Praia de Xangri-Lá

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Autor: jloeffler (Page 1 of 4804)

Quando as ruas falam, a história ouve

 

Caros amigos,

A carta abaixo, publicada em 15 de maio de 2018, é de assustadora atualidade.

Naquele mês, comemorávamos cinquenta anos de “Maio de 68”, questionando: “o que falta mais para irmos às ruas?”

De lá para cá, frente à tanto retrocesso e destruição, a pergunta continua e ecoa ainda mais vibrante: “O que falta mais para irmos às ruas?”

***

Quando as ruas falam, a história ouve

Uma gigantesca manifestação, com mais de 500 mil pessoas, paralisa a principal capital do país. Em todas as regiões, surgem manifestações e começa uma greve geral que durará semanas. Os protestos, iniciados por estudantes, principalmente universitários, ganham adesão da massa trabalhadora e se transformam em revolta generalizada: dez milhões de trabalhadores e estudantes aderem à greve, a maior do mundo.

A Assembleia Nacional é dissolvida e a esquerda partidária, com receio de perder espaço político, entra nas manifestações. Semanas depois, os trabalhadores obtêm aumento de 35% do salário mínimo e de 10% em média para os restantes níveis salariais. Comissões de fábrica, antes proibidas, foram conquistadas e passam a ser abertas em cada empresa.

O espírito contestatório, impulsionado por manifestações que ocorrem em vários países, agora se espraia e impulsiona tantas outras manifestações na Europa, Estados Unidos e América Latina. A sublevação é global e o desejo de transformação social, econômica, política e cultural ruma na direção de uma sociedade socialista e libertária.

Sonho?

Isso aconteceu, tem nome e endereço:

Paris, Maio de 1968.

“Pensar a grande fecundidade daquele tempo histórico, os atos fundamentais daquela época, pode dar um sentido mais empolgante ao tempo presente”, destaca o economista Enéas de Souza no artigo “É indispensável recuperar o sentido dos gestos de renovação dos anos 60”.

O Maio de 68 tem muito a dizer aos jovens de hoje.

Qual foi sua mensagem e seus principais ensinamentos é o cerne do Especial Maio de 68, com análises e entrevistas, de especialistas e/ou protagonistas daquele momento, por exemplo, o artigo do historiador Rui Tavares “Duas memórias sobre hoje e não o Maio de 68”, as entrevistas com Jacques Sauvageot, então vice-presidente da UNEF (União nacional dos estudantes de França) e com Edgar Morin, “Maio de 68 é algo como um momento simbólico de crise da civilização”, entre outros.

Onde foram parar os ideais de Maio de 68?

No Brasil, influenciados pela revolta de Paris, os estudantes promoveram a Marcha dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, em junho daquele mesmo ano, com forte participação das mulheres (leia mais). Nós também gritávamos a plenos pulmões “é proibido proibir” e tantas outras frases grafadas nos muros franceses.

Ao contrário da França, vivíamos a restrição das liberdades coletivas em pleno avanço da ditadura militar. A cultura explodia e reagia por todos os poros: teatro, cinema, música popular, artes plásticas, literatura…

A cultura se insurgia contra o fascismo e o autoritarismo, expressão primeira da revolução comportamental. A crítica incidia contra o sistema capitalista, a desigualdade social, a família patriarcal, a tradição e a moral que cerceavam nossas liberdades com proibições de diversas ordens. Em dezembro daquele ano, porém, o AI-5 cairia pesado sobre toda essa efervescência.

“Cinquenta anos nos contemplam”.

Vivemos uma “paisagem sinistra”, como tão bem sintetiza a filósofa Suely Rolnik, em artigo imperdível – “Um novo tipo de golpe de estado, um seriado em três temporadas” – sobre “a tomada de poder mundial pelo regime capitalista em sua nova dobra – financeirizada e neoliberal –, poder que leva seu projeto colonial às últimas consequências, sua realização globalitária”.

Ao domínio desse capitalismo financeiro e neoliberal soma-se a “ascensão ao poder de forças conservadoras por toda parte, cujo teor de violência e barbárie nos lembra os anos 1930”, aponta Rolnik.

Em sua avaliação, o neoliberalismo e o neoconservadorismo vêm atuando, no atual contexto do capitalismo financeirizado, como “capangas que se incumbirão do trabalho sujo: destruir todas as conquistas democráticas e republicanas, dissolver seu imaginário e erradicar da cena seus protagonistas – o que inclui as esquerdas em todos seus matizes, mas não só elas”.

