Farc divulgam fotos da espada de Simón Bolívar

América do Sul Sem comentários »

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína) divulgaram três fotos da suposta espada de Simón Bolívar, roubada recentemente por um comando de terroristas de um museu do litoral caribenho do país.

As imagens foram publicadas nesta segunda-feira pela Agência de Notícias Nova Colômbia (“Anncol”), com sede em Estocolmo, uma instituição que pertence às Farc e é abrigada pelos suecos. A “Anncol” assegurou ter recebido as fotos junto a um comunicado das Farc, que no último dia 31 de janeiro deram conta da “recuperação” da espada mediante uma nota que enviaram à mesma fonte. Uma das imagens registra a empunhadura da arma, outra a mostra de maneira completa, e a terceira, que também mostra todo o objeto, o apresenta sobre a bandeira do grupo terrorista. A espada estava na Quinta de São Pedro Alexandrino, fazenda da periferia da cidade caribenha de Santa Marta, onde Simon Bolivar morreu em 17 de dezembro de 1830, quando viajava de volta à sua cidade natal, Caracas.

Fonte: www.videversus.com.br

Bombardeio ‘mata 12 guerriheiros das Farc’

América do Sul Sem comentários »



Claudia Jardim

De Caracas para a BBC Brasil

Guerrilheiro das Farc

O governo lançou ofensiva contra infraestrutura da guerrilha

O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, afirmou nesta quarta-feira que doze guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram mortos durante um bombardeio realizado pelo Exército contra um acampamento rebelde no departamento (estado) de Caquetá, sul do país.

Silva classificou a operação como uma “ofensiva” contra a infraestrutura do grupo guerrilheiro. Por enquanto, o Exército disse não saber se haviam líderes do grupo no acampamento no momento do bombardeio.

“O resultado premilinar é de 12 baixas, a destruição de um acampamento de coordenação terrorista (…) e bons resultados do ponto de vista operacional”, afirmou o ministro à imprensa local.

De acordo com o governo, os rebeldes mortos pertenciam à coluna móvel da frente “Teófilo Forero” que atuava no município de Puerto Rico, em Caquetá.

Silva disse que a frente Teófilo Forero é o grupo “mais criminoso” e “mais violento” no interior da guerrilha e comemorou o sucesso da ofensiva.

Em outra operação militar, na terça-feira, foram mortos pelo menos três guerrilheiros que pertenciam ao cordão de segurança do líder das Farc, Alfonso Cano, no departamento (estado) de Tolima, região central da Colômbia.

No último domingo, o cerco militar das Forças Armadas contra a guerrilha deixou quatro indígenas feridos, entre eles uma criança, durante uma operação contra um suposto acampamento rebelde em Antioquia, nordeste colombiano.

Grupos paramilitares

A ofensiva militar contra as Farc é anunciada ao mesmo tempo que a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) afirma, em seu novo relatório, que grupos paramilitares continuam atuando na Colômbia e que membros do governo atuam com “tolerância” frente ao surgimento desses novos grupos.

Segundo o documento titulado Herdeiro dos Paramilitares, apresentado nesta quarta-feira, em Bogotá, os novos grupos paramilitares estão integrados por um exército de 10 mil pessoas e atuam em 24 dos 32 departamentos da Colômbia.

“[Os grupos] cometem habitualmente massacres, execuções, despejos forçados e geram um clima de ameaça nas comunidades que estão sob sua influência”, afirmou José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW.

Vivanco afirmou ter sido uma “fraude” o desarmamento dos paramilitares de ultradireita organizados nas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Segundo a HRW, quase todos os chefes paramilitares que hoje atuam eram líderes médios das AUC. “Estão ativos nas mesmas zonas em que operavam seus antecessores e atuam de forma muito similar”, disse Vivanco.

Criados em 1980 com o financiamento de latifundiários e líderes de direita, sob o argumento de combater as guerrilhas de esquerda, os grupos paramilitares (AUC) são responsabilizados por milhares de assassinatos e de outros crimes relacionados ao narcotráfico.

Em 2004, em um pacto com o governo, esses grupos aceitaram a desmobilização em troca da diminuição de pena e prisão especial para seus chefes, muitos dos quais foram extraditados para os Estados Unidos.

O ministro de Defesa colombiano, por sua vez, criticou o relatório da HRW, e classificou o documento de “mentiroso”.

“Não tem informação, são especulações, são generalidades que quando confrontamos com os fatos nunca são capazes de demonstrá-los. É uma mentira”, afirmou Gabriel Silva.

A HRW pediu ao governo do presidente Álvaro Uribe “enfrentar” os paramilitares e proteger a população e a sociedade civil.

“Acreditamos que há uma atitude passiva e um discurso dirigido a minimizar a importância deste problema”, afirmou Vivanco. BBC Brasil

Fonte: www.camera2.com.br

Descoberta vala com 2 mil corpos na Colômbia

América do Sul Sem comentários »


Jan 30th, 2010

by Marco Aurélio Weissheimer.

