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ELOGIO AO PROFANO

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Foto: Flores no Deserto do Atacama

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado

Desconfio, sempre, de quem busca o perfeito, regras rígidas, comportamento metodicamente estabelecido. A beleza da vida está nas imperfeições, naquilo que adquiridos com o tempo, profanando a sacrossanta virtude dos déspotas do moralismo vazio. Somos tocados, em verdade, pelo imperfeito, pelo incompleto, pelos nossos iguais.

A utopia revolucionária nunca foi o mundo da lógica, da estética mecânica, dos desenhos simétricos, das pessoas iluminadas, mas um espaço onde todos e todas, independente da sua adequação aos padrões, pudessem ter oportunidades. Mesmo sujos, doentes, massacrados pela vida, ainda assim pudessem ser vistos como parte da sociedade. Onde este sonho se perdeu?

Hoje vivemos um ambiente fragmentário, das frases prontas, das repetições, da linearidade. Passamos a ser mais moralistas do que os inquisidores medievais, o que nos aproxima cada vez mais do conservadorismo. O ser humano tornou-se tão vaidoso que nega a sua proximidade com as demais espécies, prefere acreditar que é uma obra de arte tocada pelo sopro divino. O mesmo humano que mata, que agride, que violenta, que exclui, busca a redenção no paraíso. Só que antes queima a vida, provoca desabrigo, espalha o terror por onde passa.

A verdade, e isto é definitivo, é que não somos perfeitos. E é essa imperfeição que nos mantém vivos. Fomos desnudados por Freud ao demonstrar que somos guiados por desejos. Que somos tão carnais quanto qualquer outra espécie. Antes disto, Darwin já havia demonstrado que nascemos do barro sim, bem como da lama, das cavernas escuras e mofadas, das árvores onde viviam os nossos antepassados, somos o resultado de uma luta por vida, a nossa origem é profana, animal, não temos nada de divinos. A genética desconstruiu a nossa visão binária do humano. E hoje sabemos que o bem e o mal convivem harmonicamente dentro da nossa personalidade.

Felizmente, somos dominados por nossas paixões. São elas que nos iluminam e nos tornam vivos. Imaginem um mundo desapaixonado, desinteressado, sem emoções, sem dor, mas sem alegria, seria algo bom? Um “admirável mundo novo” onde as pessoas já nascem predestinadas, onde qualquer erro seria objeto de eliminação sumária do imperfeito? Alguns realmente sonharam com isto, Mengele era uma deles e sabemos o custo final desta insanidade.

Quando falamos em emoções, precisamos ter presente que o ódio é perfeccionista e o amor é cheio de defeitos. O ódio segue padrões rígidos, o amor aprendizado. O ódio exclui o que está fora dos padrões, o amor busca incorporar as diferenças. Se desejamos realmente ter uma vida sublime, com amor, precisamos aprender a conviver com a imperfeição, com o incompleto, com a vida. Caso contrário, seremos apenas novos ditadores.

Copiado de:  https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2019/01/16/elogio-ao-profano/

 

Hoje uma velha novidade na Globo

 

 

Inicia mais uma edição do Big Bo$ta Bra$il, suprassumo do LIXO oferecido aos brasileiros IDIOTIZADOS que obviamente não são poucos.

Fico a me perguntar como pode alguém que tenha frequentado escola ligar essa emissora em tal horário? Aqui nem mesmo os cachorros aceitam assistir a tal LIXO. Essa emi$$ora é pródiga em colocar no ar lixo do lixo nas casas dos idiotizados. Faz pouco tempo saiu do ar e depois de uma polêmica de uma jovem mulher, mãe de filhos que entrou em forte discussão em defesa do LIXO que colocava no ar.

Em 2017 referido programa tinha ao fundo do cenário um enorme FALO (caralho) o que demonstra que a Globo é a lata de lixo do país.

FLEXIBILIZAÇÃO DA POSSE DE ARMAS? SERÁ MIGUÉ?

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A FLEXIBILIZAÇÃO DA POSSE DE ARMA

Tá me cheirando migué

por João-Francisco Rogowski

Advogado

Além de votar em Bolsonaro fiz campanha para ele nas redes sociais, porque entendi que elegê-lo era a única forma de derrotar o projeto criminoso lulopetista e o terrorismo.