Daí a importância de nos voltarmos às lições de Maio de 68.

Em 1968, a França era um país sólido, com um presidente herói de guerra, uma sociedade estruturada, grandes e excelentes Universidades, um parque industrial de dar inveja, muita ciência e tecnologia e uma economia funcionando a pleno vapor. Apesar de tudo isso, AS RUAS FORAM CAPAZES de fazer o grande líder recuar e pensar em renunciar.

Não nos enganemos: as ruas precisam ser ocupadas novamente.

É preciso salientar que, em 2013, o que aconteceu no Brasil foi muito diferente do que aconteceu no Maio francês.

Em meio à enorme crise social, cultural, econômica e política, a fragilidade do governo Dilma e a inabilidade dos quadros de esquerda em fazer política foram explorados, com máxima eficiência, pela Rede Globo que ali derrubou os governos petistas, conferindo poder a um bando de fascistas, despolitizados e totalmente desconhecidos, sem histórico político.

Resultado: Dilma Rousseff que obtinha 79% de aprovação popular em março de 2013, índice superior a Lula e a FHC, após as manifestações de junho, despencou para 30% no final daquele mês, conforme revelam pesquisas daquela época. E isso tudo em ano pré-eleitoral.

Aliás, as manifestações bombadas pela Globo, somadas à ação da Lava Jato, iniciada em março de 2014, foram decisivas para comprometer o projeto eleitoral dos governos petistas. Tanto que Dilma quase perde nas urnas para um playboy, arroz de festa das noitadas cariocas e hoje, comprovadamente, um criminoso.

Vejam como refletir sobre 1968 é importante.

A Revolta de Paris teve início a partir de uma discussão banal entre Daniel Cohen-Bendit, que viria a se transformar no grande líder dos estudantes, e o ministro da Juventude e Desportos, François Missoffe sobre a inauguração da piscina da universidade.

As manifestações em 2013, da mesma forma, tiveram início a partir da reivindicação legítima da juventude contra o aumento de 0,20 centavos nas passagens de ônibus da cidade. Em pouco tempo, porém, a inabilidade política e a esperteza da mídia transformaram o protesto em manifestação com mais de 500 mil pessoas levando, notadamente, à derrocada do governo Dilma.

A pergunta se impõe:

Em meio à destruição do país, ao assassinato de lideranças sociais e populares, venda do patrimônio nacional, invasão de universidades, retirada de direitos trabalhistas e sociais: o que mais é necessário para que a massa saia às ruas?

O Brasil de 2020 precisa da sua juventude, dos movimentos sociais e populares, de todas as centrais sindicais e organizações de trabalhadores, de todos os cidadãos e cidadãs que se sentem lesados pelo golpe NAS RUAS.

Não há outra saída.

Somente a luta popular promove as transformações que o mundo precisa. Essa é a principal mensagem do Especial Maio de 68 e, também, do Especial 200 anos de Karl Marx. O que está em jogo é o país. É o nosso futuro como pessoas e como brasileiros.

Copiado de:  https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/FMfcgxwGCtJwqnRhFfDKTsPxffNmtLzh

Procurador que denunciou Glenn é aliado de Moro e persegue Lula e Felipe Santa Cruz

O procurador da República Wellington Divino de Oliveira, que assina a denúncia contra Glenn Greenwald por “invasão de celulares”, é um aliado de Sérgio Moro. Sargento do Exército por 13 anos, persegue Lula há anos e também o presidente a OAB, Felipe Santa Cruz

(Foto: Alessandro Dantas/PT | 247 | ABr)

247 – O procurador da República Wellington Divino de Oliveira, que assina a denúncia contra Glenn Greenwald por “invasão de celulares”, é um aliado de Sérgio Moro. Ele foi sargento do Exército por 13 anos e chefe da PGR em Goiás. Oliveira persegue Lula há mais de uma década anos e agora também o presidente a OAB, Felipe Santa Cruz.

Lavajatista, o procurador Welligton Oliveira iniciou a perseguição a Lula muito antes de a operação político-judicial de Sergio Moro existir. Em 2007, Oliveira apresentou sua primeira denúncia contra Lula, quando ele ainda ocupava a Presidência, por suposto “desvio” de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Quase dez anos depois, em 2016, no embalo da Lava Jato, Oliveira chegou a ponto de abrir uma investigação por Lula ter supostamente ter se apropriado de um crucifixo que lhe teria sido presenteado quando era presidente.

