Secretário da Fazenda se diz surpreso com investigação
O presidente do conselho administrativo do Banrisul e secretário da Fazenda, Ricardo Englert, manifestou surpresa, em entrevista coletiva, na tarde desta quinta-feira, em relação às investigações sobre o desvio de recursos na área de Marketing da instituição e assegurou que o banco vai abrir sindicância para apurar o caso. Ele disse desconhecer a prisão do superintendente de Marketing e ressaltou que o Banrisul está garantindo toda a assistência para o fucionário e a família dele. Englert foi o escolhidopela governadora para dar as explicações possíveis sobre o fato.
Segundo o secretário, em nenhum momento, a direção do banco ou o governo gaúcho foi comunicado de que o banco estava sob investigação da Polícia Federal. “Estamos entregando tudo o que nos pedem com base em mandado do juiz da 6ª vara. Não sabíamos de nada, se soubéssemos já teríamos tomado as providências necessárias. Estamos acompanhando os fatos, mas se houve desvio de alguém, será coibido, não podemos aceitar isso”, afirmou.
A governadora Yeda Crusius considerou o fato “muito grave para a imagem da instituição”, mas prometeu zelar para que não haja prejuízos de mercado para o banco. “O banco é uma instituição pública que precisa ser preservada e que não pode sofrer atos que prejudiquem sua imagem e seus negócios. Hoje, as ações se comportaram em conformidade com a oscilação da bolsa, não foi verificada nenhuma anormalidade”, salientou Englert.
Por determinação da governadora, foi definido um interlocutor que falará em nome da instituições durante o processo de investigação. Caberá ao diretor Administrativo do banco, César Antônio Cechinato, cumprir a função, pelo menos enquanto não se define um interlocutor jurídico que será contratado pelo Banrisul, explicou Englert. O secretário disse que por enquanto nenhum funcionário será afastado e que as ações de maketing executadas pela instituição estão mantidas.
“Não temos porque suspender, se houver necessidade de ajustes, faremos, mas não é o caso”, destacou, acrescentando que as agências foram contratadas pela instituição por meio de processo de licitação, portanto, havia confiança absoluta nos serviços prestados.
Entenda o caso
Na manhã dessa quinta-feira, veio a público uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Ministério Público de Contas que começou a apurar desvios de recursos da área de marketing com prejuízo ao Banrisul. Suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços, pode ter lesado a instituição em mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses.
O esquema se dava através do suposto superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências que terceirizavam o serviço para empresas que subcontratavam os reais executores a preços muito menores do que os cobrados do banco.
Fonte: www.correiodopovo.com.br



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