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Moro testa os limites do regime de exceção


Moro se viu alçado, por um conjunto de circunstâncias, internas e externas, a participante de um projeto de instauração de um Estado de exceção no Brasil. Escolhido pelos EUA para ser o regente das acusações que desarticulariam o governo do PT e, com ele, o potencial produtivo do país. Está cumprindo rigorosamente esse roteiro.

O PT foi tirado do governo, se desarticula o poderio da Petrobras, das construtoras, da indústria naval e de outros setores chaves da economia, que tinham guindado o Brasil a potência econômica emergente em escala mundial. O projeto se complementaria com o alijamento do Lula da vida política, tanto para sujar a imagem dele, como para blindar definitivamente o sistema político de qualquer risco de sair de novo de controle, como aconteceu a partir de 2003.

Da mesma forma que se pode fazer tudo com as baionetas, menos sentar-se encima – frase atribuída a Napoleão -, não se pode fazer tudo com decisões jurídicas arbitrárias. Moro pretende condenar Lula em primeira e segunda instância, acreditando que com isso completa o golpe.

Mas não se pode fazer tudo com decisões jurídicas, acreditando que elas têm força política para se realizar. Nos últimos meses, Moro tem visto seu poder se enfraquecer e ele tem feito declarações e tomado atitudes que confirmam sua consciência dos limites do seu poder. No mesmo momento em que há enormes manifestações contra o governo e em apoio ao Lula e, em que a manifestação de apoio ao Moro, em Curitiba, teve a participação de 15 (quinze) pessoas, Moro se vê obrigado a vir a público para reiterar que, segundo ele, “a grande maioria dos brasileiros o apoia”(sic).

Em seguida, nova demonstração de força, para testar os limites do que pode fazer, coloca em prática, de novo de forma arbitrária, a “condução coercitiva”, desta vez do blogueiro Eduardo Guimarães. A reação não se fez esperar e não apenas do campo da oposição, mas cada vez mais gente do campo do governo se sente incomodada com as formas de agir e as declarações intempestivas dele.

Ele se comporta como uma criança amuada que, contrariada, age para testar os limites do que é suportável que ele faça. Como se estivesse treinando para tentar dar o bote sobre o Lula – sua vítima maior. Ainda mais que ele mesmo se armou uma armadilha, convocando o depoimento do Lula com dois meses de antecipação. Agora se dá conta, pelas mobilizações de março e pelo prestígio cada vez maior do Lula, o que espera Curitiba em 3 de maio. E também viu, pelo depoimento do Lula em Brasília, o que o espera. (Lula já disse que quer que se filme não apenas ele, mas também o Moro, em quem vai olhar nos olhos todo o tempo. Será profundamente constrangedor, psicológica e moralmente, e Moro demonstra nervosismo crescente com essa circunstância que ele mesmo criou.)

Tudo indica que ele sente que o terreno em que ele pisava antes de forma segura, começa a se mexer. Ele já não une nem o campo da direita e ainda tem que enfrentar não apenas desgastes públicos, como capacidade de mobilização cada vez maior no campo popular e com Lula catalizando todas essas mobilizações. A defesa do Lula – como foi a da Dilma diante do golpe – torna-se a defesa da democracia no Brasil de hoje.

E Moro começa a piscar, a gaguejar, a responder “sem comentários”, ele que antes adorava todo holofote e não perdia chance para ditar manchetes para a mídia submissa. Sua própria teoria de que o país vive uma situação excepcional, que requer métodos excepcionais – os métodos de exceção que ele pratica e que eles propuseram que o Congresso formalizasse em lei, sem sucesso – vai caindo por terra. O método excepcional da condução coercitiva já não é aceita pela opinião pública, ele vai perdendo esse debate também e perdendo força para agir contra o Lula.

Moro testa os limites do regime de exceção, para saber se pode contribuir para transformá-lo em Estado de exceção, mediante um segundo golpe. As reações tem lhe sido adversas, fazendo que, nervoso, ele possa dar novos passos em falso, que podem ser fatais para ele.

