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ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL MORADORES E AMIGOS DO REMANSO
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Alegria, paz e descanso, você encontra na Praia do Remanso
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Se você acredita no trabalho que vem sendo desenvolvido pela ONGMAR e percebeu nosso esforço, seriedade e entende que pode somar conosco, participe de nossos encontros, mande sugestões, adquira camisetas e adesivos de divulgação e, dentro do possível, colabore com qualquer contribuição voluntária, que poderá ser efetivada através de depósito na conta corrente nº 41.031966.0-4 da agência nº 0655 do Banrisul.
É importante que todos ajudem a ONGMAR a cumprir com as finalidades a que se destina.
Contamos com todos.
 
A Diretoria.

Pepsi promove ações no Planeta Atlântida 2011

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Campanha inclui mídia exterior, anúncios em jornais e revistas e ações na internet e ações de relacionamento

Patrocinadora máster do Planeta Atlântida, festival de música realizado pelo Grupo RBS, edições de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Pepsi terá espaços temáticos nos dois festivais. Com o slogan “Pode ser bom. Pode ser muito bom. Pode ser Pepsi”, a campanha assinada pela agência paulista AlmapBBDO conta com mídia exterior, anúncios em jornais e revistas e ações na internet e ações de relacionamento nos locais do evento.

Em seu perfil no twitter, a marca também promove um concurso cultural que distribuirá ingressos aos usuários e o site www.pepsi.com.br traz dicas, fotos, promoções e a cobertura dos dois eventos. Um milhão de latas decoradas com os motivos do festiva de música poderá ser encontrada pelos pontos do evento.

Campanha inclui mídia exterior, anúncios em jornais e revistas e ações na internet e ações de relacionamento

O Planeta Atlântida 2011 é uma realização do GrupoRBS e da DC Set Promoções e promoção da Rede Atlântida.

Fonte: www.coletiva.net

 

Diz o blogueiro – muitos de nossos leitores devem estar se perguntado por que postamos tal notícia se somos avessos a esta praga que é o Planeta da Fumaça digo, Atlântida. Explicamos aos mesmos que essa praga para não dizer merda esta chegando mais uma vez para infernizar a vida de nossa cidade. Esse é o tipo de evento que caberia em qualquer outro município de nosso litoral e temos a certeza que muitos Prefeitos gostariam de tê-lo em suas cidades. Então por que temos que suportar essa praga durante três dias em que o balneário de Atlântida fica engessado para atender aos interesses da Rede Bunda Suja? Vamos tomar consciência em mandar essa gente pra bem longe daqui, pois somos um balneário e os que para cá vem objetivam viver em paz o seu período de férias. Outra coisa, ano passado, depois de muita pressão o MP local exigiu que não mais participassem dessa zorra crianças de 12 anos, tendo imposto o acesso a adolescentes acima de 16 anos. Este ano precisamos cobrar do MP que o acesso seja dado somente a maiores de 18 anos, idade em que o cidadão assume civil e penalmente responsabilidade por seus atos, podendo assim decidir o que lhe convém. Adolescentes de 16 não podem e não devem se meter nessa coisa.

CONVOCAMOS A TODOS QUE PARTICIPEM DO MANIFESTO PÚBLICO PARA EXIGIR DE NOSSAS AUTORIDADES INCOMPETENTES MAIOR SEGURANÇA PARA SURFISTAS E BANHISTAS EM NOSSO LITORAL GAÚCHO.

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SERÁ NO PRÓXIMO FERIADÃO NO DOMINGO DIA 14/11/10 ÀS 15:00 HS,  NA PLATAFORMA DE ATLÂNTIDA HORÁRIO A CONFIRMAR.

