Elio Gaspari retira direitos de A Tribuna publicar sua coluna

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Da Redação

O jornal A Tribuna perdeu o direito de publicar a coluna de Elio Gaspari por ter deixado de veicular o texto do jornalista no último domingo (07/03). Gaspari afirmou ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito Santo (Sindijornalistas/ES) que ficou sabendo do caso após ler a notícia na Folha Online, e logo em seguida procurou a Agência O Globo, que comercializa a coluna, para fazer a confirmação.

Gaspari disse que os motivos que levaram A Tribuna a não publicar a coluna “parecem óbvios”. O texto “As masmorras de Hartung aparecerão na ONU” tratava do sistema prisional do Espírito Santo, com duras críticas ao governador do estado, Paulo Hartung (PMDB-ES). O jornal alega que uma falha técnica impediu a publicação.

O gerente da Agência O Globo, Ricardo Mello, confirmou que a empresa não distribuirá mais a coluna para o jornal. Mello informou que em casos como este, a Agência tem o direito de cancelar o conteúdo a veículos que deixem de publicar seus materiais.

O Sindijornalistas/ES divulgou uma nota em que repudia o ato do veículo. “Fica cada vez mais explícita a falta de democracia na mídia capixaba. A censura é uma constante em todas as redações. As empresas praticam a liberdade de empresa e não de imprensa”, afirmou Suzana Tatagiba, presidente da entidade. O texto também diz que A Tribuna deixa de veicular matérias sobre a convocação do governo de Hartung para prestar esclarecimentos à ONU a respeito do tratamento dado a presos no estado, temas tratados na coluna de Gaspari.

A Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) do governo do Espírito Santo informou que não teve nenhum tipo de participação para que o jornal deixasse de publicar o texto.

Até o fechamento dessa matéria, a redação não conseguiu contato com a direção do jornal A Tribuna.

Fonte:  http://www.comunique-se.com.br

BM monta operação em Viamão e prende quatro

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Ação ocorreu em locais onde há volume de ocorrências de homicídio, tráfico e consumo de drogas
Quatro pessoas foram presas durante ação da Brigada Militar em Viamão. A ação ocorreu em locais onde há volume de ocorrências de homicídio, tráfico e consumo de drogas no município.

Foram 377 veículos, 97 motocicletas, cinco ônibus, 23 taxi, e 1.165 pessoas abordados. Um carro foi recolhido por infração de trânsito. Ao todo, 67 policiais militares participarão dos trabalhos em 16 viaturas.

Fonte: ZEROHORA.COM

Diz o blogueiro – “montar operação” é balela. Isto deveria ser a rotina deles, pois para isto são pagos. Mas o que mais chama minha atenção nesta matéria é que mais uma vez demonstram-se desqualificados os que fazem este jornaleco. Pois o fato já ocorrido é noticiado como se ainda irá ocorrer. Observam o tempo do verbo. Ao invés de escrever “participaram”, escreve “participarão”.

Promotores da Infância e Juventude expedem recomendações ao jornal Zero Hora

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Mar 5th, 2010

by Marco Aurélio Weissheimer.


A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude expediu duas recomendações à Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS) e ao jornal Zero Hora visando a proteção de crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul. As recomendações foram causadas por reclamações de cidadãos gaúchos encaminhadas ao Ministério Público Estadual.

A primeira, assinada pelo promotor Luciano Dipp Muratt, é para que não sejam publicadas na capa ou contracapa de Zero Hora, ou de outros periódicos pertencentes ao grupo RBS, material em que apareçam pessoas em estado de nudez, sob pena de medidas judiciais. Segundo o promotor, a medida está embasada nos artigos 78 e 257 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que vedam expressamente a publicação de material impróprio para crianças e adolescentes, considerando tais fatos como infração administrativa. Ainda segundo Luciano Muratt, a medida foi motivada por reclamação de um cidadão à Promotoria da Infância e Juventude sobre a publicação de nudez em um caderno de Zero Hora. “Como não podíamos impedir a veiculação nointerior do periódico, fizemos essa recomendação preventiva para que a nudez não apareça na capa e contracapa”.

A outra recomendação, expedida pela promotora de Justiça Synara Jacques
Butelli, é para que ZH não veicule, em suas publicações voltadas ao público infanto-juvenil, especialmente no caderno Kzuka, imagens de crianças e adolescentes “em situação que possa sugerir e estimular o consumo de bebidas alcoólicas e outras substâncias que possam causar dependência física ou psíquica”. Uma pessoa contatou a Ouvidoria do MP reclamando de uma matéria publicada no caderno Kzuka. Intitulada “Tirando o pé da jaca”, a matéria trazia dicas para quem bebeu demais. “O problema maior era que junto ao texto havia a foto de um adolescente com uma taça de espumante na mão”, disse a promotora Synara Butelli. A recomendação do MP também aplica-se a “textos ou matérias no mesmo sentido e que possam dar a entender ser adequado e não prejudicial à saúde esse consumo nessa fase da vida”.

