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STF continua dividido mesmo após Moraes revogar censura a sites

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes de revogar a determinação dele próprio que censurou os sites “O Antagonista” e o da revista “Crusoé”, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo blog avaliam que será preciso levar ao plenário a análise do inquérito aberto para apurar fake news, ofensas e ameaças contra a Corte.

A percepção majoritária no STF é que o episódio da censura trouxe enorme desgaste ao tribunal. Ao ponto de o próprio decano, ministro Celso de Mello, ter feito uma rara manifestação em nota com duras críticas à censura. “O decano falou pelo conjunto dos ministros”, disse ao blog um integrante do STF.

Caso não houvesse o recuo, vários ministros cogitavam manifestações sobre o tema em julgamentos nas turmas, ou até mesmo em palestras, sobre o casos envolvendo a imprensa. O ministro Marco Aurélio Mello já tinha, inclusive, concedido entrevistas sobre o tema.

A avaliação no Supremo é que a decisão de Moraes ajudou a diminuir o ambiente de desconforto interno entre os ministros da Corte. Mas que, mesmo assim, o inquérito aberto pelo presidente da Casa, ministro Dias Toffoli, ainda causa divisão no STF. “O episódio terá que ser levado ao plenário”, defendeu ao blog outro integrante do Supremo.

De todo jeito, mesmo diante do desgaste, ministros reconhecem que o debate público sobre a censura teve um efeito positivo: o fortalecimento da liberdade de imprensa, um pilar da democracia. “A sociedade ficou vigilante”, reforçou esse ministro. G1

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Leia mais: https://jornalpequeno.blog.br/johncutrim/stf-continua-dividido-mesmo-apos-moraes-revogar-censura-a-sites/#ixzz5lYTAeJ8f

Dia de sofrimento do velho descendente dos descobridores do vidro

 

 

Ao amanhecer de hoje pessoas que pouco pensam saem para a beira de rodovias para a colheita da MARCELA, uma flor do campo que dizem fazer milagres.

Aquele maldito velho que tem a MARCELA mais bonita e perfumada do país deve amanhecer agarrado na mesma desesperadamente, pois mesmo recebendo ao final de cada mês o modesto valor de CENTO E SETENTA E UM MIL REAIS pelas aposentadorias que acumulou na vida pública e assim podendo comprar tanto Viagra quanto precise, sabe que mesmo estando certo de não ir para a cadeia vez que esta é destinada aos pretos, pobres e putas agora também se destina aos petistas já que servidores regiamente pagos por nós, mas que prestam, penso eu, serviços dos senhores do norte assim desejam.

A própria titular da PGR é casada com um sujeito que nascido e cidadão daquele maldito país.

MÔNICA BERGAMO LEMBRA QUE ANTAGONISTA JÁ APLAUDIU CENSURA DE FUX À FOLHA, QUE TENTOU ENTREVISTAR LULA

Rádio Gaúcha não conta mais com Cléber Grabauska em seu time

 

Seria a política do pé na bunda quando o sujeito começa a ficar caro, colocando no lugar do mesmo um moleque saído de uma dita faculdade ganhando um salário miserável?

O  Editor

 

Jornalista contribuiu para o Grupo RBS por 27 anos

Cléber Grabauska – Reprodução/Arquivo pessoal

O jornalista Cléber Grabauska não está mais na RBS a partir desta quinta-feira, 18. Ele, que estava na rádio Gaúcha, deixa o grupo após 27 anos de contribuição por definição da própria organização, que explica que “a decisão está relacionada à constante renovação do pilar de Esportes, uma das frentes estratégicas da empresa”. A partir desta segunda-feira, 22, quem assume a apresentação do Show dos Esportes ao lado de Lucianinho Périco, é Diori Vasconcelos.

Em breve conversa com Coletiva.net, Grabauska confirmou a informação e disse que, “após a saída de outros profissionais que tinham o mesmo perfil que eu, já imaginava que pudesse acontecer. E aconteceu”. Ele se referia a Luiz Zini Pires e Luís Henrique Benfica, que foram demitidos da emissora em março.