2 comments

No pequeno povoado de Macarena, 200 quilômetros ao sul de Bogotá, uma das zonas mais quentes do conflito colombiano, foi descoberta a maior fossa comum de cadáveres da história recente da América Latina. Segundo as primeiras estimativas, o número de corpos enterrados sem identificação pode chegar a 2 mil. Segundo relato de moradores, desde 2005, o exército colombiano teria depositado ali centenas de cadáveres sem identificação. Seria o maior sepultamento de vítimas de um conflito de que se tem notícia no continente. O jurista Jairo Ramírez, secretário do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, acompanhou uma delegação de parlamentares espanhóis ao local há algumas semanas, quando se começou a descobrir a magnitude da vala de Macarena.

A delegação foi composta pelos deputados Jordi Pedret (PSOE), Inês Sabanés (IU), Francesc Canet (ERC), Joan-Josep Nuet (IC-EU), Carles Campuzano (CiU), Mikel Basabe (Aralar) e Marian Suárez (Eivissa pel Canví). “O que vimos foi arrepiante”, declarou Ramírez ao jornal Público. “Uma infinidade de corpos e na superfície centenas de placas de madeira de cor branca com a inscrição NN (sem identificação) e com datas de 2005 até hoje”. E acrescentou: “O comandante do Exército nos disse que eram guerrilheiros mortos em combate, mas o povo da região nos falou de muitos líderes sociais, camponeses e comunitários que desapareceram sem deixar rastro”. O governo anunciou investigações “a partir de março”, depois das eleições legislativas e presidenciais.

A descoberta em Macarena atualizou um dado macabro na história recente da Colômbia. Calcula-se que há mais de mil fossas comuns com cadáveres sem identificação no país. Até o final de 2009, foram descobertos cerca de 2.500 cadáveres, sendo que destes apenas 600 foram identificados e entregues aos seus familiares. A localização destes cemitérios clandestinos foi possível graças a relatos de integrantes de grupos paramilitares de extrema direita, beneficiados pela polêmica Lei de Justiça e Paz que lhes atribuiu uma pena simbólica em troca da confissão de seus crimes. Um deles, John Jairo Rentería, admitiu que ele e seus homens enterraram pelo menos 800 pessoas. “Era preciso desmembrar essa gente. Todos (nos grupos paramilitares) tinham que aprender isso e muitas vezes isso era feito com as pessoas ainda vivas”, confessou.

Segundo um dos colunistas mais influentes da Colômbia, o sociólogo e escritor Alfredo Molano, o governo Uribe não tem nenhum interesse em investigar o tema das valas comuns. Molano cruzou o país pesquisando e escrevendo sobre a violência, o que lhe custou muitas ameaças de militares e grupos paramilitares e, por fim, o exílio. “Há cemitérios clandestinos enormes na Colômbia. Também é possível que tenham feito desaparecer muitos restos como nos fornos crematórios dos nazistas”, relata. Ainda segundo Molano, muitos civis foram assassinados por militares e paramilitares e apresentados como “guerrilheiros mortos em combate”. Foram enterrados clandestinamente pelo exército. Boa parte deles em valas comuns como a descoberta agora em Macarena.

As informações são do jornal Público, da Espanha.

Fonte:  http://rsurgente.opsblog.org/

Em crise energética, Venezuela deverá receber ajuda do Brasil, diz jornal

América do Sul Sem comentários »


Reportagem publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo” deste sábado (30) afirma que o governo brasileiro deverá enviar uma “missão técnica de alto nível” à Venezuela com a finalidade de colaborar na resolução da crise energética.

O jornal relata uma visita do assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e de técnicos de alto nível de Furnas, da Eletronorte e de Itaipu à Venezuela. Segundo a reportagem, eles se encontraram com Alí Rodríguez, ministro de Energia Elétrica do governo Hugo Chávez.

Em entrevista ao jornal, o assessor internacional do Planalto afirmou que estão sendo acertadas medidas de “curto prazo” e que o governo brasileiro quer “assessorar” os venezuelanos com medidas de médio e longo prazo.

De acordo com a “Folha de S. Paulo”, uma comitiva venezuelana viajará na próxima semana a Brasília para reuniões com representantes do setor elétrico brasileiro. Depois, diz a reportagem, será a vez de especialistas da usina de Itaipu darem auxílio técnico na hidrelétrica de Guri.

Segundo a reportagem, Garcia relatou que uma melhor manutenção do sistema elétrico venezuelano ajudaria a reduzir a crise. “Há muita coisa que pode ser resolvida exclusivamente com operações de manutenção, que reduziriam a ameaça de desabastecimento.

No dia 12 de janeiro, Chávez anunciou um plano de racionamento de energia. Em todo o país, as cidades ficarão às escuras durante quatro horas a cada dois dias. A Venezuela reduziu o envio de energia ao Brasil. A jornada de trabalho dos funcionários públicos foi reduzida para cinco horas diárias.Fonte: UOL

Fonte: www.camera2.com.br

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login