Os diferentes, mas nem tanto, natais dos sem fé

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Lynn Friedman/Flickr

Milton Ribeiro

O crescente número de ateus e agnósticos no Brasil e no mundo tem feito com que muitos destes passem a ver o Natal não mais como uma data religiosa. Seria apenas mais uma alteração num evento que já foi pagão, que tornou-se religioso por obra da Igreja Católica e, entre outras aventuras, recebeu um Papai Noel chamado Nicolau – um bispo nascido na Turquia em 284 d.C que deixava saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas – e que ganhou as cores da Coca Cola em 1931, durante uma bem-sucedida campanha publicitária. Segundo o IBGE, o número brasileiros que declararam não ter religião no último censo, incluindo os ateus, cresceu de 1% nos anos 70 para 7,3% em 2010. O fenômeno é mundial. A American Physical Society fez uma pesquisa na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca. Destes, os tchecos revelaram-se os mais religiosos, com 60%. O menor número foi encontrado na Holanda. A entidade projetou as tendências no país para 2050, chegando à conclusão de que 70% dos holandeses não terão religião na metade do século XXI. Nos Estados Unidos, o número daqueles que se identificam como cristãos teve uma queda de 10% nos últimos 20 anos, passando de 86 para 76%.

O Sul21 procurou saber como é a comemoração da data para estas pessoas. Afinal, é praticamente impossível passar ao largo da face comercial do Natal. A engenheira Rachel Zanini afirma que, para ela, o Natal foi por muitos anos apenas “decoração e gastronomia” e que nunca contestou o significado da data por viver numa família extremamente católica. A partir do momento em que pode desenvolver uma crítica interna, começou a se incomodar com os excessos religiosos da família e com os comerciais da sociedade, além da obrigatoriedade da comemoração. “Até o salão de beleza onde fui hoje estava decorado com as cores da Coca-Cola. Serviam espumante… Tudo isso pelo nascimento de Jesus?”. Vou à festa da família, mas não compro presentes e só desejo boas festas aos amigos.

A dona de casa italiana Bruna Schiavone diz que, quando saiu do norte da Itália, nos anos 90, as festas eram bem diferentes. “Lá na Itália, a festividade está mais americanizada, mas no meu tempo as crianças comemoravam o Dia de Santa Lucia. Essa festa não é a mesma do Natal, nem na mesma data. As crianças recebiam doces de presente – antigamente ganhavam laranjas como desejo de saúde e necessidade de vitamina C para o inverno –, estes eram os presentes. No dia 25, havia um almoço e fim. Nada de vigília ou troca de presentes. Hoje, vejo a data como uma oportunidade de reunir a família. Não monto pinheirinhos em casa nem deixo a casa com cara de Natal”.

Marshall: "Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos". | Foto: Ramiro Furquim / Sul21

O mesmo faz Francisco Marshall. “No passado, como família germânica tradicional, cantávamos o “noite feliz”, comíamos peru e mais aquele monte de guloseimas. Hoje, reunimos a família e eu estou proibido de fazer piadas sobre religião por causa dos mais velhos. Porém, como ateu programático, às vezes aproveito a deixa… No ano passado, como meu aniversário fica próximo, fiz a festa em 25 de dezembro”. E os presentes? “Neste ano, só presentes dos adultos paras crianças. Não se toca no nome de Jesus Cristo, nem para o bem nem para o mal. Ou seja, é quase um ágape pagão, mas não se cogita passar em branco ou ficar em casa vendo filme. Há o peso da tradição na família”. Marshall explica que normalmente há discussões sobre ateísmo nas reuniões familiares, mas que estas cessam no final do ano. “A convivência é mais importante, mesmo que o ateísmo predomine, o que é o nosso caso”.

O presidente da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior, comemora tranquilamente e não se incomoda com a data. “A origem da festa não guarda o menor traço de cristianismo: é o Solis Invictus, o Solstício de inverno. Tenho uma filha de 7 anos que adora o 25 de dezembro. Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton, que nasceu nesta data e que descobriu a Lei da Gravidade. Ela tem maçãs, luzes e debaixo dela, um volume dos Principia (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural) do autor. Os outros simbolismos – perus, renas, presentes, árvores, Roberto Carlos – , nada disso nasceu com o Natal. Estamos apenas retomando uma data pagã que foi roubada pela igreja”.

