Nova espécie de crocodilo pré-histórico se alimentava de humanos

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3395Uma espécie recém-identificada de crocodilo que se alimentava de humanos pode ter gerado muito mais do que a sua parcela de pesadelos pré-históricos.

Descoberto em uma pedra de 1,8 milhão de anos no desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia, o Crocodylus anthropophagus, de 7,5 m de comprimento, teria sido o maior predador de seres humanos primitivos da região.

“Não posso garantir que esses crocodilos estavam matando nossos ancestrais, mas certamente os mordiam”, afirma Chris Brochu, paleontologista de vertebrados da Universidade de Iowa.

Brochu deu o nome à besta, cujo significado é “crocodilo que come homens”, em grego: “Espero que as pessoas entendam a piada.”

Ossos de hominídeos antigos foram descobertos por Mary e Louis Leakey nos mesmos sedimentos, e que continham marcas distintas de mordidas, como se tivessem sido provocadas por grandes crocodilos.

Entretanto, a maioria dos pesquisadores admite que as mordidas foram feitas pelas mesmas espécies pequenas de crocodilo que perambulam nas margens do rio Nilo atualmente.

Mas não exatamente, afirma Brochu, que revisou numerosos fósseis incompletos, dos quais o mais recente foi descoberto em 2007 por Robert Blumenschine da Universidade Rutgers (Nova Jersey), e Jackson Njau, do Museu Nacional de História Natural da Tanzânia.

Crocodilo fatiado

Embora tenham aproximadamente o mesmo tamanho dos répteis que habitam o Nilo, os crocodilos Olduvai tinham focinhos mais estreitos e chifres largos, que são mais característicos do crocodilo de Madagascar, que foi extinto há algumas centenas de anos.

A descoberta do C. anthropophagus aponta mais diversidade nos crocodilos africanos durante os últimos 2,5 milhões de anos do que se pensava, diz Brochu. “Pessoas sempre tiveram a percepção sobre crocodilos como se estes tivessem evolução lenta, como se fossem fósseis vivos. Isto é uma tolice”.

Seu grupo não encontrou muitos fósseis do C. anthropophagus, e nenhum deles está completo, então é impossível determinar precisamente a sua relação com os crocodilos modernos do Nilo ou quando a espécie antropofágica foi extinta, diz Brochu.


Fonte: Luiz Prado

Fonte:   http://www.portaldomeioambiente.org.

Ferramentas encontradas em Creta põem em dúvida início das navegações

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02:10

Parece que os primeiros seres humanos, possivelmente até mesmo seus ancestrais, já iam para o mar há muito mais tempo do que se supunha.

Essa é a impressionante implicação de descobertas realizadas nos dois últimos verões na ilha de Creta, na Grécia. Ferramentas de pedra ali encontradas, segundo arqueólogos, datam de pelo menos 130 mil anos atrás, e são consideradas fortes evidências das mais antigas atividades de navegação no Mediterrâneo, e fazem com que sejam repensadas as capacidades marítimas das culturas pré-humanas.

Creta já é uma ilha há mais de cinco milhões de anos; isso significa que os fabricantes das ferramentas precisariam ter chegado em barcos. Tal fato parece levar a história das viagens pelo Mediterrâneo mais de 100 mil anos para trás, dizem arqueólogos especializados na Idade da Pedra. Descobertas anteriores de artefatos tinham mostrado povos chegando ao Chipre, a algumas outras ilhas gregas e possivelmente a Sardenha, não antes de 10 ou 12 mil anos atrás.

A mais antiga viagem marítima estabelecida foi a migração além-mar do Homo sapiensanatomicamente moderno à Austrália, que começou há cerca de 60 mil anos. Existe também uma sugestiva corrente de evidências, especialmente os esqueletos e artefatos na ilha indonésia de Flores, de mais hominídeos antigos chegando a novos habitats por via marítima.

E ainda mais intrigante, os arqueólogos que encontraram as ferramentas em Creta apontaram que o estilo dos machados de mão sugeria uma idade de até 700 mil anos. Isso pode ser exagero, eles reconhecem, mas as ferramentas são semelhantes a artefatos da tecnologia de pedra conhecida como Acheulense, que teve início com populações pré-humanas na África.

