Suspeita de espionagem eletrônica a alunos acaba na Justiça nos EUA

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01:40

A distribuição de 2,3 mil computadores a alunos de escolas públicas em uma região do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, transformou-se numa discussão sobre os limites da privacidade. Os laptops distribuídos pelo distrito escolar de Lower Marion aos matriculados no ensino médio contêm uma câmera que pode ser acionada por controle remoto. A partir de uma suspeita de vigilância indevida, o caso acabou na Justiça.

A história começou com um comentário feito pelo assistente de um dos diretores do distrito. Esse assistente teria criticado o comportamento inadequado de um dos alunos e dito, a ele, que deveria se comportar melhor em casa. Do comentário, surgiu a desconfiança de que uma câmera, embutida no laptop, estaria sendo operada à distância pela direção da escola.

Os pais do menor processaram o colégio, alegando invasão de privacidade. As suspeitas deles fizeram eco às de outros alunos, que já desconfiavam da “luz vermelha” da câmera.

“Isso me enlouquece. E se eu estiver em casa me trocando para dormir com o computador aberto, quer dizer que eles podem estar tirando uma foto minha para dizer que estou fazendo algo ilegal?”, perguntou uma aluna. Outro aluno sugeriu a “gambiarra”: uma fita adesiva na câmera, para não correr risco.

A direção do distrito escolar admitiu a possibilidade de acionamento da câmera por controle remoto, mas alegou que o recurso serve para rastrear computadores em caso de perda ou roubo. Mesmo assim, garantiu o distrito, o dispositivo segurança foi desligado.

Em comunicado, o superintendente das escolas do distrito, Christopher W. McGinley, afirmou que leva a privacidade “a sério” e prometeu uma inquérito interno sobre as ocasiões em que o dispositivo de segurança foi acionado.Fonte: G1

Fonte: www.camera2.com.br

Diz o blogueiro – é George Orwell fazendo escola, não?

A HISTÓRIA DO SABOR

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Tive um amigo comunista em Porto Alegre que me proporcionou grandes jantares em Paris. Era médico, chamava-se Walter Simm, já morreu e deve ter deixado boas lembranças em todos com que conviveu. Pois sempre os convidava para uma das boas coisas da vida: comer bem e bem beber. Quando passava por Paris, sempre me chamava para grandes restaurantes. Mas, Walter, vivo aqui como estudante, não tenho como freqüentar essas casas. Deixa comigo – me respondia. Perguntei-lhe certo dia qual sua opinião sobre porque os homens viajam.

- Os homens viajam para comer – disse.

Eu era jovem e na época não conseguia entender isto. Como estudante, não tinha maior acesso à boa cozinha. Hoje, entendo o Walter. Não que viaje para comer. Mas quando viajo, gosto de experimentar cozinhas que não conheço. Às vezes é um desastre, mas isto faz parte da vida. Nem sempre se come pão quente. Me dei mal um dia em Estocolmo, quando tentei degustar o surströmming, aquele arenque podre do Báltico, tão adorado pelos suecos. Não consegui. Não importa, qualquer dia tento de novo. Me dei mal mais recentemente em Tromsø, Noruega, quando me senti na obrigação de comer carne de rena. Roxa, borrachosa e desagradável ao palato. Pelo menos ao meu.

Fora isto, não refuguei cozinhas estranhas. Já comi percebes e angulas, andouilletes e boudins, rãs e escargots, merguez e tartar, ostras e navajas. Estas últimas exigem uma certa coragem intelectual, coisa que não me falta. E não desgosto de queijos com personalidade, como o roquefort e o camembert. O que me gera um problema com minha assessora de assuntos domésticos. Cada vez que tenho um chez moi, lá vem a Cristina: “Professor, tem algo podre na geladeira”.

Hoje, entendo o Walter. Na época, eu imaginava que os homens viajavam em busca de sexo. Mas as mulheres em pouco diferem nas distintas geografias. Têm duas pernas, dois braços, dois olhos, adoram o calor de uma mão nos seios e gemem quando… deixa pra lá! Já as cozinhas dependem do terroir, como dizem os franceses. Da terra, mal traduzindo. Daí nasceu minha curiosidade em saber o que os homens comem, como produzem o que comem e porque comem o que comem. Comecei então a ler sobre história da gastronomia.

Verdade que há desafios difíceis de encarar. Quando Kruschev foi à China, em 1954, sua comitiva foi recebida com uma especialidade cantonesa, a “batalha entre o dragão e o tigre”. Traduzindo: carne de serpente e de gato. O que só agravou o conflito sino-soviético. Kruschev ficou horrorizado. Se eu enfrentaria? Quem sabe. Depende do tempero, da estética do prato. E, mais que tudo, de acreditar que era uma batalha entre um dragão e um tigre, e não entre uma cobra e um gato. Certas coisas, melhor não perguntar.