Fonte:  http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/286201/Moro-testa-os-limites-do-regime-de-exce%C3%A7%C3%A3o.htm

Polícia Federal ‘atira’ no frango, mas abate o boi

por Luiz Müller

O Brasil afunda diante da ação criminosa de operações destinadas a acabar com setores fortes da Economia Brasileira. É cada vez mais evidente e flagrante, que há muito mais por trás de operações como a Lava Jato e sub ações dela, como a “Carne Fraca”. O discurso desde o começo da Lava Jato foi o de que serviria pra “combater a corrupção”. Mas  a destruição que a Lava Jato já provocou em grandes setores da economia brasileira, como o da construção Pesada, Construção Naval e Petroleira, é muito maior que os possíveis retornos de dinheiro roubado. . Este blogueiro nunca coadunou com a corrupção. Por outro lado sabe que o Sistema é corrupto e corruptível. Só uma mudança de Sistema poderia mitigar a Corrupção. E para tanto tenho falado sobre a Constituinte Exclusiva e Soberana, convocada por um Governo Legitimante eleito e amplamente discutida com o povo. Enquanto ela não acontece, bandidos tomam de assalto o governo e tudo de público que possa significar dinheiro em seus bolsos. De quebra ainda articulam mais uma Emenda constitucional com uma nova “reforma política” que eles mesmos vão votar e que só beneficiará a eles mesmos. Com o descompromisso o governo com a coisa pública as corporações, do alto de sua incomensurável força vão tomando decisões e destruindo a nação com decisões ditatoriais. A Operação “Carne Fraca” é mais uma destas operações. Assim como na Industria da Construção Pesada, na Naval e na Petroleira, milhares de empregos serão perdidos e o Brasil levará anos para retomar ao seu status de grande referência e maior produtor e exportador do setor. Até agora, os países que já fecharam suas portas a importação da Carne Brasileira representam mais de 50% das exportações. E outros ainda fecharão. Veja a seguir os dados do Valor econômico:

Carne 2Polícia Federal ‘atira’ no frango, mas abate o boi

Concentrada principalmente em irregularidades apuradas na produção de carnes de frango e suína, a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, atingiu em cheio os exportadores de carne bovina , segmento que tem apenas uma planta sob investigação. Depois que Hong Kong e Egito suspenderam as compras de carnes produzidas no Brasil, os embargos temporários à carne bovina já estão em vigor em uma lista de países (Hong Kong, Egito, China, Chile, Argélia, Jamaica e Trinidad e Tobago) que representou mais de 50% das exportações do produto em 2016.

Do Valor Econômico

Fonte: https://luizmuller.com/2017/03/22/policia-federal-atira-no-frango-mas-abate-o-boi/

Para famílias de baixa renda, dízimo é despesa prioritária

São idiotas pobres ou pobres idiotas?
O Editor

março 21, 2017
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Dinheiro da Bolsa Família vai para igrejas
As famílias de baixa renda consideram o dízimo e a oferta à Igreja como despesas prioritárias e se esforçam para não deixar de pagá-los, mesmo não havendo, nesse caso, o risco de serem incluídas em listas negras.

Foi o que descobriu uma pesquisa da AEF (Associação de Educação Financeira do Brasil) feita sobre o comportamento dessas famílias.

“A religião é a válvula de escape para muitos e o dízimo talvez seja o compromisso financeiro mais importante de algumas famílias”, disse Cláudia Forte, superintendente da AEF.

A AEF resolveu colocar o dízimo no orçamento doméstico ao verificar que, para essas famílias, trata-se de um gasto muito importante.

Os dados da pesquisa começaram a ser levantados em 2013, abrangendo 49 municípios em 16 Estados e o Distrito Federal.

43,5 milhões de brasileiros foram divididos em dois grupos:

1º) Mulheres e homens aposentados com renda de até dois salários mínimos.

2º) Mulheres beneficiárias do programa Bolsa Família.