Mais de dois mil artefatos de pedra, incluindo os machados, foram coletados na costa sul de Creta, perto da cidade de Plakias, por uma equipe comandada por Thomas F. Strasser e Eleni Panagopoulou. Ela trabalha junto ao Ministério da Cultura da Grécia e ele é professor-associado de história da arte do Providence College, em Rhode Island. Eles foram auxiliados por geólogos e arqueólogos gregos e norte-americanos, incluindo Curtis Runnels, da Universidade de Boston.

Strasser descreveu a descoberta no mês passado, num encontro do Instituto Arqueológico da América. Um relatório formal foi aceito para publicação no Hesparia, o jornal da Escola Americana de Estudos Clássicos, em Atenas, um dos financiadores do trabalho de campo.

A equipe de pesquisa de Plakias começou buscando restos de materiais de artesãos mais recentes. Tais artefatos seriam lâminas, pontas de lanças e cabeças de flecha típicas dos períodos Mesolítico e Neolítico.

“Nós encontramos essas ferramentas e, em seguida, encontramos as machadinhas”, afirmou Strasser em entrevista na semana passada.

“Ficamos aturdidos”, disse Runnels em entrevista. “Aquilo simplesmente não deveria estar lá”.

A notícia da descoberta está circulando entre os acadêmicos que estudam a Idade da Pedra. Os poucos que viram os dados e algumas fotos –a maioria das ferramentas está em Atenas– disseram estar empolgados e cautelosamente impressionados. A pesquisa, se confirmada por estudos adicionais, embaralha as linhas do tempo do desenvolvimento tecnológico e as informações de livros didáticos sobre a mobilidade de humanos e pré-humanos.

Idade do sítio

Ofer Bar-Yosef, autoridade na área de arqueologia da Idade da Pedra em Harvard, disse que o valor da descoberta dependeria da idade do sítio. “Assim que os pesquisadores obtiverem as datas”, disse ele por e-mail, “teremos uma compreensão melhor da importância da descoberta”.

Bar-Yosef disse ter visto apenas algumas fotos das ferramentas de Creta. As formas só podem indicar uma idade possível, afirmou ele, mas “o manuseio dos artefatos pode proporcionar uma impressão diferente”. E a idade, segundo ele, contaria toda a história.

Runnels, que possui 30 anos de experiência com pesquisas da Idade da Pedra, afirmou que uma análise conduzida por ele e três geólogos “não deixou muita dúvida sobre a idade do sítio, e as ferramentas devem ser ainda mais antigas”.

Os penhascos e cavernas acima da costa, segundo os pesquisadores, foram elevados por forças tectônicas onde a placa africana, que fica por baixo, empurrou a placa europeia. As camadas elevadas expostas representam a sequência de períodos geológicos que foram bem estudados e datados, em alguns casos correlacionados a datas estabelecidas de períodos glaciais e interglaciais da era de gelo mais recente. Além disso, a equipe analisou a camada onde estavam as ferramentas, e determinou que o solo dali estava na superfície entre 130 e 190 mil anos atrás.

Runnels disse considerar essa uma idade mínima para as ferramentas em si. Elas incluem não só machadinhas de quartzo, mas também cutelos e pás, todos no estilo Acheulense. As ferramentas podem ter sido feitas milênios antes de chegarem ali e ficar como estavam, congeladas no tempo nos penhascos de Creta, afirmam os arqueólogos.

Runnels sugeriu que as ferramentas poderiam ter pelo menos o dobro da idade das camadas geológicas. Strasser sustenta que elas podem chegar a 700 mil anos. Mais explorações estão planejadas para o próximo verão.

A data de 130 mil anos colocaria a descoberta numa época em que o Homo sapiens já havia evoluído na África, em algum momento depois de 200 mil anos atrás. Sua presença na Europa não se tornou evidente até cerca de 50 mil anos atrás.

Arqueólogos só podem especular sobre quem eram os fabricantes dessas ferramentas. Há 130 mil anos, os humanos modernos dividiam o mundo com outros hominídeos, como o Neanderthal e oHomo heidelbergensis. Acredita-se que a cultura Acheulense tenha começado com o Homo erectus.

