Ontem à tarde li em edição digital de jornais que representantes de uma indústria chinesa estariam vistando Santa Maria e Camaquã a fim de escolherem onde localizar uma montadora de caminhões. No mesmo momento percebi que a escolha iria recair sobre Camaquã por razões óbvias. Correto meu raciocínio. Já à noite vi nos mesmos meios que políticos de Santa Maria estavam furiosos com o Vice Governador que segundo eles teria influído em favor de Camaquã já que natural daquela região. Penso tenha faltado a tais políticos um pouco de inteligência e discernimento, pois em termos de logística só poderia recair a escolha sobre Camaquã devido a sua localização geográfica. Infelizmente ainda há pessoas que tal como no medievo pensam com o “coração” e não com o cérebro.
Caso do Dia
12 Abr 2012
Banho de Cachoeira
Em comentário feito no Jornal Gente da Rádio Band, o gerente de Jornalismo da Bandnews em Brasília, Rodrigo Orengo, disse que a cada dia aumenta o número de envolvidos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a ponto de a piada nos corredores do Congresso ser a pergunta “quem não está enrolado com Cachoeira?”. Pura verdade.
Levando adiante a piada (?), imaginemos que o número de envolvidos seja maior que os que não entraram na folha. Quem sabe ouviríamos acerbos debates tipo “Vossa Excelência não tem moral para falar do Carlinhos Cachoeira, Vossa Excelência não entrou no esquema! Temos gravações que comprovam isso!”
Faz lembrar uma frase dos anos 1960 do jornalista Sérgio Porto, o imortal Stanilsaw Ponte Preta: “Ou reinstaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”.
Frase do Dia
12 Abr 2012
" Um bom jornal é a nação falando consigo mesma"
» Arthur Miller
Notas
12 Abr 2012
Mais do mesmo I
A nota de ontem sobre a queda geral de audiência nas TVs abertas em todo o país deu boas repercussões, maioria concordando que uma das causas básicas do recuo de 7% deve-se à baixa qualidade da programação. Eu sempre me fico perguntando por quanto tempo os noveleiros ainda suportarão os arquétipos repetidos ad nauseam, a traição do vilão e o bom-mocismo do herói, a redenção, a volta por cima, o final feliz tudo embrulhado numa fofocalhada dos infernos.
12 Abr 2012
Mais do mesmo II
E também fico me perguntando o que farão as emissoras com a entrada de novas operadoras da TV paga, que em princípio devem causar preços mais em conta e por isso mesmo entrada maior de telespectadores emergentes. Mesmo que os filmes sejam repetidos – especialmente os piores, vá entender isso – sobram canais interessantes. Mas tem uma coisa que eu repito há anos: assim como a novela Beto Rockefeller dos nos 60 as revolucionou, os tempos estão maduros para aparecer alguém com uma ideia nova.
12 Abr 2012
O banco do santo
Rolou na praça que o bispo Edir Macedo estaria querendo vender sua participação num banco familiar e investir em uma instituição financeira própria. Verdade ou não, o marketing e o senso de negócios do dono da Universal são de primeira. Os fiéis têm até um cartão de débito que permite pagar o dízimo. O sucesso da Universal parte, na minha opinião, de um achado: o Deus dela não é punitivo como o católico.
12 Abr 2012
Saldo negativo
Esta diferença de enfoque é vital. Sei que vou levar pedrada da Santa Madre, mas eu como católico nunca consegui entender porque já ao nascer minha conta corrente celestial estava negativa. Porque um tal de Adão fez besteira eu é que devo pagar a fatura? Nem mesmo deu tempo de fazer a minha, ora bolas.
