Os jovens acusam uma policial militar de racismo em abordagem
Tibulle Sossou, 22 anos, e Sagesse Kalla, 21 anos, ouviram as desculpas do subcomandante em exercício da BM, coronel Altamir Freitas Cunha
Letícia Barbieri
leticia.barbieri@diariogaucho.com.br
Ao reconhecer um erro de abordagem, o comando da Brigada Militar (BM) surpreendeu esta tarde ao abrir o quartel e pedir desculpas públicas aos dois estudantes africanos envolvidos em um suposto caso de racismo, na Capital.
– A Brigada Militar tem que lamentar um fato desses. Fazemos questão de recebê-los e pedir desculpas. Se foi como eles relataram, foi lamentável – disse o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante da BM, no exercício do comando.
Para o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, Jair Kriscke, a iniciativa é pioneira, única e histórica.
– Isso é inédito. Um pedido de desculpas. Um exemplo para o Brasil – considerou Jair.
O encontro é consequência de uma abordagem policial dentro de um ônibus da Capital, no dia 17 de janeiro. De acordo com os estudantes, uma PM, que estava no mesmo ônibus que eles, teria mandado o motorista parar e abordado os jovens, chamando-os de negros e dando a entender que eles tinham roubado os sapatos que calçavam. A Defensoria Pública anunciou que vai ingressar com um processo de danos morais contra o Estado.
Conversas em francês
Moradores de Viamão, os jovens africanos, o geólogo de 22 anos, Tibulle Sossou, e o aviador de 21 anos, Sagesse Kalala, estavam a caminho da Polícia Federal para renovar o visto de permanência no Brasil.
Próximo à Redenção, perceberam que a policial começou a fazer ligações. Três viaturas e uma motocicleta pararam próximo ao ônibus da linha Campus Ipiranga. Segundo o relato dos homens, eles foram abordados, agredidos e algemados, e depois conduzidos para o posto policial na Redenção.
Leia mais em: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2012/01/comando-da-bm-pede-desculpas-a-africanos-3645646.html
Diz o blogueiro – a sociedade de nosso país deve desculpas a esses estrangeiros que aqui vieram complementar estudos universitários e trocar informações de interesse da sociedade de nosso estado numa troca bastante comum e altamente salutar aos que não sejam tão ignorantes quanto esses guardas de quarteirão. A “suspeita” tal como descrita e o procedimento evidencia que essa servidora é de uma estupidez jamais imaginada por mim. Sinto vergonha como cidadão em ter em meu estado uma polícia de tão baixa capacidade de discernimento e simultaneamente de tamanha ignorância ao agir. Até me parece que vivo na África do Sul de 30 anos passados. Essa polícia de quarteirão deve ter negros em seus quadros. Como se sentirão doravante tais servidores? E o mais grave e que este não é um caso isolado, pois faz cerca de um ano um estudante baiano comeu o pão que o diabo amassou com gente dessa mesma polícia em Arroio Grande. A coisa foi de tal vulto que o jovem temendo por sua vida tal a pressão que lhe foi imposta pelos bandidos fardados de lá que tinham o apoio até da chefia local decidiu retornar ao seu estado de origem. Governador Tarso aja com firmeza determinando a expulsão desses bandidos travestidos de policiais.



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