Certos ‘jornalistas’ locais q trocam pena por comida

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É fácil identificá-los. A maioria não domina sequer o uso de vírgulas. Por incrível que seja, são capazes, por exemplo, de separar o sujeito do verbo com uma delas…

Jerry Lewis, o comediante americano, numa de suas performances mais famosas no cinema.

Nesse número, Jerry lembra alguns "jornalistas", pobres seres que, sem conseguir se fazerem respeitar pela qualidade, consistência e compromisso social de seu trabalho, fazem o público rir com sua serventia de pena alugada para poder fazer o 'rancho' no Big ou no Guanabara. Uma tristeza…

- Amigos é eleito melhor blog de notícias do Brasil em 2011
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Fonte: http://www.amigosdepelotas.com/2009/02/jerry-e-alguns-jornalistas-da-velha.html
 

Na edição digital do Correio do Povo agora.

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Ladrões roubam apartamentos decorados na zona Norte da Capital.
 

Pergunto eu. Como carregaram os apartamentos?

Blog que satiriza Folha continua fora do ar, mas Justiça nega uso indevido da marca

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Izabela Vasconcelos

 

A Justiça deu razão parcial à Folha de São Paulo, na ação movida contra o blog falhadespaulo.com.br, que satirizava o jornal. De acordo com a Comarca de São Paulo da 29ª Vara Cível do Foro Central, o blog deve continuar fora do ar, por vincular, em sua página, o link e promoção de um veículo concorrente do jornal. Apesar desta decisão, a Justiça derrubou algumas contestações da Folha, como uso indevido da marca do jornal da família Frias.

O site só não voltou ao ar porque a Justiça entendeu que, dentre os links listados no blog, o link da revista Carta Capital, com um anúncio promocional de desconto em assinaturas da publicação, configurava uso comercial do site paródia. A página está há quase um ano fora do ar.

“Nada de mal haveria, como visto, se o usuário encontrasse, exclusivamente, conteúdo crítico no website. Mas há no website do réu, também, conteúdo comercial, pelo qual o usuário, seja pelo link, seja pelo sorteio da assinatura da revista, é direcionado, relembrado, ou apresentado a veículo de comunicação concorrente da autora”, diz a ação. No entanto, a Folha não citou esta parte no processo.

Uso regular da marca
Apesar disso, a sentença derrubou alguns argumentos levantados pela Folha para sustentar a ação, como a possibilidade de os internautas confundirem o blog com o site do periódico e a proibição do uso de logomarcas e imagens do jornal. A Justiça também rejeitou o pedido de dano moral feito pela Folha.

Ambas as partes já se reuniram em uma audiência conciliatória, sem sucesso. Na ocasião, a advogada do veículo afirmou que os blogueiros poderiam voltar com a página caso não usassem mais o logo, as fontes, conteúdo, fotos, nada registrado ou que caracterize o projeto gráfico do jornal. Mas não houve acordo porque Mario e Lino acreditam que essas restrições impedem a paródia.

Audiência no Congresso
Na última semana, os deputados da Comissão de Legislação Participativa, da Câmara dos Deputados, decidiram a data da Audiência Pública em Brasília, que irá debater o processo da Folha contra o blog sátira. A audiência foi marcada para o dia 26 de outubro, às 14h30, no Congresso Nacional. Ambos foram convidados, mas o jornal ainda não confirmou presença.

Fonte: www.comunique-se.com.br

PERSEGUIÇÃO A BLOGUEIROS: CAPO DA FOLHA TERÁ QUE DAR EXPLICAÇÕES NA CÂMARA

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Em reunião ocorrida na tarde desta quarta-feira, a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o requerimento de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pediu audiência pública para debater o que ele chamou de “silêncio da mídia no caso de censura imposta pelo jornal Folha de S. Paulo ao site Falha de S. Paulo”, referindo-se à perseguição empreendida pela corporação mafiomidiática Folha de S.Paulo ao blogueiros Lino e Mario Ito Bocchini, criadores do blog Falha de S.Paulo.

