Imagine o seguinte: você entra numa loja, olha um refrigerador, pergunta o preço, anota num papelucho, pega o número da conta do estabelecimento, anota, carrega o bem e diz:
- daqui a 30 dias deposito o valor.
Mas é isso que acontece, na maioria das vezes em que vendemos gado gordo.
Eles encostam o caminhão, pesam, pegam a nota do produtor e a Guia de Transporte animal e vão com teus bichinhos.
Tu não ficas com nenhum cheque nem nada.
E tem mais: tem frigorífico que pesa os animais na tua estância mas só paga ” a rendimento de carcaça”. Claro que eles te facultam ir lá ver o abate, hehehehe, 500kms de viagem para ver matarem 24 vacas….
Quando chega a data do pagamento é sempre a mesma novela:
- fulano está viajando, está em reunião, está….
Se localizas o comprador ele vem sempre com a mesma:
- mas qual é mesmo tua conta?
Ou então ele te entope de cheques de terceiros, a metade volta e aí tu tens que ir na agência etc…
Quer dizer: para um negócio de 25 mil reais não tem a mínima formalidade ou garantia.
Claro, nem todos são assim, mas muitos são.
E o pequeno e médio pecuarista tem VERGONHA ( já que é uma pessoa humilde e respeitosa) de ” se calçar” e exigir garantias.
É nessa hora que o Banrisul, por exemplo, poderia formatar um mecanismo assim: o vendedor vai até a agência, exibe a nota do produtor, a contra-nota do comprador e a GTA e saca o dinheiro, mediante um juro módico. Claro que o comprador teria de ser cadastrado na agência.
O que está acontecendo é que os frigoríficos, com esse teu gado comprado hoje, vão pagar aquele que compraram há 30 dias de outro, entendeu?
É só um romper a corrente e estamos todos f…..alidos.
Fonte: http://blog.gessinger.com.br/



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