Praia de Xangri-Lá

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A EXPLICAÇÃO MAL EXPLICADA  

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ouvi, reouvi, trêsouvi  o pronunciamento de quem eu até admirava pela sua cultura de constitucionalista. Mas , sem embargo de me incomodarem seus trejeitos de prestidigitador, ouvi-o atentamente, tendo ao meu lado o amigo sr. Benefício da Dúvida.
Mas , no  momento em que ele argumenta com a clandestinidade das escutas, minha porção malévola, de todos conhecida, me fez lembrar a história daquele senhor que , vendo um vídeo em que sua namorada mantinha relações mais que carnais com um  efebo romano, consolou-se:
– isso não vale como prova de traição, porque  nenhum dos dois consentiu nas gravações.
Então tá.
Tivesse eu tido mais contato com o eminente constitucionalista dir-lhe-ia, à socapa, ” cuidado, muito cuidado, a boca fala e o trazeiro padece”.
Que país burlesco o nosso!
Arre égua!

Na Argentina, padres abusavam de crianças na ‘Casinha de Deus’

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ACÕES

por Carlos E. Cué e Federico Rivas Molina
para El País

Eram crianças, surdas e muito pobres. As vítimas ideais. Foi fácil convencê-las a não contar nada. E se contassem, como aconteceu com algumas, ninguém iria acreditar nelas. Ainda hoje, com vinte e poucos anos, surpreendem advogados e promotores pelos rostos de terror que fazem em rodadas de reconhecimento quando veem o padre Corradi (na foto abaixo), de 82 anos. Colocam a mão na boca e fecham o punho. Ainda têm medo mesmo com ele na cadeia.

São as crianças do Provolo de Mendoza (oeste da Argentina), um instituto para surdos onde foram cometidos abusos sexuais de todos os tipos durante anos contra menores, inclusive de cinco anos. Realizados principalmente por sacerdotes, às vezes com a ajuda de uma freira que testava meninas e meninos para encontrar os mais fracos e entregá-los aos sacerdotes.

Há seis pessoas detidas e o centro foi fechado em dezembro. Nem a Igreja tem coragem de negar o que acontecia lá dentro.

Os estupros e as humilhações de todo tipo – uma adolescente denuncia que foi acorrentada e abusada por quatro pessoas ao mesmo tempo – quase sempre aconteciam em um sótão, em uma sala que chamavam de “a casinha de Deus”.
A polícia encontrou as correntes e material pornográfico. “Ao subir as escadas em uma inspeção, uma vítima apontou uma imagem da Virgem e disse: ‘Sempre que passava por aqui, a freira malvada fazia o sinal da cruz’. Como podia ser tão hipócrita?”, pergunta o promotor do caso,
Gustavo Stroppiana, que tem problemas para dormir à noite – tem filhos pequenos – depois das coisas que ouviu na investigação. A freira foi presa pelas provas encontradas.

“Várias testemunhas concordam. Primeiro, a freira Kumiko Kosaka batia nos menores para testá-los. Aqueles que resistiam, se salvavam. Os que eram submissos acabavam sendo abusados”, explica Sergio Salinas, advogado de várias vítimas e grande incentivador da causa apoiado por sua associação, Xumek

 Uma menina de cinco anos, agora adolescente, foi repetidamente estuprada por Corbacho, outro padre do Provoloque está preso. “A freira a levava ao quarto do padre, sabendo o que acontecia, e um dia colocou uma fralda para esconder a hemorragia e levá-la ao refeitório. Doía tanto que não podia se sentar. Ela mostrava pornografia, fazia as meninas se tocarem. Eram crianças muito pobres, com famílias problemáticas, que pouco viam os filhos porque estavam internados. Além disso, os escolhidos eram aqueles que tinham mais dificuldade para se comunicar com os pais, que não conheciam a linguagem de sinais”, diz Salinas.
Corradi: 50 anos de abusos
Igreja nada fez para deter
o padre predador sexual
Todas as vítimas e até mesmo os promotores da causa concordam em uma ideia: a enorme responsabilidade da Igreja no que aconteceu no Provolo.

