Ficha Corrida

30/11/2012

 

Filed under: FHC,Policarpo Júnior,PT,Ricardo Kotscho,Rosemary Noronha — Gilmar Crestani @ 10:27 pm

 

Vou reproduzir aqui o que escrevi esta manhã a respeito da nova baforada do prof Cardoso:

Como o despeitado sabujo da mídia perdeu a memória, vou refrescá-la com alguma pitadinhas. FHC conhece uma pessoa que diz ser sua filha chamada Luciana Cardoso? Ele sabe que enquanto esteve presidente e mesmo depois ela esteve na folha de pagamento do Senado sem nunca comparecer ao trabalho simplesmente porque, segundo ela, “aquilo era uma bagunça”? Por acaso Lula comprou a própria reeleição? E poderia enfileirar um série de patrimonialismos da era FHC mas vou me abster para nominar apenas um caso de como se davam as relações de FHC com a “res publica” ou seria púbica?! FHC teve um affaire com uma jornalista da Rede Globo. A Globo teria feito chegar ao conquistador de subúrbio que a a funcionária estava grávida. O que fez o consórcio FHC & Rede Globo? Exilaram a moça na Espanha para esconder o produto das “relações púbicas”. O que mais rolou em termos de chantagem não se sabe, o certo é que FHC não era o pai da criança, mas isso também foi uma constante na sua vida. O plano real também não era dele, mas do Itamar Franco… Os filhos de D. Ruth resolveram pedir o DNA, afinal conheciam a mãe melhor que o pai, e descobriram, vejam só, que não era filho do pai, só da mãe.

Acusar os outros daquilo que são useiros e vezeiros é uma constante no PSDB. Não foi José Serra que acusou Dilma de ser favorável ao aborto, para ficar de bem com a Opus Dei, sendo que a própria mulher dele havia cometido aborto? Bem que D. Judith Brito e demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium poderiam abandonar esta ideia de cerco e caça a Lula e nos tratar como seres inteligentes, que, ao contrário deles, temos memória e fazemos uso.

E acrescento agora: o que não eliminar de o PT vir a pública dar explicações sobre Rosemary ou de Odair Cunha explicar porque deu marcha ré para proteger a quadrilha comandada pela Veja (Policarpo & Carlinhos Cachoeira). Ao proteger as falcatruas da Noronha e aliviar para cima da quadrilha encabeçada por Carlinhos Cachoeira & Policarpo Junior (Veja) o PT dá tiro no próprio pé.

 

 

Atualizado às 16h de 30.11

Caros leitores,

pelos comentários enviados até agora, dá para perceber como o tema do texto abaixo provocou opiniões polêmicas, com muitos discordando de mim, o que só mostra duas coisas: a riqueza da democracia e do debate na internet, em que não há espaço para a unanimidade, ao contrário do que ocore com o pensamento único da grande imprensa.

Só esqueci de responder uma coisa ao leitor Fernando Aleador, que me levou a escrever este post: imparcialidade não existe no jornalismo.

Todos os jornalistas e donos de meios de comunicação têm lado. Só escrevo o que penso e sinto, sem pedir licença nem querer agradar ou desagradar a ninguém.

Nem precisava dizer isso para quem acompanha meu trabalho há quase 50 anos, mas para os que estão chegando agora é bom repetir: meu lado é o do Lula, do PT e o da maioria do povo brasileiro, que venceu 500 anos de opressão e hoje vive num país melhor e mais justo.

Ricardo Kotscho

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“Por que o bloguista inexplicavelmente não conta nada sobre Rosemary e o possível envolvimento do ex-presidente Lula em algumas operações ilícitas? Aonde está a sua imparcialidade de jornalista?”, pergunta o leitor Fernando Aleador, em comentário enviado às 04h57 desta sexta-feira.

Tem toda razão o leitor.

Demorei para escrever e dar esta resposta porque, para mim, estes últimos foram os dias mais difíceis da minha já longa carreira, posto que os fatos envolvem não só velhos amigos meus, como é do conhecimento público, mas um projeto político ao qual dediquei boa parte da minha vida.

Simplesmente, não sabia mais o que dizer. Ao mesmo tempo, não podia brigar com os fatos nem aderir à guerra de extermínio de reputações e de desmonte da imagem do ex-presidente Lula e do PT que está em curso nos últimos meses.

A propósito, escrevi no começo de novembro um texto que se mostrou premonitório sob o título “O alvo agora é Lula na guerra sem fim”, quando o STF consumou a condenação dos ex-dirigentes do PT José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares.

De uma hora para outra, a começar pelo julgamento do mensalão, até chegar às revelações da Operação Porto Seguro, o que era um projeto vitorioso de resgate da cidadania reconhecido em todo o mundo levou um tiro na testa e foi jogado na sarjeta das iniquidades.

“O que me intriga é saber por que agora, por que assim e por que tamanha insistência. É claro que o esforço para acabar com a corrupção é legítimo e louvável, mas não terminaram recentemente de sangrar o PT até a entrada do necrotério? Quem estaria sedento por mais?”, pergunta-se a colunista Barbara Gancia, na edição de hoje da Folha, e são exatamente estas as respostas que venho procurando para entender o que está acontecendo.

Talvez elas estejam na página A13 do mesmo jornal, em que se lê: “FHC acusa Lula de confundir interesses públicos e privados”. Em discurso num evento promovido pelo PSDB no Jóquei Clube de São Paulo, na quinta-feira, o ex-presidente pontificou, mesmo correndo o risco de falar de corda em casa de enforcado:

“Uma coisa é o governo, a coisa pública, outra coisa é a família. A confusão entre seu interesse de família ou seu interesse pessoal com o interesse público leva à corrupção e é o cupim da democracia”.

Sem ter o que propor ao eleitorado, após sofrer três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, e perder até mesmo em São Paulo na última disputa municipal, o PSDB e seus alíados na mídia e em outras instituições nacionais agora partem para o vale-tudo na tentativa desesperada de eliminar por outros meios o adversário que não conseguem vencer nas urnas.

Nada disso, porém, exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações à sociedade porque não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume a uma luta política, que é só dar tempo ao tempo.

A bonita história do partido, que foi fundamental na redemocratização do país, e a dos milhões de militantes que ajudaram a levar o PT ao poder merecem que seus líderes venham a público, não só para responder a FHC e às denúncias sobre a Operação Porto Seguro publicadas diariamente na imprensa, mas para reconhecer os erros cometidos e devolver a esperança a quem acreditou em seu projeto político original, baseado na ética e na igualdade de oportunidades para todos.

Chegou a hora da verdade para Lula e o PT.

É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve.

Mais do que tudo, é urgente apontar novos caminhos para o futuro, algo que a oposição não consegue, até porque não há alternativas ao PT no horizonte partidário, para uma juventude que começa a desacreditar da política e precisa de referências, como eu e minha geração tivemos, na época da luta contra a ditadura.

Conquistamos a democracia e agora precisamos todos zelar por ela.

A hora da verdade para Lula e o PT | Ricardo Kotscho

Fonte: http://fichacorrida.wordpress.com/2012/11/30/a-hora-da-verdade-para-lula-e-o-pt/