A invasão do carro chinês

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A montadora chinesa JAC Motors desembarca no Brasil sexta que vem (18), um ano e meio depois de fechar um contrato com o Grupo SHC, do empresário Sérgio Habib, também importador da marca de luxo Aston Martin. Sua estratégia é semelhante à do Magazine Luiza: inaugurar, de uma só vez, dezenas de lojas, a exemplo que o magazine fez em 2008. A projeção da montadora chinesa é chegar a 80 cidades no final do ano. “O grande problema das chinesas no Brasil é ter rede. Com uma grande rede, teremos mais volume de vendas e maior possibilidade de fazer propaganda da marca”, explicou ele a Exame.com. Em média, o brasileiro troca de carro a cada dois anos e meio, então há um grande mercado a ser explorado. Ele espera vender 35 mil unidades neste ano, ou 1% do mercado. Outra semelhança é a faixa! de preço: entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, unificados em todo o país. “Nós vamos pagar o frete”, diz Habib. Para atrair mais gente, os modelos da JAC trazem uma variedade de itens de série (sensor de estacionamento, freio ABS, rádio, vidros elétricos, ar condicionado) que os concorrentes não oferecem pela mesma média de preço. Os modelos J3 e J3 Turin custam R$ 37.900 e R$ 39.900 e têm seis anos de garantia.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

A desgauchização continua

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A Tangará Foods, de Vila Velha (ES), acaba de adquirir por R$ 55 milhões a empresa de Estrela (RS) Laticínios Vale do Taquari (Lativale)que produz hoje 600 mil litros diários de leite. Após o processo de due dilligence, a Tangará pretende injetar R$ 20 milhões na empresa e, com isso, aumentar o faturamento de R$ 150 milhões para R$ 300 milhões até 2013. Atualmente a Lativale produz leite em pó, leite condensado e creme de leite, com matéria-prima fornecida por uma rede de 12 mil produtores gaúchos, através de uma equipe de 100 funcionários. A Tangará Foods, fundada em 1993, é parte de um grupo com mais de 40 anos de atuação no segmento de alimentos, onde comercializa soluções lácteas, leite em pó, café e ingredientes para indústrias de alimentos, em uma área de 103 mil m².

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

Deu RS na disputa com SP

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A primeira unidade de fabricação de guindastes da americana Manitowoc Crane no Brasil será montada no Rio Grande do Sul. O Estado venceu a disputa, que tinha São Paulo como segundo candidato. Nesta semana representantes do grupo esperam assinar com o governador Tarso Genro o protocolo para dar a largada no empreendimento, que será erguido em Passo Fundo e somará aplicação inicial de R$ 70 milhões. A escolha, mais que pelo montante, tem valor simbólico: é a primeira conquista do novo governo, que mal fechou dois meses, segundo o Jornal do Comércio online. O secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, revela que negociações em andamento com outras empresas, caso tenham final feliz como o da Manitowoc, somarão US$ 1 bilhão em investimentos, cerca ! de R$ 1,6 bilhão.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

Diz o blogueiro – nada mais justo sobretudo depois que uma cria de lá detonou o nosso estado permitindo a formação de uma quadrilha de membros da sua polícia POLÍTICA dentro do Piratini.

Governo socorre arrozeiros

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Depois de se reunir com o governador do estado, Tarso Genro, no Palácio do Piratini, nesta quinta (03), o ministro Wagner Rossi garantiu apoio financeiro para o escoamento de 1,78 milhão de toneladas de grãos. Acontece que os agricultores do Sul estão recebendo menos que o preço mínimo estipulado pelo governo federal: R$ 22,00 para R$ 25,80 pela saca de 50 quilos. Por isso, o Ministério da Agricultura (Mapa) comprará 360 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de feijão. Até 130 mil toneladas devem ser adquiridas ainda em fevereiro. O restante será leiloado via Prêmio de Escoamento de Produto (PEP): 1,02 milhão de toneladas de arroz e 300 mil toneladas de feijão. Nessa modalidade de operação, a empresa paga ao agricultor o preço mínimo e recebe um prêmio do governo pelo transp! orte do produto a uma região pré-determinada, onde há procura pelo grão. No Rio Grande do Sul, que tem mais de uma dezena de municípios em estado de emergência por causa da seca que castiga a região há meses, o preço de mercado do arroz está em torno de R$ 22 por saca de 50 quilos, enquanto o preço mínimo fixado pelo governo é de R$ 25,80 por saca. O feijão é vendido no Paraná por R$ 65 a saca de 60 quilos e, no Rio Grande do Sul, por R$ 70, em média. O preço mínimo estabelecido é de R$ 80.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

