejadas das falhas de construção da união monetária. Defeitos que só podem ser corrigidos mediante uma reforma das instituições, conforme juristas, cientistas políticos e economistas vêm demonstrando há anos. A união monetária continuará sendo instável enquanto não for complementada pela união bancária, fiscal e econômica. Mas isso significa – se não quisermos declarar abertamente que a democracia é um mero objeto decorativo – que a união monetária deve se desenvolver para se transformar em uma união política. Aqueles acontecimentos dramáticos de 2012 explicam por que Draghi nada contra a corrente de uma política míope – até mesmo insensata, eu diria.

Estamos outra vez em crise com Atenas porque, já em maio de 2010, a chanceler alemã se importava mais com os interesses dos investidores do que com quitar a dívida para sanar a economia grega. Neste momento, evidencia-se outro déficit institucional. O resultado das eleições gregas representa o voto de uma nação que se defende com uma maioria clara contra a tão humilhante e deprimente miséria social da política de austeridade imposta ao país. O próprio sentido do voto não se presta a especulações: a população rejeita a continuação de uma política cujo fracasso as pessoas já sentiram de forma drástica em suas próprias peles. De posse dessa legitimação democrática, o Governo grego tentou induzir uma mudança de políticas na zona do euro. E tropeçou em Bruxelas com os representantes de outros 18 Governos, que justificam sua recusa remetendo friamente a seu próprio mandato democrático.

Recordemos os primeiros encontros, quando os novatos – que se apresentavam de maneira prepotente motivados por sua vitória arrebatadora – ofereciam um grotesco espetáculo de troca de golpes com os residentes, que reagiam em parte de forma paternalista, em parte de forma desdenhosa e rotineira. Ambas as partes insistiam como papagaios que tinham sido autorizadas cada uma por seu respectivo “povo”. A comicidade involuntária desse estreito pensamento nacional-estatal expôs com grande eloquência, diante da opinião pública europeia, aquilo que realmente é necessário: formar uma vontade política comum entre os cidadãos em relação com as transcendentais fraquezas políticas no núcleo europeu.

As negociações para se chegar a um acordo em Bruxelas travam porque ambas as partes culpam a esterilidade de suas conversas não às falhas de construção de procedimentos e instituições, mas sim à má conduta de seus membros. O acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento.

Os credores, por outro lado, não cedem no empenho para que se reconheça uma montanha de dívidas que a economia grega jamais poderá saldar. É indiscutível que a quitação da dívida será irremediável, a curto ou a longo prazo. No entanto, os credores insistem no reconhecimento formal de uma carga que, de fato, é impossível de ser paga. Até pouco tempo atrás, eles mantinham inclusive a exigência, literalmente fantástica, de um superávit primário superior a 4%. É verdade que essa demanda foi baixada para 1%, que tampouco é realista. Mas, até o momento, a tentativa de se chegar a um acordo, do qual depende o destino da União Europeia, fracassou por causa da exigência dos credores de sustentar uma ficção.

Naturalmente, os países doadores têm razões políticas para sustentá-la, já que no curto prazo isso permite adiar uma decisão desagradável. Temem, por exemplo, um efeito dominó em outros países devedores. E Angela Merkel também não está segura de sua própria maioria no Bundestag. Mas não há nenhuma dúvida quanto à necessidade de rever uma política equivocada à luz de suas consequências contraproducentes. Por outro lado, também não se pode culpar apenas uma das partes pelo desastre. Não posso julgar se há uma estratégia meditada por trás das manobras táticas do Governo grego, nem o que deve ser atribuído a imposições políticas, à inexperiência ou à incompetência dos negociadores. Essas circunstâncias difíceis não permitem explicar por que o Governo grego faz com que seja difícil até mesmo para seus simpatizantes discernir um rumo em seu comportamento errático.

Não se vê nenhuma tentativa razoável de construir coalizões; não se sabe se os nacionalistas de esquerda têm uma ideia um tanto etnocêntrica da solidariedade e impulsionam a permanência na zona do euro apenas por razões de astúcia, ou se sua perspectiva vai além do Estado-nação. A exigência de quitação da dívida não basta para despertar na parte contrária a confiança de que o novo Governo vá ser diferente, de que atuará com mais energia e responsabilidade do que os Executivos clientelistas aos quais substituiu. Tsipras e o Syriza poderiam ter desenvolvido o programa reformista de um Governo de esquerda e apresentá-lo a seus parceiros de negociação em Bruxelas e Berlim.

