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Categoria: Politica (Page 1 of 248)

Aécio causa confusão em vôo da Gol para Brasília

Digo eu: posto isto que colhi no blog de um fã ardoso desse senador, Políbio Braga. Não sei se Políbio gosta tanto desse senador ou apenas odeia ao PT. O que despertou minha atenção nessa “notícia” é que parlamentares de todo o país se dirigem à Capital Federal nas terças-feiras e de lá se afastam já na quinta-feira. Assim é a rotina da quase totalidade deles. Esse Senador, por certo foi passar o final de semana em Brasília talvez por que a Capital ofereça a ele coisas que não tem no Rio de Janeiro. É duro conviver com gente assim.

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O texto a seguir é do jornalista Ricardo Noblat. Ele contou a história no seu blog. CLIQUE AQUI para ler no original.

– Isto é uma pegadinha? – espantou-se a mulher ao olhar para o homem sentado na cadeira do corredor da terceira fila do voo 1488 da GOL, que decolaria ontem, no meio da tarde, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Brasília.

– Pegadinha, como? – perguntou o homem, sorrindo.

– O senhor é a cara de Aécio – observou a mulher.

– Eu sou Aécio – o homem respondeu.

Instalou-se então a confusão, que acabou por atrasar a decolagem. Bem mais da metade dos passageiros que quase lotavam o avião fez questão de cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de tirar fotos junto com ele.

Outra mulher comentou depois de abraçar Aécio:

– Você está por aqui? Não acredito.

Um homem idoso apertou a mão de Aécio e disse:

– Aécio, é você? Chorei muito quando você perdeu a eleição.

Entre uma foto e outra com o senador, uma jovem tascou:

– Nossa, você é muito bonito. É mais bonito do que na televisão.

A tripulação teve trabalho para conseguir que as pessoas ocupassem seus assentos. Antes que o avião decolasse, por três vezes, e a curtos intervalos, passageiros gritaram o nome de Aécio provocando aplausos.

Na descida do avião em Brasília, o comandante falou aos passageiros por meio do sistema de som:

– A GOL sente-se honrada em transportar o senador Aécio Neves, futuro presidente do Brasil.

Novamente Aécio foi aplaudido. E por último foi aplaudido ao se levantar para desembarcar, olhar para os fundos do avião e dizer:

– Obrigado pelo carinho, pessoal

Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/11/aecio-causa-confusao-em-voo-da-gol-para.html

LIBERDADE RELIGIOSA – A lição da Corte Europeia de Direitos Humanos

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pois por aqui, como demonstrei em mais de 40 ações, os nossos Tribunais, compostos por alguns magistrados obtusos e até medíocres, entendem bem ao contrário, dando ampla cobertura à Igreja Católica, principalmente, quanto ao gozo de privilégios, ferindo a essência do princípio da liberdade religiosa e da separação dos cultos em relação ao Estado (União, unidades federativas e municípios).

A maioria esmagadora dos juízes, de primeiro e segundo graus, pelo menos, bem como boa parte dos promotores de justiça e dos procuradores federais (há honrosas exceções, bom que se diga) mostram cegueira jurídica lamentável. Outros comportam-se como fiéis servidores da “hidra papista”, mostrando mentes colonizadas, que os fazem decidir como verdadeiros vassalos do Império do Vaticano.

Falta-lhes leitura, pelo visto, ou simplesmente assinam o que escrevem seus assessores?
Se estou errado, só posso atribuir as suas lamentáveis decisões e pareceres a preguiça mental, que os impede de pensarem detidamente sobre tema de tanta relevância.

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Por Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro

A recentíssima decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos (caso Lautsi v. Italy), que condenou a Itália ao pagamento de € 5 mil, a título de danos morais, a uma nacional que se sentia ofendida diante da aposição de crucifixos no âmbito das escolas públicas, revela, uma vez mais, a inquestionável centralidade e a indiscutível relevância constitucional do tema pertinente aos limites conceituais da cláusula da separação Estado-Igreja, especialmente quando se encontra em situação de litigiosidade o legítimo exercício de qualquer dos direitos fundamentais derivados do princípio maior da liberdade religiosa.

Pois bem, a decisão em referência (de 3/11/2009) foi tomada no âmbito de processo que, movido por cidadã italiana, submeteu à Corte Européia de Direitos Humanos a alegação de que a aposição de crucifixos em escolas públicas violava não só o direito fundamental titularizado pelos pais, no sentido de educarem seus filhos de acordo com suas próprias premissas religiosas ou filosóficas, mas, por igual, o direito fundamental à liberdade de crença, a proibir quaisquer comportamentos públicos que pudessem gerar, ainda que indiretamente, indevida indução, manipulação ou ilegítimo dirigismo estatal, quando em tema a livre formação de preferências religiosas (ou arreligiosas ou antirreligiosas).

O Governo Italiano, de seu turno, utilizou, em sua defesa, fundamentos que vêm se tornando cada vez mais recorrentes, quando em discussão a sensível temática dos símbolos religiosos apostos ou mantidos pelo próprio Estado: afirmou, de saída, que o símbolo religioso “se reveste de outras significações”, e que traz uma “mensagem humanista, passível de ser lida de maneira independente de sua dimensão religiosa” (Requête 30814/06). Alegou, também, a República Italiana, que a questão atinente aos crucifixos estaria visceralmente vinculada “à cultura e à história” daquela nação, razão pela qual a manutenção de tais símbolos religiosos em escolas públicas não teria o efeito de violar os “deveres de imparcialidade e de neutralidade impostos ao Estado”. Sustentou, finalmente, tal Estado estrangeiro, que a manutenção dos crucifixos nas salas de aulas de escolas públicas prendia-se, por igual, à necessidade de se encontrar “um compromisso” com os partidos de inspiração cristã ali existentes, especialmente porque tais agremiações “representam uma parte essencial da população e do sentimento religioso da localidade” (traduções livres).

Já a Corte Européia, em tal contexto, fez prevalecer os valores centrais da liberdade e da igual dignidade das crenças (e de descrentes), repudiando, como conseqüência, qualquer comportamento do Estado que seja capaz de identificá-lo com determinado pensamento religioso, em detrimento de todos os demais.

Para além disso, a CEDH consignou que, muito embora o crucifixo seja mesmo revestido de múltiplos significados, a significação religiosa é aquela que lhe é “predominante” e que lhe confere sentido. Finalmente, a CEDH assentou a relevantíssima premissa de que a liberdade de crença (a compreender a liberdade de crer ou não crer) impõe ao Estado a obrigação constitucional de “se abster de qualquer imposição, ainda que indireta, de determinado pensamento religioso, especialmente naqueles locais nos quais as pessoas se fazem dependentes dos poderes públicos”.

