Uma haitiana deu à luz neste sábado a um menino no barco da guarda costeira americana que faz parte do esforço enviado pelos Estados Unidos para ajudar às vítimas do terremoto de magnitude 7 que devastou o Haiti na terça-feira (12).
ONG diz que 37 mil grávidas aguardam ajuda nas ruas do Haiti
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A mulher, que não teve o nome revelado, integrava um grupo de seis haitianos gravemente feridos no terremoto de terça-feira e que estavam sob proteção da Marinha dos Estados Unidos.
Ela entrou em trabalho de parto pouco antes de subir em um helicóptero da Marinha americana que a levaria a um hospital dos arredores de Cabo Haitiano.
O helicóptero transportou os seis feridos e o bebê ao porta-aviões alguns minutos depois, onde receberam cuidados médicos.
A ONG Care alertou neste domingo que aproximadamente 37 mil mulheres grávidas que perderam suas casas no terremoto aguardam ajuda nas ruas do país, expostas à falta de comida, água potável e atendimento médico.
Em um país onde metade da população tem menos de 18 anos, a situação também é crítica para muitas mães que acabaram de dar à luz e para os próprios recém-nascidos.
Na capital Porto Príncipe, cidade que foi devastada pelo tremor, os hospitais que não foram destruídos pelo estão atuando muito além de seu limite e são incapazes de atender aos milhares de feridos que se amontoam em frente às suas portas.
A Care alerta que as mulheres grávidas que não estão conseguindo receber assistência médica correm um grave risco de sofrer complicações e de morrer durante o parto.
Mesmo antes da tragédia, o Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade materna da região –670 óbitos por cada 100 mil nascimentos.
Segundo comunicado da ONG, aproximadamente 15% das mulheres enfrentam algum tipo de complicação no parto que exige assistência médica. A maioria das mortes no parto ocorre por hemorragia, infecção, trabalho de parto muito prolongado e hipertensão. Fonte: Folha On Line
Fonte: www.camera2.com.br



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