Lições do escândalo que não terminou

Imprensa Sem comentários »


Por Venício A. de Lima no Observatório da Imprensa, 16/02/2010

O poeta candango Nicolas Behr conseguiu sintetizar com humor o desconforto envergonhado que, nas últimas semanas, aflige a imensa maioria daqueles que, honestamente, trabalhamos e residimos em Brasília. Ele passou a usar uma camiseta com a frase: “Sou de Brasília. Mas juro que sou inocente!”.
Muito já foi dito sobre o comportamento da mídia local, sobretudo o Correio Braziliense, o jornal de maior circulação no Distrito Federal (ver, neste OI, “Sugestão de pauta para reunião da ANJ“), e, certamente, muita água ainda vai rolar debaixo da ponte desse imenso escândalo que envolve a “turma” que controla o Governo do Distrito Federal (GDF) há muitos anos. Todavia, para o observador da mídia, lições já podem e devem ser tiradas. Aí vão algumas delas:
1. A mídia – nacional e local – não acompanhou os desdobramentos do pedido de providências judiciais encaminhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) à Procuradoria Geral de República (PGR) no dia 9 de fevereiro, terça feira. O pedido incluía o afastamento de Arruda da chefia do GDF e sua prisão preventiva. Na quinta-feira (11/2), dia da prisão, todos parecem ter sido pegos de surpresa, pois não foram capazes de antecipar nem a ação do PGR e muito menos a rápida decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Na verdade, no dia 11, a capa do Correio Braziliense não trouxe uma única referência ao assunto (a manchete principal era sobre a elevação das taxas de juros), e a última página do caderno “Cidades”, que vinha sendo reservada para a discretíssima e enviesada cobertura do escândalo, destaca as relações do jornalista Edson “Sombra” com “personalidades” que “transitam entre grupos políticos de diferentes correntes”.
Debaixo dos panos
2. A rapidez com que a informação de que o STJ estava votando o pedido de prisão de Arruda se espalhou pelo Distrito Federal, na tarde de quinta-feira (11), é mais uma comprovação da imensa capilaridade da internet. Celulares, emails, twitters e blogs estiveram quase sempre à frente das agências de notícias tradicionais.
3. Registre-se a inacreditável “virada” na cobertura do Correio Braziliense a partir do afastamento e prisão de Arruda: o que era cuidadosamente escondido passou a ser tratado em manchetes de primeira página. Na sexta-feira (12/2), por exemplo, toda a capa do jornal é sobre o escândalo e a manchete principal berrava: “Arruda é preso. DF sob ameaça de intervenção”. Logo abaixo, em letras vermelhas, um trecho do voto do ministro relator no STJ: “A organização criminosa instalada no GDF continua valendo-se de poder econômico e político para atrapalhar as investigações e, assim, garantir a impunidade”.
4. A apuração do escândalo começa a revelar o submundo de uma imprensa quase clandestina de jornais e revistas que existe e prolifera no Distrito Federal (ver, no Observatório, “A outra caixa de Pandora“). Quem já ouvira falar antes neste jornal O Distrital, cujo proprietário é o jornalista Edson Sombra? Não será surpresa se ainda outros jornalistas e veículos de comunicação surgirem como envolvidos no decorrer das investigações.
5. A forma como a grande mídia tem coberto o chamado “mensalão do DEM de Brasília” certamente merece uma comparação detalhada com as coberturas anteriores dedicadas aos chamados “mensalões” do PSDB de Minas Gerais e do PT. É impossível não lembrar que há muito pouco tempo, Arruda, ex-líder do governo FHC no Senado Federal, era celebrado como exemplo de bom administrador, credenciado, inclusive, como uma das alternativas do DEM para vice na chapa de José Serra à presidência da República em 2010 (ver, por exemplo, “Ele deu a volta por cima“, “Páginas Amarelas” de Veja, edição 2121, de 15/7/2009).
Muito ainda haverá de ser desvendado e revelado publicamente, com certeza.
Esperança e desalento
Apesar da esperança de melhores dias, registre-se certo desalento que é impossível evitar em conjunturas como esta. As ações da PF, do MP e do Judiciário, além da esperada punição de todos os culpados, não eliminam uma sensação de impotência diante de tamanha desfaçatez por parte de políticos profissionais.
E, claro, também por parte de grupos de mídia que apenas confirmam seu total desprezo pela ética jornalística e pelo interesse público.

