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Bunker de Paulo Vieira de Souza teria o dobro de dinheiro do de Geddel

Ex-diretor da Dersa foi preso na 60ª fase da Lava Jato, nesta terça-feira

Bunker de Paulo Vieira de Souza teria o dobro de dinheiro do de Geddel
Notícias ao Minuto Brasil

HÁ 8 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA CERCO

A Polícia Federal (PF) cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e um de prisão na 60ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Ad Infinitum. O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza foi preso em São Paulo.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Alessandro Vieira, Souza deveria seguir para Curitiba (PR) ainda hoje, mas ficou em São Paulo a pedido do Ministério Público porque tem “compromissos judiciais” na capital relativos a outros processos, como uma audiência na manhã desta terça-feira.

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“São pessoas investigadas e que respondem a outros processos criminais. Temos a sensação de que estamos diante de um ciclo interminável de corrupção e lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado.

De acordo com o procurador da República Roberson Pozzobon, Paulo Vieira participou de lavagem de mais de R$ 100 milhões. A operação envolve a Odebrecht e também investiga os outros supostos operadores do esquema Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis.

Nos depoimentos, os operadores disseram que Paulo Vieira tinha um bunker para guardar propinas de mais de R$ 100 milhões e que chegava a colocar notas para “tomar sol” para evitar bolor. “O bunker de Paulo Preto (sic) tinha o dobro do bunker do Geddel (Vieira Lima)”.

Copiado de:  https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/891553/bunker-de-paulo-vieira-de-souza-teria-o-dobro-de-dinheiro-do-de-geddel?utm_medium=email&utm_source=gekko&utm_campaign=afternoon

Ministro determina remessa de inquérito contra ex-senador Edison Lobão à Justiça Federal de São Paulo

Publicado em 19 de Fevereiro de 2019 às 11h23

STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou que sejam enviados ao juízo da 10ª Vara Federal Criminal de São Paulo os autos do inquérito (INQ) 4516, no qual o ex-senador da República Edison Lobão é investigado pela suposta prática dos crimes de tráfico de influência e fraude à fiscalização quando ocupava o cargo de ministro de Estado das Minas e Energia.

De acordo com os autos, o ex-senador teria ingressado na empresa Diamond Mountain Participações Ltda., por meio da empresa Diamond Cayman, com o objetivo de obter facilidades junto aos fundos de investimentos controlados pelo Governo Federal, entre os quais, o Fundo de Seguridade dos Correios, o Postalis, e a Fundação Petrobras de Seguridade Social, a Petros.

O relator do caso, ministro Roberto Barroso, concluiu aplicar-se ao caso precedente do STF em questão de ordem na Ação Penal (AP) 937, relativo ao foro por prerrogativa de função, segundo o qual a regra quanto ao foro se aplica aos crimes cometidos durante o exercício do mandato e relacionados às funções desempenhadas. De acordo com o ministro, a conduta imputada ao investigado se deu em momento em que afastado do exercício da função de senador e sem vinculação com o exercício dessa função.

Barroso explicou ainda não ser o caso de arquivamento, como requereu a defesa. Isso porque ainda há diligências pendentes, como o afastamento de sigilo bancário do ex-parlamentar. Além disso, explicou o ministro, os órgãos de persecução penal não foram previamente notificados judicialmente quanto à possibilidade do arquivamento em razão do excesso de prorrogações de prazo. Desse modo, ainda que se verifique algum atraso, a autoridade policial vem realizando diligências na investigação e ainda pende de efetivação algumas outras.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

Copiado de:  http://www.sintese.com/noticia_integra_new.asp?id=441717

STF nega recurso de Bolsonaro e mantém indenização a Maria do Rosário

Só mesmo em nosso país que um eleitorado incauto elege um sujeito como esse que sempre soltou por cima aquilo que  todos nós descartamos por baixo.

O Editor

Ministro Marco Aurélio manteve decisão das instâncias inferiores que o condenou a pagar R$ 10 mil

19/02/2019 – 17h32 – Atualizada em: 19/02/2019 – 17h33

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Por GaúchaZH
Maria do Rosário deve ser indenizada pelo presidente
Maria do Rosário deve ser indenizada pelo presidente

(Foto: Colagem sobre fotos de / Divulgação / Patrick Rodrigues / Agência RBS)

O ministro do STF Marco Aurélio negou recurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e manteve decisão das instâncias inferiores que o condenou a pagar R$ 10 mil à deputada Maria do Rosário (PT-RS). A decisão é do dia 14 e foi publicada nesta terça-feira (19).