A mencionada condenação da Itália, e as premissas corretamente lançadas pela Corte Européia, merecem especial atenção, notadamente em países como o Brasil, no qual a existência de uma suposta maioria religiosa, bem assim a tradição histórica inerente a esta mesma religião, têm sido invocadas como razões constitucionais capazes de justificarem determinados tratamentos privilegiados e diferenciados pelo Estado, tudo isso com grave comprometimento do parâmetro da neutralidade, que deriva da cláusula constitucional da separação, e em detrimento dos valores centrais da liberdade e da igual dignidade de todos.

Mencione-se, por oportuno, e apenas em caráter ilustrativo, decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça, nos julgamentos dos Pedidos de Providências 1.344, 1.345, 1.346 e 1.362 (julgamento de 6/2007)[1], ocasião em que se assentou que a aposição de símbolos religiosos no âmbito de Fóruns e Tribunais revela-se compatível com a cláusula constitucional da separação Estado-Igreja, mostrando-se insuscetível, portanto, de lesionar os direitos de liberdade religiosa titularizados por ateus, agnósticos, humanistas seculares e pelos seguidores de crenças minoritárias e menos convencionais.

O fundamento adotado pelo Conselho Nacional de Justiça para justificar tal posicionamento apoiou-se na afirmação – já antes rejeitada pela Corte Constitucional alemã, e agora igualmente rechaçada pela Corte Européia de Direitos Humanos – de que tais símbolos religiosos se traduzem em verdadeiro traço cultural da sociedade brasileira, o que viabilizaria fossem eles fixados em locais públicos, sem que este comportamento estatal apresentasse aptidão para violar quaisquer direitos fundamentais daqueles cidadãos que são adeptos de diferentes convicções religiosas.

Tal posicionamento, consoante reafirmado pela Corte Européia, destoa da mais moderna interpretação da temática, fragiliza a cláusula da separação e, ao assim fazê-lo, culmina por restringir, de modo sensível e preocupante, o âmbito de proteção do princípio constitucional da liberdade religiosa.

É bom que se tenha em perspectiva, antes de tudo o mais, que as normas que consubstanciam, em um dado ordenamento constitucional, o regime de separação Estado-Igreja (ou Estado-Religião, como preferem alguns), possuem uma finalidade específica, consistente em assegurar que o princípio da liberdade religiosa não seja ofendido em razão da ilegítima interferência do Estado em matéria de fé, pois se não há plena liberdade religiosa quando o Estado se imiscui na seara espiritual, então é preciso estabelecer uma cláusula constitucional de garantia que, ao vedar este comportamento estatal, confira um manto de proteção àquela liberdade fundamental.

Contudo, a garantia fundamental da separação Estado-Igreja, num contexto de atribuição de máxima efetividade aos direitos de liberdade religiosa por ela tutelados, não se confunde (é bom que se diga) com a simples não-confessionalidade do Estado, impondo, para além disso, a total neutralidade axiológica dos poderes públicos em matéria de fé e o reconhecimento, em favor das organizações religiosas, de uma esfera indevassável, no que atine à sua estruturação interna e ao conteúdo mesmo de suas doutrinas de fé (não-ingerência institucional e doutrinária, respectivamente).

Como conseqüência dessa maior amplitude conferida à cláusula da separação (voltada, unicamente, à conferência de uma proteção mais intensa ao princípio da liberdade religiosa), muitos Estados, ainda que não-confessionais, poderão não se encaixar nesse conceito mais dilargado de separação, seja por manterem um regime de religiões privilegiadas – em regra, em favor daquelas que são mais tradicionais, em detrimento dos novos movimentos religiosos –, seja por transmitirem mensagens aos seus cidadãos no sentido da preferência estatal por uma determinada crença, seja por discriminarem ateus e agnósticos a partir da premissa de que a religião, enquanto elemento moral, revela-se indispensável à coesão social e à difusão de determinados valores tidos por essenciais à vida coletiva, seja, ainda, por hostilizarem a religião enquanto tal – o que ocorre nos Estados ateus ou de confessionalidade negativa.

O requisito da neutralidade axiológica apóia-se na absoluta necessidade de se preservar o voluntarismo em matéria de fé, através da imposição, ao ente estatal, de uma postura neutra, incapaz de exercer indevidas influências no livre mercado de idéias religiosas e no dissenso interconfessional. Tudo isso, para que se preservem a livre formação das consciências religiosas e a liberdade material de escolha dos indivíduos, a exigirem, portanto, que o Estado não interfira no mercado de idéias religiosas e não se utilize de sua carga simbólica e de sua força institucional para conformar as opções pessoais em tema de fé. Daí que a liberdade religiosa impõe um livre mercado de idéias religiosas (que só será realmente livre se estiver a salvo de possíveis desequilíbrios ocasionados pela interferência estatal), a tutelar uma das principais características do fenômeno religioso: o voluntarismo.

E é por todos esses motivos que merece destaque a decisão proferida pela Corte Européia de Direitos Humanos e que geram preocupações as equivocadas decisões lançadas pelo Conselho Nacional de Justiça do Brasil.

A fixação ou manutenção, pelo Estado ou por seus Poderes, de símbolos distintivos de específicas crenças religiosas representa uma inaceitável identificação do ente estatal com determinada convicção de fé, em clara violação à exigência de neutralidade axiológica, em nítida exclusão e diminuição das demais religiões que não foram contempladas com o gesto de apoio estatal e também com patente transgressão à obrigatoriedade imposta aos poderes públicos de adotarem uma conduta de não-ingerência dogmática, esta última a assentar a total incompetência estatal em matéria de fé e a impossibilidade, portanto, do exercício de qualquer juízo de valor (ou de desvalor) a respeito de pensamentos religiosos.

É por esse motivo que a Corte Européia corretamente asseverou que a “escola” (e é plenamente possível a legítima extensão da assertiva para também compreender fóruns, tribunais, assembléias, palácios de governo, etc) “não deve ser lugar de ativismo missionário ou de preces” (tradução livre), sendo certo que “os deveres de neutralidade e imparcialidade do Estado são incompatíveis com qualquer poder de apreciação quanto à legitimidade das convicções religiosas ou quanto às modalidades de suas expressões”.