A carreira de Grabauska teve início em 1986, como repórter freelancer do jornal Sport Motor. Depois, teve uma rápida passagem pelo extinto jornal Pasquim Sul, e um estágio na Rádio da Universidade, emissora da Ufrgs, na qual se formou em Jornalismo. Antes de ingressar no Grupo RBS, atuou na rádio Guaíba.

Entrou para o time da RBS em 1991,e lá teve experiências como a cobertura da Olimpíada de Pequim, em 2008, e dos mundiais de futebol na Alemanha, em 2006, e na África do Sul, em 2010. Grabauska também assina o livro ‘Sala de Redação – aos 45 do primeiro tempo’, ao lado de Junior Maicá. A obra, lançada em 2016, resgata a história da emissora do Grupo.

Em nota, a RBS diz que “reconhece a trajetória de Cléber para o jornalismo esportivo e agradece por seu trabalho e profissionalismo ao longo desses anos”.

 

Copiado de:   https://coletiva.net/noticias/radio-gaucha-nao-conta-mais-com-cleber-grabauska-em-seu-time,297620.jhtml

John Kennedy, apertando a mão de Paulo Freire!

18abr19

A TV Cultura, de São Paulo, fez uma entrevista comigo hoje, para ir ao ar ainda hoje. Vai que. Depois do lançamento do Quando ninguém educa, a Globo gravou uma entrevista comigo para o Globonews Literatura e nunca foi ao ar. Sabe-se lá.

A produção queria saber o que acho do “método Paulo Freire”. Eu disse que não se trata, de certa forma, nem de um método, nem de Paulo Freire. Na verdade a coisa toda é o resultado do trabalho de um grupo de pessoas, no Recife, no começo dos anos sessenta. O que se chama de “método Paulo Freire” nasceu do trabalho do Movimento de Cultura Popular, no Recife, por meio de pessoas como Germano Coelho, Josina Godoy, Norma Coelho, Elza e Madalena Freire e, claro, Paulo Freire. Em 1963 o Movimento de Cultura Popular publicou a cartilha, o “Livro de Leitura para Adultos”, que é a primeira versão do método do grupo. Paulo Freire, por assim dizer, pegou o bonde ali e sugeriu o planejamento de um curso semelhante, mas sem a cartilha, e sim com o apoio de projetores de slides, que podiam funcionar com baterias de 6 volts. A cartilha era, de certa forma, projetada em uma tela. Tudo isso ficou muito caro, e aí entrou uma coisa que nem sempre se lembra, o trabalho foi financiado pela USAID, a Aliança pelo Progresso. John Kennedy só não apertou a mão de Paulo Freire, em Natal, porque foi assassinado. A visita de Kennedy ao nordeste estava sendo preparada para a primeira quinzena de Dezembro de 1963. Ele ia, entre outras coisas, visitar Angicos, onde Paulo Freire conduzia o curso de alfabetização. Kennedy ia apertar a mão de Paulo Freire!

Outra coisa que eu disse para a TV Cultura é que há um consenso, eu acho, que a originalidade do método de PF estava na energia com que os educadores se dedicavam a contextualizar a aprendizagem na realidade do aluno. Nesse sentido ele é atual. Acho até que diante das polêmicas atuais no MEC, as tais guerras de método, ele ficou ainda mais atual, pois ele nunca deixou de incluir como parte essencial da alfabetização a consciência fonêmica. Assim que a pessoa se familizarizava com a palavra geradora, “tijolo” ou “favela”, etc, havia uma fase intensa de conscientização fonética e aí vinha o ta-te-ti-to-tu.

Por outro lado Paulo Freire nunca se incomodou com as críticas de que ele não era original. Ele foi acusado de plágio e não se importou, rebateu a acusação escrevendo que, como dizia John Dewey, o filósofo e educador norte-americano, a “originalidade consistia no novo uso de coisas conhecidas.”

