Brasil atingiu 66,3 milhões de internautas em 2009

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O Brasil fechou 2009 com um total de 66,3 milhões de internautas e segue na frente entre os países cuja população passa mais tempo na internet, com uma média de 44 horas mensais. Pesquisa divulgada hoje pela joint venture Ibope Nielsen Online mostra que o País tem um total de 36,6 milhões de internautas ativos, ou seja, com acesso à internet tanto em residência como no trabalho. A pesquisa aponta ainda que a quantidade de brasileiros com possibilidade de conexão à internet – que frequentam locais onde o serviço é oferecido – é de 46,8 milhões. Vale ressaltar que o instituto não calcula acessos à internet de pontos públicos e provenientes de telecentros e lan houses.

O levantamento do Ibope Nielsen Online aponta também que o número de brasileiros com acesso à internet residencial cresceu 16% no último mês do ano em relação ao mesmo período de 2008, passando de 24,5 milhões para 28,5 milhões. De acordo com a pesquisa, os endereços eletrônicos mais procurados pelos brasileiros são os sites de empresas de telecomunicação (que oferecem serviços de telefonia e internet), de mensagens e de correspondência eletrônica, com um total de 34,58 milhões de acessos em dezembro e tempo mensal médio de navegação de 9 horas mensais.

Em seguida, figuram os buscadores eletrônicos, portais e comunidades virtuais, com um total de 34,51 milhões de internautas e 6 horas e 43 minutos de tempo médio de navegação mensal. Nessa categoria, estão incluídos redes sociais como Orkut e Facebook e buscadores como o Google, Yahoo e Bing.

A pesquisa também aponta que, em dezembro, 23 milhões de internautas brasileiros navegaram em sites da subcategoria vídeos e filmes, como o YouTube, e 13,8 milhões navegaram em sites da categoria transmissão de mídia, na qual estão incluídos sites de vídeo profissionais. Juntas, as duas categorias chegam a 24,8 milhões de pessoas assistindo a vídeos online. O tempo médio de navegação dos internautas nesses serviços é de 1 hora e 5 minutos por mês.

Ainda que o número de internautas que acessam sites de vídeos cresça a cada ano, ele ainda é pequeno se comparado à população brasileira. No País, apenas 13% utilizam o serviço. Na América Latina, o Brasil fica atrás de nações como Venezuela (39%), Colômbia (33%), Peru (30%) e México (29%). O País fica à frente do Equador (13%) e da Argentina (10%).Fonte: Estadão

Fonte: www.camera2.com.br

Violência entre jovens atinge mais homens do que mulheres, diz Ipea

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Violência entre jovens atinge mais homens do que mulheres, diz Ipea Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
A pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançada esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta para um problema antigo, mas que ainda faz parte do cotidiano dessa população. Os jovens continuam a morrer principalmente por causa externas – homicídios e acidentes de trânsito. E as principais vítimas são os homens.

Segundo o Ipea, entre 2003 e 2005, a taxa de mortalidade média de jovens de 20 a 24 anos foi de 261,8 por cada 100 mil habitantes no caso dos homens. Para as mulheres, o mesmo índice foi de 58,4 por 100 mil habitantes. O estudo aponta que “a explicação para tal fenômeno está na violência, que ocasiona uma sobremortalidade dos adolescentes e adultos jovens do sexo masculino, fazendo que este período seja considerado de alto risco”.

A socióloga e especialista em juventude, Miriam Abromovay, destaca que o número de meninas envolvidas em conflitos tem aumentado, ainda que não apareça nos dados estatísticos. “Chama atenção o números de mulheres jovens que estão sofrendo mais por causas externas. Elas estão participando mais e sendo vítimas”, afirma.

Entre 2003 e 2005, morreram em média cerca de 60 mil jovens do sexo masculino por ano. Quase 80% destas mortes foram por causas externas, majoritariamente associadas a homicídios e acidentes de trânsito. Já entre as meninas, foram em média 15 mil mortes anuais, 35% delas relacionadas às causas externas.