Fonte: http://dialogico.blogspot.com

O outro lado do Planeta Atlântida

Imprensa Sem comentários »

Ter, 16 de Fevereiro de 2010 17:39

Fotos que dão idéia de como fica a baderna que vale tudo.

A opinião pública gaúcha acostumou-se ao longo dos anos a ter uma avaliação positiva do evento Planeta Atlântida realizado pelo Grupo RBS e a produtora DC 7 na praia de Atlântida (e também em Florianópolis). Mas existe “um outro lado do Planeta” que não consegue ser mostrado ao grande público. O empresário do ramo imobiliário e de lazer Solon Soares, com negócios em Atlântida, vem querendo justamente mostrar esse lado negativo. Da sujeira, dos transtornos, dos abusos sonoros e até mesmo das dificuldades das pessoas terem acesso às suas casas durante a realização do evento. Caso específico de um condomínio nas proximidades em que os moradores tiveram que tirar senha para poder entrar.

Numa cidade planejada para trinta mil habitantes se amontoam desordenadamente 120 mil pessoas. Lixo e esgoto, e gente pra que?

Ele garante apenas o Grupo RBS e a produtora lucram com o evento. Que a maioria da comunidade de Atlântida e arredores (moradores, veranistas e comerciantes) sai prejudicada e busca uma alternativa para enfrentar – ou tentar transferir o Planeta para outra área. Segundo relata Solon Soares, um grupo de pessoas de Atlântida já esteve conversando com o diretor-presidente da RBS, Nélson Sirotsky, tentando demovê-lo da realização do evento no local de sempre. Chegaram inclusive a alugar um helicóptero e mostrar outras áreas atrativas – e mais isoladas – a Sirotsky que teria concordado, mas a produtora não.
Esse grupo de pessoas e empresários busca levar adiante sua cruzada AntiPlaneta Atlântida, segundo ele “em busca de paz e melhor qualidade de vida para turistas, veranistas e moradores daquela praia.”

Prefeito Celso Bassani (de camisa listrada) ajudando a prender ambulante. ‘A cidade não tem fiscalização de nada, mas no Planeta até o prefeito vira vassalo da RBS’, afirma Solon Soares.

Fonte:  www.gazetatorres.com.br

Washington Post brasileiro

Imprensa 1 Comentário »


Deu na Veja Washington Post candango Em 2009, o grupo português Ongoing, de Nuno Vasconcellos, lançou em São Paulo o jornal Brasil Econômico. Agora, planeja abrir um novo título em Brasília.

O plano é fazer uma publicação destinada ao público geral, para concorrer com o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília. Os portugueses informaram ao governo que querem criar uma espécie de Washington Post brasileiro – que, aliás, se chamaria Brasília Post.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acompanha a operação – e sabe-se lá o que isso significa. Quer dizer, sabe-se, sim.Fonte: Noblat

Fonte: www.camera2.com.br

Diz o blogueiro – saudável iniciativa deste grupo português. Jornais, ao contrário de radio e televisão, não são concessões publicas o que permite a qualquer cidadão empreender no ramo sem a necessidade de outorga governamental. O autor desta matéria, como bom empregado e seguidor das ordens dos patrões já botou a boca no mundo. Seu Noblat, o império vai ruir, pois vivemos numa democracia e a ninguém é dado o direito de controlar os meios de comunicação, gostem os seus patrões ou não.

Candidatos fabricados pela Mídia

Imprensa Sem comentários »



O rádio ou na tevê têm posição política e pessoas que viram políticos em defesa dos interesses da mídia.

Olala,
Várias vezes, na condição de assessor de imprensa do então deputado estadual Adão Pretto, tive as portas fechadas nas emissoras de rádio. Tentava eu, passar, via telefone, pois não havia e-mail nos anos 80, boletins informativos sobre atividades desenvolvidas no parlamento gaúcho. Era minha tarefa como jornalista. Até hoje alguns amigos e companheiros tiram sarro da frase final rimada: “Da capital, para a rádio Sideral, claudio Sommacal!”.

