
Chagall – Lovers in Moonlight
Penúltimo mês do ano, novembro vai voar.
Com ele, também vai voar o prazo da meta 2.
Eu já cheguei à conclusão que não vou conseguir cumprir 100% da tal meta.
Aliás, eu não consigo trabalhar visando metas e eficiência a qualquer preço.
Como já disse Gilberto Gil, cantado para o amigo Afonsinho:
“A perfeição é uma meta defendida pelo goleiro que joga na seleção.”
E eu sigo, como o poeta, “aperfeiçoando o imperfeito e desprezando a perfeição.”
“Dando um tempo, dando um jeito.”
“E eu não sou Pelé nem nada. Se muito for, sou um Tostão.”
Muitas vezes, demoro dias para julgar uma ação.
Uma ação, na verdade, é um caso que envolve pessoas.
Antes, preciso compreendê-lo e interpretá-lo.
Não consigo julgar adaptando os fatos às leis.
Muito menos, não consigo julgar adaptando fatos aos formulários.
Por isso, julgar promovendo a Justiça é um ato demorado.
É um ato que envolve amor, carinho e humanismo.
Preciso pensar e pensar também cansa.
Cada sentença é um ato de pensar/amar.
Sei que muitos cortam os fatos em pedaços.
Cada pedaço deve se adaptar ao formulário.
E o pendrive está repleto de formulários.
Quando o fato não se adapta, o defeito é do fato.
Então, mata-se o processo/fato no nascedouro.
Como é bom indeferir de plano.
Julgar sem apreciar o mérito é um orgasmo.
O Judiciário é eficiente.
A meta 2 está cumprida.
Viva o CNJ!!!
Esta diferença me faz lembrar Mário Quintana:
“O que eles chamam de nossos defeitos é o que nós temos de diferente deles.
Cultivemo-los pois, com o maior carinho – esses nossos benditos defeitos.”
(no Caderno H)
Postado por Gerivaldo Neiva
Fonte: http://www.gerivaldoneiva.blogspot.com/



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