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O editor
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03h4omin
O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil, Rogério Bacellar, contestou alguns pontos do projeto de lei aprovado hoje (10), em decisão terminativa, pelo Senado no que se refere à habilitação para casamentos pela internet. “O ideal seria que a certificação fosse realizada pelo Poder Judiciário. Se a pessoa se desloca até o cartório para requerer, antes, o credenciamento, porque não realizar todo o processo no local. Essa medida só burocratiza ainda mais o processo”, disse Bacellar.
De acordo com a proposição, os noivos devem apresentar via internet, junto ao oficial do Registro Civil, o requerimento de habilitação para o casamento, desde que haja o credenciamento antecipado junto ao Judiciário da assinatura eletrônica dos requerentes. Para Bacellar, a habilitação para o casamento por meio eletrônico, só facilitaria os trâmites se não houvesse essa exigência.
No texto da preposição, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a argumentação é de que a medida facilitará a vida dos pretendentes ao casamento, já que não precisarão enfrentar filas para requerer a habilitação.
Segundo Mercadante, “os órgãos de administração pública estão desenvolvendo sistemas dotados de capacidade para viabilizar o processo eletrônico protegendo a integridade, a autenticidade e o armazenamento de forma confiável dos textos”.
Para a relatora do projeto, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), “o casamento por via eletrônica, é compatível com os dias atuais, quando se busca evitar o tráfego de veículos nas grandes cidades, reduzir o gasto com combustíveis, diminuir a utilização de papel e a consequente derrubada de árvores”.
O projeto ainda vai à deliberação na Câmara. Depois de sancionado, a lei só entrará em vigor 180 dias após a publicação oficial, a fim de que, neste intervalo, os cartórios tenham tempo para se adequar à nova regra. Agência Brasil
Fonte: www.camera2.com.br
Representação no Ministério Público Federal pede Ação de Improbidade Administrativa contra o prefeito de Porto Alegre
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publicada quarta, 10/03/2010 às 15:45 e atualizado quarta, 10/03/2010 às 15:54 |
Reproduzo abaixo texto publicado pelo portal “Vermelho”, sobre o episódio em que “O Globo” teria-se recusado a publicar um anúncio em defesa das cotas, pelo preço que havia sido inicialmente ajustado.
Como se sabe, um poderoso diretor das “Organizações Globo” posiciona-se publicamente contras as cotas: para ele, aliás, nem há racismo no Brasil! Esse diretor é aquele mesmo que (aparentemente) é homônimo de um ator de carreira nebulosa no cinema pornô brasileiro – http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/taras-de-kamel-autenticidade-nao-comprovada.
Mas a pornografia aqui está em outra parte.
Será que a recusa de “O Globo” em aceitar o anúncio tem algo a ver com isso: com as opiniões da direção do conglomerado midiático?
O que aconteceria se o movimento negro iniciasse uma campanha em larga escala, a mostrar que as “Organizações Globo” assumem uma posição contrária aos interesses da imensa maioria do povo brasileiro?
Confiram o texto do “Vermelho”- http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=125511
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Ativistas sociais e intelectuais do Rio de Janeiro protocolaram nesta segunda (8) uma representação contra o jornal “O Globo” no Ministério Público daquele Estado. Eles acusam a publicação de agir contra a liberdade de expressão ao inviabilizar um anúncio de um manifesto do movimento nacional Afirme-se!, favorável as políticas de ação afirmativa e das cotas raciais.
Segundo a ação há fortes indícios de “práticas infrativas à liberdade de expressão e ao direito à informação”. Para publicar o manifesto (figura ao lado), que no último dia 3 circulou em uma página em outros jornais nacionais, O Globo apresentou à Agência Propeg uma tabela no valor de R$ 54.163,20, mas após ter acesso ao conteúdo estipulou o valor em R$ 712.608,00.
“A alegação de “O Globo” para tal alteração foi expressa nos seguintes termos: o anúncio foi analisado pela diretoria e ficou definido que será Expressão de Opinião, pois, o seu conteúdo levou a esta decisão”, diz o conteúdo da ação.
