Hoje, 18 de julho, é dia do aniversário do CEA. O CEA é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, pioneira na luta ecológica na região sul do RS. O registro oficial foi em 18 de julho de 1983, no entanto o grupo já se reunia para combater a poluição industrial e a proteção das dunas em Rio Grande – RS. Desde então, muitas ações, campanhas e projetos, com destaque na política ecológica, educação ambiental e direito ambiental, foram realizadas. Em que pese seu aniversário, para comemorar só mesmo as diversas formas de luta contra o modelo de desenvolvimento urbano, produtivista e antropocêntrico, pois o cenário de insustentabilidade, que passa pela flexibilização da legislação ambiental, nos coloca num tempo de crise ecológica superior e mais intensa do que quando da criação do CEA na década de oitenta.
abril 26, 2010 in Uncategorized |
Dow Chemical, Jorge Benjor, WWF e Live Earth preservando o planeta?
por Cíntia Barenho
Não tinhamos conseguindo publicar tal famigerada notícia, mas hoje ao chegar em casa, vejo um certo programa, num certo canal propagandeando tal aberração do mundo do ambientalismo de mercado.
Isso mesmo, a Dow Chemical – aquela que criou o agente laranja, que adquiriu a Union Carbide, a (ir)responsável pelo acidente de Bhopal (Índia) – é a grande patrocinadora do megaevento mundial promovido pela LiveEarth. O Run For Water – Corra pela Água – é uma corrida de 6km, pois é a média que crianças e mulheres percorrem para buscar água (explicou um empresário entrevistado. Bonito, não?). E no Brasil, a corrida no Rio de Janeiro contou com um show de Jorge BenJor, que se declarou (nesse programa de TV) “preocupado com o planeta onde vive” (ainda bem!!). Além deste, outros artistas, celebridades e atletas também davam entrevistas ao programa, propagandeando a sua grande preocupação com o planeta, ou melhor, com a água.
Além da Dow Chemical (agente laranja), o Bradesco (grande corporação bancária) também patrocinou (muito pouco pelo nome do evento) e a ambientalista de mercado, WWF (aquela que tem um mimoso panda como mascote) também apoiou expressivamente a corrida, pelo menos no Brasil.
Sem dúvida que a questão da água deve ser amplamente trabalhada e divulgada. Já se faz real a escassez de água em vários países do mundo e inclusive o Brasil. Mesmo que nosso país detenha 12% da agua doce do mundo, a mesma se encontra mal distribuída (LEia em “O Brasil tem 12% da água doce do planeta, mal distribuída porém”).
No entanto, de boas intenções o mundo já está cheio! Esse tal greenwashing (marketing dito “verde”, mas nesse caso com cara de agente laranja) evidencia o que entidades ambientalistas/ecologistas sérias e comprometidas com a luta ecológica, com uma educação ambiental crítica e transformadora, vem denunciando os passivos socioambientais que tais corporações deixam nas regiões por onde degradam, o marketing verde que tais empresas fazem buscando marcarar suas (ir)responsabilidades, as entidades apenas comprometidas com o mercado do adestramento ambiental, o descomprometimento da grande mídia (PIG) e artistas que promovem tais descalabros, bem como, denunciando parte dessas entidades ambientalistas, geralmente big ONGs, que se aliciam, se dizendo neutras, a estas empresas degradadoras.
Enfim, em caso de dúvidas, corra (em direção contrária) para não se comprometer…
Nós do CEA não nos comprometemos!
Saiba mais:
* Agente Laranja: O Agente laranja é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T. Foi usado como desfolhante pelo exército norte-americano na Guerra do Vietnã. Ambos os constituintes do Agente Laranja tiveram uso na agricultura, principalmente o 2,4-D vendido até hoje em produtos como o Tordon. Fonte: Wikipedia
The Vietnam Agent Orange Relief and Responsibility Campaign aqui
* Acidente (crime) Bhopal: Na madrugada de 03/12/1984, uma nuvem tóxica de isocianato de metila causou a morte de milhares de pessoas na cidade de Bhopal, a capital de Madya-Pradesh, na Índia central. A emissão foi causada por uma planta do complexo industrial da Union Carbide situada nos arredores da cidade, onde existiam vários bairros marginais. Fonte: CETESB
The International Campaign for Justice in Bhopal (ICJB) aqui
*LiveEarth: empresa fundada pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore. Aquele do documentário “Uma verdade inconveniente”
Um grupo americano, o The Yes Men, promoveu um protesto interessante na corrida de Nova York. Confira aqui
(26.04.10)
A 3ª Turma do TRF-4 manteve a condenação da empresa PB Internacional Empreendimentos Imobiliários ao pagamento de R$ 10.000,00 por dano ambiental, mas negou o pedido do MPF, que exigia a reparação da área afetada.
