@jeanfabio: “A Globo se negou a nos filmar! Pq será?!”

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iled under: Corruptores,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:09 am
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PS do Viomundo: O cartaz de @jeanfabio exibe a denúncia feita pelo competente e seriíssimo blog NaMariaNews, publicada também aqui no Viomundo.

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@jeanfabio: “A Globo se negou a nos filmar! Pq será?!” | Viomundo – O que você não vê na mídia

Fonte:  http://fichacorrida.wordpress.com/2011/10/13/a-globo-se-negou-a-nos-filmar-pq-ser/

 

Movimento contra a corrupção dos outros

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13/10/2011

Filed under: Corruptores,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:47 am
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Manifestantes contra a corrupção vêem país pior do que há 10 anos

Posted by eduguim on 13/10/11 • Categorized as Reportagem

No início da tarde de 12 de outubro de 2011, comecei a ver na internet notícias de que uma das marchas contra a corrupção que a mídia vinha anunciando havia semanas reunira milhares em Brasília. Apesar disso, não se encontrava notícias de outras capitais. Por volta das 15 horas, então, por morar próximo ao Masp, local de partida da marcha de São Paulo, decidi ir até lá tentar entender esse movimento “apartidário” e “contra a corrupção”.

Todavia, cheguei tarde ao local de partida da “marcha”. Encontrei um grupo de cerca de 50 pessoas. Segundo os presentes, a marcha maior partira rumo ao centro da cidade havia alguns minutos. Os que ficaram no Masp, segundo disseram, romperam com a maioria que decidira marchar pela avenida Paulista, depois pela avenida da Consolação, depois pela rua Xavier de Toledo até chegar à Praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal, onde o ato chegaria ao fim após alguns discursos.

Já no cruzamento da avenida Paulista com a Consolação, vendo que o tráfego continuava engarrafado rumo ao centro, apressei o passo. No caminho, encontro o blogueiro mineiro Tulio Viana e a esposa, a também blogueira Cintia Semiramis, descendo de um táxi em frente a um hotel. Falo com eles rapidamente e continuo caminhando, mas só vejo congestionamento e nada de manifestação.

Vou andando e vejo gente vestida a caráter para uma manifestação daquela natureza. Estavam indo na mesma direção ou voltando em sentido contrário. Alguns com caras pintadas de verde e amarelo, outros até portando cartazes e bandeiras do Brasil. Paro um casal em suas bicicletas, identifico-me como blogueiro político e pergunto se me poderiam dar uma rápida entrevista.

Ali começo a fazer a série de perguntas que faria nas outras 26 entrevistas durante as cerca de duas horas seguintes.  Pergunto, basicamente, o seguinte:

1 – Como você tomou conhecimento da manifestação?

2 – Por que você decidiu participar dessa manifestação?

3 – Você lê a revista Veja, a Folha de São Paulo ou o Estadão?

4 – Você acha que hoje há mais corrupção no Brasil do que há dez anos?

5 – Você acha que hoje o Brasil é um país pior, igual ou melhor do que há dez anos?

6 – Quantas pessoas você acha que há nessa manifestação?

A bela e esguia jovem de pele bem branca e cabelos lisos, negros e bem cuidados, vestindo roupa de malha dessas que se usam em academias e um short jeans, e o rapaz forte, alto, vestindo short e camiseta, a quem ela chamou de “amor”, não desceram das suas bicicletas para me dar entrevista, apesar de terem sido simpáticos e receptivos. Eis as suas respostas consensuais:

1 – Souberam da manifestação pelo Facebook

2 – Foram se manifestar devido ao aumento da corrupção

3 – Lêem Folha e Veja

4 – Disseram que hoje há muito mais corrupção do que há dez anos

5 – Disseram que hoje o Brasil é um país muito pior do que há dez anos

6 – Estimaram que a manifestação reuniu em torno de três mil pessoas.

Consigo encontrar a marcha só quando chego ao limiar da rua Xavier de Toledo, a algumas quadras do teatro da Praça Ramos de Azevedo.  Correra por quarteirões e já estava pondo os bofes para fora e suando em bica.  Continuo caminhando, agora, mas meus passos ainda são mais rápidos do que os da marcha.

Vou parando os policiais, no caminho, e pedindo estimativa do número de manifestantes. Alguns falam em quatrocentos, outros falam em quinhentos, outros falam oitocentos. Quando encontro o oficial da PM responsável pela operação que acompanhou a manifestação, porém, o número muda: o capitão, um simpático oriental de óculos, diz que a PM estima o público em “três mil pessoas”.

Decido ultrapassar a marcha quando vislumbro o Teatro Municipal ao fim da Xavier de Toledo. Começo a correr. Chego ao Teatro e subo a escadaria. Começo uma contagem. Contei umas setecentas pessoas. Parecia mais porque a rua estava cheia de transeuntes. Mas como os manifestantes caminhavam pela via dos veículos, deixando a calçada para os transeuntes, consegui fazer uma contagem que julgo bem razoável.

Começo, então, a me esgueirar entre a multidão a fim de fazer aquela série de perguntas mencionada mais acima. As únicas divergências para o casal de ciclistas que obtive foram no que diz respeito a quem lê Folha, Veja e Estadão, quanto ao número de manifestantes e quanto à forma como essas pessoas ficaram sabendo da manifestação.

A maioria, em 19 entrevistas, lê algum desses veículos, seja em papel ou pela internet, e os números que os entrevistados diziam haver de manifestantes iam de quinhentos a dez mil. Quanto à forma pela qual tomaram conhecimento da manifestação, citaram e-mails, jornais, revistas, boca a boca, blogs e sites, Twitter e Facebook.