Fonte: www.FernandoAlbrecht.com.br
Ruy, fiquei chocado com a história da placa. O Jorge Loeffler resumiu bem o que é o bom senso de um policial. Além de ser um agente da autoridade, um policial sensível também é aquele que sabe distinguir quem é decente e quem está com um veículo adulterado (para ficarmos no caso específico). Todos os dias passam pelas barbas deles – chevettes, kombis, monzas, todos caindo aos pedaços, colocando em risco a segurança das rodovias – graves irregularidades de trânsito. Um carro sem a placa dianteira, mas com toda a documentação em dia (veículo e motorista) poderia trafegar com o BO, sem dúvida alguma. Mais uma vez, caimos naquela tese que já falamos tantas vezes. São os detalhes que nos transformam num bananão republicano. A tua placa, provavelmente, caiu no trajeto e ela terminará num posto policial, entregue por algum motorista que a encontrou. Perdê-la não causou qualquer problema à segurança da rodovia. Diferentemente, por exemplo, de um pisca-pisca queimado, de um pneu careca, de um pára-brisa trincado, enfim, tantos imprevistos incomparáveis com uma placa que se desprendeu do pára-choque. O policial poderia até estabelecer uma diferença ao ver quem era o motorista (no caso), mesmo sem qualquer afronta ao "todos são iguais perante a lei". BOM SENSO, BOM SENSO, BOM SENSO! Ou como dizia o velho Benito Mussolini: "O fascismo é bom. O perigo é o guarda da esquina". abcs. Rogério
Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/2012/03/maledetta-placa-comentario-de-mendelski.html
Policial: Dez anos.
Sou colorado, mas isso de torcer por um time é mais uma bobagem do que coisa que possa nortear a vida da gente.
Não o conheço pessoalmente, sr. Presidente.
Mas gostei demais do que o sr. disse.
O sr. tem que cuidar muito, mas muito mesmo, de um dinheiro que não é seu. O sr. e sua equipe entenderam que as garantias não eram suficientes. E disseram mais: pessoal da AG – procurem outros bancos. Fiquem à vontade. Nós não vamos liberar.
Neste sábado sinto-me bem: aqui neste Estado há homens de firmeza.
Como o sr., presidente do Banrisul!
Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/
Diz o blogueiro – essa é uma das razões que me fazem apreciar esse blog, ou seja, o caráter de quem o edita, antes de mais cidadão de verdade. Quantos não foram os colorados que disseram montanhas de palavrões ao tomarem conhecimento de tal decisão? Esse fato também serve para calar a boca dos que batem no Governo Tarso durante as 24 horas do dia. E agora fico imaginando qual teria sido a decisão do mesmo banco quando a tYa, a paulistana, estava no governo. Se considerarmos que um veranista e funcionário de carreira do banco que foi preso pela Polícia Federal e aqui na mesma rua em que resido, em sua bela casa de veraneio, foi encontrado um montão de dinheiro dentro de um enorme vaso de cerâmica que na boca tinha um pouco e areia. Penso que nem mesmo preciso dizer qual teria sido a decisão, não é mesmo?
Parece-me, lieber Ruy, que todos esses males a imperar entre nós tem uma mesma origem: deficiência na ou ausência da educação para a vida,. Vivemos em uma sociedade que gradativamente desaprende a valorizar a vida; que não consegue mais colocar VIDA em primeiro plano, que não mais sabe promover vida e consideração para com a vida, consideração para com o próximo, nem sensibilidade para com as demais formas de vida.
Carrego cá comigo a impressão que estamos mais e mais nos desconectando de nossa dimensão humana, que estamos nos desenraizando de nossa essência, secando feito árvores, que sem raízes deixam de ter energia própria, suas folhas secam e são tangidas pelo vento. Acredito que muito dessa “banalização de mortes e atentados“ vem muito em decorrência da banalização da vida. Vivemos sob ditadura econômica para a qual interessa que sejamos seres (transformados em objetos que acreditam serem sujeitos de sua vida) facilmente conduzidos pelo vento do deus consumo, que nos transforma numa grande manada, sem rumo, sem direção própria, impelida a assumir vontade alheia como se própria fosse. Assim, a manada assume facilmente desejos, modelos de felicidade, modelos de beleza produzidos pela mídia que está a serviço desse deus que rege a ditadura. A não satisfação desses inúmeros desejos e sonhos produz seres frustrados. E frustrações podem se manifestar de diferentes formas. Vale também lembrar que a mídia dá uma forcinha extra para a disseminação e banalização da violência e da vida. Certo dia li em um jornal na Alemanha uma frase que nunca mais esqueci: “Fale com teus filhos sobre a violência na televisão, antes que falem na televisão sobre a violência de teus filhos.” E isto que a TV alemã (a pública não estatal) nem de longe oferece tanta violência nem tanta degradação de valores, nem toda essa enxurrada de comerciais como a nossa que despeja tudo isso diariamente e diretamente em nosso lar, e o que é pior, home delivery, diretamente na mente de milhares de seres em formação que absorvem todo esse lixo feito mata-borrão
Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/
Nada disso que anda acontecendo – aquele homem que atropelou ciclistas, alegando pânico; aquele rapaz que atropelou pedestres, alegando medo e terror; aquele pedreiro que matou o guri que lhe furtava quinquilharias alegando justo ódio – me é surprêsa.