Briga brasileiros x chineses

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Quase metade (ou 45%) das empresas brasileiras, que concorrem com a China, perdeu participação no mercado interno, informou nesta quinta (03) a CNI, ao divulgar pesquisa inédita. Elas são 28% das indústrias. No mercado externo, 67% das empresas brasileiras perderam participação e 4% deixaram de vender seus produtos devido à concorrência com os produtos chineses. No mercado interno, as empresas de pequeno porte, quando expostas à concorrência, perdem mais clientes para a China do que as empresas de maior porte. Enquanto 24% das pequenas empresas concorrem com os produtos chineses no mercado interno, a taxa sobe para 32% entre as médias e 41% entre as grandes.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

 

 

Diz o blogueiro – isto ainda vai dar muito o que falar, pois os preços deles são imbatíveis e a qualidade é muito baixa. Exemplo são as chaleiras inox cujo material é fino como papel, provocando vazamento entre as junções. Péssima qualidade. Temos que demonstar isto ao nosso consumidor. Eu aprendi comprando duas dessas chaleiras. Hoje não as quero nem mesmo de graça.

RS longe do déficit zero. Rombo nas contas é de R$ 150 milhões

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Igor Natusch

Preocupante. Foi assim que o secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Odir Tonollier, descreveu a situação das finanças gaúchas nesse começo de governo Tarso. Em entrevista coletiva, ocorrida na tarde desta quinta-feira (13), o secretário expôs uma série de números que criam uma imagem bem pouco animadora para os próximos meses no estado. Segundo os dados, o RS enfrenta um caixa negativo de R$ 4,6 bilhões, além de um déficit de R$ 150 milhões. Caso nenhuma medida seja tomada, a pasta prevê, para o final de 2011, um déficit de R$ 550 milhões. As dívidas, neste momento, somam R$ 1 bilhão – entre eles, R$ 140 milhões em obras não pagas do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER) e R$ 125 milhões em convênios com municípios, valor do qual R$ 100 milhões ainda não foram empenhados.

“Nosso propósito é mostrar que temos esperanças de que as finanças podem melhorar, mas também de mostrar de onde nós partimos”, explicou o secretário de Fazenda. Odir Tonollier foi enfático ao dizer que o caixa do governo está zerado. “Literalmente”, reforçou. “A situação de hoje, 13 de janeiro de 2011, é essa: não temos recursos, o dinheiro que temos em caixa é zero. Foi isso que recebemos no começo da nossa gestão”.

As informações de Tonollier contestam os dados fornecidos pelo governo anterior, de Yeda Crusius. Segundo a ex-governadora, o Rio Grande do Sul começava o ano com R$ 3,6 bilhões em caixa e com déficit zero nas contas públicas. Não é, segundo o secretário, a mesma realidade que a nova equipe encontrou ao assumir a pasta. Admitindo que as dificuldades “não são novas”, Odir Tonollier se disse “um pouco surpreendido” com a extensão dos problemas financeiros do RS. “Deixo o juízo para vocês”, disse Tonollier, preferindo deixar eventuais críticas no terreno do subentendido.