Das 27 entrevistas, em 26 ouvi das pessoas que estavam lá por acharem que há muita corrupção. Essa maioria esmagadora afirma que há mais corrupção hoje no Brasil do que há dez anos e que hoje o país está muito pior do que há dez anos até na economia. Ou, como ouvi muito, “O país está pior em todos os sentidos”.

Na maioria das entrevistas, as pessoas acabaram atacando o PT, Lula, Dilma ou todos juntos. Quase todos disseram que a culpa pela corrupção é desse partido. O mais xingado foi, de longe, Lula. Um casal, inclusive, falou em impeachment de Dilma caso “a coisa continue a piorar”. Só um casal jovem que estava lá porque passava pelo local disse que hoje a corrupção aparece mais porque há mais informação e que o país está muito melhor hoje do que há dez anos.

Entre os organizadores do ato, descobri que estavam movimentos como o “Defenda São Paulo”, muitos alunos da universidade Mackenzie (havia até um professor contando, ao microfone, como ajudou a recrutá-los em sala de aula), a “juventude do PSDB” e o grupo Anonymous. Uma das entrevistadas se disse “militante do partido”, mas quando perguntei de que partido ela desconversou e passou a me ignorar, não mais respondendo as perguntas. E sumiu em seguida.

Por volta das 17 horas, fiz a última entrevista. Escolhi o que quase não se via na manifestação: um negro. Fiz a série de perguntas e ele, que se identificou como “Tiago”, estudante de Direito da universidade Unip, leitor da Veja e do Estadão, concordou com os outros que hoje há mais corrupção e que o país está pior do que nunca. Mas disse não entender por que não havia mais negros, ali. E arrematou: “É uma manifestação branca”.

Manifestantes contra a corrupção vêem país pior do que há 10 anos | Blog da Cidadania

 

Fonte: http://fichacorrida.wordpress.com/2011/10/13/movimento-contra-a-corrupo-dos-outros/

Às vésperas de votação de impeachment, ex-prefeito de Gravataí deixa o PT

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Stasinski sai apontando isolamento do PT em Gravataí | Foto: Agência AL

Felipe Prestes

O ex-prefeito de Gravataí Sérgio Stasinski anunciou nesta sexta-feira (7) sua saída do PT, enquanto o diretório municipal do partido divulga sua expulsão. O racha entre petistas no município está ligado ao processo de cassação da prefeita Rita Sanco, também do PT. Dois vereadores que foram expulsos recentemente do partido se mostram favoráveis ao impeachment. O relatório do processo contra a prefeita deve ser votado na próxima quinta.

De autoria do vereador Acimar Silva (PMDB), o relatório deve pedir a cassação. Com o voto dos ex-petistas, a projeção é de que dez dos 14 vereadores votem pela cassação, o suficiente para que isto ocorra. Mas articulações estaduais podem impedir que isto ocorra, demovendo vereadores do PTB e do PSB, partidos aliados do governo Tarso, a votarem pelo impeachment.

Foram feitas uma série de denúncias sobre decisões administrativas, como a impressão de material de publicidade para divulgação de um curso sem garantias de que ele ocorreria. Mas a principal denúncia é a de que o procurador-geral do município, Ataídes Lemos da Costa, atuava como sócio da filha da prefeita, Raquel Sanco Lima, na advocacia. O PT alega que desde que assumiu como procurador Ataídes não advogou mais.

As denúncias foram feitas pelo Partido Verde, antigo aliado do governo, para onde o vereador Marcio Souza migrou depois de ser expulso do PT.  O PV já contava com um vereador no município, Ricardo Canabarro. A base de Sanco também perdera anteriormente o vereador Cau Dias, expulso em 2009 pelo PT, que foi pra o PSB. O ex-prefeito Sérgio Stasinski afirma que isto é um sinal da soberba e do isolamento do PT em Gravataí. “A coligação que elegeu a prefeita tinha sete vereadores dos 14 vereadores do município. Dez vereadores aprovaram a abertura de investigação. Isso mostra ou a gravidade das denúncias, ou o isolamento a que o partido está chegando na cidade, a soberba”, diz. “Dois vereadores e outras lideranças, como conselheiros tutelares, já deixaram o partido”, completa.

Stasinski afirma que seu grupo político em Gravataí – ele faz parte do campo Construindo um Novo Brasil (CNB) – ficou sem nenhuma participação na administração de Rita Sanco, mesmo sendo do mais partido. E sem nenhum espaço no diretório municipal, mesmo sendo a segunda força da sigla na cidade.

O deputado estadual Daniel Bordignon rebate a tese do isolamento afirmando que o partido tem 8,5 mil filiados em Gravataí e está filiando mais 600 pessoas. Ele ressalta também que a coligação da prefeita Rita Sanco tem seis partidos – além do PT, tem PDT, PC do B, PRB, PTC e PSC. Para Bordignon, quem vive isolamento é Stasinski. “Ele saiu sozinho do partido, ninguém saiu com ele. Ele teve 4 mil votos para deputado estadual no ano passado, mesmo sendo prefeito até 2008. Eu fui prefeito há oito anos e tive 35 mil”.

Bordignon: "Stasinski conduziu uma política de destruição da prefeitura" | Ramiro Furquim/Sul21

Briga inclui candidatura de 2008, expulsão e fotografia

Segundo Stasinski, o descontentamento teve início em 2008, nas eleições municipais. Ele afirma que abriu mão de sua candidatura à reeleição em prol de Daniel Bordignon, que acabou decidindo não concorrer porque havia uma decisão monocrática do TSE indicando a perda de seus direitos políticos a uma semana da eleição (o pleno do TSE acabaria decidindo em favor de Bordignon depois). Stasinski entendeu naquele momento que deveria ser o candidato, mas a então vice-prefeita Rita Sanco também quis concorrer. Por 6 a 5, a Executiva decidiu pela candidatura de Sanco. “O partido não quis ele como candidato. Ele conduziu uma política de destruição da prefeitura”, acusa Bordignon.

