Praia de Xangri-Lá

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Categoria: Ambiente (Page 1 of 35)

Todos Pela Lagoa Viva retira mais de 3 toneladas de resíduos da lagoa do Armazém 

Por um lado louvável a iniciativa desse grupo e por outro lado registro a tristeza que sinto ao ver quão porco somos como povo. Para boa parte de nossa população aquilo que é descartado o é de forma irresponsável, pois há serviços públicos destinados a atender tal problema. Falta-nos EDUCAÇÃO e esta não vem necessariamente da escola e sim de nossas famílias.

O Editor

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No sábado (15) voluntários do projeto Todos Pela Lagoa Viva realizaram a limpeza das margens da Lagoa do Armazém, em Imbé e Tramandaí. A ação, que chegou a sua terceira edição, teve a presença de aproximadamente 130 pessoas. Foram retirados 3,5 toneladas de resíduos, sendo boa parte deste material reciclável. Este número é bastante inferior ao registrado no ano passado, quando foram retiradas cerca de 20 toneladas.
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“Todos pela Lagoa Viva é um projeto que surgiu do desejo de ter cidadãos mais cuidadosos com o ambiente e de ver as lagunas do estuário do rio Tramandaí mais limpas. A partir desse anseio, diversas entidades de Tramandaí e Imbé, se reuniram em prol da ação. Por isso acreditamos que o projeto ganhou força não somente pelos adeptos que vem aumentando a cada edição, mas com certeza pela conscientização que esta causa está proporcionando a toda a comunidade litorânea” comenta a coordenadora do projeto Tanussa Pereira Simas.

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A atividade contou com a participação de diversos apoiadores: prefeituras, EMATER e Corsan de  Imbé e Tramandaí, Associação dos Catadores de Imbé (ASCAMARI), SUP Fun, ARREMO, SEMA/Horto Florestal LN, FACOS, Ceclimar/UFRGS, SENAC, ASIB, Grupo de Escoteiros Tubarão Branco, Grupo de Escoteiros Praia de Imbé, Greenpeace Imbé, Expedição Jamboo Turismo, Marinha do Brasil e SUP Krazy.

Confira a quantidade de resíduos encontrados e retirados da Lagoa do Armazém:

INORGÂNICOS / RECICLÁVEIS:
Lata de alumínio: 12kg
Papel/plástico/vidro/borracha: 230kg
Garrafas PET: 250kg
TOTAL: 492 kgORGÂNICOS/ESPECIAIS: 3,030tonTOTAL: 3,522tonhttps://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif
  
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Moradores de São Marcos poderão descartar materiais nesta sexta-feira

Essa notícia oriunda de São Marcos na região serrana de nosso estado me faz lembrar o descaso da Prefeitura de Tramandaí com a zona sul. Necessário reconhecer que a indústria hoje oferece produtos que duram pouco, algo em torno de três anos. Assim necessário descartar seguidamente móveis e até eletroeletrônicos. Somos um povo muito mal educado e acredito que a educação para resolver esse problema deveria ser ministrada nas séries iniciais do ensino fundamental. Nossa cidade não tem um quadro de fiscais ou se tem estes por certo não trabalham e o Prefeito parece não viver na cidade. Terrenos baldios que deveriam ser cercados não o são e assim neles surgem lixões. Penso que com essas doenças difundidas pelos mosquitos agora a Prefeitura tome uma atitude colocando seus fiscais a trabalhar. Deixo aqui à Prefeitura de nossa cidade e às demais o exemplo de como as coisas funcionam em Estrela onde há apenas um dia da semana para tais descartes conforme calendário elaborado pela administração. Assim no dia e turno definidos para casa bairro no mesmo passam tantos caminhões quantos necessários recolhendo restos de material de construções e poda de árvores. Fora daquele dia e horário definido uma multa pesada é aplicada aos infratores, multa que se não quitada conforme definido na legislação própria resulta em lançamento sobre o IPTU. Aqui no litoral Xangri-Lá sofre com esses descartes irresponsáveis, embora lá seja infinitamente menor do que aqui em Tramandaí.
O Editor

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Bota Fora26/11/2015 | 17h31

Campanha recolherá metais, material reciclável, resíduos de construção, eletroeletrônicos, roupas e móveis

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Pioneiro
Uma campanha para coleta de materiais inutilizados pelos moradores ocorrerá nesta sexta-feira, em São Marcos. O Bota Fora passará pelos bairros São José, Colina Sorriso e Vida Nova, a partir das 8h. A ação tem como objetivo diminuir o acúmulo de água parada e fazer o recolhimento de resíduos que possam armazenar larvas de mosquitos transmissores de doenças.

