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Políticos donos da mídia? Senador paraense perde concessão de rádio no Pará

   
Jader Barbalho. Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Boa notícia para o movimento de luta pela democratização da comunicação. No Pará, a Rádio Clube do Pará, ligada à família do senador Jader Barbalho (MDB-PA) perdeu a sua concessão de radiodifusão. Conforme prevê o artigo 54 da Constituição Federal, político não pode ser dono da mídia. Apesar do que reza a carta magna, a realidade é de inúmeros casos nos quais parlamentares que gozam de concessões públicos e, assim, detém meios de comunicação. A decisão da Justiça Federal, a partir de processo do Ministério Público Federal, é um precedente importante para o combate a esta ilegalidade.

Confira a íntegra da notícia publicada pelo Ministério Público Federal a seguir.

A Justiça Federal, em decisão assinada na última quinta-feira (23), ordenou o cancelamento do serviço de radiodifusão sonora outorgado à Rádio Clube do Pará (PRC-5 Ltda) e determinou que o governo brasileiro faça novo processo seletivo para outorga da concessão a outra pessoa jurídica que não tenha impedimentos legais para serviços de radiodifusão. A sentença, da 2ª Vara Federal de Justiça em Belém, atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), em processo iniciado em 2016.

O processo do MPF se baseia no artigo 54 da Constituição brasileira, que veda a políticos detentores de mandato a propriedade de veículos de comunicação. Segundo o artigo, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV.

O inciso II, alínea a, do mesmo artigo veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. A regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

Na defesa apresentada à Justiça, Jader Barbalho e Elcione Zaluth Barbalho informaram que se desligaram do quadro societário da empresa que possui a concessão da Rádio Clube do Pará em 2017 (após a ação judicial do MPF). Em lugar deles, passou a figurar no quadro societário Giovana Centeno Barbalho, filha de Jader, a quem ele passou a representar na empresa, na qualidade de procurador.

Para a Justiça, a mudança no quadro societário, após o ajuizamento da ação, tornou a situação jurídica da concessão ainda mais irregular. “Merece especial destaque que as cotas sociais de Elcione Barbalho foram transferidas para seus dois filhos (também filhos de Jader Barbalho), demonstrando a permanência do controle familiar sobre a pessoa jurídica. Mais grave, porém, é a situação do senador da República, que, além de ceder suas cotas para a filha, continua exercendo ingerência direta sobre a empresa concessionária, como seu representante”. As aspas são da sentença.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados do país. Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Outras ações – Em 2016 o MPF ajuizou cinco ações contra concessões de radiodifusão em território paraense que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais, com base no artigo 54 da Constituição Federal. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para explorar serviços de radiodifusão. As emissoras que tiveram as concessões questionadas foram a Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, a Rede Brasil Amazônia de Televisão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM, a Belém Radiodifusão e a Rádio Clube do Pará – PRC-5, todas de propriedade de Elcione Barbalho e Jader Barbalho.

Números dos processos (todos os processos tramitam na Justiça Federal em Belém):

Sistema Clube, RBA, Elcione Barbalho e Jader Barbalho: nº 0026999-03.2016.4.01.3900
Beija-Flor Radiodifusora e Cabuçu Borges: nº 0027000-85.2016.4.01.3900
Carajás FM e Elcione Barbalho: nº 0027001-70.2016.4.01.3900
Belém Radiodifusão e Jader Barbalho: nº 27002-55.2016.4.01.3900
Rádio Clube PRC-5, Elcione Barbalho e Jader Barbalho: nº 0027003-40.2016.4.01.3900

Copiado de:  http://desacato.info/politicos-donos-da-midia-senador-paraense-perde-concessao-de-radio-no-para/

Chomsky visita Lula: “é uma fonte de energia; por direito deveria ser o presidente do Brasil”

“É encorajador encontrá-lo e passar um tempo com ele”, disse Chomsky ao sair do encontro com Lula. (Foto: Joka Madruga/AGPT)

Rede Brasil Atual

O linguista e filósofo Noam Chomsky, nesta quinta-feira (20), foi mais uma das inúmeras personalidades mundialmente importantes que visitaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua cela na Polícia Federal, em Curitiba.

“Ele está com muita energia e fiquei muito feliz de saber que está com essa energia. É encorajador encontrá-lo e passar um tempo com ele, que por direito deveria ser o presidente do Brasil. Lula é uma das figuras mais significativas do século 21”, disse Chomsky, 89 anos e um dos pensadores mais importantes da atualidade.

Para ele, Lula “é uma fonte de energia”. “O encontro foi uma experiência tão boa quanto na última vez em que nos encontramos. Com a ajuda de pessoas como vocês, ele pode voltar a ocupar a posição que deve ocupar e superar os terríveis problemas que o Brasil está enfrentando.”