Uma análise mais apurada da pesquisa poderia revelar, por exemplo, em que medida as igrejas são beneficiadas indiretamente pela Bolsa Família.

Com informação AEF.

Envio de correção.

Embora mais pobres, fiéis da Universal pagam o maior dízimo

Fonte: http://www.paulopes.com.br/2017/03/para-familias-de-baixa-renda-dizimo-eh-despesa-prioritaria.html#.WNHYrfkrJPY

SÓIS DE OUTONO NA AGORA BUCÓLICA XANGRI LA

 

Xangri-Lá é uma cidade de excelente arrecadação, pois cobra o mais elevado percentual de IPTU acredito que de todo o país e habitada por população composta de bicuiras como são chamados os aqui nascidos e muitos aposentados. A renda média é a mais elevada do litoral norte. O litoral é muito melhor para viver fora da dita temporada de veraneio quando para cá acorre gente desesperada fugindo da vida em outras cidades, fugindo da rotina e torna nossa vida um inferno. No veraneio só não há filas para respirar, no mais é um inferno. O veranista aqui chega e quer ficar preto submetendo-se ao sol desesperadamente. Todos buscam salgar os fundilhos como se fosse à última vez na vida que o fazem. Comem pouco se comparado ao que bebem. Quando chega março mergulhamos num verdadeiro mar de tranquilidade e paz.

O Editor

terça-feira, 21 de março de 2017
Cada vez mais pessoas  morando no Litoral e cuidando de suas casas, seus jardins, aproveitando o ar puro e o silêncio, harmonizado pelo canto dos pássaros e o sussurro das ondas do mar.

Moro determina condução coercitiva e quebra sigilo de comunicação de blogueiro ligado à esquerda

Jornalista foi levado para depor sobre vazamento de informação

eduardo-guimaraes blogueiro preso

(Foto: Reprodução)

21/03/2017 Brasil, Capa – Caderno 1, Geral, Notícias, Política

A PF (Polícia Federal) em São Paulo cumpriu na manhã desta terça-feira (21), na capital paulista, mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o indivíduo é levado para depor obrigado) contra o blogueiro Eduardo Guimarães. Ele
é editor do “Blog da Cidadania”, defensor de bandeiras da esquerda e crítico de políticos como o presidente Michel Temer (PMDB), da Operação Lava Jato, que acaba de completar três anos, e do juiz federal Sergio Moro.

Guimarães também concorreu à Câmara de Vereadores de São Paulo, na eleição de 2016, pelo PCdoB – na chapa do então candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT). Segundo a assessoria da PF em São Paulo, o mandado foi expedido pela Justiça do Paraná a pedido da PF paranaense, que pediu ao órgão em São Paulo o cumprimento da medida. Ainda conforme a assessoria, Guimarães prestou
depoimento a um delegado federal. Ele foi acompanhado por um advogado. A liberação ocorreu por volta do meio-dia.

Em seu perfil no Twitter, Guimarães é crítico ferrenho do juiz federal Sergio Moro e da Lava Jato. Em sua página no Facebook, um texto publicado hoje de manhã informa que o blogueiro foi levado pela manhã de seu apartamento na Zona Sul de São Paulo para depor.

“É lamentável viver em um país em que a liberdade de imprensa está sendo pisoteada. E em que pessoas comprometidas com a informação e com a democracia sejam submetidas a todo tipo de constrangimento, por via da lei. A Constituição Federal garante aos jornalistas liberdade de expressão e proteção de suas fontes.
Não podemos permitir mais esse arbítrio”, diz o texto.

PF queria que fonte de informação sobre Lula fosse revelada,
diz blogueiro. Ao coletivo Jornalistas Livres, ao deixar a PF, Guimarães disse que não havia sido intimado antes de ser levado para depor coercitivamente.

