| 09/02/10 |
Jayme Copstein
Com toda a certeza e sem demora, para não se pensar em condescendência ou cumplicidade, haverá em todo o mundo, sob o comando das chamadas “esquerdas”, protesto veemente contra a morte de uma menina turca, de 16 anos, enterrada viva por “falar com rapazes da sua idade”, como conta o jornal eletrônico The Guardian. E, também, contra a violência de uma família talibã no Paquistão, para obrigar a filha de 13 anos a se explodir em atentado terrorista. A garota fugiu e contou a história, que pode ser lida na íntegra no portal do site da BBC.
O corpo da menina turca identificada apenas pelas iniciais M.M., foi encontrado pela Polícia em posição sentada, com as mãos amarradas, em uma cova de dois metros de profundidade, cavada sob um galinheiro. A Polícia estava investigando seu desaparecimento, comunicado pela família para dissimular o crime de honra, segundo a tradição islâmica ortodoxa. Todavia, um leitor e vizinho de MM informou ao jornal Turkish Hurriyet sobre o “conselho de honra” em que a família a condenou a morrer. A autópsia mostrou que a garota estava consciente quando foi enterrada. Morreu asfixiada.
Já a segunda menina, Meena, paquistanesa de 13 anos, está viva graça a uma cabra fujona. Ela saiu em busca do animal, momentos antes de um helicóptero ter bombardeado a casa da família. Como lá havia um depósito de explosivos, foi tudo pelos ares. Apavorada, a menina, sem saber quem havia sobrevivido da família, procurou as autoridades para pedir ajuda e contou que o irmão queria transformá-la em militante suicida.
A história, colhida pela repórter Orla Guerin, está no portal brasileiro da BBC. Meena relata que o irmão participou do atentado no mercado Khyber Bazaar (outubro de 2009 – mais de 50 mortos) e que a sua casa era sede de reuniões do comando talibã, para o planejamento de ações terroristas. Sob ameaças, este irmão e o pai tantavam convencê-la a se explodir, prometendo: “Se você fizer isso, vai para o paraíso muito antes de nós.”
Meena respondia: “E todas as pessoas que vou matar? Elas são todas muçulmanas.” O irmão a ameaçava: “Se você sair de casa, vou cortar a sua cabeça e colocá-la no seu peito.” E quando ela falava em ser médica, ele dizia que “qualquer pessoa que quisesse estudar era um ‘amigo dos Estados Unidos’”.
A menina revelou à reportagem da BBC que os militantes suicidas são crianças da sua idade e até mais jovens. São sedadas com psicotrópicos, para que partam “sorridentes no cumprimento da missão”. Quando chegou a vez de sua irmã Nahida, ela gritava pela mãe porque não queria ir. A mulher foi espancada pelo pelo marido e pelo filho porque estava “distraindo a menina da missão dela”.
Há mais detalhes terrificantes da história que podem ser lidos no no portal da BBC. Com toda a certeza, repita-se, o protesto veemente das chamadas esquerdas, sempre tão disponíveis, não se fará demorar, até para não se pensar em condescendência ou cumplicidade.
Fonte: www.jaymecopstein.com.br


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