Antropólogo exibe pedra maia e desmente fim do mundo em 2012

Ciência Sem comentários »

 



Pedra maia: calendário descreve 23 de dezembro de 2012 como o início de uma nova era

Tabasco, México – A pedra do calendário maio que foi interpretada erroneamente como um anúncio do fim do mundo marcado para dezembro de 2012 foi apresentada na terça-feira em Tabasco, sudeste do México.

A peça é formada de pedra calcária e esculpida com martelo e cinzel, e está incompleta. "No pouco que podemos apreciá-la, em nenhum de seus lados diz que em 2012 o mundo vai acabar", enfatizou José Luis Romero, subdiretor do Instituto Nacional de Antropologia e História.

Na pedra está escrita a data de 23 de dezembro de 2012, o que provocou rumores de que os maias teriam previsto o fim do mundo para este dia. Até uma produção hollywoodiana, "2012", foi lançada apresentando esse cenário de Apocalipse.

"No pouco que se pode ler, os maias se referem à chegada de um senhor dos céus, coincidindo com o encerramento de um ciclo numérico", afirmou Romero.

A data gravada em pedra se refere ao Bactum XIII, que significa o início de uma nova era, insistiu Romero.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/ciencia/noticias/antropologo-exibe-pedra-maia-e-desmente-fim-do-mundo-em-2012

Copiado de: http://newtonluizfinato.blogspot.com/2012/01/antropologo-exibe-pedra-maia-e-desmente.html

Como as mulheres chegam ao orgasmo

Ciência Sem comentários »

 

O psicólogo americano Barry Komisaruk, contrariando Sigmund Freud, conseguiu entender o que se passa na cabeça das mulheres – pelo menos no momento do orgasmo. O pesquisador da Universidade Rutgers recrutou 11 mulheres – bastante desinibidas, diga-se de passagem – para que elas se estimulassem sexualmente (uma de cada vez) dentro de um aparelho de ressonância magnética.

Komisaruk e sua equipe registraram quais áreas do cérebro eram ativadas quando as mulheres tocavam a vagina, o clitóris e o colo do útero, com os dedos ou brinquedos sexuais. As voluntárias, que tinham entre 23 e 56 anos, ganharam US$ 100 para participar das sessões da pesquisa, que duravam entre uma e duas horas. As imagens do funcionamento do cérebro das mulheres foram publicadas no final do mês passado no jornal da Sociedade Internacional de Medicina Sexual. Ganharam o apelido de “mapa do prazer feminino”.

Antes que leitores do sexo masculino se entusiasmem, é preciso avisar que as descobertas de Komisaruk não se traduzem em sugestões para satisfazer as parceiras. Mas dão pistas sobre onde começar. Os estímulos na vagina e no clitóris acionam áreas diferentes do cérebro, o que provaria que os orgasmos ligados a essas duas regiões não são iguais. “Ao contrário do que dizem muitos sexólogos – que o clitóris é responsável pela maior parte do prazer feminino –, os estímulos vaginais também produzem ativações fortes no cérebro”, disse Komisaruk a ÉPOCA.

A conclusão mais interessante do estudo é sobre a sensibilidade dos mamilos, uma área freqüentemente menosprezada por homens que vão direto ao ponto sul, e não ao norte. Os pesquisadores descobriram que estimulá-los ativa as mesmas zonas cerebrais ativadas pelo toque na região genital, embora com intensidade menor. Isso explicaria por que algumas mulheres, segundo relatos colhidos pelos cientistas, podem ter orgasmos pela estimulação do mamilo (fica a dica).

 

 

 
0,,55626633,00.jpg

Pesquisadores descrevem como o pênis humano perdeu os espinhos

Ciência Sem comentários »

LONDRES – O pênis humano não tem espinhos graças à perda evolucionária de um bloco não-codificante do DNA, segundo um estudo publicado na revista Nature que descreve como as supressões regulatórias do DNA têm ajudado a esculpir a evolução de características humanas específicas. 

O pesquisador Gill Bejerano usou genômica comparativa para identificar 510 supressões específicas em humanos – sequências altamente conservadas em chimpanzés e outras espécies mas ausentes no genoma humano. As supressões representam blocos regulatórios de DNA – sequências que podem influenciar a expressão de genes próximos – e se encontram quase exclusivamente em trechos não-codificantes do DNA, perto de genes envolvidos na sinalização hormonal e na função neural. 

