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Autor: jloeffler (Page 1 of 4837)

Americano amigo de Malafaia adia inauguração de centro de cura por causa do coronavírus

 

 

Vigaristas como esse proliferam no planeta e no Brasil em especial por que a humanidade e composta essencialmente por incautos e tolos que dão ouvidos a esses vigaristas que assim acumulam fortunas sem o menor esforço.
O Editor

 

 

 

Prevista para ocorrer de 31 de março a 5 de abril, a inauguração oficial de um centro de cura pela fé nos Estados Unidos foi adiada para data ainda não marcada por causa do coronavírus.

Liderado pelo televangelista Morris Cerullo, o centro de cura se chama Legacy International Center e fica em Mission Valley, na Califórnia.

CENTRO DE CURA TEM
UMA RÉPLICA DO MURO
DAS LAMENTAÇÕES

Amigo de Silas Malafaia, o dr. Morris Cerullo, como gosta de ser chamado, esteve várias vezes no Brasil, com participações no programa de TV da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor brasileiro.

Em 2011, por exemplo, Cerullo e Malafaia lançaram no Brasil uma campanha de “multiplicação financeira” aos fiéis que doassem R$ 911 em troca de um livro de oração do americano.

O Legacy começou a ser construído em 2018 e custou US$ 200 milhões.

Entre os oradores da inauguração, estavam programados três pastores milagreiros famosos no circuito evangélico dos Estados Unidos.

Um deles, Perry Stone, diz que controla o clima, debelando, inclusive, tornados, que são frequentes em determinadas regiões do país.

Outro, Benny Hinn, afirma ter o poder de ressuscitar mortos.

O terceiro milagreiro é Kenneth Copeland, que diz curar doenças pela TV.


Há poucos dias, em seu programa de TV, ele pediu que os telespectadores colocassem as mãos na tela da televisão para imunizá-los do coronavírus.

Morris Cerullo disse que adiou a inauguração do centro de cura para “colaborar” com as autoridades governamentais que estão pedindo isolamento social.

Milhares de norte-americanos vão morrer em consequência da contaminação do novo coronavírus.

Os pastores milagreiros poderiam  “colaborar” com as vítimas indo a hospitais onde se acumulam os contaminados, mas eles estão de quarenta no conforto de suas mansões.

Com informação do site Pulpit and Pen e outras fontes, com ilustração de divulgação e vídeo da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Copiado de:  https://www.paulopes.com.br/2020/03/americano-amigo-de-malafaia-adia.html#.XoMZ54hKjIU

Mais médicos e ajuda chinesa na Venezuela para lutar contra a Covid-19

Internacional|Venezuela

AbrilAbril

 

 

Um grupo de médicos especialistas e ajuda humanitária provenientes da China chegaram esta madrugada à Venezuela, para se unirem aos esforços do país sul-americano contra a propagação da pandemia.

Jorge Arreaza afirmou que, com esta ajuda, «muitas vidas de venezuelanos vão ser salvas»

Jorge Arreaza afirmou que, com esta ajuda, «muitas vidas de venezuelanos vão ser salvas» Créditos / @LeonelTeleSUR

Eram 2h30 (hora local) quando aterrou na Venezuela o avião da Hainan Airlines que levou para o país caribenho oito especialistas chinenes em problemas respiratórios, bem como um carregamento com material para ajudar na luta contra a Covid-19. Trata-se do terceiro voo que liga ambos os países no contexto da emergência sanitária, informa a TeleSur.

Na recepção aos profissionais chineses, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, destacou que «a ajuda humanitária proveniente da China, com médicos especialistas, peritos e cientistas relacionados com a luta contra a Covid-19, é a verdadeira ajuda sem intervenção, é a solidariedade da China».

«Em nome do presidente Nicolás Maduro, em nome do povo da Venezuela, queremos agradecer ao presidente (chinês) Xi Jinping e ao povo da República Popular da China», disse Arreaza, para sublinhar em seguida que, «com o conhecimento científico e a experiência que a China pôde acumular nos últimos meses, sabemos que muitas vidas de venezuelanos vão ser salvas».

China insta os EUA a não interferir nos assuntos internos da Venezuela

A China reafirmou, esta segunda-feira, a rejeição das sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, tendo exigido à Casa Branca que deixe de se intrometer nas questões internas do país sul-americano e que apoie os esforços com vista a encontrar uma «solução pacífica» ali.

Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, disse em conferência de imprensa que o governo chinês sempre se opôs à violação da soberania da Venezuela por qualquer força externa, «sob qualquer pretexto», revela a agência Xinhua.

«Instamos todas as partes a dar prioridade ao bem-estar do povo venezuelano […] e a fazer mais para salvaguardar a estabilidade da Venezuela e da região», disse.

China entrega à Venezuela mais 64 toneladas de medicamentos

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Hua Chunying afirmou ainda que os EUA devem respeitar a Carta das Nações Unidas e as normas básicas que regem as relações internacionais, em resposta à decisão do Departamento de Justiça dos EUA de processar, por alegada prática de narcoterrorismo, o presidente Nicolás Maduro e vários outros altos cargos do seu executivo, além de oferecer uma recompensa de 15 milhões de dólares por «informação que conduza à captura ou condenação de Maduro».

No início deste mês, a China já tinha criticado os EUA pela imposição de mais sanções à Venezuela, prejudicando a saúde pública do povo num momento de propagação da pandemia do coronavírus.

Por seu lado, tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como o chefe de Estado da Venezuela têm denunciado o impacto negativo das medidas punitivas da Casa Branca no desenvolvimento socioeconómico do país, com particular destaque nos cuidados médicos às populações.