Vamos exigir do poder público que a presença de salva-vidas em nossas praias seja extendida para o início de novembro e final de março da temporada de verão do Rio Grande do Sul, que seja ampliada e sinalizada a área demarcada para o surfe e pesca, que haja fiscalização e autuação na proibição de instalação de rede nestas áreas e que as redes instaladas no mar sejam sinalizadas com bóias. Exigir mais unidades de ambulância no período de verão, acesso a estes veículos na beira da praia, hospital e profissionais equipados e qualificados para emergência com risco de morte. Não podemos deixar que mais famílias percam seus filhos e irmãos por conta de tanto descaso. Com o consenso da sociedade gaúcha, vamos acabar com a negligência e o descaso do estado e municípios com a segurança e dos banhistas e surfistas de nosso litoral gaúcho. ” O DIREITO NÃO ACOLHE Q QUEM DORME ”

Direito à segurança é obrigação do Estado, garantido em Constituição.

http://erichri.blogspot.com/
Ana Carina Hrihorowitsch

Design de Interiores/Ulbra/ABD

Fones: (51) 96620397
carina.decor@hotmail.com

Servidora do Judiciário que ousou denunciar o nepotismo tem sua candidatura impugnada pelo TRE.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ-RELATOR PERANTE O EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL.

Ref.:                  Registro de candidatura nº 482.292/RS.   

 

SIMONE JANSON NEJAR        , candidata a Deputada Estadual sob nº 14.555, pelo Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, já qualificada no feito da referência       , notificada por mandado a 15 Jul 2010-5ªf (fl. 92v) para contestar a impugnação que lhe move o MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL   (fls. 14 e v/90), sob a alegação de inelegibilidade da LC 64/90, na redação da LC 135/10, art. 1º, inciso I, alínea “o”, por seu procurador (Doc. nº 1), comparece respeitosamente à ilustrada presença de Vossa Excelência, a fim de dizer e afinal requerer o quanto segue:

1.                       O nome da contestante, ao contrário do que consta da inicial de impugnação (fl. 14) , é SIMONE JANSON NEJAR e não “JANSEN“.

                          Mas não é o único erro, por assim dizer, da impugnação francamente improcedente.

2.                       Com efeito, invocando a norma de inelegibilidade da LC 64/90, na redação dada ao art. 1º, inciso I, alínea “o”, “os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário“, segundo a documentação que acosta (fls. 15/90), assesta seu pedido de indeferimento do registro na alegação de que (a) foi demitida do cargo de Oficial Superior Judiciária do TJRS, por decisão do seu 2º Vice-Presidente, em 15 Dez 2008; (b) obteve concessão de segurança para recebimento de recurso contra essa decisão; (c) esse recurso não tem efeito suspensivo; (d) não há notícia de provimento judicial suspendendo os efeitos da decisão.

3.                       Sucede que a impugnação atropela a legislação de regência do caso, como de resto, reconheceu o v. acórdão do egrégio 2º Grupo de Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça gaúcho, no Mandado de Segurança nº 70.031.393.200, que juntou (fls. 69/83), ser  a da Lei RS nº 5.256/66 – Estatuto dos Servidores da Justiça do RS (fl. 78) e que, em seu art. 792, § 4º, assim expressamente dispõe, verbis,

“Seção VI

Dos recursos das penas disciplinares

Art. 792 – Da aplicação da pena disciplinar caberá recurso à autoridade imediatamente superior a que impôs a sanção.

(…)

§ 4ºOs recursos previstos neste estatuto terão efeito suspensivo, podendo a autoridade, em casos especiais, recebê-los com efeito meramente devolutivo,   justificando,     à

instância administrativa superior, as razões da exceção” (grifos aqui),

que, no caso, não houve tal justificativa, nem negativa desse efeito de lei, como, igualmente, não demonstrou o contrário o Impugnante. Nem poderia mesmo.

                          Só por si, a norma oculta na impugnação, seria suficiente à derrocada de sua completa improcedência, uma vez que reconhece a existência desse recurso na própria inicial.

                          Não bastasse, se acosta aqui por certidão passada pela Secretaria do Tribunal Pleno do TJRS em 19 Jul 2010, que o dito recurso, a que a lei confere efeito suspensivo, “encontra-se concluso ao Relator” (Doc. nº 2), portanto, sem decisão.     