Especialmente porque sabiam há muitos anos quem era Nicolás Corradi. E, longe de pará-lo, de denunciá-lo à justiça ou de afastá-lo das crianças, simplesmente o mudavam de cidade ou país, onde só mudavam as vítimas, sempre crianças surdas e pobres.

Corradi chegou a La Plata, perto de Buenos Aires, em 1986. Vinha de Verona, onde supostamente tinha abusado de outras crianças surdas. Uma gravação com câmera escondida de um dos padres do Provolo de Verona feita por jornalistas italianos mostra o sistema: quando havia denúncias, o padre tinha que escolher: “para casa ou para a América”. Todos optavam pela segunda.

Em 2009, o caso de abusos em Verona tornou-se público. Houve um julgamento. Foi um grande escândalo. O nome de Corradi apareceu como um dos piores abusadores. Mas nem no Provolo de La Plata, onde tinha estado, nem no de Mendoza, que dirigia, fizeram algo. Os pais, muito pobres, não ficaram sabendo. E Corradi continuou abusando das crianças. “Nunca chegou qualquer notícia, nunca. Não sabíamos absolutamente dos antecedentes dessas pessoas, não tínhamos ideia”, afirma o porta-voz do bispado de Mendoza, Marcelo de Benedectis.

O escândalo de Verona foi publicado em jornais, incluindo o El País, mas a Igreja local afirma que não sabia e insiste que o Provolo depende diretamente do Vaticano. “Esses eventos causaram uma comoção na sociedade e na Igreja”, explica. “Tomamos medidas para que esses fatos não aconteçam nunca mais. Foi nomeado um visitante diocesano que percorre a província, faz visitas pastorais às escolas para que o clima seja saudável e de proteção para as crianças. Todos os padres devem apresentar um documento oficial de sua aptidão psicofísica, demonstrar que podem trabalhar com crianças”.

O advogado e as vítimas, cerca de vinte por enquanto – continuam aparecendo novas testemunhas, que se atrevem a denunciar ao ver na televisão que estão presos os padres que os aterrorizavam – não estão sozinhos.

O promotor conta a mesma versão. “Quando estavam dentro, ameaçavam expulsá-los se falassem. É preciso levar em conta que muitas dessas crianças vieram de favelas, o centro era como um hotel de luxo para eles. Diziam que suas famílias teriam muitos problemas se dissessem algo. Quando saíram, conviveram com medo e vergonha. Alguns hoje têm filhos, têm dificuldade para contar o que fizeram com eles. Mas dão força uns anos outros. Alguns eram tão pequenos que não podiam transmitir o que acontecia, não sabiam. Encontramos muitos que se autolesionavam porque não podiam dizer o que estavam fazendo com eles. Agora querem falar ao vê-los presos. Um garoto que agora vive na província de San Luis nos contou: ‘Se eles forem soltos, eu me mato’”.

As vítimas, que têm audição reduzida (hipoacústicos), estão bem protegidas. Suas famílias preferem não falar. Mas uma concordou em falar com o El País. É Cintia Martínez. Seu filho, agora com 20 anos, foi abusado por seu cuidador, que antes tinha sido outro interno do Provolo e que, por sua vez, também tinha sido estuprado por um dos sacerdotes.

“Meu filho viu como abusavam do que depois o estuprou. Era uma corrente. Ainda hoje tem pavor de Corradi. Sua história sempre para nele. Diz tem muito medo dele”.

Efeito dominó

Cintia está especialmente machucada. Se tivessem prestado atenção nela poderiam ter evitado muitas vítimas.

Em 2008, ela viu que seu filho, internado no Provolo, estava muito mal. “Dormia com a luz acesa, começou a se machucar, cortava os braços, as pernas, disse que não queria ficar lá. E um dia me trouxe um desenho pornográfico, era uma pessoa mais velho fazendo sexo oral em outra. Tinha colocado olhos como se outros estivessem olhando. Me disse que tinha sido forçado a fazer sexo oral com outro aluno”.
Cintia foi até a escola escandalizada. Mas ali pediram para não que não contasse nada, prometeram que iriam afastar o responsável. Ela fez a denúncia e tirou a criança. Ninguém a levou a sério.