Na sua posse ao ministério o General Augusto Heleno enalteceu sobremodo a estruturação e a eficiência da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, levada a cabo pelo General Sérgio Etchegoyen.

O presidente Jair Bolsonaro manifestou-se pelo Twitter informando que quer a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com validade de 10 anos.

Hoje (15) o presidente assinou o decreto que flexibiliza a posse de arma de fogo de defesa pessoal pelo cidadão.

Para ser justo reconheço algum avanço nessas questões, mas para ser fiel à  minha consciência devo dizer que eu esperava bem mais.

Claro que entendo que atual administração pública federal está apenas no início de sua gestão, mesmo assim já sinto um aperto incômodo no peito.

Se o Serviço de Informações está tão bem estruturado como afirmou o Gen. Heleno, por que então o governo foi pego de calças na mão em relação à onda de atentados terrorista no nordeste do país?

Recentemente passei uma temporada em Portugal e fiquei sabendo que em muitos países europeus  a Carta de Condução de veículos é vitalícia, em outros é válida por 15 e até 50 anos.

A obtenção da  Carta de Condução também é muito simples, dependendo da categoria, se amador, o condutor é dispensado de exame de direção, assina uma declaração sob as penas da lei que sabe manejar veículos.

A exigência mais rigorosa é a do Atestado Médico para que se possa dirigir o qual pode ser solicitado ao médico de família, ou atendimento nas Unidades Públicas de Saúde ou  clínicas particulares.

Esse documento é exigido uma única vez, porque o condutor tem a obrigação legal de comunicar ao Departamento de Trânsito qualquer alteração em seu estado de saúde que limite sua capacidade para conduzir veículo. Os médicos também são responsáveis por  efetuar essa comunicação caso observem em seus pacientes déficit prejudicial à condução de veículo.

Por fim a questão da “flexibilização” da posse de arma de defesa pessoal.

Há que se diferenciar as armas de fogo de defesa e de ataque.

Armas de defesa têm menor potencial ofensivo, geralmente o revolver e pequenas pistolas.

Já as armas de ataque são os fuzis, pistolas de uso restrito das Forças Armadas e outras armas mais potentes.

Lembro-me que antigamente a pessoa interessada em adquirir uma arma de defesa ia a uma loja de armas, apresentava documento de identidade, comprovante de endereço e preenchia um formulário e aguardava uns dias a aprovação pela Polícia que obviamente levantava a ficha (antecedentes) do comprador.

Uma vez aprovado o cadastro do candidato a venda era formalizada e ele poderia ter a arma de defesa em sua posse e guarda (não o porte).

O decreto de “flexibilização” assinado hoje traz uma série de regulamentações e exigências que tutelam o cidadão em detalhes dos mais triviais, como ter um cofre ou armário com tranca para guardar a arma de defesa se houver crianças ou doentes mentais no local.

Quando eu era criança recordo-me que meu Pai guardava a arma em cima do roupeiro e descarregada, ele nunca precisou de uma lei obrigando-o a ser diligente e cuidadoso com a guarda de sua arma.

O excesso de regulamentação tratando o cidadão com um retardado, como um incapaz desprovido  de autodeterminação e pragmatismo é próprio do comunismo totalitário que tutela tudo e todos, e nada tem a ver com um sistema político democrático, liberal, que respeita e assegura aos indivíduos o direito de viverem e se conduzirem de acordo com a sua liberdade natural, o seu livre arbitro dado pelo Soberano Deus ao homem e que até mesmo ELE respeita.

Sinceramente eu esperava que o lema desse novo governo fosse liberdade com responsabilidade!

João-francisco Rogowski

Linkedin.com 

 

Copiado de:  http://ruygessinger.blogspot.com/2019/01/flexibilizacao-da-posse-de-armas-sera.html

Flávio Dino critica Olavo de Carvalho: “não pode presidir o debate no país”

O governador Flávio Dino criticou o astrólogo Olavo de Carvalho, durante o ‘Diálogos Capitais São Luís’, debate ocorrido ontem na capital maranhense acerca da desconstrução dos bancos públicos no Brasil. Ao defender a capacidade de dialogar com visões diferentes, Dino repreendeu o guru do presidente Jair Bolsonaro.

