Arruda pode ter usado Polícia Civil para espionar MP

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Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), é alvo de investigação do Ministério Público Federal. A suspeita é de que Arruda tenha usado a estrutura da Polícia Civil de Goiás para monitorar investigações contra ele no Ministério Público do Distrito Federal. Mesmo havendo uma separação jurisdicional, a investigação recai sobre a Polícia Civil de Goiás.

Dois policiais civis de Goiás foram presos há mais de uma semana acusados de espionagem na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Segundo a polícia do DF, eles admitiram atuar como arapongas e portar equipamentos para instalação de escutas. Uma sindicância foi aberta na Câmara para apurar o assunto. Mais de uma semana depois da denúncia, a Casa Legislativa do DF passou por uma varredura em todos os gabinetes. A Polícia Civil procurou grampos e escutas telefônicas, mas nada foi encontrado.

O secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos, esteve na tarde deste sábado na sede da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o governador afastado. Lemos afirma desconhecer a investigação em curso contra Arruda no MP, mas admite a possibilidade. “Se houver algo nesse sentido, no mínimo é algo que deve ser apurado com toda tranquilidade, até porque o MP e a PF devem ter elementos concretos que justifiquem essa situação”.

Arruda segue preso na Polícia Federal em Brasília, onde deve passar o carnaval. No fim da manhã desde sábado, o governador recebeu a visita de um dos advogados de defesa, José Gerardo Grossi, e da mulher, Flávia Arruda.

Entenda o caso Arruda
O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Fonte: PortalTerra

Diz o blogueiro – quanto a isto nada posso dizer, mas a visita de dona Yeda ao ladrão  Arruda faz poucos meses e penso que deve ter sido para tratar da conclusão do IP mais misterioso do mundo, no qual os peritos não conseguiram perceber que Marcelo Cavalcante foi vítima de uma queima de arquivos. Tanto lá quanto cá, são farinha do mesmo saco. E os parlamentares que acobertaram a roubalheira aqui são exatamente iguais aos de lá. Alguém tem dúvida disto?

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