Silvio Alves/Palácio Piratini Odir Tonollier, secretário da Fazenda do RS/ Foto: Silvio Alves/Palácio Piratini 

“Temos que crescer mais do que o Brasil”

Para diminuir o impacto dessas dificuldades, o secretário de Fazenda defende uma postura positiva e a busca de alternativas, incluindo um “rigoroso controle” das despesas públicas. “Temos que encarar o fato de que o Rio Grande do Sul precisa crescer mais do que o Brasil”, admitiu Odir Tonollier. Para que isso seja viável, a ideia é buscar parcerias com o governo federal, além da atração de investimentos industriais e empresariais. O objetivo do governo estadual é arrecadar até R$ 400 milhões em 2011.

Um exemplo citado por Odir Tonollier refere-se aos programas emergenciais de financiamento oferecidos pela União. Segundo o secretário, o estado não buscou uma parcela de R$ 100 milhões a que teria direito em 2010, e no momento esse empréstimo estaria, teoricamente, vencido. “Estamos tentando buscar esses recursos, resgatar esse valor, e estamos contando com a disposição do governo federal em colaborar para que esse dinheiro chegue ao estado”, revelou. Além disso, há o plano de buscar um empréstimo de R$ 2 bilhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco Mundial.

Existe também a possibilidade de usar recursos advindos de depósitos judiciais, especialmente para manter em dia a folha do funcionalismo público, que chega aos R$ 800 milhões. “Se faltar recursos para a folha de pagamento, se chegarmos a uma situação emergencial, certamente vamos recorrer a essa alternativa”, disse Tonollier. Mas fez uma ressalva: há incidência de juros sobre esse montante, de forma que a utilização desses valores pode complicar ainda mais o equilíbrio das contas do Rio Grande do Sul.

Odir Tonollier garante que compromissos assumidos, como a anistia concedida aos pequenos agricultores pela Assembleia Legislativa, serão honrados pelo governo. Além disso, os salários do funcionalismo serão mantidos em dia. Mas admitiu que a situação financeira do RS não permite qualquer tipo de reajuste salarial. “Não temos previsão orçamentária”, afirmou. “Temos um desafio, que é preparar o estado para recuperar setores que estão em situação difícil, como a educação, saúde e segurança. São despesas absolutamente necessárias, que nós não temos, nesse momento, como atender. Não existe, no momento, nenhuma previsão de aumento”.

Silvio Alves/Palácio Piratini Coletiva sobre as finanças do RS / Foto: Silvio Alves/Palácio Piratini 

Knijnik: “guerra fiscal é nefasta para todos”

O secretário de Desenvolvimento e Investimento, Mauro Knijnik, também estava presente na coletiva de imprensa. Segundo ele, o seu papel será de identificar as empresas gaúchas que podem crescer e, em um segundo momento, atrair empreendimentos que possam revigorar as atividades econômicas do RS. “Nenhum estudo de viabilidade será feito sem a participação ativa de todos os interessados. Nosso objetivo é encurtar caminhos e atrair empresas para o estado”, garantiu.

Segundo Knijnik, algumas empresas já procuraram o governo, entre elas investidores em cerâmica e metal-mecânica, além de um empreendimento chinês, interessado em explorar energia eólica no RS. Mas descartou ações que conduzam a uma guerra fiscal contra outros estados brasileiros. “É uma situação que acaba sendo nefasta para todos”, acredita. Knijnik cita empresas calçadistas gaúchas, que saíram do estado em nome de incentivos fiscais e que agora estariam dispostas a voltar. “Chegamos a brincar dentro da secretaria que teríamos que lançar um ‘Programa Filho Pródigo’, pensando nessas empresas”, riu Knijnik.

Knijnik garante que o governo pretende ir além do Fundopem, construindo sistemas de incentivo e de atração de empresas. Mas prega cautela. “Óbvio que todas as empresas querem incentivos fiscais, mas nós queremos pagar as contas”, disse. Ao fim da coletiva, Mauro Knijnik revelou que o governador Tarso Genro deve convocar, ainda esse mês, uma reunião envolvendo uma série de secretarias, dentro da política de transversalidade proposta pelo governo. A pauta: ações conjuntas que ajudem o RS a tirar o pé da lama.