Então os procedimentos de contextualização e respeito à realidade do aluno são atuais, mas na verdade não são originais dele, essa tendência faz parte de uma vertente muito antiga da pedagogia. O que sempre pede uma adaptação muito cuidadosa é a forma como isso é feito em diferentes níveis etários. Uma coisa é quanto o professor trata com adultos, uma relação entre iguais. Outra coisa é com crianças. Um dos problemas com Paulo Freire não está na obra dele, e sim na forma como ela é lida e aplicada. Na Pedagogia do Oprimido, seu livro principal, ele não fala em crianças, a palavra escola aparece apenas cinco vezes e somente em uma o sentido é positivo. Nem havia escola pública no Recife, nos anos 50.

Paulo Freire ajudou a criar, mais do que um método, um clima, uma atmosfera na formação de professores. Acho que foi uma combinação de elementos que trouxe um excesso de politização para o campo educacional. A escola era vista como reprodutora da ideologia dominante, a serviço da opressão, etc. Ficamos, nos anos oitenta, demasiadamente encantados com uma descrição sociológica da escola; em certo sentido essa politização, essa sociologização da escola fez com que ela perdesse a mística, o que ela representa de oportunidades, pelo ponto de vista do aluno. Assim, o questionamento principal que faço no meu livro, “Quando ninguém educa”, é sobre essa perda da mística escolar em função de uma politização excessiva.

A TV Cultura quis também saber o que eu penso sobre a “escola sem partido”.

O tema é complicado. Eu sou contra esse projeto de lei, claramente contra. Mas eu não abro mão de compreender as razões que levaram a esse projeto. Eu acho que, entre outras coisas, foi uma forma de protestar contra exageros que foram cometidos, nessa atmosfera que descrevi e que tem como uma de suas fontes uma certa forma de ler Paulo Freire. O “escola sem partido” é uma espécie de maoísmo investido, que faz com que os alunos denunciem professores. Isso foi inventado por Mao Tse Tung na Revolução Cultural. Eu sou contra que um professor entre na sala de aula com o bottom do seu partido, qualquer que seja, para induzir a simpatia dos alunos. Infelizmente tem quem faça isso e essas coisas criam também a atmosferapara surgir essa demanda do “escola sem partido”. Precisamos profissionalizar nosso trabalho, de modo a evitar esse tipo de excesso de politização. A escola é um lugar político em um sentido muito amplo, que não pode ser emprestado para a política imediata.

Foi por aí que eu dei a entrevista. Vai saber o quê irá ao ar. Se é que não vai ser de novo como fez a Globo. As vezes eu me sinto como o Chacrinha, eu quero mais é confundir quem acha que tudo já está explicado!

 

 

Copiado de:   https://ronairocha.wordpress.com/2019/04/18/john-kennedy-apertando-a-mao-de-paulo-freire/

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Presidente do Supremo libera Lula para dar entrevistas

Cláudia Motta
Da RBA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli, liberou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceder entrevistas. O jornal Folha de S.Paulo e o jornalista Florestan Fernandes, da Rede Minas, estavam entre os que pediram autorização para falar com Lula na sede da Polícia Federal, onde o petista está preso desde 7 de abril de 2018. Na decisão, Tofolli suspendeu a liminar já que, após mais de seis meses de trâmites, a decisão de mérito que questionava o direito à entrevista transitou em julgado.

Os parlamentares petistas e advogados Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP) já solicitaram ao Supremo que “determine o efetivo cumprimento da ordem emanada por este egrégio Supremo Tribunal Federal nesta Reclamação, diligenciando-se o necessário para tal”.

A solicitação menciona ainda manifestação recente do ministro Alexandre de Moraes, sobre a polêmica censura à revista Crusoé. “A Constituição Federal de 1988 protege a liberdade de expressão no seu duplo aspecto: o positivo, que significa o ‘indivíduo poder se manifestar como bem entender’, e o negativo, que proíbe a ilegítima intervenção do Estado, por meio de censura prévia”.