4.                       Desnecessário, assim, para que possa ser reconhecida a absoluta improcedência da impugnação,  demonstrar aqui que (a) o processo administrativo-disciplinar deve ser presidido por um Magistrado (Lei RS nº 5.256/66, art. 771) e não por uma comissão de funcionários (fl. 33v);  (b) não compete ao 2º Vice-Presidente, senão que ao Conselho da Magistratura, em atribuição originária, impor pena de demissão (fl. 34 - Lei RS nº 4.256/66, art. 756, VI, c.c. art. 762, I); (c) a competência recursal, de todo modo, como reconhece o próprio v. acórdão juntado à impugnação, é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, em funções administrativas e não do Conselho da Magistratura (Lei RS nº 5.256/66, art. 792, c.c. RI/TJRS, art. 8º, VI, “d” – fl. 69).

                          Desse modo, demitida por autoridade incompetente, em feito disciplinar dirigido por quem não tem atribuição legal e garantida em segurança a apreciação de seu

recurso, a que a lei confere efeito suspensivo da decisão írrita, por quem de direito, ainda sem decisão, a demissão indicada como fundamento e a própria impugnação, têm o efeito civil de um casamento na roça.

                          Ademais, não afasta a temerariedade da impugnação o fato de, ao contrário do que dispõe a LC 64/90, na redação da LC 135/10, art. 1º, inciso I, alínea “l”, “os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena” (grifos aqui), a que baseia esta provocação, do mesmo art. 1º, inciso I,  alínea “o”, “os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário” (grifos também aqui), de que se trate a dita demissão de decisão definitiva, que, já se viu, não é o caso.

                          Esse ato, o da impugnação, ao que parece, incide na censura criminal prevista na LC 64/90, 25, isto é,

Art. 25. Constitui crime eleitoral a argüição de inelegibilidade, ou a impugnação de registro de candidato feito por interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade, deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé:

Pena: detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN) e, no caso de sua extinção, de título público que o substitua”,

pelo que se pede as providências devidas desse egrégio Tribunal Regional, dada a ampla e prejudicial divulgação, como é notório, que o representante do Impugnante deu à sua iniciativa descabelada em relação à Contestante.

5.                       Por isso, eminente Dr. Juiz-Relator, é que a contestante, respeitosamente, pede a Vossa Excelência e a essa egrégia Corte Regional, que julgue improcedente a impugnação e adote as providências de lei, em relação à sua propositura nitidamente temerária.

                          Pede deferimento.

                          Sapucaia do Sul, 20 Jul 2010-3ªf.

                          p.p.

                                    Luiz Francisco Corrêa Barbosa,

                                             OAB/RS nº 31.349.

Brasil atingiu 66,3 milhões de internautas em 2009

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O Brasil fechou 2009 com um total de 66,3 milhões de internautas e segue na frente entre os países cuja população passa mais tempo na internet, com uma média de 44 horas mensais. Pesquisa divulgada hoje pela joint venture Ibope Nielsen Online mostra que o País tem um total de 36,6 milhões de internautas ativos, ou seja, com acesso à internet tanto em residência como no trabalho. A pesquisa aponta ainda que a quantidade de brasileiros com possibilidade de conexão à internet – que frequentam locais onde o serviço é oferecido – é de 46,8 milhões. Vale ressaltar que o instituto não calcula acessos à internet de pontos públicos e provenientes de telecentros e lan houses.

O levantamento do Ibope Nielsen Online aponta também que o número de brasileiros com acesso à internet residencial cresceu 16% no último mês do ano em relação ao mesmo período de 2008, passando de 24,5 milhões para 28,5 milhões. De acordo com a pesquisa, os endereços eletrônicos mais procurados pelos brasileiros são os sites de empresas de telecomunicação (que oferecem serviços de telefonia e internet), de mensagens e de correspondência eletrônica, com um total de 34,58 milhões de acessos em dezembro e tempo mensal médio de navegação de 9 horas mensais.

Em seguida, figuram os buscadores eletrônicos, portais e comunidades virtuais, com um total de 34,51 milhões de internautas e 6 horas e 43 minutos de tempo médio de navegação mensal. Nessa categoria, estão incluídos redes sociais como Orkut e Facebook e buscadores como o Google, Yahoo e Bing.