Fonte: http://sul21.com.br/

A crise irlandesa: o fiasco completo do neoliberalismo

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 Jan 8th, 2011

by Marco Aurélio Weissheimer.

Por Eric Toussaint

Durante uma década a Irlanda foi apresentada pelos promotores mais fervorosos do capitalismo neoliberal como o modelo a seguir. O “tigre celta” ostentava uma taxa de crescimento mais elevada do que a média europeia. O taxa de tributação das empresas havia sido reduzida a 12,5% e a taxa efetivamente paga pelas numerosas transnacionais que ali tinham domicílio oscilava entre 3% e 4%: um sonho! Um déficit orçamentário igual a 0 em 2007. Uma taxa de desemprego de 0% em 2008. Um verdadeiro encanto: todo o mundo parecia ali encontrar o seu quinhão. Os trabalhadores tinham um emprego (é certo que muitas vezes precário), as suas famílias consumiam alegremente, elas desfrutavam do efeito riqueza e os capitalistas, tanto nacionais como estrangeiros, ostentavam resultados extraordinários.

Em outubro de 2008, dois ou três dias antes de o governo salvar da falência os grandes bancos “belgas” (Fortis e Dexia) às expensas dos cidadãos, Bruno Colmant, diretor da Bolsa de Bruxelas e professor de economia, publicou um artigo em Le Soir, o diário belga francófono de referência, no qual afirmava que a Bélgica devia absolutamente seguir o exemplo irlandês e desregulamentar ainda um pouco mais o seu sistema financeiro. Segundo Bruno Colmant, a Bélgica devia modificar o quadro institucional e legal a fim de se tornar uma plataforma do capital internacional como a Irlanda. Algumas semanas mais tarde, o Tigre Celta estava de joelhos.

Na Irlanda, a desregulamentação financeira encorajou uma explosão dos empréstimos às famílias (o endividamento familiar havia atingido 190% do PIB na véspera da crise), nomeadamente no setor imobiliário, o que estimulou a economia (indústria da construção, atividades financeiras, etc). O setor bancário inchou de uma forma exponencial com a instalação de numerosas sociedades estrangeiras e o aumento dos ativos dos bancos irlandeses. Formaram-se bolhas imobiliárias e nas bolsas. O total das capitalizações na bolsa de valores, das emissões de obrigações e dos ativos dos bancos atingiu catorze vezes o PIB do país.

Aquilo que não podia acontecer neste mundo encantador aconteceu então: em setembro-outubro de 2008, o castelo de cartas ruiu, as bolhas financeiras e imobiliárias explodiram. Empresas fecham ou deixam o país, o desemprego sobe em flecha (de 0% em 2008, ele salta para 14% no princípio de 2010). O número de famílias incapazes de pagar os credores cresce muito rapidamente. Todo o sistema bancário irlandês está à beira da falência e o governo, completamente em pânico e cego, garantiu o conjunto dos depósitos bancários com 489 bilhões de euros (cerca de três vezes o PIB irlandês, que se elevava a 168 bilhões de euros). Ele nacionaliza o Allied Irish Bank, principal financiador do setor imobiliário, injetando 48,5 bilhões de euros (cerca de 30% do PIB). As exportações enfraquecem. As receitas do Estado baixam. O déficit orçamentário salta de 14% do PIB em 2009 para 32% em 2010 (mais da metade é atribuível ao apoio maciço aos bancos: 46 bilhões de injeção de fundos próprios e 31 de compra de ativos de risco).

O plano europeu de ajuda do fim de 2010, com participação do FMI, eleva-se a 85 bilhões de euros de empréstimos (dos quais 22,5 fornecidos pelo FMI) e já se verifica que será insuficiente. Em contrapartida, o remédio de cavalo imposto ao tigre celta é de fato um plano de austeridade drástico que pesa fortemente sobre o poder de compra das famílias, tendo como consequências uma redução do consumo, das despesas públicas nos domínios sociais, dos salários da função pública e na infraestrutura (em proveito do reembolso da dívida) e das receitas fiscais.