Sottomaior: "Nossa árvore é uma árvore de Newtal, referência a Isaac Newton".Reprodução/Flickr

A fala de Sottomaior encontra eco na história. A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. No hemisfério norte, o solstício de inverno era comemorado por marcar a noite mais longa do ano. No dia seguinte, ela seria paulatinamente mais curta, encaminhando o final do período ruim para as lavouras. Então, no solstício de inverno era festejada a melhoria das perspectivas. Em um tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura; então a volta dos dias mais longos significava a certeza de novas colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia a celebração era enorme, com mais de dez dias de festa. Já os gregos cultuavam Dionísio no solstício, o deus do vinho e do prazer. Na China, as homenagens representavam a harmonia da natureza. Os povos antigos que habitavam a atual Grã-Bretanha criaram Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. Então, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus propôs à Igreja a fixação do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Aceita a proposta, a partir do século IV o Solis Invictus começou sua mutação. Ficou convencionado que Jesus nascera em 25 de dezembro e que as celebrações eram em sua honra.

Rickli: "Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal".

Mas voltemos a nossos personagens. Ralf Rickli, pedagogo e escritor, trabalhou por anos em comunidades carentes em São Paulo. “Nunca fiz proselitismo ateísta, mas explicava a meus alunos sobre a subjugação da cultura local em relação à do norte. Então, rejeitava os símbolos europeus, temperados, em favor de uma simbologia tropical. Em alguns anos, em vez de usar pinheiros, enfeitávamos bananeiras de Natal. Nossa celebração subversiva sempre foi um sucesso absoluto!. No passado, todos os anos eu pagava pontualmente o imposto familiar, que é o de ir à festa sem nenhuma vontade. Ficava quietinho. Minha mãe foi professora de escola dominical presbiteriana, sabe como é”. Hoje trabalhando em Vitória (ES), Ralf costuma passar o Natal sozinho. Diz que não se deprime, mas que se fosse convidado por alguém legal, iria se divertir com os amigos.

Cláudio Costa: "Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto".

Por falar em depressão, Claudio Costa, psiquiatra e psicanalista mineiro, afirma que há efetivamente pessoas que se sentem excluídas de um fenômeno do qual gostariam de participar com alegria. “Isso ocorre independente de convicções religiosas. Em situações de festa, de alegria obrigatória e com hora marcada, muitos sentem desconforto por não se identificarem com a alegria. Sentem a situação com um beco sem saída. Quem não consegue ter uma crítica lúcida sobre a festa e liberar a sociedade das culpas, sente-se atingido. Muitas vezes a irritação vem da necessidade do cumprimento de um ritual ou até da necessidade de abraçar um familiar que lhe é desafeto. Porém, ao mesmo tempo que se irritam, essas pessoas “não conseguem não ir” e a consciência de que está cumprindo uma obrigação desagradável é causa de aborrecimento.

Estes são apenas alguns depoimentos que colhemos. A impressão geral que ficamos é de que os entrevistados – todos ateus declarados – veem a festa como uma ocasião para reunir a família, dar presentes para as crianças e refletir um pouco, o que está longe de ser negativo. Uma entrevistada que não deseja se identificar faz questão de expor uma restrição: “Olha, tudo bem, mas acho que perdemos alguma qualidade que as celebrações pagãs deviam ter, sei lá”.

Fonte: http://sul21.com.br/jornal/2011/12/o-natal-dos-sem-fe/

ESTIAGEM MEDONHA

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De P. Alegre a Unistalda são 500 kms. Isso é muita distância para que o regime de chuvas seja o mesmo.
Nossa chuva depende mais da umidade que desce da Amazônia, mas como lá estão derrubando tudo, está meio difícil.
Essas pancadas de hoje em P. Alegre  e " nas praia de mar" são meramente locais.
Notícias que me vêm do polígono gaudério da seca me dão conta que  nalgum que outro lugar deu uma garoa localizada, nada mais.
Não estou querendo piedade.
Só não me liguem eufóricos ou por mails se  congratulando pelas chuvas. Quando der uma para nós , serei o primeiro a trombetear aqui.
Mas nada é por acaso, calculo eu. 
Mas digo a vocês. No tempo em que eu era um homem de gabinete nem aquilatava o que sofre o habitante do campo.
Hoje eu sei.
O mal é que os burocratas e alguns políticos passam enchendo a boca e falando em " euforia no campo" quando o tempo nos dá uma folga.
Agora todos pensam que é mera choradeira…