Na ação, relatou, os policiais federais levaram ainda celular dele e da cônjuge, laptop e um pen drive. “Não entendi, e meus advogados não entendem a razão da condução coercitiva porque não me recusei a vir aqui depor”, afirmou o blogueiro. Segundo ele, a PF
queria informações sobre quem repassara a ele, em maio do ano passado, a informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria levado a depor, também coercitivamente, pela PF em São Paulo, pela 24ª fase da Operação Lava Jato.

“Na verdade eles já sabem quem me passou a informação – uma fonte minha – de que Lula seria levado coercitivamente e teria seus sigilos quebrados”, afirmou. “Recebi de uma fonte as informações, antes, e eles queriam saber se eu tenho alguma ligação com a pessoa que vazou, mas não conheço essa pessoa. Disse que divulguei porque é meu trabalho jornalístico – meu trabalho é divulgar”, definiu.

Ao UOL, o advogado de Guimarães, Fernando Hideo, afirmou que a condução coercitiva hoje revelou “duas arbitrariedades bem claras”. “Pelo Código de Processo Penal, esse tipo de medida demanda qualquer intimação prévia, e isso não houve; a segunda arbitrariedade diz respeito à violação do sigilo de fonte, ao buscar essa informação com jornalista. Isso [o direito de manter sigilo sobre a fonte de informação] está na Constituição”, declarou o advogado.

Nos mandados de busca e apreensão assinados por Moro, aos quais a reportagem teve avesso, o magistrado não apenas autoriza a apreensão de aparelhos eletrônicos do blogueiro, como o “o exame e a extração de cópias de mensagens eletrônicas armazenadas nos endereços eletrônicos utilizados pelo investigado”.

Além disso, o juiz permite aos policiais o acesso a “mensagens eletrônicas armazenadas em eventuais computadores ou em dispositivos eletrônicos de qualquer natureza, inclusive smartphones, que forem encontrados, com a impressão
do que for encontrado e, se for necessário, a apreensão de dispositivos de bancos de dados, disquetes, CDs, DVDs ou discos rígidos”.

No mandado de condução coercitiva, Moro estabelece que Guimarães não deveria ser levado algemado, salvo se, na ocasião, oferecesse “risco concreto e imediato à autoridade policial”. Procurada, a assessoria de imprensa de Moro, na 13ª Vara Federal em Curitiba, não se manifestou sobre as críticas ao magistrado.

Bancada do PT na Alesp e na Câmara reagem à ação da PF

Em nota, a bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) classificou a ação da PF como “autoritária” e “censura”. “A Bancada dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa se junta ao elo de protestos e indignação ao atentado à democracia e a liberdade de imprensa que atingiu o blogueiro Eduardo
Guimarães, editor do Blog da Cidadania, levado coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, nesta terça- feira, às 6h da manhã”.

“Aos moldes dos tempos sombrios da ditadura militar, o blogueiro está incomunicável, sem acesso a advogados e direito de defesa, sob a acusação de supostos vazamentos sobre a condução coercitiva do ex- presidente Lula, em março do ano passado”, diz a nota.

Em entrevista coletiva em Brasília, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini, afirmou que a decisão de Moro, sobre o blogueiro, foi “uma atitude arbitrária”.

“Quando os grandes órgãos de notícia vazam notícias que geralmente são contra Lula e contra o PT, não tem problema nenhum. Mas quando um blogueiro que tem informações, vaza essas informações para que o público em geral tenha conhecimento da arbitrariedade das ações da Polícia Federal, o que acontece? Ele é preso. Então, não existe respeito ao direito de imprensa. É um verdadeiro absurdo o que aconteceu hoje”, classificou. (Mônica Bergamo/Folhapress)

Governo quer limpar pauta da Assembleia para votar Pacote na semana que vem

Posted by Marcelo Souza On março 21, 2017 0 Comment
pacote_ortiz3A base do governo Sartori/

PMDB na Assembleia Legislativa, pretende colocar em votação nesta terça-feira (21) dois vetos do governador para, assim, destravar a pauta e ter a possibilidade de começar a votar o Pacote de Maldades do governo.