Por esse modo de ver as coisas, as manifestações de fé externadas ou financiadas pelo próprio poder público (que, nos termos da exigência da neutralidade axiológica, não deve professar crença alguma, limitando sua atuação à própria proteção e conservação de um mercado de idéias religiosas que seja plural e igualitário) revelam-se totalmente contrárias ao espírito subjacente à cláusula da separação, desprestigiando o princípio da igual liberdade religiosa, criando situações de injustas preferências e transmitindo aos seguidores das demais religiões uma mensagem de desvalorização e de exclusão, que, além de consubstanciar uma inaceitável análise meritória do conteúdo de dogmas religiosos levada a efeito pelo próprio Estado, culmina por impor aos grupos preteridos uma “lesão estigmática” incompatível com o sistema de direitos fundamentais, a repousar sobre a premissa da igual dignidade de todos. Daí a necessidade da adoção daquilo que Jónatas Machado designou como “separação simbólica” entre Estado e Igreja.

Cumpre ressaltar, por oportuno, que não se revela apto a justificar comportamentos estatais de endosso a uma específica religião o fato de ser esta precisa crença aquela que é a adotada por um número substancial de cidadãos do Estado.

É que os cidadãos, precisamente porque são livres e porque se inserem no contexto de um Estado igualmente livre, possuem o direito fundamental de escolha religiosa, a alcançar não só a possibilidade de eleição por uma específica doutrina, mas, também, o direito de trocar de religião a qualquer momento (a consubstanciar o princípio da reversibilidade das opções de fé) e o direito de não professar crença alguma e de duvidar da verdade pregada por todas as existentes. Já o Estado, de seu turno, precisamente para que possa preservar o direito de liberdade de escolha de todos seus cidadãos (inclusive daqueles que optam por professar crenças minoritárias e pouco convencionais) deve manter uma posição de total neutralidade em face do dissenso interconfessional, pois não se pode jamais esquecer que a positivação, em sede constitucional, dos direitos derivados da liberdade religiosa e a consagração da cláusula da separação como requisito indispensável à proteção de tais direitos derivam da constatação histórica de que a associação entre Igreja e Estado, em regra celebrada entre poderes públicos e crença majoritária, culmina por gerar, no extremo, um contexto de franca hostilidade às minorias, no qual a doutrina hegemônica faz subalterno uso do aparelho estatal como instrumento de compulsória conversão e de perseguição de infiéis.

Além disso, a própria consagração dos direitos fundamentais, como o são tanto aqueles derivados do princípio da liberdade religiosa como aqueles decorrentes da própria cláusula da separação, desempenha uma função tipicamente contramajoritária, excluindo do poder de disposição das maiorias aqueles valores fundantes da própria ordem constitucional, como o são o da igual dignidade e respeito de todos e o da liberdade. Se é assim, e se alguns valores fundamentais estão excluídos do poder de conformação das maiorias, então como admitir que o Estado, precisamente em razão de opções e demandas majoritárias, possa ignorar os mandamentos constitucionais atinentes à separação e à neutralidade com os quais deve se posicionar diante das religiões, para, com isso, emitir sinais de endosso e de preferência que, além de enviarem mensagens de exclusão e de demérito incompatíveis com a igualdade de dignidade, culminam por colocar em xeque o próprio regime das liberdades religiosas, ao ignorar a cláusula protetiva que lhes é inerente?

Nada deve justificar, portanto, que um Estado que se pretenda democrático e plural e que adote um regime de neutralidade e de ampla proteção aos direitos derivados do princípio maior da liberdade religiosa venha a ignorar a garantia fundamental da separação entre Estado e Igreja, para, em atendimento a demandas majoritárias, admitir que seus prédios, seus órgãos, suas escolas e suas repartições sejam adornados com aqueles símbolos religiosos vinculados às crenças tradicionais, muito embora tal permissibilidade signifique o envio, aos cidadãos vinculados a diferentes crenças ou a nenhuma delas, da mensagem do desvalor, do estigma da exclusão e da pecha da inferioridade.

Nem se alegue, finalmente – como o fez o Conselho Nacional de Justiça – que os símbolos religiosos da crença majoritária possuiriam uma significação transcendente, pois representariam, sobretudo, a própria cultura e tradição nacionais. É que, tal como afirmado pela CEDH, os símbolos religiosos, enquanto ícones representativos de uma específica doutrina religiosa que lhes dá significação, jamais perderão a específica vinculação dogmática que lhes é subjacente, o que importa dizer que, por mais que alguns símbolos, por sua própria aceitação, tenham se transformado em elementos distintivos da cultura e da tradição de determinado país, essa nova significação que lhes foi agregada jamais suplantará a aura religiosa que lhes envolve e que lhes confere sentido.

Nessa linha, a orientação de Colleen Connor, para quem “Symbols often communicate the beliefs and teachings of a particular religion because they are an integral part of religious practice and are thus inextricably linked to the ideas and beliefs that they represent”[2].

Demais disso, não custa colocar em evidência que a hegemonia social de uma dada religião em detrimento de todas as demais, além da consolidação de suas idéias e de seus símbolos como verdadeiros elementos integrantes da tradição nacional, foram, em regra (ao menos nos países de tradição católica, como Itália, Portugal e Brasil)[3], conquistadas ao longo de anos de dominação, de perseguição, de hostilidades e da própria negação dos direitos de liberdade, o que impõe ao Estado o dever de, agora, conferir tratamento necessariamente igualitário a todas as religiões e respectivos símbolos, sem eternizar, portanto, posições de vantagens obtidas com violação a direitos e viabilizando, assim, que o crescimento e a consolidação das crenças religiosas decorram unicamente do reconhecimento individual a respeito do mérito intrínseco de suas verdades e não, ao contrário disso, que sejam reflexo de uma interferência estatal capaz de cristalizar uma dada posição de prestígio.

Enfatize-se, ainda, que o fundamento rejeitado pela Corte Européia de Direitos Humanos, mas utilizado pelo Conselho Nacional de Justiça, no sentido da natureza “cultural” de tais símbolos, já havia sido igualmente rechaçado pelo Tribunal Constitucional Alemão, quando do reconhecimento da inconstitucionalidade da manutenção de um crucifixo em escola primária da Bavária (93 BverfGE I).

Ao assim proceder, a Corte Constitucional Alemã reverteu decisão da Corte Constitucional da Bavária que, na exata linha do CNJ, dava pela legitimidade da presença do referido símbolo religioso, por entender, em síntese, que a presença do crucifixo não ofendia os direitos de liberdade religiosa negativa dos alunos ou dos pais de alunos cujas convicções rejeitavam tal simbologia, e que a representação de uma cruz, como símbolo de sofrimento de Jesus, era objeto significativo da própria tradição Cristã-ocidental e, portanto, um elemento não apenas religioso, mas, também, cultural.