Mas, curiosamente passei a perceber, já na época, que algumas emissoras se recusavam a veicular boletins porque tinham contrato com “seus” deputados. Lembro, por exemplo, que uma rádio de Santo Ângelo divulgava semanalmente uma entrevista com um deputado federal que depois foi indicado conselheiro do TCU.

Eu achava aquilo uma indecência. Como pode um veículo de comunicação renunciar ao acolhimento de todas as versões para se “vender” a uma somente.

Pesquisando, percebi que era e é prática corrente, os veículos de comunicação terem partido. Não são neutros. Não são imparciais.

Isto tem a ver com a concepção de comunicação no país. Com a maioria das concessões feitas a políticos ou a seus familiares, fica difícil admitir que o cidadão seja alimentado com a verdade dos fatos. Cada veículo dá a sua versão e vende o peixe conforme sua ideologia. Assim é a cultura da mídia brasileira do momento.

E mais, os veículos ajudam a produzir os políticos que governam a sociedade.
Sem avisar o eleitor, as empresas vão abrindo espaço para pessoas que depois acabam sendo candidatos e pedindo o seu voto. Esta força do quarto poder que é a Mídia foi pauta da Conferência nacinal de Comunicação, mas não passou de uma constatação.

Como a Mídia, em geral, representa interesses da elite, fica claro que os privilégios os políticos por ela fabricados defendem.
Pense nisto, enquanto há tempo.

Fonte:  http://blogdosommacal.blogspot.com

Coronelismo Eletrônico & Jagunços Políticos

Imprensa Sem comentários »


Diante da associação mafiosa entre o corolenismo eletrônico, comando pela Capo dei Capi, entenda-se Rede Globo, com a vanguarda do atraso político, aí incluídos Sarneys & todos os DEMos, convém refrescar a memória a respeito da composição das respectivas famiglias.

O texto a seguir foi chupado do Blog do Miro.

“O sistema brasileiro de mídia, além de historicamente concentrado, é controlado por poucos grupos familiares, é vinculado às elites políticas locais e regionais, revela um avanço sem precedentes das igrejas e é hegemonizado por um único grupo, as Organizações Globo”. Venício A. de Lima, autor do livro “Mídia: crise política e poder no Brasil”

“Temos uma pequena televisão, uma das menores, talvez, da Rede Globo. E por motivos políticos. Se não fôssemos políticos, não teríamos necessidade de ter meios de comunicação”. Senador José Sarney.

O processo de concentração dos meios de comunicação no Brasil teve suas marcas distintivas e resultou numa mídia altamente elitista e impermeável, ligada às oligarquias familiares e às forças políticas de direita e que sempre usurpou das benesses públicas, numa espécie de “coronelismo eletrônico”. Desde o nascimento do primeiro jornal, o Correio Braziliense, publicado em 1808 e redigido em Londres devido à censura do império português, os veículos de comunicação foram sendo incorporados à lógica monopolista do capital, causando já em meados do século passado a extinção da “figura mítica do jornalismo”, descrita no clássico de Nelson Werneck Sodré [1].

Diferentemente da Europa, que investiu num sistema público de radiodifusão, o Brasil copiou o modelo privado dos EUA, mas sem as ressalvas legais vigentes neste país desde 1943, que coibiram os monopólios e que só foram extintas no reinado neoliberal de Bush. A ausência de legislações reguladoras e a relação promíscua com o Estado permitiram um tipo sui generis de concentração com a chamada propriedade cruzada, na qual os “donos da mídia” garantem a posse de diferentes meios – jornais, revistas, rádios, televisão, internet. No Brasil, o modelo privado e a propriedade cruzada resultaram numa mídia extremamente concentrada e historicamente antidemocrática.

De Chateaubriand a Marinho

Até meados do século passado, ainda prevalecia certa diversidade na artesanal mídia impressa do país. Levantamento do Departamento Nacional de Estatísticas, de 1931, registrou a existência de 2.959 jornais e revistas – sendo 524 no Rio Janeiro e 702 em São Paulo. Não havia veículos de expressão nacional num território de dimensões continentais. Os jornais pertenciam às pequenas empresas. No início da rádio, nos anos 1920, a pulverização também predominou. Aos poucos, aproveitando-se da ausência de normas restritivas à propriedade cruzada, alguns donos de jornais adquiriram rádios e montaram departamentos de publicidade. “Na proporção e no ritmo em que se desenvolvem as relações capitalistas, desenvolveu-se a empresa jornalística”, explica Sodré.