Uma das supressões estudadas é justamente a que elimina a sequência regulatória perto do gene receptor andrógeno humano, uma mudança molecular ligada à perda anatômica de bigodes sensoriais e espinhos penianos queratinizados – comuns em outros animais como chimpanzés, macacos e micos mas associados ao comportamento monogâmico de certos primatas. 

Os espinhos aumentariam o estímulo do homem durante a cópula e induziriam a ovulação da fêmea em algumas espécies, mas também poderiam causar danos à fêmea. Outra hipótese é que serviriam para bloquear tentativas de outros machos de fertilizar a mesma fêmea. 

A perda dos espinhos, segundo os pesquisadores, resultou em menos sensibilidade e mais tempo de copulação e pode estar associada a uma ligação mais forte entre humanos e maior cuidado paternal com a prole. 

Fonte: O Globo / www.camera2.com.br

Cientistas curam HIV de camundongo

Ciência Sem comentários »

 

 

 

Eis um enunciado científico muito aguardado: cientistas curaram uma doença similar à Aids, em camundongos. Há, porém, um grande entretanto: os bichos ficaram sem uma variação do HIV que atinge a espécie, mas tiveram tantos efeitos colaterais após o “tratamento” que quase morreram.

Os cientistas não utilizaram antivirais. Forçaram o próprio sistema imunológico dos animais a lutar contra o vírus –e, surpreendentemente, ele conseguiu vencer.

Eles sabiam que o sistema imunológico dos camundongos, assim como o dos humanos, tem uma espécie de disjuntor. Quando ele se depara com um inimigo muito forte, como o HIV, e atinge um estado crítico, o disjuntor “desliga” o sistema, para evitar danos permanentes. É como se o sistema imunológico estivesse se rendendo.

O disjuntor é um gene chamado SOCS3, que libera um proteína de mesmo nome que faz o serviço de “derrubar” a defesa do organismo.

O líder do estudo, o médico Marc Pellegrini, do Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália, pensou: e se tirarmos esse disjuntor e deixarmos o sistema imunológico prosseguir defendendo o organismo até as últimas consequências, o que acontece?

Foi como se Pellegrini estivesse disposto a pagar para ver o preço de um “superaquecimento” do organismo –para manter a analogia, ele apostou que, após o cheiro de queimado e até incêndios terem destruído permanentemente a “estrutura” do sistema imunológico, o corpo ao menos se livraria do vírus.

Os pesquisadores, então, utilizaram um hormônio para nocautear o SOCS3 nos camundongos –a expressão que eles usam é essa, como se o gene fosse um boxeador perdendo os sentidos depois de levar uma pancada.

Sem o SOCS3, a guerra entre o sistema imunológico e o vírus seguiu até que um deles se esgotasse.

A experiência mostrou que Pellegrini estava certo. Após 60 dias, já não era possível encontrar o vírus em nenhum dos ratos do pesquisador –e só eles sabem o mal que devem ter passado nesse intervalo, com o seu sistema imunológico “fora de controle”, obcecado por acabar com o vírus a qualquer custo.

O “superaquecimento” do sistema imunológico não ficou de graça: a saúde dos animais ficou danificada após esse processo.

EFEITOS COLATERAIS

Os bichos desenvolveram graves e recorrentes inflamações, além de vários tipos de doenças autoimunes –quando o organismo perde a capacidade de reconhecer a si mesmo e passa a se atacar, considerando invasoras as suas próprias células.

Os pesquisadores dizem que ainda há muito a descobrir sobre como esses efeitos colaterais se desenvolvem. Por enquanto, portanto, a técnica é insegura demais para ser testada em seres humanos, ainda que os mecanismos de reação do sistema imunológico relevantes para a técnica sejam iguais aos dos camundongos.

Como a técnica não é específica para o HIV, os cientistas acreditam que ela funcione também com outras doenças, como as hepatites B e C e também a tuberculose.

O trabalho foi publicado na revista científica “Cell”.

Fonte: Folha On Line www.camera2.com.br / Ler a notícia na origem.