Para o governador do Maranhão, quando “você traz o debate para princípio, valores e ideias”, é plenamente possível e necessário em uma sociedade plural como a brasileira, “que você tenha abordagens policlassistas, que levem em conta as diferenças e que sejam capazes de construir consensos, ainda que provisórios”.

De acordo com ele, “o que não pode é um astrólogo, que se autodenomina filósofo, dos Estados Unidos, presidir o debate no país com base em simplificações grosseiras e propaganda. Isso acaba gerando essas antinomias aparentemente instransponíveis”, criticou.

Segundo Dino, o modo de superação desse quadro, na prática, é promover diálogos amplos para que “nós possamos praticar, aí sim, a verdadeira filosofia, que pressupõe uma construção de um pensamento crítico entre pessoas que pensam diferente”.

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Maioria dos municípios do Nordeste reduziu seus gastos com educação em 2017

Dos 25 municípios da região Nordeste analisados pelo anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), apenas oito aumentaram seus gastos com educação em 2017 em relação a 2016. A redução nos investimentos pela maior parte dos municípios gerou uma retração percentual de 2,1% na região, que totalizou R$ 41,2 bilhões gastos com educação no ano passado.

As maiores quedas foram sentidas em Arapiraca (AL), Mossoró (RN) e Paulista (PE), que registraram retração de 16,8%, 14,4% e 11,3%, respectivamente, no período analisado. As administrações municipais de Petrolina (PE), Campina Grande (PB) e Caucaia (CE) diminuíram os gastos com educação em 8,8%, 8,3% e 7,3%, respectivamente, em 2017,

Das nove capitais analisadas, seis tiveram quedas em seus investimentos na pauta. Foram elas Natal (RN), com retração de 7,8% em 2017; Aracaju (SE), que investiu 7,1% a menos no período analisado; João Pessoa (PB), com queda de 6,3%; Salvador (BA), que investiu 2,9% a menos no ano passado; Recife (PE), com retração de 1,3%; e Fortaleza (CE), que manteve a estabilidade, mas teve queda de 0,1%.

Por outro lado, entre os municípios que incrementaram seus investimentos em educação, o destaque foi Juazeiro do Norte (CE), que gastou R$ 198 milhões em 2017 e aumentou em 49,2% os R$ 132,7 milhões investidos em 2016. Resultado positivo também em Olinda (PE), que investiu R$ 128,5 milhões em educação no ano passado, aumento de 12,6% em relação aos R$ 114,2 milhões gastos em 2016. Completando o ranking das cidades que mais aumentaram seus investimentos, está Feira de Santana (BA), com alta de 8% no período analisado.

Entre as capitais, apenas Teresina (PI), São Luís (MA) e Maceió (AL) aumentaram seus gastos com educação. A capital piauiense teve alta de 5,8% em 2017 quando comparado a 2016, a cidade maranhense incrementou seus investimentos em 4,1% e na capital alagoana o crescimento foi de 3,1%.

Em sua 14ª edição, a publicação utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentando uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, tais como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação e outros.

O Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil (Ano 14 – 2019) foi viabilizado com o apoio de Alphaville Urbanismo, APP 99, BRB, Comunitas, Guarupass, Hauwei, MRV, prefeitura de Cariacica/ES, prefeitura de Guarulhos/SP, prefeitura de Ribeirão Preto/SP, prefeitura de São Caetano do Sul/SP, Sabesp, Saesa e Sanasa.

Brasil: investimentos em educação caem, mas participação na despesa total alcança maior nível histórico

As despesas com educação dos municípios brasileiros ficaram praticamente estáveis, registrando queda real de 0,8% entre 2016 e 2017, quando os investimentos passaram de R$ 153,52 bilhões para R$ 152,26 bilhões. Mesmo em um cenário de estagnação, a participação da despesa com educação na despesa total atingiu seu maior nível histórico: 27,8%. Além disso, o número de matrículas na rede municipal cresceu 1,1% no ano passado, puxado pelo aumento de 4,4% somente no ensino infantil.