Em dezembro de 2019, Oliveira denunciou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Em julho, Santa Cruz dissera, em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o ministro “banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.

A ação do procurador contra Santa Cruz teve reação imediata. A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) e outras entidades divulgaram nota afirmando que “além de um verdadeiro atentado à liberdade de expressão, [a iniciativa] simboliza o uso totalmente indevido da instituição Ministério Público Federal”. E ainda que: “Ao apresentar a denúncia, o procurador desonra a instituição a que pertence, tentando sufocar e intimidar a liberdade de crítica, própria não apenas de advogados, mas de todo cidadão em uma sociedade livre e democrática. Nesse caminho, flerta perigosamente com o autoritarismo”.

Enquanto isso, a defesa de Felipe Santa Cruz, entregou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira.

Copiado de:  https://www.brasil247.com/brasil/procurador-que-denunciou-glenn-e-aliado-de-moro-e-persegue-lula-e-felipe-santa-cruz?utm_source=notification-mobile&utm_medium=notification

Juiz que vai julgar Glenn já suspendeu atividades do Instituto Lula mesmo sem aval do MPF

Ricardo Augusto Soares Leite teve que corrigir despacho contra o Instituto Lula após ser constatado que o MPF não havia feito nenhuma solicitação, como dizia o magistrado; dias depois, instância superior revogou a decisão do juiz

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Ricardo Augusto Soares Leite e Glenn Greenwald
Ricardo Augusto Soares Leite e Glenn Greenwald (Foto: Reprodução | Alessandro Dantas/PT)

Portal Forum – Ricardo Augusto Soares Leite, o juiz que analisará a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista Glenn Greenwald, já mandou suspender as atividades do Instituto Lula e ainda disse que tomou a decisão a pedido do MPF, mesmo sem o órgão ter feito a solicitação. As informações constam em reportagem do portal UOL de maio de 2017.

À época, Leite, que é magistrado da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, disse em sua decisão que suspenderia as atividades do Instituto Lula porque o local era “instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”. A denúncia estava no âmbito da operação Lava Jato em uma investigação sobre obstrução de Justiça.

Copiado de:  https://www.brasil247.com/poder/juiz-que-vai-julgar-glenn-ja-suspendeu-atividades-do-instituto-lula-mesmo-sem-aval-do-mpf?utm_source=notification-mobile&utm_medium=notification

Ressonância Magnética de Ouro em Uruguaiana. Será que tem propina???

Ressonância Magnética de Ouro em Uruguaiana. Será que tem propina???

O Site recebeu uma informação que a Prefeitura Municipal de Uruguaiana, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (que é muito amiga dos vigaristas da Silvio Scopel, que administra a UPA da cidade) contratou a MAXIMAGEM CENTRO DE DIAGNÓSTICOS, para realizar 64 Ressonâncias Magnéticas de Crânio, com ou sem contraste no valor de R$ 65 mil contos mensais…

Em Porto Alegre, a Serdil, com um equipamento mais sofisticado cobra para pacientes particulares uma Ressonância Magnética de Crânio com contrataste por R$ 892,50… 892,50 para fazer uma só…

Estão pagando R$ 1.015 por Ressonância em Uruguaiana no novo contrato com a Maximagem Centro de Diagnóstico…

O Site soube que a SIDI MEDICINA POR IMAGEM cobra pela mesma Ressonância R$ 433,00…

Será que alguém está ganhando propina?

O Prefeito da cidade já teve fortes ligações com a Odebrecht, onde é conhecido por Bebê…

Copiado de:  http://www.imprensalivrers.com/site/ressonancia-magnetica-de-ouro-em-uruguaiana-sera-que-tem-propina/?fbclid=IwAR242tW8LG7ktLiRfK9tXYbjg0iffb9coD9lVTBAoAGuOlu6-zXAy_wK2nc

Flávio Dino se reúne com FHC e governador do PSDB e diz que concorrerá em 2022

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O governador Flávio Dino (PCdoB) se reuniu, nesta segunda-feira (20), com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ambos do PSDB, na Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), em São Paulo. Antes, o comunista concedeu entrevista ao jornal Estadão.

“Falei sobre gestão pública, educação, políticas no Brasil e no Maranhão”, disse Dino, que neste fim de semana teve um encontro com o ex-presidente Lula (PT).

