Desde meados do ano passado, o mercado da arquitetura e construção civil observa um movimento crescente de pessoas em busca de espaços compactos e funcionais. Em São Paulo, 36,8% das unidades vendidas em 2017 são de pequeno porte (de até 45m²). Quando se fala em lançamentos, a faixa representa 42,6% dos novos empreendimentos. Em 2016, essa mesma taxa foi de 30%, segundo o Secovi-SP. Parte dessa tendência está associada às mudanças nos arranjos familiares, o que inclui também o chamado “arranjo unipessoal”, isto é, o indivíduo que mora sozinho. De 2005 para 2015, a quantidade de pessoas que moram sozinhas saltou de 10,4% da população para 14,6%, segundo o IBGE. Em uma década, houve aumento de 4,4 milhões neste grupo. “O quadro de família composta por um casal de meia idade com filhos mudou. Hoje, temos solteiros, separados, idosos, casais sem filhos”, lembra o presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Andrade. Mas por que viver em apartamentos compactos? Quem mora sozinho está em busca, também, de qualidade de vida. E isso passa pela tentativa de trazer comodidade e praticidade para o dia a dia (ficar perto do trabalho, por exemplo). “As cidades cresceram demais, e as pessoas perdem muito tempo com transporte. Às vezes, é melhor morar em um apartamento pequeno, mas bem localizado, do que em apartamentos gigantescos, mas afastados do trabalho ou dos serviços”, diz.

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