Nasci na fronteira seca entre Brasil e Uruguai. Lá, comíamos carnes que jamais encontrarei em restaurantes. Para começar, tatu-mulita na casca. Manjar para deuses, coxinhas que se derretiam na boca. Suponho que hoje dê cadeia. Do lagarto, comíamos o rabo. O que me lembra um poema de Pessoa: “rabo para aquém do lagarto, remexidamente”. Pelo jeito, os lusos eram também chegados à iguaria. Por mais horas que um rabo de lagarto seja cozido, na hora de enfiar o garfo ele se mexe. Raposa também era bem-vinda, desde que a cozinheira soubesse tirar as catingas. Ouvi falar de quem comesse zorrilho. Este, não degustei.

Curiosamente, aquela minha gente teria engulhos se tivesse de comer camarões, rãs ou ostras. Polvo, ni pensar. Lagosta, duvido. Cada terra tem seu uso, cada roca tem seu fuso. Certa vez, em Florianópolis, ofereci mexilhões a um tio meu. Era só o que eu tinha em casa. Ele, que com muito esforço tinha enfrentado os camarões, desta vez recuou. Passou fome naquela noite.

Com a vida, descobri que os jovens são renitentes às aventuras culinárias. Comer diferente exige idade, coragem, curiosidade. Minha filha – que não me leia – não pode nem ver steak tartar. Em Barcelona, pedi a um garçom que nos trouxesse percebes. Não para comer, só para apresentá-los a ela. Recusou-se. “Não quero nem ver”. Ok! De fato, o bichinho tem uma cara estranha, para dizer o mínimo.Um dia ela chega lá.

Em meio a isso, descobri um outro bom prazer da vida, apresentar cozinhas exóticas a quem ainda não viajou. Outro dia, introduzi uma amiga em escargots. Desconfiada de início, acabou adorando. Sentiu-se um pouco em Paris. Semana seguinte, levantei a aposta mais alta: rãs, ostras e carne crua. Enfrentou com garbo. Já me pergunta pelos percebes. É moça de coragem.

Tudo isto para dizer que hoje encontrei um livro que está me prometendo uma leitura prazerosa. A História do Sabor, antologia de textos sobre história da gastronomia, organizada por Paul Freedman e editada pelo Senac, 368 páginas. É o tipo de historiografia que me apraz. Na introdução, leio:

“Por que os europeus, cuja culinária era altamente condimentada desde o Império Romano, perderam totalmente a paixão pelos temperos no século XIX? Como a introdução do café e do chocolate modificou os hábitos europeus e o comércio internacional? Quais foram as origens dos costumes alimentares delicados, sofisticados e variados criados no deserto árabe? A partir de quando, e por que, a grand cuisine francesa dominou o mundo? Quando e onde surgiram os restaurantes? E o que devemos concluir do glorioso ecletismo do gosto atual?”

Sem ainda ter lido o livro, já o recomendo. Entender como os homens comem é um dos bons aprendizados da vida. Voltarei certamente ao assunto.
- Enviado por Janer

Fonte: http://cristaldo.blogspot.com/

Onde é mesmo o cu da mãe?

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Pois estava pensando onde seria o dito e recebi fotos de um ocupante de Cargo em Comissão no Legislativo que ontem à tarde não estava no trabalho como seria de se esperar, pois dia útil e lá o expediente somente ocorre no período da tarde.

Estava ele, com um colorido colete, conforme as fotografias mostram, vendendo estacionamento em uma via pública em Atlântida. Depois ficam irritados comigo, mas quem faz as cagadas são eles, logo penso que devam receber isto como uma lição de respeito ao erário e ao contribuinte, pois é do bolo tributário pago pela cidadania que sai o salário dessa gente no final do mês, ou não?

(autoria das fotos preservada).

Navegando a pé

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Ontem, dia de Nossa Senhora de Navegantes, foi feriado em Porto Alegre. O esquisito é que a santa dos navegantes é festejada com uma procissão a pé. E isso que o rio fica bem ao lado, coisa de 100 metros se tanto. Tudo tão estranho…

Fonte: www.fernandoalbrecht.com.br

Estudante é obrigado a beber álcool combustível em trote

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02.02.10 – 12:41

Da Agência Estado

A família de um estudante de 18 anos registrou um boletim de ocorrência na noite de ontem em Fernandópolis, no interior de São Paulo, após o rapaz ser obrigado a beber álcool combustível durante um trote estudantil. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o jovem compareceu à delegacia com a roupa rasgada, sem camisa, com o rosto todo pintado e aparentemente embriagado.

Durante depoimento, o aluno contou que estava em sua primeira aula do curso de Veterinária na Universidade Unicastelo quando vários veteranos entraram na sala e o tiraram à força do local. Os alunos retiraram o tênis da vítima e rasgaram sua roupa, além de dar tapas no rosto e obrigar a tomar bebida alcoólica.

Segundo o calouro, depois disso ele foi levado para a Avenida dos Expedicionários Brasileiros, onde foi obrigado a pedir dinheiro aos motoristas e ingerir álcool combustível, além de fumar. Caso ele não obedecesse as ordens, ele seria excluído do grupo.

Alunos do quinto ano de Veterinária que teriam participado do trote deverão ser ouvidos nesta semana. De acordo com a assessoria da Unicastelo, será feita uma sindicância para apurar quais alunos participaram ou permitiram a realização do trote. Estes estudantes vão perder a vaga na universidade, informou a assessoria.Fonte: G1

Fonte: www.camera2.com.br

Diz o blogueiro – isto tem um nome: selvageria. E precisa ser punido com o máximo rigor para que não mais se repita.