De se ver, portanto, que o esvaziamento do conteúdo religioso do símbolo e a invocação da tradição e da cultura qualificam-se como fundamentos freqüentemente invocados para fins de atribuição, às religiões majoritárias.

Por todas essas razões é que a recentíssima decisão da Corte Européia de Direitos Humanos deve merecer profunda análise e reflexão, especialmente por aqueles que atuam na área jurídica (pesquisadores, advogados, promotores, juízes). Ela revela a relevância, a centralidade e a atualidade do tema, as sensíveis repercussões que dele derivam e a necessidade de se assentar a premissa de que, numa verdadeira “ordem constitucional livre e democrática”, deve-se optar, “claramente, por valores de justiça, reciprocidade e imparcialidade, em detrimento de princípios de autoridade,hierarquia, tradição e dominação”[4].

[1] Conferir, sobre tal julgamento: BUCCHIANERI PINHEIRO, Maria Claudia. PINHEIRO, Maria Cláudia Bucchianeri. O Conselho Nacional de Justiça e a permissibilidade da aposição de símbolos religiosos em fóruns e tribunais: uma decisão viola a cláusula da separação Estado-Igreja e que esvazia o conteúdo do princípio constitucional da liberdade religiosa. Jus Navigandi, Teresina, ano 11, n. 1457, 28 jun. 2007 (texto também veiculado no site Consultor Jurídico, em 1º de junho de 2007).

[2]CONNOR, M. Colleen. The constitutionality of religious symbols on government property: a suggested approach. Journal of Church and State, p. 385, 1995.

[3]MACHADO, Jónatas Eduardo Mendes. A Constituição e os movimentos religiosos minoritários, cit., p. 229-230, nota de rodapé 76.

[4]Id. A Constituição e os movimentos religiosos minoritários, cit., p. 228.

[Artigo publicado no Observatório da Jurisdição Constitucional, do Instituto Brasiliense de Direito Público]

Fonte:

http://www.conjur.com.br/

Copiado de: http://izidoroazevedo.blogspot.com.br/2014/10/liberdade-religiosa-licao-da-corte.html

Digo eu: aqui as pessoas desde a chegada dos portugueses e seus acompanhantes, servos do império romano, são impedidas já na escola fundamental de conhecer a história anterior à chegada deles. E escondem por que podre. Precisamos montar um movimento nacional para banir dos ambientes públicos todo e qualquer simbolo dito religioso. O Congresso Nacional já tem entre seus membros quase uma centena de missionários, pastores, bispos, padres, apóstolos e por aí vai. Não sei, mas desconfio que um outro pilantra que volta e meia aparece em canais de TV, o tal inri cristo também já tenha consegui infiltrar-se lá. Esses são tão perigosos quanto os muçulmanos, pois a fé leva à radicalização. Abramos os olhos antes que seja tarde. Não sei o que é pior, se esses ditos religiosos ou os membros do tal psdb.

Mídia europeia chama Aécio Neves de ‘playboy’ e Dilma: ‘austera’

26/10/2014 17:31
Por Redação, com agências internacionais – de Londres

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A mídia europeia se dividiu no apoio a Dilma e Aécio Neves
A mídia europeia se dividiu no apoio a Dilma e Aécio Neves
A imprensa mundial, principalmente a europeia, destaca neste domingo a eleição presidencial brasileira mais disputada dos últimos 25 anos, e cita as acusações feitas na campanha e os desafios de quem for eleito para retomar o crescimento da economia.
Na Grã-Bretanha, o jornal conservador Sunday Telegraph diz que a “Presidência de (Dilma) Rousseff está no fio da navalha” e diz que a presidente disputa uma “batalha por sua vida” para ser reeleita, diante da desaceleração da economia e escândalos de corrupção. A reportagem diz que Dilma, que enfrenta Aécio Neves (PSDB) no segundo turno, tem a seu favor a tendência na América Latina de reeleger presidentes e o temor de que, caso o tucano seja eleito, programas sociais de inclusão sejam cortados.
Já o jornal Sunday Times, de linha editorial semelhante, tem o foco principal em Aécio, mas diz que as chances do tucano podem esbarrar no seu “passado playboy“. “Sua reputação como amigo dos ricos pode ter arruinado suas chances de ser eleito presidente após a eleição mais disputada em anos”. A reportagem diz que Aécio é famoso pelo “seu estilo de vida de playboy, voando todos os fins de semana para o Rio de Janeiro, onde foi fotografado em festas deslumbrantes com modelos e atrizes” e cita que, atualmente, o candidato tem uma “imagem de família”.
O jornal fala também que “Aécio tentou, em vão, durante a campanha proibir que sites de pesquisas na internet exibissem páginas de reportagens sobre seu suposto uso de drogas e mau uso de dinheiro público”.
O diário financeiro conservador Financial Times, na sua edição de fim de semana, disse que a eleição colocou “ricos contra pobres e áreas rurais contra cidades em uma guerra de classes”. Segundo o jornal, “as políticas e a campanha (de Dilma) dividiram o país… destacando as grandes desigualdades do Brasil”. A reportagem destaca a vantagem numérica de Dilma nas pesquisas, mas, citando analistas, diz que um eventual segundo mandato será de desafios:
“Apesar do desejo de brasileiros por mudança não ser suficiente para tirar Dilma do cargo, lidar com isso será o maior desafio nos próximos quatro anos”.
Argentina
O diário argentino de esquerda Página 12 diz que o Brasil vive “Tensão extrema”. Já o conservador La Nación publica em seu site e em sua edição impressa que esta é a eleição ‘más reñida’ (mais disputada) dos últimos tempos no Brasil. Por sua vez, o ultraconservador Clarin afirma que “ganhe quem ganhar, Dilma Rousseff ou Aécio Neves, na Argentina não são esperadas grandes mudanças na relação bilateral”.
Para o jornal de centro Perfil, os eleitores brasileiros votam neste domingo para “plebiscitar os doze anos do PT no poder”.
França
O diário francês de esquerda Le Parisien diz que a disputa é entre “O playboy Aécio contra a austera Dilma”, referindo-se à maneira como os candidatos no segundo turno das eleições brasileiras são qualificados pelo campo rival. O diário relembra as origens e trajetórias políticas “bem diferentes” de ambos e afirma que Dilma – que não tem apoio dos meios empresariais – é tida como responsável pela atual crise econômica e vem sendo acusada de ter “fechado os olhos” para os escândalos de corrupção, como o da Petrobras.
Já o estilo de vida Aécio Neves, “que vive em Ipanema e assume curtir noitadas, pode fragilizá-lo junto ao eleitorado popular”, diz o Le Parisien, que destaca ainda a campanha eleitoral com “múltiplos golpes baixos”.
O conservador Le Monde questiona em seu site se a classe média brasileira “será o juiz” da votação, ou seja, decidirá a partida.
“Apesar da Dilma ter tido um avanço confortável no primeiro turno, com 41,6% dos votos, o desfecho das eleições deste domingo é imprevisível”, diz o Le Monde.
Para o diário de esquerda Libération, as eleições “são amplamente consideradas como um plebiscito dos 12 anos de governo do PT” e também há “suspense” em relação aos resultados.
Espanha
A imprensa espanhola aponta que o país está polarizado e que esta é a eleição mais disputada da história brasileira. Reportagens resumem como foi a campanha eleitoral, divulgam dados das últimas pesquisas e analisam o último debate na televisão entre os dois candidatos. O assunto ganhou destaque de capa nos jornais de esquerda La Vanguardia e El País, de direita.
A capa do La Vanguardia traz como foto principal uma imagem da candidata Dilma Rousseff em um ato de campanha e afirma que o “Brasil vota com desejo de mudança”. A reportagem indica que esta é “a campanha mais polarizada e imprevisível dos últimos anos do país, que começou com a trágica e inesperada morte do candidato socialista Eduardo Campos”. O jornal ABC segue a mesma linha e define a campanha como “a mais surpreendente”.
Também com destaque de capa, o El País noticia que os brasileiros escolhem hoje “entre dois modelos de país”. O texto afirma que Dilma Rousseff e Aécio Neves têm personalidades opostas e encarnam duas visões de uma sociedade que se dividiu durante a campanha. Os regionais El Periódico, da Catalunha, e o La Razón afirmam que a classe média do Brasil é quem vai decidir as eleições. “Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da pobreza nos últimos dez anos”, diz o La Razón.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/ultimas/midia-europeia-chama-aecio-neves-de-playboy-e-dilma-austera/736305/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20141027