 

 
 
 
Durante a sessão, foi notada na plateia a presença dos mafiosos da Barão de Limeira, que tentaram, a todo custo, cooptar os parlamentares membros da Comissão para rejeitar o requerimento.
 
 
Até o final de setembro serão chamados a Brasília, além dos blogueiros, o chefão da gazeta paulista, Otávio Frias Filho, bem como seus prepostos Sérgio Dávila, Taís Gasparian e Vinicius Mota. O deputado Pimenta confirmou que convidará também representantes da ANJ, FENAJ,OAB e CNJ. “Acredito que será uma excelente oportunidade para debatermos liberdade de expressão no Brasil e seus limites”, disse o parlamentar gaúcho.
 
 

Espaço democrático

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Gastão Muri | janeiro 28, 2011 at 2:51 pm | Categories: Jornalismo |

Todas as pessoas citadas em meu blog podem me enviar mensagens, comentários e artigos, sejam de cunho pessoal ou através de sua assessoria. Não contendo ofensas e sendo dentro dos assuntos abordados, provavelmente serão publicados. Não há a necessidade de mover processo judicial contra mim, pois este espaço na internet é democrático.

Fonte:  http://gastao30.wordpress.com/

Diz o blogueiro – muito oportuno esse post, pois deixa claro que os blogs são o que há de mais democrático. Tente espaço em determinadas emissoras de rádio contratadas por Prefeituras a peso de ouro e veja o que consegue. Nada.

Pela primeira vez, Folha noticia processo contra blog sátira

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Da Redação

 

 

Nesta sexta-feira (14/1), a Folha de S.Paulo noticiou, pela primeira vez, a ação que move contra o blog www.falhadespaulo.com.br, que fazia sátira do jornal. Em outubro do ano passado, a página foi retirada do ar, a pedido do jornal, que entrou na Justiça ao alegar que o blog fazia uso indevido da marca (domínio e logotipo).

“Os textos satíricos sobre a Folha veiculados pelo blog Falha de S. Paulo não foram proibidos pela Justiça nem era esse o pleito do jornal, segundo o diretor jurídico do Grupo Folha, Orlando Molina. A Justiça determinou que o blog não use o logotipo da Folha nem o domínio falhadespaulo.com.br na internet”, diz a matéria.

O jornalista Lino Bocchini, que mantinha o site ao lado de seu irmão, Mário, contestou a matéria, afirmando que a reportagem não citava que o jornal pediu uma multa diária de R$ 10 mil, caso o blog não fosse retirado do ar, além de exigir indenização por danos morais. No entanto, o juiz baixou o valor para R$ 1.000.

Em sua página de protesto (http://desculpeanossafalha.com.br), Lino também criticou o fato de não ter sido notificado antes do processo. “A Folha não mandou nenhum aviso prévio, notificação extra-judicial, nada. Mandou direto a liminar nos tirando do ar sob ameaça de multa e o aviso de que havia um processo de 88 páginas protocolado contra nós no Forum João Mendes”.

O jornalista também afirmou que o uso indevido da marca não devia ser contestado, por se tratar de uma sátira. “A paródia, segundo o dicionário Houaiss é um recurso que “imita outra obra”, com objetivo “jocoso e satírico”, critica.

Fonte: www.comunique-se.com.br

Dois mil e onze

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Posted: 02 Jan 2011 07:03 PM PST

    O ano que passou foi, para O Pensador Selvagem, um ano de reformas. Uma série de pequenas (e grandes) mudanças, algumas visíveis como a chegada de excelentes novos colunistas e blogueiros e o lançamento do OPS! Debate, outras “atrás das cortinas”, como a divisão de tarefas no gerenciamento do portal, resultaram em um crescimento expressivo em nossa audiência, pelo menos em termos quantitativos.

    No que diz respeito à qualidade de quem nos visita, também temos orgulho em afirmar que temos pessoas de excepcional nível intelectual, profunda sensibilidade e altíssimo juízo crítico, a se julgar por alguns dos comentários que podemos acompanhar nos textos de nossos colunistas e blogueiros.