Briga jurídica

Em 30 de agosto, a juíza Carolina Lebbos proibiu o ex-presidente de dar entrevista. Quase um mês depois, em 28 de setembro, liminar concedida pelo ministro do Supremo Ricardo Lewandowski autorizou a entrevista com base na liberdade de imprensa e na Lei de Execução Penal. No mesmo dia, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu a decisão em julgamento de pedido feito pelo partido Novo.

A alegação era de que o PT apresentava Lula como candidato e que isso desinformaria os eleitores. Foi essa decisão de Fux que foi derrubada hoje por Dias Tofolli.

Copiado do:  https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/2019/04/presidente-do-supremo-libera-lula-para-dar-entrevistas/

Pampa Debates

 

 

Hoje com presenças interessantes. Um aposentado do MP, mais o Vereador Cassiá Carpes, o ex Prefeito Jairo Jorge e um outro vereador de Porto Alegre em primeiro mandato. Refiro-me a um colega meu, Rafão de Oliveira, Comissário de Polícia que penso tenha contra si em minha ótica o fato de ser BOI SONARISTA.

Como ninguém é perfeito, meu colega não seria uma exceção.

Coronel nomeado para coordenar programa de educação no campo não tem formação na área

Pronera já atendeu 167 mil alunos na modalidade EJA e formou 5.300 alunos em cursos superiores e outros 9 mil no ensino médio. Foto: MST

Marcos Hermanson
Do Brasil de Fato

Nomeado na última segunda-feira (15) para coordenar o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o coronel César Augusto Gerken não tem formação específica na área de educação. Ele é mestre pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército, com dissertação sobre “O Armamento e Equipamento do Combatente de Selva”.

A nomeação do coronel foi feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pelo programa, que atua, desde 1998, na alfabetização, graduação e especialização de jovens e adultos a partir de 15 anos assentados em áreas de reforma agrária, agricultores familiares e quilombolas.

Para Luana Carvalho, da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio de Janeiro, o fato de um militar sem formação específica ter sido nomeado chefe do Pronera levanta preocupações relativas às políticas e à orientação que podem passar a prevalecer no programa.

“Sendo um general [sic], a gente entende que os diálogos com o movimento social vão ser completamente eliminados. Resta saber como vai se dar o diálogo com as universidades, ou se a partir de agora o Pronera só vai atender as escolas militares, o que seria a militarização da educação no campo”, afirma.

Outra preocupação é em relação aos recursos destinados ao programa. De 2015 para cá, a dotação orçamentária do Pronera caiu em 82%. Naquela época, os recursos somavam R$ 32,5 milhões, hoje somam apenas R$ 6 milhões. “O governo não cancela o programa, mas vai o esvaziando de recursos, de conteúdo”, diz Carvalho.

O programa também já foi alvo de ações judiciais, como a movida pelo procurador Raphael Perissé, do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), em 2008. Na época, ele argumentou que havia desvio de função do dinheiro público sendo aplicado no curso de direito para assentados da Universidade Federal de Goiás (UFG). A ação acabou engavetada e o curso seguiu funcionando.

O Pronera 

Desde sua fundação, o Pronera funciona pela interação entre três polos: Incra, universidades e movimentos sociais. Quando surge demanda dos movimentos sociais ligados à terra, universidades públicas se organizam para criar cursos de graduação e pós-graduação que atendam o público-alvo e, então, o Incra libera a verba e realiza a fiscalização.

Até 2018, o programa havia atendido 167 mil alunos na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos), e formado 5.300 alunos em cursos superiores e outros 9 mil no ensino médio tradicional, segundo dados do próprio Incra.

“A gente sabe como é difícil pro trabalhador chegar em uma universidade pública, e foi através do Pronera que a gente teve cursos de direito, de pedagogia, de agronomia, de licenciatura na educação do campo”, completa Carvalho. “Sujeitos do campo puderam se formar em diversas áreas do conhecimento e até a fazer pós-graduação”, ressalta.

