Genocídio dos índios por uma civilização supostamente cristã.

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Pela causa dos índios
João Baptista Herkenhoff *

 

Por direito, os povos indígenas é que seriam donos de todo este mundo de terra, Brasil afora.

Generosos, acolheriam com certeza outros povos, pois a hospitalidade integra sua cultura.  Pacíficos, usam a guerra como instrumento de defesa.

O colonizador desenhou desses povos uma caricatura.  Seriam “selvagens”. O termo não foi utilizado para significar, como seria correto – “homens e mulheres das selvas”.  Deu-se ao adjetivo uma conotação pejorativa. Selvagem, no vocabulário do preconceito, seria sinônimo de “sem cultura, violento, desrespeitador dos padrões da civilização”.

Praticou-se contra os índios, em nome de uma civilização supostamente cristã, o maior genocídio da História.

No Brasil e em toda a América, foram massacrados.  Em regiões onde seu grau de desenvolvimento cultural e artístico superava, em muito, a cultura européia, o invasor não se contentou em dizimar a população. Tentou destruir também as criações do espírito dos povos indígenas, como aconteceu no Peru, onde as ruínas testemunham o apogeu de grandeza atingido por essas civilizações.

Os povos indígenas existentes no Brasil de hoje são sobreviventes do holocausto.

Esses sobreviventes, esses povos heróicos lutam há muito pelo respeito a suas terras, pela demarcação de seus territórios.

A Constituição Federal de 1988, votada com expressiva participação popular, estabeleceu no seu artigo 231:

“São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e respeitar todos os seus bens.”

Esse mesmo artigo, no seu quarto parágrafo, estatui que as terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas não prescrevem nunca.

Também o “Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”, que integra o texto constitucional, cuidou das terras indígenas.  No artigo 67 mandou que as terras indígenas fossem demarcadas, no prazo de cinco anos, a partir da promulgação da Constituição.  Esse prazo expirou no dia 5 de outubro de 1993.  Entretanto as terras não foram demarcadas e os índios, com razão, não entendem isso. Índio sela seus pactos com uma gota de sangue, não usa palavras bonitas, mas cumpre seus acordos.

No Espírito Santo, as terras indígenas têm uma característica especial.  São juridicamente dos índios não apenas pela ocupação tradicional (art. 231, parágrafo 1º, da Constituição Federal).  As terras indígenas no Espírito Santo têm papel passado, documento assinado pelo Imperador, nos tempos em que o Brasil era Império.

Os índios Tupinikim e Guarani estão portanto com a causa da Justiça, ao pleitear a correta demarcação de suas terras.  A FUNAI reconheceu às populações indígenas capixabas, em laudo técnico, o direito a uma ampliação de 13.579 hectares, em relação à exígua faixa de terra em que foram confinados.  Em março de 1998, o Ministério da Justiça determinou que essa ampliação fosse apenas de 2.571 hectares, numa brutal violência contra os povos indígenas.

Em muitos Estados brasileiros, que não apenas no Espírito Santo, povos indígenas reivindicam seu chão, motivo pelo qual o tema tem caráter nacional.

A consciência jurídica, inclusive dos jovens acadêmicos de Direito, impõe que nos solidarizemos com os pleitos dos povos indígenas.

* João Baptista Herkenhoff,
Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES).
Autor do livro Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória
(Editora GZ, Rio de Janeiro, 2010).

BRAVOS GUERREIROS (vídeo).

É livre a divulgação deste texto por qualquer meio ou veículo.