Os encontros fazem parte da estratégia de vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O atual governador do Maranhão tem capitaneado uma iniciativa vista com ressalvas por uma esquerda mais radical: conversar com os mais diversos políticos de campos ideológicos mais à direita. Otimista, Dino crê que consegue o improvável: unir campos diversos contra Jair Bolsonaro ao menos em segundos turnos nas eleições municipais e na nacional em 2022. Nas últimas semanas, Dino se encontrou com Luciano Huck, possível candidato à Presidência pelo Cidadania, mas não foi o único. O governador tem boa convivência com nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

O governador crê até mesmo que o PT, que manteve Fernando Haddad como cabeça de chapa em 2018 e atrapalhou os planos de Ciro Gomes, poderia até mesmo abrir mão do “exclusivismo”, mesmo tendo o protagonismo por ser o maior partido de esquerda. “Vimos, por exemplo, na Argentina, a própria Cristina Kirchner fez esse movimento e resultou na vitória do campo político que ela lidera”, comparou. No sonho de Dino, a ideia seria repetir o palanque do segundo turno de 1989, que contou com Mário Covas, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola defendendo a eleição de Lula contra Fernando Collor.

Confira entrevista concedida pelo governador Flávio Dino ao jornal O Estado de São Paulo.

O senhor tem conversado com políticos de diversas vertentes ideológicas. Incluindo o possível candidato à Presidência, Luciano Huck. É uma estratégia para tentar derrotar o presidente Jair Bolsonaro em 2022?
Se nós olharmos a história brasileira, sempre vamos encontrar que avanços democráticos e sociais decorreram de alianças, de frentes políticas, de articulações envolvendo setores com vinculações diferentes. Ou seja, é preciso sempre, consultando a história, entender que nós só vamos retomar um ciclo de desenvolvimento com justiça social no Brasil se o campo progressista, democrático, popular, da esquerda, tiver condições de reeditar, a exemplo desses outros momentos, essas articulações mais amplas. Nesse sentido que eu tenho, no âmbito do fórum de governadores, na relação com o Congresso, assim como com outras personalidades e lideranças políticas, procurado concretizar na prática essa visão teórica acerca da realidade brasileira.

Essas conversas indicam que há então a possibilidade de haver alianças nas eleições e em um futuro governo, na sua opinião?
Nós temos algumas experiências internacionais que ensinam bastante. Recentemente nós tivemos a confirmação da aliança política na Espanha, que levou à formação do novo governo e que há a partição de setores bastante diferentes. Do mesmo modo, nós temos já algum tempo a experiência portuguesa, que tem se revelado exitosa, na medida que são vários partidos da esquerda e mais ao centro, de perfil mais social-democrata, mais liberal que se juntam. E o Maranhão é um caso que mostra que isso é plenamente possível entre tantos outros exemplos. Nós, desde 2014, fizemos uma aliança bastante ampla para vencer as eleições de um grupo político bastante longevo no poder liderado pelo ex-senador José Sarney. E esse caminho se revelou abastado, na medida inclusive em que nós conseguimos ampliá-la em 2018, de 9 para 16 partidos. E o que é significativo sublinhar: essa aliança se mantém no governo. Ou seja, não foi algo apenas eleitoral. Então temos secretários filiados ao DEM, secretários filiados ao PT e convivemos no mesmo governo em torno da mesma coordenação política e do mesmo programa de governo.

Não parece improvável vermos no mesmo palanque, ao menos em uma eleição nacional, nomes tão diferentes ideologicamente como Flávio Dino, Luciano Huck, Rodrigo Maia, Fernando Henrique Cardoso e até mesmo políticos do PT?
Há dois pontos fundamentais a destacar. O primeiro deles é que essas alianças mais amplas e plurais não são inéditas na vida brasileira. Se nós lembrarmos da luta contra a ditadura, depois as campanhas pelas Diretas (), as campanhas pela anistia, o processo eleitoral que se seguiu, você tinha alianças entre parlamentares e lideranças de vários partidos políticos. Eu cito como exemplo o palanque histórico da eleição de 1989 em torno da candidatura do ex-presidente Lula, em que estavam presentes o Mário Covas que era do PSDB, Ulysses Guimarães (MDB) e Leonel Brizola (PDT). Ou seja, havia pluralidade. O segundo ponto a mencionar é que nós teremos em um grande número de cidades, no caso das eleições municipais, e também no caso da eleição nacional de 2022, eleições em dois turnos. Então o que eu busco é a melhoria do ambiente de diálogo. Quanto mais você melhora o ambiente de diálogo, distensiona e diminui a intolerância, você cria relações de confiança, você cria possibilidades de em segundos turnos haver confiança mais ampla para derrotar um mal maior.