Pesquisadores brasileiros descobrem curativo natural

Ciência 1 Comentário »

 

Pesquisadores brasileiros descobriram um curativo natural para o tratamento de feridas de cicatrização difícil. É feito de sangue humano. O aposentado Arthur Travasio tem feridas na perna causadas por uma queimadura que nunca cicatrizou. Agora, ele começou um tratamento com um gel que funciona como curativo natural. O produto é fruto de uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Hematologia da Unesp de Botucatu. O medicamento tem um diferencial inovador: 100% da matéria-prima vêm de sangue doado. “O que nutre todos os tecidos é o sangue, então deveria estar neste sangue a resposta para as feridas”, disse a pesquisadora Elenice Deffune. O sangue passa por essa máquina que divide o material em três partes: hemácias, usadas nas transfusões; plaquetas, utilizadas no tratamento de leucemia; e plasma, que na maioria das vezes era descartado. E é justamente o plasma a fonte do novo remédio. A principal função do produto é estimular o organismo a conter a ferida. A ação das proteínas que estão presentes no gel ajuda a recuperação dos vasos sanguíneos, a formação de nova pele e o fechamento da lesão. “São substâncias que interagem com a própria química do organismo”, disse a pesquisadora Rosana Rossi Ferreira. O gel está em fase de testes, mas logo deve ser comercializado. “Ele é economicamente viável e é cientificamente lógico”, afirmou Elenice. A auxiliar de enfermagem Conceição Marfil sofreu com úlceras nas pernas durante sete anos. Depois de usar o curativo natural, não tem mais nada. “Foi uma salvação, tanto na parte estética, como emocional também, porque a pessoa que tem essa úlcera acaba se fechando um pouco”. De acordo com os pesquisadores, o gel desenvolvido pela Unesp deve custar um terço do preço dos medicamentos convencionais.

Fonte: G1 www.camera2.com.br / Ler a notícia na origem.

O influente médico gaúcho

Ciência Sem comentários »

   
Depois de receber um prêmio inédito de mérito científico pela contribuição nos últimos 15 anos à Sociedade Francesa de Cirurgia da Mão, o médico gaúcho Jefferson Braga Silva, recebeu distinção do grupo editorial Americano Marquis Who’s Who, pelo conjunto da obra em nervos periféricos, tendo o seu nome incluído no livro Who’s who in the Word (“Quem é quem no Mundo”). Ele coordena o Laboratório de Pesquisa da Pucrs em parceria com o Institut de Neurosciences da Universidade de Montpellier, na França, desenvolvendo biomateriais para a criação de um nervo artificial. “O desenvolvimento desses biomateriais e de moléculas bioativas estão entre os estudos mais avançados na pesquisa de medicina regenerativa”, destaca.

Fonte: www.AffonsoRiter.com.br

Diz o blogueiro – essa é a notícia que tenho prazer em postar, pois os grandes veículos não se interessam por ela. Para mim como brasileiro é motivo de enorme satisfação saber que contribuímos para melhorar a humanidade.

Achei o médico certo.

Ciência, Humor Sem comentários »

Depois destes conselhos …Este é o meu médico… 
 

Achei o MEU MÉDICO!!!

Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados…

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só… não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca!!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência…. O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor…tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!!… Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco?! Cacau!!! Outro vegetal!!! É uma comida boa pra se ficar feliz!!!

E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. (boa!) Melhor enfiar o pé na jaca – Cerveja em uma mão – tira gosto na outra – muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU!!! QUE VIAGEM!!!

P.S: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL.
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA

E É GORDA.

LEMBRANDO:
COELHO  CORRE, PULA E  VIVE 15 ANOS,
TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E
VIVE 450 ANOS !!!!
“Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar,  pinga e gelo e vá ser feliz!”

Menino recebe traqueia feita com células-tronco

Ciência Sem comentários »

Um garoto britânico de dez anos de idade tornou-se a primeira criança a receber um transplante de traqueia feita com células tronco, disse nesta sexta-feira o hospital Great Ormond Street Hospital for Children, em Londres, que realizou a cirurgia esta semana.

Os médicos dizem que o garoto respira normalmente.

Os médicos britânicos e italianos responsáveis pelo transplante inédito esperam que o procedimento reduza em muito o risco de rejeição já que o sistema imunológico do garoto não deve repelir a nova traqueia.

Esta foi a primeira vez que uma traqueia inteira foi transplantada.

Condição rara

Do órgão doado, foram retiradas células do doador, deixando apenas a armação de colágeno. Foram então injetadas células-tronco do garoto na armação.

Os médicos esperam que no próximo mês as células-tronco se transformem em células especializadas que formem o interior e o exterior da traqueia.

O garoto apresenta estenose traqueal congenital, uma malformação rara caracterizada pelo baixo calibre da via aérea. Quando nasceu, sua traqueia media apenas 1 milímetro de largura.

“É como respirar através de um canudo”, afirmou o comunicado do hospital.

