Preservação de prédio histórico gera mobilização

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Já está na internet petição pública para a preservação do prédio do antigo Hospital Dr. Alvarez, em Santo Antônio da Patrulha. Conforme moradores, é um dos poucos prédios em arquitetura neoclássica existentes na cidade e encontra-se em ruínas. Ele foi reconhecido pelo poder público como patrimônio histórico e cultural. Para participar do abaixo-assinado clique aqui.

Fonte: http://gastao30.wordpress.com/2011/12/07/preservacao-de-predio-historico-gera-mobilizacao/

 

Diz o blogueiro – amigos leitores participem vez que isto é preservação da memória o que em última análise é cultura.

Balneário Pinhal tem Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico

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O Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico de Balneário Pinhal tem como presidente Shyrley Terezinha Poffal e está diretamente vinculado a instituições como Associação Comercial e Industrial, Associação Túnel Verde, Associação Pinhal Sul, Pontal das Figueiras e Túnel Verde R 10.

Uma de suas atividades é assessorar a Administração Municipal nos assuntos pertinentes ao patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico do município. Também é responsabilidade do Conselho, estabelecer critérios para enquadramento dos valores culturais, representados por peças, prédios e espaços a serem preservados, tombados ou desapropriados; propor a inclusão ou exclusão, no patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico do município, de bens considerados de valor histórico, artístico, cultural e paisagístico; e propor, por todos os meios ao seu alcance, a defesa do patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico do município.

Além disso, o Conselho também dá parecer em pedidos de demolição e qualquer outro aspecto sobre móveis e imóveis que tenham significação histórica, artística, cultural e paisagística para o município; e opina sobre qualquer assunto pertinente ao patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico do município, quando solicitado pelo Prefeito Municipal ou pelos Secretários Municipais.

Mais informações podem ser obtidas pelo fone 51 9953-6789.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

Diz o blogueiro – isso é algo absolutamente normal numa cidade que tenha um Prefeito de verdade. Aqui no litoral pouco ainda resta do patrimônio histórico. Aqui havia segundo soube já faz uns oito anos uma casa centenária numa propriedade em que se localiza um dos muitos sambaquis. Havia e se houvesse inteligência tal seria motivo de exploração turística. Se algum dia tivermos um Prefeito de verdade e esses bens ainda estiverem em pé, por certo chegaremos aonde hoje já chegou Balneário Pinhal. Cultura aqui no entendimento dessas sumidades é bater pé no tal ctg filiado à SEITA mtg. A pobreza intelectual deles e de dar dó.

DA SERIE PAPO DE BUTECO…

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Pedro e os Lobos está na final do Jabuti 2011

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O livro Pedro e os Lobos – Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano, do jornalista João Roberto Laque,

acaba de ser indicado para a final do mais tradicional prêmio literário brasileiro

Em apuração realizada pela Câmara Brasileira do Livro no último dia 21, Pedro e os Lobos foi apontado como um dos finalistas ao Jabuti na categoria livro-reportagem. E a indicação vem a calhar num momento em que o país é governado por uma ex-companheira de Pedro Lobo na luta armada e se discute a implantação de uma comissão da verdade no Congresso para apurar os crimes acontecidos durante a ditadura militar.

A obra narra, com linguagem ágil e envolvente, todo o período que vai da posse de Jânio Quadros ao fim do governo João Figueiredo. E, para levar ao leitor um painel dos Anos de Chumbo a partir da ótica da guerrilha, o autor usa como fio condutor a vida de Pedro Lobo de Oliveira, um dos mais aguerridos combatentes urbanos da época.

Laque diz que a maioria dos brasileiros ainda desconhece os detalhes da guerra travada entre os combatentes da esquerda armada e os militares nesse período. “Na última campanha presidencial, por exemplo, cansei de ouvir a frase: Se a Dilma foi presa no passado, é porque alguma coisa ela fez. Então, essa mulher não pode ser presidente do Brasil! Isso é fruto de pura desinformação.”

O jornalista acredita que, a partir dessa indicação e do possível prêmio, seu trabalho ganhará mais visibilidade. “Existe um enorme preconceito por parte da grande imprensa e das redes de livrarias em relação a obras literárias produzidas de forma independente. Com este aval dado pelos jurados do Jabuti, colocando meu nome ao lado de grandes ícones do jornalismo literário, como Laurentino Gomes, Luís Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Ricardo Kotscho, ganho a possibilidade de tentar quebrar essas barreiras”.

Saiba mais sobre o livro acessando:

www.pedroeoslobos.com

www.pedroeoslobos.blogspot.com

 

 

 

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Contatos:

11 2024 8960 – cel. 11 9513 0483 

 laque@ibest.com.br   -  joao@pedroeoslobos.com

Origem da palavra FAVELA. Você sabia?

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Descrição:
                                                          

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Favela com o Cristo Redentor ao fundo

 

Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto.

O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos.

Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA"

 

Descrição:
                                                          

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FAVELA ( Cnidoscolus phyllancatus)

 

Produz óleo comestível e combustível

Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam.