A pesquisa também aponta que, em dezembro, 23 milhões de internautas brasileiros navegaram em sites da subcategoria vídeos e filmes, como o YouTube, e 13,8 milhões navegaram em sites da categoria transmissão de mídia, na qual estão incluídos sites de vídeo profissionais. Juntas, as duas categorias chegam a 24,8 milhões de pessoas assistindo a vídeos online. O tempo médio de navegação dos internautas nesses serviços é de 1 hora e 5 minutos por mês.

Ainda que o número de internautas que acessam sites de vídeos cresça a cada ano, ele ainda é pequeno se comparado à população brasileira. No País, apenas 13% utilizam o serviço. Na América Latina, o Brasil fica atrás de nações como Venezuela (39%), Colômbia (33%), Peru (30%) e México (29%). O País fica à frente do Equador (13%) e da Argentina (10%).Fonte: Estadão

Fonte: www.camera2.com.br

Violência entre jovens atinge mais homens do que mulheres, diz Ipea

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Violência entre jovens atinge mais homens do que mulheres, diz Ipea Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
A pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançada esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta para um problema antigo, mas que ainda faz parte do cotidiano dessa população. Os jovens continuam a morrer principalmente por causa externas – homicídios e acidentes de trânsito. E as principais vítimas são os homens.

Segundo o Ipea, entre 2003 e 2005, a taxa de mortalidade média de jovens de 20 a 24 anos foi de 261,8 por cada 100 mil habitantes no caso dos homens. Para as mulheres, o mesmo índice foi de 58,4 por 100 mil habitantes. O estudo aponta que “a explicação para tal fenômeno está na violência, que ocasiona uma sobremortalidade dos adolescentes e adultos jovens do sexo masculino, fazendo que este período seja considerado de alto risco”.

A socióloga e especialista em juventude, Miriam Abromovay, destaca que o número de meninas envolvidas em conflitos tem aumentado, ainda que não apareça nos dados estatísticos. “Chama atenção o números de mulheres jovens que estão sofrendo mais por causas externas. Elas estão participando mais e sendo vítimas”, afirma.

Entre 2003 e 2005, morreram em média cerca de 60 mil jovens do sexo masculino por ano. Quase 80% destas mortes foram por causas externas, majoritariamente associadas a homicídios e acidentes de trânsito. Já entre as meninas, foram em média 15 mil mortes anuais, 35% delas relacionadas às causas externas.

Para Miriam, o principal motivo do fracasso das políticas públicas de segurança para jovens é que elas não se concentram na prevenção, mas na repressão. “Ainda não existe no Brasil uma política preventiva que veja e escute esses jovens, que trabalhe com o interesse desses jovens. Por mais que os governos se esforcem, isso ainda não é realidade”, afirma. Nem mesmo a escola, na opinião da especialista, atende os interesses desse público. “Ao contrário, a escola os expulsa”, diz.

Outro fator que potencializa a violência e o número de mortes entre esse público é o fácil acesso às armas. “Apesar de toda a regulamentação, esse ainda é um drama na sociedade. Em tese eles não poderiam ter acesso às armas, mas quando você escuta o testemunho deles, vê que é fácil. Custa um pouco mais caro, mas eles continuam tendo acesso”, conta Miriam.

A cor ou raça também influencia nas chances de o jovem morrer precocemente. Entre 2003 e 2005, a taxa de mortalidade da população entre 18 e 24 anos foi de 204,5 para cada 100 mil jovens brancos contra 325 para cada 100 mil jovens pretos.

Fonte: www.camera2.com.br

População poderá tirar CPF pela internet

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21.01.10

Nas próximas semanas, a população poderá pedir o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pela página da Receita Federal na internet, informou hoje (21) o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo. Segundo ele, o serviço deve estar disponível até o final de fevereiro.

De acordo com o secretário, a mudança conclui as reformas que a Receita está realizando há mais de um ano para modernizar o atendimento ao contribuinte. “No portal do contribuinte, o cidadão já pode tirar certidão negativa, imprimir o Darf, fazer o pagamento e consultar a malha fina. O fechamento dessa reforma é exatamente o CPF online, que sai até o fim de fevereiro.”