Como citar este artigo:

HERKENHOFF, João Baptista. Pela causa dos índios. Revista Digital Canal Eletrônico. Disponível em http://www.canaleletronico.net/index.php?view=article&id=468. Acesso em:

Um livro sobre a Atlântida

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Será lançado neste sábado (05) o livro Atlântida 60 anos, contando a história da praia do mesmo nome, criada, loteada e urbanizada por Antônio Casaccia. Ele veraneava com a família no Balneário Uruguaio de Atlântida, na década de 40, e sentia falta de algo parecido no nosso litoral. O livro, escrito pela sua primogênita, a artista plástica Neide Bertoluci, será lançado na praia de Atlântida.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

Diz o blogueiro – no começo dessa semana tive com esta esta obra nas mãos. É algo excelente. Responda você caro leitor de quem foi a iniciativa de tal obra? Da família Cassácia Soares, respondo eu, pois Isto para o prefeitinho mentiroso que temos é algo que pouco importa, pois sua cultura deve ser tão rasa quanto o chão. Enquanto isto ele vai comprar com o nosso dinheiro uma camionete SUV de alto luxo para desfilar tal qual um reizinho de…, deixa pra lá.

Escritora da AELN premiada em concurso literário

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Caros,
 
A escritora da AELN – Academia de Escritores do Litoral Norte/RS, Rosalva Rocha, foi premiada no 7º Concurso Literário Expresso das Letras, promovido pela Editora Revolução Cultural em Parceria com a Academia de Letras e Artes de Porto Alegre. O poema premiado, Tempo perdido, foi publicado no site da AELN em novembro.
 
Leiam mais  a respeito do concurso e também o poema premiado em http://aeln.org/escritora-da-aeln-premiada-em-concurso-literario/
 
Acompanhe também as atividades culturais da AELN durante o veraneio acessando  www.aeln.org
 
Cordialmente,
 
Rodrigo Trespach
Assessor de Imprensa AELN

Músicas antigas e outra nem tanto

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 É só clicar em cima do nome da música erguer o volume e aguardar pra ouvir!!…músicas originais, algumas tão antigas como a história e todas com uma sinopse do cantor ou do compositor . Divirta-se! Ody 

 