 

Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/ 

 

Diz o blogueiro – verdade verdadeira. Essa gente da urbe que só conhece a vaca da caixinha de leite e que se fantasia de fazendeiro nos finais de semana e que acampa no favelão farroupilha pensa que sabe tudo. Sabe pouco, muito pouco ou quase nada.

CRÍTICAS Á NOVA MINISTRA DO STF

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Circula pela internet um artigo em que se diz que a novel e ainda não empossada ministra do Excelso Pretório teria se perdido durante a sabatina a que foi submetida, principalmente ante as perguntas do Senador Demóstenes.
Ela, vinda da área trabalhista, pouco saberia de direito penal e processual penal,
Com todo o respeito ao que me enviou o mail, creio que o artigo é preconceituoso com
a) Dilma, que a nomeou;
b)com as mulheres
c) com a  principiologia do Direito do Trabalho
Pouco atuei  na seara trabalhista, mas creio que é uma área enxuta e muito eficiente. Mesmo porque de há muito reforça o princípio da " verdade real".
E o que se falar, então, de tantos falastrões que de há muito se adonaram da Teoria Geral do Processo, com edificações e mais edificações teóricas que fazem do processo um fim em si mesmo, e que se dane o direito material?
Querem um ministro que   fale por duas horas, citando ditos sânscritos e mantras, sem compromisso com o didatismo que toda sentença ou acórdão deve encerrar?
Torno a repetir: Direito é muito mais bom senso, busca de justiça, do que perquirições teóricas e vazias de conteúdo.

Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/

No blog do Ruy  foi postado o comentário a seguir:

 

SOBRE A NOVA MINISTRA DO EXCELSO PRETÓRIO

Aos jejunos nas liturgias judiciais e jurídicas digo que  Excelso Pretório é uma expressão do tempo em que o STF era um pouco melhor composto…
Mas aí vai a observação do des. Foerster:

—————

 

Confesso que não li e sequer tomara ciência do artigo acima nominado e citado pelo atento colega Ruy, mas com a devida vênia, se o inusitado e esquisito fato aconteceu, considero estar correta a atitude do Senador Demóstenes em formular perguntas, questões provenientes das mais diversas áreas do Direito, já que no Excelso  S T F  bem pouco conhecimento na área do Direito Trabalhista dos doutos Julgadores é exigido; portanto, certa fora a medida tomada pelo nobre congressista; caso contrário, não haveria necessidade de – juridicamente – fazer esse 'tipo de constrangimento'. Tratava-se de exigência de ordem constitucional.

 

E a nobre Ministra sabatinada bem devia saber disso e medianamente preparar-se, até porque antes fora uma exemplar aluna, nos tempos  acadêmicos, pois é inda cediço de que fora estudante laureada da URGS, e  disso – com certeza - o bem preparado político, o Senador Demóstenes, era sabedor, conhecedor e ousou investigar a fundo, aliás como lhe era de direito e obrigação.  

 

O equívoco disso tudo – penso - todavia e certamente está, na remanescente e exdrúxula forma de escolha dos Ministros das Cortes Superiores, mas isso lá é motivo e assunto para outra larga discussão e que ora não pretendo encetar, entabular, até por motivos óbvios.

 

Enfim, ..

 

Alfredo Foerster. 

 

   

Diz o blogueiro – o senador Demóstenes Torres é Promotor Público parece-me que em Mato Grosso, conhecedor, pois de direito. Não li o que corre na Internet, mas sei que a Internet aceita tudo ainda mais num momento em que o que mais se faz é denunciar por denunciar e, via de regra, de forma anônima. Essa senhora ao que sei tem excelente formação numa das melhores faculdades de ciências jurídicas e sociais de nosso país, a da UFRGS. Pode lhe faltar pratica em alguns campos do direito, mas o conhecimento ninguém desaprende, sendo, pois apenas questão de tempo. Não duvido de sua capacidade. Quanto à forma de escolha de membros dos tribunais superiores igualmente discordo da forma e entendo necessário corrigir. Até já expressei aqui no blog uma maneira pela qual penso haveria mais equilíbrio, mas isto fica para depois.    