O deputado estadual vai mais além e diz que Stasinski foi o principal instigador do processo de cassação de Rita Sanco. Já o ex-prefeito defende o aliado, vereador Márcio Souza, expulso do PT por ser a favor do inquérito. “Dez vereadores votaram pela abertura do processo de investigação. Até que se vote o relatório final não se pode dizer quem é contra ou a favor do impeachment”, afirma.

A relação entre Marcio Souza e Sérgio Stasinski ainda renderia mais pano para manga. Há cerca de 20 dias os dois foram fotografados no restaurante de um hotel junto ao deputado estadual Marco Alba (PMDB), que deve ser o principal concorrente de Bordignon à prefeitura. A partir disto, o diretório municipal do partido aprovou sua expulsão. “Fui encontrar um vereador que é meu amigo e havia lideranças de outros partidos no local. Por uma foto disto, me expulsaram do partido”, reclama Stasinski.

Ele ressalta também que como membro da Executiva estadual do PT não pode ser expulso, de fato, pelo diretório municipal, apenas pelo estadual. “Não poderiam me expulsar, na verdade, pois sou da Executiva estadual e não houve nenhum desmentido. Ao contrário, estão distribuindo material na cidade dizendo que fui expulso”, afirma. Para Stasinski, estas atitudes foram a gota d’água para sua permanência no partido. “Não tenho divergências nem com o governo Dilma, nem com o governo Tarso”, ressalta.

Daniel Bordignon admite que Stasinski foi expulso apenas pelo diretório municipal, não sendo, portanto, efetivamente excluído do partido. Mas ressalta que a Executiva estadual encaminhou, por unanimidade, Stasinki à comissão de ética, além de já ter expulsado Márcio Souza. “Ele (Stasinski) foi expulso pelo diretório municipal e seria expulso pelo estadual e pelo nacional, não tenho dúvidas. Não tem espaço para gente como ele, que descumpriu todas as decisões do partido”, afirma.

Até o início da tarde desta sexta-feira, Stasinski ainda avaliava convites de vários partidos. Para ser elegível em 2012 ele precisa se filiar até esta sexta a uma nova sigla. O ex-prefeito pensa que seria difícil ter espaço para concorrer à prefeitura em outra sigla e que não se empolga com a ideia de concorrer a vereador, embora não a descarte. “Pode ser que eu não me filie hoje, só para 2014”, diz.

Fonte: http://sul21.com.br/jornal/2011/10/as-vesperas-de-votacao-de-impeachment-ex-prefeito-de-gravatai-deixa-o-pt/

Antônio Carvalho é pré-candidato do PMDB a prefeito em Xangri-lá

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O peemedebista Antônio Carvalho, de Xangri-lá, é o pré-candidato do PMDB a prefeito nas eleições de 2012. Ele tem apoio da executiva do partido local, presidida por Renato Filipin, e de um dos principais líderes da legenda no município, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Osório, que se refiliou à legenda na última sexta-feira, 30.

Antônio Carvalho, 55, é empresário do ramo da construção e já foi duas vezes presidente do PMDB de Xangri-lá. Também concorreu a vice-prefeito numa coligação com o PP nas eleições de 2004. Atualmente ele é delegado à convenção estadual.

 

 

Carla Garcia

Assessora de Imprensa do PMDB/RS

Fone: (51) 3357-1519/ (51) 9381-4433

Site: www.pmdb-rs.org.br

A revoada dos arapongas

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28 de setembro de 2011, Brasília – Distrito Federal

 

 

  • 27/
    09

     

     

    foto: QuidNovi

     

    A Revista Quidnovi revelou na edição de ontem, 26 de setembro,  um aparelho repressor montado numa Mansão da Península dos Ministros, de Brasília. O bairro da Capital Federal abriga as residências oficiais do Senado e da Câmara, dos Tribunais e ministros de Estado. Por ali, também moram empresários que convivem com o Poder. O resultado é um bairro  realmente nobre, no qual não se identifica exatamente quem é Governo e quem não é, o que supostamente garantia o anonimato e a segurança das autoridades.
     
    No cenário, da QL 12 – conjunto 4 casa 2 , do Lago Sul, foi instalado o aparelho repressor que grampeou a família do presidente do Senado, ministros e procuradores dos tribunais  superiores, empresários influentes, governadores e secretários de Governo.

     

    foto: QuidNovi
    A mansão aparelho repressor na Península dos Ministros.

    A casa, vista de fora,  aparentemente não tinha movimento. Mas no interior várias pessoas em funções  estratégicas acompanhavam a movimentação dos alvos. Após a matéria de ontem do Quidnovi, os arapongas foram obrigados a mostrar as caras. O ex-delegado responsável pela Inteligência da Polícia Civil Celso Ferro e o militar da ABIN – Agência Brasileira de Informações Acir Pitanga Seixas comandavam, com as empresas TRUESAFETY, CONDOR e INFOSEC Consultoria , o esquema no qual faziam suas vítimas reféns dos grampos clandestinos, permitindo  a seus “clientes” ocuparem os espaços nos Governos Federal e Local.
     
    O “aparelho” não era novidade para a polícia Federal, nem para a ABIN e tão pouco para a Polícia Civil, que emprestava parte dos equipamentos para a arapongagem do ex-chefe Celso Ferro.
     
    Na casa, segundo fontes, estavam guardados grande quantia em dinheiro, malas com equipamentos de escuta telefônica, rastreamento e análise de vídeo, que foram retirados após as revelações da nossa Revista Eletrônica.
     