O CPF é necessário para que o contribuinte feche qualquer contrato bancário, contraia empréstimos e abra operações de crediário. O documento também é obrigatório na renovação de passaportes, na participação em concursos públicos e na retirada de prêmios de loterias.

Atualmente, o CPF só pode ser obtido pelos Correios ou nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A emissão custa R$ 5,50.

Cartaxo também comentou o desempenho da Receita Federal no ano passado. Segundo ele, a queda na arrecadação e a crise no órgão, que culminou com a saída da secretária Lina Maria Vieira, em julho do ano passado, não chegaram a afetar o trabalho de fiscalização da Receita.

“O ano de 2009 foi difícil para nós, mas a Secretaria da Receita continuou a trabalhar e operar normalmente. A crise foi no topo da pirâmide. Na base da pirâmide, o trabalho continuou. Tanto que foram cumpridas todas as metas de fiscalização”, destacou.

Sobre o resultado da arrecadação de 2009, Cartaxo afirmou que a retomada do crescimento econômico foi responsável pela recuperação das receitas federais no último trimestre do ano. Apesar da maior arrecadação mensal de toda a história em dezembro, a arrecadação federal encerrou 2009 ano com queda de 2,96% descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo ele, as perspectivas para 2010 são favoráveis. “O resultado de dezembro foi auspicioso e espelha a recuperação da economia nacional”, afirmou.Fonte: Agência Brasil

Fonte: www.camera2.com.br

Vizinhos de praia

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04/01/2010 – 09:25 – Atualizado em 04/01/2010 – 10:13

Como eles podem transformar as férias da gente num inferno

ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br
Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)

A praia costumava ficar num lugar que ninguém se interessava em conhecer. Chegamos lá, 25 anos atrás, depois de nos perder um pouco, graças à casa emprestada de um tio que fazia uns negócios meio malucos e acabava com imóveis em lugares estranhos. A tal praia da qual ninguém tinha ouvido falar era composta por um mercadinho onde comprávamos com caderneta, um restaurante e meia dúzia de casas. Dava para passar o veraneio de pés descalços e dormir de janela aberta que nada acontecia. Praia de marzão aberto, como é a característica do mal-falado litoral gaúcho, ela não tinha nenhuma beleza que não fosse essa atmosfera de lugar nenhum. Mais tarde eu conheci praias paradisíacas no Caribe e no Mediterrâneo, mas em nenhuma fui tão feliz quanto em Ouriço do Mar.

A praia foi crescendo, ganhou um pontinho no mapa, mas meus pais nunca desistiram dela. Agora eles alugam uma casa, sempre a mesma, desde que a antiga foi demolida mais pelos cupins que pelo pedreiro. E, assim, lá estava eu, de volta à melhor praia do mundo, depois de uma hora e meia de avião, quatro horas de espera, duas horas e meia de ônibus e meia hora de carro. Cheguei na tarde de 24 de dezembro, para passar as festas com a família, única época do ano em que todos se encontram, cada um vindo de um canto. Em minutos, eu já estava adaptada, com a trajetória dos próximos dias delimitada por um triângulo perfeito entre a rede, a geladeira e a cama.

Quando os festejos natalinos terminaram, fui dormir quase ronronando. Divido o quarto da frente com meu irmão do meio. É uma delícia ter 43 anos e dividir o quarto com o irmão de 50, sabendo que os pais estão no quarto dos fundos. Regrido uns 30 anos. E quase digo: “Boa noite, John Boy”. E quase escuto: “Boa noite, Mary Ellen”. (Se você tem menos de 40 e não assistiu aos “The Waltons”, nem tente entender.)

Estávamos nós, sonhando com os doces da minha mãe, por volta de 1h da manhã, quando meu coração saltou. Achei que estava enfartando. Então o coração pulou de novo. E continuou pulando forte num ritmo sincopado. Depois de alguns segundos, a verdade me atingiu com a força de uma revelação mística. Sim, eles chegaram. Os novos vizinhos do lado esquerdo.