Copiado de:  https://www.abrilabril.pt/internacional/mais-medicos-e-ajuda-chinesa-na-venezuela-para-lutar-contra-covid-19

Coisas estranhas ocorrem em Tramandaí

 

Nessa semana procurei o escritório da SP Linck, empresa que me presta serviço de Internet.
Dei de cara com as portas fechadas.
Na manhã de hoje, 30/03 estive lá novamente e para minha surpresa alguém surgiu dos fundos do prédio me informando que haviam fechado a Loja por ordem do Prefeito.
Fui então atendido e dali fui ao Mercado 1,99, loja que vende de tudo, incluindo alimentos e que estava fechada fazia vários dias.
Ali também usamos terminais de serviços bancários haja vista que aqui não há agência bancária.
Conversando com um dos que ali trabalham soube que necessitaram buscar amparo em um MANDADO JUDICIAL para poderem operar, pois a Prefeitura havia mandado fechar.
Aproveitei minha ida até o Centrinho para comprar ração aos nossos caninos assim como QUIRERA de milho ao incontáveis pássaros que nos visitam diariamente e já estavam passando fome.
Esse fechamento ocorreu na semana passada e atingiu apenas aos comerciantes que geram empregos e renda aos que aqui vivem.
Por outro lado, na quinta-feira a tal FEIRA LIVRE em que gente vinda não sei de onde usando caminhões e ônibus velhos quando então vendem inclusive CARNE de bovinos e suínos que obviamente não têm sua origem comprovada assim como a sanidade necessária à preservação da vida dos consumidores.
Não bastasse isto tais feirantes ainda puxam energia elétrica da rede pública e nada deixam à cidade e aos que aqui vivem.
E isto ocorre faz anos, mas parece que temos muita gente cega na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

Ainda no primeiro ano dessa Administração AGENTES do MP junto com um bando de guardas do Estado com chapéus à moda dos “cow boys” os quais viraram o Mercado CENTER PÃO do avesso.
Quando desocuparam o mercado ingressei no mesmo e me dirigi a um dos AGENTES do MP que vestiam camisetas pretas tal como faz a minha instituição, a POLÍCIA JUDICIÁRIA.
Identifiquei-me ao mesmo como JORNALISTA editor desse blog, narrei o que ocorreria ali, no outro lado da Avenida e na manhã seguinte pedindo ao mesmo providências.
Absurdamente nada fizeram, pois acredito que o propósito era mesmo o de ferrar aos comerciantes que pagam tributos e geram empregos e renda a parte de nossa comunidade.

Em tempos idos cada macaco ficava no seu galho e
as coisas funcionavam, mas nos últimos anos AGENTES do MP se juntam com membros dessa guarda estadual e saem então a brincar de serem POLÍCIA, coisa que não são.

Se alguém duvidar do que afirmo que consulte a CF/88 que define claramente que na persecução penal há apenas duas AUTORIDADES que são os DELEGADOS DE POLÍCIA e JUÍZES DE DIREITO.

Calor e quarentena no Litoral

Temperatura em Torres chegou aos 26°C

Hoje o calor chegou forte na região de Torres, só amenizando lá pelas 4 e meia. Torres é a cidade do Litoral Norte com mais casos positivos de Covid-19, ao que parece fruto de um arroubo juvenil, coisa que devemos relevar e procurar resolver dentro da nossa civilidade.
A expectativa fica por conta da volta do funcionamento normal do comércio. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, parecia que iria ser líder de um retorno à normalidade já no início desta semana, mas voltou atrás, temeroso de um avanço da doença.
Empresários de Osório e outras cidades da região estão pressionando bastante para que as administrações municipais liberem a abertura do comércio e demais atividades. A questão não é tão simples, mas o embate é forte.
Em Capão da Canoa chegou a ocorrer uma carreta com centenas de carro reivindicando o fim da quarentena.
Pelas publicações das notas oficiais, entendo que a quarentena, na maioria dos municípios, irá além desta quarta-feira, pois as recomendações do Ministério da Saúde e Governo do Estado apontam neste sentido, apesar das tentativas de afrouxamento.
As Secretarias Municipais de Saúde estão realizando um trabalho exemplar, demonstrando seriedade e passando tranquilidade à população, apesar das situações complicadas.

ATUALIZAÇÃO – A Prefeitura de Tramandaí enviou matéria aos veículos de comunicação avisando que o comércio poderá abrir nesta quarta-feira, 1° de abril. Os estabelecimentos terão que cumprir algumas exigências relativas a higienização, uso de equipamentos e controle da entrada de clientes. Somente terão autorização os que apresentarem um Plano Individual de Prevenção a ser encaminhado para o e-mail planoprevencaocovid@tramandai.rs.gov.br. A Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte) recomendou a abertura do comércio do região a partir de 1° de abril.

Copiado de:  https://gastaomuri.wordpress.com/2020/03/30/calor-e-quarentena-no-litoral/

Gilmar manda suspender decisões sobre abate de animais presos em maus-tratos

segunda-feira, 30 de março de 2020

Não existe autorização legal que possibilite o abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos, como rinhas de galo. Com esse entendimento, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão de todas as decisões administrativas ou judiciais que, com base na lei de crimes ambientais, autorizavam o sacrifício de animais.
Ministro Gilmar Mendes manda suspender decisões que entendem pela possibilidade de abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos Nelson Jr./SCO/STF
A decisão, da última sexta-feira (27/3), é válida para todo o país.  Gilmar Mendes atendeu pedido do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), que sustentou que há órgãos adotando interpretação que contrariam as disposições legais e violam expressamente a Constituição Federal de 1988.
A legenda alegou que, em vez de proteger os animais apreendidos em situação de maus tratos, as decisões têm permitido a crueldade e desrespeitam a integridade e a vida dos animais.
O partido juntou decisões com interpretações diversas dos dispositivos. Ao analisá-las, o ministro Gilmar Mendes afirmou que houve “a instrumentalização da norma de proteção constitucional à fauna e de proibição de práticas cruéis”, com decisões que violaram o artigo 225, da Constituição.
A atividade de criação de animais para consumo, diz Gilmar, é importante para a economia nacional e para a alimentação da população. No entanto, não é esse o caso dos autos.
Na decisão, o ministro reconhece a ilegitimidade da interpretação dos artigos 25 e 2º da Lei 9.605/1998, bem como dos artigos 101, 102 e 103 do Decreto 6.514/2008 e outras normas infraconstitucionais, que determina o abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos.
O ministro relembrou ainda o entendimento do ministro Eros Grau no julgamento da ADI 2.514, que tratava da inconstitucionalidade das rinhas de galo: “ao autorizar a odiosa competição entre galos, o legislador estadual ignorou o comando contido no inciso VII do §1º, do artigo 225 da Constituição do Brasil, que expressamente veda práticas que submetam os animais a crueldade”.
Clique aqui para ler a decisão
ADPF 640
 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.
Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2020, 11h47
Copiado de:  http://izidoroazevedo.blogspot.com/2020/03/gilmar-manda-suspender-decisoes-sobre.html