De acordo com Tânia Villela, economista e editora do anuário, o aumento na oferta de vagas na educação infantil é consequência da aprovação da Emenda Constitucional nº 59/2009 e do Plano Nacional de Educação (PNE). As medidas tornaram obrigatória a matrícula de crianças a partir de 4 anos de idade na educação básica. “Essa obrigatoriedade impôs aos municípios o desafio de ampliar o atendimento e definir políticas específicas para esse público”, pontuou.

Quando analisados os municípios por região, os maiores crescimentos percentuais nos investimentos em educação foram no Sul e no Norte, onde houve incremento de 1,7% e 2%, respectivamente. Além disso, a região Centro-Oeste injetou R$ 83,2 milhões na área em 2017, registrando aumento de 0,9%. Entretanto, esses recursos foram insuficientes para fazerem frente às quedas das regiões Nordeste (-2,1%) e Sudeste (-1,6%).

Entre as capitais que incrementaram seus investimentos em educação em 2017, destaque para Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM) e Teresina (PI), que tiveram alta de 18,2%, 8,9%, 5,9% e 5,8%, respectivamente. Enquanto isso, as maiores reduções ocorreram em Campo Grande (-12,1%), Rio de Janeiro (-8,2%), Natal (-7,8%) e Aracaju (-7,1%).

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Caos financeiro atinge mais estados em 2019

A crise fiscal que antes atingia apenas estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já dá sinais de que se alastrou para unidades federativas que antes apresentavam boa saúde financeira.

Esse é o caso de São Paulo. O Estado vinha mantendo as contas em dia, mas começou 2019 em baixa. O novo secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles (MDB), afirmou que sua pasta tem caixa disponível para apenas uma folha de pagamento.

No Rio Grande do Norte a situação é bem mais grave. No seu primeiro dia de mandato, a governadora Fátima Bezerra (PT), anunciou por decreto estado de calamidade financeira no Estado.

Segundo a governadora, ela recebeu o Governo do Rio Grande do Norte com um déficit orçamentário de R$ 2,57 bilhões, sendo R$ 420 milhões só em salários atrasados e R$ 1,3 bilhão com fornecedores.

Para aliviar a crise, pelo menos cinco estados preparam aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide na compra de automóveis. Em Alagoas, Pernambuco e Sergipe, o imposto que antes era de 12%, subirá para 14% a partir de abril deste ano. No Acre e no Amapá, o aumento do ICMS pode ficar na casa de 18%.

Maranhão

Apesar da crise nacional, o governador Flávio Dino (PCdoB) é um dos poucos que vem mantendo em dias as despesas e o pagamento dos servidores públicos. No final de 2018, estudo realizado pelo G1, site de notícias da Globo, classificou a gestão Dino pela terceira vez consecutiva como a que mais cumpriu promessas de campanha, com 94,59% de execução do programa de governo.

Mas o governador maranhense ressalta que é necessário ter cautela para manter o equilíbrio fiscal. “Lembro que a responsabilidade fiscal é um meio imprescindível para novas conquistas, com ampliação de serviços públicos, programas sociais e obras. Por isso, temos que manter a responsabilidade fiscal, ousando ao máximo, mas sem quebrar o Estado”, alertou Dino na última sexta-feira (11), em uma rede social.

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Bolsonaro vai gastar R$ 4,5 milhões com ‘adesivos’ oficiais Brasil 247 4 horas atrás

Brasil 247 – Depois de reduzir o salário mínimo e de preparar cortes no investimento na casa dos R$ 266 bilhões, Jair Bolsonaro (PSL) vai gastar R$ 4,5 milhões para a confecção de materiais impressos para a Presidência da República. Dois editais foram publicados no portal da Secretaria da Presidência. As empresas que vencerem as licitações terão de produzir 70 mil adesivos com a imagem do brasão nacional e outros 70 mil com a bandeira do Brasil. Cada um desses conjuntos custará R$ 7.000.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo ainda informa que “também estão previstos 900 ‘mouse pads’ que vão custar R$10.990, 5.950 blocos de anotação com 50 páginas cada por R$ 42 mil e 3.000 agendas personalizadas no valor de R$ 135 mil.”