De repente, nossa casa tinha virado um baile funk. Eu e meu irmão tentamos ignorar. Lançamos mão de nossos poderes de iogues. Por meia hora tentamos fingir que aquilo não estava acontecendo, apesar de o coração vir até a boca, voltar ao peito, vir à boca, voltar ao peito. Tentei me concentrar na respiração. Ar que entra, ar que sai, ódio que entra, ódio que não sai, ôps. Então, a letra, que até então parecia composta por hieróglifos de uma língua antiga, sânscrito talvez, se revelou:

“Vai tomar no cu, bem no meio do teu cu”.

Era o limite. Saltei da cama numa agilidade só vista em tempos imemoriais. Meu irmão me seguiu, minha filha deixou o quarto do meio. Marchamos até a cerca. Lá estava um carro com o porta-malas aberto e gigantescas caixas de som. Na minha opinião, deveria ser obrigatório licença de porte de arma para essas monstruosidades. Com investigação rigorosa do gosto musical e da integridade dos tímpanos do candidato.

Quando eles baixaram alguns milhões de decibéis para nos ouvir, meu irmão disse, calmo como um homem da diplomacia afegã: “Vocês têm duas alternativas. Ou param agora ou eu chamo a polícia”. Eu emendei um discurso sobre o fato de eles não serem os únicos seres sobre o planeta naquela noite.

Eles sabiam disso. Só tinham certeza de que eram os mais importantes. Não eram exatamente adolescentes. Eram adultos e havia até uma criança de menos de dois anos com eles. Com quatro, ela com certeza estará surda. Estava sempre tentando fugir para o nosso pátio.

Marchamos de volta. E não é que eles pararam? Para mim, foi mais incrível do que se Papai Noel tivesse aterrissado com duas renas listradas bem no meio do quintal. Finalmente um milagre natalino.

Tive fé cedo demais. No dia seguinte, eles recomeçaram. Para que fique bem entendido. Por volta de 16h do dia de Natal ninguém se ouvia dentro de casa. Se fosse imprescindível, berrávamos no ouvido um do outro. Quando percebi, a situação tinha chegado ao nível de estarmos assistindo a um filme na TV, no mudo, só com a legenda. O som era: “Bota na bundinha, bem no meio da bundinha”. Incrível essa fixação em botar e tirar coisas da região anal. Tentei não me aprofundar muito. Letras complexas demais poderiam atrapalhar meu descanso.

Liguei para o 190. E não é que a polícia veio? Fiquei muito grata à briosa PM do Rio Grande do Sul. Imagino o pé no saco que deve ser estar de plantão e ter de vir explicar para gente grande que não dá para botar música no volume máximo, na frente da casa e com caixas de som gigantes. Como se explica o que todo mundo já sabe? Como se lida com essa espécie humana?

Meus vizinhos se sentiram injustiçados. Nós não sabíamos nos divertir. Éramos uns chatos. “Vão para o meio do mato!”, berravam. Procuraram um outro jeito de nos atormentar. E, claro, acharam. Ligavam, ao mesmo tempo, os dois carros, obviamente com o cano de descarga aberto, um buggy e a moto. E aceleravam.

Tentei manter uma compostura de elfa. Mas era difícil, já que o hit do verão, pelo menos em Ouriço do Mar, já tinha dissolvido uma parte do meu cérebro. “Eu sou sua mulher e você é o meu homem”. O que é um verso de Chico Buarque como “na desordem do armário embutido meu paletó enlaça o teu vestido e meu sapato ainda pisa no teu” perto da elegância deste refrão? Quantas horas foram gastas para conceber este primor da língua de Camões? Não tenho nada a ver ou dizer sobre o gosto musical dos outros, desde que não me obriguem a compartilhá-lo.

No dia seguinte, começaram a explodir foguetes por todo o canto, inclusive dentro de casa. A vizinha da frente, grávida depois de anos de tentativas, começou a berrar: “Vou perder meu bebê! Eu não posso levar susto!”. Eles concluíram que ela também não sabia se divertir.

