| 09/03/10 |
Jayme Copstein
O Palácio do Planalto pagou R$ 2 milhões por pesquisas para medir a popularidade de programas do Governo Lula e, em especial, “de ações às quais a imagem da ministra Dilma Roussef está mais associada”, como escreve a Folha de São Paulo.
Entre os resultados, uma conclusão nada surpreendente, óbvia até: na avaliação negativa do Governo, o que mais pesou foi “corrupção”. Nem se precisa esmiuçar a presepada: os R$ 2 milhões de reais já são, de per si, corrupção do processo eleitoral, gastos sem rebuços para favorecer uma das candidaturas à Presidência da República.
Mas as pesquisas proporcionaram dados interessantes. Menos da metade dos entrevistados ouviu falar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do qual – palavra de Lula – Dilma é a mãe. Chega-se, então, à conclusão que se trata de gravidez psicológica: 70% deste modesto “menos que a metade” não conhecem as suas obras.
As pesquisas também revelaram elevado desconhecimento a respeito do pré-sal que praticamente monopolizou o noticiário da mídia, principalmente do rádio e da tevê, veículos preferenciais das faixas da população de rendimento até dois salários mínimos onde o Governo Lula encontra seus maiores índices de aprovação.
Entretanto, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, apesar de em nenhum momento ter ocupado as manchetes, é conhecido de parte significativa dos entrevistados da pesquisa.
A conclusão é clara: as pessoas identificam a solução de um problema vital, o da moradia, mas habitam o fosso cavado pelos chamados programas sociais, quando são meramente caritativos (ou demagógicos) e não levam a cartilha que instrui com o pão que mitiga a fome. Em vez de cidadania, o espírito de alcateia para fazer jus a uma toca e às sobras de um banquete em cujo cardápio o mensalão é o prato principal e o panetone, a sobremesa.
É a síndrome de Estocolmo aplicada à política rasteira.
Fonte: www. jaymecopsein.com.br



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