A discutível atuação do Governo grego não ameniza nem um pouco o escândalo de que os políticos de Bruxelas e Berlim se negam a tratar seus colegas de Atenas como políticos. Embora tenham a aparência de políticos, eles só falam em sua condição econômica de credores. Essa transformação em zumbis visa a apresentar a prolongada situação de insolvência de um Estado como um caso apolítico próprio do direito civil, algo que poderia levar à apresentação de ações ante um tribunal. Dessa forma, é muito mais fácil negar uma corresponsabilidade política.

Merkel fez o Fundo Monetário Internacional (FMI) embarcar desde o início em suas duvidosas manobras de resgate. O FMI não tem competência sobre as disfunções do sistema financeiro internacional; como terapeuta, vela por sua estabilidade e, portanto, atua no interesse conjunto dos investidores, principalmente dos investidores institucionais. Como integrantes da troika, as instituições europeias também se fundem com esse ator, de tal forma que os políticos, na medida em que atuem nessa função, podem se restringir ao papel de agentes que se regem estritamente por normas e dos quais não se podem exigir responsabilidades.

Essa dissolução da política na conformidade com os mercados pode explicar a falta de vergonha com a qual os representantes do Governo federal alemão, todos eles pessoas sem mácula moral, negam sua corresponsabilidade política nas devastadoras consequências sociais que aceitaram, como líderes de opinião no Conselho Europeu, por causa da imposição de um programa neoliberal de austeridade. O escândalo dentro do escândalo é a cegueira com que o Governo alemão percebe seu papel de liderança. A Alemanha deve o impulso inicial para sua decolagem econômica, do qual ainda se alimenta hoje, à generosidade dos países credores que no Tratado de Londres, de 1954, perdoaram mais ou menos a metade de suas dívidas.

Mas não se trata de um escrúpulo moral, e sim do núcleo político: as elites políticas da Europa não podem continuar se escondendo de seus eleitores, ocultando até mesmo as alternativas ante as quais nos coloca uma união monetária politicamente incompleta. São os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu.
Habermas defende postura da Grécia | Brasil 24/7

Copiado de: https://fichacorrida.wordpress.com

Redução do que mesmo?

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“Diz o blogueiro: aos que não são afeitos com a legislação penal explico que o número dado a esse Projeto de Emenda Constitucional (PEC 171) coincide com o artigo do Código Penal Brasileiro que define o crime de estelionato (vigarice). O grande exemplo de comportamento em todos os sentidos pelos que defino como sacoleiros de Miami são os Estados Unidos da América. Esses sacoleiros geralmente não nasceram em berços onde a cultura era um dos ingredientes principais. Cresceram, estudaram um pouco e se deram bem na vida, logo se julgam melhores que os demais. Nos Estados Unidos da América o país do sonho deles a incidência de pratica de crimes entre menores de idade é infinitamente menor que aqui sim, mas lá os pobres são muitos e miseráveis poucos. Aí reside o busilis da questão, pois lá bens de consumo como esses malditos telefones que idiotizam os que os possuem são acessíveis a todos. Aqui não. E não me venham dizer que não é assim. O projeto desses políticos que tentaram jogar menores nas cadeias caiu por terra. O que esses mesmos políticos sabem, mas fazem de conta desconhecer é que nosso sistema prisional não recupera ninguém. Urge uma completa reforma em nosso sistema penal, mas isto assim como enterrar canos para coleta e tratamento de esgoto não se traduz em votos. Essa é a verdade nua e crua e o restante nada mais do que perfumaria.”

X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X.X

padre Julio Lancellotti

Nesta semana a Câmara Federal inicia o processo de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional, PEC, nº 171 (número sugestivo) para a redução da maioridade penal.