Neopentecostais no mundo

As religiões neopentecostais abrangem mais de 19 mil denominações no mundo e congregam mais de 300 milhões de seguidores. Elas se desenvolveram nos EUA a partir da última década do século 19 e empolgam, no século 20, parcelas crescentes da humanidade em quase todos os continentes, com forte presença na política.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

“Digo eu: somos um país laico e que constitucionalmente concede imunidade tributária às religiões e por isto hoje, sem qualquer espécie de controle proliferam religiões tocadas por indivíduos que em sua quase totalidade são picaretas dispostos a enriquecer tomando dinheiro de incautos. Este ano esses picaretas estão colocando as unhas para fora e deixando claro que logo ali adiante irão controlar o estado brasileiro, pois seus “rebanhos” são constituídos em sua maioria por indivíduos facilmente manobráveis. Vejo nisto algo demasiado preocupante assim como penso que algo deva ser feito para controlar essa situação, pois o fanatismo religioso no oriente está levando o caos àquela região> Quem avisa amigo é diz o velho ditado.

Editor da Veja.com pede para blogueiro retirar do ar texto sobre tortura sofrida por Míriam Leitão

Publicado em Quinta, 21 Agosto 2014 09:34
Escrito por Redação Comunique-se
4 Comentários
“A jornalista Míriam Leitão decidiu revelar as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas que teria sofrido durante o regime militar”, assim começava o texto assinado pelo blogueiro Rodrigo Constantino e publicado às 14h52 da tarde dessa quarta-feira, 20, na página mantida pela Veja.com. Em seu post, o “liberal sem medo de polêmica” perguntava se a colunista iria pedir desculpas por ter sido “uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas” durante o início da ditadura militar brasileira.

Constantino, que neste mês completou um ano como blogueiro da Veja.com, argumentou que, apesar de lutar contra a ditadura, Míriam “não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade”. O post repercutiu rapidamente, chegando a ter mais 12 comentários na página após pouco mais de uma hora no ar (11 elogiosos à postura do blogueiro). Ao divulgar a análise em seu perfil no Facebook, o economista viu a mensagem ser compartilhada por mais de 100 internautas. O texto, entretanto, também foi alvo de críticas nas redes sociais.

Leia Mais:
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Colunista da Veja.com promove o livro ‘Esquerda Caviar’

Além de ser criticado por internautas e colegas da imprensa, o post do economista não pegou bem dentro da Editora Abril. Na manhã desta quinta, 21, quem entrou no blog de Constantino viu que o texto intitulado “Míriam Leitão fala da tortura que sofreu na ditadura e quer pedido de desculpas.Legítimo, mas e o seu pedido de desculpas?” sumiu. O internauta que tentou acessar o link direto recebeu a mensagem de que “a página que você tentou acessar não existe ou foi movida”. De fato, o texto foi removido do domínio da Veja.com a pedido de um editor, revelou o próprio autor.

“A pedido do editor da Veja.com, retirei do ar. Ele apresentou seus argumentos, eu concordei em parte, e achei melhor retirar. Poderia causar a impressão em alguns de que eram coisas equivalentes a tortura que ela sofreu e o comunismo que ela pregava, ambos tendo de pedir desculpas. Ainda acho que ela deveria fazer um reconhecimento público de que não lutava por democracia e não era uma heroína, mas faço isso em outra ocasião…”, escreveu Constantino em sua página no Facebook. O “liberal sem medo de polêmica” não divulgou, porém, o nome do editor que teria pedido para o post ser excluído.

constantino-miriam-leitao-veja

O texto de Constantino foi publicado pela versão online da Veja horas depois de Míriam relatar, a pedido do jornalista Luiz Cláudio Cunha, como foi o período em que foi presa por ditadores. O ano era 1972. E a então jovem repórter, com 19 anos, foi detida e torturada por militares, mesmo estando grávida. No relato, informações de que sofreu ameaças de abuso sexual e que foi mantida nua, em uma sala escura, com uma jiboia. “Não era possível nem chorar, poderia atrair a cobra. Passei o resto da vida lembrando dessa sala de um quartel do Exército brasileiro”.

constantino-miriam-leitao-vejaÍntegra do texto retirado da Veja.com pode ser vista aqui

Fonte: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/destaque-home/74998-editor-da-veja-com-pede-para-blogueiro-retirar-do-ar-texto-sobre-tortura-sofrida-por-miriam-leitao

Constrangimento com filha de Fux poderá moralizar o Quinto Constitucional

SEX, 01/08/2014 – 11:38
ATUALIZADO EM 02/08/2014 – 09:44
Luis Nassif

Fux et familia
Está nas mãos da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro) a oportunidade de fazer história, moralizando de vez o Quinto Constitucional.