“Nem mesmo as mães acreditaram em mim. Disseram que meu filho e eu éramos briguentos. Teria parado aí. Mas não. Continuou até 2016. Isso é o que dói mais”.

Quando entraram no Provolo para prender os padres e fechar o centro, os investigadores encontraram sêmen na roupa interior de uma menor.

Os abusos continuaram até o último dia, e só pararam por acaso, porque uma menor contou tudo a uma intérprete bem quando estavam em um edifício com o promotor e a vice-governadora ao lado. Foram rapidamente explicar isso a eles e a causa foi aberta. Uma vítima levou a outra e todas foram confessando em um efeito dominó. A Igreja nunca fez nada para detê-lo.

“Eu ainda acredito em Deus, mas certamente nunca mais na Igreja”, indigna-se Cintia.
Apenas na Argentina, o país do papa Francisco, há 62 padres denunciados por abusos desde 2002. Apenas três deles foram expulsos. Os outros continuam sendo sacerdotes, mesmo presos.
Fonte:  http://www.paulopes.com.br/2017/05/na-argentina-padres-abusavam-de-criancas-surdas.html#.WR2jk9IrJEY

Pastor tenta imitar Jesus andando sobre água e acaba devorado por crocodilos

O caso ocorreu no fim de março no Zimbábue

Foto: Reprodução

Um pastor evangélico que tentava imitar Jesus andando sobre a água de um rio no Zimbábue acabou devorado por três crocodilos.

O caso ocorreu no fim de março, de acordo com o site “Zimbabwe Today”, mas só agora foi noticiado por sites de vários países. Nas redes sociais da web, muitos duvidam da veracidade da história.

O religioso, identificado como Jonathan Mthethwa, ignorou que o fato de que o Rio Mpumalanga costuma estar infestado de crocodilos. Segundo testemunhas, só restaram as sandálias e pedaços da roupa íntima do pastor.

“Ele prometeu que nos demonstraria a sua fé hoje, mas acabou se afogando e sendo comido por três crocodilos na nossa frente”, disse um fiel que participava do culto às margens do rio.

“Ainda não entendemos como isso aconteceu. Ele jejuou e orou toda a semana. Foi liquidado em uns minutos”, completou a testemunha, de acordo com a publicação africana.

Fonte: https://jornalpequeno.com.br/2017/05/15/pastor-tenta-imitar-jesus-andando-sobre-agua-e-acaba-devorado-por-crocodilos/

 

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha

Joesley Batista e o seu irmão Wesley confirmaram a Fachin o que falaram a PGR

POR LAURO JARDIM


Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio Cunha – Ailton de Freitas / Agência O Globo

RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

 

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas “ações controladas”, num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

 

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/dono-da-jbs-grava-temer-dando-aval-para-compra-de-silencio-de-cunha-21353935#ixzz4hNenKlXP
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O doutor e o operário: um juiz titubeante e repetitivo e um ex-presidente tranquilo e incisivo

/2017 11:14 – Copyleft

Não esperavam que esse líder popular crescia nas intenções de voto das pesquisas, e traria milhares de seguidores, que chegavam à república de Curitiba

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Luiz Alberto Gomez de Souza

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Deixou-se de falar nos milhões roubados por Eduardo Cunha e por Sérgio Cabral Filho, nas propinas entrando pelos bolsos de Aécio, Alckmin ou Serra e a pandilha da Globo News passou a apregoar, durante semanas a fio, a possibilidade – sem provas materiais concretas, só suposições –, sobre a relação de Lula e esposa com um triplex raquítico  e  um sítio caipira. Tudo para manter, monotonamente em dia, o nome de um possível suspeito, Lula. Este afirmaria no depoimento seguinte: ”Foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo o mundo (acusados da Lava Jato) para dizer uma senha chamada Lula. Se não dissesse Lula, não valia…. Se tivesse que ressuscitar o Conde de Monte Cristo, ele viria falar aqui: ’Foi o Lula culpado’.. Eu tenho consciência do que eu fiz. E eu não fiz o que meus adversários pensam que eu  fiz”.