    Os arapongas foram surpreendidos pelo Quidnovi e começaram a desmontar a estrutura do aparelho na mansão da Península dos Ministros. Mas registramos com exclusividade  toda a movimentação e as caras clandestinas de Celso Ferro; da sobrinha do ex-delegado e também analista de informações visuais Daiane Guimarães Lima Ferro, do chefe da Segurança da Câmara Distrital Maurílio de Moura Lima Rocha, cotado pelo governador Agnelo Queiroz a assumir o cargo de diretor da Polícia Civil ainda esta semana; e outros arapongas ainda não identificados.
     
    O Quidnovi revela agora o momento em que os arapongas tentavam desaparelhar a mansão que operava clandestinamente no coração de Brasília, com flagrantes explícitos de equipamentos, dinheiro e pessoas credenciadas no meio da arapongagem. A Revista Eletrônica relembra aos leitores os fatos postados ontem e que desencadearam  o corre-corre na Península dos Ministros.

     

    foto: QuidNovi  

    Celso Ferro e a sobrinha analista de informações visuais Daiane Guimarães Lima Ferro conversam na frente da casa da Península

     

    foto: QuidNovi  

    Tio e sobrinha tomam um cafezinho na porta da casa 2, do conjunto 4 da QL 12 do Lago Sul

     

    foto: QuidNovi

    O  chefe da Segurança da Câmara Distrital Maurílio de Moura Lima Rocha, cotado pelo governador Agnelo Queiroz a assumir o cargo de diretor da Polícia Civil ainda esta semana, chega na sede da arapongagem no final da tarde de ontem, 26 de setembro.

     

     

     

     

    Fonte: Revista Eletrônica QuidNovi

      
 
Sobre o blog
Sombra

Edson Sombra é jornalista e atua nos bastidores da política do Distrito Federal desde de 1995. Passou pelas redações do Jornal de Brasília e Jornal Opção. Assessorou e cuidou da imagem de vários políticos do DF. Como empresário, o jornalista foi diretor da Rádio 104FM, onde comandou durante quatro anos o conhecido programa “Na Boca do Povo”, espaço criado para debate sobre os acontecimentos políticos na cidade. Atualmente, Sombra, como é mais conhecido, é editor-chefe do semanário O Distrital.  

 

 

 

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Verdade inconveniente

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Gilmar Crestani | 10/09/2011 at 10:00 pm | Categories: 11 de Setembro de 2001, Democracia made in USA, Kurt Sonnenfeld | URL: http://wp.me/pJkCB-1dP

 

 

Testemunha inconveniente: cinegrafista do 11/09 vive refugiado na Argentina

 

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Kurt Sonnenfeld foi o único cinegrafista autorizado a filmar as operações de resgate das vítimas do World Trade Center, em setembro de 2001. Com livre acesso ao perímetro de desabamento das Torres Gêmeas, conhecido como "Marco Zero", o norte-americano viu e registrou cenas que, segundo ele, contradizem a versão oficial dos Estados Unidos sobre os atentados.

Clique na imagem acima para acessar o especial completo do Opera Mundi
Por ter visto o que viu e não entregar as imagens às autoridades, Kurt vive uma trama kafkiana. Acusado pelo assassinato da própria esposa, ficou 13 meses na prisão, tanto nos EUA como na Argentina, onde mora atualmente. O governo norte-americano, no entanto, alega que o cinegrafista é um fugitivo e pressiona a Argentina por sua extradição.
Novamente casado e pai de gêmeas de cinco anos, Kurt falou, em entrevistas ao Opera Mundi, sobre a perseguição que sofre até os dias atuais, que envolve ameaças, tortura, prisão em dois países, apreensão ilegal de bens e invasões a domicílio. "Tudo isso por coisas que eu nunca quis ver e que, para ser sincero, preferia não ter visto", lamenta.
11 de setembro de 2001
Minutos antes que os relógios de Denver marcassem as 07h daquela terça-feira, o telefone tocou. Ainda sonolento, Kurt reconheceu, do outro lado da linha, a voz de John perguntando se ele tinha visto a notícia de última hora transmitida pela televisão. Em tom mais carregado de ansiedade e adrenalina que de costume, o chefe ordenou:
- Ligue a televisão e coloque na CNN.
Foram segundos para que o controle-remoto, jogado no chão ao lado da cama, fosse localizado e Kurt que se deparasse com a manchete "Pequeno avião se incrusta no WTC" ao pé da imagem que se reproduziria tantas vezes depois.
- Estamos sendo atacados! – concluiu o chefe, enquanto as teorias ainda giravam em torno de um erro de cálculo da aeronave. Kurt não entendeu: um acidente com um pequeno avião não implicava em um ataque e, sim, em um desastre de proporções remediáveis pela polícia e pelo corpo de bombeiros.
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A FEMA (Federal Emergency Managment Agency), órgão governamental para o qual Kurt trabalhava, somente entra em ação quando as catástrofes são de tamanha dimensão que excedem a capacidade do Estado. Enquanto ainda se perguntava sobre a constatação do chefe, a televisão mostrou um segundo avião avançando no sentido da torre Sul, até então intacta ao lado da que ardia em chamas. Uma explosão e o espontâneo “Oh my God” do apresentador do noticiário foram suficientes para que John rompesse o silêncio e decretasse:
- Estão nos atacando, eu já disse. Vá já pra Nova York.
Aldo Jofre Osorio/Opera Mundi

Kurt, a esposa, Paula, e as filhas gêmeas: recomeço de vida em Buenos Aires, na Argentina