Segundo a representação, o valor cobrado inicialmente estava dentro da realidade do mercado. Pelo mesmo anúncio, por exemplo, o jornal “Folha de S.Paulo” cobrou R$ 38.160,00 e o “Estado de S.Paulo” R$ 37.607,23.
“Deve ser dito que, dos jornais mencionados, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo competem, no mercado editorial, em distribuição, circulação e influência nacionais. Em termos de linha editorial, esses três veículos são, nitidamente, contrários às cotas e às políticas de ação afirmativa. No entanto, diferentemente de O Globo, todos os demais aceitaram publicar o Manifesto, custeado pela sociedade civil por um preço comercialmente realista”, diz o documento.
A Campanha
O principal objetivo da campanha “Afirme-se” foi sensibilizar os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) para a justeza e constitucionalidade das políticas de ação afirmativa já existentes, a favor de indígenas e afrodescendentes. A principal delas são as cotas em universidades, a regularização de terras dos remanescentes dos quilombos e programas especiais dos ministérios das Relações Exteriores e reforma Agrária.
Diz a representação que no Brasil a adoção de tais práticas, “implementadas timidamente há menos de uma década, vem sofrendo ataques poderosos de setores da grande mídia.”
“Há uma verdadeira campanha que objetiva duas coisas: 1) extinguir, vetar, destruir as poucas iniciativas institucionais de ação afirmativa já existentes; 2) impedir, bloquear, derrotar qualquer possibilidade de implantação ou criação de novos instrumentos legais e institucionais de ação afirmativa.”
A representação é assinada pelos professores Alexandre do Nascimento, Rodrigo Guerón e pelo advogado André Magalhães Barros. Um abaixo-assinado será anexado a ação que já aguarda uma posicionamento da Justiça.
Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia
Fonte: http://rodrigovianna.com.br
03h30min
Na semana em que se comemora o centenário do Dia Internacional das Mulher, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou dois projetos que beneficiam as empregadas domésticas. Um deles, da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), diminui a contribuição social dos empregadores de 12% para 6% sobre o salário da doméstica e revoga a dedução que eles podiam fazer no imposto de renda pelo pagamento. Assim, espera-se que ficará mais barato para os patrões manter a empregada com carteira assinada.
O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), relator do projeto, disse em seu relatório que a perda com a redução da arrecadação será compensada com o aumento no número de contribuintes. De acordo com ele, o benefício da dedução da contribuição social no imposto de renda do empregador não atende àqueles que fazem a declaração no modelo simplificado. “Esses, sim devem ser estimulados a formalizar os contratos com suas empregadas domésticas”, disse o relator.
A garantia dos direitos trabalhistas também foi o tema do outro projeto, da mesma autora, que beneficia as trabalhadoras domésticas. Aprovado por unanimidade, o texto prevê multa que vai de R$ 1 mil a R$ 10 mil reais, dependendo da gravidade, para os empregadores que desrespeitarem esses direitos. No caso dos que não assinam a carteira de trabalho da empregada a multa é acrescida em 50%.
Também foi aprovado, em caráter terminativo, o projeto que interrompe o prazo de aviso prévio em caso de notificação de gravidez. Assim, as mulheres que estiverem cumprindo os 30 dias de notificação da demissão sem justa causa e que ficarem grávidas passam a ter o emprego garantido até um mês após o fim da licença maternidade.
Outro projeto garante às estudantes grávidas a estabilidade no estágio por 120 dias contados após o parto ou a partir de 28 dias antes da data prevista para dar a luz.