Como fica o PT nesta história? Acha que seria positivo o partido abrir mão da cabeça de chapa em prol de um candidato com menor rejeição, inclusive de setores de centro?
O PT é o principal partido da esquerda brasileira, assim como o ex-presidente Lula é a maior liderança do campo popular. E tem inexoravelmente um protagonismo em relação aos processos eleitorais. Agora, naturalmente, protagonista não significa exclusivismo. Essa nuance que creio que o próprio PT compreende bem. Tanto que, citando novamente o caso do Maranhão, eu não sou filiado ao PT e agora em 2018 tive o apoio do PT. Posso citar tantos outros exemplos. Não creio que haja obstáculos para que o PT abra mão da cabeça de chapa em eventual eleição, em uma chapa mais ampla. Vimos, por exemplo, na Argentina, a própria Cristina Kirchner fez esse movimento e que resultou na vitória do campo político que ela lidera, mesmo ela sendo a pessoa mais representativa. Isso vai se dar mais adiante. Em 2022, para ver quem agrega mais, quem tiver mais condições, acho que há um clima de bastante cordialidade que permitirá esse diálogo.

E Ciro Gomes? Ele “rompeu” com o partido após as eleições de 2018, quando justamente o PT não quis abrir mão da cabeça de chapa
Acho que o Ciro viverá em 2020, nessa eleição municipal, um processo de reaproximação do nosso campo político. É o que eu desejo e esse será o meu empenho. É normal que o PDT e qualquer outro partido político tenham uma política de alianças mais flexível, uma vez que não dá para enquadrar todos municípios em um modelo rígido, mas o certo é que muito seguramente o PDT fará aliados a partir da esquerda em muitas cidades. Então, inevitavelmente, haverá compartilhamento de palanques de campanhas por parte do Ciro em relação a outros partidos do campo da esquerda. E ele pertence a esse campo. Então há uma distensão, um distanciamento nesse período que sucedeu a eleição de 2018, mas acho que não é algo imutável.

O PCdoB, assim como o PT, tem tentado abrir diálogo com o segmento evangélico. Acha que o setor progressista falhou em dialogar com os religiosos nos últimos anos?
Acho que não houve uma adequada priorização desse diálogo e é algo que deve ser corrigido. Esse diálogo já foi mais intenso em outros momentos da vida brasileira. Lembremos que o projeto Brasil Nunca Mais, liderado por Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, tinha participação de lideranças religiosas de várias igrejas evangélicas. Então em vários instantes, várias lutas sociais do povo, da população, em defesa das liberdades democráticas, tínhamos pastores, rabinos, padres. Lideranças de religiões afro-brasileiras, todos participando. Esses alertas que o ex-presidente Lula (em sinal de aproximação aos evangélicos) tem feito visam exatamente corrigir um parcial de distanciamento que infelizmente aconteceu.

O senhor se vê disputando a Presidência em 2022?
Se Deus quiser estarei finalizando o governo do Estado deixando a população do Maranhão com políticas sociais capazes de termos um retrato melhor do que quando eu assumi. E como decorrência dessa meta, espero estar nas urnas concorrendo a algum mandato eleito. De que natureza, ainda é um processo bem distante.

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AS MENTIRAS DE PAULO GUEDES EM DAVOS

por sandroaamiranda

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Foto: Paulo Guedes em Davos (by, Wilson Dias, Agência Brasil)

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, doutorando em sociologia

A desastrosa fala do Ministro da Economia do Governo Bolsonaro, na qual vincula a destruição do meio ambiente no Brasil à fome, é apenas um dos diversos impropérios que o mesmo proferiu em Davos. A ausência do Presidente da República no Fórum Econômico Mundial, depois do fiasco de 2019, abriu o circo para o passeio público do integrante do governo mais celebrado pela mídia, embora a sua competência, pelo menos para gerir os rumos da economia do país, seja absolutamente questionável.