Para Miriam, o principal motivo do fracasso das políticas públicas de segurança para jovens é que elas não se concentram na prevenção, mas na repressão. “Ainda não existe no Brasil uma política preventiva que veja e escute esses jovens, que trabalhe com o interesse desses jovens. Por mais que os governos se esforcem, isso ainda não é realidade”, afirma. Nem mesmo a escola, na opinião da especialista, atende os interesses desse público. “Ao contrário, a escola os expulsa”, diz.

Outro fator que potencializa a violência e o número de mortes entre esse público é o fácil acesso às armas. “Apesar de toda a regulamentação, esse ainda é um drama na sociedade. Em tese eles não poderiam ter acesso às armas, mas quando você escuta o testemunho deles, vê que é fácil. Custa um pouco mais caro, mas eles continuam tendo acesso”, conta Miriam.

A cor ou raça também influencia nas chances de o jovem morrer precocemente. Entre 2003 e 2005, a taxa de mortalidade da população entre 18 e 24 anos foi de 204,5 para cada 100 mil jovens brancos contra 325 para cada 100 mil jovens pretos.

Fonte: www.camera2.com.br

População poderá tirar CPF pela internet

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21.01.10

Nas próximas semanas, a população poderá pedir o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pela página da Receita Federal na internet, informou hoje (21) o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo. Segundo ele, o serviço deve estar disponível até o final de fevereiro.

De acordo com o secretário, a mudança conclui as reformas que a Receita está realizando há mais de um ano para modernizar o atendimento ao contribuinte. “No portal do contribuinte, o cidadão já pode tirar certidão negativa, imprimir o Darf, fazer o pagamento e consultar a malha fina. O fechamento dessa reforma é exatamente o CPF online, que sai até o fim de fevereiro.”

O CPF é necessário para que o contribuinte feche qualquer contrato bancário, contraia empréstimos e abra operações de crediário. O documento também é obrigatório na renovação de passaportes, na participação em concursos públicos e na retirada de prêmios de loterias.

Atualmente, o CPF só pode ser obtido pelos Correios ou nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A emissão custa R$ 5,50.

Cartaxo também comentou o desempenho da Receita Federal no ano passado. Segundo ele, a queda na arrecadação e a crise no órgão, que culminou com a saída da secretária Lina Maria Vieira, em julho do ano passado, não chegaram a afetar o trabalho de fiscalização da Receita.

“O ano de 2009 foi difícil para nós, mas a Secretaria da Receita continuou a trabalhar e operar normalmente. A crise foi no topo da pirâmide. Na base da pirâmide, o trabalho continuou. Tanto que foram cumpridas todas as metas de fiscalização”, destacou.

Sobre o resultado da arrecadação de 2009, Cartaxo afirmou que a retomada do crescimento econômico foi responsável pela recuperação das receitas federais no último trimestre do ano. Apesar da maior arrecadação mensal de toda a história em dezembro, a arrecadação federal encerrou 2009 ano com queda de 2,96% descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo ele, as perspectivas para 2010 são favoráveis. “O resultado de dezembro foi auspicioso e espelha a recuperação da economia nacional”, afirmou.Fonte: Agência Brasil

Fonte: www.camera2.com.br

Vizinhos de praia

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04/01/2010 – 09:25 – Atualizado em 04/01/2010 – 10:13

Como eles podem transformar as férias da gente num inferno

ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br
Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)

A praia costumava ficar num lugar que ninguém se interessava em conhecer. Chegamos lá, 25 anos atrás, depois de nos perder um pouco, graças à casa emprestada de um tio que fazia uns negócios meio malucos e acabava com imóveis em lugares estranhos. A tal praia da qual ninguém tinha ouvido falar era composta por um mercadinho onde comprávamos com caderneta, um restaurante e meia dúzia de casas. Dava para passar o veraneio de pés descalços e dormir de janela aberta que nada acontecia. Praia de marzão aberto, como é a característica do mal-falado litoral gaúcho, ela não tinha nenhuma beleza que não fosse essa atmosfera de lugar nenhum. Mais tarde eu conheci praias paradisíacas no Caribe e no Mediterrâneo, mas em nenhuma fui tão feliz quanto em Ouriço do Mar.