Copiado de:  https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/2019/04/coronel-nomeado-para-coordenar-programa-de-educacao-no-campo-nao-tem-formacao-na-area/

Presidente do Senado gasta R$ 1 mi em gráficas mas não quer dizer o que imprimiu

Esse sujeito é cria do Amapá que é capitania política do famigerado JOSÉ RIBAMAR DE ARAÚJO COSTA, sujeito que nosso país conhece como sendo JOSÉ SARNEY. Assim dele podemos esperar tudo, especialmente o que não presta. Esse povo errou feio nas últimas eleições e vamos continuar pagando caro até que a verdadeira DEMOCRACIA volte a viger.

O Editor

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/390570/Presidente-do-Senado-gasta-R$-1-mi-em-gr%C3%A1ficas-mas-n%C3%A3o-quer-dizer-o-que-imprimiu.htm
Copiado de:  http://izidoroazevedo.blogspot.com/2019/04/presidente-do-senado-gasta-r-1-mi-em.html

O golpe de 2016: a porta para o desastre, por Dilma Rousseff

Em artigo enviado com exclusividade para o Brasil de Fato, a ex-presidenta da República analisa o Brasil de hoje

Dilma Rousseff

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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A ex-mandatária brasileira foi retirada da Presidência em processo considerado um golpe por analistas e organizações políticas - Créditos: Foto: Agência Brasil/Arquivo
A ex-mandatária brasileira foi retirada da Presidência em processo considerado um golpe por analistas e organizações políticas / Foto: Agência Brasil/Arquivo

Faz três anos, hoje, que a Câmara dos Deputados, comandada por um deputado condenado por corrupção, aprovou a abertura de um processo de impeachment contra mim, sem que houvesse crime de responsabilidade que justificasse tal decisão. Aquela votação em plenário foi um dos momentos mais infames da história brasileira. Envergonhou o Brasil diante de si mesmo e perante o mundo.

A sistemática sabotagem do meu governo foi determinante para o rompimento da normalidade institucional. Foi iniciada com pedidos de recontagem de votos, dias após a eleição de 2014, e com um pedido de impeachment, já em março, com apenas três meses de governo.

A construção do golpe se deu no Congresso, na mídia, em segmentos do Judiciário e no mercado financeiro. Compartilhavam os interesses dos derrotados nas urnas e agiam em sincronia para inviabilizar o governo.

O principal objetivo do golpe foi o enquadramento do Brasil na agenda neoliberal, que, por quatro eleições presidenciais consecutivas havia sido derrotada nas urnas. Para tanto, uma das primeiras ações dos interessados no golpe foi a formação de uma oposição selvagem no Congresso. Seu objetivo era impedir o governo recém-reeleito de governar, criando uma grave crise fiscal. Para isto, lançaram mão de pautas-bomba que aumentavam gastos e reduziam receitas. Impediam também, de forma sistemática, a aprovação de projetos cruciais para a estabilidade econômica do país. E, nos primeiros seis meses de governo, apresentaram 15 pedidos de impeachment.

O ano de 2015 foi aquele em que ganhou corpo essa oposição que atuava na base do “quanto pior, melhor”, e que, insensível para as graves consequências da sua ação para com o povo e o país, inviabilizava a própria realização de novos investimentos privados e públicos, ao impor a instabilidade como norma. Uma crise política desta dimensão paralisou e lançou o país na recessão.

Foi essa verdadeira sabotagem interna que tornou praticamente impossível, naquele momento, atenuar sobre o Brasil os efeitos da crise mundial caracterizada pela queda do preço das commodities, pela redução do crescimento da China, pela disparada do dólar devido ao fim da expansão monetária praticada pelos EUA e, aqui dentro, pelos efeitos da seca sobre o custo da energia.

O golpe foi o episódio inaugural de um processo devastador que já dura três anos. Teve, para seu desenlace e os atos subsequentes, a estratégica contribuição do sistema punitivista de justiça, a Lava Jato, que sob o argumento de alvejar a corrupção, feriu a Constituição de 1988, atingiu o Estado Democrático de Direito e impôs a justiça do inimigo como regra.