O pesquisador italiano de células-troco, Paolo Macchiarini, do hospital Universitário de Florença fez parte da equipe médica. G1

Fonte: www.camera2.com.br

Cachorro surgiu no Oriente Médio, mostra análise de DNA

Ciência Sem comentários »

18.03.10 – 09:54

Um São Bernardo é tão diferente de um chihuahua que nem parecem ser da mesma espécie. Mas o maior estudo genético já feito sobre cães domésticos acaba de mostrar que, no seu DNA, as várias raças de cachorro são ainda mais parecidas do que se imaginava.

Enquanto a maioria das diferenças de peso e altura em humanos e outros animais envolvem um punhado de genes com efeitos individuais pequenos, em cachorros um único gene é responsável por mais de 50% da variação no tamanho do corpo, por exemplo.

Os cientistas conseguiram também apontar o local onde os primeiros lobos foram domesticados: no Oriente Médio, e não no extremo Oriente, como se pensava.

Editoria de Arte/Folha Imagem

Eles puderam chegar a essa conclusão analisando o trechos do material genético de mais de 900 cachorros de 85 raças e de lobos do mundo inteiro. Assim, foi possível criar um grande retrato de família, montando uma árvore genealógica da espécie.

Ela é bem inesperada, porque a localização geográfica das raças não parece ter relação com as diferenças genéticas entre elas –ao contrário do que ocorre com espécies que evoluem naturalmente. Afinal, é a seleção artificial humana, não a seleção natural, a principal força a guiar a evolução canina.

As pessoas escolhem os animais que vão sobreviver utilizando critérios como a docilidade, a beleza, a utilidade na caça ou com rebanhos. A seleção artificial faz com que as características da região onde o bicho vive não sejam tão importantes quanto a vontade dos criadores na determinação das suas características.

Os cientistas perceberam como a domesticação podia causar grande impacto nos animais na década de 1950. O soviético Dmitri Belyaev, na época, selecionou por seis gerações os filhotes de raposa mais dóceis para se reproduzirem. Ao final, os animais eram ávidos por contato humano e até ganharam características físicas que humanos consideram simpáticas, como orelhas caídas.

Origens

A seleção artificial aconteceu com força em dois momentos, diz Robert Wayne, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele é coautor do estudo, que envolveu um grupo de 36 cientistas e sai na edição de hoje da revista “Nature”.

O primeiro momento ocorreu no próprio Oriente Médio, quando surgiram cerca de 20% das raças atuais. Foi quando surgiu a agricultura, há 10 mil anos, que os laços entre humanos e cachorros se estreitaram. “Nessa região, eles são encontrados enterrados com as pessoas. Em um caso, um filhote foi enterrado nos braços de um homem”, diz Wayne.

O outro foi no século 19, quando virou moda criar novas raças de cachorros e apareceram 80% das atuais, dizem os cientistas. Na época se fortaleceu o conceito de “pureza” das raças, surgindo, a partir de então, animais com todo tipo de comportamento e porte.

A partir da 2ª Guerra Mundial, o pedigree se tornou mania entre quem queria comprar um cachorro. O que os cientistas questionam agora é se tal esforço pela purificação das raças é saudável. A falta de variedade genética pode facilitar a proliferação de doenças.

O debate se reacendeu quando Barack Obama decidiu qual cachorro iria morar na Casa Branca –um cão d’água português, para decepção dos grupos de direitos dos animais, que preferiam um vira-lata.

Fonte: Folha On Line

Um São Bernardo é tão diferente de um chihuahua que nem parecem ser da mesma espécie. Mas o maior estudo genético já feito sobre cães domésticos acaba de mostrar que, no seu DNA, as várias raças de cachorro são ainda mais parecidas do que se imaginava.

Enquanto a maioria das diferenças de peso e altura em humanos e outros animais envolvem um punhado de genes com efeitos individuais pequenos, em cachorros um único gene é responsável por mais de 50% da variação no tamanho do corpo, por exemplo.

Os cientistas conseguiram também apontar o local onde os primeiros lobos foram domesticados: no Oriente Médio, e não no extremo Oriente, como se pensava.

Editoria de Arte/Folha Imagem

Eles puderam chegar a essa conclusão analisando o trechos do material genético de mais de 900 cachorros de 85 raças e de lobos do mundo inteiro. Assim, foi possível criar um grande retrato de família, montando uma árvore genealógica da espécie.

Ela é bem inesperada, porque a localização geográfica das raças não parece ter relação com as diferenças genéticas entre elas –ao contrário do que ocorre com espécies que evoluem naturalmente. Afinal, é a seleção artificial humana, não a seleção natural, a principal força a guiar a evolução canina.