Não foi dessa vez, entretanto, que a licença maternidade de seis meses obteve aprovação no Senado para ser estendida às mulheres que adotarem uma criança. O projeto de lei sobre o assunto não foi analisado pela CAS hoje (10) por causa de um pedido de vistas do senador Flávio Arns (PSDB-PR). O parlamentar alegou que precisava analisar questões técnicas do texto, o que retardará a votação da matéria na comissão. Agência Brasil
Fonte: www.camera2.com.br
Cerca de 400 plantadores de arroz (pequenos, médios e até de grande porte) que se utilizam das águas da bacia do rio Mampituba e seus afluentes para suas lavouras no lado gaúcho deverão firmar um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – com o Ministério Público do Estado em Torres. Objetivo é evitar a continuidade de danos ao meio ambiente e encontrar soluções para esse problema que se arrasta há anos. Dia 8 de fevereiro, um grupo de plantadores, junto com a Ong Onda Verde, esteve no MP de Torres numa reunião para encontrar ajustes. Os danos ao meio ambiente são os mais diversos possíveis, desde o desvio de água do rio, contenção das mesma, até aplicação de venenos, danos à mata ciliar e encostas. São plantações de arroz no lado gaúcho e que afetam municípios como Mampituba, Morrinhos do Sul, Torres. Por um lado promovem a riqueza econômica e social da região, através da produção do arroz: mas por outro lado, da maneira como está o manejo das lavouras, provoca danos ao meio ambiente. Encontrar um meio termo para essa situação é a proposta apresentada tanto pelo MP como pela ONG Onda Verde, objetivo da reunião.
Outras comarcas estão trabalhando propostas como essa, como a bacia do rio Gravataí. Pelo TAC que deve ser firmado, os plantadores se compremetem a encontrar soluções para esses danos e agressões ao meio ambiente. A dúvida é quanto a viabilidade das mesmas, tanto técnicas como financeiras.
Na reunião sobre a criação da Bacia do Mampituba, realizada em dezembro de 2009 no Salão Paroquial do Passo de Torres, o assunto foi abordado e o evento chegou à constatação de que quase 400 produtores estão envolvidos pelo lado gaúcho. A ação de ajuste deve envolver também o lado catarinense do rio Mampituba, um curso federal de águas.
Fonte: http://www.gazetatorres.com.br
Diz o blogueiro – na divisa de nosso estado com Santa Catarina esta inciativa do MPE penso seja pouco produtiva. Entendo que ali deveria haver intervenção da Procuradoria Geral da República com abrangência em ambos os lados da divisa estadual. Mas o que mais me preocupa é o fato de que aqui mesmo em Xangri-Lá, assim como em Osório há lavouras orizícolas e nas mesmas são empregados esses venenos que deixam resíduos que se infiltram no lençól freático, cont aminando assim nosssas fontes de água.
02h34min
Equipes de emergência trabalham nesta sexta-feira (10) entre os destroços de um Cessna 421 guatemalteco que caiu em uma base militar em Honduras, pouco depois de decolar do aeroporto de Tocontín, próximo à capital, Tegucigalpa, rumo à cidade de San Pedro Sula. Três pessoas morreram: o deputado Mark Goldstein, sua mulher, Margie González, e o piloto, Angel Lopez. Empresário, Goldstein era do Partido Nacional. (Foto: AFP) G1
Fonte: www.camera2.com.br
02h00min
O Supremo Tribunal Federal recebeu pedido de abertura de inquérito contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sob a suspeita de crime contra a ordem tributária. O pedido chegou ao STF no dia 4 de março. O processo foi distribuído nesta quarta-feira (10) ao ministro Joaquim Barbosa, que ainda não deu qualquer despacho.
O STF não soube informar o teor das acusações contra o presidente do BC. A assessoria do presidente do Banco Central informou aoG1 que não comentaria o assunto. Disse também que o BC não tem conhecimento desse inquérito.
O Supremo informou ser possível que Barbosa, ao analisar os autos, decrete segredo de Justiça. O pedido de abertura de inquérito foi feito ao STF porque Meirelles tem o status de ministro de Estado. G1
Fonte: www.camera2.com.br
| 11/03/10
Carlos Brickmann, jornalista |
Os americanos bateram à vontade; chegou a hora de levar de volta.
Os Estados Unidos são tradicionais aliados do Brasil, na guerra e na paz. Mas o suco de laranja brasileiro continua sendo encarecido, no mercado americano, por sobretaxas imensas. Os brasileiros só conseguem entrar lá porque nossa produção de laranjas é altamente competitiva. Mesmo assim, os grandes produtores daqui compram plantações e fábricas na Florida para escapar das sobretaxas.
O álcool brasileiro não consegue entrar nos Estados Unidos: uma enorme sobretaxa protege os produtores americanos de álcool de milho (que neste momento é até mais barato, mas que normalmente tem custo mais alto).
