Ricardo Stefanelli afirma que a estratégia ainda não está definida, mas que a mudança ocorrerá
Após a reformulação no layout, ocorrida em novembro, Zero Hora anuncia mudanças na disponibilidade de conteúdo online: a partir de 2012, parte dele será fechada. O diretor de redação, Ricardo Stefanelli, explica que a estratégia ainda não está definida, mas que esta deverá ser a principal mudança para o próximo ano. “Deverá haver combos entre papel e digital”, antecipa. A decisão foi tomada após pesquisas, a primeira delas com o público interno. “Ouvimos cerca de 100 voluntários, que opinaram sobre a mudança”, conta Stefanelli.
O diretor de redação também esclarece que, em um primeiro momento, a ideia era alterar apenas o layout de zerohora.com, mas os planos cresceram e a opção foi feita também para ferramentas e métodos de trabalho. O projeto também inclui a substituição do sistema de gerenciamento de conteúdos (Content Management System – CMS), desenvolvido internamente. Agora, ele valerá para todos os veículos do Grupo RBS – até o momento, apenas a versão online de ZH e o Rural BR adotam a nova estrutura. Stefanelli também destaca que as mudanças contaram com a participação do leitor para se concretizar e que tudo foi elaborado em conjunto com o Tecnopuc, com a participação de várias áreas como TI, produto, SEO e design.
O método adotado já está em uso pelo The New York Times e os números do jornal norte-americano apostam para o sucesso: conquistou cerca de 350 mil assinantes digitais desde a implantação do paywall (muro de cobrança) em março deste ano. As estatísticas de Zero Hora também são positivas. Em agosto, a edição impressa bateu recorde de tiragem, com 190 mil exemplares. Agora, em dezembro, o novo site zerohora.com também superou expectativas: as visitas aumentaram em 55%, o número de usuários únicos cresceu 48% e as page views registraram expansão de 67%.
Stefanelli ainda afirmou que Zero Hora é referência para outros veículos e, com isso, as mudanças deverão ser adotadas gradativamente por outros jornais do Grupo RBS – atualmente, são oito publicações: Zero Hora, Diário Catarinense, Diário Gaúcho, Pioneiro, A Notícia, Diário de Santa Maria, Jornal de Santa Catarina e Hora de Santa Catarina.
Fonte: www.coletiva.net
Diz o blogueiro – será que é tudo isto mesmo?
Quatro das cinco testemunhas de defesa foram ouvidas na manhã desta sexta-feira | foto: Ramiro Furquim/Sul21
André Carvalho
Após pouco mais de três horas, encerrou no início da tarde desta sexta-feira (02) a última audiência da fase de instrução do processo contra Ricardo José Neis, atropelador de 17 ciclistas no dia 25 de fevereiro. Na sessão, foram ouvidas quatro das cinco testemunhas de defesa intimadas a depor a favor do réu. Uma foi dispensada por problemas de saúde. Ao final, houve também o interrogatório da promotoria à Neis, que a promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari qualificou como algo “lamentável”. “Faltou humildade por parte do réu, que culpava com veemência os ciclistas da Massa Crítica pelo fato, procurando se inocentar”, disse Callegari. Em um prazo de cinco dias, deve ser definido se Neis será ou não encaminhado a júri popular.
Ricardo Neis, que evitou contato com a imprensa, aparentava um estado de cansaço. Ele estava de cadeira de rodas por ter sofrido um acidente doméstico. Segundo seus advogados, Neis quebrou os tornozelos após cair do muro de sua casa, motivo que o fez se ausentar da audiência do dia 21 de outubro.
Das testemunhas, foram ouvidos dois colegas de trabalho; um motorista que estava atrás dele no dia do atropelamento; e uma senhora que declarou ter presenciado outro tipo de tumulto envolvendo a Massa Crítica, mas que não estava presente no dia. Segundo o promotor Eugênio Amorim, esta última foi descarregar sua raiva contra ciclistas. “Ela declarou que em agosto de 2010, presenciou um conflito entre um motorista e ciclistas, que ela não sabia afirmar se eram participantes da Massa Crítica”.
Para o promotor Eugênio Amorim, "as testemunhas de defesa mais prejudicaram do que ajudaram o réu" | Foto: Naian Sader/Especial
Amorim afirmou também que o motorista atrás do Neis depôs indiretamente contra o atropelador. “Em seu depoimento, ele afirmou ter visto o conflito inicial entre Ricardo e alguns ciclistas, no início da Avenida José do Patrocínio, porém, por segurança achou melhor dobrar a esquerda, coisa que Neis deveria ter feito, mas não fez”.
“Graças a esse argumento, a solicitação de perícia dos vídeos; reconstituição do cenário; e da trajetória de Neis para tentar provar a versão apresentada pela defesa, de que seu cliente foi agredido antes de reagir, foi indeferido pelo juiz”, destacou o promotor.