A praia foi crescendo, ganhou um pontinho no mapa, mas meus pais nunca desistiram dela. Agora eles alugam uma casa, sempre a mesma, desde que a antiga foi demolida mais pelos cupins que pelo pedreiro. E, assim, lá estava eu, de volta à melhor praia do mundo, depois de uma hora e meia de avião, quatro horas de espera, duas horas e meia de ônibus e meia hora de carro. Cheguei na tarde de 24 de dezembro, para passar as festas com a família, única época do ano em que todos se encontram, cada um vindo de um canto. Em minutos, eu já estava adaptada, com a trajetória dos próximos dias delimitada por um triângulo perfeito entre a rede, a geladeira e a cama.

Quando os festejos natalinos terminaram, fui dormir quase ronronando. Divido o quarto da frente com meu irmão do meio. É uma delícia ter 43 anos e dividir o quarto com o irmão de 50, sabendo que os pais estão no quarto dos fundos. Regrido uns 30 anos. E quase digo: “Boa noite, John Boy”. E quase escuto: “Boa noite, Mary Ellen”. (Se você tem menos de 40 e não assistiu aos “The Waltons”, nem tente entender.)

Estávamos nós, sonhando com os doces da minha mãe, por volta de 1h da manhã, quando meu coração saltou. Achei que estava enfartando. Então o coração pulou de novo. E continuou pulando forte num ritmo sincopado. Depois de alguns segundos, a verdade me atingiu com a força de uma revelação mística. Sim, eles chegaram. Os novos vizinhos do lado esquerdo.

De repente, nossa casa tinha virado um baile funk. Eu e meu irmão tentamos ignorar. Lançamos mão de nossos poderes de iogues. Por meia hora tentamos fingir que aquilo não estava acontecendo, apesar de o coração vir até a boca, voltar ao peito, vir à boca, voltar ao peito. Tentei me concentrar na respiração. Ar que entra, ar que sai, ódio que entra, ódio que não sai, ôps. Então, a letra, que até então parecia composta por hieróglifos de uma língua antiga, sânscrito talvez, se revelou:

“Vai tomar no cu, bem no meio do teu cu”.

Era o limite. Saltei da cama numa agilidade só vista em tempos imemoriais. Meu irmão me seguiu, minha filha deixou o quarto do meio. Marchamos até a cerca. Lá estava um carro com o porta-malas aberto e gigantescas caixas de som. Na minha opinião, deveria ser obrigatório licença de porte de arma para essas monstruosidades. Com investigação rigorosa do gosto musical e da integridade dos tímpanos do candidato.

Quando eles baixaram alguns milhões de decibéis para nos ouvir, meu irmão disse, calmo como um homem da diplomacia afegã: “Vocês têm duas alternativas. Ou param agora ou eu chamo a polícia”. Eu emendei um discurso sobre o fato de eles não serem os únicos seres sobre o planeta naquela noite.

Eles sabiam disso. Só tinham certeza de que eram os mais importantes. Não eram exatamente adolescentes. Eram adultos e havia até uma criança de menos de dois anos com eles. Com quatro, ela com certeza estará surda. Estava sempre tentando fugir para o nosso pátio.

Marchamos de volta. E não é que eles pararam? Para mim, foi mais incrível do que se Papai Noel tivesse aterrissado com duas renas listradas bem no meio do quintal. Finalmente um milagre natalino.