Desenho de Deus (2006) Dandara (2005) Mulher Ideal(2002) Eu Sei (2004) Meu Ébano(2005) Passarela no ar(2006) Por mais que eu tente(2005) Se não é amor(2005) Epitáfio (2001) A Miragem (2001) A Loba(2001) Se quer saber (2002) Amor e Sexo(2003) As Loucuras de uma Paixão(1997) Vê se me erra(1992) Devagar…Devagarinho(1995) Dois (1997) A canção tocou na hora errada(1999) Mal Acostumado(1998) Paratodos(1993) Espanhola(1999) Partituras(1995) Sonhos(1994) Tem coisas que a gente não tira do coração(1996) Chama da Paixão(1994) Sol de Primavera(1994) Lenha (1999) Mulheres(1998) SE (1992) Beija eu (1991) O Canto da Cidade(1992) Nobre Vagabundo(1996) Recado(1990) Encontro das Águas(1993) Sozinho(1999) Ta na Cara(1998) Resposta ao Tempo(1998) Ainda lembro(1994) Nuvens(1995) Dez a Um(1997) Bem Querer(1998) Caça e Caçador(1997) Alma Gêmea(1995) Quem é Você(1995) Um Dia de Domingo(1985) Coração de Estudante(1983) Momentos(1983) Quarto de Hotel(1980) Se eu quiser falar com DEUS(1980) Meu Bem Meu Mal(1981) Você é Linda(1983) Baila Comigo(1980) Vai Passar(1984) Menino do Rio(1980) Oceano (1989) Fonte da Saudade(1980) Conselho(1986) Alma(1982) Mel na Boca(1985) Saigon(1989) De volta pro meu aconchego(1985) Faz parte do meu show(1988) Só Pra Contrariar(1986) Um Homem também chora(1983) Deslizes(1989) Bilhete(1980) Balada do Louco(1982) Viajante(1989) Um certo alguém(1983) Purpurina (1982) Verde (1985) O que é o que é (1982) Me dê Motivo(1983) Lança Perfume(1980) Estranha Loucura(1987) Tiro ao Álvaro(1980) Anos Dourados(1986) Caçador de mim(1980) Agonia (1980) Meu Bem Querer(1980) Ao que vai chegar(1984) Como Uma Onda(1983) Tudo com você(1983) Paixão(1981) Codinome Beija Flor(1985) Samba pra Vinicius(1980) Papel Machê (1984) Judia de Mim(1986) Brasil (1988) Ontem (1988) Encontros e Despedidas(1985) Nos bailes da vida(1981) Samurai (1982) O Caderno(1983) Pedacinhos(1983) O último romântico(1984) Cama e Mesa(1984) Todo o Sentimento(1987) Apesar de Você (1972) Grito de Alerta (1979) Naquela Mesa (1970) Detalhes (1970) Gabriela(1975) Gostava Tanto de Você(1973) Tigresa (1977) Coisinha do Pai(1979) Quando eu me chamar Saudade(1974) Canta Canta minha gente(1974) Foi um Rio que passou em minha vida(1970) Cio da Terra(1976) Juízo Final(1976) O Mar Serenou(1975) Gota D’Agua(1976) Não deixe o samba morrer(1975) Viagem (1973) Sufoco (1978) Bandolins(1979) Atrás da Porta(1972) Argumento(1975) Regra Três(1973) A paz do meu amor(1974) Toada(1979) Meu mundo e nada mais(1976) Você abusou(1971) Tristeza pé no chão(1972) Rosa de Hiroshima(1973) Valsinha(1971) Retalhos de cetim(1973) Águas de Março (1972) Começar de Novo ( 1978) Loucura (1979) Começaria Tudo Outra Vez(1976) Foi Assim (1977) Outra Vez(1977) Café da Manhã (1978) Folhas Secas(1973) Só Louco(1976) 1.800 Colinas(1974) Dança da Solidão(1972) Olho por Olho(1977) Conto de Areia(1974) A Deusa dos Orixás(1975) Alvorada no Morro(1973) Pra Você(1972) Os Amantes(1977) O Surdo(1975) Pedaço de Mim(1979) To Voltando(1979) Pela Luz dos Olhos Teus(1977) Se queres saber(1977) O Bêbado e a Equilibrista(1979) Wave (1977) Você (1974) Canto das Três Raças(1974) Desabafo(1979) Samba de Orly(1971) Seu Corpo(1975) Madalena(1970) Samba de uma Nota Só ( 1960) Disparada (1965) Travessia ( 1967) Matriz ou Filial ( 1964) Trem das Onze (1965) Viola Enluarada (1967) A Banda (1965) Cantiga por Luciana ( 1969) Carolina (1967) Festa de Arromba ( 1964) Hoje (1966) Upa Neguinho (1967) Prova de Fogo (1967) Samba do Avião(1967) Noite dos Mascarados(1967) Laranja Madura (1966) Mas que nada(1963) País Tropical(1969) Modinha(1968) Poema do Adeus(1961) Sem Fantasia(1967) Estão voltando as flores(1961) Samba em preludio(1962) Negue (1960) Garota de Ipanema ( 1962) Apelo (1967) O Barquinho ( 1961) Gente Humilde ( 1969) Minha Namorada (1962) Arrastão (1965) Alegria Alegria (1967) Caminhando (1968) Você passa eu acho graça(1968) Namoradinha de um amigo meu(1965) A Flor e o Espinho ( 1964) Preciso aprender a ser só(1965) Volta por cima(1962) Mulher de Trinta(1960) A Praça(1967) Chove Chuva(1963) Brigas(1966) Fotografia(1967) Andança(1968) Roda Viva(1967) Samba do crioulo doido(1968) Ninguém Me Ama( 1952) Eu Sei Que Vou Te Amar (1958) Saudosa Maloca ( 1955) Chega de Saudade ( 1958 ) Conceição ( 1956) Desafinado (1958) Esse seu olhar(1959) Iracema(1956) Dindi (1959) Ronda(1953) Evocação nº1(1957) Eu não existo sem você(1958) A Noite Do Meu Bem(1959) Se Todos Fossem Iguais a Você (1957) Castigo ( 1958) Ouça ( 1957) Lábios de Mel ( 1955) Molambo ( 1953 ) Estrela do Mar(1952) Tereza da praia(1954) Alguém como tu(1952) Evocação nº2(1958) E daí?(1959) A Deusa da Minha Rua ( 1940) Chuvas de Verão (1949) Copacabana ( 1947) Amélia (1941) Adeus -Cinco Letras que choram-( 1947) Última Inspiração( 1940) Marina ( 1947) Ave Maria no Morro (1942) Eu sonhei que tu estavas tão linda (1942) Atire a Primeira Pedra ( 1944) Brasileirinho ( 1949) Mensagem ( 1946) Velho Realejo( 1940) Caminhemos( 1947).

