Autuações da Receita têm alta de 20% em 2009, para R$ 90,4 bilhões

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A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (1º) que foram lançados créditos tributários (imposto devido, multas e juros) de R$ 90,39 bilhões em 2009, relativos a autos de infração pela fiscalização do órgão contra sonegação, evasão e falta de recolhimento de tributos.

Esse valor é 20,1% maior do que o registrado em 2008 (R$ 75,2 bilhões), mas ficou abaixo do recorde de R$ 100 bilhões em créditos tributários lançados em 2007.

No ano passado, 474 mil contribuintes foram multados, contra 471 mil em 2008.

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirma que o órgão aumentou a fiscalização dos chamados grandes contribuintes no ano passado. Contra eles, forram lançados R$ 55,42 bilhões em autos de infração em 2009, contra R$ 45,38 bilhões em 2008.

A fiscalização dos grandes contribuintes foi foco de debate no ano passado, quando a ex-secretária do órgão, Lina Vieira, deixou o governo. Ela chegou a alegar que sua demissão estava ligada à uma suposta fiscalização maior implementada sobre os grandes contribuintes, o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como “balela”.

Ranking

Segundo dados da Receita Federal, a indústria foi o setor contra o qual foram lavrados mais autos de infração em 2009. No ano passado, R$ 37,6 bilhões em autos foram lançados contra a indústria, contra R$ 31,56 bilhões em 2008.

Em segundo lugar aparece o comércio, com R$ 13,7 bilhões em autos de infração no ano passado, na comparação com R$ 7,88 bilhões em 2008. Os prestadores de serviços aparecem na terceira posição (R$ 13,27 bilhões em autos de infração em 2009), seguidos pelos bancos (R$ 6,79 bilhões).

Contra as pessoas físicas, a Receita Federal informou que foram lançados R$ 3,29 bilhões em autos de infração em 2009, com queda sobre os R$ 4,51 bilhões de 2008.

Segundo Otacílio Cartaxo, a queda no volume de autuações das pessoas físicas no ano passado se deve à mudanças no atendimento pela internet do órgão, que passou a dar mais informações e, com isso, a permitir que os próprios contribuintes saíssem da malha-fina do IR e deixassem de ser autuados.

Fonte: www.camera2.com.br

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