As informações são do Ministério Público Estadual

Fonte:  http://rsurgente.opsblog.org/

FOLHA REQUENTA NOTÍCIA VELHA DE BLOG

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O site Folha Online, da Folha de S.Paulo, levou dois dias inteiros para noticiar a “cutucada” de Chico Pinheiro em Boris Casoy, durante a transmissão do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, pela Rede Globo.
Publicaram a coisa às 19:35h de hoje, quinta-feira. Mas isso, você que nos visitou anteontem, Terça-Feira Gorda, já estava careca de saber, não é mesmo?

Fonte:  http://cloacanews.blogspot.com

A lenta degradação do “jornalismo”

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Atualizado em 15 de fevereiro de 2010 às 16:51 | Publicado em 15 de fevereiro de 2010 às 16:33

Sambódromo do Rio de Janeiro. A repórter diz que vai entrar num camarote para entrevistar alguém especial. Aponta para o segurança na porta. Entra sem ser incomodada, acompanhada pelo câmera.

E “descobre” Paris Hilton com uma camiseta da “Devassa”, a cerveja que a modelo veio lançar no Rio de Janeiro. Tá na cara que foi tudo ensaiado antes.

Paris, dançando sozinha, dá entrevista a respeito de alguma coisa que eu já não sei o que foi.

Jabá básico. Será que não poderiam ter “escalado” uma modelo/manequim para fazer o jabá?

Não sei quantos milhões de reais a Paris Hilton levou para vir ao Rio. Nem quantos milhões a Madonna levou para vir ao Rio vender Brahma.

Essa gente oportunista desembarca no Brasil enlouquecida atrás de uma boquinha.

Dinheiro privado, no Carnaval. Dinheiro público, no caso do governo paulista, que mobilizou o governador do Estado e o secretário da Educação, Paulo Renato, para receber Madonna em audiência oficial.

Quanto custará aos cofres públicos paulistas? Nada, diz o governador. São Paulo “entra” com as crianças, como disse Serra aos repórteres. Madonna entra com a “educação”.

É a degradação do poder público, metido em acertos e conchavos que visam a promover a “benemerência descolada” desses oportunistas que usam os pobres para se promover, promover suas causas, sua imagem, seus interesses. Testemunhando a confluência desses interesses sórdidos, não é de estranhar que o “jornalismo” tente tomar um troco.

Fonte:  http://www.viomundo.com.br

Motorista é detido em Atlântida por tentativa de suborno

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Homem estava com a CNH suspensa e tentou subornar um soldado com R$ 600
Cid Martins | cid.martins@rdgaucha.com.br
Um motorista de Porto Alegre, de 37 anos, foi detido na madrugada de hoje durante barreira da Brigada Militar (BM) na praia de Atlântida, em Xangri-lá, no Litoral Norte. Ele estava com a carteira de habilitação suspensa e tentou subornar um soldado da corporação com R$ 600. Foi autuado em flagrante e conduzido à delegacia de Polícia. O veículo importado foi apreendido e o motorista liberado.
Fonte: RÁDIO GAÚCHA

Diz o blogueiro – é muita fala de competência para elaborar uma matéria tão simples. Não houve tentativa de suborno. Houve sim corrupção e consumada, pois a oferta consuma o fato. Neste crime inexiste a figura da tentativa. Igualmente não foi o autor do fato “detido”, mas recebeu voz de prisão em flagrante, Detenção assim como reclusão são formas de pena.

Novos jornalismos

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12 fevereiro 2010

O artigo de hoje é assinado por Clarice Speranza, em uma colaboração mais do que especial para o Jornalismo B. Ele vem como um brinde de Carnaval, já que não teremos postagens na próxima semana. É uma espécie de pequenas férias, já que o Brasil para durante esses dias mesmo. Até o dia 22 e um bom Carnaval.

Um dos sites de jornalismo participativo mais badalados e citados como exemplo de sucesso no mundo é o Rue 89, criado na França em 2007 com o objetivo de ser um produto comum de jornalistas, internautas e especialistas. Hoje, o Rue 89 está na boca até do mundo corporativo tradicional como um exemplo de interação bem sucedida com o público. Mas será que é mesmo?

O Rue 89 surgiu de um grupo de jornalistas egressos do periódico parisiense Liberátion, de centro esquerda (para os padrões franceses; aqui seria outra coisa…), descontentes com os rumos do jornal durante o segundo turno das últimas eleições majoritárias, que opôs Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal. A idéia era não só se contrapor ao apoio velado a Sarkozy na grande imprensa, mas também criar um portal feito a partir das contribuições conjuntas e igualitárias de jornalistas e internautas. Um jornalismo, enfim, que conseguisse incorporar as inovações desenvolvidas pelo criativo mundo dos blogueiros e aficcionados da net.