A hipótese padrão era que os fabricantes de ferramentas Acheulenses chegaram à Europa e à Ásia através do Oriente Médio, atravessando o que hoje é a Turquia e os Bálcãs. As novas descobertas sugerem que sua dispersão não foi confinada a rotas terrestres. Elas podem dar credibilidade a ideias de migrações da África, pelo Estreito de Gibraltar, para a Espanha. A costa sul de Creta, onde foram encontradas as ferramentas, fica 200 milhas ao norte da África.

“Não podemos afirmar que os fabricantes de ferramentas atravessaram as 200 milhas partindo da Líbia,” afirmou Strasser. “Se você está numa jangada, essa é uma longa viagem mas eles podem ter vindo do continente europeu por travessias menores, através das ilhas gregas”.

Contudo, arqueólogos e especialistas em história náutica antiga dizem que a descoberta parece mostrar que esses marinheiros surpreendentemente antigos possuíam embarcações mais robustas e confiáveis do que simples jangadas. Eles também deviam ter a habilidade cognitiva para planejar e realizar repetidas travessias marítimas por longas distâncias, buscando estabelecer populações auto-sustentáveis que produziam uma abundância de artefatos de pedra.Fonte: UOL

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Escavações em Jerusalém descobrem via pública de 1.500 anos

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10.02.10 – 14:37

Escavações em Jerusalém descobrem via pública de 1.500 anos Rua é descrita em ‘mosaico de Madaba’, mapa do período bizantino.
Foram encontradas vasilhas, moedas e pesos usados por comerciantes.

Do G1, com agências internacionais*

Foto: Ronen Zvulun / ReutersOfer Sion, diretor de escavações da Autoridade para Antiguidades de Israel, segura répica de um antigo mapa da cidade (Foto: Ronen Zvulun / Reuters) Escavações na Cidade Antiga de Jerusalém confirmaram a existência de uma via pública construída há 1.500 anos que aparece descrita no “mapa de Madaba”, um mosaico antigo encontrado na igreja homônima, na Jordânia, que mostra a Jerusalém do período bizantino. Reuters BR

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Descobertos genes que permitem modificar a fragrância das flores

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Dar aroma às flores que não o possuem, tornar a fragrância mais suave ou doce, ou modificá-la completamente serão alternativas disponíveis para quem se dedica à floricultura, informou uma equipe de pesquisadores do Instituto de Alimentos e Ciências Agrícolas da Universidade da Flórida (UF).

Os cientistas descobriram os genes da complexa mistura química que produz a fragrância de uma flor, e abriram novos caminhos para modificar ou aumentar os compostos de aroma e produzir os cheiros desejados.

“Durante muito tempo os cultivadores se focaram especialmente no aspecto da flor, seu tamanho, sua cor e quanto tempo dura, mas a frangrância ficou esquecida”, assinalou David Clarck, professor de horticultura ambiental na UF.

No futuro isso poderá mudar e as pessoas terão como escolher entre uma variedade de aromas, ou ainda uma sem cheiro, da mesma flor, disseram os cientistas.

Por mais de dez anos, Clark e outros pesquisadores analisaram este fenômeno através dos genes de 8 mil petúnias e chegaram a algumas conclusões impressionantes. Por exemplo, eles concluíram que o gene responsável pela fragrância do leite de rosas é o mesmo que dá sabor aos tomates.

Por manipulação desse gene, os cientistas conseguiram gerar tomates mais saborosos, e atualmente se dispõem a preparar sua comercialização, assim como com a fragrância das rosas.Fonte: G1

Fonte: www.camera2.com.br

Maquiagem das múmias era remédio

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09/02/10 Topo

Paulo Oliveira (*)

Imagens do Egito antigo apresentam os olhos dos faraós e dos sacerdotes pintados de preto. Parece que a maquiagem não apenas decorava os olhos, como ainda servia de proteção contra infecções.

Pesquisadores franceses indicam que o uso de forte maquiagem nos olhos usada pela realeza egípcia tinha uma forte componente medicinal. Foram examinadas 52 exemplares do que pode ser considerado destaque das antigas caixas egípcias de maquiagem, conservadas no museu do Louvre em Paris.

Descobriram que duplicava o combate à infecção por que a fórmula incluía quatro substâncias diferentes tendo por base o chumbo.

Embora seja reconhecido hoje que o chumbo é uma substancia altamente tóxica e o seu uso tenha sido proibido em tintas e nos combustíveis para automóveis, as pequenas quantidades presentes nos cosméticos egípcios funcionam como antibiótico.

