MARIPOSA-MONARCA-1

Foto: Borboletas Monarcas

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Certa vez me disseram que o normal é seguir padrões,

aceitar regras injustas, ser controlado pelo tempo,

silenciar diante daquilo que não tem sentido.

Preferi, ser louco.

Minha loucura me liberta!

Dá espaço à criação, aos sonhos, aos desejos infinitos.

Permite que eu possa ver a suavidade das rosas,

cantar todas as manhãs juntos com os pássaros.

Minha loucura, autoriza conviver com o impossível,

olhar além das fronteiras dos limites humanos,

falar com os mortos, ouvir os vivos,

dançar na chuva mesmo quando todos se escondem.

Minha loucura permite amar com intensidade,

não tenho medo do amor efêmero, difícil ou impossível.

Afinal, se tudo fosse provável e eu me alimentasse do provável,

não seria louco.

Minha loucura é caminhar por onde ninguém jamais caminhou.

É sentar diante da docilidade do cães e dividir a altivez dos gatos.

Minha loucura é ser diferente e amar a diferença,

aceitar que todos podem ser o que quiser.

Minha loucura é ver a energia que se desprende das pedras,

a música que ecoa nos ventos,

adormecer sob a luz da Lua

e compartilhar com o mar, o vai e vem das marés.

Minha loucura é acreditar que podemos ser iguais,

que o Deus de todos tem razão, desde que respeite os outros Deuses.

É doar meu tempo às causas nobres, por vezes extraordinariamente impossíveis

e ver na simplicidade a mais suprema virtude!

Minha loucura, permite sentir toda dramaticidade das paixões,

e também crescer, me desapaixonar e não deixar de amar.

Ah… a minha loucura! Sou definitivamente um ser irracional e assim prefiro ser,

por que se abandonar minha loucura, talvez não saiba viver.

Copiado de:  https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2018/02/11/a-minha-loucura/