Justiça argentina aceita investigar crimes do franquismo

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Denúncia se baseou na aplicação do princípio de jurisdição universal que tange os crimes contra a humanidade
A Justiça argentina admitiu como querelente uma familiar indireta de três vítimas da ditadura de Francisco Franco na Espanha (1939/1975), no âmbito de um processo reaberto por crimes contra a humanidade, segundo decisão judicial divulgada esta terça-feira. A Câmara Federal aceitou o pedido que havia sido rejeitado em primeira instância, destacou o Centro de Informação Judicial (CIJ).

A familiar é a argentina Inés García Holgado, sobrinha neta de Elías García Holgado, fuzilado em julho de 1937 e que havia sido prefeito e deputado provincial de Salamanca. García Holgado é, ainda, sobrinha neta de Luis García Holgado, fuzilado em setembro de 1936, e sobrinha de Vicente García Holgado, que está desaparecido.

A mulher, ao lado do espanhol Darío Rivas (de 90 anos), filho de Severino Rivas, prefeito galego executado durante o franquismo, apresentaram em 14 de abril uma denúncia para que a Justiça argentina investigue os crimes cometidos na Espanha entre 17 de julho de 1936 e 15 de junho de 1977.

A denúncia na Justiça argentina se baseou na aplicação do princípio de “jurisdição universal” que tange os crimes contra a humanidade.
 

Fonte:  AFP/ www.correiodopovo.com.br

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