Igrejinha é exemplo de uma cidade pobre, muito pobre. Tão pobre que lá não há dinheiro do erário para bancar festas.

Conheço Igrejinha, pois lá trabalhei.

Aquela cidade todos os anos faz uma grande festa, a OKTOBEFEST, festa na qual comemoram a colheita da safra que ocorre em tal período na Europa de onde vieram os ancestrais do que habitam a cidade.

Nessa festa a cidade inteira se mobiliza e a Prefeitura não gasta um único centavo do erário na mesma.

Quando a Oktoberfest é encerrada são somamos os valores faturados que são então divididos entre entidades da comunidade como o Hospital, o Corpo de Bombeiros que é serviço municipal e funciona muito bem.

Certa feita fui convidado a tomar o café da manhã no Gabinete do então Prefeito, Roberto Argenta, proprietário da fábrica de calçados Beira Rio.

Lá chegando e depois do café Roberto passou-me uma lista.

Passei a ler a mesma e ele a despachar até que me interrompeu dizendo que minha fisionomia o preocupava.

Respondi que ali havia observado alguns absurdos que precisavam ser corrigidos. Então ele me solicitou providências ao que respondi afirmativamente.

Despedimos-nos e na manhã seguinte ao ser aberta a Delegacia ao expediente chegou uma camioneta da Prefeitura que levou uma doação da Prefeitura à Polícia.

Era um computador com impressora, várias caixas de papel à impressora. Esse material era uma doação da Administração Municipal à Polícia.

Instauramos então inquéritos policiais para apurar loteamentos criminosos que estavam sendo pretendidos. Havia loteamentos pretendidos quase no TALWEG do Rio Paranhana bem como em encostas de morros.

Três empresários, sendo um advogado de Taquara e outro com luxuoso escritório na cidade e o proprietário do maior posto de combustíveis foram ouvidos e indiciados.

Ao cabo dos processos crime movidos pelo MP em função do IP os mesmos restaram condenados a um ano de reclusão.

Por serem réus primários não foram levados à cadeia, mas perderam a condição de primários e em qualquer escorregão iriam das com os burros n’água.

Assim é a POBRE Igrejinha.

Hoje vivemos na RICA Tramandaí que joga fora todos os anos a bagatela de DOIS MILHÕES DE REAIS na dita FESTA DO PEIXE.

E agora como parece sobrar dinheiro nos cofres públicos embora a cidade esteja em boa parte entregue às traças vem aí nova festa, a FARRA DO SORVETE.

Estamos ferrados vez que o Legislativo na atual legislatura está virado do avesso e nem mais há um espaço onde os profissionais de imprensa possam ser recebidos como ocorria até a legislatura anterior.