Tive fé cedo demais. No dia seguinte, eles recomeçaram. Para que fique bem entendido. Por volta de 16h do dia de Natal ninguém se ouvia dentro de casa. Se fosse imprescindível, berrávamos no ouvido um do outro. Quando percebi, a situação tinha chegado ao nível de estarmos assistindo a um filme na TV, no mudo, só com a legenda. O som era: “Bota na bundinha, bem no meio da bundinha”. Incrível essa fixação em botar e tirar coisas da região anal. Tentei não me aprofundar muito. Letras complexas demais poderiam atrapalhar meu descanso.

Liguei para o 190. E não é que a polícia veio? Fiquei muito grata à briosa PM do Rio Grande do Sul. Imagino o pé no saco que deve ser estar de plantão e ter de vir explicar para gente grande que não dá para botar música no volume máximo, na frente da casa e com caixas de som gigantes. Como se explica o que todo mundo já sabe? Como se lida com essa espécie humana?

Meus vizinhos se sentiram injustiçados. Nós não sabíamos nos divertir. Éramos uns chatos. “Vão para o meio do mato!”, berravam. Procuraram um outro jeito de nos atormentar. E, claro, acharam. Ligavam, ao mesmo tempo, os dois carros, obviamente com o cano de descarga aberto, um buggy e a moto. E aceleravam.

Tentei manter uma compostura de elfa. Mas era difícil, já que o hit do verão, pelo menos em Ouriço do Mar, já tinha dissolvido uma parte do meu cérebro. “Eu sou sua mulher e você é o meu homem”. O que é um verso de Chico Buarque como “na desordem do armário embutido meu paletó enlaça o teu vestido e meu sapato ainda pisa no teu” perto da elegância deste refrão? Quantas horas foram gastas para conceber este primor da língua de Camões? Não tenho nada a ver ou dizer sobre o gosto musical dos outros, desde que não me obriguem a compartilhá-lo.

No dia seguinte, começaram a explodir foguetes por todo o canto, inclusive dentro de casa. A vizinha da frente, grávida depois de anos de tentativas, começou a berrar: “Vou perder meu bebê! Eu não posso levar susto!”. Eles concluíram que ela também não sabia se divertir.

Tentei observá-los com lentes antropológicas. Da minha rede, fiz cara de conteúdo. Descobri que eles não se tratavam pelos nomes. Todos os homens eram chamados de “merda”. E todas as mulheres de “mocreia”. Interessante. Meu irmão, até então sempre muito sensato, deu para defender uma teoria antiga, mas que fez pouco sucesso em seu tempo, de que os macacos evoluíram dos homens. De repente, começou a fazer muito sentido.

Na véspera do Ano-Novo chegou o vizinho da direita. Esperávamos reforços para nosso movimento de resistência. Descobrimos que estávamos sós. Este vizinho é uma boa pessoa, como diz a minha mãe. Mas tem obsessão por cortador de grama. Ele corta grama o dia inteiro. Quando termina a grama da casa dele, começa a cortar a grama dos vizinhos. Quando a vizinhança toda se transforma num campo de golfe, ele é tomado por ímpetos de cidadania e passa a aparar os canteiros públicos. Uma hora dessas vai entrar mar adentro e procurar grama entre os cangurus da Austrália.

Já tive pesadelos com o cortador de grama do vizinho. Quando acaba tudo, a grama dele já tem uns cinco centímetros e o ciclo recomeça. Nesse veraneio, ele descobriu uma cobra coral no pátio. Agora, quando não está cortando grama, caça cobra com um galão de gasolina na mão. Ele quer incinerar o bicho. Aqui em casa, torcemos pela cobra.

Duas horas depois chegou o vizinho da frente. Ele e o vizinho da direita são muito próximos. Conversam o dia inteiro, mas sem sair de casa. É um método interessantíssimo. Cada um coloca uma cadeira de praia na varanda, respectiva cuia de chimarrão na mão, e gritam de um lado a outro da rua. A rua tem duas mãos e um canteiro no meio. Nenhum deles tem segredos, nem entre eles nem num raio de 200 metros. Eu gostaria que eles tivessem segredos.