A construção do empreendimento “Complexo Turístico Habitacional Canto da Brava” pela empresa, no canto norte da Praia Brava, conhecido como Canto do Morcego, em Itajaí (SC), foi questionada pelo MPF, que alegou, em 2007, supressão da área de restinga, desmoronamentos e processos erosivos. Baseada nesses fatos, a Justiça Federal concedeu liminar para suspender a obra, decisão mantida pela sentença, que levou a empresa e o MPF a recorrerem. A primeira alegando a ausência de culpa e o segundo exigindo a reparação do terreno além da multa.
Conforme a relatora do processo, desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, o MPF conseguiu comprovar apenas os danos ambientais ocorridos na área dos morros, onde houve desmatamento irregular. Para a magistrada, o pagamento do valor de R$ 10 mil é compatível com os danos ocorridos no terreno, que seriam de pequena extensão.
“Considerando que o deferimento da liminar sustou toda a atividade no local em 2007, a sentença proferida aferiu que neste período o local vem se regenerando naturalmente, sendo bastante a determinação de vedação de qualquer novo ato que influencie indevidamente o meio, sendo desnecessário cumular com condenação a obrigação de fazer”, concluiu. (Proc. nº 2007.72.08.002329-1 – com informações do TRF-4).
Fonte: www.espacovital.com.br
O ministro do Desenvolvimento da Itália, Cláudio Scajola, defendeu na abertura da Feira Industrial de Hannover, domingo à noite (18), o que chamou de economia verde. É o que propõe também a própria feira, ao abrir um pavilhão especial este ano para a mobilidade, com o nome de Mobilitec, acompanhando a evolução que ocorre na Alemanha, em ritmo mais apressado do que em outros países. A meta é chegar em futuro próximo à “casa sustentável em energia”: cataventos no jardim ou placas solares no telhado gerando energia; carro elétrico na garagem abastecendo suas baterias em casa; e central elétrica no porão para coordenar todo o abastecimento, a fim de otimizar o consumo de energia.
Fonte: www.AffonsoRitter.com.br
Da France Presse, em LimaO aquecimento global pode provocar a drástica extinção da floresta amazônica e uma escassez de água que afetará 77 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado nquinta-feira (25) em Lima, Peru.
“O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo”, informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório “Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática” adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.
Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam “a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento”.
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
Apoio
A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.
O relatório prevê também que a região dos Andes será afetada, “o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d’água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020″.
Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.
“O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos recifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia”, afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.
As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais “vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes”, completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.
Emulsão asfáltica vazou após rompimento de tubulação no quilômetro 82, em Água Pés
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) conseguiu conter por meio de barrreiras os cerca de 15 mil litros de emulsão asfáltica que vazaram no quilômetro 82 da BR-101, em Água Pés. A emulsão contaminou o arroio São João, mas não chegou a atingir a lagoa da Pinguela. De acordo com a Fepam, o vento Nordeste e a existência de grande número de água-pés no arroio São João contribuíram para auxiliar na retenção do óleo.
O acidente aconteceu após o rompimento na tubulação de tanques da empresa Queiroz Galvão. O vazamento teria começado na madrugada de sexta, mas só foi visualizado durante a manhã.
Fonte: Correio do Povo
Asfalto líquido pode atingir Lagoa da Pinguela, no Litoral Norte
Ambiente, Litoral Norte Sem comentários »Rompimento de tubulação de tanque de armazenamento da substância já contaminou arroio São João, em Osório
Um rompimento na tubulação de tanques de armazenamento de emulsão asfáltica da empresa Queiroz Galvão causou a contaminação do arroio São João, em Osório, e há risco da substância química atingir a Lagoa da Pinguela, no Litoral Norte. O vazamento de cerca de 20 mil litros de asfalto líquido teria iniciado na madrugada, mas foi visualizado por volta das 9h. Até o início da noite desta sexta-feira, equipes do Serviço de Emergência da Fepam e da construtura, responsável pela duplicação da BR-101, trabalhavam na colocação de barreiras de contenção, com terra e espuma, para evitar que o químico se espalhasse. O acidente ambiental ocorreu na localidade de Agua Pés, na altura do km 82 da rodovia. O arroio São João, que cruza a BR-101, está próximo aos túneis que estão sendo construídos na duplicação da via.