Curiosamente, o filho de Ricardo Neis, que estava no carro no dia do atropelamento, não foi uma de suas testemunhas. Segundo o advogado Alexandre Luis Maziero, a defesa achou melhor preservar o garoto. “Além dele ser menor de idade (15 anos), ele ainda está muito abalado com o caso”, afirmou.
Ao final da audiência, o Juiz substituto Leandro Raul Klippel deu cinco dias para a defesa se manifestar sobre o fechamento do caso. Caso os argumentos apresentados sejam novamente indeferidos ou não sejam apresentados, o Juiz decidirá se o julgamento irá à Júri Popular ou não. Há a possibilidade do processo ser encaminhado para a Vara Criminal, caso seja comprovada a intenção de lesionar os ciclistas.
Cerca de 15 ciclistas estiveram na frente do Fórum Central para protestar | Foto: Naian Sader/Especial
Ciclistas protestam no Fórum Central
Cerca de 15 cicloativistas estiveram presentes na frente do Fórum Central para manifestar o seu repúdio a Ricardo José Neis. Com cartazes que diziam “legítima covardia”, o grupo pretendia acompanhar a audiência, porém, a sessão não foi aberta ao público.
“Nós queremos que a justiça seja feita contra este assassino. Queremos mostrar que não nos esquecemos do trágico atropelamento, que repercutiu mundialmente e que abalou a todos nós. Estamos atentos a todos os movimentos desse processo”, declarou um dos manifestantes.
Os 17 ciclistas atropelados por Neis participavam da tradicional pedalada protagonizada pela Massa Crítica, que ocorre toda última sexta-feira do mês. Logo após um desentendimento entre Neis e os ciclistas, o veículo acelerou por cima dos integrantes da pedalada, vindo de trás. Oito pessoas foram atendidas no Hospital de Pronto Socorro da capital gaúcha. Após a agressão, o veículo fugiu, sem prestar socorro às vítimas.
Ricardo José Neis abandonou o carro, com os vidros quebrados, em uma região pouco movimentada do bairro Partenon, em Porto Alegre. Os advogados do bancário alegam que Neis teria cometido o ato para proteger a si mesmo e seu filho de uma tentativa de linchamento por parte dos ciclistas.
Fonte: http://sul21.com.br/jornal/2011/12/atropelador-de-ciclistas-pode-ser-enviado-a-juri-popular/
Diz o blogueiro – para que julgar? A imprensa e os baderneiros ciclistas já fizeram isto. Fixem logo a pena e o joguem na cadeia. Não me lembro de ter visto, ouvido ou lido nos meios de comunicação de Porto Alegre alguém com um pouco mais de conhecimento técnico dizendo ter havido colisão ou abalroamento. Todos falam em atropelamento. Só poderia ter havido atropelamento se todos estivessem caminhando ou parados, mas desembarcados de seus veículos. Veículos sim, pois são tracionados. Igualmente não vi li ou ouvi cobrança da Prefeitura pela ausência de ciclovias assim como a exigência de equipamentos para circulação de bicicletas à noite e ainda que essas assim como carroças devam ser registradas pela Prefeitura. Por favor, leiam o Código Brasileiro de Trânsito. Jornalismo é coisa séria e não basta para tal a posse de um diploma. É preciso muito mais, especialmente vontade de buscar o conhecimento e sobretudo a verdade.
Texto prevê permissão do cultivo de até dois quilos e porte de até 25 gramas por cidadão
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O texto prevê legalizar o cultivo de até dois quilos de maconha e limita em 25 gramas a quantidade que o cidadão poderá portar. Segundo dados do governo uruguaio, 40% dos processados por maconha foram flagrados com quantidade inferior a dez gramas.
…. " Texto prevê permissão do cultivo de até dois quilos”
Diz o blogueiro – o redator desse texto deve estar de brincadeira com os leitores, pois não se sabe a que dois quilos ele se refere. Óbvio que ele não é consumidor de substâncias proibidas, mas que parece que ele curtiu o maior dos baseados até hoje visto, isto parece mesmo.
Após demitir 40 jornalistas, Folha publica matérias de freelancers
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Com 10% menos de funcionários em sua equipe, a Folha de São Paulo e a Folha.com têm veiculado desde segunda-feira (14) grande volume de matérias assinadas por freelancers.
No momento em que este texto era fechado, a Folha.com, por exemplo, contava com aproximadamente 23 matérias assinadas por escritores autônomos, sendo uma do dia 14 e outra do dia 15; 11 textos no dia 16 e dez nesta quinta-feira (17). Entre o dia 1° e o dia 13 de novembro, não havia nenhuma matéria assinada por colaboradores publicada no site.
Leia também: Passaralho: Folha de São Paulo demite cerca de 40 jornalistas
A maioria dos conteúdos se concentrava nas editorias de 'Cotidiano' e 'Ilustrada', as mais atingidas pelas dispensas da última sexta-feira (11).