Segundo Neal Langerman, especialista em saúde química e segurança que analisou o estudo, os cosméticos com base de chumbo quando formulados corretamente, protegiam os usuários de infecções nos olhos.

Por certo os farmacêuticos egípcios não sabiam que a maquiagem matava as bactérias nem que os compostos com base de chumbo podiam levar o sistema imunitário a combater a doença.

Os pesquisadores franceses descobriram que ao introduzir os cosméticos antigos em culturas de células humanas num tubo de ensaio, os químicos quase quadruplicavam a produção de células de ácido cítrico – um agente chave para estimular o corpo a aumentar as defesas imunitárias.

(*) Repórter da Voz da América, de onde esta matéria foi transcrita.

Fonte: www.jaymecopstein.com.br

Atividade solar pode interferir com comunicações na Terra até 2012, dizem cientistas

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03.02.10 – 11:08

A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

‘Maluco’

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade”, afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

“O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais”, explica Couper.

“Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá”, diz a astrônoma.

Sem explicações

Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.

Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.Fonte: Estadão

Fonte: www.camera2.com.br

Planta troca polinizadores quando lagartas atacam

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Não é uma situação perfeita o relacionamento entre uma espécie de planta de tabaco e as mariposas da família Sphingidae.

Claro, essa mariposa faz um bom trabalho polinizando a planta, Nicotiana attenuata, que cresce no oeste dos Estados Unidos e floresce à noite. Porém, a mariposa tem o hábito de deixar seus ovos, que se desenvolvem em lagartas que gostam muito de comer a planta.

Por isso, a N. attenuate age de maneira inovadora, seguindo cientistas do Instituto de Ecologia Química Max Planck, em Jena, Alemanha. Conforme descrevem na publicação Current Biology, ela troca o momento de florescer pela manhã, atraindo assim um polinizador diferente – o beija-flor.

“Ninguém havia realmente percebido isso antes”, disse Ian T. Baldwin, diretor do instituto e autor do artigo da Current Biology. Ele diz que Danny Kessler, o autor principal, tirava fotos de uma planta e percebeu que ela estava sendo atacada por lagartas. “Do nada, as flores se abriram pela manhã”, explicou.

A mastigação das lagartas produz secreções orais que “ativam toda uma série de reações de defesa”, disse Baldwin, incluindo a produção de toxinas de inibidores de protease que reduzem a habilidade digestiva da lagarta. A alteração na hora do florescer, diz ele, “gera uma série de eventos ativados pelo ataque das lagartas”.

Ao trocar de polinizador, a planta reduz os danos causados pelas lagartas. Mas por que não eliminar a polinização das mariposas? Provavelmente porque elas são um polinizador mais eficiente que os beija-flores – viajam mais longe e visitam mais plantas. “A planta do tabaco obtém serviços de polinização superiores com a mariposa”, disse Baldwin.Fonte: UOL

Fonte: www.camera2.com.br

Japoneses criam hidrogel a partir de água e argila

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03.02.10 – 00:27

Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente não pensa muito no hidrogel. Mesmo quando os vê – aqueles tubos de gelatina no refeitório da escola –, você nem mesmo pensa de novo neles.

Porém, alguns cientistas pensam muito nos hidrogéis, e esses materiais feitos de compostos cruzados e água se desenvolveram muito nos últimos anos. Uma meta é desenvolver géis mais fortes e com maior auto-recuperação, com aplicações potenciais em substituição de tecidos e outros campos da medicina.

Um avanço na direção desse objetivo é relatado no jornal Nature. Cientistas no Japão criaram um gel com essas propriedades, fundamentalmente a partir de água e argila.

Para Takuzo Aida, da Universidade de Tóquio, Justin L. Mynar, hoje na Universidade da Califórnia, e colegas, a chave foi o desenvolvimento de um aglutinante, uma comprida molécula com longos ‘”dedos” nas pontas, que liga as partículas de argila a uma rede, mantendo a água presa. As ligações que formam a rede são relativamente fracas, o que deixa o material com maior auto-recuperação.

O gel pode ser feito em cerca de três minutos em temperatura ambiente. Mynar disse que o material resultante era formado por aproximadamente 98% água, o que significa que os materiais bioativos – enzimas, proteínas, até mesmo células – poderiam ser colocados em seu interior. “Eles não sabem que estão, na verdade, cercados por uma substância sólida parecida com um gel”, disse ele.