O grave momento por que passa o país pode resultar em dois cenários, segundo suas expectativas. “Não preciso dizer que é um período terrível, que pode se transformar num declínio permanente ou no colosso do Sul, como foi anunciado há um século e começou a se tornar possível durante a liderança de Lula.”

Segundo Noam Chomsky, “essas são as escolhas que os brasileiros têm num futuro muito próximo”. Ele acrescentou, em alusão às eleições presidenciais: “Dado o significado do Brasil no mundo, as escolhas que vocês fizerem vão ser historicamente muito importantes.”

O filósofo encerrou sua fala fazendo coro à militância que está na Vigília Lula Livre na capital de Curitiba. “So, Lula livre”, disse, frase que sua mulher, a brasileira Valeria Wasserman, que traduziu a entrevista, não precisou verter ao português.

O ex-ministro Aloizio Mercadante acompanhou Chomsky e Valéria durante a visita. Segundo ele, Lula enviou alguns recados à militância. O primeiro é o de que ele tem “convicção” de que o candidato do PT, Fernando Haddad, será eleito presidente da República.

“O crescimento nesse curto período é o maior que um candidato já teve. Isso se deve à força do legado dos governos Lula. As pessoas querem o Brasil de volta e sabem que o caminho é Haddad”, disse.

Segundo ele, Lula pediu que os eleitores e movimentos sociais não se limitem a esperar resultados das pesquisas, mas precisam “ir à rua e amassar barro”. “Em nome dele, eu digo que ele sabe que venceria no primeiro turno, mas aquele que tem tido a lealdade, discutindo cada passo da campanha com ele, é Haddad. Por isso ele pede que o mesmo compromisso que tinham com ele, tenham com Fernando nessas eleições.”

O terceiro recado do ex-presidente é para que a coordenação da campanha discuta a viabilidade de realizar caminhadas pela paz no Brasil. “A nossa proposta é de mais livros, mais escola, mais museu, mais cultura, e enfrentar com essa proposta de paz a cultura de mais faca, mais revólver, mais fuzil e mais violência. Nós somos a candidatura da paz e do diálogo”, concluiu Mercadante.

Senador Paim faz campanha no Litoral

Abgail Pereira, Rossetto e Paim (esq. p/ dir.)

O senador Paulo Paim (PT) cumpre uma intensa agenda de visitas por diversas cidades, a fim de prestar contas do seu mandato, debater a conjuntura política e diversos temas, entre eles a CPI da Previdência e Estatuto do Trabalho. Também é pauta dos debates do senador a dívida do RS, as emendas parlamentares para os municípios e os diversos estatutos dos quais é autor, tais como o do Idoso, da Pessoa com Deficiência, da Igualdade Racial e Estatuto da Juventude.
Na manhã deste sábado (22) estará na Feira do Produtor, em Osório. Depois seguirá para Imbé, Tramandaí, Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres. No domingo, em Vacaria, participará de plenária com o deputado Elói Poltronieri.
Paim adota uma fórmula republicana de enviar emendas a todos os 497 municípios gaúchos, independente do número de habitantes e do partido que esteja administrando a cidade. Um dos seus focos é a Uergs, auxiliando bastante na sua manutenção através destas verbas. “No período de 2003 a 2018 já indiquei mais de R$ 3 milhões em emendas para os municípios do Litoral Norte”, afirma satisfeito.

Copiado de:   https://gastao30.wordpress.com/2018/09/20/senador-paim-faz-campanha-no-litoral/

Programa do Paulo Sergio na TV Pampa hoje

 

Presentes o patrão, senhor Gadret, professor Paulo Ledur, Marne Barcelos e uma senhora pelo café Bom Jesus.

A senhora ou não é dada a falar ou estava nervosa, pois mais enrolada do que vira latas em festa de igreja. Ela é bem nutrida. Só não consegui entender se tal café tem algo a ver com da cidade de Bom Jesus onde trabalhei em 1966.

 

A senhora em questão falou que os ‘gaúchos’ levaram o desenvolvimento para o resto do Brasil. Ela pouco sabe sobre nosso Estado e igualmente sobre nosso país.

Nosso Estado se olharmos seu mapa perceberemos que está perfeitamente dividido em dois, sul e norte. O sul com municípios com enorme extensão territorial e pouquíssimo desenvolvimento, fruto exatamente dos que o colonizaram.

Ali prosperou a criação extensiva de gado.

Já a parte norte é totalmente diferente e esta sim levou desenvolvimento ao restante do país. Essa parte foi colonizada  não somente por portugueses, predominando a presença de pomeranos, germanos e italianos.