Colaboração do meu Ir.’.  Big Ody

Orquestra Jovem da UNISC

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Para gostar de ler

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PARA GOSTAR DE LER
Miguezim de Princesa
I
Se o dinheiro está curto
Até pra comprar cueca
E nem de longe imagino
Visitar um sítio asteca,
Posso em sonhos viajar
Nos livros que encontrar
Dentro da biblioteca.
II
Pego um avião moderno
E saio rasgando o céu,
Entre cortinas de nuvens
Que mais se parecem um véu
Da noiva da esperança,
E vou me parar na França
Conhecendo a Torre Eiffel.
III
Num banquinho de madeira,
Sem tirar os pés da terra,
Nas letras do livro-sonho,
Que tanta grandeza encerra,
Com algumas páginas lidas
Vejo todas as batidas
Do Big Bang da Inglaterra.
IV
Num distante pé de serra
Alguém ouvirá meu grito
A saudar a Palestina,
Seus pastores com cabritos,
Em meio a tanta incerteza,
E mais à frente as belezas
Das pirâmides do Egito.
V
Viajo também nos braços
Do romanceiro de cá,
Das lendas e das estórias
Do povo do meu lugar,
Vou dormir com um poema
E me acordo com Iracema
De José de Alencar.
VI
No Rio Grande do Norte,
Prosseguindo meu estudo,
Vou conhecendo a Iara
De belo corpo desnudo.
Pro sonho ficar mais quente,
Ela eu ganhei de presente
Do grande Câmara Cascudo.
VII
Na vizinha Paraíba,
Vi João Grilo na subida;
Fui ao céu e ao inferno,
Que era um beco sem saída
Por Ariano criado
No enredo bem bolado
Auto da Compadecida.
VIII
Nas páginas paraibanas,
Vi quanto Augusto sofreu
Ao escrever Versos Íntimos
No eterno Livro do EU;
Apurando o meu empenho,
De Zé Lins vi o Engenho
Cujo fogo já morreu.
IX
Dancei frevo em Pernambuco
Em terreiro, praça e sala,
Maracatu, caboclinho,
Fiquei em ponto de bala,
Gilberto Freire, gentil,
Me apresentou o Brasil
Em Casa Grande e Senzala.
X
Pelo século 19
Me enfurnei no sertão:
Conheci Maria Moura,
A valentia e a paixão
Que dobravam coronel.
Quem me contou foi Rachel
Na porteira do mourão.
XI
Com Aluizio Azevedo,
Numa Casa de Pensão,
Vi mulato de Cortiço
(Nossa miscigenação),
Andei com Gonçalves Dias,
Indianista da poesia,
Nas terras do Maranhão.
XII
Fui parar nas Alagoas,
Terra de Graciliano,
Onde a cachorra baleia
Foi atrás de Fabiano,
Vidas Secas de lamentos,
Batalhas e sofrimentos,
Sem rumo, esperança e plano.
XIII
Vi o Sargento Getúlio
Tomado de valentia,
De posse de uma lazarina,
Caminhar de noite e dia,
Conduzindo sem clemência
Um preso na diligência
Entre Sergipe e Bahia.
XIV
Quem contou foi João Ubaldo,
E o fez com maestria,
Bem depois de Jorge Amado,
Escritor-mor da Bahia,
Que soube falar de amores,
Crenças, culturas e dores
Com cheiros de maresia.
XV
Vejo a Tenda dos Milagres,
Em noite de lua cheia;
Gabriela cheira a cravo
No fogo que incendeia;
Na Cidade Baixa a farra,
Molecagem e algazarra
Dos Capitães da Areia.
XVI
O Nordeste é muito rico
Em termos de criação:
Aqui servimos banquete
De puríssima inspiração.
Só porque nunca fui jeca,
Estou numa biblioteca
Com o mundo em minhas mãos.

