Advogados, são advogados, não?

Direito Comentar
“No site “advogados do brasil”

29.08.2009
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Prezados colegas:

Em tempos de Estado Policial, o advogado pode ser agredido como forma de a
parte adversária atacar o cliente? Isso faz parte da advocacia? Ou é uma
violência contra as prerrogativas dos advogados?

Creio que é uma questão bastante atual. Não raro, uma fórmula para
fragilizar os direitos de um acusado consiste em atacar seu advogado,
desmoralizando-o, tornando-o vulnerável, vilipendiando suas garantias
pessoais e institucionais, questionando indevidamente suas virtudes morais.
Trata-se de uma fórmula inteligente: invertem-se os papéis.

Advocacia é isso? Absorver esses golpes tranquilamente, serenamente? Creio
que, em certa medida, sim, o advogado deve ter “casca de crocodilo”, como
alguém já referiu. Deve absorver golpes infundados e injustos da mídia e dos
adversários.

Porém, noutra medida, é papel da entidade de classe defender as
prerrogativas dos advogados e não permitir esse tipo de ataque, porque
enfraquece a classe como um todo. Pode-se perceber como outras entidades
classistas se mobilizam em prol dos direitos de seus associados. Os
advogados também merecem proteção.

Abraços

Fábio Medina Osório
OAB/RS 64.975
Porto Alegre/RS”



3 Respostas to “Advogados, são advogados, não?”

  1. Carlos Elesbão - Cach. do Sul disse:

    Nesse lupanar político não há virgens, são todos iguais; a ligação do dr. Fabio Medina com o Buti e o ZéÓ são refências negativas para quem patrocinar a causa da Governadora, onde os dois pre-mencionados são suspeitos ou réus; a isenção do patrono da Yeda ficou longe até porque a estada na SSP deixou duvidas quanto a vantagens pelo FESP, segundo depoimento na CPI por um delegado de polícia. Atacar o MP e o PJ são comuns aos réus, atacar o advogado faz parte do jogo dos réus, portanto não veja nada de estranho dr. Medina. A verdade vai aparece, mais cedo ou mais, na sentença ou na vida dos envolvidos. Aqui se faz aqui se paga, caro doutor.

  2. MARIA HELENA VIEGAS disse:

    Parabéns Dr. Fábio. Até que enfim vejo uma manifestação de um (grande) advogado pugando por RESPEITO e união de nossa classe. Faz alguns anos que luto por isto, porém, está cada vez mais distante de ver este sonho realizado. É somente respeito e mais união que nossa classe precisa. Felizmente ainda deparamos com colegas que externam o que passamos para defender nossos clientes. Sucesso Dr.

  3. Paulo Martins disse:

    Isto é válido também para aqueles advogados defensores de traficantes,assassinos confessos e crápulas de toda ordem? Muitos mimetizam-se tanto com seus clientes que fica dificil saber,ao final,quem é o bandido e quem é o advogado.Mesmo sabendo das barbáries defendem seus clientes,pelo dinheiro,esmagando a verdade e usando de todas as artimanhas nojentas para transformarem o agressor em agredido.Em nome da “justiça” e da igualdade de direitos,duas palavras de significado no minimo dúbio conforme o sujeito em questão.Antes de seguirem com este “classismo” demodê os advogados deveriam fazer uma faxina em suas fileiras,buscando afastar os podres.Infelizmente os justos pagam pelos pecadores e a maioria,queiram ou não os advogados,é de pecadores.

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