Em menos de 15 minutos, Kurt chegou à sede da FEMA, no Colorado. Em Nova York passava das 10h e relatórios de inteligência já informavam sobre um atentado simultâneo ao Pentágono e a queda de um avião na Pensilvânia.
Como diretor de Operações de Transmissão e Difusão para Emergências Nacionais, seu trabalho consistia em monitorar o conteúdo transmitido pela televisão e divulgar a versão oficial das autoridades norte-americanas, evitando a propagação de possíveis rumores e retificando informações incorretas. Foi no desempenho desta tarefa que assistiu ao vivo, impotente e indignado, a queda das Torres Gêmeas.
Chegando ao Marco Zero
Com o tráfego aéreo suspenso e a autorização para que caças militares abatessem qualquer avião que sobrevoasse o território, Kurt se desdobrou para chegar à ilha de Manhattan, onde seu trabalho seria essencial: produzir a maior variedade possível de imagens dos escombros e operações de resgates.
Há nove anos na FEMA, o cotidiano profissional de Kurt se resumia a frequentar zonas afetadas por catástrofes. Kurt também foi a televisão durante os resgates do WTC, já que era o único que podia descumprir a mensagens de "proibido filmar" anunciadas nas dezenas de cartazes espalhados pelo local. A permissão teve que ser provada inúmeras vezes por ele, tanto para agentes do FBI que circulavam como para bombeiros, que reagiam indignados à presença da câmera.
No primeiro dia, enquanto filmava um carro de bombeiros deformado sob toneladas de escombros, um jovem vestindo um uniforme cheio de barro empurrou sua câmera violentamente. Após os esclarecimentos, o bombeiro afirmou, com tristeza e raiva:
- Dentro deste caminhão morreram muitos companheiros meus.
A frase foi concluída com uma cabeçada no nariz do cinegrafista, que não protestou. Kurt conhecia de perto a dor e os horrores sofridos pelas vítimas das catástrofes.
Dimensões do desastre
Apesar da experiência em zonas devastadas, o cinegrafista se impressionou com o que viu no Marco Zero. "Nada do que me mostraram antes me preparou para uma devastação tão massiva. Era enorme, surreal. Os escombros pareciam se estender por quilômetros, como uma vasta e pavorosa cadeia de montanhas", descreve.
O cenário apocalíptico, em meio a colunas de fumaça negra, estava conformado por destroços de vidro, concreto, metais retorcidos, quase incandescentes, que convertiam em vapor os jatos d’água saídos das mangueiras dos bombeiros, vigas de ferro cravadas no asfalto como lanças, carros (inclusive de bombeiros) soterrados pelas toneladas de escombros que vieram abaixo e restos de material de escritório cobertos por grossas camadas de cinza e pó. Abaixo de tudo, corpos soterrados.
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Uma de suas principais tarefas era o registro do momento em que partes dos aviões fossem encontradas. "Filmei pedaços da fuselagem, do trem de aterrissagem, pneus e poltronas", explica ele, ressaltando que nenhuma das quatro caixas-pretas (duas de cada avião) foi localizada, apesar de serem feitas para suportar impacto e temperaturas extremas.
"O perseguido"
Kurt parecia contar com plena confiança das autoridades norte-americanas: além do registro de catástrofes, disse ter conhecido os mais herméticos segredos militares dos EUA em trabalhos para os departamentos de Defesa e de Energia, quando acompanhou de perto o transporte e armazenamento de armas químicas, nucleares e biológicas, com acesso a instalações desconhecidas pela maioria dos norte-americanos, por abrigar gás sarin e ogivas nucleares.
Os resgates do WTC, no entanto, seriam um irreversível divisor de águas em sua vida. Acostumado a ter suas fitas perdidas no desorganizado escritório da FEMA e com a falta de pedido oficial para que entregasse o material, segundo explica, Kurt guardou a gravações em casa, sem imaginar as consequências da decisão.
Gentileza de Kurt Sonnenfeld/ FEMA

Uma das imagens captadas por Kurt dias após a queda das Torres Gêmeas, em Nova York
"Quando voltei de Nova York a Denver, minha cidade no Colorado, fui recebido como um herói local. Todos os jornalistas queriam me entrevistar e as pessoas pediam para tirar foto comigo. Mas isso mudou muito rápido e para sempre. De herói, eu passei a ser um inimigo público", diz o cinegrafista.
Após o Réveillon de 2002, ao chegar em casa com a esposa, Nancy disse que queria dormir. Poucos minutos depois, o som de um disparo se propagou pelo corredor. "Corri até o quarto. Os cachorros saíram correndo, tropeçando um no outro, horrorizados. Nancy estava sentada no canto, como se estivesse em um sofá, com a arma no chão, o sangue, seus olhos ainda abertos", descreve ele, que conta ter chamado aos gritos o 911.
A morte da mulher, aparentemente um suicídio, foi apenas o início de um pesadelo, detalhadamente narrado pelo cinegrafista em seu livro publicado pela editora argentina Planeta, com o título El Perseguido, em 2009. Kurt foi acusado de assassinato de Nancy e diz ter sido colocado em cela fria e precária, sofrido torturas e maus tratos policiais.
A promotoria pedia pena de morte por assassinato, com o argumento de que Kurt não abriu a porta de casa para a entrada dos policiais e ofereceu resistência para o resgate de Nancy. "Eu estava atordoado e não encontrava as chaves, mas quando os agentes quebraram a janela, eu até os ajudei a entrar, afastando os móveis", defende-se o cinegrafista.
Segundo informações divulgadas pela imprensa dos EUA durante o julgamento, amigos e familiares de Nancy asseguraram que Kurt era viciado em heroína, o que levou o casamento a ruínas, e a polícia disse ter informações de que ele foi flagrado pela esposa consumindo a droga e dormindo com uma mulher durante uma viagem de férias à Tailândia, em 2001.
O cinegrafista, por sua vez, garante que a esposa vinha de uma família com um histórico de suicídios e que sofria, há meses, de depressão. A mãe de Nancy diz nunca ter acreditado na versão de suicídio: "Nós amávamos o Kurt, mas ele já não era a mesma pessoa", afirmou Eleanor Campbell. "De qualquer maneira, não sei por que razão a polícia de Denver não acreditou estar lidando com um caso de suicídio e o prenderam preventivamente por meses antes do julgamento", disse.
Um dia antes do julgamento, em junho de 2002, a advogada de defensa Carrie Thompson apresentou uma prova que a polícia não incluiu entre as evidências. "Nossos investigadores encontraram uma carta de Nancy, que consiste em uma mensagem de suicídio, que perguntava "o que é mais bonito que o amor e a morte? Kurt, por favor, procure ajuda".
Gentileza de Kurt Sonnenfeld/ FEMA