A dita imigração ALEMÃ que NUNCA OCORREU vez que lá por  mil oitocentos e vinte e poucos a Alemanha como país inexistia quando chegaram a São Leopoldo, Pomeranos, Germanos e Italianos

Assim, aos que pensam o nosso Estado é composto por duas civilizações que nada tem a ver uma com a outra.

A dita Revolução Farroupilha foi obra da MAÇONARIA, instituição filosófica e republicana por excelência. Isto mesmo vez que nascida no medievo e onde sofreu fortíssima perseguição dos senhores feudais assim como da tal igreja católica.

Até o medievo apenas os nobres, o clero e os pedreiros tinham direito a serem alfabetizados.

Os nobres por que eram os senhores de quase tudo. Os clérigos por que o Império do Vaticano criado por Constantino lá pelo ano 300 de nossa era depois de ter levado um pé na bunda sendo corridos de Constantinopla, cidade por ele construída, hoje Capital da Turquia e o já moribundo Império Romano, aproveitou para criar o seu próprio império o hoje VATICANO que infelizmente ainda mete o nariz em boa parte do planeta e aqui em nosso país se mete em demasia por que nossos políticos não são machos o bastante para mandá-los ao raio que os parta.

Temos a tal CNBB que a cada eleição presidencial ousa submeter a uma sabatina a todos os candidatos à PRESIDÊNCIA. Isto ocorre no presente quando estamos no TERCEIRO MILÊNIO e esses que ROUBARAM TODO O OURO E PRATA que puderam carregar quando da chegada ao nosso continente tanto de portugueses quanto espanhóis.

Penso que tais bandidos têm sorte, muita sorte mesmo ou os políticos não passam de uma cambada de covardes que se acomodam apenas para mamar nas gordas tetas do Estado Brasileiro.

“Raças” não existem, ou melhor, existem só na cabeça dos racistas

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A ciência é guiada e dirigida por forças que exercem no mundo o controle sobre o dinheiro e sobre o tempo. As forças sociais e econômicas determinam em grande medida o que a ciência faz e como faz.” 

Luigi Luca Cavalli Sforza CONSUELO BAUTISTA

O geneticista italiano que desmontou o conceito de raça

Luigi Luca Cavalli Sforza, autor de ‘Quem Somos? História da Diversidade Humana’, morreu no último sábado (01/09/18) aos 96 anos em sua casa de Belluno, no norte da Itália

“O racismo é um antigo flagelo da humanidade.”Esta frase foi pronunciada pelo geneticista italiano Luigi Luca Cavalli Sforza, junto a sua companheira Mary-Claire King, geneticista norte-americana, diante de um comitê do Senado dos EUA em 17 de fevereiro de 1993. Não poderia sintetizar melhor o legado desse grande cientista que morreu no sábado, aos 96 anos, na sua casa de Belluno, no norte da Itália.

Cavalli Sforza, que todos chamavam simplesmente de Luca, nasceu em Gênova, em 1922. Estudou Medicina, primeiro em Turim e depois em Pavia, quando seu professor de anatomia Giuseppe Levi – que também teve como alunos os ganhadores do Nobel Rita Levi Montalcini, Salvador Luria e Renato Dulbecco –foi expulso da universidade em decorrência das leis raciais aprovadas pelo regime fascista em 1939. Graduou-se em 1944 e, entretanto, não era a medicina sua verdadeira paixão. Já tinha começado a trabalhar nas relações sexuais das bactérias antes de se formar, mas foi a mosca da fruta, a famosa Drosophila, que lhe abriu o caminho para sua verdadeira paixão: a genética.

Não foi fácil trabalhar naqueles anos – entre 1943 e 1945 a Itália travava não só uma guerra mundial, mas também uma sangrenta guerra civil –, mas Cavalli Sforza teve a sorte de encontrar Adriano Buzzati Traverso, que anos mais tarde se tornaria o primeiro professor de genética da Itália. Começou a viajar entre a Itália, Reino Unido, Alemanha e EUA, onde, em Stanford, em 1970, acabou recebendo a oferta para ocupar uma cátedra, que manteve por mais de 40 anos, ainda sem perder seus contatos científicos e humanos com o velho continente.

O poliédrico Cavalli Sforza entendeu desde os primeiros anos da sua carreira que a multidisciplinaridade seria a chave para fazer avanços significativos na pesquisa. Consciente de seus limites, percebeu em seguida que precisava aprender matemática, e mais especificamente estatística, disciplina que foi estudar na Inglaterra com o mais importante desse campo naquela época, Ronald Fisher. E essa foi uma das decisões mais acertadas da sua vida, já que o campo do qual seria pioneiro, a genética populacional, se baseia fundamentalmente em ferramentas estatísticas.