segunda-feira, 30 de março de 2020

Gilmar manda suspender decisões sobre abate de animais presos em maus-tratos

Não existe autorização legal que possibilite o abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos, como rinhas de galo. Com esse entendimento, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão de todas as decisões administrativas ou judiciais que, com base na lei de crimes ambientais, autorizavam o sacrifício de animais.
Ministro Gilmar Mendes manda suspender decisões que entendem pela possibilidade de abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos Nelson Jr./SCO/STF
A decisão, da última sexta-feira (27/3), é válida para todo o país.  Gilmar Mendes atendeu pedido do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), que sustentou que há órgãos adotando interpretação que contrariam as disposições legais e violam expressamente a Constituição Federal de 1988.
A legenda alegou que, em vez de proteger os animais apreendidos em situação de maus tratos, as decisões têm permitido a crueldade e desrespeitam a integridade e a vida dos animais.
O partido juntou decisões com interpretações diversas dos dispositivos. Ao analisá-las, o ministro Gilmar Mendes afirmou que houve “a instrumentalização da norma de proteção constitucional à fauna e de proibição de práticas cruéis”, com decisões que violaram o artigo 225, da Constituição.
A atividade de criação de animais para consumo, diz Gilmar, é importante para a economia nacional e para a alimentação da população. No entanto, não é esse o caso dos autos.
Na decisão, o ministro reconhece a ilegitimidade da interpretação dos artigos 25 e 2º da Lei 9.605/1998, bem como dos artigos 101, 102 e 103 do Decreto 6.514/2008 e outras normas infraconstitucionais, que determina o abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos.
O ministro relembrou ainda o entendimento do ministro Eros Grau no julgamento da ADI 2.514, que tratava da inconstitucionalidade das rinhas de galo: “ao autorizar a odiosa competição entre galos, o legislador estadual ignorou o comando contido no inciso VII do §1º, do artigo 225 da Constituição do Brasil, que expressamente veda práticas que submetam os animais a crueldade”.
Clique aqui para ler a decisão
ADPF 640
 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.
Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2020, 11h47

Coronavírus e bolsonarismo são doenças que desafiam o país, diz Flávio Dino

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Do UOL – “Meu diagnóstico é que o Brasil se defronta com duas patologias, duas doenças. Uma, no sentido estrito da palavra, que são as síndromes derivadas do coronavírus. A outra doença é uma patologia política que atende pelo nome de bolsonarismo ou Bolsonaro. Temos que cuidar de uma de cada vez.”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), conversou com o UOL sobre o enfrentamento à Covid-19 e os impactos das ações que vêm sendo adotadas pelo governo federal junto à população, à economia e à política. Para ele, o “negacionismo” do presidente da República fez com que medidas para garantir salários, proteger empresas e distribuir renda a informais e desempregados demorassem para ser anunciadas, causando um problema social. O Maranhão registrou, neste domingo (29), o primeiro óbito pela doença.

“Só há duas posições: quem defende, neste momento, medidas preventivas e quem, como o próprio Bolsonaro, acha normal que alguns morram. Eu quero ver ele dizer isso às famílias das vítimas”, diz. “Claro que esperamos que o mais breve possível seja viável rever certas restrições. Mas, no momento, o consenso científico é de que o distanciamento ou isolamento social é o único caminho que temos.”

Jair Bolsonaro dedicou a última semana à defesa de sua proposta de “isolamento vertical” para combater a Covid-19, ou seja, separar do convívio social apenas idosos e pessoas mais suscetíveis à doença. Conclamou a todos a abandonarem o distanciamento e o isolamento social, recomendados pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como forma de retardar o avanço da pandemia. Ameaça baixar um decreto mandando todos voltarem à vida normal.

Flávio Dino tem sido um dos governadores mais críticos a essa demanda. Para ele, a única forma dela dar certo seria colocar todos esses cidadãos “em campos de concentração”.

“Alguns dizem: ‘os fortes vão trabalhar e os fracos ficam em casa’. A síntese dessa ideologia, de inspiração eugenista, quase que nazista, seria a visão de que esses supostos fortes não teriam contato com os fracos. Ora, como faz isso? O governo vai dar casas para as pessoas? Para quem tem algum tipo de imunodeficiência ou para os idosos? É uma insensatez. É um descompromisso com a seriedade que deve inspirar o presidente da República”, afirma.

O governador não descarta o impeachment como uma das possibilidades institucionais. Afirma que o ideal é que Bolsonaro termine seu mandato, mas que o país e as instituições têm um limite do que podem suportar. “Se diante da gravidade da perda de uma vida humana, ele menospreza, fico a imaginar: o que poderia fazer com que ele mudasse?”

Também mandou um recado à esquerda ao afirmar que lideranças políticas que não estão no Congresso Nacional precisam aprender com o exemplo de união que os parlamentares do campo democrático tem dado durante a crise.

Leia trechos da entrevista e assista ao vídeo:

Presidente Bolsonaro usa máscara contra coronavírus - Ueslei Marcelino

Presidente Bolsonaro usa máscara contra coronavírus

Imagem: Ueslei Marcelino

Você escreveu que a não ser que Bolsonaro esteja pensando em colocar idosos e pessoas com saúde frágil em campos de concentração, o “isolamento vertical” não funcionaria. Mantém essa avaliação?

Em meio à política de distanciamento social visando a amenizar a propagação do vírus e garantir o famoso “achatamento da curva” da pandemia, houve a introdução desse elemento exótico. Esse suposto “isolamento vertical” não é praticado, simplesmente, em lugar algum do mundo. Nem o próprio Ministério da Saúde sabe explicar como se faz isso.