As principais medidas do plano de austeridade são terríveis no plano social:

Supressão de 24.750 empregos de funcionários (8% do efetivo, o que equivaleria à supressão de 350 mil empregos na França);

Os novos contratados receberão um salário 10% inferior;

Baixa das transferências sociais com diminuição dos subsídios de desemprego e familiares, redução importante do orçamento da saúde, congelamento das pensões;

Aumento dos impostos pagos principalmente pela maioria da população vítima da crise, nomeadamente alta do IVA de 21 para 23% em 2014; criação de uma taxa imobiliária (afeta a metade das famílias, até então livres de tributação);

Baixa de 1€ do salário horário mínimo (de 8,65 para 7,65 euros, ou seja, -11%).

As taxas dos empréstimos concedidos à Irlanda são muito elevadas: 5,7% para o do FMI e 6,05% para os empréstimos “europeus”. Eles servirão para reembolsar os bancos e outras sociedades financeiras que comprarão os títulos da dívida irlandesa — as quais tomam emprestado a uma taxa de 1% junto ao Banco Central Europeu. Um verdadeiro presente dos deuses para os agentes financeiros privados. Segundo a AFP, “o diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, declarou: “Isto vai anda, mas naturalmente é difícil [...] porque é duro para as pessoas’ que terão de fazer sacrifícios em nome da austeridade orçamentária”.

A oposição na rua e no parlamento foi muito forte. O Dail, câmara baixa, adoptou o plano de ajuda de 85 bilhões de euros apenas por 81 votos contra 75. Longe de abandonar a sua orientação neoliberal, o FMI indicou que colocava dentre as prioridades da Irlanda a adoção das reformas para suprimir “os obstáculos estruturais aos negócios”, a fim de “sustentar a competitividade nos próximos anos”. O socialista Dominique Strauss-Kahn diz-se convencido de que a chegada de um novo governo após as eleições previstas para o princípio de 2011 nada mudaria: “Estou confiante em que, ainda que os partidos da oposição, o Fine Gael e o trabalhista, critiquem o governo e o programa [...], eles compreendem a necessidade de colocá-lo em execução”.

Em suma, a liberalização econômica e financeira que visava atrair a qualquer preço os investimentos estrangeiros e as sociedades financeiras transnacionais conduziu a um fracasso completo. Para aumentar os danos sofridos pela população vítima desta política, o governo e o FMI não encontraram nada melhor do que aprofundar a orientação neoliberal praticada desde há 20 anos e infligir à população, sob a pressão da finança internacional, um programa de ajuste estrutural calcado em medidas impostas há três décadas aos países do terceiro mundo. Estas três décadas devem ao contrário servir de exemplo daquilo que não se deve fazer. Eis porque é urgente impor uma lógica radicalmente diferente, em favor dos povos e não da finança privada.

(*) O original encontra-se em http://www.cadtm.org/La-crise-irlandaise-fiasco-complet

(**) Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/

O menor juro desde 1994

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Os juros de empréstimos bancários para pessoa física atingiram em fevereiro 41,9% ao ano, a menor taxa desde o início da série histórica, em 1994, segundo o Banco Central. Em janeiro, havia sido de 43% e, em fevereiro do ano passado, no auge da crise econômica, a taxa média era de 52,6%. Para linhas destinadas a pessoas jurídicas, a taxa média foi de 25,9% ao ano, contra 26,5% em janeiro e 30,9% em fevereiro do ano passado. Na média entre as duas modalidades, a taxa chegou a 34,3% ao ano, contra 35,1% em janeiro. Em fevereiro de 2009, o número estava em 41,3%. O “spread” bancário – diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes – foi de 24,3 pontos percentuais, contra 25,1 p.p. em janeiro. Em fevereiro de 2009 estava em 29,7 p.p.. O! “spread” para pessoas físicas foi de 30,8 p.p., o menor da série histórica, contra 41,4 p.p. em fevereiro de 2009. Para empresas, ficou em 16,9 p.p., ante 19 p.p. em fevereiro do ano passado