Foi realmente quando deixou de pensar nas moscas e se voltou para os humanos. Começava então uma incrível odisseia – ele teria gostado dessa expressão, pois Ulisses era um de seus personagens clássicos preferidos – que o levaria a construir o primeiro atlas genético da humanidade.

Começou estudando quais fatores determinavam a diferente distribuição dos grupos sanguíneos entre as diversas populações humanas – entre as quais estudou especialmente os bascos, que têm uma incidência do Rh negativo de 25%, a mais alta do mundo – para depois estudar o cromossomo Y, o pedacinho de cromossomo comum a todos os homens biológicos.Graças a esse conhecimento, foi capaz pela primeira vez de corroborar do ponto de vista genético a teoria paleontológica conhecida comoOut of Africa: o DNA confirmava que os primeiros hominídeos deixaram o continente africano há 100.000 anos para colonizar o resto do planeta. Para reconstruir o passado, portanto, era necessário recorrer à genética. Cavalli Sforza chegou a esse extraordinário resultado muito antes de o primeiro genoma humano ser sequenciado.

Foi uma verdadeira revolução. A genética das populações era capaz de produzir uma “árvore genealógica” da humanidade capaz de contar nossa história. O pai de Cavalli Sforza tentou que seu filho se apaixonasse pela astronomia. Não conseguiu, mas, assim como os astrônomos são capazes de olhar para o passado distante quando observam estrelas e galáxias, hoje os geneticistas podem detectar rastros de acontecimentos remotos dentro de nossos genomas.

E não só isso. Em seu famoso ensaioGenes, Povos e Línguas(1996) onde se vale até da demografia, desenha um paralelismo entre as linhas filogenéticas das populações mundiais, a linguística e a arqueologia, para acabar reconhecendo que as três disciplinas contam a mesma história. É um “atlas genético” que fala de homens e mulheres migrantes desde sempre, e que se miscigenam entre si. Um espinho na garganta para compatriotas dele como o xenófobo ministro Salvini.

Em suas pesquisas e em cerca de 300 artigos científicos, Cavalli Sforza chega a uma conclusão que o obcecava desde que precisou enfrentar o racismo que levou à expulsão do seu professor e que ele próprio sofreu como italiano no começo da sua carreira nos países anglo-saxões: as “raças” não existem, ou melhor, existem só na cabeça dos racistas. Nos anos em que estava sendo forjado nos EUA o Projeto Genoma Humano, ele lidera o Projeto Diversidade do Genoma Humano, que foi o que apresentou ao Senado daquele país em 1993: estudando genomas das populações mais remotas da Terra, conseguiu demonstrar que os seres humanos são bastante homogêneos geneticamente, que“os grupos que formam a população humana não são nitidamente separados; em vez disso, constituem umcontinuum. As diferenças nos genes dentro dos grupos que têm algumas características físicas visíveis comuns são virtualmente idênticas às diferenças entre vários grupos, e, além disso, as diferenças entre indivíduos são mais importantes que as observadas entre grupos raciais”, como escreve emQuem Somos? História da Diversidade Humana(1995, lançado em 2002 no Brasil).

Em outro escrito, quando recebeu o prêmio Balzan em 1999, dizia que “embora a população humana possua uma enorme variabilidade genética entre indivíduos, 85% do total da variação ocorre dentro de cada uma das populações, e só 15% as separa. Portanto, não podemos utilizar para a comparação das diferentes populações humanas a mesma medida de distância genética útil para comparar as espécies vivas, para as quais é suficiente um indivíduo de cada espécie”. Em outras palavras, por mais que seja geneticamente e até intuitivamente fácil distinguir as características de duas populações em dois continentes diferentes, não é tão simples fazer isso com dois indivíduos, como pode acontecer com dois cães. Em uma entrevista ao EL PAÍS em 1993, ele foi taxativo: “Podemos falar de população basca, mas nunca de indivíduos de raça basca. As diferenças genéticas não justificam, nem nesse nem em nenhum outro caso, o conceito de raça, e muito menos o racismo”.

Em sua reflexão, adquire muita mais relevância a cultura como motor para justificar as diferenças entre as populações humanas.E à interação entre genética e cultura ele dedica muitos escritos (aqui aqui, por exemplo) explicando que os poucos anos (evolutivamente falando) que a humanidade teve para evoluir desde quando um pequeno grupo de hominídeos deixou a África não seriam suficientes para a evolução de raças diferentes, excetuando-se pequenas diferenças. Entretanto, a cultura – que, ao contrário dos genes, pode ser transmitida também horizontalmente entre indivíduos, e não só verticalmente, de pais para filhos – permite explicar muito mais as inovações e as diferenças.