O cinegrafista (à direita), ao lado de um amigo, posa em meio aos escombros deixados após o atentado ao WTC
No julgamento, a Corte de Denver constatou que Nancy se suicidara e inocentou o cinegrafista. Durante os meses que passou na prisão, no entanto, Kurt diz ter tido sua casa invadida sem autorização judicial. Ao regressar, seu computador e algumas gravações tinham desaparecido. Os colegas da FEMA nunca mais entraram em contato. Seus sogros o trataram como um assassino. "Perdi tudo: casa, família, trabalho, reputação. Virei um pária no meu próprio país", conta.
Em liberdade, Kurt diz ter sido perseguido nas ruas, vigiado por agentes em cyber cafés e sofrido contínuas intimidações, novas tentativas de invasões a sua casa. Foi quando decidiu aceitar o convite de uma amiga para passar uma temporada no litoral argentino, em fevereiro de 2003. Durante a viagem, conheceu Paula, uma tradutora poliglota, com quem se casou e foi morar em um sobrado de um bairro portenho.
Em Buenos Aires, Kurt trabalhou como produtor áudio-visual e transmitia algumas imagens do WTC em programas da TV argentina. No fim de agosto de 2004, a promotoria dos EUA reabriu o caso de Kurt após receber "informações que surgiram com o depoimento de dois homens que passaram pela mesma prisão que ele em 2002".
Segundo a acusação, um dos companheiros de cela afirmou que Kurt disse ter colocado o dedo de Nancy no gatilho após ter efetuado o disparo. Outro deles, que diz ter conhecido o cinegrafista já em liberdade, afirmou que ele admitiu ter matado a esposa por não suportar a idéia de que ela o abandonasse.
Certo dia, Kurt foi abordado por agentes da Interpol em frente à sua casa. Ao ouvir a gritaria, Paula correu e tentou livrar o marido das mãos dos agentes. Kurt teve o rosto coberto com um casaco e foi empurrado para dentro de um carro. Ele foi levado a Devoto, a única e super-povoada penitenciária de Buenos Aires, com uma ordem de extradição pelo homicídio de Nancy, contradizendo a determinação da Corte de Denver. A ordem de prisão enviada às autoridades argentinas dizia que o cinegrafista era um fugitivo da justiça e solicitava que os bens de Kurt fossem confiscados e enviados aos EUA.
Nos sete meses em que Kurt permaneceu detido, Paula acionou todos os contatos e organizações de Direitos Humanos que conhecia para denunciar a situação do marido e recebeu apoio de entidades como as Mães e Avós da Praça de Maio, Familiares de Presos e Desaparecidos por Razões Políticas e do Serviço de Paz e Justiça (Separj), liderado pelo prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel.
A ação, no entanto, teve consequências: Paula denuncia ter sido perseguida, fotografada na rua, ameaçada por mensagens de texto no celular e nas ruas. Grávida durante a prisão de Kurt, Paula acabou perdendo o bebê. Na prisão, o cinegrafista conta ter sido visitado por uma diplomata norte-americana que afirmou as cortes argentinas "não diriam não" a um pedido de extradição dos EUA.
O juiz federal argentino Daniel Rafecas, porém, considerou pouco claras "algumas considerações" do pedido de extradição, afirmando que não havia garantias de que Kurt não seria condenado à pena morte – cuja aplicação é permitida no estado do Colorado e não prevista no código penal argentino -, e ordenou a liberação imediata do réu. O governo dos EUA, por sua vez, apelou à sentença e, em fevereiro de 2008, a Suprema Corte argentina rejeitou mais uma vez a extradição.
Hoje, Kurt conta com um refúgio provisório na Argentina e espera que as autoridades lhe concedam o status de refugiado político. Para a mãe de Nancy, a liberação de Kurt e a negativa à extradição pela Argentina se deve a um sentimento anti-imperialista no país vizinho. “Eu acho que ele foi [para lá] e encontrou pessoas que concordavam com o seu ódio pela ‘América’”, afirmou Eleanor Campbell à imprensa dos EUA.
Paula e Kurt, no entanto, ainda denunciam serem perseguidos e fotografados quando saem às ruas, mas se adequaram a uma rotina cautelosa, circulando somente durante o dia e em lugares frequentados por pessoas conhecidas, e trocando periodicamente o número de celular.
Versão dos atentados em cheque
Kurt revelou ao Opera Mundi que, nas semanas prévias aos ataques ao WTC, treinamentos incomuns de evacuação foram realizados nas torres e que um dia antes da catástrofe, agentes do governo se preparavam para uma simulação, prevista para o dia 12 de setembro naquele mesmo local. “Os oficiais da FEMA instalaram uma base de operações próxima às torres um dia antes do ataque”, diz ele.
Aldo Jofre Osorio/Opera Mundi