Há vários casos, na agricultura e na indústria. Mas o comportamento americano no caso do algodão foi tão exemplar, em termos de competição injusta, que a Organização Mundial do Comércio, OMC, autorizou o Brasil a retaliar produtos americanos, impondo-lhes sobretaxas punitivas. Pronto: começou a choradeira. O Financial Times acusa o Brasil de “arriscar uma guerra comercial com os EUA”. Não, não é guerra: apenas se aplica a decisão de um órgão internacional de comércio. Os americanos bateram à vontade; chegou a hora de levar de volta.
O Brasil está sendo prudente: as cobranças começam mais tarde, para dar tempo aos EUA de negociar, desistir das práticas desleais, oferecer compensações – nada de excessivo, apenas a aplicação daquilo que os Estados Unidos sempre defenderam, o livre comércio. É hora de conversar. Mas, para usar a linguagem de um presidente americano, mantendo o porrete ao alcance da mão.
Mudando de conversa
Os americanos aceitam e entendem a negociação dura. Tão logo o Brasil mostrou sua disposição de aplicar as retaliações autorizadas pela OMC, enviaram para cá o secretário do Comércio, Gary Locke, e o assessor de segurança nacional, Michael Froman. Eles estão mostrando os dentes, mas faz parte do jogo: os exportadores americanos que temem perder mercado também têm dentes a mostrar.
Olha a Bancoop aí!
O caso Bancoop, a Cooperativa dos Bancários que está sob investigação do Ministério Público por suspeita de desvio de verbas (que teriam sido usadas, suspeita o promotor José Carlos Blatt, no financiamento de campanha do PT), tem um detalhe que até agora não ganhou destaque: na época em que a Bancoop era dirigida por Ricardo Berzoini, o presidente Lula conseguiu financiamento para comprar seu apartamento no Guarujá. Outros cardeais petistas também puderam comprar seus imóveis. Ótimo; mas há muita gente que pagou e nada recebeu.
De palavra em palavra
O senador Tasso Jereissati, cacique cearense do PSDB, diz que não aguenta mais esperar a definição de Serra. Tudo bem, a indefinição do governador paulista é suficiente para transformar a festa de lançamento de sua candidatura à Presidência, algum dia desses, num evento com música de câmara regado a Ki-Suco. Mas não é isso que preocupa Tasso: em 2002 e 2006 ele já abandonou os candidatos de seu partido para ficar ao lado de Ciro Gomes, aliado no Ceará. Por que iria, agora, abandonar a família Gomes? Qualquer pretexto lhe serviria.
Aécio em manobra
O presidente Lula continua sendo o político mais hábil do país. Esperou o governador mineiro Aécio Neves a tomar posições irreversíveis (se bem que, como ensinou o senador Aloízio Mercadante, o irreversível também pode ser revertido) contra a participação na chapa de José Serra. A questão chegou a ser colocada, no principal jornal mineiro, como uma disputa de honra entre Minas e São Paulo. Concluída a manobra de Aécio, Lula entrou no jogo: está unificando suas forças em Minas, retirando os candidatos do PT que disputavam a sigla, convencendo-os a apoiar o peemedebista Hélio Costa para o Governo. Se tudo der certo, o candidato de Aécio à sucessão, Antônio Anastasia, fica ainda mais longe da vitória do que já está. E Aécio, que contava com eleição garantida ao Senado, continua favorito, mas com dificuldades – ainda mais se José Alencar sair candidato.
Hebe, a grande Hebe
Retorno triunfal é isso aí: o programa em que Hebe Camargo voltou à TV, depois de uma parada para tratamento de câncer, foi excelente. Mostrou Hebe em grande forma, animadíssima, falando tranquilamente de sua doença e mostrando que tem vigor para enfrentá-la. Mostrou astros e estrelas que não se incomodaram em ser coadjuvantes da Estrela-Rainha: Marília Gabriela, Ivete Sangalo, Xuxa, Ana Maria Braga, Maria Rita, Leonardo, Carlos Alberto de Nóbrega (que não conseguiu falar: chorou feito criança, ele que foi criado ao lado da Madrinha). E o rei Roberto Carlos, que foi apadrinhado por Hebe quando a Record o demitiu e extinguiu o programa Jovem Guarda, e a partir daí só cresceu.