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O que a grande mídia não publica sobre Cesare Battisti

Por trás da eventual deportação de Cesare Battisti há uma trama mal-disfarçada entre os governos Temer e Bolsonaro. Mas não só isso

grande mídia não publica Cesare Battisti temer bolsonaro
Cesare Battisti (Imagem: Evaristo Sá|AFP)

Igor Fuser* no Outras Palavras

No momento em que escrevo estas linhas, o escritor Cesare Battisti, de 63 anos, foi capturado na Bolívia enquanto exercia o direito mais fundamental de todo ser humano: o de preservar, por qualquer meio, sua vida e sua liberdade.

Cada dia que Battisti sobreviveu à caçada policial foi um desgosto para Jair Bolsonaro, impedido de pôr em prática sua concepção ditatorial que encara o cargo de Presidente da República como uma carta branca para qualquer tipo de arbítrio.

Em abril deste ano, o então candidato do PSL, em conversa com o embaixador da Itália, lançou uma de suas típicas bravatas: “No ano que vem, vou mandar um presente para vocês: o Cesare Battisti!”. O assunto só voltou à tona por conta dessa promessa descabida.

Battisti, ex-ativista de esquerda condenado (injustamente, conforme explicarei logo adiante) a prisão perpétua pelo Judiciário da Itália, mora no Brasil desde 2004. É casado com brasileira e tem um filho brasileiro. Sempre respeitou as leis deste país e exerceu dignamente sua profissão.

A questão judicial envolvendo sua permanência no Brasil foi definitivamente resolvida em dezembro de 2010, quando o presidente Lula, exercendo um poder a ele atribuído pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de rejeitar o pedido de extradição feito pelas autoridades italianas.

Sabe-se lá quais foram as obscuras negociatas de bastidores entre Michel Temer e o atual presidente que levaram o impostor em final de mandato a usar a extradição de Battisti como um agrado ao seu sucessor, como se fosse um desses brindes de fim de ano.

O fato é que, em outubro, Temer revogou a decisão de Lula em favor de Cesare Battisti, num ato que foi definido com muita clareza pelo jornalista Josias de Souza, blogueiro da Folha de S.Paulo e figura totalmente insuspeita de esquerdismo:

Quando o assunto é cadeia, Michel Temer vira um presidente paradoxal. Denunciado duas vezes (corrupção passiva e obstrução de justiça), investigado em outros dois inquéritos (corrupção e lavagem de dinheiro), Temer pega em lanças no Supremo pela prerrogativa de livrar corruptos da cadeia. Com o mesmo ímpeto, ele guerreia pelo direito de extraditar o condenado Cesare Battisti para um cárcere na Itália.”

Sejam quais forem os motivos da decisão de Temer, ela abriu o caminho para que o juiz Luiz Fux inaugurasse prematuramente as perseguições políticas da era Bolsonaro ao determinar, na quinta-feira dia 13 de dezembro, a prisão de Battisti, que desde então havia conseguido se manter em liberdade, driblando os policiais mobilizados por sua captura.

Curiosamente, foi o mesmo Fux quem, na década passada, quando o caso tramitava no STF, deu a liminar que travou a extradição, gerando o impasse que culminou com decisão do STF de delegar a Lula a palavra final. Segundo Fux, não se trata de uma incoerência e sim de levar em conta que as “conjunturas sociais” de hoje são bem diferentes daquelas vigentes em 2010. Assim funciona o STF: uma ministra (Rosa Weber) que mantém Lula na prisão apesar de se dizer favorável à sua soltura, um ministro (Fux) que admite mudar suas próprias decisões de acordo com os ventos da política.

Diante de tudo isso, é importante que os brasileiros realmente comprometidos com a democracia e com os valores humanistas básicos tomem posição em solidariedade a Cesare Battisti neste momento crucial em que se colocam em jogo, ao mesmo tempo, seu destino pessoal e nosso destino coletivo como país (supostamente) civilizado.