O vizinho da frente traz a família e sete poodles. Melhorou. Já foram doze. Quem contou foi meu pai. Eu gosto de cachorros, mas estes sofrem de algo que os psiquiatras, sempre afiados na arte de criar uma nova patologia, poderiam chamar de síndrome das línguas inquietas. Eles latem o dia inteiro. E a noite também. Se passa uma formiga na calçada, eles latem. Em meus devaneios, eu já os envenenei com todo o tipo de droga fatal. Ninguém da vizinhança reclama porque o vizinho é médico e, quando alguém se aperta, bate na porta dele. O doutor atende a todos alegremente, ao som dos uivos de seus melhores amigos. O doente não ouve o que ele diz, mas lê os lábios. Em geral, fora um ou outro mal-entendido, acaba comprando o remédio certo.

Neste momento, estou encurralada. Escrevo esta coluna no quarto dos fundos. Perdemos. Não sei quem são estas pessoas. Nem imagino o que dizem para si mesmas. Seja o que for, não conseguiriam ouvir. Só sei que elas têm absoluta indiferença pela vida do outro, por nós. E agora nos esgueiramos pela casa como párias.

Os vizinhos da esquerda nos provocam com um funk que diz: “Abaixa o som, abaixa o som. Olha os hômi.” Seguido pelo barulho de uma sirene de polícia. O da direita corta uma grama imaginária. Na frente, os cachorros se esgoelam. Provavelmente, uma joaninha está passando pelo portão.

Tentem imaginar a combinação de um funk carioca com o som de um cortador de grama, somado a sete poodles se esgoelando. Pronto, vocês entenderam a minha vida.

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Os fatos aqui narrados são verídicos. A única invenção é o nome da praia. Medo de represálias. Nossa única certeza agora é que sempre pode piorar muito.

Como estou de férias, esta coluna vai pular uma segunda-feira. Volta em 18 de janeiro. Se nada acontecer, claro. Torçam por mim. Se eu desaparecer, é porque fui presa metralhando uma caixa de som gigante ou numa luta corporal com o cortador de grama. Se lerem a seguinte manchete de jornal – “Serial killer de poodles estripa e faz linguiça” -, confesso, sou eu.

Vou tentar resistir. Afinal, a bucólica São Paulo me espera. Juro. Não há lugar mais sossegado e silencioso que o sofá azul lá de casa.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Colaboração da amiga Claudia Ruschel

ONG eleva pressão contra ficha-suja

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Entidades se preparam para aumentar fiscalização de políticos

Moacir Assunção

As ONGs especializadas na fiscalização de políticos e administradores públicos se preparam para promover neste ano eleitoral o que chamam de “acompanhamento crítico” do pleito e das atividades políticas em geral. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) espera que seja levado a plenário no Congresso Nacional, já no início do ano legislativo, em fevereiro, o projeto de iniciativa popular 518/09 – conhecido como Ficha Limpa – que proíbe a candidatura de postulantes a cargos públicos com problemas na Justiça.

O MCCE já entregou 1,5 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil, mais que o necessário para que o projeto siga adiante, mas a proposta não entrou na pauta do Congresso por falta de acordo entre os líderes.

O Movimento Nossa São Paulo, por sua vez, se prepara para entregar na véspera do aniversário de São Paulo, dia 25 de janeiro, um plano de metas que deverá ser seguido pelos administradores da cidade, com indicadores disponibilizados à população em geral, para acompanhamento do atendimento ou não das prioridades. A Associação Amigos de Ribeirão Bonito (Amarribo) e a Voto Consciente, especializadas em fiscalização de prefeitos e deputados estaduais, pretendem ampliar a sua rede para garantir o reforço no acompanhamento das contas públicas.

“Vamos fazer uma pressão mais descentralizada sobre os deputados para que o assunto entre na pauta logo no início do ano”, disse o coordenador do MCCE, Chico Whitaker. Embora o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), tenha recebido líderes do movimento, parlamentares não entraram em acordo para colocar o assunto em pauta.