Com muito mais trabalho de pesquisa, segundo Mynar, géis como esse poderão algum dia ser usados para substituir cartilagens do nosso corpo – caso em que sua habilidade de auto-recuperação seria especialmente importante.Fonte: UOL

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Cientistas desvendam as “montanhas fantasmas” da Antártida

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31.01.10 – 12:11

Sob a superfície de um lençol de gelo (em azul), os chamados Picos Fantasma podem ser observados na imagem produzida por radar no meio da Antártida
Foto: Redação Terra
Ocultas quilômetros abaixo da superfície de uma placa de gelo, as chamadas montanhas fantasmas localizadas no centro da Antártida estão finalmente se tornando visíveis, anunciaram pesquisadores no mês passado. Resultados de observações conduzidas por meio de radar de penetração subterrânea em 2008 e 2009 tornaram possível obter as mais detalhadas imagens já registradas das Montanhas Gamburtsev – e elas apresentam um relevo surpreendentemente acidentado, de acordo com os especialistas.
As imagens obtidas por meio de radar apresentam uma visão ligeiramente exagerada dos picos irregulares, com altura de cerca de 2,6 mil m. A serra provavelmente se formou milhões de anos atrás, e só posteriormente terminou recoberta pelo gelo da Antártida, disse a geofísica Robin Bell, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, parte da Universidade Colúmbia, líder do projeto conduzido pelos Estados Unidos na província antártica de Gamburtsev, como parte do programa científico do Ano Polar Internacional de 2007/08.
Em termos de tamanho e de forma, disse Bell, as montanhas Gamburtsev se assemelham à Cascade Range, no noroeste dos Estados Unidos, que abriga o Mount Rainier. Em 2008 e 2009, uma equipe internacional de pesquisadores viajou extensamente pela região de Gamburtsev – uma área mais ou menos equivalente à do Estado de Nova York -, utilizando um avião equipado com radar, o que permitia aos cientistas observar o que existe por baixo do gelo e “ver” o terreno subjacente.
O radar também revelou bolsões de água por sob o gelo, de acordo com Bell. Isso é importante, porque compreender como funcionam os sistemas hídricos por sob a camada de gelo ajuda os cientistas a determinar o que pode acontecer com a camada de gelo antártica à medida que o aquecimento global se intensifica. Eis as legendas para as fotos obtidas pela expedição:
Preparativos para a decolagem
Um pesquisador prepara um avião para uma jornada de exploração via radar, em uma expedição conduzida em 2008 sobre as Montanhas Gamburtsev, uma região recoberta de gelo na Antártida. Na superfície, o gelo muitas vezes é liso como uma pista de decolagem, e nada revela sobre o terreno subjacente, que pode atingir profundidades de até 4,8 mil m.
Observar o que existe por sob o gelo requer que o avião seja modificado com antenas para radar montadas nas asas, um trabalho que causa calafrios mesmo que as condições sejam as melhores possíveis em termos antárticos.
Caverna de gelo
Na superfície, a Antártida pode se assemelhar a uma terra encantada marcada por formações complexas como essa caverna de gelo, fotografada durante uma expedição às Montanhas Gamburtsev, em 2008. Mas a paisagem que existe por sob o gelo é um mistério muito antigo, e desvendá-la foi um processo muito trabalhoso.
“Nós realizamos muitos voos”, disse Robin Bell, a líder da expedição, em mensagem de e-mail à National Geographic. “Há 12 meses, o mapa ainda era bastante indistinto”, ela revelou. Mas depois da realização de múltiplos voos ao longo de uma região com 70 km de comprimento e 250 km de largura, os detalhes geográficos começaram a surgir. “Nós lentamente fomos preenchendo o mapa”, disse Bell, “e vimos a cadeia de montanhas se estendendo lentamente em nossas imagens”.
Dia de nevasca
Os ventos fortes encontrados em determinado dia de 2009 confinaram os membros da expedição ao seu acampamento e retardaram os voos de observação por radar que terminaram por revelar os picos, vales e correntezas ocultos das Montanhas Gamburtsev. Em alguns locais, por sob o gelo da Antártida, disse Bell, a diretora científica da expedição, parece que água em forma líquida continua a fluir por alguns dos antigos vales da cordilheira.
“Mas existem outros locais nos quais a plataforma (móvel) de gelo simplesmente puxa a água e a arrasta por sobre as encostas, lançando-a da ponta oposta”, ela afirmou, “por sobre os mais altos picos”.
Panorama inestimável
Em imagem que Michael Studiger, um dos membros da expedição, definiu como “visão milionária”, o Monte Erebus, um vulcão ativo da Antártida, surge por trás de uma colina perto da Prateleira de Gelo de Ross (mapa interativo da Antártida), em 2008 – bem distante das Montanhas Gamburtsev. Membros da equipe se encaminham a um acampamento provisório distante para participação em um curso obrigatório de sobrevivência com duração de dois dias, perto do vulcão – conhecido em termos jocosos como “escola da neve” ou “escola do campista feliz”.
Robin Bell, a líder da expedição, acredita que as Montanhas Gamburtsev sejam muito mais antigas que o Monte Erebus. Podem ter se formado 250 milhões de anos atrás, quando a Antártida já se havia acomodado à sua atual posição, acima do Polo Sul.
Era um período mais quente, diz Bell, e a erosão deve ter produzido os vales agora divisados nas imagens obtidas pelo radar de penetração subterrânea. Depois veio o gelo, soterrando os vales, assim como os picos que os cercavam, o que fez da cordilheira antártica, até recentemente, a última cadeia de montanhas inexplorada do planeta.Fonte: Terra

