quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ouvi, reouvi, trêsouvi  o pronunciamento de quem eu até admirava pela sua cultura de constitucionalista. Mas , sem embargo de me incomodarem seus trejeitos de prestidigitador, ouvi-o atentamente, tendo ao meu lado o amigo sr. Benefício da Dúvida.
Mas , no  momento em que ele argumenta com a clandestinidade das escutas, minha porção malévola, de todos conhecida, me fez lembrar a história daquele senhor que , vendo um vídeo em que sua namorada mantinha relações mais que carnais com um  efebo romano, consolou-se:
– isso não vale como prova de traição, porque  nenhum dos dois consentiu nas gravações.
Então tá.
Tivesse eu tido mais contato com o eminente constitucionalista dir-lhe-ia, à socapa, ” cuidado, muito cuidado, a boca fala e o trazeiro padece”.
Que país burlesco o nosso!
Arre égua!