Eleitor kantiano, uma nova invenção para Yeda

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Jan 1st, 2010

by Marco Aurélio Weissheimer.


Por Lupiscinio Pires

Sem dúvida nenhuma, o ano de 2010 será emocianante para alguns articulistas do jornal Zero Hora. Em novembro de 2009, Paulo Santana visualizou um “golpe de mestre” da governadora Yeda Crusius (PSDB) por ocasião do envio dos projetos de reajuste para a Brigada Militar e para o magistério. Previu a possível reeleição de Yeda. Em dezembro, todas as pesquisas nacionais e regionais indicam números vexatórios para a atual governadora. Agora, no último dia de 2009, a coluna intitulada “O Passeio do Filósofo”, do jornalista David Coimbra, não é pessimista em relação as perspectivas de reeleição da atual governadora:

“Por isso, duvido que o destino de Yeda já esteja traçado nas próximas eleições. Yeda vem sendo calcinada em seu governo, e de forma sistemática, e implacável, e incansável. Se construir para si uma imagem de vítima, incrustará uma cunha no nível intuitivo do eleitor. E aí entra no jogo o eleitor que não calcula, o eleitor silencioso, que tem vergonha de revelar como vota e que, ao votar, usa menos a reflexão e mais a intuição. O eleitor kantiano, maioria entre os eleitores. Terá Yeda a sensibilidade e a humildade suficientes para comover esse eleitor? Não adianta ler Kant para descobrir. Há que se esperar o que escreverá 2010.”

Paulo Santana e David Coimbra repetem insistentemente que há uma implacavel perseguição contra a governadora. No programa Sala de Redação, da rádio Gaúcha, já havia sido feito um apelo dramático para “que deixassem a governadora trabalhar”. E agora, no último dia do ano, David Coimbra repete a dose, dizendo que Yeda Crusius vem sendo “calcinada de forma sistemática, implacável e incansável.”

Será que os aticulistas não conseguem entender por que os números das pesquisas referentes a governadora são péssimos?

O indiciamento de pessoas importantes ligadas ao governo no escândalo do Detran, a troca de quase 30 secretários estaduais, as brigas com o vice-governador, a gravação de Feijó com Busatto, o novo jeito de governar que no 1º dia de governo lançou um pacote de aumento de impostos, o clima de beligerância com o CPERS, a repressão contra os movimentos sociais, a ação de improbidade administrativa de vários membros do governo pelo Ministério Público Federal, o indiciamento da assessora Walna Meneses. É razoável supor que os fatos descritos tenham alguma relação com os baixos índices de aceitação da governadora Yeda Crusius. Mas, para Paulo Santana e David Coimbra, o inferno astral de Yeda Crusius deve-se a uma incansável perseguição.

P.S. A leitura que David Coimbra faz da Crítica da Razão Pura é constrangedora, para dizer o mínimo.

Fonte:  http://rsurgente.opsblog.org/

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