As pessoas escolhem os animais que vão sobreviver utilizando critérios como a docilidade, a beleza, a utilidade na caça ou com rebanhos. A seleção artificial faz com que as características da região onde o bicho vive não sejam tão importantes quanto a vontade dos criadores na determinação das suas características.

Os cientistas perceberam como a domesticação podia causar grande impacto nos animais na década de 1950. O soviético Dmitri Belyaev, na época, selecionou por seis gerações os filhotes de raposa mais dóceis para se reproduzirem. Ao final, os animais eram ávidos por contato humano e até ganharam características físicas que humanos consideram simpáticas, como orelhas caídas.

Origens

A seleção artificial aconteceu com força em dois momentos, diz Robert Wayne, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele é coautor do estudo, que envolveu um grupo de 36 cientistas e sai na edição de hoje da revista “Nature”.

O primeiro momento ocorreu no próprio Oriente Médio, quando surgiram cerca de 20% das raças atuais. Foi quando surgiu a agricultura, há 10 mil anos, que os laços entre humanos e cachorros se estreitaram. “Nessa região, eles são encontrados enterrados com as pessoas. Em um caso, um filhote foi enterrado nos braços de um homem”, diz Wayne.

O outro foi no século 19, quando virou moda criar novas raças de cachorros e apareceram 80% das atuais, dizem os cientistas. Na época se fortaleceu o conceito de “pureza” das raças, surgindo, a partir de então, animais com todo tipo de comportamento e porte.

A partir da 2ª Guerra Mundial, o pedigree se tornou mania entre quem queria comprar um cachorro. O que os cientistas questionam agora é se tal esforço pela purificação das raças é saudável. A falta de variedade genética pode facilitar a proliferação de doenças.

O debate se reacendeu quando Barack Obama decidiu qual cachorro iria morar na Casa Branca –um cão d’água português, para decepção dos grupos de direitos dos animais, que preferiam um vira-lata. Folha On Line

Fonte: www.camera2.com.br

Nova espécie de crocodilo pré-histórico se alimentava de humanos

Ciência Sem comentários »
3395Uma espécie recém-identificada de crocodilo que se alimentava de humanos pode ter gerado muito mais do que a sua parcela de pesadelos pré-históricos.

Descoberto em uma pedra de 1,8 milhão de anos no desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia, o Crocodylus anthropophagus, de 7,5 m de comprimento, teria sido o maior predador de seres humanos primitivos da região.

“Não posso garantir que esses crocodilos estavam matando nossos ancestrais, mas certamente os mordiam”, afirma Chris Brochu, paleontologista de vertebrados da Universidade de Iowa.

Brochu deu o nome à besta, cujo significado é “crocodilo que come homens”, em grego: “Espero que as pessoas entendam a piada.”

Ossos de hominídeos antigos foram descobertos por Mary e Louis Leakey nos mesmos sedimentos, e que continham marcas distintas de mordidas, como se tivessem sido provocadas por grandes crocodilos.

Entretanto, a maioria dos pesquisadores admite que as mordidas foram feitas pelas mesmas espécies pequenas de crocodilo que perambulam nas margens do rio Nilo atualmente.

Mas não exatamente, afirma Brochu, que revisou numerosos fósseis incompletos, dos quais o mais recente foi descoberto em 2007 por Robert Blumenschine da Universidade Rutgers (Nova Jersey), e Jackson Njau, do Museu Nacional de História Natural da Tanzânia.

Crocodilo fatiado

Embora tenham aproximadamente o mesmo tamanho dos répteis que habitam o Nilo, os crocodilos Olduvai tinham focinhos mais estreitos e chifres largos, que são mais característicos do crocodilo de Madagascar, que foi extinto há algumas centenas de anos.

A descoberta do C. anthropophagus aponta mais diversidade nos crocodilos africanos durante os últimos 2,5 milhões de anos do que se pensava, diz Brochu. “Pessoas sempre tiveram a percepção sobre crocodilos como se estes tivessem evolução lenta, como se fossem fósseis vivos. Isto é uma tolice”.

Seu grupo não encontrou muitos fósseis do C. anthropophagus, e nenhum deles está completo, então é impossível determinar precisamente a sua relação com os crocodilos modernos do Nilo ou quando a espécie antropofágica foi extinta, diz Brochu.


Fonte: Luiz Prado

Fonte:   http://www.portaldomeioambiente.org.

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login