A ascensão dos Diários Associados marca o colapso da fase concorrencial. Assis Chateaubriand será o primeiro barão da mídia no país. Ele ingressa no setor com a compra do pequeno O Jornal do Rio de Janeiro, em 1924. Utilizando-se das brechas legais e com seus métodos agressivos da chantagem e do jornalismo denuncista, ele rapidamente prosperou. Em 1959, Chatô já era dono do maior império jornalístico da América Latina, com 40 jornais e revistas, mais de 20 estações de rádio, uma dezena de emissoras de televisão, uma agência de notícias e outra de publicidade – “além de um castelo na Normandia, nove fazendas espalhadas por quatro estados, de indústrias químicas e laboratórios farmacêuticos”, segundo balanço do Atlas da Fundação Getúlio Vargas.

A ausência de “herdeiros legítimos” e, principalmente, o golpe militar de 1964 abalaram o poder dos Diários Associados [2]. Chatô é desbancado pelas Organizações Globo, que passam a deter a total hegemonia até os dias atuais. Irineu Marinho também estreou num pequeno jornal, A Noite, fundado em 1911. A partir dos anos 20, o grupo estendeu os seus tentáculos às rádios. Mas a sua ascensão ocorre, de fato, com a criação da TV Globo, em 1965. Ela é beneficiada pela ditadura militar, que ergue toda a estrutura de telecomunicações para garantir a “segurança nacional”. O regime militar também foi cúmplice de várias negociatas do grupo, como na obscura associação com a multinacional estadunidense Time-Life, o que era proibido pela legislação em vigor [3].

A ditadura cristaliza a concentração da mídia. “O projeto de integração nacional, perseguido pelo regime militar, adquiriu materialidade nas redes de televisão e encontrou sua melhor tradução no modelo constituído pela Rede Globo. Ao longo de quase quatro décadas, enquanto expandiam-se país adentro, com a patriótica missão que lhes foi atribuída, as redes de tevê aberta forjaram um mapa do Brasil baseado nos interesses políticos e comerciais privados dos seus proprietários… O resultado foi a criação de um Brasil refém das grandes empresas da mídia, imunes a qualquer forma de controle público, comandados de forma vertical e sustentados em alianças regionais que reproduzem e amplificam idéias, concepções e valores para 170 milhões de habitantes” [4].

No mesmo período, outro grupo fincou os alicerces do seu império. Victor Civita, filho de italianos, nascido nos EUA, muda-se para o Brasil em 1949 trazendo na sua bagagem um sinistro acordo com a empresa Disney. Em 1950, ele lança as tiras do Pato Donald e logo desbanca todos os concorrentes no mercado das revistas infantis. Na sequência, ele ingressa no lucrativo negócio das fotonovelas e investe na segmentação com revistas de moda, automóveis, turismo e outras. “Fiel à sua intuição para as oportunidades inéditas, Civita decidiu que São Paulo seria sua sede. ‘Era onde estava o dinheiro’, dizia”, relata um texto bajulatório [5]. Após consolidar seu império, que inclui a maior distribuidora em bancas, o Grupo Abril lança a revista Veja em 1968.

Além destes, outros veículos se projetaram, como o jornal O Estado de S.Paulo. Criado em 1875, com o nome de Província de S.Paulo, ele é fruto “da aliança entre as elites rurais e a burguesia ascendente” e nunca escondeu seu perfil conservador [6]. O jornal do clã Mesquita será o porta-voz da elite paulista desde o fracassado levante militar da oligarquia cafeeira em 1932. A Folha, fundada em 1921 e durante décadas um jornal provinciano, só ganhará fama após o golpe militar de 64. Comprado em 1962 por Carlos Caldeira e Octávio Frias de Oliveira, metido em negócios obscuros, como a Rodoviária Júlio Prestes, na capital paulista, o grupo vai prosperar na ditadura. A Folha da Tarde será o jornal de maior tiragem do país graças ao número de tiras (policiais) na sua redação [7].

