Encontro debaterá desacordo da empresa de trânsito com passeios sem
itinerário promovidos pelo Massa Crítica
Itamar Melo
itamar.melo@zerohora.com.br
O grupo de ciclistas Massa Crítica e a Empresa Pública de Transporte e
Circulação (EPTC) sentam para conversar, na quinta-feira, falando
línguas diferentes.
O encontro, promovido pelo Ministério Público Estadual (MP), é uma
tentativa de colocar fim ao impasse entre a empresa de trânsito da
Capital e os integrantes do grupo.
Veja o vídeo que motivou a polêmica:
A EPTC exige, em conformidade com a legislação, ser informada com
antecedência das manifestações do grupo Massa Crítica e dos
itinerários dos ciclistas. O grupo, defensor da bicicleta como meio de
transporte, diz que as pedaladas das últimas sextas-feiras de cada mês
são apenas um grupo de pessoas pedalando juntas, sem itinerário
pré-definido.
A diferença de idiomas vai além disso. Para autoridades, os ciclistas
bloqueiam o trânsito. Os ciclistas afirmam que são trânsito também.
Essa briga complicada chegou ao MP a partir de uma reclamação da EPTC
e gerou a abertura de um inquérito civil, pela Promotoria de Habitação
e Defesa da Ordem Urbanística. A reclamação chegou acompanhada de um
DVD com imagens do Massa Crítica feita por câmeras da EPTC.
Um ofício enviado pelo MP aos ciclistas colocou mais lenha na
fogueira. O documento se dirigia ao “comandante” do movimento e
solicitava que fossem informados os nomes dos integrantes e líderes. O
Massa Crítica não tem líderes nem listas de integrantes.
— Não sabíamos que o Massa Crítica é um coletivo horizontal. Os nomes
foram pedidos para saber com quem dialogar e para garantir o direito
de defesa — afirmou o promotor Luciano de Faria Brasil.
Leia mais em: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2011/12/ministerio-publico-estadual-promove-reuniao-para-resolver-impasse-entre-grupo-de-ciclistas-e-eptc-3610600.html
Diz o blogueiro – vivemos num país em que ninguém é responsável por coisa alguma. Quando a cria dá certo incontáveis são os pais. Se,porém a cria dá ruim é fruto de geração espontânea como esse massacrítica. Movimento que tem nome, objetivos claros o que é negado por todos eles. Reúnem-se ao acaso e tomam conta das vias publicas de nossa Capital. Ignoram por conveniência que ruas, avenidas, alamedas e rodovias são bens públicos de uso comum do povo e a ninguém é dado o direito de interrompê-las ou obstruí-las sob pretexto algum, salvo as autoridades constituídas. Se obstruído um desses bens cabe ao poder público na esfera de sua competência usar da força necessária à desobstrução da via. Essa força pode chegar mesmo ao extremo, gostem ou não. Esse comportamento cretino e abusivo será deverás útil à defesa do bancário que pressionado e temeroso de uma agressão contra si e seu filho abriu caminho entre eles. Nossa imprensa num evidente despreparo de seus profissionais foi unânime em afirmar que tinha havido um “atropelamento”. Tolice inadmissível por parte de quem, militando em meios de comunicação tem a obrigação de bem informar. Bicicletas são veículos e como tal não podem sofrer atropelamento, privilégio até de o ciclista ser vítima de tal, desde que a pé ou desembarcado com queiram. Confesso que na situação do bancário teria feito o mesmo sem o menor constrangimento. Esses cidadãos ao se dizerem um movimento sem liderança, algo espontâneo demonstram bem sua covardia e má intenção. Que o MP seja duro, pois se assim não for mais uma vez a minha instituição, a Polícia Judiciária terá que entrar em cena a fim de identificar esses baderneiros e indicá-los em IP vez que essa conduta necessita ser freada de uma maneira ou de outra. Se a cidade não tem ciclovias e nisto eles tem razão que pressionem o Legislativo e através deste o Executivo, único caminho lícito e democrático que vislumbro. Até prova em contrário são baderneiros e que Deus me permita não ter que enfrentá-los na sua fúria insana nas minhas raras idas até nossa Capital.
Comentários Recentes