Desembargador Siro Darlan, membro da Associação de Juízes pela Democracia, acusou o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Ségio Moro, de ter incorrido na prática de crimes no âmbito da Lava Jato e de permanecer impune. “Ele pediu desculpas por um crime que praticou e ficou por isso mesmo. Se eu pratico um crime, peço desculpas e nada acontece, vou achar vantagem continuar praticando crimes”, disse

247 – O desembargador Siro Darlan, membro da Associação de Juízes pela Democracia, acusou o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Ségio Moro, de ter incorrido na prática de crimes no âmbito da Lava Jato e de permanecer impune. “Ele pediu desculpas por um crime que praticou e ficou por isso mesmo. Se eu pratico um crime, peço desculpas e nada acontece, vou achar vantagem continuar praticando crimes”, disse Darlan durante entrevista ao programa Jogo do Poder, que vai ao ar no próximo domingo, em referência ao episódio da divulgação de áudios de uma conversa telefônica entre a presidente deposta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o desembargador, atualmente os juízes estão tomando decisões com medo da pressão popular e de setores da mídia. “Hoje quem aplica a lei simplesmente e não se presta a perseguições é quase sempre escrachado pela mídia. Veja o que fazem com o Ministro Gilmar Mendes, quando ele tão somente aplica a lei com isenção”, disse. Ainda conforme Darlan, parte do Ministério Público adotou um caráter persecutório contra os que considera seus “inimigos”.

“As revelações do Intercept deixaram isto claro. O MP, que deveria cumprir a lei, tem desrespeitado a lei, tem cometido crimes com objetivo de perseguir determinadas pessoas. Esta forma de atuação do MP tem demonstrado que tem se praticado crimes para se combater outros crimes. Uma parcela do MP mudou a história do país a partir do momento em que se aliou a determinados nomes da República para perseguir os inimigos da vez. Qual o cidadão que vai respeitar um Judiciário que age desta forma, escolhendo suas vítimas de momento?, questionou. “Vivemos num estado pós-democrático, após o impeachment de uma presidente eleita por um golpe parlamentar, jurídico e midiático”, completou.

Para ele, o modelo adotado pela Lava Jato em torno das delações premiadas favorece apenas um lado, já que o delator não precisa provar o que disse. “Neste modelo, todo bandido delata até a própria mãe para receber os benefícios da lei”, afirmou Utilizando o caso do ex-ministro Antonio Palocci, que delatou o ex-presidente Lula para se ver livre da prisão, Darlan foi enfático: “ele disse o que quis e sua delação virou verdade. E ainda foi premiado com a liberdade”.

A entrevista completa de Siro Darlan ao programa Jogo do Poder será exibida nos próximo domingo (15), às 23h15, pela Rede CNT de Televisão, canais 9 em tv aberta e 22 e 522 da Net, além do Youtube.

Copiado de:  https://www.brasil247.com/brasil/desembargador-siro-darlan-membro-da-ajd-acusa-moro-de-praticar-crimes-e-permanecer-impune