Diz o blogueiro – o senador Demóstenes Torres é Promotor Público parece-me que em Mato Grosso, conhecedor, pois de direito. Não li o que corre na Internet, mas sei que a Internet aceita tudo ainda mais num momento em que o que mais se faz é denunciar por denunciar e, via de regra, de forma anônima. Essa senhora ao que sei tem excelente formação numa das melhores faculdades de ciências jurídicas e sociais de nosso país, a da UFRGS. Pode lhe faltar pratica em alguns campos do direito, mas o conhecimento ninguém desaprende, sendo, pois apenas questão de tempo. Não duvido de sua capacidade. Quanto à forma de escolha de membros dos tribunais superiores igualmente discordo da forma e entendo necessário corrigir. Até já expressei aqui no blog uma maneira pela qual penso haveria mais equilíbrio, mas isto fica para depois.    

 

  

 

 

CAPRICHOS E DESÍDIAS

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A primeira foto é de um vizinho da praia que mora no Mato Grosso, mas não abre mão de embelezar sua casa de veraneio com flores e folhagens.
A segunda é de uma vizinha da frente, viúva, já idosa, que também enfeitou seu retiro praiano.
Eu também : em todos os lugares onde tenho casa, inclusive na fazenda, não abro mão das flores.
Onde quero chegar com isso?
Que mesmo num ranchinho não custa pegar umas latas, colocar terra boa dentro, plantar flores e assim enfeitar sua morada.
Olha para a frente de uma casa e conhecerás seus moradores, sem sequer jamais os teres visto.
Os outros deixaram lixo espalhado na frente de tua casa? paciência: juntemos e coloquemos na lixeira.
Andando pelas ruas vazias de Xangri-La nesse início  de manhã constato: o número de pessoas caprichosas é muito maior do que os relaxados. É que a desídia aparece mais e ofusca os sérios.
Em tempo: na minha recente ida a estância ví uma horta ressequida. A 10  metros de um açude…
É mole?

Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/

 

Diz o blogueiro – oportuno esse post vez que fala em educação. Vivemos aqui na praia faz mais de 11 anos. Há condutas que até hoje não consigo compreender e muito menos aceitar. Os pedestres mesmo quandoos passeios são pavimentados caminham sobre o leito da rua e lado a lado de forma a dificultar a circulação de veículos. Se você buzinar ainda se ofendem. Ciclovias aqui nem sabem o que seja. Espero que no dia em que essa cidade despertar e eleger alguém com um mínimo de competência venhamos a ter ciclovias, garantindo assim as vidas e integridade dos ciclistas e os que pagam IPVA tenham mais liberdade ao conduzir veículos. Mas é no Mercado Nacional onde mais me irrito. Vou ao carro e nele coloco as compras e então me dirijo ao local onde estão os carrinhos e ali coloco o que usei. Residentes e veranistas raros são os que assim se comportam. Assim sendo concluo que educação e bom senso se trás de casa e mesmo os mais abastados largam os carrinhos no estacionamento e se vão embora. Não é questão de dinheiro e sim de educação e bom senso.

 

 

PÃO E CIRCO OU ‘ ME ILUDE QUE EU GOSTO’

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Tenho notado que a  moda pegou mesmo. Só que agora é Trago e Circo.
E  quanto menos progressista uma cidade ou uma região, mais festerê patrocinado pelo Poder Público.
E os desfavorecidos vão sendo levados de ambulância para outros lugares, lugares esses que ficam no  prejuízo.
Antigamente até as vilas tinham hospital.
Bueno: reproduzo a carta do jurista  Rogowski que se assenta  como uma luva para a questão.