A indenização por danos morais se refere ao episódio em que Bolsonaro disse que Maria do Rosário não merecia ser estuprada. Após ter feito tal afirmação na Câmara, o então deputado repetiu em entrevista que “ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero”.

Bolsonaro foi condenado em primeira instância em 2015. Dois anos depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão.

A defesa de Bolsonaro recorreu ao Supremo sob o argumento de que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar prevista na Constituição — alegação que já havia sido rejeitada pelo STJ.

Em sua decisão, o ministro Marco Aurélio afirmou que o recurso ao STF pretendia gerar um reexame das provas, o que não é admitido. Além de manter a condenação, o magistrado aumentou o valor que Bolsonaro deve pagar como honorários à defesa de Maria do Rosário, de 10% para 15% do valor da causa. Cabe recurso da decisão.

A ação que gerou a condenação ao pagamento de indenização tramitou na esfera cível. Na área penal, Bolsonaro era réu em duas ações no STF sob acusação de incitar o crime de estupro e de cometer injúria.

Essas ações foram suspensas na semana passada pelo ministro relator, Luiz Fux, que se baseou na determinação constitucional de que o presidente da República só pode ser processado por supostos crimes praticados no exercício do mandato.

Copiado de:  https://www.nsctotal.com.br/noticias/stf-nega-recurso-de-bolsonaro-e-mantem-indenizacao-a-maria-do-rosario

Associação Juízes para a Democracia critica pacote de Moro: “estraçalha a presunção de inocência”

Esse servidor aposentado já torrou minha paciência e por certo não sou o único a pensar assim. Se naquele país de merda tudo é tão bom por que então ele não faz suas malas e trata de cair fora, pois não precisamos que quem como ele pensa que tudo aqui está errado. Se fizer as malas e cair fora fará um grande favor a todos os brasileiros.

O Editor

 

 

 

 

Projeto de Moro negligencia políticas para investigação, apontam juízes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou, nesta terça-feira (19), um comunicado com críticas ao pacote de medidas apresentado pelo ministro Sérgio Moro, chamado “pacote anti-crime”. Para a entidade, é “inaceitável” que o projeto inclua o aumento das hipóteses de excludente de ilicitude, levando em conta o alto índice de violência policial no Brasil.

Ainda, os juízes apontam ser “incompreensível” que tenham sido negligenciadas do pacote as políticas públicas destinadas a fortalecer a investigação, assim como aponta que há desconhecimento técnico no que diz respeito à execução penal e que não conta com justificativas. “O projeto aposta suas fichas em mais encarceramento, sem qualquer prévio estudo de sua viabilidade e de seu impacto social e financeiro, cujo ônus recairá aos estados, reconhecidamente tomados pela austeridade fiscal, com limitações constitucionais para emprego de recursos”, mencionam os juízes.

O projeto conta com 20 medidas, em meio às quais, segundo a AJD, há “graves agressões ao direito de defesa”, como a extensão da prisão “em segundo grau” para sentenças condenatórias de crimes contra a vida. “Enfim, estraçalha a presunção de inocência, antes mesmo que o STF possa julgar sua amplitude, definitivamente, no começo de abril”, apontam.

Confira a íntegra da nota:

Crítica da AJD ao pacote “anti-crime” do Ministério da Justiça e Segurança Pública

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental, de âmbito nacional, sem fins corporativos, vem a público oferecer suas fundadas críticas ao Pacote de Medidas apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública:

1) É inaceitável que um projeto que se autodenomina “anti-crime” tenha como um de seus principais pilares o aumento das hipóteses de excludente de ilicitude, especialmente para os casos de homicídios por agentes de segurança. A proposta não só ignora o já avantajado índice de violência policial no país como desvela a premissa que sustenta uma política pública homicida: a ideia de que a morte possa ser estimulada como mecanismo de combate à criminalidade, ao arrepio das mais comezinhas normas internacionais de proteção aos direitos humanos.