Kurt em sua casa, em Buenos Aires: para o norte-americano, os atentados de 11/09 foram mal explicados
Outro fato relevado por Kurt é sobre o edifício Sete do WTC, que sofreu poucos danos estruturais, mas acabou caindo. “Tenho imagens de como o edifício ficou, após uma queda vertical perfeita, reduzido a uma pequena e organizada pilha de escombros”, conta ele, sugerindo uma implosão. Posteriormente o governo norte-americano admitiu que este prédio abrigava a maior base clandestina da CIA fora de Washington.
O edifício Seis, onde funcionava a Alfândega do país, possuía uma abóbada subterrânea onde agências governamentais armazenavam documentação classificada. O edifício foi espremido por toneladas de escombros, mas uma  Força Especial de Resgate, acompanhada por Kurt, conseguiu chegar ao local secreto no subsolo.
Equipado com lanternas, o grupo encontrou um depósito cheio de estantes vazias. “Naquele momento, não dei atenção, porque estávamos no meio do caos e corríamos perigo. Depois, a gravidade do que descobrimos começou a me intrigar”, relata. “Quando a abóbada foi evacuada? O local só pode ter sido esvaziado antes dos ataques”, conclui ele, explicando que a evacuação durou poucos minutos e que seria impossível esvaziar o local após o ataque do primeiro avião.
“A CIA não parecia preocupada com as perdas. Um porta-voz afirmou que uma equipe enviada ao local constatou que todos os documentos se reduziram a cinzas”, ironiza Kurt, recordando que “meses depois, a agência anunciou o desbaratamento de uma quadrilha colombiana de lavagem de dinheiro, graças a fotos e gravações de escutas telefônicas recuperadas no local”.
Todas as imagens que foram gravadas por Kurt no Marco Zero foram entregues a “especialistas independentes e de confiança”. Com base nas análises feitas por eles até agora, no constatado durante seu trabalho e na perseguição que sofre há 10 anos, o cinegrafista afirma: “O governo dos EUA tinha tanta necessidade de iniciar uma guerra, que não só previa os atentados e permitiu que se concretizassem, como também colaborou para que acontecessem”.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/perfil/TESTEMUNHA+INCONVENIENTE+CINEGRAFISTA+DO+1109+VIVE+REFUGIADO+NA+ARGENTINA+_206.shtml

 

Fonte: http://fichacorrida.wordpress.com/2011/09/10/verdade-inconveniente/

 

Suposto plano de reajuste à BM desagrada Polícia Civil

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O protelamento da audiência com a Brigada Militar, remarcada para a próxima semana, abriu caminho para especulações com relação à oferta a ser apresentada pelo governo gaúcho na retomada das negociações. A informação de que deve ser proposta a equiparação do salário de soldado com o de inspetor de primeira classe desagradou o sindicato da categoria. 

Segundo o vice-presidente da Ugeirm, Fábio Castro, há uma exigência de nível superior na Polícia Civil, o que não ocorre na Brigada Militar. Castro explicou que o temor é em relação a uma estagnação dos salários, sem valorizar a qualificação. A expectativa com a confirmação da tendência é de um ganho médio de R$ 700 no salário do policial militar, sem formação superior, já que a base inicial paga a um inspetor é de R$ 2 mil. Diante da possibilidade, Castro adiantou que já ocorre o início de um rompimento do entendimento que vinha sendo construído com o governo, a partir da oferta de 10% de aumento salarial.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, Leonel Lucas, não vê conflito e nem justificativa para impasse, já que a solução para o problema, segundo ele, é simples. Lucas adiantou que o governo pode garantir a equiparação anexando ao projeto de aumento encaminhado à Assembleia a obrigação de terceiro grau para o ingresso de soldados na Brigada Militar, qualificando ainda mais a corporação.

Fonte: R7

www.camera2.com.br      /      Ler a notícia na origem.

 

Diz o blogueiro – essa instituição encarregada do policiamento de quarteirão ou PREVENTIVO -OSTENSIVO como define a Constituição Estadual demonstra que só se preocupa em igualar-se a outra instituição, a Polícia Civil que por ter função de investigar tem em seus quadros profissionais que para ingressarem na Academia precisam ser portadores de um título superior. Eles alteraram o quadro deles, tanto que o tenente tem segundo grau e o capitão título superior, pois eles querem pegar carona com os Delegados de Polícia quando estes forem equiparados às carreiras jurídicas. O absurdo reside no fato de que para chefiar policiamento de quarteirão só prescinde de tal titulação nas cabeças deles. Eis aí uma das razões por que eles têm milhares em desvio de função puxando saco de políticos.Fica mais do que evidente a razão pela qual não nos prestam serviço, ou seja, cuidam dos própios interesses.

Mudam as cidades e os políticos minúsculos são sempre os mesmos

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sábado, 6 de agosto de 2011

 

Conta o blog do Jornal Cidade:
Valério e Mauro Brum divertem a comunidade
Os vereadores Mauro Brum e Valério Pimpão discutem neste momento, no Plenário da Câmara. Acontece que o vereador Valério criticou os médicos que só atendem mediante ao pagamento da consulta. Pimpão contou que recentemente, um médico da cidade disse a seu paciente que só acompanharia sua cirurgia após o depósito de R$ 2 mil. Mauro Brum criticou o comentário e disse que Valério deve honrar tamanha bondade e como advogado atender seus clientes de graça ou pela doação de galinhas, churrascos e outros presentinhos. Valério debochou dizendo: “Nobre colega, o senhor se esqueceu, mas já lhe atendi de graça quando o senhor não tinha dinheiro para pagar pelos serviços. E na época, eu estava me formando, precisava de dinheiro”. Mauro gritou longe dos microfones: “Mas te levei uma galinha”.