Alguns dizem: “os fortes vão trabalhar e os fracos ficam em casa”. A síntese dessa ideologia, de inspiração eugenista, quase que de corte nazista, seria a visão de que esses supostos fortes não teriam contato com os fracos. Ora, como faz isso na prática? O governo vai dar casas para as pessoas? Para quem tem algum tipo de imunodeficiência ou para os idosos? É uma insensatez. É um descompromisso com a seriedade que deve inspirar o presidente da República.

Só há duas posições: quem tem uma posição de prudência – e, nesse momento, defende as medidas preventivas – e quem, como o próprio Bolsonaro, acha normal que alguns morram. Hoje [sexta, dia 27] mesmo, acabou de dizer: “bom, haverá mortes, mas paciência… é assim mesmo”. Eu quero ver ele dizer isso às famílias das vítimas.

O chefe de Estado tem o dever de respeitar a memória das vítimas e suas famílias. Claro que nós esperamos que o mais breve possível seja viável rever certas restrições. Mas, no momento, o consenso científico é de que as restrições – o chamado distanciamento ou isolamento social – são o único caminho que nós temos.

Fora do país, Bolsonaro foi chamado de ineficiente e negacionista pelo seu comportamento diante do vírus, inclusive por analistas de risco que assessoram donos do dinheiro grosso. Quais os impactos da atuação do presidente, neste momento de crise, na economia?

É importante deixar claro que quando nós fazemos essa crítica ao presidente da República não é apenas pelo poder simbólico, que já é grave, das palavras agressivas e ofensivas que profere. Mas seus discursos, na prática, ditam diretrizes para sua própria equipe de governo. Isso implica na inércia, na confusão, nas lacunas que, até aqui, estamos vendo em todos os planos, menos no sanitário porque o ministro da Saúde e boa parte de sua equipe estão muito empenhados em tentar ajudar.

Nós temos uma deficiência de oferta de insumos de saúde, de kits de testagem, que evidencia dificuldades do próprio Ministério da Saúde. Eu tenho certeza que isso é, em grande parte, em razão da ausência de orientações corretas por parte do presidente. No terreno econômico também. O negacionismo que professou durante semanas fez com que o governo brasileiro tenha sido o último a anunciar medidas econômicas. Ele conseguiu ficar atrás do Donald Trump [presidente dos Estados Unidos]. Todos os países estão as concretizando, nós ainda estamos no terreno dos anúncios.

Há três semanas, anunciaram o benefício de R$ 200,00, que, corretamente, a Câmara dos Deputados elevou para R$ 600,00. Mas as famílias estão precisando agora. Ele anunciou um pacote para os Estados – de suspensão, de benefícios, de crédito, e nós estamos ainda aguardando as medidas práticas.

Militares do Exército desinfetam estacão do metrô de Brasília para reduzir transmissão de coronavírus - MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Militares do Exército desinfetam estacão do metrô de Brasília para reduzir transmissão de coronavírus

Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Qual a razão desse comportamento de Bolsonaro? E por que alguns governadores optaram por seguir as palavras dele e levantar o isolamento?

Bolsonaro só sabe adotar um único comportamento político, que, na visão dele, é bem-sucedido. Um sentido egoísta do conceito de sucesso que faz com que ele acredite que esse método extremista, atrapalhado, atabalhoado e agressivo seja certo. Ele não entende outro código, outro dicionário, outra gramática. Faz isso o tempo inteiro, desde que assumiu o governo.

Em relação aos governadores, essa má vontade é evidente. Ele mesmo convidou governadores para reuniões regionais. Nós fomos. Uma prova de gentileza, de educação e de colaboração. No dia seguinte, desfez tudo que havia proposto no que se refere ao clima de entendimento e de diálogo. É uma espécie de patologia política que é professada pelo Bolsonaro. Isso tem conseqüências. Ele emana diretrizes ao seu núcleo mais fiel que se materializam em ações nas redes sociais e também em ações de pequenos grupos, de facções, nas ruas, tentando gerar um clima de intimidação.

Um ou outro acabaram por ceder a essas pressões dessas facções mobilizadas pelo presidente da República, mas, graças a Deus, a imensa maioria permanece com uma visão técnica, acertada nas orientações científicas. Nesta sexta (27), os nove governadores do Nordeste unanimemente afirmaram que vão manter, por enquanto, as medidas restritivas cabíveis com um senso de gradação e de proporcionalidade.

Porque há serviços essenciais. Há certo nível de atividade econômica a ser mantido. Há atividades que são de maior risco e outras de menor risco. Então essa é a ponderação que está sendo feita por nós. Lamentavelmente, de forma solitária, uma vez que o governo federal não ajuda.

O país já tinha problemas econômicos mesmo antes do coronavírus. Viemos de um crescimento menor que o esperado em 2019 (1,1% do PIB) e o governo teria problemas fiscais mesmo sem a pandemia. Como fica a gestão do país quando tudo isso passar?

As questões econômicas já vinham numa direção errada desde antes do coronavírus, recessão econômica, descontrole cambial, dificuldade de retomada do crescimento, desemprego, descaso com políticas públicas e sociais. Meu diagnóstico é que o Brasil se defronta com duas patologias, duas doenças. Uma, no sentido estrito da palavra, que são as síndromes derivadas do coronavírus. A outra doença é uma patologia política que atende pelo nome de bolsonarismo ou Bolsonaro.

Temos que cuidar de uma de cada vez. Agora, nosso foco é derrotar o coronavírus. No momento seguinte, temos que tratar de uma saída institucional, porque é rigorosamente impossível que um país seja governado com o método que Bolsonaro pratica, com suas atitudes e com o conteúdo de suas políticas. O Brasil não pode, na minha perspectiva, suportar essas anomalias.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva

Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Quando você fala em saída institucional, quer dizer impeachment?