2) É incompreensível a negligência absoluta sobre políticas públicas destinadas a fortalecer a investigação, a partir da modernização e instrumentalização da inteligência policial. O país sofre de um gritante índice de homicídios não solucionados. E a tendência é de crescimento: a combinação da ampliação das hipóteses de posse de arma e legítima defesa ilustra o estímulo contínuo à violência, inclusive nas relações privadas.

3) O projeto aposta suas fichas em mais encarceramento, sem qualquer prévio estudo de sua viabilidade e de seu impacto social e financeiro, cujo ônus recairá aos estados, reconhecidamente tomados pela austeridade fiscal, com limitações constitucionais para emprego de recursos. O sistema carcerário já está colapsado, num calamitoso quadro de superlotação e precariedade, sendo justamente esse caos nos presídios que mais tem causado desassossego a todos. Beiram a irresponsabilidade projetos que visam assim o aumento da população prisional em caminho oposto à tranquilidade ou segurança da sociedade.

4) Além de não contar com uma técnica apurada, havendo embaralhamento de conceitos e acúmulo de equívocos de redação, o que é inusitado para projetos oriundos de um ministério cujas estruturas somente foram enrijecidas, o Pacote vem desacompanhado das tradicionais justificativas. Essas foram formalmente substituídas por rodadas controladas de entrevistas, evitando, de forma confessa, o diálogo aberto com a comunidade científica, com os profissionais das áreas afetadas e até mesmo com parlamentares responsáveis por sua discussão.

5) A previsão de incorporar acriticamente institutos estadunidenses como sinal provinciano de ode à modernidade ignora a circunstância de que a justiça penal negocial tem sido uma das principais contribuições ao incomparável volume prisional daquele país. O projeto prevê a supervalorização do Ministério Público como epicentro do sistema de justiça criminal, sem se proteger do excesso de discricionariedade e da falta de controle judicial, característicos destes institutos.

6) O pacote despreza a própria experiência que o país amealhou com a edição da Lei dos Crimes Hediondos, aprovada em 1990, com igual propósito de “endurecer as penas”. Ignora solenemente o fato de que não houve redução da violência e oculta a circunstância de que a legislação foi alavanca para a criação e o fortalecimento das facções criminosas – que, de uma forma até pueril são denominadas, reconhecidas e eternizadas no texto da lei. Imaginar que a repetição do erro produzirá resultados diversos e melhores é, para dizer o menos, uma grotesca imperícia.

7) Na área da execução penal, o desconhecimento técnico, que entre outras inconsistências chega a confundir saída temporária com permissão de saída, soma-se ao propósito inescondível de burlar decisões consolidadas do Supremo Tribunal Federal. O projeto se direciona inclusive a ressuscitar a proibição de progressão de regime, desastre legislativo da década de 1990, em bom tempo afastado pelo STF.

8) Em meio ainda às vinte medidas do projeto, graves agressões ao direito de defesa se distribuem, como a supressão dos embargos infringentes nas situações em que o recurso é justamente o mais empregado (ou seja, na discussão sobre penas); o controle e gravação do contato réu e advogado (como forma de criminalizar a defesa); a inconcebível extensão da prisão “em segundo grau” para sentenças condenatórias de crimes contra a vida (aproveitando-se equivocadamente da denominação de “Tribunal do Júri”). Enfim, estraçalha a presunção de inocência, antes mesmo que o STF possa julgar sua amplitude, definitivamente, no começo de abril.

Um projeto que se centra em experiências malsucedidas, aqui ou no exterior, e que evita, por incompetência ou falta de vontade, enfrentar os principais desafios para a superação da violência e do crime, não está à altura dos desafios que o momento exige. O povo brasileiro não merece ser ludibriado por soluções simbólicas, aparentemente mágicas, que, ao final, tendem a agravar os próprios problemas que prometeu resolver.

A Associação Juízes para a Democracia, desvelando as contradições e incoerências do texto, não se furtará ao debate e indicará, em seu devido tempo, uma a uma, as inconstitucionalidades, inconsistências e inconveniências de um conjunto de leis que procura oferecer tão-somente uma resposta demagógica e certamente ineficaz a problemas reais.