O que não esperavam os arautos do processo era que esse líder popular crescia nas intenções de voto das pesquisas, e ia trazer com ele milhares de seguidores, que chegavam à república de Curitiba em centenas de ônibus, do Acre e de Teresina ou do Rio Grande do Sul. Não descia só, vinha respaldado por uma multidão de apoiadores. Mudou-se a data do confronto, seguiam firmes os que sustentavam Lula.

Anunciava-se na mídia oficial um embate, nessa  quarta-feira 10 de maio de 2017, entre o saber jurídico de escol e as manhas primitivas e assustadas de um encurralado membro do povão.  Esperava-se Lula acantonado no político e Moro olímpico no jurídico. Na verdade, o comportamento de Moro resvalou todo o tempo para o político e Lula soube esquivar-se das filigranas jurídicas.

Moro, em voz baixa (vejam as gravações de voz), adotava um tom melífluo, como o sussurrar de clérigos em confessionário. Não se acusaria Lula de ilícitos de dimensões gigantescas como daqueles que estavam na prisão ou são candidatos à mesma, mas apenas o juiz, depois de esgotar pobres argumentos sobre o triplex e sobre o sítio, repetidamente perguntaria se ele sabia de bandalheiras alheias.

Em um certo momento do embate Lula, no papel de interrogador, cutucou: “Dr. Moro,o senhor se sente responsável de a Operação Lava Jato ter destruído a  indústria da construção civil neste país?” Moro, agora interrogado, implicitamente aceitando os efeitos negativos da operação, retrucou rapidamente com outra pergunta: “O senhor entende que o que prejudicou essa empresa foi a corrupção ou o combate à corrupção?” Adiante Lula denunciou: ”Todo esse processo é subordinado à Época, ao Globo e à Veja. Na verdade, o Ministério Público está prestando contas a esses órgãos da imprensa”.

Claro, numa certa justiça classista, o roubo de uma galinha por uma mulher querendo aplacar a fome de seus filhos, é mais grave do que  diamantes escondidos ou uma farra em restaurantes parisienses com dinheiro público. E a possível – repito, não provada – vontade de ter um apartamento ou um pedaço de terra por um torneiro-mecânico que teve a audácia de chegar a presidente, ou a hipótese de uma operária ter a  desfaçatez de querer  mais um imóvel, desta vez não em São Bernardo da periferia, mas em área nobre de Guarujá, tudo soava intolerável para uma elite atrasada, traduzida pelas bocas escandalizadas de escribas a seu serviço. Dia após dia, a repetição monótona e insuportável destas duas palavras: triplex e sítio. Só isso mostrava a enorme desproporção entre as acusações pífias contra Lula e dona Marisa Letícia e a gigantesca gatunagem de milhões de dólares que a Lava Jato ia descobrindo, mas que curiosamente deixava para analisar  depois. Ficava clara a raquítica denúncia, sem o respaldo de possíveis provas. Tivessem descoberto malfeitos robustos, seria mais fácil a acusação.

A posição classista arrogante ficara clara antes, na deposição do “patriarca” Emílio Odebrecht. Segundo ele, já FHC pedia seus conselhos. Com Lula, pretextando intimidade de um pretendido superior, sentia-se responsável inclusive pela “Carta ao povo brasileiro”, que Lula lançou antes de sua primeira vitória, no intuito de desfazer receios dos setores econômicos dominantes. Com um certo ar de superioridade “blasé”, afirmou ironicamente que Lula, vindo do povão, “gosta da vida boa, de uma cachacinha e tal…”. Mas não pôde deixar de dizer que o ex-presidente foi uma das pessoas mais intuitivas que encontrou, alguém que pegava as coisas rápido, um ‘animal político’”.

No fundo,  o andar de cima se irritava: que audácia destes “parvenus”, levados por equívoco pelo voto popular ao palácio do Planalto e instalados inapropriadamente  no Alvorada! Umpowerpoint de um promotor sedento de notoriedade, armando um organograma totalmente imaginário, sem base concreta alguma, onde Lula seria o centro articulador de uma enorme pandilha, aplainava o caminho, para a entrada em cena do juiz Moro,  ator principal do reparto. Abria-se o telão para o início de um processo tragicômico. Lula não deixou passar: “O conteúdo das acusações está baseado num powerpoint mal feito”. Aliás, disse olhando em torno, “o dr. Dallagnol não está aqui para explicar aquele powerpoint. Aquilo é uma caçamba. Vale tudo.”