A divulgação de suas ideias era muito importante para Cavalli Sforza. É o que contava em outra entrevista ao EL PAÍS, em 1998: “Com um pouco mais de tempo, definindo o absolutamente necessário e reduzindo o número de termos científicos ao mínimo necessário, é possível explicar a ciência a todos”. Mas não era um iludido. Também escrevia em Quem Somos?“Pensamos que a ciência é objetiva. A ciência é modelada pela sociedade porque é uma atividade humana produtiva, que exige tempo e dinheiro, pois está guiada e dirigida por essas forças que exercem no mundo o controle sobre o dinheiro e sobre o tempo. As forças sociais e econômicas determinam em grande medida o que a ciência faz e como faz”.

Por::Luca Tancredi Barone
Copiado de:  http://saudepublicada.sul21.com.br/2018/09/20/racas-nao-existem-ou-melhor-existem-so-na-cabeca-dos-racistas/

Quem pode nos livrar de Bolsonaro

É tolo olhar com ufanismo para a pesquisa do Ibope. Ela revela, junto com salto de Haddad, crescimento e consolidação da ameaça fascista. Para afastá-la, será preciso repolitizar as eleições – não insistir no jogo de torcidas

Por Antonio Martins | Imagem: Mario MafaiMussolini (1943)

A nova pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira (18/9) fez surgir, entre a maior parte dos apoiadores do PT e o PCdoB, uma enorme onda de otimismo. Eles viram o crescimento notável de Fernando Haddad (de 8% das intenções de voto há uma semana para 19% agora) como a consolidação da ultrapassagem sobre Ciro Gomes (que permanece com 11%). Também rejubilaram-se com o que seria a confirmação do gênio de Lula – capaz de, do cárcere, de comandar as eleições. Dois anos depois do golpe, a vitória e a volta ao governo estariam à vista. Esta visão contém elementos de verdade – e no entanto é parcial, comodista e perigosa. Em especial, porque sugere um caminho (a aposta na polarização petismo x antipetismo) despolitizante, que amplia ao máximo o risco de um resultado devastador. Há, ainda, a chance de evitá-lo.

A ilusão com os números é mais grave porque, na aparência, eles confirmam o script desenhado pelos apoiadores de Haddad. Numa primeira etapa, que parece cumprida, o candidato de Lula viveria um grande salto, beneficiado pela transferência de votos de seu patrono. A partir de então, afastados os adversários no “campo progressista”, bastaria contar com a atração, por gravidade política, da imensa parcela da sociedade que se coloca, desde 2002, contra o domínio secular das elites. Restaria aos demais candidatos de esquerda e centro-esquerda, e ao setor democráticos que restam entre os eleitores de Marina e Alckmin, alinhar-se à hegemonia petista. O pulo de Haddad, graficamente expresso abaixo, é a expressão imagética desta ideia.

Contudo, o Ibope mostra também dois outros fatos imensamente relevantes, que talvez o entusiasmo ofusque. Primeiro: uma impressionante ampliação das chances de Bolsonaro no segundo turno. Há duas semanas (pesquisa de 4/9), o candidato fascista era praticamente um pária: surrado na disputa final por Ciro Gomes (44% x 33%), Marina (43% x 33%), Alckmin (41% x 32%), acima apenas de Fernando Haddad (36% x 37%). Em pouco tempo, as previsões se reverteram. Agora, Bolsonaro vence com folgas Marina (41% x 36%), empata com Alckmin (38% x 38%) e Haddad (40% x 40%) e perde apenas para Ciro, porém na margem de erro (40% x 41%).

TEXTO-MEIO

A mudança dramática, expressa nos gráficos acima, sugere a normalização do fascismo. Está provavelmente relacionada ao atentado contra Bolsonaro, que o vitimizou. Porém, testemunha igualmente um fenômeno social e político muito mais largo. A extrema direita está se consolidando como tendência política principal do capitalismo, agora também no Brasil. As relações de Bolsonaro com o mercado financeiro são um sinal. Suas reuniões com banqueiros, investidores e corretoras tornaram-se constantes. Há semanas, a bolsa e o dólar oscilam a partir de suas intenções de voto, registrada nas pesquisas. A sobreposição é clara e incontroversa: a cada sinal de força do candidato fascista corresponde um impulso de otimosmo nos índices. Mas o Ibope revela que este movimento, restrito em condições normais às elites, tem profundidade social e eleitoral. O que era antes abjeto está se convertendo em normal. Votar numa chapa cujos integrantes defendem o estupro, e querem uma Constituição escrita por “notáveis” (evidentemente alinhados a suas ideias), já não é anátema – nem para um executivo financeiro, nem para um morador desempregado da periferia que optou, em falta de alternativas, por uberizar-se.