Na verdade, intelectualmente Guedes procede como um troglodita. Herdeiro da Escola de Chicago da década de 1970, demonstra estar longe, em termos de conceitos, do cenário atual da economia do planeta. Desconhece questões como a pauta ambiental, trabalha com dados distantes da realidade material e não apresenta nenhuma alternativa de combate à fome, sequer caminha no campo da criação de barreiras para proteção do mercado interno da globalização. O Governo Trump, por exemplo, conservador de raiz, elegeu a proteção da economia norte-americana como prioridade, e isto é claramente demonstrado em ações como a pancada que deu no seu seguidor brasileiro ao taxar o aço e a soja. Ou seja, o ministro brasileiro adota ideias que são apenas ideológicas, cujo os resultados, com exceção dos interesses de alguns especuladores, já se mostraram desastrosos em todo o mundo. Mas vamos detalhar alguns destes elementos.

A Questão Ambiental

Com certeza, a afirmação de Guedes referente ao fato das pessoas destruírem o ambiente porque sentem fome é o elemento mais grotesco das suas falas. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento da realidade sabe que a destruição ambiental é causada, no Brasil, pelo capital das grandes corporações agrárias, de energia e de mineração. Os incêndios que afetaram a Amazônia em 2019 foram promovidos por ruralistas que estão muito longe de apresentar qualquer traço de pobreza, ao contrário, são ricos e promotores da pobreza de grande parcela da população com a destruição de ecossistemas necessários à agricultura de subsistência e pela concentração de terras. Da mesma forma, Brumadinho, Mariana e o petróleo na costa do nordeste são fruto da ação de grandes empresas. O histórico dos crimes ambientais no país sempre indica a presença do grande capital.

Guedes mente e o mundo inteiro sabe disto. Não são os pobres que consomem mais do que a capacidade de suporte do planeta. Não são os pobres os responsáveis pela especulação imobiliária e pela sua expulsão para as áreas de risco, ambientalmente sensíveis, nem são os pobres os responsáveis pelo aumento das emissões de carbono. Se o nobre Ministro tivesse o trabalho de consultar o Tribunal de Contas de União, saberia que a monocultura agrícola e a pecuária extensiva são as maiores consumidoras de água e emissora de gases-estufa no país. Que o Centro-Oeste, em razão das queimadas, incêndios provocados pela expansão da soja e do gado, poluem mais a atmosfera que todo parque industrial de São Paulo. Que as águas do Sul e do Sudeste estão contaminadas pelo uso intensivo de agrotóxicos utilizados nas grandes monoculturas, situação muito agravada pelo descontrole promovido pelo Governo Bolsonaro. Ou seja, a fala do Ministro não possui nenhuma base sólida, sendo mais um fake news produzido pelo Governo.

Corrupção e Licitações

Aqui uma nova aberração proferida pelo Ministro. Não é a prioridade às empresas nacionais que produz corrupção, mas a falta de transparência das licitações, especialmente das concorrências e a sua escolha por envelopes, ou leilões onde as empresas negociam valores previamente. Isto é tão antigo, quanto a mentalidade do Ministro.

Uma simples análise dos grandes escândalos de corrupção que afetaram licitações de empresas como a Petrobrás, irá demonstrar a presença de empresas estrangeiras nos contratos. O que havia antes e era positivo, pois alavancava a economia, era a exigência de conteúdo nacional nas compras públicas. O fim desta exigência não reduziu a corrupção, que segue campeado fortemente no atual governo federal, mas quebrou boa parte da nossa nascente indústria naval.

A proposta de Guedes visando abrir as compras públicas para as empresas estrangeiras em igualdade de condições com as nacionais vai ampliar a desindustrialização e quebrar ainda mais o país, produzindo mais e mais pobreza. Novamente, o atual governo brasileiro parece ver Trump como um semideus, mas não segue a único exemplo aproveitável do norte-americano, que é proteger a economia nacional.

A Retomada do Crescimento

Outra grande farsa. O Brasil segue em recessão técnica, perdendo capitais, empregos e renda (esta segue despencando). Os supostos números positivos da economia são, na verdade, sinais de preocupação. O aumento no número de CNPJs é puxado em quase a sua totalidade por Microempreendedores Individuais (MEIs), que tentam sobreviver com serviços de baixíssimo valor agregado dentro de uma economia que não gera empregos. Os que surgem são temporários e intermitentes para atender a demanda do verão-férias-carnaval. Passado este período, se não ocorrer uma reorientação política, o país deve seguir quebrando recordes de desemprego. Em síntese, a economia segue andando para trás, os trabalhadores perdendo renda e o país divisas. Os poucos ensaios do atual governo no campo de investimento seguem a tendência de primarização e desindustrialização, o que bate no primeiro tópico, aumento da crise ambiental.