Escrito por Miguezim às 21h49

Fonte:  http://miguellucena.zip.net

Gib Bosta Brasil na visão do cordelista Antonio Barreto.

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> Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
> residente em Salvador.
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> Curtir o Pedro Bial
> E sentir tanta alegria
> É sinal de que você
> O mau-gosto aprecia
> Dá valor ao que é banal
> É preguiçoso mental
> E adora baixaria.
>
> Há muito tempo não vejo
> Um programa tão ‘fuleiro’
> Produzido pela Globo
> Visando Ibope e dinheiro
> Que além de alienar
> Vai por certo atrofiar
> A mente do brasileiro.
>
> Eu me refiro ao brasileiro
> Que está em formação
> E precisa evoluir
> Através da Educação
> Mas se torna um refém
> Iletrado, ‘zé-ninguém’
> Um escravo da ilusão.
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> Em frente à televisão
> Lá está toda a família
> Longe da realidade
> Onde a bobagem fervilha
> Não sabendo essa gente
> Desprovida e inocente
> Desta enorme ‘armadilha’.
>
> Cuidado, Pedro Bial
> Chega de esculhambação
> Respeite o trabalhador
> Dessa sofrida Nação
> Deixe de chamar de heróis
> Essas girls e esses boys
> Que têm cara de bundão.
>
> O seu pai e a sua mãe,
> Querido Pedro Bial,
> São verdadeiros heróis
> E merecem nosso aval
> Pois tiveram que lutar
> Pra manter e te educar
> Com esforço especial.
>
> Muitos já se sentem mal
> Com seu discurso vazio.
> Pessoas inteligentes
> Se enchem de calafrio
> Porque quando você fala
> A sua palavra é bala
> A ferir o nosso brio.
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> Um país como Brasil
> Carente de educação
> Precisa de gente grande
> Para dar boa lição
> Mas você na rede Globo
> Faz esse papel de bobo
> Enganando a Nação.
>
> Respeite, Pedro Bienal
> Nosso povo brasileiro
> Que acorda de madrugada
> E trabalha o dia inteiro
> Dar muito duro, anda rouco
> Paga impostos, ganha pouco:
> Povo HERÓI, povo guerreiro.
>
> Esse programa da Globo
> Vem nos mostrar sem engano
> Que tudo que ali ocorre
> Parece um zoológico humano
> Onde impera a esperteza
> A malandragem, a baixeza:
> Um cenário sub-humano.
>
> A moral e a inteligência
> Não são mais valorizadas.
> Os “heróis”
> protagonizam
> Um mundo de palhaçadas
> Sem critério e sem ética
> Em que vaidade e estética
> São muito mais que louvadas.
>
> Não se vê força poética
> Nem projeto educativo.
> Um mar de vulgaridade
> Já tornou-se imperativo.
> O que se vê realmente
> É um programa deprimente
> Sem nenhum objetivo.
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> É grande o constrangimento
> De pessoas confinadas
> Num espaço luxuoso
> Curtindo todas baladas:
> Corpos “belos” na piscina
> A gastar adrenalina:
> Nesse mar de palhaçadas.
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> Se a intenção da Globo
> É de nos “emburrecer”
> Deixando o povo demente
> Refém do seu poder:
> Pois saiba que a exceção
> (Amantes da educação)
> Vai contestar a valer.
>
> E vocês caros irmãos
> Que estão nessa cegueira
> Não façam mais ligações
> Apoiando essa besteira.
> Não deem sua grana à Globo
> Isso é papel de bobo:
> Fujam dessa baboseira.
>
> E saiba, caro leitor
> Que nós somos os culpados
> Porque sai do nosso bolso
> Esses milhões desejados
> Que são ligações diárias
> Bastante desnecessárias
> Pra esses desocupados.
>
> A loja do BBB
> Vendendo só porcaria
> Enganando muita gente
> Que logo se contagia
> Com tanta futilidade
> Um mar de vulgaridade
> Que nunca terá valia.
>
> Chega de vulgaridade
> E apelo sexual.
> Não somos só futebol,
> baixaria e carnaval.
> Queremos Educação
> E também evolução
> No mundo espiritual.
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> Bial reveja logo esse
> equívoco
> Reaja à força do mal…
> Eleve o seu coração
> Tomando uma decisão
> Ou então: siga, animal…