O segundo fato revelado pelo Ibope é ainda mais surpreendente, para as análises convencionais. A pesquisa mostra que, embora cada vez mais polarizadas, as eleições de 2018, continuam, essencialmente, despolitizadas. Há um nítido descolamento entre as tendências hoje majoritárias na sociedade e as opções pelos candidatos. Esta ruptura, fruto de uma disputa rasa (petismo x antipetismo), favorece a direita.

Do ponto de vista socieconômico, o golpe de 2016 está em frangalhos. Michel Temer, o político que o expressa, tem no máximo 5% de apoio popular. Uma série de enquetes demonstrou, nos últimos meses, a rejeição da sociedade a todas as políticas cruciais adotadas nos últimos – privatizações (70% contrários), contrarreformas Trabalhista (72%) e da Previdência (85%), terceirização selvagem. No entanto, repare: esta notável rebeldia não está expressa nas tendências eleitorais. Faça uma conta simples. Compare as intenções de votos nos candidatos favoráveis ao golpe (Bolsonaro, Alckmin, Amoedo, Álvaro Dias e Henrique Meirelles) com as destinadas a quem resiste (Haddad e Ciro). O resultado, visível no gráfico abaixo, é bastante estranho: 42% x 30%, a favor do golpe.

A discrepância é clara, mas é preciso enunciar seu significado com todas as letras: a polaridade petismo x antipetismo não expressa a tensão política real em curso na sociedade brasileira. Ao contrário: falseia-a; e – muito pior – abre um espaço inesperado para a direita, agora representada por sua fração extrema. Em termos concretos, significa que dezenas de milhões de brasileiros contrários à agenda de retrocessos imposta nos últimos dois anos estão sendo levados a defendê-la. Fazem-no porque, no momento, veem o PT como inimigo principal a ser batido.

É possível questionar o que leva a esta distorção. O massacre evidente que a midia promove contra o partido é um fator. A vocação hegemonista do PT – com a qual nos deparamos, a cada instante, todos os que queremos superar o capitalismo – não pode ser desconsiderada. No momento, o menos relevante é estabelecer a culpa. O que importa é enfrentar um problema crucial. Há enorme risco de termos, em vinte dias, eleições que, além de consolidarem o golpe de 2016, levarão a seu aprofundamento trágico.

A esta altura, quando faltam menos de três semanas para as eleições, uma questão parece clara. Fernando Haddad tornou-se o único candidato capaz de vencer Bolsonaro. Ficarão para outro tempo (sabe-se lá em que circunstâncias…) as avaliações sobre por quê chegamos a isso. Mas como vencer, com Haddad e nas condições que temos, a ameaça fascista? Há dois caminhos claramente definidos.

O primeiro é apostar em mais do mesmo. Implica insistir na polarização entre petismo x antipetismo. Inclui fechar-se a negociações com Ciro, esperando que seja obrigado, por gravidade, a apoiar Haddad no segundo turno. Envolve esperar no segundo turno, além das alianças já estabelecidas com o PMDB, as que previsíveis – com o PSDB e “os mercados”. Uma disputa de segundo turno, entre Haddad e Bolsonaro, será dificílima. Além da oligarquia financeira – e toda sua cadeia de influências –, o candidato fascista terá o previsível apoio da velha mídia, e metade do tempo de TV. Estará na reta final da convalescença. Estas circunstâncias anormais, e facilmente manipuláveis, exigirão uma frente vasta para combatê-lo. A que preço Fernando Henrique Cardoso ou José Serra e um ou outro banqueiro entrarão no barco de Haddad?

Há um caminho alternativo – mas exige pensar outra política. Significa desfazer a polarização que tem como centro o petismo. Implica trocá-la por outra, de fato politizadora, que colocará em confronto o que realmente importa. De um lado, os que nos opomos ao golpe e suas medidas.. De outro, os que querem aprofundá-lo. Esta polarização permite pensar no resgate dos direitos e num novo projeto de país. E extremamente viável, do ponto de vista eleitoral.

Porém, exige mexer um ponto crucial. O petismo (ao qual o PCdoB associa-se cada vez mais) estará disposto a abdicar de sua tentação hegemonista? Saberá enxergar que se tornou uma parte – e não o centro – da luta para superar o capitalismo brasileiro, em sua versão cada vez mais financeiraizada e submissa? Aceitará acenar a algo como uma “Geringonça Brasileira” – um governo de que participem Ciro, Boulos e o vasto leque de movimentos que resistem à agenda de retrocessos? Ou preferirá, como tantas vezes, postar-se ao trono e esperar a adesão por gravidade?