Fonte: www.camera2.com.br

Cientistas descobrem gene em cães relacionado a comportamento compulsivo

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Pesquisadores estudaram doberman pinschers que se enroscavam e chupavam os flancos por horas. Eles descobriram que esses cachorros tinham um gene em comum. Os cientistas descreveram suas descobertas – o primeiro gene identificado como tal em cães – num curto relatório publicado este mês no Molecular Psychiatry.
Dr. Nicholas Dodman, diretor da clínica de comportamento animal da Cummings School of Veterinary Medicine, da Tufts University, no estado de Massachusetts, e principal autor do relatório, afirmou que as descobertas têm amplas implicações para transtornos compulsivos em pessoas e animais.
Estimativas calculam que o transtorno obsessivo-compulsivo atinja de 2,5% a 8% da população humana. Ele aparece em comportamentos como lavar as mãos excessivamente, verificar o forno, trancas e luzes várias vezes, além de ações prejudiciais, como arrancar cabelos pela raiz e automutilação.
O transtorno tem sido retratado em filmes de sucesso e programas de televisão para definir personagens, como o escritor recluso Melvin Udall, interpretado por Jack Nicholson no longa “As Good as It Gets”, e Adrian Monk, interpretado por Tony Shaloub na série de televisão “Monk”. Transtornos similares são conhecidos em cachorros, particularmente em certas raças, incluindo dobermans.
Dodman e seus colaboradores buscaram uma fonte genética para esse comportamento ao analisar e comparar os genomas de 94 doberman pinschers que chupavam seus flancos, cobertores, ou apresentavam ambos os comportamentos, com os de 73 dobermans “normais”. Eles também estudaram os pedigrees de todos os cães para padrões complexos de hereditariedade. Os pesquisadores identificaram um ponto no cromossomo canino 7 contendo o gene CDH2 (Cadherin 2), que mostrou variação no código genético quando os comportamentos dos cães de chupar ou não seus flancos ou cobertores foram comparados.
A associação estatística levou a investigações mais profundas, a fim de determinar para qual proteína o gene continha instruções. Era para uma das proteínas chamadas cadherinas, encontradas por todo o reino animal e aparentemente envolvidas no alinhamento, adesão e sinalização celular.
Essas proteínas também foram recentemente associadas a transtornos no espectro do autismo, que inclui comportamentos repetidos e compulsivos, disse Dr. Edward I. Ginns, principal autor do relatório publicado no Molecular Psychiatry e diretor do Laboratório de Diagnóstico Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.
Dr. Dennis Murphy, psiquiatra que não esteve envolvido no estudo, afirmou que os resultados tinham potencial para uma compreensão mais avançada sobre o transtorno obsessivo-compulsivo. Dr. Murphy, também chefe do Laboratório de Ciências Clínicas da Divisão do Programa de Pesquisa Intramural dos Institutos Nacionais de Saúde Mental, agora está trabalhando para encontrar e sequenciar o gene CDH2 em humanos, com o objetivo de verificar se ele está ligado ao comportamento obsessivo-compulsivo.
Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo muitas vezes apresentam comportamentos normais que se tornam extremos, ritualizados, repetitivos e que consomem muito tempo, e sofrem de ansiedade e pensamento obsessivo.
Pelo fato de que o transtorno envolve pensamentos obsessivos e devido à dificuldade de entender a cognição animal, os mesmos tipos de comportamento em animais têm sido referidos simplesmente como transtorno compulsivo.
À medida que os cientistas aprendem mais sobre as causas moleculares por trás dessa condição, eles usam cada vez mais o termo “transtorno obsessivo-compulsivo” para se referir à condição em animais e pessoas.
