CARBONIZADO

A ação da DHPP para chegar aos suspeitos do assassinato foi intensa e o trabalho teve pelo menos dois dias de campana para que os homens fossem finalmente detidos.

  • Por Lucas Sarzi e Luiza Luersen
Os três homens suspeitos de terem assassinado o advogado criminalista Leonardo Ivankio Sudul, 28 anos, foram apresentados na manhã desta sexta-feira pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Eles foram presos nesta quarta-feira (29), em Santa Catarina (SC). O crime aconteceu no começo de novembro e o carro do homem foi encontrado completamente queimado no bairro Uberaba, em Curitiba.

As prisões foram apenas confirmadas pela Polícia Civil. A ação da DHPP para chegar aos suspeitos do assassinato foi intensa e o trabalho teve pelo menos dois dias de campana para que os homens fossem finalmente detidos. “Os suspeitos estavam em Florianópolis e eles fugiram para não serem encontrados. O automóvel da vítima tinha rastreador e notamos que o advogado passou na casa de um dos suspeitos, e depois desapareceu. Eles marcaram um encontro com o criminalista, que foi morto e carbonizado”, informou o delegado Cássio André Dias Conceição.

No dia do crime, o advogado teria ido ao encontro dos homens para conversar sobre um dos processos. Foto:Reprodução/Facebook.

No dia do crime, o advogado teria ido ao encontro dos homens para conversar sobre um dos processos. Foto:Reprodução/Facebook.

Ao todo, cinco suspeitos foram detidos, na Barra da Lagoa, em Florianópolis, mas depois de uma triagem, apenas três deles foram identificados como os verdadeiros envolvidos no crime. São eles Kleverson Hilhian da Silva Prestes, Nixon dos Santos Benites e Leandro Cubas Lima.

Conforme apurou a Tribuna do Paraná, todos já tinham passagens pela polícia, até mesmo por outros homicídios, e eram defendidos pelo advogado morto.

“Leandro por furto, Nixon por homicídio e Prestes por tráfico. E eles podem pegar até 30 anos de reclusão”, explicou Alexandre Salomão, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Emboscada

Para a polícia, Leonardo foi vítima de uma emboscada. No dia do crime, o advogado teria ido ao encontro dos homens para conversar sobre um dos processos que eles respondiam, mas não imaginava que seria morto.

Depois de ser baleado, ainda no local do encontro, os bandidos colocaram o advogado dentro do carro dele. Eles foram até o bairro Uberaba e lá queimaram o veículo com o corpo de Leonardo dentro.

O que motivou o assassinato ainda não foi informado pela polícia, mas estaria ligado a um processo que não acabou como os bandidos queriam. As investigações da DHPP continuam e alguns outros procedimentos ainda devem ser feitos pelos policiais. A prisão teve apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, que ajudou assim que soube que os suspeitos do crime estavam no Estado vizinho.

Copiado de:  http://www.tribunapr.com.br/noticias/curitiba-regiao/advogado-pode-ter-sido-morto-de-forma-brutal-pelos-clientes-que-defendia/?utm_source=os-redacao&utm_medium=push&utm_campaign=tribuna