Confira as últimas notícias do Pioneiro

Os moradores devem deixar o material em frente às casas para recolhimento. Serão coletados metais (antenas, guarda-chuvas, canos, panelas velhas, ferro, alumínio) material reciclável (papel, plásticos, garrafas, madeiras e alumínio), resíduos de construção (tijolos e entulhos), eletroeletrônicos (televisão, computador e rádio), roupas e calçados em condições para doação e móveis inutilizados.

Em caso de chuva, a coleta será transferida para a segunda-feira.

Copiado de: http://pioneiro.clicrbs.com.br/

A tragédia humana e ambiental em Minas Gerais.

Me confesso preocupado com o que ocorreu e vem ocorrendo nesse desastre ambiental em Minas Gerais que custou mais de uma dúzia de vidas assim como a destruição de um rio num curso de mais de 600 quilômetros. Toda a lama contaminada restou no oceano e a cada dia que passa aumenta os estragos que fez, faz e vai continuar fazendo por muitos anos.
Dos 300 milhões de reais que foram acertados com o MP daquele estado, apenas oito milhões estão em conta bancaria. O restante sumiu, acreditem.
Reprovo a forma como a investigação da Lava Jato vem sendo conduzida vez que princípios fundamentais de defesa vêm sendo ignorados especialmente pelo magistrado federal que preside o processo criminal.
Outrora havia o famigerado pau de arara onde qualquer um em muito pouco tempo contava o que sabia e até adivinhava o que queriam seus carrascos.
Hoje os alvos da investigação têm suas prisões preventivas decretadas e são jogados em cela de uma Delegacia de Polícia onde ficam pelo tempo que o magistrado, senhor do processo decide. Ou confessam o que pretendem PF, PGR e o poderoso magistrado ou ficam ali como se condenados tivessem sido.
O Mandado de Intimação previsto na legislação processual penal foi abandonado, pois é feita a condução coercitiva o que gostemos ou não vem em prejuízo da defesa dos conduzidos. Não é assim que se faz justiça ao ignorar princípios consagrados na legislação vigente.
Em Minas Gerais o comportamento do MP estadual é bem diferente e digo até tolerante. Penso que a PGR deve avocar para si este caso vez que inclusive atinge interesses diversos e com consequências em mais de uma unidade da federação.
Penso que o Diretor da Samarco já deveria estar preso preventivamente por que esse crime é demasiado sério para ser tratado com tamanha negligência. Essa seria a mínima resposta que a sociedade brasileira espera.

Brasil alcança primeira posição em proteção de manguezais do mundo

Ambiente
07/1/2015 – 11h09

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por Redação da ONU Brasil
Manguezais Brasil alcança primeira posição em proteção de manguezais do mundo
Os estados do Pará e do Maranhão abrigam 57% do total da área de manguezais do país.

Manguezais

Foto: Flickr/Breno Peck (Creative Commons)

Os manguezais são os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, além de possuírem papel fundamental na resiliência das comunidades e atividades econômicas costeiras.

A conservação dos manguezais brasileiros teve uma grande vitória em novembro. A faixa protegida no Brasil tornou-se a maior do mundo, com o acréscimo de três reservas extrativistas – Cuinarana, Mestre Lucindo e Mocapajuba -, além da ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba.

A faixa nacional de manguezais abrange 13.400 km² ao longo de quase todo o litoral brasileiro e correspondem a 9% dos manguezais do mundo. No entanto, cerca de 25% dos manguezais brasileiros foram destruídos no último século e muitos estão classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção.

Os manguezais são os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, além de possuírem papel fundamental na resiliência das comunidades e atividades econômicas costeiras.

Localizada no litoral paraense e com áreas também no estado do Maranhão, a faixa de proteção já contava com oito reservas extrativistas e foi ampliada em 51%, passando de 213 mil para 322 mil hectares. Além disso, a área de manguezais protegidos aumentou em 41% e o número de famílias beneficiárias chegou a 34 mil, ou seja, um acréscimo de 22%.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apoiou a consolidação dessa faixa de proteção por meio do Projeto Manguezais do Brasil, que une a conservação do ecossistema à promoção da qualidade de vida da comunidade local e ao uso sustentável dos recursos naturais. No total, 568 mil hectares de manguezais serão beneficiados pelo Projeto, gerando impactos positivos nos meios de vida de alguns dos segmentos mais vulneráveis da sociedade brasileira.

* Publicado originalmente no site ONU Brasil.