É neste sentido que o Rue 89 é citado hoje como grande exemplo. Lá o internauta pode propor matérias, enviar artigos, fotos e vídeos, que (importante!) são avaliados por jornalistas e, se for o caso, publicados.  O portal já lançou alguns subprodutos interessantes, como um site participativo de Economia, o Eco 89 e outro em inglês, o  Street 89, tem diversos blogs associados,  vende camisetas, canecas e bolsas com sua grife, e, a exemplo da mídia tradicional, recebe publicidade e financiamento estatal.

Mas o interessante modelo do Rue 89 já recebeu críticas contundentes de um de seus próprios criadores, Michel Lévy-Provençal. Ele saiu fora da experiência em 2008 dizendo que o slogan “L’Info à trois voix” (informação em três vozes – jornalistas, especialistas, internautas) havia se tornado apenas um slogan vazio. Os jornalistas, reclamou, haviam relegado os não-jornalistas a um papel coadjuvante, acessório. A idéia inicial, de colocar blogueiros e internautas no coração do projeto, cabendo aos jornalistas somente o papel de animar os debates, verificar as informações e privilegiar os testemunhos, deu lugar à velha centralidade da redação como produtora principal dos materiais editados.

Esta crítica do Lévy-Provençal me fez pensar que, em se tratando de jornalistas, talvez isto seja o mais desafiador das transformações atuais no setor. Ou seja: abrir mão, ao menos parcialmente, de nossa autoridade sobre as informações que noticiamos, sobre o relato (quem tem dúvidas sobre a força dessa autoridade, por favor leia o livro “O jornalista e o assassino”, de Janet Malcolm). O ponto crucial é que há aí uma importante mudança na identidade do profissional jornalista.

Apesar de todas as revoluções que o jornalismo passou nos últimos 200 anos, ainda sobrevive, e forte, a idéia do jornalista como repórter; definido como aquele cara intrépido, corajoso e instintivo que sai às ruas em busca de informações, da vida que nelas habita. A reportagem é o “puro-sangue” do jornalismo, já ouvi muitas vezes, e estranhamente de profissionais com posições e posturas políticas diametralmente opostas, sem falar no discurso patronal, que também gosta de ratificar esta visão. Mesmo sendo editor ou assessor de imprensa, jornalista de verdade é quem se diz com “alma” de repórter.

Buenas, esta coisa cada vez mais emergente que se chama jornalismo participativo transforma um pouco esta nossa auto-imagem heróica. Tanto no projeto original do Rue 89, como em outras iniciativas interessantes, como o NowPublic ou o Ground Report, boa parte da voz que representa as ruas não vem dos jornalistas, mas sim dos internautas ou blogueiros ou mesmo das próprias ruas.

Mas o melhor exemplo de jornalismo participativo que conheço é daqui de Porto Alegre, e não tem nada a ver com a Internet. Se fosse nos Estados Unidos ou na Europa, teria fama mundial. O Jornal Boca de Rua segue um esquema interessantíssimo, no qual os jornalistas não são bravos-repórteres-que-tentam-fazer-justiça-social-com-suas-combativas-matérias, mas justamente mediadores, capazes de divulgar, de tornar presente e inteligível, de fazer aparecer (e portanto, de criar socialmente, diria talvez Bourdieu) a fala dos moradores de rua. São esses últimos que definem pautas, que fazem as fotos, que escrevem, que vendem os jornais. Aos jornalistas cabe o trabalho (árduo, anônimo, heróico?) de formatar o discurso dos marginalizados, transformando-o num produto e, portanto, desmarginalizando-os. Tornando-os, assim, também “jornalistas”.

O complicado e fascinante de tudo isto é que as coisas novas que estão surgindo vão muito além dos “você repórter” da vida. O conceito e a prática do jornalismo participativo mexe com o jeito de se pensar jornalismo e mexe também com o que imaginamos que somos. E o que somos, então?

Clarice Speranza é jornalista, com mestrado na História. Foi por influência direta dela, como professora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, que o Jornalismo B surgiu.

Fonte:  http://jornalismob.wordpress.com/

Zero Hora omite causas do crescimento da classe C

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8 fevereiro 2010

Eis que está na capa da Zero Hora de domingo, dia 7: “A vez da classe C”, com o subtítulo explicando que 32 milhões de brasileiros ascenderam e agora têm acesso a novos bens de consumo. A reportagem é do caderno Dinheiro, o que gera uma certa desconfiança, mas, como começou bem, levei fé. Me dei mal.

