29 de Maio de 2020, 07h54

Estudo mostra ainda que 17 perfis de investigados pelo inquérito da fake news são responsáveis por 12% das interações da direita. Entre eles estão as redes do véio da Havan e de deputadas como Carla Zambelli e Bia Kicis

Ex-deputado Roberto Jefferson; Luciano Hang, dono da Havan; deputado Douglas Garcia; blogueiro Allan dos Santos; ativista Sara Winter; e humorista Rey Biannchi (Foto: Reprodução/ Rádio Guaíba)

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A atuação dos chamados “perfis de interferência”, nome técnico dado aos robôs que atuam em propagação de assuntos nas redes sociais, despencou após a ação da Polícia Federal (PF), na última quarta-feira (27), que apreendeu computadores e celulares em 29 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à milícia digital que atua na disseminação de fake news pró-Jair Bolsonaro.

De acordo com levantamento da consultoria AP Exata, as publicações dos chamados perfis de interferência caíram de uma média de 14% para 10% no Twitter. Elas já chegaram a ter pico de 17%. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (29) da Folha de S.Paulo.

Um levantamento feito pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas (DAPP), da FGV, a pedido da coluna Painel, também da Folha, mostra que 12% das interações da direita no Twitter estão ligadas a 17 alvos de investigação da PF.

A lista inclui os empresários Luciano Hang (Havan) e Edgar Corona (Smart Fit), o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), e parlamentares como Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF), além de perfis controlados por membros do grupo criminoso.

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