 

Amigos

 

Embora as viagens sejam uma de minhas paixões, nunca fui aos EUA, assim como não fui a quase nenhum outro lugar do mundo, salvo por aqui no MERCOSUL, mas “viajei” muito através de livros, programas televisivos, especialmente documentários. Sem dúvida os EUA é um país fascinante em muitos aspectos, porém, marcado por incoerências profundas. Desenvolvedor de tremenda poder tecnológico, com as melhores instituições de ensino do mundo, todavia, seu povão, o cidadão mediano, é reconhecidamente ignorante, com cultura geral zero, alienação total.

 

Isso me arremete muito aos antigos romanos, cujas castas superiores defendiam os elevados valores civilizatórios, o império da lei, da justiça e da liberdade, a cultura e as artes, tudo muito influenciado pela cultura Helenística, mas mantinham a escravidão humana.

 

A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seu trabalho. Esta massa de desocupados migrou para as cidades romanas em busca de trabalho e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o governo criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos, alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos cestas de alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, permanecendo alegre e submissa.

 

Não é de admirar o empenho dos governantes, no Brasil e em outros países, com copas do mundo, olimpíadas, jogos pan-americanos, campeonatos disso e daquilo, além, é claro, da distribuição das bolsas família e etc. Muda o cocô, mas as moscas são as mesmas!

 

Abraço

 

Rogowski

 

Bobeira é não viver a realidade: 20 anos de AJD

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Capa do livro AJD 20 anos para a Democracia

Bobeira é não viver a realidade….
Neste 2011, a Associação Juízes para a Democracia completou seus primeiros vinte anos. 
De um grupo de 37 juízes paulistas que a fundaram em 13 de Maio de 1991, passou a contar com associados de todas as Justiças e de todos os Estados, exercendo sua vocação nacional.
No dia 25 de Novembro, a comemoração contou com o lançamento do livro AJD-20 anos para a Democracia (Dobra Editorial), na sede da associação de antigos alunos da Faculdade de Direito da USP.
Na ocasião, José Henrique Rodrigues Torres, atual presidente do Conselho Executivo, emocionou a todos os presentes com a sua Oração dos Vinte Anos, acompanhado por vários colegas.

 
Oração dos vinte anos!
Queridos amigos,
Queridas amigas,
Emprestando um verso de NERUDA, eu posso dizer que HOJE “no coração estamos todos juntos”.
E este momento de festa é o momento ideal para a lembrança de um significativo conto de Tolstoi:
IVAN VASSÍLIEVITCH, durante uma grande festa, viveu uma paixão avassaladora e acreditou que o amor, como grande força apaziguadora do Universo, era capaz de tornar todo homem bom, justo e solidário.
Mas, depois da festa, findos os acordes dos violinos, apagadas as luzes dos candelabros, finda a abastança do banquete, longe da beleza e da elegância dos dançarinos, e de seus sorrisos carinhosos, IVAN VASSÍLIEVITCH, ao assistir à tortura pública de um soldado desertor, promovida por um coronel que personificava a mais cruel e violenta tradição, foi tragado pela realidade e descobriu, na súplica desesperada daquele miserável, que era preciso resistir… e ele assumiu, a partir de então, a sua feição humana e percebeu que era imprescindível lutar contra as injustiças, contra a desigualdade e contra a violência e os abusos do poder.
Meus queridos amigos,
Minhas queridas amigas,
Vamos curtir esta festa maravilhosa, vamos comemorar, vamos celebrar, vamos nos deliciar com estes momentos de alegria, luzes e sorrisos, mas, depois da festa, lembremo-nos disso, nós voltaremos a ouvir os gritos dos miseráveis, que depositam em nós a esperança frágil de um olhar desesperado.
Depois da festa, a realidade nos espera …
“E bobeira é não viver a realidade”!
Nós precisamos estar sempre prontos para ouvir a bulha de muitos MACUNAÍMAS e MACABEIAS dessa sociedade esmagada pelo arbítrio dos interesses privatistas e confusa diante da tradição positivista.
Depois da festa, nós continuaremos a conviver com uma sociedade DIVIDIDA na dissimulação do real e, CARENTE, clamando pela GARANTIA material de seus DIREITOS.
“A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente quer bebida
E quer fazer amor”
“A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente quer inteiro
E não pela metade…”

