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O Globo trombeteia que o Brasil vai ganhar  cerca de 132 mil milionários (em dólar, o que dá R$ 3,3  milhões de patrimônio) até 2022, segundo estudo do Credit Suisse, levando em conta a “retomada da economia, passando dos atuais 164 mil para 296 mil felizardos.

O leitor mais assíduo talvez se recorde que, há dez dias, publiquei aqui uma nota sobre outro estudo,  da consultoria Tendências e base na Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, do IBGE, e dados da Receita Federal que acontece na outra ponta.

4, 1 milhões de família brasileiras  ingressaram nas classes D/E,  com renda familiar inferior a R$ 2.300 mensais.

São aproximadamente 13 milhões de pessoas que se tornaram pobres e cuja parca renda, certamente, está na origem da fortuna, presente e futura, daqueles milionários.

Em lugar de distribuição de renda, temos concentração.

O próprio jornal o admite:

A desigualdade de renda no país fica clara no relatório: quase metade da riqueza do país (44%) está nas mãos de apenas 1% dos brasileiros. Na avaliação do Credit Suisse, a desigualdade é elevada no Brasil, reflete a desigualdade de renda, que está ligada ao nível desigual de educação da população e à divisão dos setores formal e informal da economia. O país tem 227 mil brasileiros entre os 1% mais ricos do mundo e quase quatro milhões (3,996 milhões) entre os 10% com maior riqueza.

E tanto maior será quanto maior for a “liberdade de mercado”, porque mercado não distribui renda, concentra.

O que distribui renda, direta e indiretamente é imposto, se aplicado sobre quem pode e deve pagar mais.

E aqui, paga mais quem ganha menos.

Copiado de:  http://www.tijolaco.com.br/blog/132-mil-milionarios-e-13-milhoes-de-pobres-1-para-mil-justo-nao-e/