Sobre o triplex, causa central da inquirição: “Não existem provas como escritura ou outro documento. Se eu cometi um crime, provem que eu cometi um crime. Mas pelo amor de Deus, apresentem uma prova. Chega de diz-que-diz”. Sem nenhum documento, nada assinado, restavam apenas delações suspeitíssimas, menções vagas. Lula desocultou então uma intenção mais profunda: “O que está sendo julgado é  um certo jeito de governar”.

Ainda sobre o triplex, Lula disse que, em sua única visita ao mesmo, teria descoberto quinhentos defeitos nele. Aliás, sendo uma pessoa notória, instalando-se ali, não poderia nem descer até a praia da frente, “a não ser numa segunda-feira ou numa quarta-feira de cinzas”. Sua esposa iria outra vez visitar o apartamento  mas, segundo Lula, ambos coincidiram em não querer saber do mesmo.

Tentaram dizer que Lula, para safar-se, jogava sobre sua esposa falecida o interesse e as iniciativas pelo tal triplex. Uma capa indecente da Veja daquela semana, perpetrava na mídia a segunda morte de Marisa Letícia. Ricardo Noblat, em artigo despudorado de 11 de maio, com sua raiva habitual, bateria na mesma tecla. Nada disso se desprende das falas de Lula.

Para dar uma ideia do alcance da inquirição, perdendo-se em detalhes marginais sem importância, Moro questionou sobre o que Lula falara em rápida conversa, num aeroporto, com Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras entre 2003 e 2012, condenado a 40 anos de prisão em regime fechado.. Lula não se furtaria de indicar: “Perguntei a Duque: você têm contas no exterior? Ele disse: ’Eu não tenho’. Eu falei:’acabou’. Se não tem, ou se mentiu para mim, mentiu para ele mesmo”.  Porém aÍ, um dia depois do depoimento, os escribas, vasculhando afoitamente suas notas, acreditaram descobrir uma contradição, somente uma, bem pequena, nas declarações de Lula. Este pedira a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, a sua intermediação para encontrar Duque. Antes dissera desconhecer qualquer relação entre os dois. Agora, declarava que Vaccari tinha com Duque “mais relação de amizade do que eu, que não tinha nenhuma”.  Manchete em O Globo de 12 de maio: “Lula se contradiz”. Afinal, questiona Moro, em português capenga: “Que tipo de relação o senhor tinha conhecimento que eles tinham?” Responde Lula: “Ah, não sei doutor. Não sei. O Vaccari está preso, pode perguntar para o Vaccari. O Duque está preso, pode perguntar para o Duque”. Trocando em miúdos, Lula indicava que isso não tinha importância alguma para este depoimento. Mas vai adiante dizer: “Relação de amizade é uma coisa e relação é outra. Eu posso sair daqui dizendo que conheci o doutor Moro, que tenho relação com ele. Na verdade não tenho”. Também perguntado por um documento de compra do triplex, rasurado e sem assinatura, que teria sido retirado de seu apartamento, devolveu: “Perguntem a quem o descobriu!”. Sobre caixas encontradas com dizeres “praia” ou “sítio”, deu a mesma resposta. Sutilmente, mas sem se comprometer, evitando ser acusado de lançar denúncias sem provas contra terceiros, deixou no ar a suspeita de que muito do material recolhido poderia, quem sabe, ter sido plantado.

E Lula, imbatível em  debates e de uma perspicácia incrível, foi mudando totalmente a correlação de forças. Íamos tendo, de um lado um juiz crescentemente inseguro, escudando-se atrás de um computador e de um monte de pastas, insistindo reiteradamente que não tinha nada contra o inquirido, que ele  tratava polidamente de ex-presidente ;  do outro um Lula tranquilo, uma perna descansando sobre a outra, olhar fixo sem demonstração de sentimentos, como um hábil jogador de pôquer. Era o velho Lula líder sindical astuto, das mesas de negociações com o patronato, sabendo tirar vantagem de qualquer passo em falso do oponente.