Não nos esqueçamos, então, de que está a nos aguardar uma sociedade imersa em uma realidade que é um verdadeiro “MONUMENTO À NEGLIGÊNCIA SOCIAL”, como diz HOBSBAWN!
Será impossível sair desta festa e deixar de ver as cidades em trapos, esmolando por dignidade, nas construções, com seus olhos embotados de cimento e lágrimas, nas fábricas, nos campos, nos cárceres, nas ocupações de terra, nas favelas, nos gráficos oficiais, nos lagos de Tântalo e nos brejos da cruz, onde crianças agradecem a Deus por esse chão pra dormir, pela certidão pra nascer e pela concessão pra sorrir.
Interesses de classes dominam as relações sociais, MAS, enquanto isso, nosso sistema jurídico mascara contradições sociais profundas e antagonismos inconciliáveis, impondo-nos noções de igualdade entre classes, de unidade social, de identidade e de liberdade, onde na realidade só há divisão, ruptura, contradições, desigualdade, exclusão e opressão individual.
Nossa sociedade continua dividida e marginalizada, MAS, enquanto isso, FACULDADES DE DIREITO e ESCOLAS DA MAGISTRATURA funcionam como meros centros de transmissão do conhecimento jurídico oficial, reproduzindo a “sabedoria codificada”, ensinando apenas a convivência “respeitosa” com as instituições, IMPINGINDO-NOS uma formação bibliográfica e legalista de um pragmatismo positivista e CONDUZINDO-NOS uma especialização fechada e formalista e, especialmente, ao imobilismo acrítico.
Mas, nós, que aqui estamos, sabemos que não é possível sepultar o nosso ousio em manuais jurídicos e simplesmente acreditar no mito de uma sociedade sem fraturas.
QUERIDOS e QUERIDAS CÚMPLICES,
Nós sabemos que é preciso fazer do DIREITO um verdadeiro fator de TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, com compromisso ético e político.
Nós sabemos que é preciso deixar os gabinetes da solidão e a clausura dos alfarrábios, da jurisprudência, das doutrinas e dos códigos petrificados, para mergulhar de corpo e alma no mar picado da vida.
O poeta RUI GUERRA tem razão:
“é preciso conter a mão cega e bruta, que empunha a espada da opressão e da exclusão, que corta, com a lâmina fria da insensibilidade, a carne viva dos injustiçados”
Enfim, todos nós sabemos que é preciso fazer de nossas vidas uma constante e incansável conspiração contra o presente.
E é isso exatamente o que hoje nos traz a este encontro e a esta celebração: nós aqui estamos para reafirmar o nosso compromisso de conspirar contra o presente. 
Conspiremos, meus amigos e amigas, contra este presente que está roubando o sorriso e a inocência das crianças descalças e famintas, que está calejando as mãos e consumindo a dignidade dos cidadãos e cidadãs sem-terra, sem-teto, sem-voz, sem-auto-estima, sem-saúde, sem-esperança, sem-cidadania, sem acesso à justiça, estigmatizados pela violência e encarcerados nas lágrimas da ignorância e da alienação:
“É preciso sempre lembrar do provo oprimido nas filas, nas vilas, favelas, e da força da grana que ergue e destrói coisas belas”.
Lembremo-nos, também, de GRACILIANO RAMOS e olhemos para as aves da arribação, sem acreditar, como supunha Fabiano, que são elas as responsáveis pela secura dos açudes e pelas misérias da vida.
Meus queridos amigos, minhas queridas amigas,
Esses VINTE ANOS nos ensinaram que É PRECISO CONSPIRAR E LUTAR!
Lutemos pela IGUALDADE material, pois a formal não basta!
Lutemos pelas GARANTIAS LIBERTADORAS.
Conspiremos, enlouquecidos de esperança.
E não há “nada a temer, senão o correr da luta”.
E, para lutar e entender o que é o direito, qual é a sua função, qual é o seu verdadeiro sentido, vivamos a aventura dos sentimentos, não sejamos CADÁVERES ADIADOS, como dizia FERNANDO PESSOA, lutemos com a bravura de DOM QUIXOTE, resistamos como resistiram nos sertões os apaixonados de CANUDOS, acreditemos nas feiticeiras de MACBETH, no amor de CAPITU e nos espectros de HAMLET, mas, sobretudo, vivamos o sonho real de MACONDO, porque a vida não foi feita para o direito: o direito é que foi feito para a vida.
Ouçamos CASTRO ALVES:
“Como o céu é do condor, a praça é do povo”.
Lutemos, pois, pelo acesso do povo às praças, ao pão, às terras, às escolas, e especialmente à justiça … mas, nessa conspiração, depois da festa, nessa luta, que continuará sendo certamente o nosso dia-a-dia, o dia-a-dia da AJD, jamais nos esqueçamos de ouvir Renato Russo:
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.
E é preciso colocar esse nosso amor a serviço da humanidade e daqueles que caminham ao nosso lado nas ruas sem calçadas, que dormem em casas sem paredes e sem tetos e que lavram a terra apenas com a semente da esperança.
Então, “é preciso ouvir Chico Buarque de Holanda: contra a fé, moléstia e crime: vá de Dorival Caymi”.
Meus queridos amigos, 
Minhas queridas amigas,
Para terminar esta minha oração, e para que possamos voltar para a festa, eu lhes faço um pedido, em nome de todos os juízes e de todas as juízas que tanto lutaram e continuam lutando para escrever a história da AJD: se vocês realmente acreditam nessa sua luta, se vocês acreditam que podem transformar o mundo, se vocês querem prosseguir conspirando contra a injustiça e a desigualdade, FAÇAM O SOL SURGIR, neste momento, FAÇAM OS RAIOS DO SOL INVADIREM ESTE LUGAR, gritem, batam palmas, assobiem, mas façam a cortina da noite se afastar para que a luz do sol invada este lugar.
Vamos, eu quero ouvi-los todos gritando, aplaudindo, assobiando PARA QUE O SOL ILUMINE ESTE LOCAL.
(………………)
Basta. Basta. Basta.
Todos ouviram.
Não fiquemos frustrados porque a escuridão da noite não se afastou.
Não fiquemos tristes porque a luz do sol não iluminou este lugar.
O que importa é que nós acreditamos !!!
A nossa coragem basta.
A nossa determinação é tudo.
A nossa esperança vai transformar o mundo.
Vamos continuar semeando sonhos e estrelas. 
E vamos caminhar de mãos dadas, pois, por onde vocês forem, eu quero ser seu par!