(ONU Brasil)

Fonte: http://envolverde.com.br/ambiente/projeto-pnud-ajuda-brasil-alcancar-primeira-posicao-em-protecao-de-manguezais-mundo/

Ministro dos Esportes participa da Cavalgada do Mar


09/02/2013 – 08h56min

 

Na manhã dessa sexta-feira (8/2), na Beira Mar, em Cidreira, o Ministro do Esportes, Aldo Rebelo participou da cavalgada que saiu pela Beira Mar de Cidreria até a divisa de B. Pinhal.



Aproximadamente 400 cavalarianos participaram.O evento contou com diversos cavalarianos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além da representação da Brigada Militar, através do 4º Regimento de Polícia Montada de Porto Alegre, os quais utilizaram o uniforme que será usado na Copa do Mundo de 2014.



Já os cavalarianos do 7º Regimento de Polícia Montada de Santo Angelo estavam com o tradicional fardamento Aba-larga.

Fonte:  http://www.litoralmania.com.br/noticias.php?id=38766


 

Digo eu – Essa digamos assim, “passeata” no lombo de cavalos não tem nenhum sentido histórico sendo tão somente exibicionismo que urbanos ricos que buscam visibilidade nos meios de comunicação. Ambientalmente falando é um CRIME, pois esses equinos largam dejetos, bosta e urina na beira mar, ambiente onde há vida, vida marinha que é PREJUDICADA. O envolvimento de servidores do estado nisto é VERGONHOSO assim como em parte explica a quase total ausência de policiamento em nosso estado. É o verdadeiro circo e o veranista sobe nas dunas e aplaude por que não pensa. Se você levar um cão mesmo que apenas com dois quilos lá vem os protetores da natureza ameaçá-lo de prisão. Isto é um grande circo.

Ele já fugiu da cidade?

 

É sabido que há restrição à circulação de veículos na beira mar e não só por segurança de crianças como igualmente preservação da intensa vida que há sob as areias. Pelo menos assim deveria ser, mas em Xangri-Lá, legítima República de Piratini onde todos podem tudo, pois assim decidiu a RBS que faz o quer veículos circulam livremente na beira mar e não só isto. Vi e fotografei faz poucos minutos na Rua das Esmeraldas em Rainha do Mar um acesso para veículos já SEDIMENTADO o que as fotos demonstram sem a menor dúvida.
A Prefeitura não FISCALIZA coisa alguma e aqui cada um faz o que quiser. Já outra instituição que tem a obrigação de preservar a ordem pública é a Polícia Ostensiva, mas esta tão logo encerrado o veraneio toma o já conhecido chá de sumiço ou o hoje industrializado DORIL.
As fotos abaixo demonstram claramente o que afirmo nesse texto.

Descaso desse arremedo de Prefeito

 
No final de 2010 foi implantado um arremedo de esgoto pluvial na parte final da Rua das Esmeraldas em Rainha do Mar. Tomamos conhecimento por e-mail que nos foi remetido pelo Engenheiro Ronconi, veranista na citada rua. Fomos ao local e postamos matéria aqui neste espaço.
Como se tratava de um arremedo de serviço e foi por uma empresa dessas de fundo de quintal que eventualmente surgem para atender interesses que acredito não sejam o dos contribuintes, tal serviço ali implantado foi levado pela primeira chuva. Agora o nosso arremedo de prefeito mandou cobrir tudo com asfalto e assim nada mais se vê ali, mas no encontro da rua com a beira mar se observa uma “depósito” de água e que não tem aspecto de água de chuva, mas de esgoto domiciliar.
Veja as fotos.

E o respeito pelo Ministério Público onde está?

 

 

Na tarde dessa segunda-feira fui ao prédio onde funciona o MP em Capão da Canoa, Comarca integrada também por nossa cidade. Ao atravessar a rua olhei o asfalto junto ao meio fio e algo despertou minha atenção. Ali havia água servida depositada. Como já fazia dias que não chovia achei estranho haver ali água que tinha aparência de água originária de sistema cloacal doméstico. Procurei com o olhar e percebi que tal água provinha de casa situada à esquerda do prédio do MP. O local de onde tal água saia não estava visível, mas a vegetação junto a um poste de energia elétrica estava viçosa e demasiado desenvolvida. Óbvio que o cano que descarrega o excesso de volume do esgoto cloacal da referida residência está junto ao poste.
Temos uma inutilidade que atende em nosso estado pela denominação de CORSAN. Trata-se de uma empresa estatal que em Capão da Canoa com aqui em Xangri-Lá tem a concessão da exploração dos serviços de água e saneamento.
Essa “empresa” nos cobra a água mais cara do país e sua fabulosa receita some como que por milagre, pois de seus recursos nada investe.
E ainda amparada em uma lei estadual que penso institucional aplica nas tarifas de água o denominado “subsídio cruzado” que nos faz pagar mais do que deveríamos a fim de viabilizar as operações dessa “coisa” em cidades de menor porte onde alegam que a prestação de serviços é deficitária. Isto é estranho em minha ótica, pois se algum serviço prestado pelo estado ou suas empresas necessitar ser “subsidiado”, tais recursos deveriam sair do Tesouro do Estado já que tudo que consumimos é tributado com o ICMS.
As fotografias a seguir mostram o local objeto dessa notícia.