Humberto Gessinger em Atlântida Sul na Feira do Livro

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Porto Verão Alegre oferece espetáculos de teatro, música e cultura

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A 11ª edição do Porto Verão Alegre oferece à Capital até 11 de fevereiro mais de 50 espetáculos de teatro profissional, 16 atrações de música e várias atividades culturais paralelas, na maioria gratuitas ao público. O evento conta com apoio da prefeitura.

Teatro de rua, dança, artes plásticas, literatura, ilusionismo, debates de cinema e psicanálise, stand up, mostra de vídeo, apresentações de teatro na Praça da Cultura do Praia de Belas Shopping e teatro infantil são alguns dos inúmeros eventos previstos no Porto Verão Alegre.

Organizado há onze anos por artistas da Capital, o Porto Verão Alegre é o maior evento cooperativado da América Latina. Surgiu para preencher uma lacuna de oferta cultural que ocorria tradicionalmente em Porto Alegre no período de verão. O evento movimenta diretamente mais de mil artistas, além de bares, restaurantes, transporte público e hotéis.

Dicas de eventos especiais

- As Segundas Literárias na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas, às 19h30, terá claudia Tajes e Pula Teitelbaum no dia 25 e Antonio Carlos Resende e José Pedro Goulart no dia 8 de fevereiro.

- As Terças Alegres na Fundação Iberê Camargo tem programação com visitas às exposições “Cálculo da Expressão e Paisagens de Dentro”, além de oficinas de desenho, gravura e pintura, das 15h às 17h.

- Tem teatro adulto com entrada franca às Quartas no Praia, na Praça de Artes do Shopping Praia de Belas, sempre às 20h, com os espetáculos “Lipstick Station” (27/01) e “Pois é, vizinha…” (03/02).

- O Teatro Novo DC leva o espetáculo infantil “A menina das Estrelas” no próximo domingo, 24.

- O evento Cinesog – Cinema e Psicanálise ocorre no Instituto NT, às 19h30, da próxima terça-feira, 26, com a exibição do filme “Partir” e comentários de Roger Lerina e Sissi Vigil Castiel.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3362-1061.