    Em se tratando de números – e gosto de registrá-los no editorial para comparar com os números de anos passados e daqueles que estão por vir, temos alguns achados pecualiaríssimos – que demonstram o tipo de interesse que os leitores tem pelo nosso conteúdo bem como o rápido sucesso que um novo colunista consegue atingir em nossa rede. Vamos a alguns exemplos, pegando dados atuais:

    Entre os textos mais lidos do ano, encontramos um texto do professor Henrique Cruz, em sua coluna Fundamentos. A coluna trata de um tema bastante específico, e geralmente árido: Matemática. Com seu artigo Contar e Medir, o professor Henrique atingiu a marca de 11478 visitas no ano de 2010, um número bastante expressivo, que nos faz festejar e comemorar o fato de atingirmos um dos objetivos iniciais de nosso portal, lá em 2007, que é o de justamente misturar o acadêmico com o popular, tornando inteligível ao público comum os mistérios da academia e, em variados graus, permitir uma abertuda da academia ao que é produzido nos meios populares.

    Olhando agora os textos mais visualizados dos últimos 30 dias, percebemos um fenômeno interessantíssimo: dos 5 textos que constam entre os mais visualizados do último mês, todos os 5 são de autores novos, que chegaram ao OPS! nos últimos 2 ou 3 meses. Tanto Não existe CC competente! (5789 leitores) de Luiz Afonso Escosteguy, quanto O homem da minha vida (4591 leitores), de Raimundo Neto, O que Freud não soube me explicar (3900 leitores), de  Lize Lobato, A Mídia, Prates, Pondé e os pobres (3642 leitores), de Beauvoiriana e E o velho safado descobre John Fante (3299 leitores), de Afonso Félix estão fabulosamente bem lidos para um escopo de 30 dias.

    Finalizando nossa leitura estatística deste final de 2010, quando analisamos os textos mais lidos dos últimos 7 dias, notamos que 4 dos 5 textos mais lidos contam com mais de 1000 leitores neste espaço de tempo. O primeiro, de Flávia Cera, entitulado Por um ano novo chegou a soma de 2498 leitores em uma semana, catapultado pela divulgação no twitter e pela sua própria rede de leitores já cativos.

    Esses números, que nos deixam exultantes, vem aumentando mês a mês, mostrando que, talvez – e somente talvez – esteja realmente acontecendo uma migração de leitores oriundos das mídias tradicionais para portais e pessoas que ajudem a refletir o mundo de uma forma mais isenta e independente. É por isso que blogueiros como nosso Marco Weissheimer, do RS Urgente, Luiz Carlos Azenha, do Vi o MundoLuis Nassif, do Luis Nassif Online e Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa, entre outros, passaram a ter seu conteúdo e sua opinião reconhecidos por tantos leitores.

    Se 2010 foi um ano de reformas, dois mil e onze será o ano da consolidação de nosso trabalho. Com isso, não quero dizer que ficaremos parados, esperando as notícias e o mundo cairem em nosso colo. Pelo contrário: estaremos buscando ativamente fatos, conexões e caminhos que precisem ser debatidos, refletidos e aprimorados. Nosso foco é o de, antes de tudo, questionar e, ao fazer as perguntas certas, ajudar o leitor a encontrar suas próprias respostas.

    Obrigado pela audiência, pelos comentários e pelo carinho recebidos em 2010. Espero que possamos contar com sua presença também em 2011. E que este ano seja, para você e para aqueles que preza, um ano pleno de realizações e bons encontros.

    Rafael Reinehr

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Um última pergunta – Entrevista com Augusto Patrini

Posted: 28 Dec 2010 05:35 AM PST

Algumas pessoas enviaram-me mensagens dizendo que a entrevista com Augusto Patrini ficou com um “gosto de quero mais”. Ele, então, nos respondeu mais uma pergunta:


[Paty] 1. Com o passar dos anos a mobilização GLBT vem crescendo. Com este crescimento, aumentaram os festivais, as mostras, os filmes, vídeos e diversas outras formas de manifestações artísticas que retratam este universo. Como vc enxerga estes crescimentos? Como eles auxiliam no processo de politização do movimento GLBT? Estas obras, um modo de instigar na sociedade uma maior compreensão deste universo dantes extremamente marginalizado?

