(25.11.09)
| Shutterstock; Heitor Cunha/D.A Press/Revista IstoÉ |
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A revista IstoÉ desta semana revela que “a Justiça pernambucana está envolta em um escândalo sexual de proporções inéditas que corre o risco de deixar uma nódoa em toda a magistratura do Estado”.
Investigações constataram que dois juízes, que também atuam em Varas da Infância e Juventude, mantinham relações homossexuais com crianças e adolescentes em cidades do interior pernambucano.
Um terceiro juiz continua sob investigação e corre o risco de ter o mesmo destino de seus pares pedófilos: afastamento temporário ou uma aposentadoria compulsória com pagamento integral de seus rendimentos no momento em que foram acusados pela corregedoria.
As penas – suaves – foram imputadas aos juízes Francisco de Assis Timótio Rodrigues, da comarca de São José do Belmonte (PE), e Max Cavalcanti de Albuquerque, da comarca de Palmeirina (PE).
Segundo a revista, “apesar das graves acusações, os dois só foram afastados de suas funções por conta da insistência da Corregedoria Nacional de Justiça, que ameaçou intervir no TJ de Pernambuco se providências não fossem tomadas de forma imediata”.
Os juízes Francisco e Max já vinham sendo investigados há meses, mas só a partir de setembro o tribunal decidiu agir por conta das pressões do corregedor nacional de Justiça Gilson Dipp “que tomou conhecimento dos fatos na festa de casamento de Laura Mendes, filha do presidente do STF, Gilmar Mendes, em setembro”.
“Nunca fiz festa com adolescentes; fizeram uma maracutaia comigo” – diz Francisco de Assis.
As acusações contra o juiz Francisco de Assis Timótio Rodrigues, de São José do Belmonte (PE), são as mais alarmantes, conforme documentos obtidos por IstoÉ. Uma extensa investigação da Corregedoria-Geral de Justiça de Pernambuco confirmou que o magistrado “abusa sexualmente de adolescentes”.
As diligências da Equipe de Inteligência do TJ-PE constataram que o magistrado promovia festas na piscina de casa com garotos. Até um padre teria participado das orgias. Políticos, lideranças locais e integrantes da PM também eram assíduos da casa do juiz, segundo relatório da Corregedoria de Justiça de Pernambuco. Um coronel da PM estaria envolvido.
“As denúncias não são verdadeiras, tudo isso é leviandade”, defende-se o juiz Assis Timótio, ouvido pela revista. “Nunca fiz festa com adolescentes. Os adversários políticos fizeram essa maracutaia comigo”.
Mas, segundo o próprio TJ de Pernambuco, o caso é ainda mais grave. Como queima de arquivo, três pessoas teriam sido mortas “por saberem detalhes da vida privada” de Assis Timótio, que foi afastado do cargo, mas não foi demitido.
Em Palmeirina (PE), a denúncia envolve o juiz Max Cavalcanti de Albuquerque. Ele foi acusado de envolvimento com um menor desde a época em que o garoto tinha 10 anos de idade. De acordo com o relatório da Corte Especial do TJ, Max dividia uma cama de casal com o menino.
Uma das testemunhas do caso, a empregada doméstica Sandra da Silva, diz ter ficado surpresa ao ver o garoto saindo do quarto do juiz pela manhã.
Em um estudo psicossocial, o menino tentou ocultar que dormia na cama do juiz, mas reclamou aos especialistas: “Metade da cidade diz que sou o veado do juiz.”
O juiz Max Cavalcanti já foi aposentado compulsoriamente pelo TJ. Em entrevista à IstoÉ ele se defende: “isso é uma acusação de cunho político que não está provada. Fui orientado pelos meus advogados a não dar declarações a este respeito.”
Leia a íntegra da matéria diretamente no saite da revista.
Fonte: www.espacovital.com.br



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