E no fecho de cinco horas de depoimento, respondendo calmamente a perguntas repetitivas (especialmente no tocante ao triplex, matéria central da inquirição), saiu  seguro e confiante, deixando para trás Moro e sua equipe indecisos sobre o que fazer a continuação. Logo, a mídia oficial pescaria do depoimento apenas umas poucas informações  que mais lhe interessariam, como a tal de  contradição insignificante, dando a menor notícia possível sobre o que dissera Lula.  Tivesse ele perdido as estribeiras ou entrado em contradições realmente relevantes, não teriam deixado passar a ocasião para desacreditar o depoente.  Foram então voltar-se, imediatamente, dia 12, para as delações de João Santana e  de Mônica Moura que, sem provas, indicavam que Dilma e Lula, “por baixo do pano …  sabiam da origem clandestina da caixa de campanha”. Dilma logo declararia que os dois marqueteiros, com dólares abarrotando contas no exterior, prestaram um falso testemunho e faltaram com a verdade. Apesar do estardalhaço da mídia, ficavam palavras de uns contra as de outros. E os que precisam de mais declarações – não necessariamente provas -, começam a sonhar com uma possível delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda. Tudo indica afinal que, até o momento, as provas são inexpressivas ou inexistentes.

Antônio Silva Jardim, um dos maiores processualistas, professor de Direito Processual  da Uerj, que apoiara a Lava Jato, mostrou indignação pela condução de Moro no ato processual: “o presidente Lula não está tendo direito a um processo penal justo”.

Mas o que ficou como desfecho foi o que Lula declarou com certa solenidade, e  que repetiria mais tarde para o público que o esperava lá fora: “Depois de tudo o que está acontecendo, eu to dizendo em alto e bom som que vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez”.

Fonte:  http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-doutor-e-o-operario-um-juiz-titubeante-e-repetitivo-e-um-ex-presidente-tranquilo-e-incisivo/4/38118

Prefeitura faz limpeza de valos

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A Prefeitura realizou na última segunda-feira (15) limpeza de valos no Balneário Morada do Sol. Conforme o prefeito Pierre Emerim, são retirados o excesso de vegetação e também sujeira depositada irregularmente nestas galerias, que tem como objetivo escoamento das águas das chuvas e evitar alagamentos.O secretário municipal de Limpeza Urbana, Manoel Gonçalves Duarte, o Nezinho, explica que o trabalho é realizado em duas etapas. “Após a limpeza dos valos, é necessário aguardar a secagem do material retirado para, posteriormente, recolhermos essa vegetação excedente”, esclarece Nezinho.

       

PM grampeia clandestinamente advogados, jornalista e deputada

Isto em tese se constitui em usurpação de função  e ou formação de quadrilha haja vista que investigação criminal é prerrogativa apenas das POLÍCIAS JUDICIÁRIAS tanto as estaduais quanto a federal. Essas outras instituições tem como finalidade o policiamento preventivo/ostensivo também conhecido como policiamento de quarteirão. Por atitudes como essa se pode compreender por que não há policiamento nas ruas.

