Engenheiros políticos, especialistas na criação de fórmulas políticas, tentam criar cenários na sucessão gaúcha. Uma das hipóteses que está sendo considerada envolveria a renúncia do vice-governador Paulo Afonso Feijó, que concorreria então a deputado estadual.
Segundo esses engenheiros políticos, com essa renúncia estaria aberto o espaço para também a governadora Yeda Crusius renunciar, deixando de concorrer à sua própria sucessão, e disputando então uma vaga de deputada federal. O deputado federal Germano Bonow (DEM) diz que essa “mágica” não se cria: “Não tem nada disto”. Com todo esse barulho, circulam intensamente boatos de que dirigentes nacionais do PSDB e do DEM estariam se esforçando para desamarrar o impasse existente entre Yeda Crusius e Paulo Afonso Feijó. Ora, se nenhum desses dirigentes esteve mais presente na vida gaúcha nos últimos três anos, por que agora teriam poderes para resolver o impasse? Além disso, está comprovado que esses dirigentes nacionais não conseguem entender o clima político gaúcho e comportamento do eleitorado do Rio Grande do Sul.Ninguém teve coragem de propor nada para Yeda.
A proposta urdida em São Paulo entre dirigentes do DEM e do PSDB, jamais foi colocada para Yeda. Ninguém tem coragem de fazer isto. Os companheiros e eleitores da governadora tucana não querem nem ouvir falar na conversa, que consideram uma traição e um tiro no pé, vantajosa apenas para Feijó e o Eixo do Mal, que se recuperariam da derrota que sofreram no âmbito da opinião pública.
Fonte: www.videversus.com.br



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