Apresento aqui, de forma resumida, cinco razões em favor de que Cesare Battisti possa permanecer no Brasil com sua família, tranquilamente, como lhe é de direito:

1º) O mais importante: Battisti é inocente. O episódio da sua condenação, na Itália, é um escândalo comparável à farsa judicial armada por Sergio Moro contra o ex-presidente Lula. O italiano foi preso, no final dos anos 1970, por sua participação num grupo de extrema-esquerda, e condenado a uma pena de treze anos por vários delitos políticos, como subversão. Fugiu da cadeia poucos meses depois e reapareceu na França, onde obteve asilo político. Só então, as autoridades judiciais italianas, como uma espécie de vendetta, decidiram acusá-lo pelo assassinato de quatro homens (três deles, fascistas envolvidos em diversos tipos de violência). Sem qualquer prova, somente com base em delações premiadas de ex-companheiros que dessa forma conseguiram aliviar suas penas, Battisti foi condenado a prisão perpétua. Para saber mais sobre o assunto, recomendo o excelente livro de Carlos Lugarzo, “Os Cenários Ocultos do Caso Battisti” (Geração Editorial, 2012).

2º) Vamos falar claro: Battisti está sendo perseguido porque é um homem de esquerda. O caso é de alto interesse à ascendente extrema-direita italiana, doidinha para faturar politicamente com o show da extradição. Não por acaso, o político italiano que já está com as malas prontas para viajar ao Brasil e levar o prisioneiro à Itália, algemado, é o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, um notório fascista conhecido pelo seu ódio aos imigrantes. No Brasil, a polêmica em torno do assunto acompanha, em linhas gerais, a clivagem ideológica existente no país. A extradição de Battisti, desde o início, é uma bandeira dos reacionários dos mais diversos matizes, enquanto a esquerda, em geral, tomou partido em sua defesa (com a triste exceção da revista Carta Capital, que optou por engrossar o coro dos linchadores do escritor). Entregar Battisti à Itália favorece a campanha para desmoralizar a gestão presidencial de Lula e significa, na prática, o sinal de largada para um grande pogrom contra os partidos de esquerda, os movimentos sociais e todos aqueles que Bolsonaro chama de “os vermelhos”.

3º) Ao pressionar o Brasil, por diferentes meios e até os dias de hoje, o governo da Itália põe em jogo a soberania política do nosso país. Chegou ao ponto de ameaçar com um boicote à Copa do Mundo de 2014, depois voltou atrás e, no final das contas, isso não fez a menor diferença. Na longa novela do Caso Battisti, não faltou nem mesmo um deputado italiano, Ettore Pirovano, que, em 2009, ao criticar o ministro da Justiça Tarso Genro por sua recusa em conceder a extradição, recorreu ao infame preconceito existente na Europa contra as mulheres brasileiras. “O Brasil é mais conhecido por suas dançarinas do que por seus juristas”, ironizou o parlamentar, do partido neofascista Liga do Norte. Entende-se, aí, o que quis dizer por dançarinas.

4º) A extradição de Battisti é uma completa aberração do ponto de vista jurídico. Como bem lembrou o jornalista Celso Lungaretti no seu blog Náufrago da Utopia, “a sentença que a Itália quer fazer valer não só prescreveu em 2013 (trocando em miúdos: também está extinta), como se trata de uma condenação à prisão perpétua, ao passo que as leis brasileiras proíbem a extradição de quem vá cumprir no seu país de origem uma pena superior a 30 anos de reclusão”.

5º) Finalmente, a extradição de Cesare Battisti representa uma grave violação ao princípio da segurança jurídica. A decisão de Lula, que negou o pedido de extradição em 2010, foi confirmada no ano seguinte pelo STF. Sim, depois de tudo, o decreto de Lula ainda foi submetido ao STF, que o aprovou no dia 11 de junho de 2011, por seis votos contra três. Os seis juízes que votaram a favor da decisão de Lula e pela rejeição das queixas da Itália foram Fux (impressionante!), Levandowski, Marco Aurélio, Carmen Lúcia, Ayres de Brito e Joaquim Barbosa. Em suma: assunto encerrado, julgado em todas as instâncias possíveis muito além do que seria imaginável. Desde então, Battisti já não é mais um refugiado político, e sim um imigrante com residência permanente, condição que mantém até o presente momento. Aceitar sua prisão e entrega a um governo estrangeiro significa admitir que as garantias jurídicas já não valem mais nada no Brasil, que qualquer cidadão ou cidadã pode a qualquer momento ser vítima do arbítrio do Estado, exatamente como ocorreu durante os 21 anos da ditadura militar – os tempos da tirania, que os fascistas estão tentando implantar novamente, mas não conseguirão.