Em Les Prémices, Henri Estienne lançou sua frase célebre: “Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse…” Hebe sabe. Hebe pode.
Atraso, que nada!
Repare: os estádios pertencentes ao Poder Público ainda nem lançaram as licitações para adequar-se às exigências da Fifa. Atraso? Nada disso: quando não houver tempo para licitações, saem os contratos de emergência. Eta, coisa boa!
Fonte: www.jaymecopstein.com.br
| 11/03/10 |
Jayme Copstein
O projeto que legaliza bingos está pronto para ser votado na Câmara Federal. Isso é bom ou mau? Não são nos bingos que se lavam os dinheiros do contrabando e do tráfico de drogas e de armas?
Não sei a resposta. Parece-me que esses crimes devem ser combatidos com a vigilância das fronteiras, mas não se precisa de bingos para esquentar o “dinheiro não-contabilizado”, como é moda chamar hoje em dia. Pode-se, por exemplo, abrir uma cadeia de lojas para vender qualquer coisa, comprar notas frias, e gerar lucro fictício.
Logo, a questão do jogo não é essa. Ruy Barbosa já dizia que, nele, o que menos se perde é o dinheiro. O pano verde é um pântano que suga a honra, a dignidade, a própria condição humana de quem o frequente. Proibi-lo, porém, é inútil. Fez-se isso no Brasil, em 1946. Afora desempregar artistas do nosso teatro de variedades que ganhavam a vida nos cassinos legalizados, a consequência foi a corrupção de autoridades policiais e a formação de gangues que hoje mandam para a lata do lixo a moralidade que se pretendeu com a medida.
A gênese de um jogador não é diferente da de qualquer otário que enche os bolsos dos espertalhões messiânicos com dez por cento de seus ganhos ou a do nobre altruísta que decide embolsar a fortuna de uma “viúva” na Nigéria. Não se movesse ele pela mesma voracidade, bastaria apelar à sua razão e mostrar-lhe que, fosse lucrativa a profissão de jogador, não haveria banqueiros – só jogadores.
A conclusão é única: se um otário quer ser depenado, que o seja legalmente e contribua, com impostos, para a educação, a saúde e a segurança.
Como impedir que o dinheiro vá parar no bolso dos mensaleiros, dos cuequeiros, e dos confeiteiros de panetones? Bem, não é a proibição do jogo que vai evitar.
Bastidores
1. Gente manobrando para desandar a aliança PMDB-PDT (Fogaça & Pompeu), e levar os trabalhistas à coligação com o PT. Alguém comentou que, se não der certo, há um míssil de alta potência, pronto para ser disparado no momento oportuno. Como fizeram com Dilma, quando quiseram torpedear sua candidatura à Presidência, mas agora com a pontaria aperfeiçoada e um alvo bem mais exposto.
2. Não é que o gaúcho não reeleja governantes. Fogaça é a prova. Donos de campinho dividem os votos entre si e depois descobrem que não combinaram nada com os eleitores. Desde 1998, quando Olívio Dutra derrotou um Antônio Brito “virtualmente reeleito”, vai tudo para o 2º turno e só dá zebra na pedra.
3. A polarização entre líderes do PMDB e do PT no Rio Grande do Sul não leva em conta as possibilidades da governadora Yeda Crusius, candidata de quem gosta de contas equilibradas e detesta o fundamentalismo dos que tentaram ejetá-la do Piratini. Ou então do deputado estadual Luiz Augusto Lara (PTB), cuja candidatura tem o aval de Sérgio Zambiazi.
4. Pressões em cima do vice José Fortunati, que completa o mandato de José Fogaça na Prefeitura de Porto Alegre. A coligação valia para o mandato de Fogaça, mas não contemplava a hipótese de Fortunati assumir. Como fica? Mantém-se o acordo ou apaga-se a pedra e refaz-se o governo com outras alianças, como se nada tivesse acontecido lá atrás? Já anda sobrando pedetista autonomeado secretário disso e daquilo.
Fonte: www.jaymecosptein.com.br
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