O Editor

O setor de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso grampeou advogados, médicos, um jornalista e uma deputada estadual num processo que apurava envolvimento de PMs com o tráfico de drogas no oeste do estado, como se fossem pessoas “de alta periculosidade”. Os pedidos de interceptação telefônica — autorizados pela Justiça estadual desde 2014 — citavam apenas apelidos, e não os nomes dos reais donos dos celulares, segundo o programa Fantástico, da Rede Globo. O advogado José Patrocínio de Brito Júnior, que atua na área eleitoral, disse à reportagem que os grampos podem ter gravado conversas com seus clientes. Nas eleições de 2014, ele representou a chapa PMDB-PT, opositora ao governador Pedro Taques (PSDB). Também estava na lista de “investigados” uma mulher que teve relacionamento amoroso com Paulo Taques, primo do chefe do Executivo e ex-secretário-chefe da Casa Civil. De acordo com o site O Livre, as interceptações atingiram ainda um desembargador aposentado e o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Vinicius Hugueney. O Ministério Público afirmou que foi induzido a erro nas investigações, enquanto a PM diz ter aberto apuração interna. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também anunciou procedimento investigativo, que tramita sob sigilo. Questionada pela ConJur, a corte não respondeu se já tomou alguma providência. Declarou apenas que o caso já foi encaminhado à Corregedoria Nacional de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. A suspeita de espionagem ilegal também chegou à Procuradoria-Geral da República. Para o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, “a arapongagem feita por órgãos de Estado para bisbilhotar e prejudicar o livre desempenho da advocacia, do jornalismo e da política é um crime contra a própria democracia e a sociedade brasileira”. A seccional mato-grossense disse que repudia a violação de garantias fundamentais e prerrogativas da advocacia. O promotor Mauro Zaque, ex-secretário de Estado de Segurança Pública, afirma que avisou o governo sobre a espionagem clandestina em 2015, quando recebeu uma denúncia anônima.

Fonte:Newsletter Jurídica SÍNTESE nº 4166

 

Projeto contra o vandalismo

 

Esse Prefeito está apenas jogando para a torcida. A legislação penal tipifica o crime de dano, logo essas multas que ele quer criar não irão resolver o problema. Tal problema se resolve com policiamento de quarteirão nas ruas e nas 24 horas do dia.

O Editor

 

A Prefeitura de Porto Alegre encaminha para Câmara Municipal nesta terça-feira (16) o projeto de lei antivandalismo, para coibir suas ações. De acordo com a proposta, a Guarda Municipal passa a ter novas atribuições e seus agentes poderão atuar na fiscalização das infrações à legislação municipal, em especial ao Código de Posturas. Conforme o projeto, o valor das multas pagas por pichadores serão destinados ao DMLU e pode chegar a R$ 11,7 mil e o dobro em caso de reincidência. Segundo a prefeitura, já foram registradas neste ano mais de 300 ocorrências e 65 detenções envolvendo pichações. Já em 2016, a EPTC gastou cerca de R$ 430 mil para reparar danos causados por vandalismo no trânsito ? recurso destinado ao conserto ou substituição de placas, sinaleiras, paradas de ônibus, fios, lâmpadas e elevadores. “Não vamos mais tolerar vandalismo. Chega de pessoas que apenas destroem o que é público e não recebem nenhum tipo de punição. A lei será aplicada a todos e com rigor. Cada um é responsável pelos seus atos e será responsabilizado por isso”, alertou o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

HOMOFOBIA NA DIREITA: MAINARDI MANDA REINALDO DAR A BUNDA

SÁBADO, 13 DE MAIO DE 2017

Homofobia na direita: Mainardi manda Reinaldo dar a bunda

  • 12.05.2017

Missão gaúcha para o Japão 

E mais uma vez membros da GRANDE CÂMARA DE VEREADORES DE NOSSO ESTADO vão passear por conta dos contribuintes. Desejo saber quem serão desta vez os privilegiados. Sartori chegou até mesmo a curtir uma praia naquele maldito país que nem mesmo nome próprio tem e o fez obviamente com seus amigos deputados. O pior é que sempre a conta recai em nossos bolsos.

O Editor

Governador José Ivo Sartori vai liderar missão gaúcha ao Japão de 2 a 9 de junho em busca de investimentos e promoção dos produtos gaúchos. Sartori irá a Tóquio, Shizuoka e Shiga, acompanhado de 5 secretários de Estado, deputados, prefeitos e empresários. A agenda começa pela apresentação do Projeto Usina Termelétrica do Baixo Jacuí 1000MW – Tecnologia Ultra Super Crítica – projeto de US$ 2 bilhões de investimento, inclui a participação no VIII Seminário de Economia Brasileira organizado pelo Banco Iwata Shinkin, que divulgará o Rio Grande do Sul como um Estado com grande potencial de atrair novos investimentos e gerar um ambiente amigável aos negócios. internacionais.

Fonte: www.AffonsoRitter.com.br

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