De acordo com o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza/PMDB, a ideia é votar todos os vetos e projetos que trancam a pauta para, na semana que vem, a assembleia estar pronta para votar as PECs que integram o Pacote do governo Sartori/PMDB. As primeiras da fila são: a que prevê o fim da necessidade de plebiscito para a privatização de CEEE, CRM e Sulgás, a que institucionaliza o atraso no pagamento de salários dos servidores e a que ataca os sindicatos de servidores.

O governo segurou a votação do pacote até agora, por não contar com os votos suficientes para aprovar as PECs. Nesse período Sartori/PMDB aumentou a pressão sobre os parlamentares e, tudo indica, essa semana a pressão será total. O objetivo de Sartori/PMDB é aprovar as PECs para conseguir assinar o acordo de renegociação da dívida. Ou seja, primeiro o governo aprova os ataques aos servidores e vende as estatais, logo depois assina um acordo que vai afundar o Estado mais ainda, ao aumentar a dívida e abrir mão de questionar os juros abusivos cobrados até agora. Além de abrir mão dos ressarcimentos da Lei Kandir. Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “os servidores precisam responder a altura, retomando a pressão sobre os deputados, principalmente do PDT, do PP e do PTB, para garantirmos a rejeição desses ataques do governo Sartori/PMDB. Temos que aproveitar que no ano que vem teremos eleição e lembrarmos o que acontecerá com os deputados que votarem contra os servidores”.

Próximos passos das votações na Assembleia Legislativa

– Dois vetos do governador estão na pauta para serem votados pela Assembleia nesta terça-feira. São eles: emenda em projeto sobre nota fiscal eletrônica para produtores rurais e a alteração da nomenclatura dos papiloscopistas.

– A pendência da votação dos vetos tranca a pauta do Legislativo, porque é prioritária.

– Para pôr em pauta o fim dos plebiscitos de privatização, os vetos devem ir à votação antes.

– A tendência é de que o Piratini consiga efetuar a apreciação.

– Votados os vetos, na semana que vem devem ser apreciadas as emendas constitucionais.

Fonte: http://ugeirmsindicato.com.br/wordpress/?p=3728

Secretário da Fazenda confirma aumento da dívida adiantado por Lara

 

Finalmente o Secretário Pé Grande da Fazendo do desgoverno do mentiroso de “Cassias do Shul” alivia sua consciência que pesada também por ser grande devedor de IPTU em Campo Bom onde reside e foi Prefeito e confessa aquilo que já havia sido denunciado pelo Deputado Lara. Esse Secretário por certo viaja diariamente a Porto Alegre onde trabalha e duvido que pague do próprio bolso a gasolina e manutenção do carro que usa.

O Editor

 

 

 

 

LARA

Em audiência pública na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, na tarde de segunda-feira (20), o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes reconheceu que a renegociação da dívida com a União irá aumentar em até R$ 30 bilhões, caso o Estado aceite o Plano de Recuperação fiscal proposto pelo governo federal, como já havia afirmado o deputado Luís Augusto Lara, em matéria publicada pelo jornal Correio do Povo (13/03/2017).

O Rio Grande do Sul tem uma dívida de R$ 9,2 bilhões que foi contraída em 1998, desde então pagou R$ 24,8 bilhões e ainda deve R$ 57,8 bilhões. O deputado Lara, ainda em 2016 cobrava uma ação do governo sobre o ressarcimento da Lei Kandir, agora, com o anúncio das contrapartidas, Lara vem questionando e debatendo que aderir a este Plano de Recuperação Fiscal proposto é um crime contra as finanças do Estado.

Além de declarar que a renegociação poderá ser “catastrófica”, o Secretário Estadual da Fazenda já antecipou que o próximo governador deverá, também, efetuar uma nova renegociação da dívida. Para Lara, “está confirmado que além de aumentar a dívida em R$ 30 bilhões, esta renegociação terá reflexos negativos nos próximos governos, não acabando com os problemas do Estado, sendo que quem pagará a conta é o povo”, afirma Lara.