O Quinto é a possibilidade das OABs, nacional e estaduais, indicarem um quinto dos integrantes em cargos vitalícios dos tribunais superiores. Em geral, é uma ação entre amigos. Em cada indicação, colocam-se quatro candidatos fantasmas e o candidato preferido da cúpula. E aí entram as influências dos grandes escritórios de advocacia.

Nas últimas indicações, a OAB do Rio procurou recuperar a tradição do Quinto, indicando advogados com obras reconhecidas. No caso da Justiça do Trabalho, indicou a advogada Sayonara Grillo Coutinho, com obra respeitável. Para o Tribunal de Justiça do Estado indicou o Defensor Público Alexandre Câmara, um dos maiores especialistas em direito de propriedade do solo.

Mas agora encontra-se em uma sinuca de bico, com a indicação da advogada Marianna Fux, filha do Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pela idade e pelo currículo, a indicação de Marianna será um desprestígio para a classe e para a causa de reabilitação do Quinto Constitucional.

Ocorre que existe uma legislação falha, para a indicação, mas que foi seguida no caso de Marianna.

Tempos atrás, a OAB nacional alterou as exigências de documentos mínimos para a candidatura do advogado ao Quinto. Deveria haver condições objetivas – como, por exemplo, idade mínima, dez anos de inscrição na Ordem, histórico de ações defendidas.

Mas não há. As exigências atuais são uma mistura de comprovações. Basta ter um número mínimo de petições ou consultorias ou advocacia consultiva. E os escritórios que enviam os certificados podem alegar que a consultoria é sigilosa para não serem obrigados a comprovar o trabalho que foi informado.

Além disso, há muita controvérsia sobre a quantidade de petições. Os criminalistas argumentam que uma grande ação criminal pode consumir mais que um ano e não pode ser comparada a ações menores.

A indicação de Marianna foi do escritório de Sérgio Bermudes – maior escritório de advocacia do país e conhecido pelo relacionamento estreito com autoridades do Judiciário. Bermudes mantém um apartamento enorme no Rio apenas para acolher convidados, que são buscados no aeroporto por seu motorista particular. Entre as visitas ilustres e frequentes, está o casal Gilmar Mendes (cuja esposa é sócia de Bermudes), a ex-Ministra do STF Ellen Gracie entre outros.

A indicação causou enorme mal-estar entre os advogados do Rio, mas não houve como recusar.

Para dar um mínimo de legitimidade à questão, o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, adiou o processo, abriu um longo prazo para impugnação e decidiu transferir a decisão da diretoria para os 180 conselheiros da Ordem. Irá se exigir uma comprovação mais detalhada do currículo da advogada.

Ocorre que os votos são em aberto. E há o evidente constrangimento dos conselheiros – todos eles com bancas importantes e ações nos tribunais superiores – de se indispor com o poder articulado que bancou a indicação de Fux e banca a de Marianna.

A solução seria eleição direta. Teme-se que possa ser alvo de poder econômico, em função do enorme número de advogados do estado.

Bobagem! Apesar da grande quantidade, trata-se de um universo profissional restrito, ao alcance das informações e da fiscalização. Basta um regulamento rígido e um conselho de ética ativo para impedir exageros de campanha.

Mesmo que ocorra alguma deformação do processo, será imensamente menor do que as deformações atuais, que permitem a apenas um grande escritório de advocacia acumular tal poder, e a um Ministro do STF dar como presente à jovem filha um cargo vitalício em Tribunal superior.

É uma desmoralização. A herança dos pobres aos filhos é a educação; dos ricos, a propriedade; do Fux, um cargo vitalício no Tribunal.

Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/constrangimento-com-filha-de-fux-podera-moralizar-o-quinto-constitucional

VOLUNTÁRIO DIZ QUE ESPERAVA RECEBER DINHEIRO E CAUSA CONSTRANGIMENTO A EDUARDO CAMPOS

O depoimento de um voluntário da campanha do candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, provocou constrangimento durante um evento na manhã desta segunda-feira, em Osasco, na Grande São Paulo. Edivaldo Manoel Sevino, conhecido por “Piauí”, disse ter aceitado transformar sua residência em uma “Casa de Eduardo e Marina” – nome dado aos comitês improvisados da campanha – em troca de dinheiro. A saia justa ocorreu quando a própria equipe de filmagem do candidato decidiu gravar um depoimento de Sevino e foi surpreendida com a resposta do morador de que “esperava receber ‘unzinho'”. Candidata a vice, Marina Silva reagiu: “Eu desconheço qualquer fato dessa natureza, tanto que a pergunta foi feita pela nossa própria equipe de filmagem. Não trabalho dessa forma, nunca fizemos esse tipo de coisa e isso nem pode, de acordo com a lei”. Marina, segundo quem as “casas” são fruto de “militância autoral”, aproveitou para criticar seus adversários. “Infelizmente, eles estão acostumados com o padrão das campanhas de outros segmentos”, criticou.

Fonte: http://poncheverde.blogspot.com.br/2014/07/voluntario-diz-que-esperava-receber.html

“Digo eu – hahaha…”

Deputado Alceu Moreira critica possível deslocamento de brigadianos do Litoral Norte para a Copa do Mundo

O possível deslocamento de 70 policiais da Brigada Militar do Litoral Norte para Porto Alegre durante a Copa do Mundo foi fortemente criticado pelo deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) nesta terça-feira, 13.

O deputado lembrou que o contingente da região já é ineficiente, com apenas 622 brigadianos na ativa dos 909 previstos para o Litoral Norte. “Já temos um déficit de 287 brigadianos que deve subir para 357, isso quando há uma grande preocupação com as estatísticas de criminalidade”, sentenciou o deputado, que ainda solicitou ao governo uma atenção maior para a região com base no medo da população com o aumento da violência.

Desde o começo do ano, entre furtos e roubos (com contato ou violência) a região teve registradas preocupantes 3393 incidências. Homicídios foram 29 e furtos e roubos de carro 382. Entre tráfico e posse de drogas, o total até o momento é de 635 casos.