É uma possibilidade, sem dúvida. Material de análise, de propositura para uma ação por crime de responsabilidade é bastante farto, lamentavelmente. Eu diria que, diariamente, são praticados atos e ações omissivas por parte do presidente da República que se amoldam às figuras de crime de responsabilidade descritas tanto na Constituição quanto na Lei 1.079/1950. Desde a quebra cotidiana de decoro, da atitude típica, que se espera de um chefe de Estado, até mesmo a tentativa de coagir outros Poderes do Estado e coagir os entes da Federação, mediante ameaças.

É preciso tratar disso juridicamente, politicamente. O momento não é agora. Quem sabe isso conduza a uma espécie de repactuação. Tenho como valor fundamental a manutenção do calendário eleitoral, mas é difícil imaginar que o Bolsonaro vá mudar sua conduta.

Se, diante de mortes, ele não muda, o que fará ele ter bom senso? Se diante de centenas de milhares de pessoas chorando aterrorizadas, atemorizadas. Profissionais de saúde amedrontados, com razão. Um risco de colapso sanitário e econômico no país. E ele governa desse jeito? De que adiantarão chamados ao bom senso de quem não quer ter bom senso? Se diante da gravidade da perda de uma vida humana, ele menospreza, eu fico a imaginar: o que poderia fazer com que ele mudasse?

Gostaria que ele terminasse seu mandato e que, em 2022, disputássemos normalmente a eleição presidencial para derrotá-lo. Mas o país também tem um nível do que pode suportar. As instituições têm seus limites. Esse estresse institucional e social a que o Brasil está submetido talvez seja inaceitável.

Bolsonaro vê imagem de Doria durante conferência em que os dois discutiram sobre políticas para Covid-19 - Foto: Marcos Corrêa/ PR

Bolsonaro vê imagem de Doria durante conferência em que os dois discutiram sobre políticas para Covid-19

Imagem: Foto: Marcos Corrêa/ PR

Em entrevista que me concedeu, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) citou seu nome, junto com o de outras lideranças nacionais, no sentido de aproveitarem a união das forças do campo progressista, neste momento, para repensar um projeto de país.

Nós, do PC do B e de outros partidos, sustentamos que precisamos de uniões amplas, porque elas funcionam. Agora mesmo estamos vendo a vitória de uma tese sustentada, muitas vezes solitariamente, pelo estimado [ex-]senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no que se refere à renda mínima. Ou na derrota ao ultraliberalismo irresponsável, que editou a “Medida Provisória da Morte” [MP 927/2020], que queria fazer com que as pessoas ficassem quatro meses em casa com zero de salário.

Isso foi possível porque aconteceu aquilo que o deputado Marcelo Freixo disse na entrevista a você. Ou seja, é preciso entender que nós temos nossas próprias identidades (partidárias, ideológicas, de posições), mas não somos inimigos. Tenho trabalhado muito incessantemente nisto que chamo de frente ampla, que alguns confundem erroneamente com alianças eleitorais.

Acompanho a atuação parlamentar de Freixo e de outros companheiros e companheiras com muita atenção, porque aprendo com eles e vejo como isso é construído na Câmara. Às vezes, isso não consegue extrapolar para lideranças que hoje não estão no Congresso Nacional. Acho que nós todos que lá não estamos devemos nos espelhar e aprender com esse exemplo de união prática que os deputados da oposição têm dado. Não só na resistência, mas também na proposição de alternativas, vencendo as votações no parlamento.

O próprio empresariado brasileiro, em seus setores mais lúcidos, já viu que essa política externa desastrada, que envergonha as tradições da casa de Rio Branco, que envergonha a diplomacia brasileira, conspira contra os interesses econômicos do Brasil. Vejam esse desastre diplomático da confusão com a China. O risco que isso representa ao agronegócio brasileiro. Eu não sei quem vai governar depois, mas não podemos assistir à destruição do Brasil. Aí, o povo, soberanamente, escolhe o melhor caminho, mas afastando esses projetos autoritários e de destruição nacional.

Corredor esvaziado em ala do Senado Federal em meio à crise causado pelo coronavírus - Bruno Rocha/Estadão Conteúdo

Corredor esvaziado em ala do Senado Federal em meio à crise causado pelo coronavírus

Imagem: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo

Você assumiu um Estado com baixo Índice de Desenvolvimento Humano e baixa renda. Epidemias como essa se manifestam de forma mais agressiva em ambientes mais frios, mas, ao mesmo tempo, em ambientes com pouca estrutura social. Quais medidas o governo do Maranhão tomou?

Estamos lutando muito no terreno da prevenção, porque, como você menciona, a realidade é muito difícil. Nas regiões historicamente mais empobrecidas, como é o caso do nosso estado, o desafio é ainda maior. Nós temos, permanentemente, assimetrias entre o desafio e os meios. Agora vem um desafio gigantesco. Estamos mobilizando o que temos e o que podemos de talento, de disponibilidade financeira e de recursos humanos. Em primeiro lugar, na prevenção – educação, consciência. Introduzimos medidas de restrição de circulação de pessoas no que se refere ao comércio não-essencial e à educação.

Estamos investindo muito fortemente, também, em medidas de mitigação dos efeitos econômicos para a população mais pobre no que se refere, por exemplo, à isenção de tarifas de água – quase um milhão de beneficiados. Mudamos o calendário do IPVA, comprei 200 mil cestas básicas que estão sendo, progressivamente, distribuídas nas regiões mais carentes. Consegui na Justiça o direito de zerar a alíquota do álcool em gel, das máscaras.

Finalmente, investimentos maciços na ampliação dos hospitais. Fiz uma reserva de leitos de UTI em todas as regiões do Maranhão pensando nos casos mais graves. Estamos com várias obras em fase de conclusão em São Luís, em Coroatá e em outras regiões do Maranhão. Novos leitos hospitalares estão sendo implantados com disponibilidade efetiva já na próxima semana, além de eu ter alugado um hospital exclusivo para o coronavírus. Um hospital da rede privada, que estava fechado. Estamos concluindo a montagem. Ele é 100% para o coronavírus, porque estamos nos preparando para o pior cenário.