“São Paulo e Minas Gerais não estão aderindo, aqui no Rio Grande, além de aderir a este absurdo, estão fazendo um desmanche do Estado, propondo a venda dos setores energéticos, da Corsan e do Banrisul. Então, antes de pensarmos em renegociação, precisamos fazer o encontro de contas do que a União nos deve e do que devemos, além de averiguar os incentivos fiscais concedidos pelo Estado, através de uma CPI”, defende Lara. 

A carne é fraca

Não se iluda o leitor. Ao contrário do que poderá inferir, não é às suspeitas sobre a carne importada do Brasil que o título se refere. Até porque parece ser ponto assente que, pelo menos em Portugal, não corremos o risco de estar a consumir picanha adulterada. Ou seja, é também de pecados que se pretende falar nesta síntese do dia, mas de outra natureza: é de “copos e mulheres”.
As leitoras mais sensíveis que me perdoem o sexismo, mas a culpa não é do jornalista. O tema foi introduzido por essa carismática figura de nome impronunciável: Jeroen Dijsselbloem. O holandês que preside ao Eurogrupo, e que aspira a repetir o mandato, deu uma entrevista a um jornal alemão e, como bom social-democrata (ou não tão bom, uma vez que o seu partido trabalhista quase desapareceu do mapa nas eleições da semana passada), introduziu o tema da solidariedade europeia e, em concreto, a dos países do Norte (como a sua Holanda e a Alemanha a que se dirigia) relativamente aos cidadãos do Sul.
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Acontece que, como bom calvinista, Dijsselbloem, tratou de por os pontos nos is, no que à generosidade nortenha diz respeito: “Também há obrigações a cumprir. Não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e, depois, pedir ajuda”. E assim, numa frase, se resume o pensamento político do líder do Eurogrupo, que reúne os 19 países do euro, sobre o que esteve na origem das crises da dívida soberana, da austeridade, da destruição de emprego, do empobrecimento, da emigração. Um problema causado por bêbados e mulherengos do Sul.
Mas há um outro assunto de carnes de que vale a pena falar neste dia. Já não de carne fraca, mas de carne para canhão. Que é aquilo em que se oficialmente se transformou Teresa Leal Coelho, candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.
Já todo o país sabia que os nossos sociais-democratas estavam com dificuldades em encontrar um nome de relevo para concorrer à maior autarquia do país. Nega após nega, e já depois de o CDS lançar Assunção Cristas, lá surgiu o nome da deputada (que também é vereadora na capital, mas só muito de vez em quando). Era a chamada escolha de recurso, ainda que, num primeiro momento, o discurso partidário tenha tentado vender a ideia contrária e qualificar a candidata.
Acontece que a verdade é como o azeite, vem sempre acima e, neste caso, pela autorizada voz de Carlos Carreiras, o responsável pela estratégia do PSD para as próximas autárquicas (embora não pareça): tanto dá, diz o próprio, que Teresa Leal Coelho fique à frente, como atrás, de Assunção Cristas. Carne para canhão, portanto. Louve-se a transparência, note-se a trapalhada.

Fonte:  https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/15af2764e75e4e92

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Osório: Rodeio de 2016 teve prejuízo de R$ 785 mil

E o que dizer do dito Rodeio que ocorre em Xangri-Lá já faz décadas? Lá tudo é ‘de grátis’. Ingresso FRANCO, banho quente, água, energia elétrica, segurança e por aí vai. E tem prêmios em DINHEIRO VIVO, tudo tirado dos cofres públicos, ou seja, dinheiro de tributos arrecadados para retornar aos contribuintes em forma de prestação de serviço. Nessas festas enfatizam que não há DROGAS. O que são drogas no conceito deles? Pergunto por que CACHAÇA é bebida nos ditos rodeios. A coisa é tão séria e onerosa ao erário que, creiam, até mesmo UMA BOIADA é alugada para que os ‘gáuchos’ de final de semana ou se preferirem fazendeiros da urbe possam se divertir. E o FISCAL DA LEI, o MP nada vê de anormal em tudo isto. Não sei, mas penso que o MP tem atitudes estranhas, não?