[Augusto] Sinceramente penso que estes festivais de cinema LGBT, do tipo do MixBrasil, pouco contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população LGBT no Brasil. Acho mesmo, em particular no caso específico do MixBrasil, que são apenas mais uma manifestação da “espetacularização” da vida, e da comercialização-absorção das manifestações artísticas realmente legítimas. Essas manifestações do “Espetáculo” no sentido que deu Guy Debord em seu célebre livro “A Sociedade do Espetáculo” de 1967 não contribuem em nada para a politização das comunidades humanas, incluídas aí a LGBT, mas ao contrário são mecanismos de promoção do esvaziamento, da fragmentação e da despolitização. Neste tipo de festival não importa a expressão artística, e a qualidade das representações sócio-estéticas, mas apenas o caráter comercial e, principalmente, consumista. Estes festivais comerciais e “espetacularizados”, assim como as grandes exposições, manifestações histéricas de um vazio sócio-psicológico, empobrecem e retiram das obras de arte que apresentam seus possíveis elementos críticos e contestatórios.

Talvez a única importância do MixBrasil em particular seja dar alguma visibilidade a expressão homoafetiva dentro de uma sociedade heteronormativa, violenta e repressora como é a brasileira. Entretanto, na forma em que vem acontecendo nos últimos anos tornou-se somente a manifestação do gueto homossexual expandido – o que acaba criando uma falsa e enganosa sensação de liberdade. Essa sensação de falsa liberdade é extremamente prejudicial para a luta dos direitos da comunidade LGBT. Não vejo com bons olhos a “comercialização” da luta por direitos civis e políticos da comunidade LGBT, penso mesmo que o chamado “pink money” é antes um obstáculo para a conquista da liberdade e igualdade do que um fator positivo. O chamado pink money vive justamente do fato terrível que LGBTs precisam nesta sociedade heteronormativa “esconder-se” ou “proteger-se”, ou permanecer um uma “zona de conforto em que contem com uma sensação de falsa-liberdade – em lugares, festivais, shows, peças ou “espetáculos” que carreguem o rótulo “Gay”. Ou seja, o pink money só existe porque existe o preconceito, a homofobia e a discriminação. Quando não existir mais homofobia, não existirão mais festivais ou boates gays, já que a expressão homoatetica será cotidiana e muito mais presente em manifestações midiáticas e artísticas.

Além disso, sejamos sinceros, a qualidade dos filmes selecionados por esse festival (Mixbrasil) em particular, é sofrível – com pouquíssimas exceções. Encarnar-se como gay ou lésbico, não é garantia de qualidade estética para nenhum tipo de obra de arte, e não seria diferente para o caso do cinema. Infelizmente a qualidade das manifestações “artísticas” que auto-rotulam como gays – literatura ou filmes – é em termos qualitativos pouco significativa.

Fonte: http://opensadorselvagem.org/ops/

O blogueiro perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

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Para que os meus milhares de leitores espalhados pelo Brasil e pelo mundo saibam por que estou sendo processado em meu país.