“É no mínimo um absurdo o deslocamento desses policiais para a Copa do Mundo em detrimento da população do Litoral Norte e do resto do interior. A falta de bom senso do governador Tarso Genro caso isso se concretize é incalculável visto os índices de criminalidade e a insegurança da população com um Estado que não oferece segurança”, acusou Alceu Moreira.

O deslocamento previsto pelo governo é de dois mil brigadianos em todas as regiões do Estado.

Rodrigo Mallmann
Jornalista
Dep. Alceu Moreira

“Digo eu – parabenizo ao deputado pela defesa dos que habitam o Litoral Norte. Se há tal necessidade que retirem os UM MIL E CEM membros dessa polícia de quarteirão enfiados nas cadeias do estado. Eu imaginava fossem cerca de 700, mas faz pouco tempo que o coroné afirmou que são um mil e cem deles. A Constituição Estadual é bastante clara com relação às obrigações dessa polícia que são apenas DUAS, ou seja, policiamento Preventivo/Ostensivo (quarteirão) e GUARDA EXTERNA de cadeia. Afinal para que serve mesmo a Constituição Estadual?”

Corsan amplia distribuição de água em Magistério e rede de esgoto em Imbé

11/05/2014 – 10h28min Geral

A Corsan está ampliando a capacidade de distribuição de água na praia de Magistério, em Balneário Pinhal. A ordem de início da construção de um reservatório elevado com 500 m³, e da rede de interligação do sistema de abastecimento foi assinada nesta sexta-feira (9). A obra representa um investimento de mais de R$ 1 milhão, com recursos próprios da Corsan.

O presidente da Companhia, Arnaldo Dutra, salientou a importância da obra, que vai garantir o abastecimento normal mesmo em épocas de grande demanda, como o verão, quando a população cresce significativamente. “Além do reservatório, vamos perfurar um poço artesiano para preparar o balneário para o crescimento”, anunciou.

Já o secretário de Habitação e Saneamento do Estado, Marcel Frison, observou que o empreendimento é estratégico para o desenvolvimento do Estado: “Nos últimos 10 anos, a região do Litoral Norte teve um incremento populacional muito grande, percentualmente superior à Região Metropolitana de Porto Alegre. E não há maneira de promover o desenvolvimento sem grandes investimentos na qualidade de vida. Por isso, estamos trabalhando para que as condições melhorem ainda mais”.

Entre as autoridades presentes ao ato estavam o prefeito de Balneário Pinhal, Luiz Antônio Palharin; os deputados estaduais Aldacir Oliboni, representando a Assembleia Legislativa, e Daniel Bordignon; vereadores, secretários municipais e representantes de entidades da sociedade civil.

O presidente Arnaldo Dutra e o secretário Marcel Frison vistoriaram também as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário de Imbé, acompanhados do prefeito do município, Pierre Emerin da Rosa e de autoridades locais. Ao todo, estão sendo investidos na obra R$ 36 milhões, captados pela Corsan junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

As obras compreendem a implantação de mais de 17 km de redes coletoras, a construção de cinco Estações de Bombeamento de Esgotos, mais de 1.500 ligações prediais e uma Estação de Tratamento de Esgoto. Quando concluída, a cobertura de esgoto da cidade alcançará os 30%.

Fonte: http://www.litoralmania.com.br/noticias.php?id=45513

“Digo eu – essa estatal deve muitas explicações à cidadania desse Estado, pois em tese é um sumidouro do dinheiro do contribuinte. Faz pouco tempo em audiência pública na Assembleia Legislativo o presidente anterior da mesma afirmou que seu faturamento alcança um bilhão e duzentos milhões de reais dos quais apenas duzentos milhões são investidos em obras. Isto vale dizer que o “custo” da mesma é de um bilhão de reais? Como? Para onde vai esse dinheiro? Será uma fábrica de marajás com diria o Collor de Mello? Para apurar isto só mesmo uma investigação procedida pela Polícia Judiciária junto com o Tribunal de Contas. Por certo esse verdadeiro mistério seria dissolvido e provavelmente ficaríamos estarrecidos com os resultados. Outra instituição inútil que é o DAER e ao início do atual governo foi investigado por quem não tem habilitação para tal que é o Ministério Público. Resultou dessa pseudo investigação que apenas e tão somente um desonesto foi apanhado. Sei que parece piada, mas efetivamente ocorreu”.

Os gêmeos ideológicos e a mídia complacente desconversam sobre os efeitos indigestos da receita que anunciam como se fosse um biscoito fino para o país.Uma receita para a desigualdade

07/05/2014 – Copyleft

por: Saul Leblon

dupla

Arquivo

O conservadorismo costuma se declarar vítima do maniqueísmo que regularmente carimbaria na testa de seus candidatos rótulos depreciativos aos olhos da população.

Elitistas e entreguistas, por exemplo.

O problema real parece ser outro. Candidaturas conservadoras mostram dificuldade para conciliar o discurso de palanque com a identidade do projeto que defendem para o país.

Na história recente tornou-se emblemático o caso do governador Geraldo Alckmin.

Presidenciável tucano em 2006, ele se fantasiou com adesivos de estatais brasileiras na vã tentativa de afastar compreensíveis suspeitas do eleitor.

Convenceu tanto quanto o lobo vestido de vovozinha na história da Chapeuzinho Vermelho.

Ou então Serra. Em 2010, já descendo a ladeira, aliado ao humanista bispo Malafaia para atacar gays, aborto e petistas, o tucano chegou a acenar com um gesto generoso.

O governo propunha então R$ 538 reais para o salario mínimo válido a partir de 2011, um valor calculado conforme a regra pactuada com CUT e sindicatos quatro anos antes.

‘Acho pouco’, disse o tucano e sapecou:

‘Vou fixar em R$ 600 reais’ (veja aqui: www.youtube.com/watch?v=qzyOIv–uKw).

Não contente, prometeu um aumento de 10% para os aposentados.

E arrematou com o compromisso de incluir 15 milhões no Bolsa Família (o programa reunia então 12,3 milhões; hoje são 13, 8 milhões), ademais de assegurar um 13º pagamento a todos os beneficiados.

Digamos que Dilma tomasse decisão semelhante hoje.

O que diriam os centuriões do equilíbrio fiscal que saíram de faca na boca diante do reajuste de 10% para o Bolsa Família, somado à correção da tabela do IR, ambos anunciados no discurso presidencial do 1º de Maio?

No caso de Serra, zumbiu um silencio obsequioso.

Inútil.

A credibilidade do discurso tucano não superou as desconfianças entranhadas no personagem.