 

Descrição:
                                                          

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Mapa da Região de Canudos – Bahia

 

Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.

 

Descrição:
                                                          

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Estátua de Antonio Conselheiro olha pela Nova Canudos

A cidade original foi alagada para a construção de um Açude

Descrição:
                                                          

http://3.bp.blogspot.com/_L-8nfsTsVk0/TLC96K886DI/AAAAAAAADbM/lMHqBihAN0I/s200/canudos+antiga.jpgDescrição:
                                                          

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Morro da Favela em dois momentos: Guerra de Canudos (esquerda) e atualmente (Direita)

Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.

Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em  morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.

 

Descrição:
                                                          

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Morro da Providência em foto antiga. Onde tudo começou…

Descrição:
                                                          

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Morro da Providência atualmente

 

Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS.

Mas existem vários "MITOS" sobre as Favelas que precisam ser avaliados…

01 – Costumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. México, Colômbia, Peru e Venezuela lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.

Descrição:
                                                          

http://4.bp.blogspot.com/_L-8nfsTsVk0/TLC_bW3YzvI/AAAAAAAADbc/jv9BJwZGcv8/s640/30+maiores+favelas+do+mundo.png

Descrição:
                                                          

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Vista aérea da Favela de NEZA, nas proximidades da Cidade do México.

A Maior do Mundo, com mais de 2,5 milhões de Habitantes

02 – Outro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno "terceiro-mundista", restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de "Chabolas".

Descrição:
                                                          

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Chabolas madrileñas, as favelas espanholas

03 – E um terceiro mito é o de que as Favelas apenas aumentam, não importa o que o governo faça…A especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas, mesmo no Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o da Favela da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970. A Favela do Pinto também é um outro exemplo… Descrição:
                                                          

http://2.bp.blogspot.com/_L-8nfsTsVk0/TLDAWhmVewI/AAAAAAAADbk/BM7TEYPPeys/s640/favela+catacumba+antiga.jpg

Favela da Catacumba na Década de 60. Hoje, parque e prédios de luxo

Dizia-se que no local existiu um Cemitério Indígena.

 

ORIGEM DOS NOMES DE ALGUMAS FAVELAS DO RJ

 

http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=36&sid=3

 

Descrição:
                                                          

http://2.bp.blogspot.com/_L-8nfsTsVk0/TLDE3mf7LhI/AAAAAAAADbs/VSgJeB7_N74/s640/morro+da+babil%C3%B4nia.jpg

 

Vista do Morro da Babilônia com Corcovado ao fundo

 

Babilônia

A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os "Jardins Suspensos da Babilônia".

Descrição:
                                                          

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Rocinha

Rocinha
Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o  terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"

 

Descrição:
                                                          

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Morro da Mangueira

 

Mangueira

Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.

Descrição:
                                                          

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Morro do Vidigal

 

Vidigal

Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.

 

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.
Nelson Mandela

Jerri Almeida é o Patrono da 26.ª Feira do Livro de Osório

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Caros,
 
Para quem ainda não sabe, professor Jerri Roberto Almeida é o Patrono da 26.ª Feira do Livro de Osório:
http://aeln.org/jerri-almeida-e-o-patrono-da-26-%C2%AA-feira-do-livro-de-osorio/
 
cordialmente,

Rodrigo Trespach
Assessor de Imprensa AELN
 
—-
Rua Alfredo Trespach, 92
Osório, RS – Brasil 
CEP 95520-000
 
E-mail: rodrigo.trespach@gmail.com
Homepage: www.rodrigotrespach.com
Facebook: www.facebook.com/rodrigo.trespach
Twitter: @rtrespach    

Acesse também: www.aeln.org | www.litoralmania.com.br
www.luteranosdeosorio.org |

Programação da 2.ª Feira do Livro de Inverno de Tramandaí

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Caros,
 
A escritora Solange Barbosa da AELN é patrona da 2.ª Feira do Livro de Inverno de Tramandaí e a AELN estará presente nos seguintes dias:
 
25.06.2011 sábado às 19 h >>> Adoçando Letras com os escritores  Evanise Gonçalves, Mário Feijó, Leda Saraiva Soares e Delalves Costa;
30.06.2011 quinta-feira às 19 h >>> Adoçando Letras com a Escritora Solange Almeida;
07.07.2011 quinta-feira às 19 h >>> Adoçando Letras com a Escritora Ulda Melo;
09.07.2011 sábado às 19 h >>> Adoçando Letras com a participação da AELN – Academia de Escritores do Litoral Norte.
 
Confira a programação completa da feira em
http://aeln.org/programacao-da-2-%C2%AA-feira-do-livro-de-inverno-de-tramandai/
 
cordialmente,

Rodrigo Trespach
Assesor de Imprensa AELN
 
—-
Rua Alfredo Trespach, 92
Osório, RS – Brasil 
CEP 95520-000
 
E-mail: rodrigo.trespach@gmail.com
Homepage: www.rodrigotrespach.com
Facebook: www.facebook.com/rodrigo.trespach
Twitter: @rtrespach    

Acesse também: www.aeln.org | www.litoralmania.com.br
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Pablo Neruda

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Pablo Neruda

“Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O “preto no branco”
E os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples ato de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Colaboração do BigOdy meu querido Ir.’.