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“Vistos. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor próprio por JÚLIO CÉSAR DE LIMA PRATES, jornalista. Noticia que em 29/01/2.008 o Prefeito Municipal de Jaguari, Ivo José Patias, entregou na Corregedoria do Ministério Público do Rio Grande do Sul, um volumoso ‘dossier’ onde ele sustenta que o Promotor Jair Franz, lotado em Jaguari, enquanto persegue remanescentes de Quilombolas, instalados numa pequena olaria, nada fazia diante de grande crime ambiental no Rio Jaguari, perpetrado pela Jaguari Energética, uma Empresa do Grupo Espanhol Guascor. Relata que neste ‘dossier’ o Prefeito mostra que essa usina não tinha previsão do fenômeno da piracema, que não tinha capacidade fluviométrica, portanto, sem vazão de águas, gerando assim uma morte explícita de um trecho de quase 2 kilômetros do rio, causando um desequilíbrio ambiental sem precedentes. Aponta que o ‘dossier’ é enriquecido com fotos que ilustram o crime, pois desde esqueletos de peixes até vegetação nascia dentro de onde era, um dia, um rio. Revela que a argumentação do Prefeito levantava entre outros questionamentos, uma grande contradição na atuação do Promotor, pois esse se prendia a umas questões relativamente pequenas e outras de caráter ambiental duvidoso, enquanto nenhuma iniciativa tomava contra o grande crime ambiental do Grupo Espanhol Guascor. Alega que, em seu blog, faz uma narrativa bastante série da realidade, intitulada ‘Prefeito Patias leva insatisfação contra o Promotor para a Corregedoria’, narrando exatamente sobre o teor do documento assinado pelo Executivo. Aduz que, com base na Lei de Imprensa (Lei 5.250/67), já revogada pelo STF, o Promotor sedizente vítima pede a instauração de um inquérito contra o paciente, que no dia 15/03/2.008, é chamado para depor na Delegacia de Polícia de Jaguari por supostas calúnias e injúrias contra o Promotor de Justiça Jair Franz. Sustenta que foi proposta, por duas vezes,a transação penal, que restou recusada pelo paciente. Narra que em 21/01/2.010 foi julgado um habeas corpus por esta Câmara Criminal que declinou da competência para as Turmas Recursais do Juizado Especial Criminal do TJ/RS. Coloca que o pedido foi feito por advogados e agora é reapresentado pelo próprio paciente. Destaca que o paciente foi denunciado pela prática, em tese, da conduta descrita no art. 138, ‘caput’, do CP. Insurge-se, em síntese, acerca da incompetência do Juizado Especial Criminal, visto que o acusado está se defendendo dos fatos descritos na denúncia e não da sua capitulação, qual seja, calúnia qualificada pela qualidade do sedizente ofendido, funcionário público no exercício de suas funções. Afirma que se trata de delito previsto no art. 138, c/c o II, do art. 141, ambos do CP, falecendo, portanto, de competência o Juizado Especial Criminal em razão de a pena máxima prevista ultrapassar o limite de 2 anos. Assevera que houve atropelo ao devido processo legal, visto que a denúncia foi recebida após a oferta de suspensão condicional de processo. E, no mérito, alega atipicidade flagrante, uma vez que o conteúdo da publicação que se aduz ofensiva por si só resolve a questão, sendo que o texto não contém ofensa direta à honra e é evidente o animus narrandi. Por fim, deve ser reconhecida a competência do Juízo Comum para processar e julgar o presente feito, anulando-se todos os atos praticados pelo Juízo Incompetente. Trouxe cópia dos autos e postula pela concessão da ordem para o trancamento da ação penal. É o relatório. A Câmara já apreciou o HC antes referido, que ficou com a seguinte ementa: (…) E, no acórdão (HC 70 034 431 569), consta: (…) E a pretensão agora deduzida é repetição daquela. Todavia, para que eventual modificação possa ser apreciada, evita-se o indeferimento liminar, devendo ser oficiado ao juízo do processo para que informe o que entender de direito, inclusive a respeito da tramitação no juízo comum ou no JECRIM. E a pretensão de liminar vai INDEFERIDA. Com as informações, ao MINISTÉRIO PÚBLICO. Porto Alegre, 10 de dezembro de 2010.” Des. Ivan Leomar Bruxel, Relator.

Postado por Júlio César de Lima Prates às Sexta-feira, Dezembro 17, 2010
Fonte: http://jornalistaprates.blogspot.com/

New York Times se rende aos blogueiros

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Atualizado em 28 de janeiro de 2010 às 02:52 | Publicado em 28 de janeiro de 2010 às 02:39

January 26, 2010, 9:32 pm

Salvação (para os jornais) está na mão

por ROBERT WRIGHT, no New York Times

Na semana passada a estreia de minha coluna online no New York Times (ou seja, esta coluna) aconteceu no mesmo dia em que o jornal anunciou seu plano para cobrar por conteúdo online. Coincidência?

Infelizmente, sim. Adoraria pensar que o Times estava usando minha prosa como um exemplo de algo pelo qual valesse a pena pagar, mas temo que não foi isso.