O principal objetivo da Amarribo, segundo o presidente da entidade, Jorge Donizeti Sanchéz, é iniciar a construção de uma rede de entidades locais pelo País para fiscalizar prefeitos e vereadores do interior. “Hoje temos 187 entidades e queremos chegar a 300 em um prazo máximo de dois anos”, diz.

METAS

Ainda este mês, de acordo com o presidente do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, estará totalmente montado o plano de metas que permitirá à população fiscalizar a aplicação de recursos públicos.

Já a meta da ONG Voto Consciente, segundo sua vice-diretora, Rosângela Giembinky, é aumentar o número de municípios brasileiros – hoje cerca de 200 – em que está presente, por meio de parcerias. “O desafio é maior em ano de eleição”, afirma.

O cientista político Carlos Mello, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), aplaude o trabalho das ONGs fiscalizadoras, mas alerta que só ele não é suficiente. “Infelizmente, vivemos numa sociedade apática, em que até os escândalos são vistos como coisas comuns. É preciso sacudir as pessoas com a reeducação política, para que não fiquemos somente na denúncia.”

Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band

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07.01.10

Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band

Jornalista será processado criminalmente; garis passaram dias escondidos de vergonha

Miguel Arcanjo Prado, do R7

Divulgação/BandFoto por Divulgação/Band Boris Casoy e Band terão que responder na Justiça
O Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) e a Fenascon (Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes) informaram ao R7, por meio de sua assessoria, que entraram com três ações judiciais nesta quarta (6) contra o jornalista Boris Casoy e a Band.

As ações foram motivadas pelos comentários feitos pelo jornalista no Jornal da Band do último dia 31, quando ele ofendeu em rede nacional toda a categoria de trabalhadores.

Francisco Larocca, advogado dos dois órgãos de representação responsáveis pelas ações, ambos presididos por José Moacir, afirmou que deu entrada aos processos nesta quarta (6), no fórum João Mendes, na Sé, região central de São Paulo. Ele explicou as ações:

- Nós vamos propor uma ação civil pública para indenização por danos morais em favor de toda categoria em âmbito nacional contra a Band e o Boris Casoy, já que o comentário do âncora foi ouvido por todo o Brasil. Também vamos entrar com uma ação de reparação civil contra o Boris Casoy.

Fonte: www.camera2.com.br

E a Corsan não tem o menor pudor ao nos assaltar todos os meses.

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Tire suas dúvidas sobre tarifas do SAMAE

- Tarifas:

- Tabela de preços
- Tabela de serviços
- Tabela de análises

- Formas de pagamento:

- Parcelamento de débito
- Débito em conta
- Onde pagar a sua fatura

- Sua fatura:

- Leitura de sua fatura
- Vencimento alternativo

Tabela de Preços:

TARIFA DE ÁGUA – CATEGORIA “A” – RESIDENCIAL
Tarifa mínima para o consumo até 10 m³     R$ 15,53
Consumo Excedente     Valor por m³
11 a 15 m³     R$ 2,81
16 a 20 m³     R$ 3,11
21 a 25 m³     R$ 3,52
26 a 30 m³     R$ 3,56
Acima de 30 m³     R$ 4,02

TARIFA DE ÁGUA – CATEGORIA “B” – COMERCIAL/INDUSTRIAL
Tarifa mínima para o consumo até 10 m³     R$ 26,07
Consumo Excedente     Valor por m³
11 a 30 m³     R$ 3,97
Acima de 30 m³     R$ 4,02

TARIFA DE ÁGUA – CATEGORIA “C” – PÚBLICA ESPECIAL
Tarifa mínima para o consumo até 10 m³     R$ 15,53
Consumo Excedente     Valor por m³
Acima de 10 m³     R$ 1,553

TARIFA DE ÁGUA – CATEGORIA “D” – TARIFA SOCIAL
Tarifa mínima para o consumo até 10 m³     R$ 6,52
Consumo Excedente     Valor por m³
A categoria não aceita consumo excedente

*Valores vigentes a partir de 01 de janeiro de 2009.