Que viva a AJD até que se realize plenamente 
o sonho generoso do Milton Nascimento:

“Quero a liberdade,
quero o vinho e o pão
Quero ser amizade,
quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada.
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
QUERO QUE A JUSTIÇA REINE EM MEU PAÍS” 

Diploma de jornalista é idiotice

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2 dez

*O artigo a seguir, de autoria de Giani Carta, foi originalmente publicado na revista Carta Capital.

Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist,  Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.

Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.

Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.

E aí mora o problema.

Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.

O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.

Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.

Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.

E senadores, precisam de diploma? Nenhum.

Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.

E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.

Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.

Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.

Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.

Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.

Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.

Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.

O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.

Fonte: http://jornalismob.wordpress.com/2011/12/02/diploma-de-jornalista-e-idiotice/

 

 

As vaidades nas salas de audiências mais parecem brincadeira de crianças

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"Em seu íntimo, transbordando de vaidades, confabula consigo o magistrado diante da indignação do representante do Ministério Público, também se roendo em suas vaidades: 

- Cá estou no meu pedestal e todos os demais aos meus pés. Eu sou a justiça!"

Imbé tem um cabidão de empregos

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O município de Imbé é um cabidão de empregos à beira-mar. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou o prefeito Darcy Luciano Dias (PSDB) em relação às despesas com pessoal que ultrapassaram o limite legal em todos os quadrimestres de 2010.
O empreguismo é uma praga da administração pública brasileira. Imbé deveria rever sua política de pessoal e voltar os recursos para qualificar sua infraestrutura, o que é fundamental para um município que quer se desenvolver na parte turística. Infelizmente o prefeito Darcy Dias parece que ainda não aprendeu a lição, apesar dos alertas e reprovações de contas.

