Bolívia rejeita propostas para explorar reserva gigante de lítio

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O governo boliviano rejeitou nesta semana as primeiras sete “propostas parciais” para exploração e industrialização de lítio no Salar de Uyuni, no sudoeste do país, informou à BBC Brasil o Ministério de Mineração e Metalurgia da Bolívia.

O deserto de sal é considerado uma das maiores reservas mundiais de lítio, metal utilizado, entre outros fins, para a construção de baterias elétricas leves, que podem ser usadas em carros elétricos, por exemplo.

Isso faz com que o elemento seja visto com bastante interesse por companhias de diversas áreas.

“As empresas se precipitaram e apresentaram suas propostas. O governo quer, primeiro, avaliar a produção local, com sua própria usina, e saber também o que há além do lítio. Ou seja, outros componentes”, afirmou um assessor do Ministério.

De acordo com informações oficiais, o presidente boliviano, Evo Morales, não definiu uma data para a abertura da licitação para a exploração destes recursos naturais. Entretanto, segundo o Ministério, isso dificilmente ocorrerá este ano.

Propostas

As sete primeiras propostas foram rejeitadas, segundo o governo, porque não especificaram o financiamento e os investimentos que serão realizados no local e porque pretendem ter o controle do projeto.

Recentemente, o presidente Evo Morales disse que a exploração do lítio na região será “uma sociedade”, sugerindo ainda que ela estará sob o domínio do governo.

“O lítio, como os outros recursos naturais da Bolívia, é dos bolivianos”, afirmou.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Mineração e Metalurgia, somente o consórcio francês Bolloré-Eramet teria informado sobre investimentos, que seriam de U$ 15 milhões para o projeto-piloto.

O jornal La Prensa, de La Paz, informou que o consórcio francês e um grupo japonês formado pelas empresas Mitsubishi Corporation, Sumitomo Corporation e a estatal Japan Oil Gas and Metals National Corporation (Jogmec) apresentaram propostas por escrito e com cronogramas para os trabalhos.

As outras empresas, segundo o governo, teriam feito propostas “verbais” – entre elas, a brasileira Vale, a coreana Kores, a chinesa Citic, uma iraniana e outra finlandesa.

Procurada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa da companhia brasileira respondeu que “a Vale não tem comentários a respeito de lítio na Bolívia”.

Atualmente, o governo boliviano opera uma fábrica-piloto no Salar de Uyuni e recebe apoio científico de outros países. Entre eles estaria o Brasil, segundo o ministério.

Em agosto passado, os governos brasileiro e boliviano assinaram um acordo na área de cooperação científica para a exploração de lítio.

O projeto do governo boliviano é alcançar a primeira fase da produção de lítio em 2013, para só depois caminhar para a industrialização e produção de baterias de lítio.    Folha On Line

 
Fonte: www.camera2.com.br

Diz o blogueiro – são várias as empresas transnacionais que estão de olho nesta reserva boliviana. Não vão levar. Lembro que quando a Bolívia expropriou instalação da Petrobrás e de outras empresas do mundo, alguns jornalistas “especialistas” em assuntos internacionais deitaram falação. Entendiam que tínhamos que invadir a Bolívia para vingar o interesse nacional. Burrice deles, pois em função da proximidade política que nosso governo mantém com eles certamente será nosso país parceiro deles na exploração desta riqueza enorme.

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