Quadro atual da monopolização

A ausência de uma legislação proibitiva da propriedade cruzada, o desrespeito à Constituição e às tímidas leis reguladoras, o respaldo da ditadura militar, as relações promiscuas com o Estado e a própria lógica monopolista do capitalismo, entre outros fatores, explicam a brutal concentração da mídia. Na década passada, nove famílias dominavam o setor: Marinho (Globo), Abravanel (SBT), Saad (Bandeirantes), Bloch (Manchete), Civita (Abril), Mesquita (Estado), Frias (Folha), Levy (Gazeta) e Nascimento e Silva (Jornal do Brasil). Hoje são apenas cinco, já que as famílias Bloch, Levy e Nascimento faliram e o clã Mesquita atravessa uma grave crise financeira.

Na original classificação de Daniel Herz, fundador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), quatro “times” operam na mídia nacional. O “primeiro time” é composto pelos “cabeças-de-rede”, geradores de programação nacional, incluindo as principais emissoras de TV, a Editora Abril e os jornais Estadão e Folha. O “segundo time” inclui grupos regionais e nacionais com certo alcance, como o Jornal do Brasil e a RBS do Rio Grande do Sul. O “terceiro time” é formado por emissoras regionais afiliadas às redes nacionais de TV; já o “quarto time” inclui milhares de pequenas e frágeis empresas de comunicação [8]. Na fase recente, também despontaram algumas emissoras de origem religiosa, como a TV Record, da Igreja Universal.

As Organizações Globo, porém, ainda preservam avassaladora hegemonia no setor, como atesta o mais recente relatório do projeto “Donos da Mídia”: “São 35 grupos afiliados que controlam, ao todo, 340 veículos. Sua influência é forte não apenas no setor de TV. A relação com empresas em todos os Estados permite que o conteúdo gerado pelos 69 veículos próprios do grupo carioca seja distribuído por um sistema que inclui 33 jornais, 52 rádios AM, 76 rádios FM, 11 rádios OC, 105 emissoras de TV, 27 revistas e 17 canais e nove operadoras de TV paga. Além disso, a penetração de sua rede é reforçada por um sistema que inclui 3.305 retransmissoras” [9].

Disputando o segundo lugar entre as redes nacionais encontra-se a SBT. “A rede controlada pelo Sistema Brasileiro de Televisão, do empresário Sílvio Santos, foi criada a partir do espólio da extinta Rede Tupi, fundada por Assis Chateaubriand na década de 1950. O primeiro canal no Rio de Janeiro, chamado TVS, foi assumido pelo grupo já em 1976, mas apenas em 1981 o governo militar entregou as concessões que permitiram a formação da rede nacional. Em pouco tempo, o SBT tornou-se a segunda maior rede de TV do país, título que divide hoje com a Rede Record. O SBT possui relação com 195 veículos no Brasil, tendo 37 grupos afiliados. A distribuição da programação para todo o país é garantida por suas 1.441 retransmissoras”.

Já a Rede Record, que hoje está vinculada à Igreja Universal do Reino de Deus, “entrou no ar em 1953. De lá para cá, sua história foi de altos e baixos (sucessos, crises, incêndios), mas a partir da década de 1990 a emissora inicia um processo de reformulação de sua programação. Atualmente, ela já é considerada a vice-líder em audiência em todo o país, apesar de ser a quarta em número de afiliados. Para alcançar a vice-liderança vale destacar a expansão territorial, os investimentos em produções próprias (novelas, reality shows), em esporte e em jornalismo de qualidade… São 30 grupos afiliados à Rede Record, controlando direta e indiretamente 142 veículos. O seu sinal está presente em todo o Brasil por meio de 870 retransmissoras”.

Além destas redes, o projeto “Donos da Mídia” dá destaque ao império da família Civita. “Desde sua fundação, em 1950, a Abril vem se mantendo como a primeira empresa do mercado editorial do Brasil. O grupo emprega hoje 7.440 pessoas e é composto pelas seguintes empresas: Editora Abril (revistas), Abril Digital, MTV, FIZ TV e Canal Ideal (TVs segmentadas), TVA (parceria estratégica com a Telefônica), além das Editoras Ática e Scipione… Sete das dez revistas mais lidas no país são da Abril, sendo a Veja a quarta maior revista semanal de informação do mundo e a maior fora dos Estados Unidos. A Abril também detém a liderança do mercado brasileiro de livros escolares”, além de monopolizar o sistema de distribuição das publicações em bancas.