Bem, se não sou a chave para o futuro deste jornal, talvez eu possa pelo menos contribuir com meus dois centavos sobre aquele futuro. Aqui vai.

Minha primeira reação ao anúncio do Times foi: “Dava para prever. Assim que eu apareço eles decidem construir uma parede maciça que vai me relegar à obscuridade como resultado do fim do atual domínio do Times em sua categoria de conteúdo”.

Minha segunda reação (depois de ler as letras minúsculas) foi: “Ainda bem, pelo menos eles vão esperar um ano antes de cometer um erro estratégico. Se bem que o George Bush esperou dois anos, mas a guerra do Iraque ainda foi a guerra do Iraque”.

Minha terceira reação (depois de ler mais detalhes) foi: “Na verdade, pode funcionar, já que não se trata propriamente de uma parede. Mesmo assim, acho que precisa de uma mudança significativa”.

O desafio básico enfrentado pelo jornal é simples: Colher renda de pessoas como eu, que lêem dezenas de artigos do Times por mês e que pagariam pelo privilégio, ainda assim mantendo leitores menos comprometidos. Dois grupos de leitores não comprometidos, particularmente: pessoas que vem à edição online através dos buscadores e pessoas que chegam até aqui através de links em blogs e outros sites da internet.

O primeiro grupo — os buscadores — é presumivelmente maior, mas o segundo grupo é crucial; se os melhores blogueiros deixarem de linkar conteúdo do Times porque os links levam a uma parede [pedagiada], então a atual propaganda do Times — “Onde as conversas começam” — deve ser mudada para “Onde as conversas terminam”.

Mas o fato é que o Times está construindo uma parede porosa de duas maneiras. Primeiro, através de um sistema de medição. Todo mundo tem algumas compensações: você pode vir ao site e ler um artigo de graça por seis, oito ou dez vezes por mês, mas assim que você excede o limite você terá que assinar ou será banido para a ilha vazia que é a parte da internet que não é do New York Times.

Se essa fosse a única porosidade, os blogueiros ainda poderiam temer que seus links levassem seus leitores a uma colisão de cabeça com uma parede de pagamento. Mas não será assim, como a seção de perguntas e respostas sobre o novo modelo explicou: “Se você está vindo ao NYTimes.com de outro site da internet e veio até aqui ler um artigo citado, você terá acesso àquele artigo e o acesso não vai contar para a sua cota de acessos gratuitos”.

O que remove a preocupação de blogueiros em colocar links para conteúdo pago.

Mas, a longo prazo, pelo menos, essa solução é problemática. A tendência é de que mais pessoas vão ler mais coisas por indicação de outras; elas não começarão o dia buscando as home pages dos grandes jornais e revistas mas em geral seguirão as indicações de seus blogueiros — ou, crescentemente, de tuiteiros que seguem ou de amigos (ou pelo menos “amigos”) do Facebook.

Se a tendência continuar, você poderia ter alguns milhares de blogueiros e de outros formadores de opinião pagando ao Times para ajudá-los a começar a conversa, enquanto todos os demais — os zilhões de pessoas que se juntam à conversa downstream — participariam de graça. Assim, o futuro desse modelo não parece brilhante.

Por outro lado, o futuro ainda não chegou. Por enquanto, há muita gente que, como eu, começa o dia passando pela home do NY Times e de alguns outros sites comparáveis. Podemos ser mais velhos do que a turma que chega do Facebook, mas, epa, não estamos mortos ainda!

E extrair dinheiro de gente velha é um modelo de negócio que se provou surpreendentemente duradouro. Os telejornais noturnos estão para acabar faz tempo — já não conheço ninguém da minha idade que os assista — mas enquanto isso estão fazendo uma grana decente, embora em queda, vendendo Cialis.

E o Times, ao contrário das redes de TV, neste cenário continuaria próximo de um grupo de leitores mais jovens — as pessoas que chegam através dos blogs, do Facebook ou de um tweet — de forma que, se surgir uma forma de extrair dinheiro deles, poderia mudar o modelo. Você poderia dizer que o Times está “ganhando tempo”, o que é melhor que o fim dos tempos.