A vida em boiada, em multidão, está nos fazendo a todos doentes.
Gente barulhenta e espaçosa impôs sua ética de violência física e moral.
São milhares as queixas de abusos como barulhos ensurdecedores na praia.
Há pouco conversei com um colega que esteve a ponto de atirar num desordeiro que começou a urinar na frente da casa dele, exibindo-se para as filhas pequenas.
As pessoas estão reagindo desproporcionalmente.
Há uma verdadeira guerra comportamental que os normais estão perdendo.
Há uma banalização de mortes e atentados que só podem ser explicados por desequilíbrios mentais muito sérios.
E vocês já notaram? Não há mais diferença entre cidade grande e pequena.
É que a TV dos BBB e a proliferação dos maus modos nos nivelaram a todos.
Diz o blogueiro – absolutamente corretas as observações do Ruy. Penso que muito contribuem para tal não só a inexistência hoje inquestionável do velho e bom policiamento de quarteirão assim como o vergonhoso abrandamento da legislação processual penal por parte do Congresso Nacional que praticamente impede a responsabilização de condutas anti-sociais. Inclua-se neste rol o tal ECA que é uma aberração. Tal situação penso que reforce e justifique a luta do PT pelo controle no uso dos canais de televisão que são os grandes difusores do desrespeito a tudo o que convencionado ao bom convívio social. Tais condutas enriquecem alguns privilegiados com tais canais que assumem um poder desagregador do tecido social.
O Rio Grande do Sul jamais viu empreendedores como os irmãos Sirotsky, Maurício e Jayme. Criaram o maior império de comunicação do RS e um dos 5 maiores do Brasil. Com competência, trabalho e feelling. Fizeram tudo certo, tudo às claras – exceção para a aquisição do jornal Zero Hora, do então empresário Ary de Carvalho. Mas isso não vem ao caso.
O Grupo RBS é um exemplo para qualquer um que tenha a pretensão de ser, um dia, empreendedor.
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Mauricio e Jayme prepararam os filhos para tocarem a "empresa familiar". Só que a família não esperava que Maurício fosse falecer aos 61 anos, em 1986. Jayme ficou na presidência do Grupo até 91, quando não resistiu as estrategias de Nelson, o filho mais velho de Maurício, que desde então conduz as empresas da RBS. Diga-se de passagem que Maurício preparou Nelson para substituí-lo, apesar de ter um caráter diferente do pai.
Ao contrário do doutor Maurício, não leva ninguém para compadre, não tem amigos, apesar dos puxa-sacos acreditarem que o doutor Nelson é uma pessoa doce e justa, "amigo dos amigos". Gostam de se enganar esses bajuladores.
O doutor Nelson não mede esforços para alcançar os seus objetivos e os da empresa – seu irmão, mais moço, Pedro, que o diga. Não lembra? Ele ERA o comandante da RBS em Santa Catarina.
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Doutor Nelson e o Pedrinho estão próximos dos 60 anos. Milionários, mas muito ricos, não precisam mais se incomodar. Querem desfrutar a vida, especialmente o mais velho, porque Pedro está na sombra e água fresca, apesar de tocar os seus negócios.
E a terceira geração dos Sirotsky?
Tenho absoluta certeza de que o doutor Nelson não gosta de tocar nesse assunto.
Teoricamente, alguns Sirotsky já deveriam estar preparados para ocupar cargos fundamentais – até mesmo o de presidente. Mas não é isso que acontece. Não existe UM Sirotsky preparado para o cargo número 1 do Grupo.
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Os criadores da RBS erraram muito pouco, ao contrário da segunda geração. Não vamos entrar fundo nisso, porque é sempre triste lembrar do fiasco da telefonia (com a Telefonica), da NetSul (TV por assinatura), entre outras.
LEIA MAIS EM http://previdi.blogspot.com/
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AGORA DIGO EU: NÃO SEI DE NADA. Mas se a situação está osca, eu chamaria o Paulo Sérgio Pinto. Pagar-lhe-ia um milhão de reais por mês e pronto…
Fonte: http://ruygessinger.blogspot.com/
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