A ditadura nos legou uma Carta Magna feita de modo a, em tese, resolver todos os problemas de nossa sociedade. Penso que deveria ser bem mais enxuta. Quando da redemocratização cometemos diversos absurdos. Um deles lembro bem que foi o fato de que três milhões e trezentos mil trabalhadores do campo foram brindados com aposentadoria sem que nunca houvessem contribuído. Como dinheiro ao que eu saiba ainda não se colhe em árvores e se imprimirmos diuturnamente papel moeda iremos em muito pouco tempo para o brejo. Temos por norma a cada flato trancado ou mal cheiroso criarmos uma lei como solução para o mesmo. Para termos uma ideia da parafernália de nossas leis lembro que temos hoje, somente no campo da Educação nos três níveis, município, estado e união já bem mais de 30.000 lindos diplomas legais. Como pode uma nação funcionar com tamanho absurdo. Igualmente as leis que combatem a sonegação fiscal e outros crimes no mesmo terreno são feitas de molde a não expor os bandidos como os concessionários de rede de TV em nível nacional e mesmo em nosso Estado assim como o rei do aço. Esses que são os piores criminosos no seio social gozam de leis que os protegem (suas identidades). Nossa educação igualmente penso que vem perdendo qualidade já faz um bom tempo. E quando me lembro disto me vem à memória o Itagiba, cria de São Bento e amigo de infância do meu sogro. O Itagiba aos que não sabem já em Porto Alegre quando procurava trabalho precisou fazer seu registro de nascimento e não gostando desse nome optou por ser Leonel, Leonel de Moura Brizola que foi, gostem ou não, o melhor Governador que este Estado teve em sua história no campo da educação. Por falar no Itagiba lembro que quando ele retornou do exílio haviam entregado a verdadeira sigla trabalhista (PTB) a pessoas outras tendo então surgido o PDT que deu continuidade ao verdadeiro trabalhismo, mas esta sigla hoje nada mais tem a ver com o trabalhismo estando em mãos de alguns safados assim como a sigla anterior. Lembro que Collares quando Governador do Estado venceu uma ação judicial contra o grupo J. H. Santos e Collares simplesmente mandou recolher tudo que havia nessa rede de lojas e levou tudo a leilão para que com isto pelo menos em parte fosse à sociedade ressarcida do que lhe deviam esses nada honrados empresários, pois ser empresário retendo os tributos no caixa e os usando como capital de giro sem a necessidade de pagar juro a bancos é muito confortável.
Desde então ninguém mais ousou detonar bandidos desse naipe, pois são estes mesmos bandidos que até a última eleição financiavam as campanhas eleitorais. Hoje isto não mais deve ocorrer com a mudança da legislação, mas ainda necessária a CPMF com a qual poderá a sociedade (estado) controlar as doações de campanha efetivamente.
Nada tenho nada contra a CPMF, pois não ganho nem perto de R$ 180.000,00 anualmente, salário mensal de diversos funcionários da Câmara Federal e assim como eles pago 27,5% de IR descontado na fonte.
Precisamos acabar com uma expressiva quantidade de coisas hoje inúteis como, por exemplo, o DAER que só é mantido para que cabos eleitorais ali fiquem engordando durante os quatro anos do mandato dos políticos e assim estarem prontos à próxima eleição.
Sartori para mim não passa de mais um incompetente até por que foi escudeiro do Britto quando esse partido começou sepultar o Rio Grande do Sul. Sartori é debochado e irritante. A esposa dele foi reeleita à AL, mas ele decidiu que ela deixasse de assumir a vaga para lá colocar um dos seus correligionários e deu a ela um confortável emprego com salário não menor do que R$ 20.000,00 parece-me que para a senhora estar sempre ao lado dele quando são tiradas fotografias.
Políticos são todos iguais, salvo raras e honrosas exceções como é o caso do Tiririca e do Reguffe, este senador pelo Distrito Federal. Dois pelos quais eu coloco a mão no fogo. Já os demais infelizmente não me são totalmente confiáveis embora certamente haja outros por certo como os dois que citei.
Precisamos uma mudança de pelo menos 350 graus em nossa sociedade ou vamos afundar antes mesmo de a vida se exaurir nesse já condenado planeta.