TARIFA SOCIAL

A Tarifa Social foi criada para atender as famílias de baixa renda do município pré-cadastradas, diminuindo em quase 50% o valor da conta de água e esgoto dessas famílias.

QUEM PODE PARTICIPAR

Têm direito à Tarifa Social os consumidores residenciais que atendam aos seguintes requisitos:
- Consumo máximo de dez metros cúbicos por mês;
- Ser proprietário de um único imóvel;
- Não possuir veículo nem linha telefônica;
- O imóvel não pode ter mais de 70 metros quadrados de área construída;
- Renda familiar de até 2 (dois) salários mínimos mensais.

COMO SE INSCREVER

O solicitante deve procurar o setor de atendimento do SAMAE para apresentar seu comprovante de renda e declarar que não possui veículo e linha telefônica. Após visita sócio-econômica na residência do solicitante, realizada por profissionais do SAMAE, o cadastro é efetivado.
O contrato para a tarifa social é válido por até 2 (dois) anos, podendo ser renovado quantas vezes for necessário, desde que sejam atendidas as exigências solicitadas pelo SAMAE.

TARIFA DO ESGOTO

1 – A tarifa de esgoto, nas Categorias “A”,  “B”, “C” e “Social”, será equivalente a 80% do valor da tarifa de água;

2 – A tarifa de esgoto, nas Categorias “A”, “B”, “C” e “Social, onde o tratamento é efetuado através de fossa séptica e filtro anaeróbio coletivos, em que a responsabilidade de manutenção esteja ao encargo do SAMAE, será equivalente a 20% do valor da tarifa de água.

LIGAÇÃO DE ÁGUA
Com ramal predial até 20mm de diâmetro     R$ 225,38

Diz o blogueiro – visitando a cidade de Jaraguá do Sul no Vale do Itajaí, na WEB, passei pela Prefeitura da mesma em que é feita a prestação de contas de forma exemplar. Descobri então que eles têm serviço próprio de água e esgoto, administrado pelo SAMAE, cuja tabela de serviços está postada acima, demonstrando que quando uma cidade tem ADMINISITRADOR DE VERDADE, ou seja, alguém esclarecido e voltado ao bem estar de sua comunidade, não entrega tal serviço a uma empresa do estado que nada investe na cidade, se limitando a cobrar TARIFAS ABSURDAS como é o caso da CORSAN cuja água é UMA DAS MAIS CARAS senão A MAIS CARA DO PAÍS.

Município de Cruzeiro do Sul repassa mais de R$ 26mil para sociedades de água

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A administração municipal repassou na quarta-feira, dia 23, R$ 26,8mil para duas sociedades de água, as das localidades de 22 de Novembro e de Alto Picada Aurora. Tal iniciativa teve como finalidade levar água potável para 20 famílias das comunidades.

Toda parte de levantamento das famílias, assim como os contatos e negociações com as sociedades de água foram feitas pela Secretaria da Habitação e Assistência Social e Secretaria de Obras. “É um compromisso nosso e uma questão de saúde pública a questão de levar água potável para os cruzeirenses que ainda não possuem esse tipo de serviço”, salienta prefeito Rudimar Müller. “Imaginemos quantas crianças estão nessas 20 famílias contempladas, podendo assim, crescer bebendo uma água descente”, ressalta o secretario da Habitação, Fábel Moreno.