Clique aqui para conferir a programação completa

Os ingressos antecipados podem ser adquiridos nos seguintes locais:

Ponto Especial Net
DC Shopping – Praça de Alimentação – loja 114 – Prédio C

Praia de Belas Shopping
Av. Praia de Belas, 1181

Multisom Esquina Democrática
Rua dos Andradas, 1362 – esquina com a Borges de Medeiros

Multisom Moinhos Shopping
Rua Olavo Barreto Viana, 36 – loja 110

Multisom BarraShoppingSul
Av. Diário de Notícias, 300

Pé de Meia Iguatemi
Shopping Iguatemi
Av. João Wallig, 1800

Pé de Meia Shopping Total
Shopping Total
Av. Cristóvão Colombo, 545 – loja 273

(descontos para assinantes do Clube ZH, idosos e estudantes)Fonte: Site Pref POA

Fonte: www.camera2.com.br

Morre aos 77 anos o escritor policial Robert B. Parker

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Robert B. Parker morreu na escrivaninha de sua casa Foto: The New York Times

Robert B. Parker morreu na escrivaninha de sua casa

Robert B. Parker, cujo estilo sucinto e eloquente fez do investigador particular Spenser um dos mais reconhecíveis personagens de ficção de Boston, sofreu um ataque cardíaco em sua escrivaninha, na casa em que vivia em Cambridge. Ele morreu na hora, aos 77 anos.

Musculoso e áspero como seu criador, Spenser tinha outros traços em comum com Parker. Por trás de uma aparência externa combativa, os dois gostavam de comida fina acompanhada por uma boa cerveja. Os dois tinham um senso aguçado de humor e seguiam um rígido código de honra.

Ao longo das três dúzias de romances protagonizados por Spenser que ele deixou, Parker apresentou a cidade de Boston a milhares de leitores; a cidade era protagonista tão importante de suas histórias quanto o corpulento investigador que as estrelava. Em um gênero previsível, Parker criou um detetive complexo e dotado de um lado sensível. O diálogo sardônico entre Parker e a perpétua namorada Susan Silverman, que trabalha como psicanalista, representa uma releitura moderna da troca de farpas verbais entre os personagens Nick e Nora Charles, criados gerações antes pelo conhecido escritor policial Dashiell Hammett.

“Ele foi responsável por uma virada sísmica na literatura policial”, disse Dennis Lehane, um escritor de grande sucesso de venda cujos romances Mystic RiverGone, Baby, Gone, foram adaptados para o cinema. “Ele subitamente tornou os romances policiais sexy, no melhor sentido do termo. Havia uma forma de ficção policial antes de Bob, e outra depois dele”.

Joseph Finder, outro escritor de Boston, autor de romances de espionagem, disse que Parker “tomou as histórias urbanas de detetives particulares, que estavam estagnadas há anos, desde James M. Cain e Raymond Chandler, e as revitalizou. Ele incorporou muitas das linhas temáticas padronizadas -o detetive durão, solitário, o homem honrado percorrendo as ruas perigosas- e as atualizou, de modo que o personagem Spenser se tornou quase um avatar do escritor -um homem que cozinhava e que sempre foi extremamente dedicado a uma mulher, da mesma maneira que Bob Parker com relação à sua esposa, Joan”.

Com 65 livros publicados em 37 anos de carreira, Parker era tão prolífico quanto culto. Usou Spenser -”escrito com S, como o poeta inglês”- em 37 desses romances. Também escreveu 28 outros livros, entre os quais uma série protagonizada por Jesse Stone, o chefe de polícia da fictícia Paradise, Massachusetts, e uma por Sunny Randall, uma investigadora particular em Boston.

Seu mais recente livro, Split Image, protagonizado por Stone, deve sair no mês que vem, informou a agente de Parker, Helen Brann, de Nova York.

O personagem mais conhecido do escritor foi transformado em série de TV, Spenser for Hire, estrelada por Robert Urich. As histórias de Jesse Stone foram adaptadas para a televisão, em filmes estrelados por Tom Selleck; e Appaloosa, uma história do velho oeste que Parker escreveu em 2005, foi adaptada para o cinema em 2008, com direção e interpretação de Ed Harris, cujas estantes abrigam prateleiras inteiras das obras de Parker.

“Robert escreveu sobre a amizade entre dois homens de uma maneira que me inspirou”, disse Harris sobre Appaloosa. “Era uma história perfeita, uma ótima sensação”.