O resultado é sabido: Dilma venceu as eleições de 2010, no 2º turno, por uma diferença de mais de 10 milhões de votos sobre o delfim do conservadorismo.

Tome-se agora o caso dos gêmeos ideológicos, Aécio & Eduardo.

Ambos querem devolver aos mercados o comando do país.

Há diferenças de estilo, mas nisso são univitelinos.

Em linguagem explícita ou cifrada vão alternando, como num jogral, detalhes de como se faz esse cozido de uma Nação.

Junte um Banco Central independente (da sociedade), a um choque de juros; acrescente mais duas voltas de arrocho com um superávit de 3,5%. Pique a meta da inflação ao gosto dos rentistas. Depois misture tudo com a batedeira da liberdade irrestrita aos capitais; leve ao forno da abertura comercial plena, geral e irrestrita.

Sirva fervendo.

Só falta explicitar à opinião pública os custos de cada ingrediente.

Colunistas isentos (ideológicos são os blogueiros ) adornam a omissão com uma condescendência melosa e enjoativa.

A exemplo do que fizeram com Serra não arguem o preço social e estratégica do cardápio maturado na cozinha dos gêmeos ideológicos.

Coube à Presidenta Dilma quebrar o segredo culinário nesta 3ª feira, ao calcular aquilo que se omite deliberadamente:

‘Baixar a meta da inflação para 3% (como querem os gêmeos) jogaria 8,2% dos trabalhadores no desemprego’, advertiu escancarando a linha tênue que separa o salitre impopular do lacto purga antipopular.

Preguiçosa nos cálculos quando se trata de escarafunchar a cozinha conservadora, a mídia reagiu celeremente ao discurso do 1º de Maio.

Manchetes faiscantes denunciavam no dia seguinte a ‘gastança’: R$ 8,9 bi vai custar o reajuste de 10% para o Bolsa Família e a correção da tabela do IR.

A assimetria da reação reflete uma divergência de prioridades.

Um aumento anterior de impostos providenciado pelo governo, sobre cervejas e refrigerantes, custeará quase a metade da despesa anunciada no 1º de Maio (R$ 3,6 bi).

O mercado financeiro reagiu inconsolável.

Do Itaú, o Banco Central tucano, veio a explicação: ‘esperava-se que a receita extra fosse cobrir despesas das elétricas para não prejudicar ainda mais o superávit de 2014’.

Em bom português: teme-se que a hidráulica fiscal vire o registro para subtrair água dos que já tem a caixa cheia, em benefício de que vivem de gota em gota.
Só no 1º trimestre deste ano, por exemplo, R$ 13,048 bilhões foram adicionados à caixa dos rentistas da dívida interna.

O volume poderia ser significativamente menor se o registro dos juros girasse para baixo.

O Brasil paga o terceiro juro real mais alto do mundo, cerca de 5%, depois de uma queda de braço em que Dilma conseguiu, momentaneamente, trazer para 3,5%, uma taxa real que foi da ordem de 11,5%, em média, no segundo governo Lula e de 18,5% na média do segundo governo FHC.

As medidas que os gêmeos ideológicos listam para o país requisitam um cavalo de pau nessa trajetória descendente.

Com elevado risco de retornos pífios em relação aos seus próprios objetivos.
É o que demonstra o pulso agonizante de países europeus que desde a crise de 2008 vem sendo tratados com o receituário que Aécio & Eduardo querem agora ministrar aqui.

Vejamos.

Depois de três anos de arrocho, que decepou 7% de sua economia, a dívida pública em Portugal saltou de 108% para 129% do PIB. O desemprego médio passa de 15%; e supera os 30% entre os jovens.

Na Espanha, que começou o arrocho antes do vizinho ibérico, ainda com o PSOE, e o aprofundou com a chegada da direita ao poder, em 2011, o quadro é ainda mais sombrio.

A ponto de o país registrar um déficit fiscal que é quase o dobro daquele anterior à crise.

O arrocho congelou a economia e decepou a receita do governo. A recessão fez o resto e tornou a crise autossustentável.

Há quase seis milhões de desempregados na Espanha (24% da força de trabalho)

A população ativa encolhe mês a mês pela desistência pura e simples de se procurar o que não tem: emprego.

Hoje ela é inferior à existente há seis anos –evolução semelhante a uma situação de guerra, quando os adultos em idade produtiva, jovens, sobretudo, vão para os campos de batalha e não retornam.

Na Espanha eles estão indo às filas de embarque .

A taxa de desemprego na juventude espanhola passa de 55%. Significa que metade de uma geração inteira talvez nunca encontre trabalho em sua terra.

Pior só a Grécia.

Seis de cada 10 jovens gregos estão desempregados e cerca de 4 milhões dos seus 11 milhões de habitantes vivem em um labirinto de pobreza e exclusão.

Há seis anos sob implacável terapia de arrocho, o país perdeu 25% de seu PIB. Em compensação, a taxa de suicídio aumentou 45% desde 2007.

O conservadorismo sabe as consequências da receita que preconiza para o Brasil.

O colunismo especializado, que encena esclarecimento diante do livro de Thomas Piketty (‘ O Capital no Século XXI’), tem a exata dimensão do que está em jogo.
Está em jogo assegurar aos endinheirados uma fatia da riqueza crescentemente superior ao desempenho médio da economia. Exatamente o traço forte do capitalismo atual denunciado minuciosamente por Piketty.

Ao fixar essa estaca, a conta de chegar não fecha para o resto da sociedade.

O capitalismo assume a sua genética como usina imbatível de assimetrias sociais.
Ou não será exatamente essa a raiz da desordem europeia nos dias que correm?
Rentistas e banqueiros (alemães, sobretudo) festejam a ‘retomada’, laços sociais se desintegram e a extrema direita colhe os frutos desesperados da pobreza e do desemprego propondo uma ordem policial contra a anomia neoliberal.

Os gêmeos ideológicos e a mídia complacente desconversam sobre os efeitos indigestos da receita que anunciam como biscoito fino para o país.

Apenas os mais afoitos admitem que o segredo da massa remonta a uma tradição que vem da casa grande no trato com a senzala.

Trata-se da receita da desigualdade, segundo a qual , para uma sociedade avançar , é preciso o seu povo regredir.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Uma-receita-para-a-desigualdade/30879

“Digo eu – o assalariado que cair na lábia dessa dupla irá ver seu diminuir de forma drástica. Quem avisa amigo é. Pé no traseiro de ambos é a receita certa para você e sua família.”

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