Rezamos todos os dias, torcemos e lutamos para que esse pior cenário não aconteça. Ou seja, que certas teorias no sentido da mitigação dos efeitos do coronavírus sejam vencedoras, e, de fato, que o Maranhão não tenha uma expansão muito aguda dos casos. Mas, ao mesmo tempo, nos preparando para o pior cenário, haja visto a realidade de outros países e até de outros estados brasileiros.

Estamos ouvindo a opinião dos profissionais da área de saúde o tempo inteiro. Temos um comitê científico que orienta as ações do governo do Estado, porque não é hora de achismo, extremismo, violência, de embates políticos desvairados. É hora de ponderação. Hora de sensatez. Hora de prudência, de respeito à ciência, aos profissionais da saúde. E, com isso, termos uma atitude que permita, rapidamente, ao Brasil superar esse quadro de dificuldades.

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Tempo de aprender

Não foi apenas por curiosidade que eu me matriculei no curso de alfabetização oferecido pelo MEC, intitulado “Tempo de Aprender”. O curso é, evidentemente, virtual e consta de diversos módulos que a gente vai percorrendo e fazendo as avaliações no final de cada um. Eu estou fazendo o curso porque, nessa quarentena, convivo com minha neta, que está na pré-escola, e decidi aprender mais sobre alfabetização. Eu me interesso pelo tema desde que trabalhei com o grupo do GEEMPA, durante vários anos, em Porto Alegre, nos anos 1990. O GEEMPA, para quem não sabe, é uma instituição dirigida pela Professora Esther Grossi, dedicada ao estudo da didática da alfabetização, de matemática e de outros temas ligados às séries iniciais. Foi ali que eu consolidei meu interesse por educação. Agora, com minha neta às vésperas do “primeiro ano”, voltei a pensar em questões mais práticas ligadas ao processo de alfabetização. Tenho também uns interesses mais teóricos no tema. Desde 2015 tenho trabalho em um livro sobre as relações entre o surgimento da escrita alfabética e a filosofia, e assim esses temas de alfabetização e escrita tem me ocupado bastante.

Então, como disse, fiz minha inscrição no curso do MEC, “Tempo de Aprender”. Acho que estou me saindo bem, tenho tirado boas notas nas provas. A minha surpresa no curso foi essa: como tenho um bom tempo livre, dada a quarentena atual, logo fiquei um pouco frustrado, pois o curso não está ainda pronto. Hoje (29 de Março de 2020) menos da metade do curso (oito módulos) é oferecido. Eu fiquei meio frustrado porque esse projeto, “Tempo de Aprender”, é do atual governo, que já está no MEC faz ano e pouco. O curso que eles estão oferecendo é baseado no material online de uma universidade da Flórida. Fui lá conferir: as fichas de atividade são adaptadas, em bom nível. E todo o curso tem como ponto de partida conceitual, digamos assim, o desenvolvimento de consciência fonológica. Para quem é do ramo sabe que aqui há o tema de uma guerra cultural de métodos de alfabetização. Pensando em parentes meus que são professores na região da fronteira sul do Brasil, estou achando que o “Tempo de Aprender”, mesmo como está, é bom. Aqui entre nós tem muito disso, o “bom” é inimigo do “ótimo” e a gente se estrepa.

Mas isso é outro capítulo, muito longo para uma pequena escrita de quarentena.

Copiado de:  https://ronairocha.wordpress.com/2020/03/29/tempo-de-aprender/

Imagem do Dia

Nova-iorquinos alinham-se para receber uma refeição gratuita na «sopa dos pobres» da Bowery Mission, no bairro com o mesmo nome, em Nova Iorque, EUA. O abrigo está a servir mais de 400 refeições por dia após os lay-offs determinados na cidade como medida de contenção da doença COVID-19. Quase 3,3 milhões de americanos declararam-se desempregados esta semana nos EUA, o número mais alto desde que, em 1967, o registo foi iniciado. O máximo anterior fora de 695 mil pessoas, em 1982.
Nova-iorquinos alinham-se para receber uma refeição gratuita na «sopa dos pobres» da Bowery Mission, no bairro com o mesmo nome, em Nova Iorque, EUA. O abrigo está a servir mais de 400 refeições por dia após os lay-offs determinados na cidade como medida de contenção da doença COVID-19. Quase 3,3 milhões de americanos declararam-se desempregados esta semana nos EUA, o número mais alto desde que, em 1967, o registo foi iniciado. O máximo anterior fora de 695 mil pessoas, em 1982.CréditosJustin Lane / EPA

 

Embotamento

O que me preocupa, nessa história toda, é o embotamento mental, ou intelectual, dos bolsominions. Não que antes já não fosse assim, mas agora exacerbaram. Senão, vejamos:

1. Quem não é a favor dos discursos do Bolsonaro, é comunista ou petista, o que para eles dá no mesmo.

Ante a evidência de que tenham poucos neurônios no cérebro, seria demais esperar que entendessem que o espectro político à esquerda vai muito além de ser petista ou comunista, tanto quanto o especto à direita não é feito somente deles. Isso sem falar do centro, situação, essa sim, de uma total incapacidade de entendimento.

São limitados, embotados. Acreditaram que o ódio ao PT ou aos comunistas resolveria o problema do país. Agora, com o coronavírus, o fenômeno se agudiza. Basta uma menção a que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda na solução do problema e uma enxurrada de acusações aos governos do PT aparecem.

Se a economia vai ficar mal e teremos uma grande recessão, culpa do PT que não fez nada nos seus governos. Não temos capacidade no sistema de saúde? Culpa do PT que não fez nada nos seus governos.

Apontam culpa em tudo. Só não fazem o que deveriam fazer: apontar soluções efetivas. Pudera que não o façam. Afinal, somos comandados por quem?

2. O coronavírus é produto da ditadura comunista chinesa.

Não sabem como resolver o problema do Brasil, mas são ágeis em apontar a ditadura comunista chinesa como a grande culpada. Elaboram, até, rebuscadas teorias da conspiração, apontando que o coronavírus é a cereja do bolo de um grandioso plano chinês para dominar a economia do mundo.