Tentei observá-los com lentes antropológicas. Da minha rede, fiz cara de conteúdo. Descobri que eles não se tratavam pelos nomes. Todos os homens eram chamados de “merda”. E todas as mulheres de “mocreia”. Interessante. Meu irmão, até então sempre muito sensato, deu para defender uma teoria antiga, mas que fez pouco sucesso em seu tempo, de que os macacos evoluíram dos homens. De repente, começou a fazer muito sentido.

Na véspera do Ano-Novo chegou o vizinho da direita. Esperávamos reforços para nosso movimento de resistência. Descobrimos que estávamos sós. Este vizinho é uma boa pessoa, como diz a minha mãe. Mas tem obsessão por cortador de grama. Ele corta grama o dia inteiro. Quando termina a grama da casa dele, começa a cortar a grama dos vizinhos. Quando a vizinhança toda se transforma num campo de golfe, ele é tomado por ímpetos de cidadania e passa a aparar os canteiros públicos. Uma hora dessas vai entrar mar adentro e procurar grama entre os cangurus da Austrália.

Já tive pesadelos com o cortador de grama do vizinho. Quando acaba tudo, a grama dele já tem uns cinco centímetros e o ciclo recomeça. Nesse veraneio, ele descobriu uma cobra coral no pátio. Agora, quando não está cortando grama, caça cobra com um galão de gasolina na mão. Ele quer incinerar o bicho. Aqui em casa, torcemos pela cobra.

Duas horas depois chegou o vizinho da frente. Ele e o vizinho da direita são muito próximos. Conversam o dia inteiro, mas sem sair de casa. É um método interessantíssimo. Cada um coloca uma cadeira de praia na varanda, respectiva cuia de chimarrão na mão, e gritam de um lado a outro da rua. A rua tem duas mãos e um canteiro no meio. Nenhum deles tem segredos, nem entre eles nem num raio de 200 metros. Eu gostaria que eles tivessem segredos.

O vizinho da frente traz a família e sete poodles. Melhorou. Já foram doze. Quem contou foi meu pai. Eu gosto de cachorros, mas estes sofrem de algo que os psiquiatras, sempre afiados na arte de criar uma nova patologia, poderiam chamar de síndrome das línguas inquietas. Eles latem o dia inteiro. E a noite também. Se passa uma formiga na calçada, eles latem. Em meus devaneios, eu já os envenenei com todo o tipo de droga fatal. Ninguém da vizinhança reclama porque o vizinho é médico e, quando alguém se aperta, bate na porta dele. O doutor atende a todos alegremente, ao som dos uivos de seus melhores amigos. O doente não ouve o que ele diz, mas lê os lábios. Em geral, fora um ou outro mal-entendido, acaba comprando o remédio certo.

Neste momento, estou encurralada. Escrevo esta coluna no quarto dos fundos. Perdemos. Não sei quem são estas pessoas. Nem imagino o que dizem para si mesmas. Seja o que for, não conseguiriam ouvir. Só sei que elas têm absoluta indiferença pela vida do outro, por nós. E agora nos esgueiramos pela casa como párias.

Os vizinhos da esquerda nos provocam com um funk que diz: “Abaixa o som, abaixa o som. Olha os hômi.” Seguido pelo barulho de uma sirene de polícia. O da direita corta uma grama imaginária. Na frente, os cachorros se esgoelam. Provavelmente, uma joaninha está passando pelo portão.

Tentem imaginar a combinação de um funk carioca com o som de um cortador de grama, somado a sete poodles se esgoelando. Pronto, vocês entenderam a minha vida.

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Os fatos aqui narrados são verídicos. A única invenção é o nome da praia. Medo de represálias. Nossa única certeza agora é que sempre pode piorar muito.

Como estou de férias, esta coluna vai pular uma segunda-feira. Volta em 18 de janeiro. Se nada acontecer, claro. Torçam por mim. Se eu desaparecer, é porque fui presa metralhando uma caixa de som gigante ou numa luta corporal com o cortador de grama. Se lerem a seguinte manchete de jornal – “Serial killer de poodles estripa e faz linguiça” -, confesso, sou eu.