Leia também:
Cesare Battisti, criminoso ou refugiado político?
Prisão de Battisti era ilegal e sem fundamento, afirma jurista Dalmo Dallari
Caso Cesare Battisti: uma decisão difícil, mas sensata

*Igor Fuser é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Este artigo foi elaborado para o projeto Jornalistas pela Democracia.

Copiado de:  https://luizmuller.com/2019/01/13/o-que-a-grande-midia-nao-publica-sobre-cesare-battisti/?fbclid=IwAR2ycAq9eWYGYhgrmZVnJmPaZmkGHhYTrTL8RzQHWq7RVU60QdvMTxS0C0s

Caso Queiroz vira tema de marchinha de carnaval. ‘Cheque não caiu na minha conta’

09 DE JANEIRO DE 2019, 17H13

Música ironiza o caso do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), investigado por movimentação financeira considerada suspeita pelo Coaf, e provoca o presidente Jair Bolsonaro que, de acordo com a letra, teria “enganado” seus eleitores. Ouça

Reprodução
  

Por RBA

“O cheque não caiu na minha conta/ Eu não tinha tempo pra sacar/ Mandei pôr na conta da Michelle/ Pra depois a grana rachar.” É assim que a marchinha de Carnaval intitulada Micheque Bolsonaro ironiza o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvendo movimentação financeira considerada suspeita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele movimentou R$ 1,2 milhão no período que vai de 1º de janeiro de 2016 a 31 de janeiro de 2017.

A marchinha, de autor ainda não divulgado, também brinca com os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Eu era a esperança/ Dessa grande nação/ Enganei meus eleitores e ganhei a eleição”, canta.

As transações de Queiroz foram consideradas atípicas. Ele já foi chamado duas vezes ao Ministério Público para prestar esclarecimentos, mas não compareceu. O Coaf detectou a emissão de um cheque seu de R$ 24 mil em depósito para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro – que inspira o nome da marcha.

Copiado de:  https://www.revistaforum.com.br/caso-queiroz-vira-tema-de-marchinha-de-carnaval-cheque-nao-caiu-na-minha-conta/

Identificado bolsonarista que ameaçou Juca Kfouri: é Joly Júnior; caso já foi denunciado à delegacia de crimes informáticos; na segunda, ao MP

O que esse sujeito foi ou deixou de ser a mim não importa. Ele na verdade é mais um IDIOTA e cagão, pois quem tem vergonha na cara jamais se esconde ao dizer o que pensa. Mais um bosta, apenas.

O Editor

Identificado bolsonarista que ameaçou Juca Kfouri: é Joly Júnior; caso já foi denunciado à delegacia de crimes informáticos; na segunda, ao MP
Para ameaçar o jornalista em comentários no blog, Joly Júnior se escondia duplamente: usando o codinome JConselheiro e o e-mail da esposa. Descoberto, como todo covarde metido a valentão, sumiu

 


12/01/2019 – 22h28


Joly Júnior, o bolsonarista ameaçador

por Juca Kfoury, em seu blog, sugestão de Lúcia Rodrigues e João Ribeiro 

O valentão abaixo escreve para o blog com o pseudônimo “JConselheiro” e usa o email da esposa.

Seu nome é José Emílio Joly Júnior.

Mora em Curitiba e é corretor de imóveis da “Executivo Imobiliário”.

Costuma postar comentários como os abaixo:

Informado que suas ameaças foram denunciadas à Delegacia de Crimes Informáticos, desapareceu, como todo valentão.

O Ministério Público também será acionado nesta segunda-feira.

Joly Júnior terá de explicar não só suas covardes ameaças como, principalmente, o que sabe sobre helicópteros que jogavam pessoas no mar durante a ditadura.

Como alguém que diz ter sido do Pelotão de Operações Especiais do exército brasileiro terá participado de alguma dessas “operações”?

Copiado de:   https://www.viomundo.com.br/denuncias/identificado-o-bolsonarista-que-ameacou-juca-kfouri-e-joly-junior-caso-ja-foi-denunciado-a-delegacia-de-crimes-informaticos-na-segunda-ao-mp.html?utm_medium=popup&utm_source=notification&utm_campaign=site

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