Fonte: http://gastao30.wordpress.com/2011/11/25/imbe-tem-um-cabidao-de-empregos/

 

Diz o blogueiro – há contrastes em nossa vida política que são difíceis de serem compreendidos por pessoas racionais. Para os cargos eletivos, seja vereador, prefeito, deputado e por aí vai não é exigida escolaridade alguma. Incrível, mas verdade. Daí decorre problemas inadmissíveis na vida pública. Ano passado os vereadores em nossa cidade que dizem Câmara de VEREADORES, quando o correto segundo o texto constitucional é Câmara MUNICIPAL, pois tal instituição a não pertence a eles. Esse é um pequeno exemplo. Ano passado aqui eles colocavam um estranho para fazer a leitura do expediente durante as sessões contrariando o que dispunha o Regimento Interno. Aqui no blog critiquei tal comportamento e o Presidente de então o senhor Padilha, também conhecido pelo vulgo ou alcunha de Doca, do alto de sua “otoridade” mandou mudar o texto e assim hoje temos um décimo vereador, este nomeado para a leitura do expediente. Durante as sessões diz o Presidente: secretário faça a leitura.

Mas o problema é muito mais sério e intrigante. Por eu digo intrigante? Explico. Quando há eleição aos Conselhos Tutelares o MP submete os candidatos a uma prova em que devem demonstrar conhecimento fundamental sobre legislação específica, especialmente o malfadado ECA. Os demais se lançam candidatos e depois de eleitos dá no que se vê todos os dias. Confusões e mais confusões. Temos homens públicos ungidos pelo voto por um povo igualmente burro. Não é por outra razão que quando sintonizamos certas emissoras de rádio nelas ouvimos detentores de cargos eletivos dizendo coisas desagradáveis, especialmente aos letrados, como: inguinorante, cemintério, destruitivo, jogá ração pos porco e por aí vai. Eu quando sintonizo uma dessas emissoras trato logo de afastar meus netos para evitar que resultem assimilando tamanha ignorância. Essas pessoas de origem tão ou mais humilde do que a minha, quando logram o Poder se deslumbram e começam a jogar o dinheiro do contribuinte pelas janelas. Gastam com empreguismo, festas e mais festas, pois estes somam votos à próxima eleição, compram veículos luxuosos e não necessários, especialmente quando for destinado principalmente ao seu uso enquanto no Poder. Concluo afirmando que os nossos problemas decorrem da falta de escolaridade e de uma melhor formação moral vez que famílias constituídas por pais ignorantes e aqui emprego ignorante no sentido de baixa escolaridade, pouco conhecimento ou cultura, irão necessariamente gerar futuros cidadãos ignorantes. Isto é incontestável.

 

Homens armados interceptam veículo escoltado e levam interno da Fase na zona sul da Capital

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Adolescente teria saído da fundação para uma audiência quando ocorreu a ação na Vila Cruzeiro

Um interno da Comunidade Socioeducativa (CSE), unidade da Fase, foi resgatado por homens armados da tarde desta quinta-feira na zona sul de Porto Alegre. A suspeita da Brigada Militar (BM) é de que o adolescente seja integrante da quadrilha "Bala na Cara".

Leia mais em: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2011/11/interno-da-fase-e-resgatado-por-homens-armados-na-zona-sul-da-capital-3572827.html

 

 

Diz o blogueiro – duas tolices numa só matéria. Diz a mesma que a polícia ostensiva “suspeita”. O caso foi consumado, logo a essa polícia não cabe emitir opinião vez que com a consumação do fato este passa à exclusiva competência da Polícia Judiciária, única legalmente qualificada e autorizada constitucionalmente a investigar. Outra tolice é dizer que a mesma policia ostensiva foi acionada para fazer buscas. Buscar o quê mesmo?  Os leitores que desconhecem detalhes de atividade policial compram essa tolices com sendo verdades e daí surgem incontáveis confusões. Jornalismo é coisa demasiado séria e para fazer coberturas de atividades policiais necessário que o profissional conheça não só a Constituição Estadual assim como fundamentos de direito e processo penal. Aí reside o grande problema vez que as faculdades não se preocupam com isto e sim com o faturamento. As editorias de polícia dos veículos de comunicação deveriam pensar seriamente em transmitir esses fundamentos aos seus repórteres ou lhes proporcionar cursos complementares à formação acadêmica.

 

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