O município de Imbé é um cabidão de empregos à beira-mar. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou o prefeito Darcy Luciano Dias (PSDB) em relação às despesas com pessoal que ultrapassaram o limite legal em todos os quadrimestres de 2010.
O empreguismo é uma praga da administração pública brasileira. Imbé deveria rever sua política de pessoal e voltar os recursos para qualificar sua infraestrutura, o que é fundamental para um município que quer se desenvolver na parte turística. Infelizmente o prefeito Darcy Dias parece que ainda não aprendeu a lição, apesar dos alertas e reprovações de contas.
Fonte: http://gastao30.wordpress.com/2011/11/25/imbe-tem-um-cabidao-de-empregos/
Diz o blogueiro – há contrastes em nossa vida política que são difíceis de serem compreendidos por pessoas racionais. Para os cargos eletivos, seja vereador, prefeito, deputado e por aí vai não é exigida escolaridade alguma. Incrível, mas verdade. Daí decorre problemas inadmissíveis na vida pública. Ano passado os vereadores em nossa cidade que dizem Câmara de VEREADORES, quando o correto segundo o texto constitucional é Câmara MUNICIPAL, pois tal instituição a não pertence a eles. Esse é um pequeno exemplo. Ano passado aqui eles colocavam um estranho para fazer a leitura do expediente durante as sessões contrariando o que dispunha o Regimento Interno. Aqui no blog critiquei tal comportamento e o Presidente de então o senhor Padilha, também conhecido pelo vulgo ou alcunha de Doca, do alto de sua “otoridade” mandou mudar o texto e assim hoje temos um décimo vereador, este nomeado para a leitura do expediente. Durante as sessões diz o Presidente: secretário faça a leitura.
Mas o problema é muito mais sério e intrigante. Por eu digo intrigante? Explico. Quando há eleição aos Conselhos Tutelares o MP submete os candidatos a uma prova em que devem demonstrar conhecimento fundamental sobre legislação específica, especialmente o malfadado ECA. Os demais se lançam candidatos e depois de eleitos dá no que se vê todos os dias. Confusões e mais confusões. Temos homens públicos ungidos pelo voto por um povo igualmente burro. Não é por outra razão que quando sintonizamos certas emissoras de rádio nelas ouvimos detentores de cargos eletivos dizendo coisas desagradáveis, especialmente aos letrados, como: inguinorante, cemintério, destruitivo, jogá ração pos porco e por aí vai. Eu quando sintonizo uma dessas emissoras trato logo de afastar meus netos para evitar que resultem assimilando tamanha ignorância. Essas pessoas de origem tão ou mais humilde do que a minha, quando logram o Poder se deslumbram e começam a jogar o dinheiro do contribuinte pelas janelas. Gastam com empreguismo, festas e mais festas, pois estes somam votos à próxima eleição, compram veículos luxuosos e não necessários, especialmente quando for destinado principalmente ao seu uso enquanto no Poder. Concluo afirmando que os nossos problemas decorrem da falta de escolaridade e de uma melhor formação moral vez que famílias constituídas por pais ignorantes e aqui emprego ignorante no sentido de baixa escolaridade, pouco conhecimento ou cultura, irão necessariamente gerar futuros cidadãos ignorantes. Isto é incontestável.



É jornalista e escritor com passagem em órgãos de comunicação no Brasil, Inglaterra e Estados Unidos. Publicou "Com Esperança no Coração: Os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos", estudo sociológico, e "Sabor de Mar", novela. É intérprete judicial do Estado de Connecticut.





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