Desentendimento não foi esclarecido
Policiais civis e militares discutiram na tarde de quinta-feira na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas. A confusão ocorreu após a detenção, pela Brigada Militar, de duas pessoas com drogas. O comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar e a Polícia Civil prometem levar o caso ao Ministério Público.
O caso teve início às 17h, quando dois PMs prenderam um homem de 23 anos e apreenderam um adolescente, de 16 anos, na Invasão São José, no bairro Guajuviras. Com a dupla, foram encontrados um colete à prova de bala, munição, R$ 101 em notas de baixo valor, dois celulares e oito pedras de crack. Ambos foram conduzidos à DPPA de Canoas.
No local, por motivos ainda não esclarecidos, o clima ficou tenso entre os policiais militares e civis, que começaram a brigar. Depois disso, os plantonistas da DP teriam se negado a lavrar o flagrante e expulsaram os PMs da delegacia.
Coordenadores da Polícia Civil e comandantes da Brigada chegaram a se comunicar, mas não houve acordo. Mais de duas horas depois do incidente, o delegado Luiz Pires, que assumiu o plantão às 18h na DP, afirmou que o adolescente fora espancado pelo PMs
o jovem apresentava vergões no ombro direito. Os PMs haviam, porém, levado o menino ao hospital, que não encontrou ferimentos.
- Vou comunicar a lesão ao Ministério Público e pedir para que sejam apuradas as responsabilidades -, disse Luiz.
Coordenador regional da Polícia Civil, o delegado Edílson Chagas Paim anunciou que será feita uma sindicância. O comandante do 15º BPM, major Adriano Klafke, nega que os PMs tenham atingido o adolescente.
- Falei com todos os delegados envolvidos e nenhum sequer citou agressão. Inventaram isso de última hora para tentar dar respaldo ao erro que cometeram. Ter desavenças numa ocorrência é possível, mas colocar PMs para fora da DP e se negar a fazer ocorrência, é demais -, disse o major.
Fonte: DIÁRIO GAÚCHO
Diz o blogueiro – isto era previsível, pois inexistindo um secretário de segurança que coloque a polícia ostensiva no seu devido lugar, somando ao fato de que o MP vem usando, ou melhor, desviando elementos da polícia ostensiva em “investigações” faz com estes pensem que são aquilo que não são realmente. A Constituição de nosso estado é bastante clara quando diz que autoridade policial é somente o Delegado de Polícia, sendo todos os demais seus agentes, incluindo-se aí a polícia ostensiva desde o menor ao maior padrão. Ou o governo coloca essa gente no seu lugar ou certamente ainda vai dar merda mesmo. Isto eu venho advertindo já faz mais de dois anos.
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