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

AGRONEGÓCIOS

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São Paulo / SP

Fusões e aquisições deixam setor da cana mais sólidoOs acordos para fusões e aquisições entre usinas de cana ocorridos nos últimos meses, especialmente aqueles que envolveram empresas estrangeiras, deixaram o setor sucroalcooleiro do Brasil mais forte para enfrentar momentos de dificuldades como os registrados em 2009, avaliou o presidente da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar -, Marcos Jank. “A gente percebe que isso está gerando um setor mais sólido, com mais estrutura de capital e com maior capacidade de fazer frente às demandas”, declarou ele nesta terça-feira, durante seminário em São Paulo. O presidente da Unica referiu-se em particular à entrada da Shell no segmento de açúcar e etanol, com a joint venture formada com a Cosan. “A Shell seguiu a BP e a Petrobras, que já tinham participação no setor. Mas ela entrou com muito mais força, e inaugura a atuação de petroleiras na indústria de baixo carbono”, declarou. De acordo com dados apresentados pela Unica no evento, na nova safra (2010/11) 22% das companhias terão capital estrangeiro, contra 7% em 2007/08. Ao mesmo tempo, a produção está mais concentrada. Enquanto em 2004/05 cinco empresas respondiam por 12% do volume produzido, em 2009/10 a participação dessas grandes aumentou para 27%. Jank citou exemplos de negociações como a Santelisa Vale, comprada pela Louis Dreyfus Commodities, a negociação da Moema, adquirida pela Bunge, além da aquisição da Brenco pela ETH. Além desses, ele lembrou da compra de uma participação majoritária na Equipav pela indiana Shree Renuka, e também do avanço do Bertin no setor de biocombustíveis, com a negociação com a Infinity. Longo prazo - Para o presidente da Unica, o setor ainda tem grandes perspectivas de crescimento no futuro, seja pela maior demanda por açúcar vinda de países emergentes, seja pela maior utilização de biocombustíveis no mundo desenvolvido e no Brasil. “Pelo etanol, o grande aumento que se espera é pela frota flex (no Brasil), que ainda é de 40% do mercado, embora 90% dos carros novos já sejam flex”, declarou ele, destacando que as exportações do biocombustível são promissoras no futuro. (Agência Reuters)

Fonte: http://www.e-pressbiz.blogspot.com/

Venda de material de construção sobe 19% em fevereiro

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As vendas de materiais de construção no Brasil avançaram 19% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas recuaram 4,15% em relação a janeiro.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).

Segundo a entidade, a queda na comparação mensal pode ser atribuída ao menor número de dias úteis em fevereiro.

“No acumulado do primeiro bimestre deste ano tivemos alta de 16,31%. Assim, mantemos a estimativa de fechar 2010 com um crescimento em torno de 15%”, disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em comunicado.

Nos últimos 12 meses, o varejo de materiais de construção acumula queda nas vendas de 7,68%. Em fevereiro, as vendas de materiais básicos aumentaram 22,06% em relação ao mesmo período do ano passado, mas recuaram 4,45% ante janeiro.

Já as vendas de materiais de acabamento no mês passado cresceram 13,42% sobre fevereiro de 2009 e caíram 3,56% sobre o primeiro mês deste ano.

De acordo com a Abramat, fevereiro foi o quarto mês com variação positiva das vendas de materiais na relação anual. Para os próximos meses, a entidade estima a continuidade desse movimento, apoiado na manutenção da desoneração do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) sobre os materiais de construção e no avanço das obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

“A extensão do IPI reduzido para materiais de construção pode beneficiar ainda mais o consumidor ‘formiguinha’. As reformas e ampliações autogeridas de moradias serão um fator primordial para manter a demanda aquecida”, acrescentou o presidente da Abramat. Folha On Line

Fonte: www.camera2.com.br

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