09.01.10
Os três concorrentes para o fornecimento de 36 caças supersônicos à FAB (Força Aérea Brasileira) temem que a disputa política entre militares e o governo inviabilize a realização do negócio de até R$ 10 bilhões neste ano, informa reportagem de Igor Gielow, publicada neste sábado pela Folha.
Segundo a reportagem, franceses, americanos e suecos têm essa mesma avaliação, ainda que haja diferença de interpretação no caso dos últimos –apontados pela Aeronáutica como donos da melhor oferta para suas necessidades, em relatório técnico que está nas mãos do ministro Nelson Jobim (Defesa).
Jobim e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm predileção pelo francês Rafale F3, por conta da aliança estratégica firmada com Paris. O avião, contudo, sai quase pelo dobro do Gripen NG no pacote proposto, e é mais caro que o americano Boeing F/A-18 Super Hornet.
A Folha informa que a opção da FAB decorreu de dois fatores: o custo de aquisição e operação ao longo dos 30 anos de vida útil do avião, e a proposta mais aberta de desenvolvimento conjunto oferecida pelos suecos.
Para americanos e franceses, o fato de o Gripen NG ser um modelo ainda em fase de testes o torna uma incógnita em termos de custo. Em comum, todos acreditam que é grande a chance de a preferência da FAB ser suplantada por Jobim.
Fonte: www.camera2.com.br



janeiro 10th, 2010 at 7:19
Nada impede que nosso presidente tome uma decisão serena como administrador maior, pés no chão, atendendo às necessidades da FAB e da Embraer, observando custo/benefício e evitando os “cantos de sereia”. Tomara que não se revele um dislumbrado. Que Deus o ilumine e inspire. Afinal, serão 30 anos de ônus e bônus. Presidente, lembre-se: o senhor é presidente do Brasil, não da França. E aquí não temos dinheiro nem para alimentar os recrutas nos quarteis. Eles vão almoçar em casa para não morrerem de fome. Economia, homem!