Esquecem que a China já é a maior economia mundial e que em breve vai ultrapassar os EUA. Sem precisar do coronavírus. Esquecem que a China, no mesmo período que o Brasil teve, deixou de ser um país miserável para se tornar a segunda maior economia do mundo. E o Brasil o que fez nesse período? Engordou as burras dos mesmos de sempre. Bancos, grandes empresários e corruptos.

Ops, olha o PT aí de novo. A culpa é dos petistas e comunistas que roubaram a riqueza do país. A neura com a China é tão grande, que o filhote presidencial se arvorou o direito de falar asneiras como se fosse representante do povo ou do governo. E, pior, aplaudido por um séquito de embotados.

A China cometeu erros no trato da epidemia? Certamente. Assim como a Itália, a Espanha, a França, a Inglaterra, os EUA e o próprio Brasil. Só para citar alguns. Mas daí dizer que tudo não passa de plano do Partido Comunista Chinês para dominar o mundo…

3. Cinco a sete mil velhinhos que morram é um pequeno efeito colateral que devemos suportar para não prejudicar a economia.

Beleza. Não devemos quebrar a economia. Todos os países sabem disso. Não é privilégio dos brasileiros ter esse conhecimento.

A pergunta que não quer calar é: o que o governo efetivamente está fazendo para ajudar a economia, além de medias provisórias que só favorecem empresários, sob a alegação de que estão protegendo o trabalho? NADA. Assim mesmo, em maiúsculas.

E que não digam que R$200,00 resolve o problema. Que não digam que o Brasil é pobre, que o governo não tem dinheiro. Dinheiro tem sobrando, basta tomar as medidas certas.

Certamente não fará, pois significaria bancar o Robin Wood, tirando de quem tem para dar a quem não tem. E isso os donos da burra, que são os que verdadeiramente mandam no país, não vão deixar. Afinal, colocaram Bolsonaro no governo justamente para terem seus interesses protegidos.

Ou será que o Bolsonaro acredita que se elegeu graças as suas capacidades políticas, ou a sua inteligência, ou, mesmo, por ter demonstrado que seria o grande estadista que o Brasil está precisando? Noventa por cento dos eleitores são os embotados pelo ódio ao PT; os outros dez são a classe que precisava de alguém para manter seus privilégios.

É possível resolver a crise sanitária ao mesmo tempo que resolvemos a crise econômica. Basta ter uma coisa muito simples, mas que falta ao presidente e aos seus: vontade política.

Felizmente, o que vemos são governadores e prefeitos tomando a frente das ações. E, claro, criticados pelo capitão.

Temos um governo federal embotado. Esse é o pior vírus que poderíamos ter nesse momento.

Copiado de:  http://opensadorselvagem.org/vida/hypocrisis/embotamento/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+OPensadorSelvagem+%28O+Pensador+Selvagem%29

A MORTE DO NEOLIBERALISMO? Os Caminhos da Economia Global No Pós-pandemia

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Foto: medidas de combate à  COVID 19 na China

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, doutorando em sociologia

No momento em que este artigo está sendo escrito, segundo indicadores oficiais, a pandemia de COVID-19 já infectou em todo o mundo 660.064 pessoas, com 30.641 vítimas fatais. Destas, 480.500 pessoas estão situadas em 5 das grandes potências econômicas globais, mais a Itália e a Espanha. Do G7, apenas o Canadá e o Japão, com eficientes sistemas de saúde pública, permanecem longe do caos. Outro país que ainda não apresenta números de pânico é a Rússia (1.264 casos). Detalhe, tudo isto em apenas 3 meses, período em que a OMS já indicava o risco de pandemia. Os Estados Unidos, país que ignorou as orientações da Organização Mundial de Saúde, na tentativa de insular a doença no seu maior concorrente no mercado internacional, a China, é o local com maior número de doentes, 123.428, mas estima-se que os níveis de contaminação sejam 10 à 14 vezes maior em face da subnotificação, da ausência de um sistema público de saúde e de rigoroso controle epidemiológico, como se observa na potência asiática e nos países europeus.

Mas se o número crescente de doentes e de vítimas fatais assusta o planeta, com as imagens de ruas vazias, hospitais e ginásios de esporte lotados e caixões circulando em comboio, não menos assustador é o cenário econômico. Na China, pela primeira vez neste século, o PIB deve ser zerado. Na Europa e no Japão fala-se abertamente em PIB negativo e recessão. Nos EUA, apesar da negativa do Governo Trump em tratar do tema, todas as empresas de que atuam no mercado indicam queda do PIB em dois dígitos, a J. P. Morgam fala em queda de 14%. Apesar da tentativa do Ministério da Economia em esconder a realidade, o Brasil, país em que a moeda dissolveu entre 2019/2020, deve caminhar para a mesma situação dos EUA.

Embora a situação dos indicadores econômico seja catastrófica em todo o planeta, alguns fatores ficaram evidenciados: 1) que o movimento negacionista sustentado pela extrema direita (EUA, Itália, Brasil) agravou ainda mais a situação; 2) países com eficiente sistema de proteção social (especialmente na União Europeia e Ásia) devem sofrer um impacto menor do que onde prevalece a doutrina do livre mercado (EUA, Brasil); 3) o único caminho eficiente para garantir um nível mínimo de estabilidade é uma forte intervenção do estado na economia; e 4) a ausência de políticas ambientais, educacionais e de pesquisa eficientes pode devolver o planeta ao caos e abrir espaço para outras pandemia. Um quinto alerta relevante é o fato desta ser a segunda pandemia do século XXI, que se demonstrou mais grave exatamente pelo fato do planeta mostrar-se menos aberto ao diálogo e à ação conjunta do que na época do H1N1. Novamente, a extrema direita e seu apego a soluções doutrinárias, políticos populistas e discurso milenarista contribuiu, e muito, para o caos. Vamos analisar cada um dos tópicos.