As discussões são acaloradas e as pesquisas mostram o alto índice de aprovação popular da idéia. Por trás de tudo, movem-se interesses inconfessáveis e eleitoreiros, lobbies da privatização dos presídios (afinal, a clientela vai aumentar).
Todos querem a diminuição da violência e da impunidade, muitos desconhecem o Estatuto da Criança e do Adolescente, criticam-no e são seus opositores ferrenhos.
Tudo isso num quadro de agudo individualismo, pragmatismo, busca de soluções imediatas, de espetacularização do crime pela grande mídia e de sensação de insegurança — muitas vezes fabricada e manipulada.
Todo texto tem que ser entendido no contexto.
Para entender a proposta de redução temos que considerar o conjunto de medidas e mudanças que reduzem as conquistas duramente aprovadas dentro de um sistema que escraviza e pune, elitista e competitivo.
As propostas de redução estão passando por adaptações e acordos políticos , todos querem ser o pai da criança, mas não sabem que essa criança vai crescer e se tornar adolescente também.
Uma lei não tem efeito retroativo, também não é instrumento de vingança, não inibe a criminalidade que o sistema fabrica, incentiva e impõe.
Uma juventude sem qualidade de vida e sem possibilidades não qualifica a vida.
A frustração acumulada, a falta de cuidado, o crime organizado na lógica do sistema empurram os jovens para o sofrimento e alguns, ainda que sejam a minoria, reagem e se tornam “em conflito com a lei “.
Esta minoria causa o clamor pela adoção de medidas cada vez mais punitivas e restritivas .
Nossa geração passará para a história como a geração que não soube lidar com a violência a não ser sendo mais violenta ainda .
A redução da maioridade penal é a nossa redução e incapacidade de sermos mais humanos e de lidarmos com situações complexas com a complexidade que merecem .
Os mais pobres serão como sempre os penalizados; a questão dos crimes hediondos, como tráfico de drogas, é polêmica e controversa.
A precariedade de dados e o desconhecimento dos dados que existem entorpecem e distorcem a capacidade de refletir e agir .
Reduzir a maioridade penal é um ato político, mais do que uma decisão técnica numa cultura tecnicista. Mas trata-se de uma ação política que reduz a responsabilidade de todos, que nos desumaniza e que, no horizonte, só nos levará a ter de continuar reduzindo para controlar, vigiar e punir .
Neste momento grave somos chamados à lucidez , ao sentido histórico de nossas ações, à tomada de posição e sobretudo a humanizar nossa reflexões e ações.
A história será testemunha deste 171 que estão passando em nós!

Juntar latas de alumínio

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A AES Sul inicia nesta quarta (01) uma campanha para aumentar em 3,5 toneladas a arrecadação de latas de alumínio através do projeto Recicle Mais, Pague Menos. É para os clientes contribuírem para o correto descarte dos resíduos e ainda reduzirem sua conta de luz. O incentivo é que paga mais do que o mercado ou R$ 2,10 o quilo.

Copiado de: www.AffonsoRitter.com.br

Momento de descontração

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A entrevista dos presidentes Dilma Rousseff e Barak Obama nesta terça (30) na Casa Branca em Washington teve um momento de descontração por iniciativa de Obama: “A Dilma me deu um agasalho bonito, amarelo, com a palavra Brasil nas costas. Eu não posso usá-lo em público, porque tenho que torcer pelos EUA, mas, em casa, ele é muito confortável. Quem sabe não uso para dormir?”. E a resposta de Dilma, reforçando o convite para Obama visitar o país na Olimpíada. “Lá no Brasil, ele pode usar o seu casaco amarelo escrito Brasil nas costas e aqui na frente, Obama. E será, inclusive, muito aplaudido nesse momento”, disse Dilma. A correspondente da GloboNews nos EUA Sandra Coutinho brincou que a seleção está precisando de sorte. Obama respondeu: “Se o jogo for contra os EUA, sinto muito”. Depois da brincadeira, Obama fez questão de responder a uma pergunta da correspondente direcionada à presidente Dilma. Sandra Coutinho: Presidente, o Brasil se vê como um líder global no cenário mundial, e os EUA veem o Brasil como um cenário regional. Como conciliar essas duas visões? Obama: os EUA veem o Brasil não como um poder regional, mas como uma potência mundial: “Por mais que os EUA sejam poderosos, há uma série de questões internacionais que não podemos resolver sozinhos”, disse. E Dilma: o fato de o Brasil enfrentar hoje uma crise econômica não significa que o papel do país na comunidade internacional seja reduzido. “Os países passam por crises e dificuldades. E eu saudei hoje o presidente Obama por ter superado a crise que atingiu o país em 2008, 2009. O Brasil também vai superar os efeitos dessa crise que recai agora sobre ele, e vai fazer isso com muito empenho”, disse.

Copiado de: www.AffonsoRitter.com.br

Retomado acordo bilateral

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A viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA tem um significado bem mais amplo do que o publicado. Trata-se possivelmente de uma mudança de rumo na política brasileira de comércio exterior com a busca de acordos bilaterais, em paralelo às uniões de países em blocos. Segundo o diretor-executivo do Tecnosinos, Luiz Felipe Maldaner, do alto de sua larga experiência no Banco do Brasil, nela incluídas a criação e gestão do escritório de Seul, e depois no Badesul, mais de 50% do comércio mundial está dentro de acordos bilaterais. Já são mais de 400 catalogados pela OMC e o Brasil está fora deles. Na América Latina, México e Chile são os campeões. O Chile já tem mais de 60 acordos. Peru e Colômbia idem.

Copiado de : www.AffonsoRitter.com.br

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