NOTAS

1- Nelson Werneck Sodré. História da imprensa no Brasil. Editora Maud, RJ, 2007, 4ª edição.

2- Ana Maria Laurenza. “Batalhas em letra de forma: Chatô, Wainer e Lacerda”. História da imprensa no Brasil. Ana Luiza Martins e Tânia de Luca (orgs.). Editora Contexto, SP, 2008.

3- Valério Brittos e César Bolãno (orgs.). Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia. Editora Paulus, SP, 2005.

4- “Quem são os donos”. Relatório do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação. Revista Carta Capital, 06/03/02.

5- Thomaz Souto Corrêa. “A era das revistas de consumo”. História da Imprensa no Brasil, 2008.

6- Maria de Lourdes Eleutério. “Imprensa a serviço do progresso”. História da Imprensa no Brasil, 2008.

7- Beatriz Kushnir. Cães de guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988. Boitempo Editorial, São Paulo, 2004.

8- Luiz Egypto. “Quem são os donos da mídia no Brasil”. Observatório da Imprensa, 24/04/02.

9- O projeto “donos da mídia” monitora do setor e foi idealizado pelo jornalista Daniel Herz. As informações são sempre atualizadas. Consultar o endereço: www.donosdamidia.com.br

Fonte:  http://fichacorrida.wordpress.com/

Igreja Universal vai comprar jornais no Rio de Janeiro

Imprensa 2 Comentários »

23.01.10 – 12:19

Deu na Veja A nova página da Universal De Felipe Patury:

Há dois anos, o bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record, tenta comprar o grupo O Dia, que edita no Rio de Janeiro o jornal homônimo, o popular Meia Hora e o esportivo Campeão.

Há vinte dias, o bispo fez nova proposta aos herdeiros do empresário Ary Carvalho. Estaria disposto a pagar 50 milhões de reais pelo conglomerado. Se o negócio for fechado, Macedo passará a concorrer com as Organizações Globo também nas bancas.

Fonte: www.camera2.com.br

A Falta de Interesse da Superinteressante

Imprensa Sem comentários »


19 Janeiro 2010

Já faz um tempo que eu reparo que a revista Superinteressante anda meio preguiçosa nas suas matérias. A Cris já havia chamado atenção pra isso em maio do ano passado, e eu, com a mais recente edição nas mãos, venho reiterar os comentários dela à época e dizer que a sitruação não melhorou- pelo contrário, a Super tem vivido há anos de fórmulas prontas.

Uma das mais recorrentes: psicologia, psicanálise e/ou psiquiatria. Já tiveram matéria de capa intitulada “psicanálise funciona?”, e quase todo mês dão um jeito de reciclar o assunto. Nesta última edição, temos uma entrevista com Allan Hobson, psiquiatra que questiona a interpretação freudiana de sonhos e uma materieta de quase uma página apontando a diferença entre as supracitadas psicanálise, psiquiatria e psicologia. Sem contar a já batida análise comportamental de “como manipular pessoas” (nesta edição, com  o objetivo de se dar bem no trabalho).

Outra que já virou tradição: peso. O comentário da Cris há menos de um ano se referia a uma edição cuja capa falava de dietas. Nesta última, o assunto era como alguns cientistas não acham correto associar magreza com saúde.

É incrível ver que até os mesmos livros são citados. Já perdi a conta de quantas vezes a Superinteressante já falou do A Jornada do Heroi, do Christopher Volger, e dos milhares de filmes de sucesso que foram inspirados por ele (geralmente, com destaque especial para a série Star Wars). E dessa vez, adivinhem: duas páginas de “Qual é a fórmula de sucesso dos blockbusters?”, esquematizando justamente a Jornada do Heroi. Fraco.