Vou tentar resistir. Afinal, a bucólica São Paulo me espera. Juro. Não há lugar mais sossegado e silencioso que o sofá azul lá de casa.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Colaboração da amiga Claudia Ruschel

ONG eleva pressão contra ficha-suja

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Entidades se preparam para aumentar fiscalização de políticos

Moacir Assunção

As ONGs especializadas na fiscalização de políticos e administradores públicos se preparam para promover neste ano eleitoral o que chamam de “acompanhamento crítico” do pleito e das atividades políticas em geral. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) espera que seja levado a plenário no Congresso Nacional, já no início do ano legislativo, em fevereiro, o projeto de iniciativa popular 518/09 – conhecido como Ficha Limpa – que proíbe a candidatura de postulantes a cargos públicos com problemas na Justiça.

O MCCE já entregou 1,5 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil, mais que o necessário para que o projeto siga adiante, mas a proposta não entrou na pauta do Congresso por falta de acordo entre os líderes.

O Movimento Nossa São Paulo, por sua vez, se prepara para entregar na véspera do aniversário de São Paulo, dia 25 de janeiro, um plano de metas que deverá ser seguido pelos administradores da cidade, com indicadores disponibilizados à população em geral, para acompanhamento do atendimento ou não das prioridades. A Associação Amigos de Ribeirão Bonito (Amarribo) e a Voto Consciente, especializadas em fiscalização de prefeitos e deputados estaduais, pretendem ampliar a sua rede para garantir o reforço no acompanhamento das contas públicas.

“Vamos fazer uma pressão mais descentralizada sobre os deputados para que o assunto entre na pauta logo no início do ano”, disse o coordenador do MCCE, Chico Whitaker. Embora o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), tenha recebido líderes do movimento, parlamentares não entraram em acordo para colocar o assunto em pauta.

O principal objetivo da Amarribo, segundo o presidente da entidade, Jorge Donizeti Sanchéz, é iniciar a construção de uma rede de entidades locais pelo País para fiscalizar prefeitos e vereadores do interior. “Hoje temos 187 entidades e queremos chegar a 300 em um prazo máximo de dois anos”, diz.

METAS

Ainda este mês, de acordo com o presidente do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, estará totalmente montado o plano de metas que permitirá à população fiscalizar a aplicação de recursos públicos.

Já a meta da ONG Voto Consciente, segundo sua vice-diretora, Rosângela Giembinky, é aumentar o número de municípios brasileiros – hoje cerca de 200 – em que está presente, por meio de parcerias. “O desafio é maior em ano de eleição”, afirma.

O cientista político Carlos Mello, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), aplaude o trabalho das ONGs fiscalizadoras, mas alerta que só ele não é suficiente. “Infelizmente, vivemos numa sociedade apática, em que até os escândalos são vistos como coisas comuns. É preciso sacudir as pessoas com a reeducação política, para que não fiquemos somente na denúncia.”

Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band

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07.01.10

Garis movem três ações contra Boris Casoy e Band

Jornalista será processado criminalmente; garis passaram dias escondidos de vergonha

Miguel Arcanjo Prado, do R7

Divulgação/BandFoto por Divulgação/Band Boris Casoy e Band terão que responder na Justiça
O Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) e a Fenascon (Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes) informaram ao R7, por meio de sua assessoria, que entraram com três ações judiciais nesta quarta (6) contra o jornalista Boris Casoy e a Band.

As ações foram motivadas pelos comentários feitos pelo jornalista no Jornal da Band do último dia 31, quando ele ofendeu em rede nacional toda a categoria de trabalhadores.

Francisco Larocca, advogado dos dois órgãos de representação responsáveis pelas ações, ambos presididos por José Moacir, afirmou que deu entrada aos processos nesta quarta (6), no fórum João Mendes, na Sé, região central de São Paulo. Ele explicou as ações:

- Nós vamos propor uma ação civil pública para indenização por danos morais em favor de toda categoria em âmbito nacional contra a Band e o Boris Casoy, já que o comentário do âncora foi ouvido por todo o Brasil. Também vamos entrar com uma ação de reparação civil contra o Boris Casoy.

Fonte: www.camera2.com.br

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