Força-tarefa pode definir lista de interrogados no Caso Banrisul nesta quarta

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Representantes da PF, e dos MPs Estadual e de Contas se encontrão para definir rumos da investigação
Após CPUs e documentos terem sido apreendidos pela Polícia Federal (PF) nas sedes do Banrisul e das agências de publicidade DCS e SLM, a força-tarefa da Operação Mercari busca, agora, os próximos alvos da ação, que investiga fraudes milionárias contra o banco. Uma reunião, marcada para esta quarta-feira, entre autoridades dos Ministérios Públicos Estadual, de Contas e da PF, deve definir a lista inicial de pessoas ligadas ao banco e às empresas que prestavam serviços à instituição, a serem interrogadas nos próximos dias.

Além da SLM e DCS – que tiveram dirigentes presos na semana passada – pelo menos outras dez companhias são investigadas. Todas realizavam trabalhos terceirizados, mediante contratos estabelecidos no setor marketing do Banrisul, que tiveram os pagamentos suspensos, na última quinta, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo a PF, cerca de R$ 10 milhões foram desviados do banco, nos últimos 18 meses, através do suposto superfaturamento de notas fiscais.

No Banrisul, todos os contratos de publicidade passavam pelo crivo de três dirigentes: o superintendente de marketing Walney Fehlberg – que após ser preso foi afastado da função na segunda -; o vice-presidente e diretor de gestão de marketing do Banrisul, Rubens Bordini; e o presidente do banco, na época, Fernando Lemos, que desde o semestre passado é juiz militar.

A Polícia Federal mantém sigilo sobre o andamento do inquérito sem confirmar se, além de Fehlberg, outros membros da alta direção do Banrisul podem ser investigados. O assunto, contudo, vai ser tratado na reunião. “Também iremos discutir as informações obtidas nos documentos apreendidos”, disse o superintendente do órgão, delegado Ildo Gasparetto.

Ontem, três dos quatro presos na Operação foram soltos pela Justiça Estadual: Fehlberg, o dirigente da DCS Armando D’elia Neto, e o sócio da SLM Gilson Stork. O único suspeito ainda detido é Davi Antunes de Oliveira, apontado pela PF como o operador das fraudes, que foi transferido da carceragem da corporação policial para o Presídio Central, em Porto Alegre.

Nessa tarde, a reportagem da Rádio Guaíba contatou os advogados dos três acusados liberados pelo Poder Judiciário, e todos garantiram ainda desconhecer quais eram as relações dos clientes com Davi Oliveira. “Pelo que sei, o Davi era uma pessoa conhecida no mundo publicitário de Porto Alegre, mas ainda não discuti com meu cliente qual era a proximidade entre os dois”, afirmou o defensor de Stork, José Paganella Boschi.

Fonte: Rádio Guaíba

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