PS.: É, têm sua graça … Mas, com uma Câmara dessas, como não ter no Executivo um Imperador?!

 
 
Pescado no blog do meu amigo Fernando Alves: http://blogdofernandoalves.blogspot.com/

CANÇÃO DE PROTESTO

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Apoio a rap constrange Assembleia

Diante da reação popular contra tentativa de censura a música que critica aumento salarial, deputados isolam ex-presidente

 
 
Retumbou desafinada na Assembleia Legislativa a iniciativa do ex-presidente Giovani Cherini (PDT) em pedir providências ao Ministério Público contra o músico Tonho Crocco. Cherini afirmou ter encaminhado o documento com o apoio dos 36 deputados que, em dezembro de 2010, elevaram seus salários de R$ 11,5 mil para R$ 20 mil – foi esse reajuste que motivou Crocco a compor, na época, o rap Gangue da Matriz.

O atual presidente da Assembleia, Adão Villaverde (PT), convocou às pressas, ontem à tarde, uma reunião de líderes de bancadas. A ideia era expor sua contrariedade à ação de Cherini, que provocou revolta no meio artístico e nas redes sociais.

Se existe uma tradição nesta Casa, é a defesa das liberdades democráticas e do direito à livre opinião. Coisas que, aliás, nos custaram muito caro – disse Villaverde.

Ao receber o pedido de Cherini, o MP decidiu, antes de tomar qualquer medida, marcar uma audiência de conciliação entre o deputado e o músico para o dia 22.

No ofício encaminhado em 10 de janeiro ao MP, assinado apenas por Cherini, ele analisa a música: “O protesto, como posto, afasta-se da manifestação saudável e democrática, para inserir-se, a nosso sentir, no capítulo de crimes contra a honra.” O documento ainda argumenta que o Legislativo “não pode tolerar a leviandade”.

O rap de Crocco, que desde janeiro está disponível no YouTube, cita o nome de todos os parlamentares que votaram a favor do reajuste salarial de 73%. Diz um trecho: “36 contra um, aí é covardia / O crime aconteceu em plena luz do dia / Votado e aprovado pelos próprios deputados / Subiram seu salário, me senti um otário”.



Deputados favoráveis ao reajuste negaram ter avalizado a iniciativa do ex-presidente, hoje deputado federal.

– Tem de ter assinatura. Tem assinatura? – questionou Frederico Antunes (PP).

Enquanto o músico Mano Changes (PP) defendia Crocco, Edson Brum (PMDB) era voz destoante:

– Liberdade de expressão jamais pode ser libertinagem. Mas não me sinto ofendido, até porque continuo achando que ganho pouco.

paulo.germano@zerohora.com.br

PAULO GERMANO
 
 
 
ENTREVISTA

“As pessoas não estão tolerando”, Tonho Crocco, Músico

Compositor de Gangue da Matriz, Tonho Crocco afirma que sua ideia, agora, é inspirar mais gente a protestar.

Zero Hora – Como avalia a dimensão do apoio ao seu protesto?

Tonho Crocco – Para as pessoas, é inaceitável ter um reajuste de, no máximo, 6% no salário mínimo, enquanto os deputados que elegemos para cuidar da gente se presenteiam com um abusivo aumento de 73%. E ainda se sentem irritados porque alguém os contrariou. É isso que as pessoas não estão tolerando.

ZH – Quanto tempo levou para compor a música?

Crocco – Menos de um dia. Primeiro, listei todos os 36 nomes (dos que votaram a favor do reajuste) e fui procurando onde cabia rima. Usei a ironia em alguns trechos, como “Odone e Záchia no Gre-Nal do reajuste” ou “Lá vem Paulo Borges trazendo o mau tempo”. Sem falsa modéstia, achei geniais as sacadas.

ZH – Você acredita ter sido ofensivo em algum trecho?

Crocco – Não. Usar como referência a Gangue da Matriz, aquele grupo de covardes que bateu numa única pessoa até a morte, foi uma alusão sobre como as pessoas se sentiram agredidas. Para mim, isso foi compreendido pelo povo, mas não por alguns deputados. Não entenderam a piada.

ZH – Esperava a repercussão?

Crocco – Poderia ter tido muito mais repercussão. Não passou de 25 mil acessos em seis meses. Mas agora, que virou polêmica nacional, já ultrapassou 52 mil. Quero que isso inspire outras pessoas a fazerem música de protesto. Aliás, não só música. As pessoas podem escrever uma carta, protestar em um blog.

 
 
 
 
Questões legais
Veja a opinião de Guilherme Cunha Pereira, professor de Direito da Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais, de São Paulo, sobre a polêmica Tonho Crocco abusa da liberdade de expressão?
Ele faz uma análise sobre um fato verídico (o aumento salarial). Portanto, estamos falando da liberdade de crítica. E, para que a crítica seja legítima, o primeiro requisito é que o fato seja de interesse público. Neste caso, é.
O músico compara os deputados a uma gangue criminosa. É crime contra a honra?
Ele não está afirmando que os deputados cometeram um crime no sentido técnico. Está fazendo uma equiparação, usando sua liberdade de criação de forma crítica. Não há injúria.
Que elementos legitimam a crítica de Crocco?

Em momento algum, ele atribui um fato novo, nem sequer lança mão de apelativos, como xingamentos. E a discussão sobre atos de parlamentares é legítima.

 
Colaboração do amigo João Bassoa.

 

Se escola fosse estádio e educação fosse Copa

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por Jorge Portugal

Passei, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.

 

Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.

Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?

 

E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.

 

O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas, sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.

 

Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.

 

Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.

 

Fonte: Terra Magazine

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