O Editor

No ano passado o 36º Rodeio Crioulo Internacional de Osório teve despesas da ordem de R$ 1,242 milhão, obtendo receita de R$ 456 mil. O resultado foi um prejuízo de R$ 785 mil. Em 2015 o déficit foi de 797 mil.
O governo municipal transformou-se ao longo do tempo no maior investidor do evento, bancando toda a estrutura de serviço e infraestrutura, procurando propiciar boas condições aos participantes e visitantes.
Hoje o prefeito Eduardo Abrahão resolveu pisar no freio em relação ao Rodeio, preocupado com a queda de arrecadação e a necessidade de cobrir demandas na educação e saúde.
Está na hora de o Rodeio e demais eventos que acontecem no parque serem privatizados. Quem dá o exemplo é o município de Imbé, onde o prefeito Pierre Emerim decidiu terceirizar o evento tradicionalista a partir deste ano. Pode ser uma oportunidade para Osório impulsionar o turismo e a qualificação do parque de rodeios.

Fonte: https://gastao30.wordpress.com/2017/03/21/osorio-rodeio-de-2016-teve-prejuizo-de-r-700-mil/

O sumiço dos leitores nos jornais gaúchos (Por Elstor Hanzen)

18/mar/2017, 11h22min

jornais gauchos sumiço leitores
Comparação da tiragem de um ano para o outro; ordem da menor para a maior queda em percentual. (Observatório da Imprensa)
Elstor Hanzen – Observatório da Imprensa
A circulação dos dez jornais gaúchos auditados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC) chegou à queda mediana de 20,37% em 2016. Nos números levantados entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, teve diário que reduziu a impressão em mais de 30%. Pior do que os dados ruins foi a postura dos veículos de sonegar as informações ao público, e o maior deles no estado – Zero Hora – publicou que foi o único entre os cinco maiores jornais do país a aumentar em 7% sua circulação total – digital e impresso –, sendo que o IVC verificou para esta soma pouco mais de 2%. Ademais, o diário sequer mencionou ou contextualizou a redução de mais de 15% na sua tiragem no período.
Os jornais aferidos pelo IVC pertencem a cinco grupos de comunicação do Rio Grande do Sul e grande parte tem concentração de circulação na Região Metropolitana de Porto Alegre. Conforme o Instituto, o Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, registrou a menor queda, com 2,39%. O maior percentual foi do Diário de Canoas, do grupo Sinos, que caiu 31,82%. Do mesmo grupo, o Jornal VS apresentou diminuição de 21,72%, enquanto oABC Domingo caiu 21,04% e o Jornal NH 20,82%. Já dos impressos do grupo RBS, o Pioneiro, de Caxias do Sul, foi o que mais caiu, registrando um percentual de -19,92%. O Diário Gaúcho caiu 16,38% e Zero Hora, 15,14%. O Diário de Santa Maria, que pertence a um grupo de empresários locais, registrou queda de 22,37% no período em questão e o Correio do Povo diminuiu 13,64%.
Diante dos dados, alguém poderia concluir de imediato – inclusive, assim o fazem corriqueiramente os diretores dos veículos – que isso é consequência da crise econômica, do jornalismo online e das redes sociais. Infelizmente, não se resume a isso. As causas vão bem além e são mais profundas, embora algumas estejam bem aparentes.
Primeiro, a atitude dos impressos de esconder sua própria realidade aos leitores e aos anunciantes e de forjar dados positivos sem contextualizar as informações não é mais compatível com a transparência exigida para a mídia do século 21. Tal postura editorial perversa de mostrar os fatos quando convêm a determinados interesses e ocultá-los quando desfavoráveis é intolerável e uma das causas que corroem a credibilidade da imprensa, tendo como consequência o afastamento do público.