O texto é bom, não há como negar. Apesar de ser de um caderno de economia, é agradável de ler e se esforça para aproximar o leitor do tema abordado. Não vai direto a números e fatos duros de economês, muito antes pelo contrário. Gira em torno de histórias de vida para mostrar de que forma vive a nova classe média, as pessoas que ascenderam à classe C. E faz isso bem, com exemplos concretos, nomes, fotos. Há quatro casos na página central do caderno, de pessoas que compraram carro, andaram de avião, aderiram a um plano de saúde e compraram apartamento.

Na capa do caderno, a reportagem começa com a descrição da trajetória de uma mulher que voltou a estudar e se formou pedagoga, muito bem narrada, por sinal, por Gisele Loeblein e Rodrigo Müzell. Os números que dão a perspectiva concreta da situação do país aparecem em boxes espalhados pela página central, o que torna leve e faz com que o leitor comum ganhe proximidade com um caderno normalmente tão enfadonho. A análise das consequências desse boom da classe C para a economia ficam em um box no fim da reportagem.

Mas quando tudo parece ir muito bem, a gente percebe que está faltando alguma coisa. É óbvio, eles mostram o tempo inteiro como é a vida nos novos classe C, a quantidade de gente que subiu na vida, falam até como alguns conseguiram, mas não explicam por quê.

Não é mencionado em nenhum momento que esse fenômeno recente se deu em função de programas de governo, do aumento do emprego formal, de uma economia mais sólida e todas essas coisas que qualquer economista sério cita de olhos fechados. É como se as pessoas tivessem melhorado de vida só por mérito próprio. Trinta e três milhões de suados trabalhadores que ascenderam, de uma hora pra outra. E que nunca pensaram em fazer isso antes de Lula se tornar presidente. Engraçado, não?  Pois é, o texto não questiona nada disso. Aliás, a leveza da narração vai conduzindo o leitor de tal forma que ele não se pergunte por que isso vem acontecendo.

O fato de tanta gente melhorar de vida parece quase um milagre, sem causas aparentes. Mais uma vez, Zero Hora manipula a informação, omite dados, engana o leitor. A diferença é que agora fez bem feito, o que é mais assustador do que quando é escancarado.

Postado por Cris Rodrigues

Fonte:  http://jornalismob.wordpress.com/

Menina de dois anos é eletrocutada em Cachoeirinha

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Vítima é Geovana Silva Balverdu
Uma menina de dois anos morreu em decorrência de um choque elétrico na Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, no bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, por volta das 17h deste domingo. Geovana Silva Balverdu chegou a ser encaminhada a um posto de saúde, mas já chegou no local sem vida. Ela tinha completado dois anos no dia 24 de janeiro.

Fonte: RÁDIO GAÚCHA

Diz o blogueiro – incompetência resulta em matéria como esta acima. O título diz que a menina foi executada com descarga elétrica e o corpo da matéria diz, ou melhor, dá a enteder que a mesma foi eletroplessionada. E eles pensam que são os bons. Vou aguardar  esta matéria no site do Clóvis Duarte que por certo virá com redação adequada.

Jornalismo com Participação

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4 fevereiro 2010

Há vários modelos no jornalismo que permitem a interação do público. Telefonemas, enquetes, cartas do leitor, sugestão de tópicos, “mande sua foto”. Frequentemente eles são incorporados a telejornais, transmissões de rádio e mesmo conteúdo de jornais ou revistas. No entanto, a participação do público no jornalismo continua muito limitada, e é válido pensar sobre isso.

Por que eu digo que a participação é baixa? Porque os formatos mencionados acima raramente fazem com que o público tenha relevância na divulgação da notícia. Geralmente, a notícia está feita. Jornais perguntam na internet a opinião do público acerca de determinado assunto, programas televisivos abrem ou fecham seus segmentos com uma seção de “fala povo”, mas o que se observa ali é um adendo. Tenho a impressão de que cria-se uma ilusão de participação para inibir a busca por participação legítima.

Mas como se daria essa participação? Como seria possível realmente pautar uma matéria a partir do público, respeitando sua pluralidade de opiniões, e, acima de tudo, manter com isso a qualidade e o profissionalismo? É uma questão complicada, mas com a qual veículos alternativos ou online já experimentam há algum tempo (o próprio Jornalismo B já teve colaboradores e pediu que o público enviase artigos). Não há fórmula perfeita. Provavelmente jamais haverá.

Só estou certa de uma coisa: qualquer esforço no sentido da verdadeira participatividade no jornalismo partirá da imprensa alternativa. Não acho que esse comentário venha como um choque para quem quer que seja, mas acho importante lembrar disso: além de reclamar – que é uma parte importante do processo de avaliar o jornalismo atual – somos nós que temos que propor aternativas. Somos nós que temos que tentar.

Artigo de Luiza Monteiro

Fonte:  http://jornalismob.wordpress.com/

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