Genocídio dos índios por uma civilização supostamente cristã.

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Pela causa dos índios
João Baptista Herkenhoff *

 

Por direito, os povos indígenas é que seriam donos de todo este mundo de terra, Brasil afora.

Generosos, acolheriam com certeza outros povos, pois a hospitalidade integra sua cultura.  Pacíficos, usam a guerra como instrumento de defesa.

O colonizador desenhou desses povos uma caricatura.  Seriam “selvagens”. O termo não foi utilizado para significar, como seria correto – “homens e mulheres das selvas”.  Deu-se ao adjetivo uma conotação pejorativa. Selvagem, no vocabulário do preconceito, seria sinônimo de “sem cultura, violento, desrespeitador dos padrões da civilização”.

Praticou-se contra os índios, em nome de uma civilização supostamente cristã, o maior genocídio da História.

No Brasil e em toda a América, foram massacrados.  Em regiões onde seu grau de desenvolvimento cultural e artístico superava, em muito, a cultura européia, o invasor não se contentou em dizimar a população. Tentou destruir também as criações do espírito dos povos indígenas, como aconteceu no Peru, onde as ruínas testemunham o apogeu de grandeza atingido por essas civilizações.

Os povos indígenas existentes no Brasil de hoje são sobreviventes do holocausto.

Esses sobreviventes, esses povos heróicos lutam há muito pelo respeito a suas terras, pela demarcação de seus territórios.

A Constituição Federal de 1988, votada com expressiva participação popular, estabeleceu no seu artigo 231:

“São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e respeitar todos os seus bens.”

Esse mesmo artigo, no seu quarto parágrafo, estatui que as terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas não prescrevem nunca.

Também o “Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”, que integra o texto constitucional, cuidou das terras indígenas.  No artigo 67 mandou que as terras indígenas fossem demarcadas, no prazo de cinco anos, a partir da promulgação da Constituição.  Esse prazo expirou no dia 5 de outubro de 1993.  Entretanto as terras não foram demarcadas e os índios, com razão, não entendem isso. Índio sela seus pactos com uma gota de sangue, não usa palavras bonitas, mas cumpre seus acordos.

No Espírito Santo, as terras indígenas têm uma característica especial.  São juridicamente dos índios não apenas pela ocupação tradicional (art. 231, parágrafo 1º, da Constituição Federal).  As terras indígenas no Espírito Santo têm papel passado, documento assinado pelo Imperador, nos tempos em que o Brasil era Império.

Os índios Tupinikim e Guarani estão portanto com a causa da Justiça, ao pleitear a correta demarcação de suas terras.  A FUNAI reconheceu às populações indígenas capixabas, em laudo técnico, o direito a uma ampliação de 13.579 hectares, em relação à exígua faixa de terra em que foram confinados.  Em março de 1998, o Ministério da Justiça determinou que essa ampliação fosse apenas de 2.571 hectares, numa brutal violência contra os povos indígenas.

Em muitos Estados brasileiros, que não apenas no Espírito Santo, povos indígenas reivindicam seu chão, motivo pelo qual o tema tem caráter nacional.

A consciência jurídica, inclusive dos jovens acadêmicos de Direito, impõe que nos solidarizemos com os pleitos dos povos indígenas.

* João Baptista Herkenhoff,
Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES).
Autor do livro Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória
(Editora GZ, Rio de Janeiro, 2010).

BRAVOS GUERREIROS (vídeo).

É livre a divulgação deste texto por qualquer meio ou veículo.

Como citar este artigo:

HERKENHOFF, João Baptista. Pela causa dos índios. Revista Digital Canal Eletrônico. Disponível em http://www.canaleletronico.net/index.php?view=article&id=468. Acesso em:

Um livro sobre a Atlântida

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Será lançado neste sábado (05) o livro Atlântida 60 anos, contando a história da praia do mesmo nome, criada, loteada e urbanizada por Antônio Casaccia. Ele veraneava com a família no Balneário Uruguaio de Atlântida, na década de 40, e sentia falta de algo parecido no nosso litoral. O livro, escrito pela sua primogênita, a artista plástica Neide Bertoluci, será lançado na praia de Atlântida.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

Diz o blogueiro – no começo dessa semana tive com esta esta obra nas mãos. É algo excelente. Responda você caro leitor de quem foi a iniciativa de tal obra? Da família Cassácia Soares, respondo eu, pois Isto para o prefeitinho mentiroso que temos é algo que pouco importa, pois sua cultura deve ser tão rasa quanto o chão. Enquanto isto ele vai comprar com o nosso dinheiro uma camionete SUV de alto luxo para desfilar tal qual um reizinho de…, deixa pra lá.

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