 

 

PERIGO À VISTA: ORNITÓLOGOS DESCOBREM NOVA AVE EM MINAS

terça-feira, setembro 04, 2012
por Janer Cristaldo

(  http://cristaldo.blogspot.com.br/ )
Há alguns anos, comentei o perigo que os ornitólogos representam para a economia de um país. A idéia que temos destes senhores é a de pacatos cidadãos que adoram observar essas maravilhas da natureza, os passarinhos. Até pode ser. Mas sempre é bom desconfiar quando ornitólogos apresentam um pássaro na televisão. Normalmente, há grossa sacanagem de ONGs e ambientalistas atrás disto.

Nos dias em que vivi no Paraná, durante semanas foi vedete dos noticiários televisivos um pequeno pássaro, uma espécie de pardal, que estaria ameaçado de extinção. Chamava-se curiango-do-banhado e habitava nos arredores de Curitiba. Durante longos minutos, o bichinho era exibido em seus ângulos mais simpáticos, sempre com a mensagem: corre perigo de extinção. Ano seguinte, foi a vez de uma nova espécie de tapaculo, da família Rhinocryptidae, batizada com o nome popular de macuquinho-da-várzea. Também vivia nos arredores de Curitiba.

Algumas semanas mais tarde se soube ao que vinham o curiango-do-banhado e o macuquinho-da-várzea. Para preservá-los, era preciso preservar seu habitat natural. E para preservar seu habitat natural, as tais de ONGs fizeram uma ferrenha campanha para impedir a construção de uma barragem que abasteceria a capital paranaense. Me consta que o projeto de barragem morreu na casca.

Leio na Folha de São Paulo de ontem que estes senhores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá. A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.

Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já está “nascendo” para a ciência como ameaçada de extinção.

Perigo à vista. Seria interessante investigar que projetos de vital importância social estão previstos para os arredores de Belo Horizonte. A reportagem da Folha já traz uma ameaça: “É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana”.

Quem viver, verá.

– Enviado por Janer @ 10:42 AM

 

Diz o blogueiro – entendo necessário preservar sim. Por outro lado necessário antes de tudo dar ouvidos à razão. O túnel na BR-101 que diminuiu a distância entre Osório e Tôrres em cerca de dez quilômetros foi por mais de dois anos foi trancado por alguns membros de uma dessas ONGs que são constituídas para obter espaços aos seus criadores ou proprietários. Havia ali segundo diziam alguns sapinhos que precisavam de proteção. Quantas vidas humanas foram perdidas duratne tal período?

Belo Monte vem enfrentando problemas liderados por entidades estrangeiras com a conivência de nacionais que querem preservar a Amazônia. Se não usarmos essa dádiva que temos construindo usinas geradoras a partir da água. Se não aproveitarmos nossos recursos hídricos por certo vamos precisar de usinas nucleares e aí sim estaremos a um passo de acidente dos níveis de Fukushima. É isto que queremos? Não, não é, logo vamos usar razão e inclusive pressionar a Justiça Federal que vem retardando o que interessa a nós brasileiros.

Belo Monte já!


E por falar em Pedalar para Preservar: João Simões Lopes Neto e o Clube Ciclista Pelotenseearly

 

agosto 26, 2012 in Ambientalistas, Sustentabilidade, Bicicleta | Tags: Banhados, Bicicleta, Ciclofaixa, ciclovias, Cidades, Clube Ciclista Pelotense, João Simões Lopes Neto, Massa Crítica, mobilidade urbana, Pedalar Para Preservar, Transporte

por Cíntia Barenho

Lendo o Jornal do Comércio, me deparo com uma faceta que ainda não conhecida do ilustre cidadão pelotense João Simões Lopes Neto. Era um cidadão ativo e dono de uma visão progressista, que criou além da Sociedade Protetora dos Animais e também um o Clube Ciclista Pelotense em 1897.