Nesta quadra, a AJD rejeita veementemente o pacote, tal como lançado, pela ausência de exposição de seus pressupostos, pela falta de estudos técnicos que suportem as ideias fragilmente expostas e pela incapacidade de enfrentar os temas de acordo com os princípios que norteiam a preservação da dignidade humana no contexto do Estado Democrático de Direito, ainda estampado na Constituição da República e pelo qual todos temos a obrigação de zelar.

São Paulo, 19 de fevereiro de 2019.

Copiado de:  https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/2019/02/associacao-juizes-para-a-democracia-critica-pacote-de-moro-estracalha-a-presuncao-de-inocencia/

MP investiga prefeito que exigiu presença de comissionados em show da noiva durante prévia

Foto: Reprodução

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu procedimentos para investigar o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), por improbidade administrativa e uso indevido de recursos públicos.

No domingo (17), ele exigiu a presença de servidores comissionados em uma prévia carnavalesca para acompanhar o show da noiva, a cantora Taty Dantas, que também é secretária de Assistência Social da cidade, no Grande Recife.

A convocação aos comissionados ocorreu por meio de áudios divulgados nas redes sociais. Horas depois, Meira confirmou à TV Globo que as gravações, de fato, tinham sido feitas por ele, sob a justificativa de que “era preciso apoiar a noiva”.

Por meio de nota, divulgada nesta segunda-feira (18), o MPPE informou que o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, determinou à assessoria criminal a abertura de investigação para apurar o possível caso de peculato, por causa do uso de verbas da prefeitura para um ”fim privado e pessoal”.

Segundo o subprocurador de Justiça, Clênio Valença, caso denunciado e condenado pelas infrações preliminarmente verificadas pelo MPPE, o prefeito poderia cumprir pena de dois a 12 anos de prisão.

“A gente enxerga, em tese, a prática do crime de peculato e o uso indevido de serviço público e também a prática de constrangimento ilegal. A rigor, o prazo para finalização do processo de investigação criminal é de 90 dias, podendo ser prorrogado por igual período. Se constatarmos que não houve crime, o processo é arquivado. Caso contrário, o prefeito é denunciado perante o Tribunal de Justiça pelas infrações penais que entendermos estarem caracterizadas”, afirma.

O Ministério Público disse, ainda, que a eventual responsabilização ficará a cargo do procurador-geral, uma vez que o gestor tem foro privilegiado. Além disso, a instituição encaminhou para a Promotoria de Justiça de Camaragibe a apuração da possível prática de improbidade administrativa.

De acordo com a nota do Ministério Público, a promotora de Defesa do Patrimônio Público, Mariana Vila Nova, instaurou procedimento para investigar o caso. G1

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As mulheres não querem ser laranjas do partido de Bolsonaro

Fernanda Melchionna (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Fernanda Melchionna (*)

A ampliação da representatividade das mulheres na política segue sendo uma das principais bandeiras de luta feminista. Em um país em que a população feminina é de 51,6%, somente a discriminação de gênero, sustentada em uma sociedade patriarcal, explica o fato de ainda sermos sujeito incomum nos espaços de poder. O escândalo do partido de Bolsonaro que envolve a fraude de candidaturas femininas para viabilizar desvio de dinheiro público do fundo eleitoral não nos surpreende. Historicamente os direitos das mulheres são negociados por aqueles que operam a política do toma lá, dá cá. Espantadas, infelizmente, devem estar aquelas que compraram gato por lebre, e agora vêem o falso discurso anticorrupção e fiel à moral e aos bons costumes do governo cair por terra.

O partido de Bolsonaro prestou um desserviço às mulheres. A reportagem da Folha de São Paulo, que revelou o esquema de corrupção e de fraude no preenchimento de cotas femininas, expõe em menos de 50 dias a podridão e o machismo incrustado desse governo. A suspeita era que Gustavo Bebianno, atual Secretário Geral da Previdência, era quem comandava, durante as eleições, o desvio do fundo público de campanha, utilizando-se da luta feminina por participação na política, através de candidaturas laranjas, para drenar os recursos do fundo.