Copiado de:  https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2020/01/21/as-mentiras-de-paulo-guedes-em-davos/

Agora no Pampa Debates

 

Presente o vereador mais chato e “enútil” que há por certo em nosso país.

Foi esse sujeito que tão logo eleito o outro “enútil”, o Sartori, ofereceu em Xangri-Lá uma feijoada.

Para comparecer a mesma o gringo caloteiro contratou o voo de um helicóptero que custou a bagatela de TREZE MIL REAIS.

O gringo caloteiro encheu o bucho e para sorte minha e dos demais que lá viviam tomou a rodovia e foi descartar a feijoada em Torres.

Presente também u deputado federal cujo nome parece ser SANDERSON, mais um por certo dos mais inúteis que o povo burro colocou no Congresso Nacional.

Depois dos ‘Bandidos de Cristo’, aparecem os ‘PMs da Universal’

Igreja de Edir Macedo está se
infiltrando nos quarteis com a UFP
(Universal nas Forças Policiais)
Os “Bandidos de Jesus”, narcotraficantes que têm expulsado os terreiros da Baixada Fluminense, vão ter de conviver no noticiário, a partir de agora, com os PMs da Universal.

A Igreja Universal criou um programa para se infiltrar nas PMs e em outras forças policiais, da União, Estados e municípios, com o argumento de prestar assistência espiritual.

Trata-se de um afronta ao Estado laico, que veta diretamente ou indiretamente o envolvimento de organizações religiosas em qualquer instância de governo.

O programa da igreja de Edir Macedo se chama UFP (Universal nas Forças Policiais), cujo objetivo, segundo site da organização, é “prestar apoio espiritual e social a homens e mulheres que colocam a vida em risco em favor da população”.

“Também são promovidos cultos e atendimentos pastorais”, informa o site. Nessas ocasiões, os pastores aceitam contribuições.

A UFP faz parte da estratégia da Universal de ocupar espaço dentro de instituições importantes do Estado e sociedade brasileiros.

A Igreja também tem um programa de assistência aos presidiários. A intenção da Universal é tem um espaço para celebrações em cada grande presídio do país.

Fundado em 2018, a UFP somente agora vem obtendo maior visibilidade, graças ao apoio do Governo Bolsonaro.

Em outubro de 2019, o ministro Sérgio Moro, da Justiça, recebeu um dirigente da UFP de Brasileira e outro de Goiás. Eles levaram uma Bíblia para o ministro.

Vídeo de outubro de 2019 no Portal da Universal no Youtube diz que a UFP já tinha atendido cerca de “275 mil autoridades”.

Diz que o objetivo da organização é “proclamar a pregação e a defesa dos ensinamentos da bíblia sagrada nas forças de segurança pública, forças armadas e órgãos governamentais”.

A Universal há anos marca presença em quartel da Tropa de Choque de São Paulo, o que tem feito soldados a se filiarem à igreja pentecostal.

O fato de os quartéis terem capelães — na maioria católicas, pelo menos até agora — tem sido a brecha para que a Universal se instale oficialmente entre as forças da PMs.

Copiado de:  https://www.paulopes.com.br/2020/01/depois-dos-bandidos-de-cristo-aparecem.html#.XiXwdyN7lPY

Congresso paga R$ 30 milhões em pensões a “solteiras”

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A Câmara e o Senado pagam pensões mensais de até R$ 35 mil a filhas solteiras de ex-parlamentares e ex-servidores. Previsto numa lei sancionada por Juscelino Kubitschek em março de 1958, o benefício atende até hoje 194 mulheres e custa, por ano, R$ 30 milhões – o equivalente ao dinheiro necessário para construir 500 casas populares do Minha Casa Minha Vida. A norma foi derrubada em 1990, mas foi mantido o privilégio para quem já estava na folha de pagamento.

Denúncias de pagamento indevido não faltam. No mês passado, a Polícia Legislativa passou cinco dias no Rio para investigar o estado civil de uma pensionista. A notificação partiu do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou inconsistências no registro da beneficiada a partir de cruzamentos de bases de dados.

Num relatório sobre a viagem, um agente da Polícia Legislativa escreveu que, após uma “exaustiva” investigação, descobriu que a mulher tinha um marido. A pensionista foi indiciada por estelionato em inquérito sigiloso encaminhado ao Ministério Público Federal.