Estimativas superficiais recentes realizadas pela Dra. Karen L. Overall, veterinária especialista em comportamento animal da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, sugere que até 8% dos cães nos Estados Unidos – de 5 a 6 milhões de animais – apresentam comportamento compulsivo, como correr em cercas, marchar, girar, tentar pegar o próprio rabo, abocanhar moscas imaginárias, lamber, mastigar, latir e encarar. Três machos para cada fêmea apresentam esses problemas, ela descobriu, enquanto em gatos a proporção é reversa.
Dra. Overall afirmou que os cães desenvolvem comportamento compulsivo entre 1 e 4 anos de idade. Alguns cachorros do grupo de estudo de Dodman começaram mais cedo, chupando cobertores com cerca de 5 meses de idade, e seus flancos com 9 meses.
Os cães podem ser tratados, mas quando não são o comportamento compulsivo é uma das principais razões pelas quais os donos colocam os bichos para adoção ou eutanásia, segundo behavioristas veterinários.
Dra. Overall afirmou em artigo científico que causas ambientais podem ultrapassar fatores genéticos no desenvolvimento de comportamento compulsivo em alguns casos.
Ela disse que a prática de “enforcar” um cachorro pelo pescoço, uma forma de disciplina defendida por alguns treinadores, produz comportamentos compulsivos. Cães que vieram de canis ou abrigos, cães de resgate e aqueles que são confinados e ficam entediados ou ansiosos também parecem apresentar tendência maior ao comportamento compulsivo, disse ela.
Outros animais domésticos, especialmente gatos e cavalos, assim como alguns animais de zoológicos, apresentam comportamentos compulsivos, incluindo chupar lã no caso de gatos siameses, transtorno de locomoção em cavalos confinados, e marcha em ursos polares, tigres e outros carnívoros em cativeiro.
Embora antidepressivos, particularmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina e clomipramina, um antidepressivo tricíclico, e modificação no comportamento tenham se mostrado eficazes em controlar comportamento compulsivo em cachorros e pessoas, eles parecem não corrigir patologias ocultas ou causas, disse Ginns. Essas causas provavelmente são tão variadas quanto os comportamentos compulsivos – e tão complexas quanto a interação de vários genes e o ambiente.
“O estresse e a ansiedade, assim como trauma físico e doença, podem deflagrar comportamentos repetitivos que depois assumem vida própria”, disse Ginns.
Entretanto, ele acredita que em muitos casos há uma predisposição genética que responde aos estímulos ambientais de forma que um comportamento antes normal passa a ser patológico. Essas disposições genéticas podem diferir acentuadamente em comportamentos diferentes.
Alguns geneticistas afirmam que, devido ao seu pedigree detalhado e à similaridade de seus genes em relação aos humanos, os cachorros são um modelo ideal para estudo de comportamentos e patologias humanas, especialmente os que envolvem padrões complexos de hereditariedade. Poucos humanos têm registros genealógicos detalhados, mas são um exemplo quando se fala em registrar cada detalhe dos ancestrais de seus animais de raça pura.
“Nick e eu temos um interesse por pedigrees”, contou Ginns, explicando como ele e Dodman se tornaram colaboradores de Kerstin Lindblad-Toh e seus sequenciadores genéticos do Broad Institute do MIT e Harvard – o mesmo grupo que sequenciou o genoma do cão, agora tão valioso para estudiosos dos genes caninos quanto para estudiosos dos genes humanos.Fonte: UOL

Fonte: www.camera2.com.br

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