Desde 2009, a legislação brasileira (lei 12.034) exige que as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres nas eleições à Câmara dos Deputados, à Câmara Legislativa, às Assembleias Legislativas e às Câmaras municipais. No entanto, somente ano passado o Tribunal Superior Eleitoral criou a obrigatoriedade também da destinação de 30% do fundo eleitoral para impulsionar candidatas femininas. Embora importantes, essas ações afirmativas na política não são suficientes para ampliar o número de mulheres nos espaços de poder.

Um estudo feito pela ONU Mulheres em 2017 coloca o Brasil na 154.ª posição de participação das mulheres no Congresso, em um universo de 174 países. Hoje as deputadas federais representam apenas 15% e as senadoras são 13% do Parlamento Brasileiro. O PSOL, por exemplo, é o único partido com bancada paritária no Congresso Nacional com 5 parlamentares de cada gênero. Além disso, o combate a candidaturas fraudulentas ainda é ineficiente por parte do TSE, pois as candidaturas só podem ser apuradas após o período eleitoral.

A candidatura, a que tudo indica fraudulenta, de Maria de Lourdes Paixão, do PSL, sem campanha, praticamente sem votos e que recebeu R$ 400 mil reais do fundo partidário, serve de um alerta para todas nós mulheres. Um regime político, capturado por interesses econômicos, sempre vai se utilizar de nossos direitos como moeda de troca. Se o presidente do PSL acha que as mulheres não tem vocação para a política, que não se utilize, então, dos nossos direitos. Se a porta da política ainda está em parte fechada para as mulheres, organizadas nós iremos derrubá-la.

(*) Deputada federal pelo PSOL/RS 

Copiado de:  https://www.sul21.com.br/colunas/fernanda-melchionna/2019/02/as-mulheres-nao-querem-ser-laranjas-do-partido-de-bolsonaro/

Aos condenados da terra não é permitido falar (por Franklin Cunha)

Rei de Espanha, Juan Carlos, jura lealdade ao ditador Francisco Franco (Reprodução/Youtube)

Franklin Cunha (*)

“Por qué  no te callas”
Juan Carlos de Bourbon, Rei da Espanha, dirigindo-se ao presidente  Hugo Chaves numa reunião de dirigentes  ibero-americanos.

No prefácio do livro Os Condenados da Terra do escritor da Martinica, Franz Fanon, Sartre escreveu: “ Não faz muito tempo a Terra estava povoada por dois milhões de habitantes,  quinhentos milhões de homens e  mil e quinhentos milhões de indígenas. Os primeiros dispunham  da palavra, os outros a tomavam  emprestada”.

Falar é dispor do verbo, da palavra e esta era propriedade dos europeus. O escandaloso  é que a partir da descolonização os colonizados se apropriaram da palavra. Já não a tomam emprestada e a usam contra os colonizadores. E são capazes, como Franz Fanon,  de dizer coisas terríveis ou como disse Aimé Césaire, dramaturgo negro que, como Fanon, nasceu na Martinica: “Entre o colonizador e o colonizado só há lugar para o trabalho forçado, para a intimidação e violência policial, para o roubo do trabalho, para a violência sexual, para a imposição da cultura, para o desprezo e para o assassinato”.

A respeito das palavras de Césaire, diz o ensaísta argentino J.P. Feinmann:

“ Que coisas tão incômodas disse Césaire. Como se atreve,  a usar contra o colonizador o verbo que este lhe emprestou? Graças a nós se fizeram-se humanos;  se integraram na História porque alguma vez os invadimos, demos a eles  um Deus , matamos os inúteis e rebeldes , roubamos  suas riquezas e lhes demos a Razão, o Progresso, a Civilização. Porque, agora,  usam contra nós a palavra que lhes demos”?

Por qué no se calan?

Toda a história do colonialismo ecoa nesta frase. Feinmann: “Chega de usar a palavra , tu filho de indígenas, descendente de escravos . É um Rei europeu que ordena que te cales, um descendente de colonizadores, de ousados empreendedores que te descobriram para a História, para uma civilização que colocou a palavra  em tua boca insolente”.

Hugo Chavez foi um brilhante orador, podíamos acreditar nele ou não, mas o monarca que pretendeu fazê-lo calar foi somente uma figura arqueológica, um rescaldo dos tempos terríveis quando predominavam as palavras de ordem proferidas contra quem  consideravam naturalmente e por tradição como raças inferiores.