Outra medida contraditória e duvidosa quanto à eficiência é o enxugamento das redações, sob o argumento único da crise econômica. Os jornais do grupo Sinos, por exemplo, vêm demitindo os profissionais mais experientes e apelando para o sensacionalismo. Uma publicação que construiu sua reputação com base numa linha editorial sóbria e jornalismo propositivo nos últimos anos deu uma guinada para assuntos de violência, insegurança, fatos chocantes, usando excesso de linguagem apelativa na apresentação das notícias, no afã de conseguir alguma audiência momentânea a mais. Mas, à medida que esse expediente vem sendo empregado, a tiragem dos jornais e o prestígio deles vêm decaindo na mesma proporção. Enfim, não imprime mais inteligência, interesse público nem fornece material que represente seu público no sentido mais amplo.
Equilíbrio, senso ético e a verdade
O comprometimento incondicional de grande parte desses veículos na propagação das manifestações de 2016 foi visível, sem considerar as verdadeiras intenções e a eficiência no combate à corrupção de forma mais ampla desse movimento, acabou se mostrando um tiro no pé da imprensa. No calor dos acontecimentos, a cobertura massiva e acrítica se apresentou promissora, atraindo alguns novos leitores e aumentando o faturamento publicitário em meio à crise. Entretanto, com o passar do tempo, quando a causa do movimento foi se revelando um projeto de poder, o enfrentamento da corrupção seletiva e os resultados efêmeros, a imprensa saiu enfraquecida como referência informativa à população.
A atuação da mídia como multiplicador e canalizador da opinião de um grupo tal como se fosse vontade de todos e o caráter cada vez mais padronizado e elementar nas formas pelas quais as notícias são apresentadas ao público também não agregam valor e credibilidade às publicações. Tudo isso cria uma desconfiança ainda maior quando os fatos submetem a euforia e as opiniões como no fenômeno do ano passado.
Evidente que os veículos batem pé nas suas versões e convicções dos fatos até o momento em que for possível, usam elementos de persuasão da própria propaganda para canalizar e manter a opinião pública ao seu lado. Afirmação, repetição e prestígio são algumas das técnicas às quais se lança mão. Por exemplo, uma repetição no jornal de que A é velhaco e B um homem honrado acaba convencendo muitas pessoas se não tiverem acesso a outra fonte que diga o contrário. Mas como atualmente o público tem acesso a fontes alternativas de informações, a estratégia da mídia para respaldar sua visão dos fatos se vê exposta e, em muitos casos, até contraditória com a realidade após algum tempo. Logo, o baque na credibilidade é certeiro, mal essa lógica vier à tona.
Mesmo assim, é normal que o meio de comunicação exerça seu poder por meio da política editorial do noticiário. Momento em que os acontecimentos recebem supressão, boicote ou distorção conforme os interesses políticos, econômicos do veículo e do público a quem se dirige a notícia. Esses arranjos são comuns nas redações, porém, precisam ser feitos cada vez com mais responsabilidade e pluralismo, caso a publicação informativa não queira ser apenas porta-voz de uma parcela cada vez menor da população, como os jornais partidários antes da imprensa empresarial.
Contanto que o jornalismo for focado em excluir certos interesses da cena pública e pregar para convertidos, a que abrir espaço à diversidade social e ao debate das opiniões, então é melhor cada organização social criar sua própria publicação e mostrar a realidade conforme lhe convier. Senão, é preciso melhorar a qualidade editorial e ter como essência o equilíbrio, o senso ético e a verdade na impressão da notícia.
Por isso, não convém esconder a realidade dos números ruins, ocupar espaço redacional com material sem verdadeiro interesse jornalístico, ver o público apenas como clientela e fazer propaganda em prol de determinados movimentos, como se tudo fosse puramente interesse coletivo, caso o jornalismo queira ser de fato referência informativa relevante e resgatar seu prestígio com a sociedade. Sem vigor, pluralismo, transparência e independência editorial, não há enxugamento de redação nem dinheiro de órgãos governamentais que salvem os jornais de qualquer crise.
(*) Elstor Hanzen é jornalista e especialista em convergência de mídias

 

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