O auxilio repassado pela prefeitura corresponde a 50% do custo total da obra. Sendo que todas essas familias se responsabilizaram, junto as sociedades de águas, em quitar os 50% restantes. As famílias contempladas são: na Linha 22 de Novembro: Fabiano Bourscheit; José Henckes; Ivone Gattermann; Arai Dahm; Marli Gregory; Cesar da Silva; Almiro Eugenio da Silva; Adão Pereira; Adroaldo da Maia; Marciano Gregory e Flávio Puhl. Em Alto Picada Aurora: Zeno Scheibler; Gerson Reis; Gilberto Burghardt; Tarcisio Ulhmann; Roberto Schubert; Flori Griesang; Pedro de Almeida; Lotario Ulhmann e Anilo Bugs.

Fonte:   http://www.regiaodosvales.com.br

‘Mulher não é escrava’, diz papa

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31.12.09

Deus quis que a mulher fosse a companheira do homem e não sua escrava ou dominadora, declarou ontem o papa Bento XVI durante sua última audiência-geral do ano.

“Deus criou a mulher a partir da costela de Adão e não, por exemplo, a partir de sua cabeça, para que ela não seja nem dominadora, nem escrava, e sim sua companheira”, afirmou o papa, citando o teólogo medieval Pierre Lombard.

Os temas da família são recorrentes nos discursos de Bento XVI. No domingo passado, o papa elogiou a “família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher”, que deve ser mantido e protegido, de acordo com Bento XVI, “porque é de fundamental importância para o presente e o futuro da humanidade”. O papa recomendou ainda aos fiéis que aprofundem a “fé harmoniosa e vida sacramental, porque os sacramentos constituem uma força que sai do corpo de Cristo”. Dessa forma, disse o papa, a “verdade da fé aparecerá como uma sinfonia”.

PERDÃO

O papa Bento XVI poderá conceder clemência à ítalo-suíça Susanna Maiolo, de 25 anos, que o derrubou na quinta-feira passada no início da Missa do Galo, de acordo com Giuseppe Dalla Torre, presidente do Tribunal da Santa Sé.

Foi a segunda vez que ela tentou atacar o pontífice durante a tradicional missa de Natal. No ano passado, a agressora, que tem cidadania italiana e suíça, foi detida pela segurança. Após o incidente, Bento XVI, de 82 anos, levantou-se e celebrou a missa normalmente, sem mencionar o ocorrido. Foi a primeira vez que um potencial agressor entrou em contato direto com o papa durante seus quase cinco anos de pontificado. Três dias depois do ataque, ele fez uma aparição pública e ficou rodeado por milhares de fiéis. Estadão

Fonte: www.camera2.com.br

Funai amplia o esquema de proteção a índios isolados

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20.12.09

A Fundação Nacional do Índio (Funai) decidiu fortalecer as seis frentes de proteção dos povos indígenas isolados e criar outras cinco até o final de 2010. As mudanças são atribuídas sobretudo à pressão das frentes econômicas que estão aumentando na Amazônia Legal. “Por toda parte estão surgindo novos e fortes empreendimentos, ligados ao manejo sustentável de madeira, pavimentação de estradas, projetos de mineração, construção de hidrelétricas”, explica o coordenador da área de índios isoladas da Funai, Elias dos Santos Bigio. “Foi diante desse contexto que se decidiu intensificar a proteção aos índios.”

Os índios classificados como isolados são os que ainda vivem sem contato com a civilização dos homens brancos. Não se sabe ao certo quantos grupos existem no Brasil. Segundo levantamentos da Funai, devem passar de 60 – quase todos na região. De acordo com estimativas da organização não-governamental Survival International – que atua há quase quatro décadas na defesa de grupos indígenas, o território brasileiro é o que abriga o maior número isolados no mundo.

Recentemente, a Survival lançou um relatório observando que o esforço mundial para reduzir emissões de gás carbônico – e o aquecimento do planeta – poderá afetar drasticamente a vida dos isolados. De acordo com o texto do relatório, a busca de fontes de energia limpa, com as hidrelétricas, assim como a expansão do plantio de cana, para a produção de álcool, e a exploração sustentável das florestas, tende a avançar sobre áreas ainda não exploradas economicamente – e nas quais vivem os isolados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: G1

Fonte: www.camera2.com.br

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