Há alguns anos, na Argentina, a revista Barcelona exibiu uma foto do Rei Juan Carlos de Bourbon e de sua esposa, Sofia. Entre eles havia um genocida, o General Jorge Rafael Videla. O Rei espanhol o visitava, o homenageava com sua nobre  presença, lhe ofereceu o prestígio de uma monarquia europeia. Na legenda da foto lia-se:

“Por qué te calaste? A pergunta estava dirigida ao rei Juan Carlos. Se antes ele  tinha ordenado a Hugo Chaves que se calasse, porque se calou diante de Videla, um notório serial killer que terminou seus dias na prisão, julgado e condenado pela justiça argentina?

(*) Médico, Membro da Academia Rio-Grandense de Letras

Copiado de:  https://www.sul21.com.br/opiniaopublica/2019/02/aos-condenados-da-terra-nao-e-permitido-falar-por-franklin-cunha/

Funcionários da prefeitura do Rio reparam templo da Igreja Universal

Funcionários da prefeitura do Rio fizeram reparos em um templo da Igreja Universal da zona oeste da cidade, no bairro da Pechincha, na Estrada do Tindiba, 673.

O site da Band News FM Rio publicou uma foto que mostra funcionários do Rio-Águas, da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente, trabalhando no templo.

Foto mostra
servidores públicos
trabalhando no templo

De acordo com relato de testemunha, os reparos foram feitos na parte da frente e na lateral do prédio.

O Água-Rio que teve de fazer os reparos porque uma retroescavadeira que opera na dragagem do rio Pechincha causou estragos no estacionamento do templo.

O prefeito Marcelo Crivella tem sido acusado de beneficiar da Igreja Universal, da qual é bispo licenciado.

Com informação da Band News.

Copiado de:  https://www.paulopes.com.br/2019/02/reparos-iurd.html#.XGtS8nJKhPY

MPF age contra monopólio da Universal em presídios do Rio

O MPF (Ministério Público Federal) pediu ao governo do Estado do Rio que garanta a pluralidade religiosa nos presídios, onde há predominância quase absoluta da Igreja Universal.

Caso a SEAP (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) não providencie em cada unidade um espaço ecumênico no prazo de 30 dias, para uso de variados cultos, o MPF entrará com uma ação civil pública.

Dentro de vários presídios, com recursos próprios, a Universal tem construído templos supostamente abertos a todas as religiões, o que não ocorre na prática. Esses espaços têm o nome da igreja e/ou o seu logotipo ou ainda o seu slogan “Jesus Cristo é o Senhor”.

O Ministério Público comunicou ao governo do Rio que há “indícios” de que presidiários de determinadas religiões, como as de matriz africana, não têm recebido assistência espiritual.

A Igreja Universal pretende ter um templo dentro de cada presídio do país.


Com informação do Estadão e de outras informações.
Copiado de:  https://www.paulopes.com.br/2019/02/mpf-presidios-universal.html#.XGtR4nJKhPY

Porta-voz de Bolsonaro anuncia demissão do ministro Gustavo Bebianno

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, anunciou nesta segunda-feira (18) que o presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL). De acordo com o porta-voz, o substituto será o general da reserva Floriano Peixoto Neto.

Otávio Rêgo Barros leu uma nota da Presidência, na qual Bolsonaro agradeceu a “dedicação” de Bebianno durante a permanência no cargo de ministro. O presidente ainda desejou “sucesso” ao agora ex-ministro.

“O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada”, declarou o porta-voz.

De acordo com Otávio Rêgo Barros, a decisão de Bolsonaro de demitir Bebianno é de “foro íntimo do nosso presidente”.

Primeiro ministro a deixar o governo, Bebianno despachava do Palácio do Planalto e foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no ano passado.

A demissão do ministro é confirmada em meio a uma crise no governo causada pela suspeita de que o PSL, partido ao qual Bolsonaro e Bebianno são filiados, usou candidatura “laranja” nas eleições do ano passado.

A crise também envolve Gustavo Bebianno e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), um dos filhos do presidente da República – leia detalhes mais abaixo. G1

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Leia mais: http://jornalpequeno.blog.br/johncutrim/porta-voz-de-bolsonaro-anuncia-demissao-do-ministro-gustavo-bebianno/#ixzz5fvJFfLaZ

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