Durante o veraneio não tivemos nenhum problema ou nosso sossego perturbado. Nosso lindeiro nos fundos do terreno é um ‘alemon’ de mais de dois metros de altura, residente em Igrejinha, cidade pela qual tenho muito carinho, pois lá trabalhei. Esse senhor ao final do veraneio anterior iniciou a construção de um muro para substituir as telas que são quase que um padrão aqui, telas com dois metros de altura.

Ao início do veraneio que findou recentemente ele esteve aqui na praia e concluiu referido muro. Nossa neta, a Carla Isabelle com sete anos esteve aqui em casa faz umas duas semanas e ficou surpresa com tal barreira física dizendo tratar-se a muralha da China. Ela irá completar em breve seus oito anos de idade, mas de tola nada tem.

Na sexta-feira passamos a tarde fora atendendo a compromissos e quando retornamos a casa, ao início da noite fomos surpreendidos por um som infernal na casa separada de nós pela tal muralha. Haviam sintonizado uma emissora de rádio com o que há de pior em lixo dito música.

E a baderna foi até depois da uma da madrugada. Já às sete da manhã fomos despertados com a mesma música que na verdade era uma verdadeira merda, isto mesmo, merda.

Havia na casa quatro automóveis e penso que vieram para cá para beber e encher o saco dos demais.

Controlei-me por que na casa ao lado dos baderneiros havia outro veranista que não se manifestou. O certo é que quando o proprietário vier aqui novamente direi a ele do meu descontentamento e que chamarei a POLÍCIA se na casa dele vier a ocorrer outra reunião de bagaceiras, isto mesmo bagaceiras, gente sem a mínima educação.

Na manhã de sábado enquanto a frau alimentava nossos caninos, duas delas que engalfinharam numa séria briga. Fui obrigado a intervir e apartar as brigonas e uma delas me mordeu a mão direita, mas nada de tão grave e que certamente em uma semana estará tudo cicatrizado.

Não sou melhor do que ninguém, filho de um imigrante com uma mãe brasileira, mas recebi educação e sei respeitar aos que mereçam respeito.