Prêmio Esso
Em meio às demissões, três jornalistas da sucursal da Folha de São Paulo em Brasília – Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Catia Seabra – permaneceram na empresa e foram premiados com o “Prêmio Esso de Jornalismo 2011” pela produção da reportagem “O patrimônio e as consultorias que derrubaram Pallocci”, publicada pelo jornal.
17/11/2011
Fonte: www.comunique-se.com.br
O repórter Simon Eroro, do jornal Post-Courier, de Nova Guiné, conseguiu uma entrevista exclusiva com moradores de uma região da selva de Papua Nova Guiné por meio de uma troca inusitada: ele aceitou ser circuncidado pelo povoado com varas de bambu e assim, com o acordo selado, eles aceitaram conversar com o repórter. O grupo nunca havia falado com a imprensa.
Com essa matéria, Eroro ganhou o prêmio de “Melhor Furo Jornalístico”, oferecido pela News Corp. A premiação integra todos os veículos de comunicação pertencente ao conglomerado de Rupert Murdoch.
De acordo com o site The Huffington Post, o jornalista do Post-Courier havia ido ao país da Oceania para fazer uma reportagem a respeito da migração de militantes da Indonésia para a Papua Nova Guiné. Porém, ao chegar ao local, foi surpreendido por uma operação do povoado nas principais fronteiras do país.
Os relatórios de Eroro, no entanto, informavam que para conseguir fazer a matéria, ele deveria “atravessar rios e florestas para chegar ao grupo de rebeldes de Papua Nova Guiné. Ao chegar lá, o repórter descobriu que antes de mais nada, teria que concordar com a circuncisão, tida como parte de um ritual de purificação do povoado”.
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Simon Eroro: circuncisão com bambu para fazer entrevistas. 9/11/2011
Fonte: www.comunique-se.com.br |
Após morte de cinegrafista, polícia deve criar regras para a atuação da imprensa, diz especialista
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A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes do Rio, Gelson Domingos da Silva, 46, morto no último domingo (6) em uma operação do Bope contra traficantes no Rio de Janeiro, pode ser um ponto de partida para a criação de regras claras na cobertura de operações de risco, avalia o especialista em segurança pública e privada e pesquisador criminal, Jorge Lordello.
“A partir de um caso triste como esse, a polícia deve criar um protocolo para as ações da imprensa”, afirma. Para ele, houve falta de cautela das duas partes e falha no relacionamento entre a polícia e os jornalistas, sem o alerta para o risco da cobertura.
“Em operações como essas, o jornalista entra depois que o local já foi invadido, não no momento da invasão, atrás da polícia, na troca de tiros. É um risco incontrolável”.
De acordo com o repórter da TV Record, Dennes Queiroz, que acompanhava a operação, em nenhum momento a polícia alertou os jornalistas a permanecerem afastados ou aguardarem até o final do momento mais forte do conflito. Apesar disso, Queiroz disse que, após o cinegrafista ter sido baleado, a polícia fez todo o possível para socorrer o profissional.
Segundo o G1, antes de ser atingido, o cinegrafista informou aos policiais que o grupo havia sido visto pelos traficantes.
O repórter cinematográfico participava da cobertura da invasão da favela Antares, em Santa Cruz, bairro na zona oeste da capital fluminense. A operação contra o tráfico de drogas contou com a presença de mais de 80 membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do BPChoque (Batalhão de Choque).
7/11/2011
Fonte: www.comunique-se.com.br
Diz o blogueiro – essa lamentável perda é fruto da disputa pela audiência entre as redes de emissoras. Não só a empregadora, assim como as demais são as responsáveis. Essa irresponsabilidade precisa ser freada ou outras mortes virão.
Mais uma em ZH.com
Eles assim como o CP.com me patrulham. Esquecem de fazer o dever de casa que é respeitar o leitor com uma redação limpa e nunca dúbia.
Está lá, na capa, para quem quiser ver.
Ali está expresso que o piloto feriu a si próprio, a chamada auto lesão.
Piloto se fere gravemente em queda
de avião agrícola em Eldorado do Sul
Queda ocorreu em área rural próxima à BR-290
Jornalista Denise Nunes, que assinava o espaço, permanece no veículo como repórter
Para a surpresa de muitos leitores, o Correio do Povo desta terça-feira, 1º, circulou sem a coluna de Denise Nunes, na editoria Economia. Procurada por Coletiva.net, a jornalista não quis falar no assunto e solicitou que a reportagem falasse diretamente com o diretor de Redação, Telmo Flor. Ele informou que o veículo está passando por reformulações e que a extinção da coluna foi uma escolha editorial. “A página de indicadores econômicos precisa de mais espaço”, explicou.
Fonte: www.coletiva.net



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