Americanos são presos por tentar retirar 33 crianças do Haiti

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A polícia haitiana prendeu dez americanos acusados de tentar retirar 33 crianças do país caribenho em um suposto esquema ilícito de adoção, informaram autoridades locais neste sábado, segundo a agência Reuters. Cinco homens e cinco mulheres estão presos na capital, Porto Príncipe, desde a noite de sexta-feira.
Uma das suspeitas, que diz ser líder de uma entidade de caridade em Idaho, nos EUA, alegou ser inocente da acusação de tráfico infantil. Os americanos foram detidos em Malpasse, principal passagem para a República Dominicana.
Autoridades locais disseram que os americanos não tinham documentos para comprovar que as 33 crianças – com idades que variam de 2 meses a 12 anos – estavam aos seus cuidados. Eles também não teriam qualquer tipo de registro com a confirmação de que elas ficaram órfãs após o terremoto que devastou o país no dia 12 de janeiro.
“Isso é totalmente ilegal”, afirmou Yves Cristalin, ministro para Assuntos Sociais do país. “As crianças não podem deixar o Haiti sem a devida autorização, e essas pessoas não tinham essa autorização.” A Reuters disse não ter conseguido contatar autoridades dos EUA para comentar o caso.
Da prisão, Laura Sillsby, que afirma pertencer ao grupo “New Life Children’s Refuge”, de Idaho, disse por telefone à Reuters que o grupo tinha “permissão do governo da República Dominicana para levar as crianças a um orfanato” que a organização diz ter no país vizinho.
“Temos um pastor da igreja Batista aqui (em Porto Príncipe) cujo orfanato ruiu totalmente e ele nos pediu para levar as crianças para o orfanato na República Dominicana”, disse Laura. Ela afirmou que voltaria para o Haiti para cuidar dos papéis.
“Eles nos acusam de tráfico infantil. Isso é algo que nunca faríamos. Não estamos tentando fazer nada errado”, disse.
As autoridades haitianas temem que grupos de ajuda tenham levado órfãos para fora do país para serem adotados em outros lugares. Por causa disso, o governo do Haiti tem barrado muitas adoções neste mês. Não há estimativa do número de crianças sem pais ou familiares.Fonte: Terra

Fone: www.camera2.com.br

FHC lança livro ‘Relembrando o que escrevi’

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30.01.10 – 12:52

O livro “Relembrando o que escrevi: da reconquista da democracia aos dias atuais”, que chega hoje às livrarias, pode contribuir para o debate eleitoral deste ano. Trata-se de uma coletânea de trechos de entrevistas e artigos do sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, organizada pelo diplomata Miguel Darcy de Oliveira, seu assessor para assuntos internacionais.

O material coletado procura refazer a trajetória do pensamento de Fernando Henrique por um período de mais de 30 anos, entre 1972 e 2006. É uma aula de política, na qual passeia por temas variados e, sobretudo, polêmicos, como a esquerda e a política, a democracia diante do fantasma dos capitais especulativos, a mídia, a liberdade e a teologia do mercado.

Sobre todos esses temas paira a questão da redefinição do papel do Estado em um novo momento da ordem mundial. Falando de maneira incansável sobre o assunto, Fernando Henrique apresenta de forma detalhada e provocante seus pontos de vista no debate que opõe privatização e estatismo e permite entender melhor as razões que o levaram, em oito anos de poder, a reduzir substantivamente a presença do Estado na economia.

O título do livro, lançado com o selo Civilização Brasileira, da Editora Record, é uma brincadeira com a incômoda frase “esqueçam o que eu escrevi”, insistentemente atribuída ao ex-presidente. Ele já negou e o livro repete a negativa, dizendo que se trata de “pura maldade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .Fonte: UOL

Fonte: www.camera2.com.br

Diz o blogueiro – este cidadão ainda não se deu conta de que já não é mais o Presidente. Sua vaidade não lhe permite ficar quieto como deveria. Agora vem com mais um livro. Penso que não deveria escrever mais, pois já pediu que todos esquecessem o que escrevera.

Sumiço dos veranistas I

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Depois de um Ano Novo em que as praias gaúchas registraram um movimento incrível, o comércio de produtos e serviços do Litoral Norte se queixa da falta de veranistas já desde os primeiros dias de janeiro. Pelo menos neste final de semana isso saltou aos olhos. Há várias explicações, como o tempo e mudança na cultura de veranear por um mês ou 15 dias, mas a página arrisca a uma nova tese.

Fonte: www.fernandoalbrecht.com.br

Sumiço dos veranistas II

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Chove desde novembro do ano passado nesta Província de São Pedro e não há canto ou rincão remoto em todo o estado que não tenha registrado inundações, enchentes, deslizamentos e prejuízos na agropecuária. Isso resultou em uma equação perversa. De um lado menos renda, de outro aumento nas despesas de construção, o que explicaria o menor número de veranistas.

Fonte: www.fernandoalbrecht.com.br

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