Mesmo os tão celebrados infográficos estão devendo. O dessa edição, sobre simbologia em túmulos nos cemitérios, é interessante, mas não está com um projeto gráfico muito arrojado. Uma ilustração de duas páginas com certos pontos numerados e legendas numeradas correspondentes a cada ponto. Pra puxar um gancho com o parágrafo anterior, lembro de um infográfico que falava da Jornada do Heroi em Star Wars. Três clichês juntos, mas mesmo assim, o projeto gráfico era uma coisa de outro mundo. Pra quem era fã de Star Wars, dava tranquilamente pra destacar as duas páginas e colar na parede, estilo pôster. Ou seja, até no que é reconhecido como “bom” a Super tem decaído.

Claro que não se pode perder de vista o que a revista tem de bom: ela cresce porque sabe utilizar uma linguagem agradável, tanto em termos de escrita como em questões visuais. Isso me agrada bastante, e fico pensando que talvez mais veículos pudessem adotar um tratamento assim, mais excitante e menos pretensioso. Mas é triste – especialmente para fãs tradicionais da Super, como eu, ou pessoas que no ensino médio sonhavam em trabalhar na Super, como eu – ver o conteúdo da revista reduzido à reciclagem de uma meia dúzia de chavões. A gente sabe que a Superinteressante pode mais.

Artigo de Luiza Monteiro

Fonte: http://jornalismob.wordpress.com

Rede Pampa tem mais uma emissora de rádio

Imprensa Sem comentários »

Praia FM tem cobertura de Torres a Quintão

Ampliar

A Rede Pampa de Comunicação acaba de inaugurar mais uma emissora de rádio, a Praia FM, que atende o Litoral Norte do Estado. Com uma programação focada no público adulto, a Praia FM é composta por três estações. A primeira, inaugurada no início de dezembro, em Capão da Canoa, e as outras duas em Torres e Cidreira, na última semana de 2009. A emissora tem cobertura de Torres a Quintão.

“Como já tínhamos uma boa cobertura de outros veículos do grupo, como a TV Pampa e o jornal O Sul, percebemos que não poderíamos deixar de atender aos milhões de ouvintes gaúchos que aproveitam o Litoral Norte”, disse Alexandre Gadret, diretor-executivo da Rede Pampa. As freqüências disponíveis são: de Torres a Arroio do Sal – 101,1 MHz; de Arroio do Sal a Rainha Do Mar – 90,7 MHz; e de Rainha do Mar a Quintão – 99,7MHz.

Para quem não está no Litoral, é possível conferir a programação da Praia FM ao vivo pelo site da Rede Pampa.

Mais conteúdo: Leia mais sobre a Rede Pampa.

Fonte: http://www.coletiva.net

Homem que morreu eletrocutado nos trilhos do trem é identificado na Capital

Imprensa Sem comentários »

07.01.10

A Brigada Militar identificou o corpo do homem que morreu eletrocutado nos trilhos do trem em Esteio, na manhã desta quarta-feira, 6. Júlio Ricardo Amaral, 29 anos, teria pulado o muro próximo à estação com o mesmo nome do município e subido no poste que sustenta a rede elétrica que alimenta os trens. Ao agarrar-se aos fios, morreu atingido por uma corrente elétrica com mais de 3 mil volts, de acordo com a Trensurb.

De acordo com informações da BM, Amaral sofria de uma espécie de atrofia muscular, que dificultava sua locomoção. O homem teria antecedentes por furto de cabos, ainda segundo a polícia. O incidente não atrapalhou o tráfego de trens. Fonte: R7

Fonte: www.camera2.com.br

Diz no blogueiro – essa gente não aprende. Esta vítima teve sua vida ceifada por eletroplessão, pois não foi vítima de execução.

Quem quer censurar o PiG(*) na Wikipédia ?

Imprensa Sem comentários »


6/janeiro/2010 21:04

Reprodução da mensagem no WikipediaReprodução da mensagem no Wikipedia

A amiga navegante Janaina nos avisou o seguinte:

Enviado em 06/01/2010 às 20:44

CAROS

Devemos fazer alguma coisa, a definição de P I G, no wikipedia sob tentativa de censura RT: http://bit.ly/LIM4x eliminação se votação resultar a favor será feita dia 12/01/2010!!!

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Fonte:  http://www.paulohenriqueamorim.com.br

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login