Os cenários e desafios de 2018 são certamente inéditos. Lula é um gênio político – mas não alguém capaz de enfrentar sozinho desafios desta monta. Saberemos, juntos, corresponder ao que temos pela frente?

Copiado de:   https://outraspalavras.net/brasil/quem-pode-nos-livrar-de-bolsonaro/

Justiça barra Cpers em escolas

Lamento tal decisão, pois esse sujeito enfia os pés pelas mãos desde que assumiu e agora busca enrolar ao eleitorado em boa parte idiotizado pela maldita RB$ para assim conseguir ficar no Poder por mais quatro anos já que ainda não conseguiu EXTERMINAR o Estado como penso seja o objetivo desse dito partido político, o que há de mais podre em nosso país e se alguém duvidar do que digo que veja as relações sujas entre aquele descendente dos descobridores do vidro com uma dessas ‘enutilidades’, o tal “coroné” NUNES.

O Editor

Presidente do Cpers fala a professores do Polivalente

No dia 28 de agosto presenciei pronunciamento da presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, na Escola Polivalente, em Osório. Seu objetivo foi defender a bandeira sindical, batendo forte no Governo Sartori. Este tipo de ação do Cpers vinha sendo feito em diversas cidades gaúchas, o que imediatamente colocou em alerta o Palácio Piratini.
O resultado foi uma ação do Governo Sartori na Justiça Eleitoral visando proibir a propaganda negativa do Cpers nas escolas estaduais. A sentença judicial foi favorável ao Executivo, proibindo as atividades da Caravana em Defesa da Escola Pública Contra o Desmonte do Estado. O fato ganhou repercussão nacional, pois o Estadão divulgou. Para conferir matéria clique aqui. A entidade sindical deve entrar com recurso.

Copiado de:   https://gastao30.wordpress.com/2018/09/20/justica-barra-cpers-em-escolas/

O Gringo tá certo e honesto como ninguém mais, não é mesmo?

 

 

 

NÃO!!!

Sem vergonha como ainda não tinha visto. Desde que assumiu nada fez de positivo e agora, às vésperas da eleição pretendendo permanecer no Poder que por certo tem seus atrativos usa da vergonhosa ausência de policiamento de quarteirão.

Observem que digo AUSÊNCIA e NÃO FALTA DE EFETIVO. Efetivo tem sim e tem ‘coroné’ demais, gente que jamais é vista nas ruas embora ganhando o mesmo que a verdadeira AUTORIDADE POLICIAL única, o Delegado de Polícia.

Como disse acima, às vésperas da eleição vem anunciar o futuro ingresso de mais um mil e poucos GUARDAS.

Quando ‘visitas’ a agências bancárias ocorrem à noite eles tem a desculpa de que não HÁ EFETIVO. Quando tais crimes ocorrem em plena luz do sol então dizem que nada pode ser feito para não comprometer a vida dos “reféns”.

A que reféns se referem?

Pergunto por que a sociedade deste Estado é refém desse Governo inerte desde que esse GRINGO assumiu. Nada se vê que tenha sido feito com no mínimo um pouco de respeito.

Exemplo?

Nossas rodovias são a cada chuva objeto de ‘operações tapa buracos’ que são a cara desse desgoverno. Chove e meia hora depois as crateras então tapadas voltam a aparecer e cada vez maiores.

O DAER, algo hoje inútil é mantido por que ali GOVERNOS costumam engordar e muito bem seus CABOS ELEITORAIS à eleição seguinte.

Os buracos que ressurgem após meia dúzia de pingos de chuva recebem uma massa asfáltica dessas compradas em ferragens, material que vemos ser jogado nos buracos e CRATERAS e logo a seguir um pequeno rolo compressor é passado sobre tal material. Tal rolo que mais parece um desses brinquedos que os mais ricos podem comprar às suas crianças para brincarem de consertar vias em suas propriedades, especialmente as de lazer. Tal rolo é carregado por um pequeno caminhão guincho e do mesmo retirado sei lá como.

No país do golpe, aposentados não conseguem pagar luz, água e gás

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Com a estagnação econômica e a restrição orçamentária de milhares de famílias que sofrem com o desemprego, aumentou a taxa de inadimplência entre os brasileiros com mais de 61 anos. Ao menos três milhões de idosos não conseguiram pagar as contas de luz, água e gás em julho deste ano, revela pesquisa da Serasa Experian.

O atraso no pagamento de contas básicas representa 34,3% do total de dívidas de 8,8 milhões de idosos, em julho, mês em que o Brasil registrou um total de 61,6 milhões de inadimplentes. Os idosos estão 14,9 pontos percentuais mais endividados com contas básicas do que a média nacional, que é de 19,4%.