A nota do Jornal, problematizando o midiático processo de aluguel de bicicletas que terá em Porto Alegre (apenas no centro da cidade, aluguel privado-publicitário com o investimento em ciclovias beirando ao 0%), homenageia João Simões Lopes Neto. O mesmo foi divulgador entusiasta das vantagens do “pequeno e engenhoso invento”. Segundo a nota “outra providência do escritor foi introduzir dispositivos sobre o uso do veículo no Código de Posturas Municipais. Constava no regulamento que “o velocípede deve trazer um aparelho avisador, que somente será utilizado nas ocasiões precisas e que possa ser ouvido em distância mínima de 50 metros”. Entre outros pontos, fazia um alerta: “Ao encontrar obstáculo à passagem, o ciclista desmontará, pedindo caminho franco, por meio do aparelho avisador”. Havia multas para os infratores. Pena que hoje não tenhamos mais nem mesmo o avisador.” (Jornal do Comércio).

Buscando na internet mais informações encontro um artigo do historiador por Mario Osorio Magalhães publicado AQUI

Enfim lutar pela mobilidade urbana “não dominada pelo império dos carros” e lutar por Banhados/zonas úmidas livres de empreendimentos e de fato preservadas-conservadas é algo “antigo”que segue contemporâneo!! Pelo menos agora a bicicleta é algo bem mais popular, que reflete a necessidade de uma classe trabalhadora, que não era o caso de quando chegaram as primeiras bicis em Pelotas. Enfim, seguimos num Pedalar para Preservar.

Abaixo reproduzimos texto:

 

Primeiras bicicletas eram velocípedes

Em Pelotas, as primeiras bicicletas apareceram em 1885, antes da invenção do pneu. É o que conta Matias de Albuquerque, num artigo publicado no Diário Popular de 20 de setembro de 1953.

Foram adquiridas pelo Visconde de Souza Soares, para os frequentadores do Parque Pelotense. Sua armação era metálica; as rodas, de madeira, chapeadas de ferro; seus pedais acionavam a roda anterior e tinham o comprimento de um metro e 80 centímetros.

No ano seguinte surgiu um modelo mais elegante: o velocípede. A roda dianteira tinha um metro e 20 de diâmetro, a de trás, 35 centímetros; eram de borracha maciça. Seu pedal, ao contrário das primeiras, era na roda da frente. O usuário subia nela correndo, depois de dar impulso e apoiar-se num suporte, que havia na roda traseira. Pertencia, esse, a Bernardo da Nova Monteiro.

Dez anos depois apareceram seis bicicletas da marca Clement, com pneus da fábrica Dunlop. Seus proprietários: dois irmãos Leivas Leite, dois irmãos Simões Lopes, dois irmãos Souza Soares. Esses, Leopoldo e Miguel, filhos do Visconde, dono do Parque, estudavam em Rio Grande e faziam sucesso quando saíam pelas ruas da cidade vizinha, onde ainda não havia bicicleta. Acumulava-se gente nas portas das casas, dos bares, das lojas, dos armazéns, para admirar a novidade e se divertir a valer, também, com a voracidade dos cães, que se jogavam às pernas desses pioneiros do ciclismo!

Em 1897, chegou aqui um modelo de outra marca, La Française, encomendado por Carino de Souza e acompanhado por dois trajes completos de ciclista.

Pouco depois surgiu a primeira “tandem” ou “dupleta”, de grande comprimento e com dois selins. Era montada pelos irmãos Le Coultre, relojoeiros suíços.

A seguir, Hermmann Von Huelsen, mecânico aqui estabelecido, aumentou a velocidade de sua bicicleta, adaptando a ela uma pinha e uma roda dentada maiores que o normal. Nesse veículo, desafiou o campeão rio-grandino da época e o venceu, em memorável corrida no Prado Pelotense. Disputou um “match”, mais tarde, com um cavalo (!?), saindo igualmente vencedor.

Só não menciona Matias de Albuquerque, nesse artigo, que em 14 de novembro de 1897 foi fundado, em Pelotas, um clube ciclista. Nem que o seu primeiro presidente foi João Simões Lopes Neto. Deixa de comentar, por isso, um desfile realizado em fevereiro de 1898, no qual se destacaram o senhor Heráclito Brusque, com “sua custosa e elegante vestimenta, de camiseta de seda, com listras ouro e preto, calção preto e meias de seda, cores também iguais à camiseta”, e o próprio capitão João Simões, que “ostentava belíssima borboleta presa ao guidom de sua bicicleta”.

Imagine-se o que não pensaria, assistindo a esse desfile, um tropeiro rude da Campanha, depois de conduzir a Pelotas uma tropa de gado recém-vendida na Tablada.

Fonte: DiarioPopular

Recebido via e-mail.

 

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