Itália e Estados Unidos são o símbolo de países onde o negacionismo da ciência e a demora na adoção de medidas rigorosas de controle sanitário contribuíram para o agravamento da pandemia, disseminação da doença e aumento das fatalidades. A Espanha, onde a extrema direita cresceu em regiões como o País Basco, também vem sofrendo muito com o caos, até porque o vírus sofreu uma mutação agressiva neste país. Também são países onde doutrinas religiosas extremistas, incrustadas na economia, também contribuíram para a situação dramática. Não faz muito tempo doenças como o sarampo e a caxumba faziam vítimas nos postos elevados da política italiana em razão das campanhas antivacinas. Alguns governos locais, como o da cidade de Milão (a que possui o maior número de vítimas fatais por COVID19 no planeta), chegaram a suspender as medidas de controle alegando baixo número de contaminados pouco depois dos primeiros casos. Hoje a cidade contabiliza mais de 4 mil mortos pela doença.

O contraponto à estratégia italiana na Europa é a Alemanha. Com a adoção de regras preventivas voltadas ao isolamento social e incentivo financeiro para os trabalhadores, os alemães apresentam a menor taxa de mortalidade entre os países com o maior número de infectados, 0,7%. Na Itália o índice já é de 10,7%. Além disto, mesmo comandada por um governo conservador, a Alemanha vem aumentando a interferência no estado na economia há algum tempo, em especial desde a crise global de 2008, com retomada de serviços de energia, água e transporte pelo estado, fomento à nacionalização das empresas, além do aumento dos recursos destinados à educação e à pesquisa científica e do fortalecimento das políticas ambientais. A tendência é que mesmo em recessão inicial, com poucos doentes e estruturas econômicas mais sólidas, o país do centro da Europa retome a atividade econômica com mais tranquilidade do que os italianos, que mergulhados no caos vão precisar muito de ajuda internacional.

A caótica situação econômica vislumbrada pelos pelos países em todo o mundo faz com que analistas econômicos falem na implementação de um novo Plano Marshall, em alusão ao projeto aplicado pelo Governo dos Estados Unidos no pós-guerra para reconstrução da Europa devastada, fortalecendo o poderio do capitalismo e do dólar em todo o planeta. No entanto, embora pertinente a preocupação com o retorno do estado à economia, algumas questões problemáticas devem ser observadas: 1) ao contrário de 1946, os EUA apresentarão um dos piores resultados econômicos globais da sua história ao final da crise e os problemas internos serão tão pesados quanto os da crise de 1929; 2) o modelo de industrialização produtivista e sem preocupação com as questões ambientais é um dos causadores dos crescimento de epidemias e pandemias virais pelo mundo; 3) o modelo do Plano Marshall foi alimentado pela exploração intensiva de matéria-prima da periferia, o que beneficiou o bem estar material dos trabalhadores dos países centrais, lógica que já se comprovou desumana e fomentadora de pobreza, fome e de doenças epidêmicas (algumas com potencial pandêmico, como o ebola e a SARS); 4) o Plano Marshall não confrontou as questões éticas da acumulação sem distribuição, agravando as desigualdades em países onde as políticas de bem-estar não foram implementadas; e 5) o Plano Marshall foi alicerçado na corrida armamentista e teve como contrapartida a expansão do poderia militar dos EUA, outro fator incompatível com um desenho político futuro no pós-pandemia, no qual será necessário derrubar fronteiras.

Desta forma, ao contrário do sustentado pelos economistas neoliberais e liberais ortodoxos, o projeto para reconstrução das economias pós-pandemia em termos globais vai depender de uma série de medidas relevantes que aumentem a presença do estado na economia, distribuição de renda e reduzam os danos sobre o meio ambiente. Aqui são listadas alguns exemplos de medidas que poderiam ser observados: 1º) aumentar a participação do estado direta na economia, não apenas como fonte de fomento, mas como agente ativo no planejamento das ações; 2º) estatização de serviços públicos essenciais, como abastecimento água, energia e telecomunicações; 3º) esforço mundial para redução dos problemas de saneamento e de subabitação, com aumento dos repasses de agências internacionais de fomento e das grandes economias para os países periféricos; 4º) diminuição radical das emissões atmosféricas dos países, com abandono das matrizes econômicas poluidoras e restrição ao comércio de produtos que degradam o meio ambiente e destroem habitats naturais (como a soja, mineração, dentre outras); 5º) foco na implementação de economias de serviços voltados ao interesse coletivo, como saúde, educação, pesquisa, proteção do meio ambiente, infraestrutura, dentre outras; 6º) abandono das políticas econômicas monetaristas, que se sustentam no corte e redução das despesas, investimentos e serviços públicos; 7º) ampliação das esferas de participação social e da governança global multilateral, substituindo a orientação militar para modelos voltados à colaboração; 8º) extinção das políticas de embargos econômicos, que prejudicam as populações e favorecem interesses econômicos de grupos, pelo investimento direto na melhoria da qualidade de vida das populações com respeito à soberania dos países; 9º) fomento à pesquisa de interesse coletivo e social por meio de fundos internacionais, com foco em meio ambiente, saúde coletiva e redução das desigualdades sociais; e 10º) universalização dos serviços de saúde público, com ampliação dos programas de graduação e pós-graduação em regiões onde existe pouco acesso a médicos, serviços de enfermagem e de nutrição.

Como se observa, embora factíveis tais propostas confrontam interesses de grandes oligopólios industriais, financeiros e militares, além das pretensões geopolíticas de muitos países que tentam ganhar espaço com a pandemia. No entanto, e isto é certo, a ausência de ação voltada à inclusão das populações menos favorecidas pode resultar no avanço do populismo de direita, com seu discurso oportunista e anacrônico, o que pode determinar tragédias ainda maiores. Lembrar que depois da gripe espanhola o mundo demorou a agir e enfrentou a crise de 1929 e o nazismo. Desta forma, além de abandonar a ética da acumulação e do egoismo, talvez fosse interessante abrir os livros de história com mais frequência para evitar a repetição dos mesmos erros.

Copiado de:  https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2020/03/29/a-morte-do-neoliberalismo-os-caminhos-da-economia-global-no-pos-pandemia/

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