O estudo da Serasa sobre endividamento de idosos revela, ainda, que o total de inadimplentes a partir dos 61 anos cresceu 10% na comparação com julho de 2017, quando o País tinha oito milhões de consumidores endividados nessa faixa etária.

Depois das contas básicas, as dívidas em atraso estão ligadas aos bancos e cartões (27,8%), telefonia (10,7%), financeiras (9%), varejo (7,4%) e serviços (6%). As altas taxas de desemprego e o comprometimento da renda dos aposentados para pagar as dívidas das famílias são o que explicam as dificuldades em pagar contas básicas.

Arrimos de família – De acordo com a técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Adriana Marcolino, em períodos de crise como a que o País enfrenta, com a queda por dois anos consecutivos do PIB, a dificuldade de recuperação econômica no curto prazo e os recordes nas taxas de desemprego, o aposentado se torna o “arrimo da família”. Ou seja, a garantia de renda fixa ao fim do mês, seja com o benefício que recebe de aposentadoria, seja via empréstimo.

“E os empréstimos consignados contraídos por ele para pagamento de dívidas familiares é descontado direito da aposentadoria. Ele não tem escolha e as contas básicas como a luz, que aumentou muito acima da inflação no último período, não são pagas, porque o orçamento já está comprometido”, explica Adriana.

A economista da Fundação Perseu Abramo, Ana Luiza, reforça a análise feita pela técnica do Dieese. Ela ressalta que muitos desempregados não têm outra alternativa a não ser morar com parentes que têm renda fixa, como é o caso dos aposentados, e isso pode refletir no aumento do endividamento do idoso acima de 61 anos, que passa a responder praticamente sozinho pelas despesas da família.

“Esse dado demonstra a importância da renda proveniente da Previdência Social, sobretudo nesse momento em que há tentativas de justamente restringir ou acabar com o benefício”, diz a economista.

Segundo Ana Luiza, se não fosse a transferência de renda das aposentadorias, 60% dos idosos com 75 anos estariam na pobreza e 40% dos idosos com mais de 65 anos viveriam na extrema pobreza.

BPC – Outro fator que pode prejudicar e causar ainda mais endividamentos entre os idosos é o decreto do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) que pretende agilizar o corte do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a pessoas com deficiência ou com mais de 65 anos que tenham renda familiar per capita de até 25% (R$ 238,50) do salário mínimo (R$ 954).

Com o pretexto de acabar com as fraudes, o governo está exigindo de todos os beneficiários o recadastramento até 31 de dezembro de 2018 e reduziu drasticamente o prazo para que os idosos ou pessoas com deficiência apresentem suas defesas em caso de corte do benefício por falta de informações.

O decreto determina que o valor do benefício será bloqueado mesmo que o INSS, responsável pelo pagamento do BPC, não consiga notificar o beneficiário. Só após o bloqueio, se entrar em contato com o INSS, o beneficiário entenderá o motivo pelo qual teve o benefício bloqueado. Além disso, terá apenas dez dias para apresentar a defesa. Portal CUT

Copiado de:  https://ptnacamara.org.br/portal/2018/09/19/no-pais-do-golpe-aposentados-nao-conseguem-pagar-luz-agua-e-gas/

Contrariando a Anvisa, governo dá patente de remédio para hepatite C a empresa dos EUA

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A incompetência do governo golpista impôs mais uma derrota à saúde pública no Brasil. Nesta terça-feira (18) o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) formalizou a concessão da patente do sofobusvir, remédio contra a hepatite C, à Gilead Pharmasset, vetando os genéricos. Ou seja, só a multinacional americana poderá comercializar a droga no País.

Uma versão sintetizada pela Fiocruz em consórcio já havia sido aprovada pela Anvisa. Segundo informações do jornal O Globo, o tratamento básico com o remédio importado custa R$16 mil. Usando o do laboratório público, o custo cairia para R$2,7 mil, seis vezes mais barato.

No ano passado, a Anvisa já havia enviado ao INPI um parecer contra a concessão da patente. Ainda segundo a reportagem do jornal carioca, o INPI disse em nota que “preços exorbitantes e práticas anticompetitivas” não são critério na análise.

Mais do que garantir o monopólio de um produto que salva vidas, a decisão do instituto subordinado ao governo é um ataque às contas públicas – o uso do genérico traria uma economia de mais de R$ 1 bilhão. Também compromete o plano de erradicar a doença no Brasil até 2030, tanto em termos econômicos quanto no acesso à medicação.

Copiado de:  https://ptnacamara.org.br/portal/2018/09/19/contrariando-a-anvisa-governo-da-patente-de-remedio-para-hepatite-c-a-empresa-dos-eua/

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