Parker, acrescentou o ator, “era um tesouro nacional. Eu o amava, e vou sentir sua falta”.

Brann, que representa Parker há 42 anos, disse que ele teve um ataque cardíaco quando sua mulher não estava em casa. “Ela falou com ele mais cedo, e saiu para uma caminhada. Quando voltou, uma hora mais tarde, ele havia morrido”, disse Brann. “Estava em sua escrivaninha, como quase sempre”.

Produzindo quase cinco páginas de texto ao dia, Parker mantinha um ritmo que poucos escritores são capazes de imitar. Quando perguntado sobre o seu segredo, ele fazia tudo parecer simples.

“A arte de escrever um bom policial é simplesmente a arte de escrever”, ele disse aoBoston Globe em 2007. “Você cria personagens interessantes e os coloca em circunstâncias interessantes, e depois descobre como livrá-los delas. As pessoas usualmente não se surpreendem com os finais dos meus livros”.

Talvez, mas leitores de todo o mundo corriam para devorar romance após romance. Brann estima que Parker tenha vendido mais de seis milhões de livros em todo o mundo, ao longo de sua carreira. Seu trabalho foi traduzido para 24 idiomas.

Ele era professor de inglês na Universidade Northeastern quando começou a escrever os romances protagonizados por Spenser, cujo primeiro nome jamais é revelado. Parker não apreciava a vida acadêmica e não escondia sua animosidade, já na primeira sentença de seu primeiro romance: “O escritório do reitor da universidade parecia o saguão de um bordel vitoriano bem sucedido”.

Em 1975, Walter Robinson, resenhista do Boston Globe, recebeu positivamente God Save the Child, o segundo romance de Parker: “Spenser está de volta, e ainda bem que isso aconteceu rápido o bastante para que os apreciadores dessa rara combinação entre boa literatura e bom romance policial possam desfrutar”.

Parker se criou em Springfield, onde ele conheceu Joan Hall em uma festa de aniversário quando os dois tinham três anos de idade. Voltaram a se encontrar anos mais tarde, no Colby College, no Maine. Ele decidiu conquistá-la. Ela primeiro resistiu, mas terminou cedendo. Casaram-se em 1956.

“Ele era muito inteligente, e sabia disso, e eu apreciava o fato”, ela disse ao Boston Globeem 1981. “Sempre foi o único homem que não me entediou”.

Depois de servir o exército, Parker teve diversos empregos antes de fazer seu doutorado em literatura inglesa na Universidade de Boston.

No começo dos anos 80, o casal se separou mas posteriormente os dois voltaram a viver juntos, sob um arranjo que reconhecem publicamente como incomum, mas que funcionou para eles: compraram uma casa grande em Cambridge, e cada um tinha uma ala separada.

Parker dedicava todos os seus livros à mulher, e disse ao Boston Globe em 1992 que “ela foi o fator central da minha vida desde que eu era criança. Não é possível me compreender sem compreender o que me une a ela”.

Além da mulher, Parker deixa dois filhos ¿David, de Nova York, e Daniel, de Santa Monica, Califórnia. A família planeja uma cerimônia fúnebre.

A despeito da riqueza e da fama propiciada pela televisão, cinema e vendas mundiais, Parker “era um sujeito muito confiável, um homem despretensioso”, disse Kate Mattes, proprietária da livraria Kate’s Mystery Books, em Cambridge, há 26 anos. “Ele jamais era arrogante, jamais se gabava, ainda que certamente tivesse o direito de fazê-lo”.

Parker, que muitas vezes se comparou a um carpinteiro que faz livros, ajudou outras pessoas a aprender o ofício.

“Minha dívida é imensa, e sempre fui muito claro quanto a isso”, disse Lehane. “Meu primeiro livro tem tanto de Robert Parker no primeiro capítulo que até me surpreende que ele nunca tenha me processado”

Terra

Fonte: www.camera2.com.br

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