O que acontece quando você não dispõe nem mesmo do tempo comprado [dos leitores]? Há dois caminhos para a salvação.

O primeiro é “micropagamentos” — pagamento de 5 centavos, 10 centavos ou 25 centavos por artigo. Os micropagamentos faz tempo são desprezados pelos visionários da nova mídia como Clay Shirky, mas eu pessoalmente penso que as perspectivas de curto prazo são suficientemente boas para que eles mereçam o que não tem nesse momento: um lugar no modelo do Times.

A posição de Shirky contra os micropagamentos se sustenta largamente no fato de que eles demandam “custos de transação mental”, ou seja, “a energia exigida para decidir se vale a pena ou não comprar, independentemente do preço”.

Mas, se isso em si fosse mortal, a história humana não teria nenhum comércio, já que todas as transações requerem essa energia inicial. Mas Shirky sustenta a sua teoria com provas: os micropagamentos nunca funcionaram.

Sim, isso é verdade. No entanto, ninguém nunca inventou um sistema de micropagamento tão simples que o custo daquela “transação mental” fosse a única fonte de desgaste. Pela minha experiência, não se trata de uma questão de decidir pagar 10 centavos com o click de um mouse. Em geral você tem que colocar as informações de um cartão de crédito, se inscrever em alguma companhia com um serviço chamado CyberDigiCash ou descobrir a senha de uma conta do PayPal (conta que você provavelmente nem tem).

Minha pergunta é: Por que a Amazon não adapta o seu sistema de “encomenda com um click” para uso como um sistema de micropagamentos de toda a rede? Uma vez que você está inscrito neste sistema — muitos leitores do Times estão — a Amazon claramente tem a capacidade de ler os cookies de seu browser e fazer o serviço a partir deles. E quanto ao sistema do iTunes — outro site onde muitos leitores do Times já deixaram suas informações de cartão de crédito? Presumivelmente tanto a Amazon quanto a Apple amariam emitir micro-moedas globais e não se importariam de usar o Times para fazer propaganda de seu papel.

Assim sendo, já que falamos de micropagamentos, seguem meus dois centavos:

(1) Quando leitores “pedagiados” esgotarem os seus créditos, eles deveriam ver na tela os dois primeiros parágrafos do artigo e três botões: a) assine o Times e veja este e todos os outros artigos no site do Times; b) leia apenas este artigo pagando 10 ou 25 centavos através de sua conta na Amazon; c) o mesmo via sua contra no iTunes.

(2) Se em cinco anos virturalmente todo o tráfego do Times vier através de links de terceiro, o jornal deveria dar a esses leitores duas opções: assinem o Times ou façam micropagamentos.

Na verdade, o segundo passo pode nem ser necessário. Há razões para acreditar que dentro de alguns anos a tecnologia permitirá que a renda da propaganda online seja muito maior para os jornais e outros endereços da internet. Mas vou deixar esse tema — o do segundo caminho para a salvação de longo prazo — para outra hora.

Fonte:  http://www.viomundo.com.br

Jornal ‘New York Times’ pode cobrar por conteúdo on-line, diz revista

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19.01.10 – 18:34

O presidente do conselho de administração do New York Times, Arthur Sulzberger, está perto de anunciar que o jornal começará a cobrar pelo acesso a seu site, publicou a revista New York Magazine.

Um decisão final pode surgir nos próximos dias e um plano será anunciado em questão de semanas, segundo a revista. “Ainda levará alguns meses antes do New York Times realmente cobrar pelo conteúdo”, publicou a revista.
Rumores de mercado sustentam que a Apple lançará um computador tablet em 27 de janeiro e fontes especulam que Sulzberger vai fechar um acordo de parceria de conteúdo para o novo aparelho, que pode ser seguida pela estratégia de conteúdo pago, informa a revista.”Vamos anunciar uma decisão quando acreditarmos que conseguimos elaborar a melhor estratégia de negócios. Nenhum detalhe até lá”, afirmou uma porta-voz do jornal à revista.Fonte: G1

Fonte: www.camera2.com.br

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