Pelos critérios do Congresso, a pensão deve ser paga até a filha se casar, ter uma união estável ou conseguir um emprego público permanente. Mesmo quando completa 21 anos, a filha solteira mantém o direito.

Uma das maiores pensões do Congresso é paga à filha de um ex-analista do Senado. Desde 1989, ela ganha R$ 35.858,94 por mês, em valores brutos. Outras 29 mulheres recebem, cada uma, R$ 29.432,27 de pensão por serem dependentes de ex-servidores da Casa. Todas estão incluídas na categoria “filha maior solteira” na folha de pagamento.

Na relação de beneficiárias da Câmara está a filha de um ex-deputado por São Paulo, que morreu em 1974, após nove anos de atuação legislativa. Solteira no cadastro da Câmara, a pensionista Helena Hirata mora há 49 anos em Paris e recebe R$ 16.881,50 por mês. Filósofa e pesquisadora, ela atua num centro de pesquisa da capital francesa.

Ao Estado, a pesquisadora admitiu não depender da pensão e ter outras fontes de renda, inclusive como aposentada do centro de pesquisas francês. Disse, ainda, que o montante era automaticamente repassado à mãe dela. “Ela faleceu em 2016 e desde então a pensão fica na minha conta”, afirmou Helena, de 73 anos.

É o mesmo valor da pensão que ganha a filha de um ex-deputado federal do antigo Estado da Guanabara, unidade da federação extinta há 44 anos. Empossado em 1967, o parlamentar morreu três anos depois e a sua herdeira entrou no cadastro de pensionistas, de onde nunca mais saiu.

Câmara e Senado dizem que dependem das pensionistas para atualizar cadastro
Tanto a Câmara quanto o Senado admitem que dependem das próprias pensionistas para atualizar os cadastros. “O Senado fiscaliza, anualmente, a condição de ‘solteira’ das pensionistas por meio do recadastramento anual obrigatório que elas realizam, sob risco de suspensão ou cancelamento da pensão”, informou a Casa em nota. A Câmara não respondeu ao pedido de esclarecimento.

A pensão para filhas solteiras não é benefício exclusivo do Legislativo. Desembolsos também são feitos para pensionistas da União e do Judiciário. Até 2014, a despesa total custava R$ 2,2 bilhões, incluindo pensões civis e militares. O valor foi levantado em auditoria recente feita pelo TCU.

Em 2016, a Corte de Contas apontou 19 mil pagamentos com suspeitas de serem indevidos para filhas solteiras mapeadas em 121 órgãos da administração pública direta federal.

A fiscalização ocorreu porque o TCU foi confrontado com denúncias de irregularidades na Câmara. As suspeitas estavam tanto na outorga quanto na manutenção de pensões especiais a filhas de ex-servidores e de ex-parlamentares.

O acórdão atacou pagamentos a filhas solteiras que eram, ao mesmo tempo, beneficiárias e detentoras de atividades remuneradas nos setores público e privado. O TCU entendeu que a “dependência econômica” deveria ser comprovada para que os benefícios fossem mantidos. Qualquer remuneração superior ao teto do INSS representaria independência financeira e, portanto, no entendimento da Corte, suspenderia a pensão.

A interpretação do TCU fez com que os órgãos federais, inclusive o Congresso, suspendesse as pensões. Na prática, porém, pouca coisa mudou. As beneficiárias passaram a pleitear a manutenção das pensões no Supremo Tribunal Federal (STF) e foram atendidas.

Em setembro de 2019, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu o acórdão do TCU e manteve a interpretação original da lei. Ele decidiu que devem perder o benefício apenas as pensionistas que casarem ou assumirem “cargo público permanente”. (Estadão)

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O mundo dá muitas voltas, não?

 

Lembro como se tivesse ocorrido ontem quando o tal Presidente cujo nome me recuso a citar, pois sujaria meu texto, decidiu não ir a Davos, confesso que fiquei curioso, pois ele gosta muito de ser visto assim como deitar falação para não dizer excretar o que pensa.

Somente quando soube da presença da jovem sueca Greta Thunberg a quem ele chamou de pirralha compreendi o medo que essa ainda adolescente impõe a ele.

Irá o tal Guedes, o maior bandido que ocupa cargo em Brasília, pois apenas por voz do não menos bandido, Steve Bannon.

Greta, extremamente pequena fisicamente falando impõe medo aos idiotas e arrogantes.

Hahaha…

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