A relação mídia-Lava Jato permitiu que a imprensa se transformasse na 4ª instância do Judiciário, só tratando de condenar sem direito de defesa. A lógica política dessa relação está focada na destruição e criminalização do PT – em especial de Lula – e, para isso, utilizaram vazamentos às vésperas das eleições, delações sem provas, desrespeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.

O efeito colateral dessa trama foi a destruição dos partidos do centro e da centro-direita, que se curvaram à tentação golpista. Foi isso que permitiu a limpeza do terreno partidário tão necessária para que vicejasse a ultradireita bolsonarista, como uma planta solitária, na eleição de 2018. No entanto, a arma final e decisiva foi a condenação, a prisão e a interdição da candidatura de Lula à presidência a fim de garantir a eleição de Bolsonaro. A ida do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça é a constrangedora prova desse dispositivo.

Por isso, o que aconteceu há três anos explica e é causa do que está acontecendo hoje. Há razões mais do que suficientes para que a história registre o 17 de abril de 2016 como o dia da infâmia. Foi quando o desastre se desencadeou; se desencadeou ao barrar os projetos dos governos do PT que tinham elevado dezenas de milhões de pessoas pobres à condição de cidadãos, com direitos e com acesso a serviços públicos, ao trabalho formal, à renda, à educação para os filhos, a médico, casa própria e remédios. Interromperam  programas estratégicos para a  defesa da soberania e para o desenvolvimento nacional, projetos que colocaram o Brasil entre as seis nações mais ricas do mundo e retiraram o país do vergonhoso mapa da fome da ONU.

O golpe resultou numa calamidade econômica e social sem precedentes para o Brasil e, em seguida, na eleição de Bolsonaro. Direitos históricos do povo estão sendo aniquilados. Avanços civilizatórios alcançados no período democrático que sucedeu à ditadura militar vão sendo dilapidados. Conquistas fundamentais obtidas nos governos do PT passaram a ser revogadas. Este processo radicalizou-se com um governo agressivamente neoliberal na economia e perversamente ultraconservador nos costumes. Um governo com uma inequívoca índole neofascista.

O governo Bolsonaro continua se apoiando na grande mentira midiática fundamento do golpe: a de que o Brasil estava quebrado quando os golpistas de Temer assumiram o governo. Esta falsificação dos fatos continua sendo brandida pela mídia e usada maliciosamente para justificar a recuperação que nunca veio e os empregos que não voltaram. Nem vão vir, enquanto durar a agenda neoliberal. A verdade é que o Brasil nunca esteve sequer perto de quebrar, durante o meu governo.

Um país só está quebrado quando não pode pagar seus débitos internacionais. Isto, por exemplo, aconteceu no governo FHC, quando o Brasil teve de apelar ao FMI para fazer frente ao seu endividamento externo e sua  falta de reservas. Em 2005, o presidente Lula quitou inteiramente a nossa dívida com o FMI e, depois disso, nossas reservas cresceram, atingindo 380 bilhões de dólares e tornando-nos credores internacionais.

Situação muito diferente do que acontece hoje, infelizmente, na Argentina de Macri, submetida mais uma vez às absurdas exigências do FMI

A mídia, por sua vez, não parou de construir a lenda de que o governo federal  estava quebrado e os gastos públicos descontrolados. Só faria sentido dizer que o governo federal estava quebrado se não conseguisse pagar suas próprias contas com tributos ou com a contratação de dívidas. Isso não ocorreu no meu governo. O Brasil continuou a arrecadar tributos e a emitir dívida, mantendo a capacidade de pagar suas próprias contas.