O químico da equipe de emergência da Fepam, Luiz Fernando Guaragni, afirmou que o local esta sendo monitorado. “Estamos tentando conter o vazamento, para que não atinja a lagoa”, afirmou. Neste sábado, Guaragni e o engenheiro químico da Fepam, André Milanez deverão vistoriar o local. A empresa deverá ser multada pela Fepam pelo vazamento, assim que a situação for dimensionada. Até o meio da noite, a construtora, com sede no Rio de Janeiro, tinha tinha recibido nenhuma notificação sobre o acidente.
Fonte: Mirella Poyastro / Correio do Povo
Vereador Beto Moesch (PP) de Porto Alegre calcula que, nos últimos 60 anos, o número de habitantes do planeta duplicou, enquanto o consumo de água multiplicou por sete, a propósito ainda do Dia Internacional da Água, ocorrido nesta segunda (22). Nas cidades, o recurso é usado com desperdício de 50% a 70%. Não obstante, mais de 90% das atividades poderiam ser realizadas aproveitando a água da chuva, que é infinita, e reutilizando a água captada, tratada ou não.
Fonte: www.AffonsoRitter.com.br
A revista Exame informa em nota que a Fundação Clinton fechou parceria com o BID e empresas do setor automotivo brasileiro para desenvolver e disseminar tecnologias de ônibus com motores híbridos. E cita entre as empresas a Agrale de Caxias do Sul, Scania, Volvo e Volkswagen. Mais. Ela teria acertado acordos com as prefeituras no Brasil, como a do Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo e, no exterior, de Bogotá, para testar os ônibus. As novas tecnologias incluem motores que utilizam baterias elétricas e combustiveis renováveis, como o etanol e o biodiesel.
Fonte: www.AffonsoRittter.com.br
Nem só o que é emitido por escapamentos polui a atmosfera
Jet-setters têm má reputação por espalhar gases causadores do efeito estufa na atmosfera superior, mas novo estudo constata que tomar um avião não é pior para o ambiente do que tomar um trem.
Quando a maior parte das pessoas pensa em poluição do ar e emissão de carbono, geralmente consideram apenas o que é eliminado por escapamentos de veículos. Mas um novo estudo publicado na Environmental Research Letters compara o impacto ambiental de diferentes meios de transporte, levando em conta diversos fatores – do aço nos trilhos dos trens aos pneus nas engrenagens de pouso de aeronaves.
Quando comparado a um trem, um avião de grande porte emite, durante sua operação, aproximadamente três vezes mais gases do efeito estufa por passageiro por quilômetro viajado. No entanto, se considerada a infraestrutura existente por detrás do trem e do metrô de superfície, constata-se o aumento efetivo das emissões desses gases em um índice de 155%. Um cálculo similar, realizado com jatos, demonstrou aumento de apenas 31%.
Os dois meios de transporte estão basicamente em pé de igualdade. No entanto, na Costa Leste dos Estados Unidos, onde combustível fóssil gera eletricidade para ferrovias, os trens acabam se tornando maiores emissores de gases do efeito estufa, se comparados a aviões.
Os trens também se mostraram piores quando os autores do estudo consideraram poluentes do ar, como o dióxido de enxofre, causador da chuva ácida. A Boston Light Rail, por exemplo, emite mais de sete vezes a quantidade de dióxido de enxofre por passageiro por quilômetro viajado do que uma típica aeronave de grande porte. Esse resultado deve-se ao fato de o atual combustível das aeronaves conter pouco enxofre, enquanto as usinas elétricas são, hoje, as maiores emissoras de dióxido de enxofre.
A moral da história não é que os viajantes ecologicamente conscientes devam evitar ferrovias, optando por aviões. Em vez disso, deveríamos procurar formas de reduzir as emissões em nossa infraestrutura, usando, por exemplo, cimento com baixo teor de dióxido de enxofre, alerta Mikhail Chester, da University of California, Berkeley, principal autor do estudo.
“Já evoluímos bastante no combate aos poluentes emitidos por carros” afirma Chester, “Isso é bom, mas deveríamos começar a olhar além desses escapamentos”.
Por Brendan Borrell, Scientific American Brasil
Fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com





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