É bom lembrar que a dívida pública permaneceu em queda todos os anos, desde 2003, e atingiu o menor patamar  histórico, no início de 2014, antes do “quanto pior, melhor” dos tucanos e dos demais golpistas. Mas, em 2015, a dívida pública subiu. Ainda assim, mesmo com o aumento, a dívida permaneceu abaixo da registrada nas maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento. O problema nunca foi  o tamanho da dívida. Mas, sim, o seu custo, que permanece entre os mais altos do mundo, em razão das taxas de juros e dos spreads abusivos praticados no Brasil, pelo sistema financeiro nacional. O que, aliás, explica seus lucros estratosféricos, mesmo quando o país passa por uma crise.

A mídia insiste, até hoje, em dizer que o meu governo perdeu o controle sobre os gastos, o que também não é verdade. O fato é que que a arrecadação caiu mais rápido do que os gastos. Os gastos cresceram, mas não em função do aumento da folha de salário dos funcionários, que permaneceu constante. É importante ressaltar que o que cresceu foi o valor das transferências sociais – como Bolsa Família e aposentadorias –, o que cresceu foi a oferta de serviços aos cidadãos – em especial saúde e educação. Todos esses dispêndios são fundamentais para resgatar injustiças históricas, reduzir desigualdades sociais e desenvolver o país.

A verdade é que os gastos do governo nunca estiveram descontrolados. Ao contrário, até caíram em termos reais. O que houve foi uma rápida redução das receitas, devido à paralisia que um processo de impeachment provoca nos investidores, que passaram a não ter segurança para criar novos negócios, abrir novas plantas e ampliar investimentos, deprimindo assim a economia e a arrecadação.

O governo Bolsonaro está ampliando um legado de retrocessos do governo Temer, mantendo e até aprofundando a absurda emenda do teto dos gastos, que reduz os investimentos em educação e na saúde; a reforma trabalhista, que abriu portas para a exploração mais brutal e para a leniência com o trabalho análogo à escravidão; a venda de blocos do pré-sal; a redução do Bolsa Família; a extinção para os mais pobres do Minha Casa Minha Vida e do Aqui Tem Farmácia Popular e a redução do Mais Médicos; a destruição dos principais programas educacionais e a dilapidação da Amazônia e do meio ambiente.

Culmina, agora, com a tentativa de  privatização (capitalização individual) da previdência social, com a emenda 06, artigo 201—A, e a retirada das regras da  previdência da Constituição, com o artigo 201, o que permitiria mudanças legais, que não exigem três quintos do Congresso para aprovação.  As mudanças que o governo quer fazer reforçam privilégios de uns poucos e sacrificam os aposentados de baixa renda, as mulheres, os trabalhadores rurais e urbanos, bem como aqueles que recebem o BPC.

Do “quanto pior, melhor” à prisão de Lula, do dia 17 de abril de 2016 – dia da  aceitação do impeachment pela Câmara, ao dia 7 de abril de 2018 – dia da prisão de Lula, o caminho para o Estado de exceção foi sendo pavimentado e as mentiras e falsidades da mídia tiveram um papel fundamental.

Mesmo os que se opõem a Lula mas prezam a democracia se constrangem com o escândalo da sua prisão e condenação ilegal, e já perceberam que ele é um prisioneiro político. Um inocente condenado sem crime, e por isso sem provas.

Lula sintetiza a luta pela democracia em nosso país. Lutar por sua liberdade plena significa enfrentar o aparato neofascista – militar, judicial e midiático – que está destruindo a democracia. Lula é a voz da resistência e carrega o  estandarte da luta democrática. Mesmo preso, é o maior inimigo do neofascismo que nos ameaça.

Lula mostrou ao povo brasileiro, em cada gesto seu que se tornou público, que é possível resistir mesmo nas piores condições. A sua força moral nos fortalece, a sua garra nos anima, a sua integridade nos faz lutar por sua liberdade, que representa também as liberdades democráticas para todos os brasileiros.

Lula está do lado certo da história.  #LulaLivre.

Edição: Vivian Fernandes

Copiado de:  https://www.brasildefato.com.br/2019/04/17/o-golpe-de-2016-a-porta-para-o-desastre-por-dilma-rousseff/

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